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O Museu Stefano Bardini de Florença

O Museu Stefano Bardini não está entre os mais  visitados de Florença. E não seria exagero dizer que certamente muitos brasileiros não sabem nem mesmo de sua existência.  Mas o museu apresenta uma interessante e eclética coleção de objetos antigos, artefatos das civilizações grega e romana e até mesmo obras preciosas realizadas por Donatello,  Pollaiolo e Pietro Tacca.

O museu leva o nome de seu criador, o comerciante e famoso colecionar de antiguidades Stefano Bardini,  que transformou sua paixão por arte em uma carreira de sucesso. Ele adquiria em mercados e em viagens  obras-primas de artistas renomados e desconhecidos. Stefano era uma figura notável no final do século 19 e era conhecido como o “Príncipe dos Antiquários”.

Museu Bardini

  • História do museu – O Museu Bardini representa o legado do antiquário Stefano Bardini (1836-1922), que deixou para a cidade de Florença a sua coleção.  Stefano formou-se como pintor e tornou-se um renomado restaurador, além de destacar-se  entre os maiores negociantes de antiguidades do país.

O museu funciona no edifício onde  Stefano vivia e que passou por uma restauração na  metade do século 19. Com a sua morte, em 1922,  o  prédio e suas coleções foram herdados pela cidade de Florença, criando o museu cívico da cidade.

O museu Bardini conserva cerca de 3.600 obras, incluindo pinturas, esculturas, armaduras, instrumentos musicais, cerâmicas, moedas, medalhas e mobiliário antigo.

As nove salas do andar térreo são dedicadas à escultura e contêm artefatos etruscos, romanos e medievais

Sala das Madonas: O Museu Stefano Bardini abriga uma coleção rica e diversificada, sendo que há uma sala inteira é dedicada à Maria, representada em inúmeros relevos, principalmente do século 15.

museu Stefano Barbini

O crucifixo de Bernardo Daddi, com 4 m de altura

Dentre as obras-primas em exposição estão a Madonna con Bambino, de Donatello

Museu Bardini

Em visita ao museu, impossível não notar o característico azul das paredes. Essa cor, escolhida pessoalmente por Stefano Bardini, tinha como objetivo recriar uma atmosfera peculiar em harmonia com as obras expostas e  aumentar o brilho e a luminosidade do mármore branco. Mas após sua morte, durante obras de restauração, o azul foi substituído pelo ocre florentino, uma cor  mais tradicional.

Depois de trabalhos de restauração realizados, o azul Bardini foi recuperado e as obras  puderam novamente ser realçadas pela luz em contraste com as fascinantes tonalidades das paredes.

Bardini

A famosa fonte do Porcellino. A cópia em bronze foi provavelmente encomendada por Cosimo II de’ Medici. Tacca fundiu a estátua em 1633 e foi Fernando II quem decidiu transformar a obra em uma fonte, que foi instalada na Loggia del Mercato Nuovo

O museu Bardini abriga a conhecida estátua do Porcellino, em bronze, criada por Pietro Tacca. Uma réplica da Fonte do Porcellino  está localizada no Mercato Nuovo e é uma das atrações mais conhecidas de Florença devido à superstição que envolve a escultura.  Pois dizem que dá sorte passar a mão no focinho do javali , apoiar uma moeda em sua boca e depois soltá-la para que caia dentro da grelha

Outra escultura famosa conservada no museu é o diabinho realizado por Giambolonha. Há uma cópia na esquina da via de’ Vecchietti

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Basilica della Santissima Annunziata de Florença

Neste post falo sobre uma igreja de Florença que não está entre as mais visitadas da cidade mas que é rica de arte,  beleza,  historia e devoção: a maravilhosa Basílica da Santíssima Annunziata.

A igreja foi fundada em 1250 pelos Sete Santos Fundadores da Ordem dos Servos de Maria, conhecidos também como  Servitas e é o principal local de culto mariano em Florença.

Santissima Annunziata

A basílica foi consagrada em 1516

barroco

Decoração barroca no interior da igreja

Com decoração barroca, a igreja passou por ampliações e restaurações e ao longo dos séculos se enriqueceu com inúmeras obras de arte. Aqui já atuaram artistas como Beato Angelico, Andrea del Sarto, Rosso Fiorentino, Michelozzo, Allori, Pontormo e Vasari.

A história do santuário está ligada ao culto de uma pintura milagrosa de Nossa Senhora, mostrando a Anunciação, conservada  numa capela,  restaurada em 2020.  Esta é, portanto, a pintura que dá nome à igreja.

Entrando pela porta principal e virando à esquerda, podemos conferir a  pintura preservada num altar

Milagre

Em 1252, os frades decidiram embelezar o edifício com obras de arte dedicadas à Virgem Maria.   Segundo a lenda, o pintor Fra Bartolomeo,  estava tendo  dificuldade em pintar os detalhes do rosto da Virgem Maria e depois de muito esforço e vencido pelo cansaço de tentativas fracassadas,  acabou adormecendo.  Ao acordar, descobriu que a mão de um anjo havia finalizado os detalhes do rosto da Virgem e por esse motivo a pintura foi chamada de “Anunciação Milagrosa”. A atual  estrutura  da igreja tomou forma em meados do século 15, com projeto realizado por  Michelozzo, arquiteto dos Medici, com a construção de várias capelas,  que foram posteriormente finalizadas por Leon Battista Alberti.

Firenze

A imagem considerada milagrosa e objeto de grande veneração

A atual  estrutura  da igreja tomou forma em meados do século 15, com projeto realizado por  Michelozzo, arquiteto dos Medici, com a construção de várias capelas,  que foram posteriormente finalizadas por Leon Battista Alberti.

volterrano

O interior da cúpula foi pintado com afrescos de Volterrano no final do século 17

santuario-mariano Firenze
O interior da igreja é suntuosamente decorado com dourado, medalhões e estuques.

O Claustro dos  Votos: as boas-vindas com um importante ciclo de afrescos, que foram iniciados em 1460

Antes de entrar na igreja,  não deixe de admirar as pinturas do  belo Claustro dos Votos,  que apresenta um dos ciclos de afrescos mais importantes da história da arte florentina entre os séculos 15 e 16 (foto acima). Os afrescos  foram realizados por artistas que concluíram o período renascentista e iniciaram o do Maneirismo, como Rosso Fiorentino,  Pontormo e  Andrea del Sarto. Ao longo dos séculos, o claustro passou por várias restaurações.

santissima annunziata

A fachada sóbria da igreja

A igreja fica na praça homônima, perto do Museu degli Innocenti (não deixe de conferir o post), uma das primeiras obras renascentistas de Florença.

 

O pátio do museu Uffizi e suas 28 estátuas

O pátio do Museu Uffizi de Florença, em forma de U,   apresenta  28 estátuas de mármore  nos nichos dos pilares,  homenageando ilustres toscanos.  Essas esculturas retratam personalidades que se destacaram em diversas áreas, como desenho, literatura,   arte, poesia, política, história e ciências. As esculturas foram colocadas  na  primeira metade do século  19.
uffizi
Mas falta um artista muito importante, Sandro Botticelli. Por que será que não encontramos a sua escultura no pátio?
Apesar do grande sucesso que alcançou, sua fama declinou nos últimos anos de sua vida (também devido à mudança no clima político com Savonarola) e ele só foi redescoberto pela crítica no século 19.
A história do museu –  Em 1559, Giorgio Vasari recebeu de   Cosimo I  a incumbência de criar um edifício que reunisse todas as magistraturas da Toscana em uma área próxima ao Palazzo Vecchio, que era o poder público da cidade. Vasari criou uma obra-prima da arquitetura,  que hoje simboliza Florença tanto quanto a cúpula e a Ponte Vecchio. Na época, essa era uma área da cidade degradada e insalubre.

Em 1834, o editor e amante da arte, Vincenzo Batelli retomou o projeto que existia desde a construção original do Uffizi e as esculturas foram realizadas, entre 1842 e 1856

As estátuas dos 28 homenageados do pátio do museu:  Cosimo il Vecchio, Lorenzo il Magnifico, Orcagna, Giotto, Giovanni Boccaccio, Niccolò Machiavelli, Francesco Guicciardini, Dante Alighieri, Leonardo da Vinci , Michelangelo Buonarroti, Petrarca, Andrea Cesalpino, Sant’Antonino , Francesco Ferrucci, Giovanni delle Bande Nere, Pier Capponi , Farinata degli Uberti, Amerigo Vespucci , Francesco Redi , Paolo Mascagni, Galileo Galilei , Benvenuto Cellini, Donatello, Leon Battista Alberti ,Guido Aretino, Nicola Pisano, Pier Antonio Michele e Accorso.
Poggi

Lembranças originais e de qualidade em Florença: a histórica loja Armando Poggi

Tem um endereço  para compras em Florença onde você pode comprar artigos para toda a família: Armando Poggi, que este ano completa  90 anos.
Bem no coração da cidade,  em frente ao Duomo,  essa loja histórica  oferece várias ideias  de presentes para toda a família.
Poggi

A Armando Poggi é uma loja especializada em presentes com propostas originais e de qualidade, combinando tradição artesanal e design sofisticado

A Armando Poggi é referência para quem busca presentes com significado, tradição  florentina, alta qualidade e design atemporal.

Armando Poggi

É impressionante a quantidade de opções que você encontra no local, desde uma lembrancinha até presente de casamento,  joias, relógios, cristais e objetos originais, com opções para todas as idades, com linhas feminina,  masculina e infantil.

Poggi

As joias são um capítulo à parte! Desde as mais tradicionais até peças com design contemporâneo, joias com pedras coloridas e repletas de simbolismos, comcriações exclusivas realizadas para a loja.
Poggi

A Armando Poggi desenvolveu a coleção Giglio de Florença, oda realizada à mão, em prata 925 e banhada à ouro

Destaque para as peças que homenageiam Florença,  inclusive através de uma coleção lançada pela própria  marca, que traz os maiores símbolos da cidade em colares, pulseiras, brincos e anéis, que representam conexão com a cidade.

Bracelete Giovanni Raspini com  exclusividade para a loja, com pingentes dos maiores símbolos de Florença, como a Cúpula de Brunelleschi, o lírio e o Davi

No andar superior,  uma infinidade de artigos para a casa, cheios de criatividade e artesanalidade. E enquanto você seleciona suas peças, admira de um ângulo surpreendente a Catedral Santa Maria del Fiore!
cupolone

Copos coloridos de Murano

Linho italiano

No andar superior, artigos para a casa e decoração

Se você quer fugir do óbvio e dar um presente que conta história, a Armando Poggi é parada obrigatória. A loja combina tradição artesanal e design sofisticado.

Esses pratos são modernos, divertidos e interessantes. Mas essas peças exigem uma embalagem especial

Poggi

Um presente da Armando Poggi  é um pedaço de Florença que você leva para a vida. E para  compras acima de 70 euros a loja pode emitir o formulário para você solicitar o Tax Free.

Curiosidade: o  prédio onde está localizada a loja é o antigo ateliê de Donatello e Michelozzo e onde   havia a casa-torre da  potente família Adimari na época medieval

A loja está localizada em uma rua exclusivamente de pedestres, que liga a piazza Duomo à Piazza della Signoria

  • Post em parceria com  a Armando Poggi. Todas as opiniões expressas são independentes e refletem a minha experiência real na loja e as recomendações foram selecionadas por mim.

Armando Poggi

Via Calzaiuoli, n 103 r

Firenze 

 

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Museu de Casa Martelli de Florença

Já pensou poder voltar no tempo e visitar a residência de uma nobre família florentina? A poucos passos do Duomo de Florença esconde-se um fascinante tesouro: o Museu Casa Martelli,  palácio  que foi residência da família Martelli desde o século 17.

Museu Casa Martelli foi durante séculos  o lar da ilustre família florentina

O palácio Martelli  apresenta fachada simples, mas  seu interior guarda uma abundância de obras importantes,  com salas decoradas por lindíssimos afrescos e ambientes adornados com móveis elegantes e preciosas obras de arte, uma capela, um salão de baile para grandes eventos e espaçosas  salas decoradas em estilo grotesco, com efeitos de ilusão de ótica que encantam os visitantes!

Os ambientes são adornados com móveis elegantes, galerias de quadros, tapeçarias,  objetos  e obras de arte preciosas. O museu abriga uma galeria de pinturas e esculturas de ​artistas  como Piero di Cosimo, Luca Giordano, Salvator Rosa e Domenico Beccafumi.

Os espaços, objetos e obras de arte revelam  o estilo de vida de ilustres membros da nobreza florentina. Nos afrescos, Camila Martelli e o marido Cosimo I’ de’ Medici

Graças aos laços estreitos com a família Medici, a partir do século  15 a família Martelli conquistou poder e prestígio em Florença.  Inclusive Camila Martelli  foi a segunda esposa do Grão-duque Cosimo I de’ Medici, depois da morte de sua primeira esposa, Eleonora di Toledo.  Camilla e Cosimo se casaram em 1570 em uma cerimônia privada e a jovem esposa não assumiu o título de Grã-Duquesa e nem gozou  de privilégios dinásticos.

O palácio, localizado na via Zannetti, foi construído pelo arquiteto Bernardino Ciurini e conta com afrescos dos pintores Vincenzo Meucci, Bernardo Minozzi e Niccolò Contestabile, com o estuques realizados por Giovan Martino Portogalli.

A grande paixão pela arte que ecoa em todos os ambientes do palácio, decorado e luxuoso

E o que torna o museu ainda mais peculiar é que seu acervo não é uma reconstrução póstuma, mas sim composta da coleção reunida nos séculos pela família Martelli.

A casa-museu conta séculos de vida de uma das mais antigas famílias florentinas

Doada ao Estado em 1998, o local foi residência da última descendente da família, que morreu em 1986 e aberta ao público em 2009.

Na Casa Martelli tinha um costume: quando o primogênito se casava  podia modificar o palácio da família: Niccolò Martelli encomendou  afrescos para a esposa Caterina de’ Ricci no andar térreo , dentre os ambientes mais bonitos do palácio.

A “sala boschereccia”, afrescada por Niccolò  Contestabili na primeira metade do século 19

Os apartamentos de verão no térreo datam do início do século 19 e foram os ambientes que mais me impressionaram!   A  sala boschereccia, que foi pintada por Niccolò Contestabili, com as paredes decoradas por uma romântica paisagem florestal era a área de relax, uma espécie de spa da época, e o jardim de inverno, ou “bersò”, pintado por Gaetano Gucci, com pinturas delicadas.

O Museu Casa Martelli, aberto ao público em 2009,  faz parte do Museu Nacional Bargello. As visitas guiadas são organizadas em pequenos grupos de no máximo 15 pessoas.

Museu Casa Martelli

Via Ferdinando Zannetti, 8 – Firenze

Horários de visitas :  às terças (das 13:30 às 17:30) e aos sábados (das 9 às 12h)

Ingresso gratuito

Agendamento obrigatório: 055 0649420

 

Santo-spirito

A Basílica de Santo Spirito de Florença

A Basílica de Santo Spirito, no Oltrarno, projetada  por Filippo Brunelleschi, é uma das mais importantes igrejas de Florença. Foi construída sobre as ruínas de um convento agostiniano do século 13 e destruído num incêndio no ano de 1371. Sempre foi governada pelos Frades da Ordem de Santo Agostinho, desde a sua inauguração. No interior encontram-se obras dos mais famosos artistas florentinos e uma das mais importantes que encontramos no local é o crucifixo de madeira, realizado por Michelangelo.

A igreja agostiniana de Santo Spirito, na praça homônima,  é uma das mais importantes da cidade

Observando a arquitetura renascentista, com suas colunas de arenito decoradas com capitéis coríntios, natureza e estrutura se manifestam em perfeito equilíbrio.  O espaço visual  aparentemente aumenta as dimensões das naves transmitem uma sensação de liberdade e paz.

SantoSpirito

 

Também é possível visitar a rota agostiniana, que inclui o claustro dos mortos, o refeitório e a sacristia de Giuliano da Sangallo, onde se conserva o crucifixo de madeira, uma das primeiras obras de Michelangelo.

O campánario foi realizado por Baccio d’Agnolo no século 16

 

Michelangelo realizou o crucifixo quando havia apenas 18 anos

Crucifixo de Michelangelo – um dos artistas que contribuíram para decorar e embelezar a igreja foi Michelangelo, que na juventude teve a oportunidade de desfrutar do esplendor da basílica até se inspirar  para realizar  uma de suas obras mais significativas, o crucifixo de madeira. O crucifixo fica  na sacristia,  realizada por Giuliano da Sangallo.

A escultura foi realizada quando o artista havia 18 anos, para presentear o prior de Santo Spirito como forma de agradecimento pela hospitalidade  – ele passou um período no convento  após a morte de seu mecenas Lorenzo ” Magnífico” – e  pela  oportunidade de estudar anatomia, o que lhe permitiu esculpir e pintar com tanta perfeição detalhes do corpo humano.

 

O acesso à basílica é gratuito.

igrejas

Precioso edifício religioso construído por Brunelleschi para os agostinianos

Basílica de Santo Spirito – Firenze

Piazza Santo Spirito, 39

Aberta todos os dias,  exceto as quartas-feiras

Mais informações sobre horários e celebrações  litúrgicas: site da basílica 

Segredos e curiosidades de Florença

O centro histórico de Florença é repleto de lendas, segredos e curiosidades relacionadas ao seu passado. Hoje apresento algumas delas pra vocês e onde encontrá-las:

duomo

1 – Autorretrato de Cellini.  Na Loggia dei Lanzi está a monumental estátua de Perseu com a cabeça de Medusa, realizada por Benvenuto Cellini em meados do século 16. Olhando por trás, porém, a escultura esconde um segredo: nas costas de Perseu aparece o autorretrato do escultor. A Loggia dei Lanzi fica na a praça da Signoria.

Um dos segredos é o autorretrato de Cellini na nuca da escultura

 

2- O diabinho esculpido na esquina do Palazzo Vecchietti . Nesta área, no ano de 1243, São Pedro Mártir estava pregando contra os Patarini quando um cavalo preto avançou em direção à multidão de fiéis. Todos pensaram ser uma manifestação do demônio. O pregador, com o sinal da cruz, conseguiu afastar o animal.

Em 1584, o proprietário do palácio, Bernardo Vecchietti , contratou o escultor Giambologna para realizar a renovação da fachada do prédio e o artista decidiu lembrar desse episódio colocando um diabinho na esquina. A escultura que vemos hoje é uma réplica, pois a original está conservada no Museu Bardini.

3 – A cabeça de um touro na fachada do Duomo. Uma versão diz que a escultura é uma homenagem aos animais que desempenharam um papel crucial durante a construção da Catedral, mas, segundo a tradição popular, seria devido a uma traição. Segundo a lenda, o mestre-de-obras da Catedral mantinha um caso amoroso com uma senhora casada e quis colocar o tour para provocar o marido da amante, que morava ali em frente. Não é tão fácil conseguir enxergar o touro, fica perto da Via Ricasoli.

Fachada do Duomo de Florença: é preciso bastante atenção para encontrar o touro

4 – A janela sempre aberta no Palazzo Grifoni. Segundo a lenda, aqui vive o fantasma de uma mulher. A qualquer hora do dia ou da noite, a janela está sempre aberta. Dizem que uma donzela que havia se casado com um descendente dos Grifoni, realizou seu sonho de amor mas que durou pouco. Seu amado marido teve que partir para uma guerra e a esposa apaixonada o cumprimentou prometendo que o esperaria ali na janela. Depois de algum tempo, mesmo recebendo a notícia que ele havia morrido, ela não abandonou sua promessa e morreu ali, em frente à janela, onde havia passado toda a sua vida. Parece que o espírito da viúva Grifoni não assombre a residência, a janela fica sempre aberta. O Palazzo Grifoni Budini Gattai fica na piazza della Santissima Annunziata.

 

segredos de Florença

O Palazzo Grifoni, na praça della Santissima Annunziata

Gostaram desses segredos e curiosidades de Florença? Confira  também as janelinhas infantis de Florença.

Os lugares que lembram Dante em Florença

Dante Alighieri nasceu em Florença no ano de 1265, no mês de maio, mas  não se sabe exatamente o dia, apenas que  foi  “no período em que o sol está na constelação zodiacal de Gêmeos”.  A data simbólica de seu nascimento é 29 de maio. 

Poeta, escritor,  político e também guerreiro, é considerado o “pai” da língua italiana. O “sumo poeta” é autor da Divina Commedia, uma das maiores obras de arte da literatura mundial escrita  na Idade Média. A obra era intitulada Comédia, foi Giovanni Boccaccio que deu o adjetivo de  “divina”. Sua trajetória como escritor foi marcada pelo amor platônico por Beatriz Portinari.
Para celebrar o seu nascimento, trago alguns locais de Florença que lembram o “poeta  supremo”:
1-  Bairro de Dante.  Não se sabe exatamente onde ele nasceu, mas foi nessa área da cidade, conhecida como “quartiere dantesco”.  Com ruas estreitas e numerosas casas-torres, essa é área da cidade conhecida como  Florença medieval,  onde Dante viveu até antes de ser exilado
Dante
2 – Batistério de San Giovanni , onde  ele foi batizado. O batistério  é uma das mais antigas construções de Florença
3- Igreja de Dante –  a igreja  de Santa Margherita dei Cerchi era frequentada por sua família e foi aqui que Dante se casou com Gemma Donati.  Segundo a tradição,  Beatriz, sua musa inspiradora, está  enterrada na igreja 
4 – Torre della Castagna – Essa antiga torre medieval era onde se reuniam os Priores das Artes, o principal corpo político da cidade, do qual Dante já fez parte 
5 – Museo Casa di Dante – é um museu interativo, num prédio realizado no século 19. Esse é um museu  educativo sobre  a biografia e as obras do poeta
6 – Máscara de Dante –  acreditava-se ser uma máscara funerária baseada em um molde tirado do seu rosto, mas não há certezas sobre quando foi realizada. Encontra-se no Palazzo Vecchio 
7 – Pedra de Dante –   Dizem que esse era o lugar onde  ele costumava sentar para descansar, pensar e observar a construção da nova catedral da cidade
 
8 – Badia Fiorentina – A Badia, uma das igrejas mais antigas de Florença,  era um local de culto espiritual desde a época  de Dante
9 – Lápides –  no centro da cidade encontramos  33 lápides de Dante, com citações  da Divina Comédia 
10 – Catedral de Santa Croce – em seu interior encontra-se o cenotáfio de Dante, isto é, o monumento fúnebre, pois ele está enterrado em Ravenna , onde morreu em 1321

 

 

 

 

 

Terracota

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Villa Medicea della Petraia, nas colinas de Florença

As colinas de Florença guardam tesouros, histórias e segredos, como a Villa Medicea della Petraia, com seus deslumbrantes afrescos e um jardim  à  italiana,  uma  verdadeira joia paisagística!

A La Petraia é uma das vilas medíceas mais fascinantes, com suas decorações pictóricas e natureza deslumbrante ao redor, com linda vista para a cidade de Florença

Villa-della-Petraia

A poucos quilômetros de Florença, na área de Castello, a  Villa La Petraia é, sem dúvida,  uma das mais belas e  fascinantes vilas dos Médici,  por sua localização privilegiada, por seu espetacular ciclo de afrescos  e por  seu magnífico  jardim.

A vila ocupa um antigo edifício fortificado, do qual a grande torre ainda permanece,  ampliado no final do século 16  para criar a atual vila

Com a extinção da dinastia  Medici, o  local   passou para a família Lorena e posteriormente Savoia, sendo esta última responsável pela cobertura  do pátio interno.

O maravilhoso ciclo de afrescos no pátio da villa

A vila foi declarada Patrimônio Mundial pela Unesco em 2013.

O pátio da vila foi revestido no século 19. A decoração de afrescos foi realizada por Volterrano e Cosimo Daddi na primeira metade do século 17

Villa-della-Petraia

Escultura de Bartolomeo Ammanatti, do século 16

 

Durante a visita  podemos admirarar  os afrescos, pinturas e estátuas  e circular pelos ambientes internos que são  totalmente mobiliados. 
Villa-della-Petraia

A Villa La Petraia preserva numerosos artefatos de madeira de grande qualidade artística e artesanal

O rei  Vittorio Emanuele II viveu aqui quando Florença foi a capital  da Itália (entre 1865 e 1871) e os móveis atuais datam em grande parte desse período.

Villa-della-Petraia
Não muito longe dos pontos turísticos tradicionais, a vila foge da clássica rota de locais geralmente visitados no centro. E um detalhe importante: o ingresso é gratuito.
O local é aberto ao público  com visitas guiadas gratuitas em horários pré-estabelecidos e para  grupos de no máximo  25 pessoas.
Villa-della-Petraia

Os jardins são distribuídos em três níveis

Curiosidade: O jardim da Officina Profumo-Farmaceutica di Santa Maria Novella está localizado onde antes ficava o olival da Villa La Petraia,  numa área de 14 mil metros,  onde são cultivadas cerca de cem plantas medicinais.

Villa della Petraia
Via della Petraia, 40
Abertura:de abril à setembro: 8:30 às 18:30, de  terça à domingo
Horários das visitas guiadas: 9:30, 10:30, 11:30, 12:30, 14h , 15h, 16h e 17h
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