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Casa dell'Orafo

Casa dell’Orafo: a arte da ourivesaria contemporânea com raízes seculares

A arte da ourivesaria florentina é muito antiga: na Idade Média, estruturou-se como uma das indústrias artesanais mais prestigiadas da Europa,  constituindo  uma verdadeira corporação artística e urbana nos séculos 12 e 13.

E no Renascimento, artistas de renome internacional como Brunelleschi, Ghiberti, Donatello e Luca della Robbia nasceram como artesãos e se formaram em oficinas de ourivesaria, uma das atividades mais florescentes na Florença medieval e renascentista.

A Casa dell’Orafo é uma construção medieval que fica no Lungarno degli Archibusieri e era parte de um convento agostiniano

E essa tradição secular ganha forma contemporânea nas mãos de novos mestres e mentes criativas, que continuam a perpetuar essa arte  no endereço mais representativo de Florença: a Casa dell’Orafo, ao lado da Ponte Vecchio,

Firenze

Desde o século 17 os ourives escolheram esse predio como local de trabalho, devido à proximidade com a Ponte Vecchio, onde vendiam suas peças

A designer Maria Claudia Miller Bergerie que inaugurou ateliê na Casa dell’Orafo, onde suas peças são criadas e concebidas por mãos habilidosas

A convite de Maria Claudia Miller Bergerie, designer criativa e proprietária da Eloise Jewelry, visitei sua nova oficina artística  junto a um grupo de jornalistas,  no local mais icônico da cidade.

Aqui, as minúsculas celas de um antigo convento agostiniano foram transformadas em pequenos ateliês. Uma construção medieval cuja história está ligada à chegada dos ourives à Ponte Vecchio, a partir de 1593.  Foi o Grão-Duque Ferdinando I de’ Medici  que determinou a retirada dos açougueiros, que vendiam carne na ponte desde sua construção, em 1345, para dar lugar aos ourives.

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Desde o século 14 a ponte era vista como uma continuação da estrada urbana e era ocupada por bodegas populares, como açougues e horticultores

Desde então, a Ponte Vecchio se tornou a ponte de ouro mais brilhante da Europa.Conseguir um ateliê na Casa dell’Orafo, que tem  apenas 31 “celas”, não  é simples. Maria Claudia precisou aguardar pacientemente para conseguir abrir seu showroom. inaugurado há poucos meses. Com grande experiência em grifes renomadas do setor de luxo, Maria Claudia cria joias preciosas de design contemporâneo, todas realizadas artesanalmente.

Casa dell'Orafo Firenze

Peças também realizadas sob medida, criadas com atenção aos detalhes e com toque pessoal

Seu processo criativo é único e começa com um esboço em papel. É um trabalho que valoriza a singularidade do artesanal e exige estudo, paciência, precisão e know-how. Suas criações são feitas em ouro maciço de 18 quilates e prata 925, com banho de ouro de 3 microns, projetadas para serem ultra resistentes e duráveis.Anéis, braceletes,  brincos, colares e pingentes.

Casa dell'Orafo

Eloise – peças são versáteis e modernas, meticulosamente confeccionadas à mão na Casa dell’Orafo

Maria Claudia, que é peruana, quis trazer referências de seu país em uma de suas linhas, a  coleção Flore, que  apresenta joias com as cores  vibrantes de pedras preciosas naturais, escolhidas pela tonalidade e energia únicas. Já as joias da linha Arché traduzem os quatro elementos clássicos em pedras preciosas, cada uma com um significado íntimo: Rubi para o Fogo, Diamante para o Ar, Safira para a Água e Esmeralda para a Terra.

As peças da Eloise são versáteis e intercambiáveis,  nos permitindo compor novas peças a cada uso, como nos ilustrou Maria Claudia com os pingentes, que  podem ser usados nos colares ou nas pulseiras

A  essência de cada peça vai além dos materiais de alta qualidade:  é realçada pela beleza das  joias artesanais, com desenhos únicos e caracterizada pela fusão de técnicas ancestrais de ourivesaria com uma abordagem de design dinâmica e eclética.

Casa dell'Orafo na ponte Vecchio

Depois de conhecer sua história e suas belas coleções, participamos de um brunch na Osteria delle Tre Panche, com uma vista privilegiada para um do cartões-postais mais lindos da cidade.

Maria Claudia recebeu Elena Muserra, Jane Farrel, Camilla Gusti , Sara Moschini, Denya Pandolfi e Daphne Palmitessa na Osteria delle Tre Panche para um delicioso brunch

A arte da ourivesaria florentina é um tesouro inestimável, que ganha forma contemporânea nas mãos de novos mestres a Casa dell’Orafo. Caso tenha interesse em fazer um passeio com o tema da ourivesaria florentina e visitar a Casa dell’Orafo, me envie uma mensagem.

Ponte Vecchio, a ponte de ouro de Florença

Um dos símbolos de Florença, a Ponte Vecchio, é uma das mais famosas pontes do mundo. Foi a única ponte da cidade poupada durante a 2ª Guerra Mundial.
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No verão a ponte ganha os tons alaranjados. Reluz como ouro!!!

A ponte liga o centro histórico da cidade ao Oltrarno, região mais autêntica e boêmia da cidade, onde encontramos inúmeras bodegas de artesãos, barzinhos descontraídos, ateliês e lojas de restauradores.
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Observando-a de longe vemos diversas casinhas em tons amarelo-ocre que são na verdade joalherias,  distribuídas em ambos os lados da ponte.
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Vista da Ponte Vecchio através da ponte vizinha, a elegante Ponte Santa Trinità

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Algumas das lojas que encontramos na Ponte Vecchio são geridas pelas mesmas famílias há séculos

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Na Idade Média a Ponte Vecchio era utilizada para proteção contra os inimigos que podiam atacar a cidade através do rio Arno

Sua origem é incerta, mas provavelmente  foi construída durante o Império Romano. Inicialmente tinha sido realizada  em madeira e depois de  muitas enchentes, sendo uma devastadora a de 1333 que a destruiu, foi reconstruída  por Taddeo Gaddi em 1345 em pedra e  foi a primeira ponte da história em que arcos rebaixados foram usados para construção.
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Fotos de diversos ângulos e momentos que registrei da Ponte Vecchio e que foram postadas no Instagram do blog. Se ainda não segue, aqui vai @grazieateblog

 

Desde o século 14 a ponte era vista como uma continuação da estrada urbana e era ocupada por bodegas populares, como açougues e horticultores, que despejavam os resíduos diretamente no Arno.

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À esquerda o Corredor Vasariano

 

A passagem secreta sobre a ponte – Em 1565 o grão-duque Cosimo I de’ Medici solicitou à Giorgio Vasari que construísse uma passagem secreta ligando o Palazzo Vecchio ao Palazzo Pitti.  Muita gente que passeia por ali nem percebe o Corredor Vasariano, que faz parte da Galleria degli Uffizi.  O secreto corredor permitia que as prestigiosas famílias que dominavam a cidade pudessem passar de uma lado ao outro da cidade sem serem vistos.
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O Corredor Vasariano passa ao lado da Torre dei Mannelli

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A ponte era praticamente um mercado de peixe, carne, fruta e verdura. O local passou a funcionar como um mercado e os comerciantes descarregavam os resíduos diretamente no Arno, provocando mau cheiro

Em setembro de 1593, o grão-duque Ferdinando I exigiu que os açougues e bodegas passassem a funcionar em outro local para dar lugar à joalherias, visto que o local era passagem de nobres senhores, que transitavam entre o Palazzo Vecchio e o Palazzo Pitti, no Oltrarno.  O prazo estabelecido foi de 9 meses para que os comerciantes deixassem o local.  Eles foram transferidos para a Praça do Mercado, atual Piazza della Repubblica.
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A Ponte Vecchio passou a ser um ponto comercial famoso não apenas de venda, mas também de produção com lojas de ourivesaria de prata e ouro, com jóias e ornamentos

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Na área central da ponte estátua de Benvenuto Cellini. Ele foi o ourives mais famoso da cidade do século 16. É dele a obra Perseus com a Cabeça de Medusa, uma das minhas prediletas na Piazza della Signoria

 

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Os cadeados em torno da estátua de Benvenuto Cellini. Os apaixonados insistem mas é proibido colocar cadeados nas grades. Existe uma  multa de 50 euros que foi estabelecida pela prefeitura da cidade pra quem infringir a lei.
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A meridiana colocada no século 14. Este relógio de sol é um antigo instrumento para medir o tempo de acordo com a posição do sol. Está localizada perto do monumento dedicado à Benvenuto Cellini

A foto abaixo foi durante uma visita à Società Canottieri di Firenze no início do outono.
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