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Turistas pagam mais caro para consumir?

Quando meu primo veio passear aqui em Firenze eu marquei um encontro com ele em frente ao hotel Savoy, na Piazza della Repubblica. Na época a minha mãe estava aqui me visitando e nós fomos juntas ao local, pois dali sairíamos para dar uma voltinha pela cidade. Chegamos no horário marcado, esperamos um pouco, mas nada dele aparecer… até que minha mãe o viu  sentado no bar Gilli, que fica na frente do hotel e é um dos históricos locais em volta da famosa praça (pensei : coitado!). Meu primo estava aqui na Itália fazendo um master com outro amigo brasileiro e eles haviam pedido 2 cappuccinos e uma água. Assim que chegamos eles pediram a conta e eis a surpresinha:  17 euros! Isso mesmo, 10 minutos sentados e 17 euros por 2 cappuccinos, que podiam ter ser consumidos no balcão por um terço do valor.  Mas afinal,  esses locais turísticos exploram os turistas? Bem, o que acontece é que o turista não procura saber o valor antes de se sentar em determinados locais.  Explico neste post como você pode fazer se quiser economizar.

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Cobrar preços exorbitantes é (infelizmente) um hábito que acontece em diversas cidades européias e aqui não é diferente:  estabelecimentos que ficam próximos às atrações, lojas elegantes e praças importantes elevam os preços às alturas. E atenção: nem sempre significa que come-se bem nesses locais, apesar de serem tão caros.  Eu particularmente prefiro evitar fazer refeições em volta das praças, passo mesmo apenas para um cafezinho. E no balcão, claro.

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Imaginem que eu mesma já paguei 7,50 por um chocolate quente no histórico Caffè Giubbe Rosse (e isso há uns 10 anos), na Piazza della Repubblica. Eu fui com meu marido e alguns amigos aqui de Firenze.  E quando a conta salgadíssima chegou, meu marido brincando disse à garçonete que era fiorentino, e não turista. Mas ela garantiu que não cobram mais de turistas e que o preço é o do cardápio, para qualquer pessoa. Portanto pessoal, para evitar surpresas desagradáveis, não custa pedir o menu para verificar os valores (não precisa ficar com vergonha, é super normal consultar valores) antes de se jogar naquela mesinha estrategicamente posicionada nas belas praças da cidade de onde a gente observa o movimento.

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Dicas para economizar

Se você não dispõe de muito tempo e quer apenas tomar um cafezinho, melhor pedir direto no balcão. Aconselho pagar antes e informar ao caixa o que deseja e acrescentar “al banco“, que significa que você vai tomar ali mesmo no balcão e não vai utilizar a mesa. Para um café expresso você deverá desembolsar cerca de 1 euro nos bares de Firenze.

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O valor para quem utiliza as mesas é bem alto. Um simples cafezinho custa 4 euros no Gilli

Para vocês terem uma ideia, no Gilli, o café expresso no balcão custa 1,10. Esse mesmo cafezinho sai por 4 caso você decida sentar-se numa mesinha na varanda, independente se você fica 5 ou 50 minutos. Fora que além de preços exorbitantes, tem também a gorjeta, que não é obrigatória mas é bom ser gentil e acrescentar os 10% para os garçons.

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O mesmo acontece no Paszkowski, outro bar histórico que fica na Piazza della Repubblica. Paguei 1,40 pelo cappuccino no balcão. Seria 5,50 na varanda com vista para a praça. O croissant custa 1,10 no balcão e 3 euros sentado

Aqui vai uma dica de quem mora na cidade e descobre como se sentar nos cafés elegantes e turísticos e não pagar preços absurdos. Aqui no Paszkowski, por exemplo, existem 2 mesinhas disponíveis onde você solicita no balcão o que quer consumir e não paga absolutamente para nada para se sentar. Essas mesinhas ficam na parte interna, pertinho das portas.  Outros locais na cidade também disponibilizam mesas e não cobram  mais  para quem quer usá-las.

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Aqui você utiliza as mesas e não paga mais por isso. Você faz o pedido direto no balcão e pode consumir sentado, num local elegante e turístico. Depois que terminar, leve os pratinhos e xícara no balcão 😉

 

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Consumir sentado perto das principais atrações custa caro. Aqui na piazza della Signoria um spritz custa 13 euros e os pratos de massa cerca de 14. A comida é tambem um pouco mais cara, mas não na mesma proporção que bebidas e sorvetes

Mas se você quer relaxar com um drink sentado numa mesinha posicionada de frente para famosas atrações nas praças mais disputadas da cidade, ao menos programe-se para passar um tempo ali, sem pressa para ir embora. Afinal, você está pagando caro por um lugarzinho privilegiado. Mas que é bom, ah, isso é!

Dicas de hospedagem em Firenze? Veja aqui algumas sugestões. 

Caso queira saber mais sobre os cafés de Firenze, clique aqui.



About

A minha paixão pela comunicação e pelo turismo é herança dos meus pais. Adoro viajar para observar e vivenciar as diversidades culturais. Depois que me formei em Jornalismo, passei longa temporada em Londres, um curto período nos Estados Unidos e atualmente vivo em Florença, com meu marido e nossos dois filhos. Desde 2005 sou retail na Ermenegildo Zegna. Busco sempre ver o lado positivo em todas as coisas e prefiro ter por perto aqueles que, como eu, dão mais valor às pessoas do que às coisas materiais.


'Turistas pagam mais caro para consumir?' have 31 comments

  1. 23 de setembro de 2016 @ 15:38 Tati

    Esse ano, eu e minha mãe tomamos um spritz no Café Gigli aí, pagamos 12 euros cada! Caríssimo, mas o couvert estava uma delícia, o local é gostoso de ficar, bom atendimento. Estávamos fazendo hora para pegar o trem. Enfim, não dá pra se arrepender quando estamos em Florença! (mesmo pagando 3,5 euros no mesmo spritz em Treviso kkk).

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  2. 26 de setembro de 2016 @ 20:59 Alessandra Martins Ribeiro

    Ciao Denya
    Achei um café super gostosinho perto do Palazzo Pitti e que não cobra um absurdo.Passei duas vezes por lá…em outro café paguei 2 euros a mais para sentar…então tem que pesquisar mesmo….
    bacione

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    • 26 de setembro de 2016 @ 23:11 Denya Pandolfi

      Oi Alessandra,
      é isso ai, precisamos pesquisar antes para não termos surpresas desagradáveis.
      Abraço e obrigada pela visita!
      Beijos,
      Denya

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  3. 28 de setembro de 2016 @ 16:37 Simone Guariglia

    Oi Denya,
    Adorei seu blog! Dicas excelentes!
    Vou aproveitar e pedir outra dica para vovê já que estou indo para Firenze em outubro… Devo chegar em Milão por volta das 16:00hs… Qual a forma mais prática para ir para Firenze? Estou pensando em alugar um carro, mas acho que a viagem é meio longa e devo chegar cansada… É muito trabalhoso ir de trem?
    Obrigada

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    • 28 de setembro de 2016 @ 23:01 Denya Pandolfi

      Oi Simone,
      De trem é bem mais prático e rápido, pois se tiver engarrafamentos etc vc perde bastante tempo. Veja no site Trenitalia e coloque “Malpensa aeroporto” como local de saída (dura 2h46 min o trajeto).Saindo de Malpensa vc troca apenas na estação de Milão (Centrale). Boa viagem e td de bom! Beijos, Denya

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  4. 20 de outubro de 2016 @ 13:20 Marconi Ribeiro

    Aconteceu a mesma coisa comigo. Marquei com um amigo na Piazza della Repubblica e falei para ele não sentar de maneira nenhuma em qualquer um dos restaurantes pois iríamos jantar em outro lugar, mas não deu outra, quando o encontrei ele estava sentado no Caffè Donnini e reclamando dos preços. kkkkkkkkkk

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    • 23 de outubro de 2016 @ 16:48 Denya Pandolfi

      Oi Marconi, é que muitos não imaginam que os valores que vigoram são altíssimos. Acho que vale a pena só quando você quer ficar bastante tempo. Imagino o susto que teu amigo tomou, rsrs. Abraço e bom domingo 😉 , Denya

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  18. 8 de junho de 2018 @ 22:43 Grazie a te / Viajar de trem na Itália é fácil, prático, econômico e seguro

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  19. 26 de junho de 2018 @ 09:22 Grazie a te / A feira Le Cascine acontece todas as terças-feiras, durante todo ano

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  20. 2 de julho de 2018 @ 09:53 Grazie a te / A Basílica de San Miniato al Monte foi construída entre os séculos 11 e 13

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  21. 5 de julho de 2018 @ 10:26 Grazie a te / Quem nunca passou dificuldades e apertos durante a viagem?

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