Arquivo da categoria: Arte e Cultura

Moda brasileira na Itália

Firenze respira moda nesses últimos dias e dentre os eventos fashion mais disputados e badalados que aconteceram na cidade o Brasil foi destaque. O Firenze4ever contou com uma intensa programação, entre 13 e 15 de junho, e ganhou nesta 9ª edição as cores, o ritmo e a criatividade de 20 designers brasileiros que passaram a engrossar a lista de marcas disponíveis seja nas araras da loja Luisa Via Roma como no serviço de vendas on-line, um dos mais fortes do mundo.

A ação foi promovida pela TexBrasil  (Programa de internacionalização da Indústria da Moda Brasileira, promovido pela Abit em parceria com a Apex). A data escolhida foi em aproximação da Pitti Uomo (que termina nesta sexta, dia 20), uma das principais feiras de moda masculina do mundo. Firenze vive dias animados e divertidos, com gente descolada de olho nas últimas tendências do momento. Isso aqui tá uma festa!!!

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A estilista Fabiana Milazzo na frente da vitrine da loja, obra de Felice Limonasi “Il tempo vola e anche le farfalle”

Com a agenda cheia de eventos e compromissos, a top designer Fabiana Milazzo bateu um papo com o Grazie a Te (e a gente adorou a companhia dela por um breve passeio na cidade!) para contar sobre a sua participação no evento Firenze4ever.  Atenciosa e bem-humorada, a talentosa designer assina peças-desejo feitas a mão onde a riqueza dos detalhes e perfeição no acabamento são de cara perceptíveis. Impossível não se apaixonar por suas criações.

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Um deslumbre este vestido da Fabiana (foto divulgação). “Toda roupa é feita a mão e algumas peças demoram até um mês para ficaram prontas. A gente imprime em cada peça o nome da bordadeira e o tempo que levou para ser confeccionada.”

A participação da Fabiana no evento foi inesperada e para ela uma grata surpresa. Ela nos conta que em fevereiro estava na Paris participando da feira Tranöi e o Andrea (Panconesi, CEO da Luisa) se encantou com um moleton da marca e quis saber mais a respeito.”Em poucos dias estávamos fechando a parceria e precisei buscar peças em diversas boutiques e correr contra o tempo para conseguir participar do evento”, diverte-se a designer, super feliz com o sucesso de suas peças.
Formada pela Accademia Italiana di Arte, Moda e Design, Fabiana ficou em Firenze até o ano 2000, quando voltou para o Brasil e abriu a sua primeira loja em Uberlândia, sua cidade natal. “Não imaginava que pudesse ter a minha roupa na Luisa. Lembro que na época  do curso a gente vinha admirar as vitrines, que sempre chamaram a atenção”.
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Depois do encontro com a Fabiana fui me encontrar com Simone Bernardes Rodrigues, da Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção) e com Evilásio Miranda, Gerente de Moda e Design do Texbrasil, que comemoram o sucesso do evento: “A gente imaginou que seria um projeto de grande visibilidade pois o evento é uma enorme plataforma de comunicação, que consequentemente gera muitos negócios. Eles trouxeram 30 blogueiros do mundo inteiro para um style-lab e muitos prestigiaram os designers brasileiros selecionando as peças para montar os looks e fotografar pela cidade”, explica Evilásio. A parceria foi firmada por seis meses mas a Luisa já demonstrou interesse em prolongar o contrato. A gente torce para isso!

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Evilásio Miranda, da Texbrasil, no lounge do novíssimo hotel Portrait Firenze, o mais novo hotel do grupo Ferragamo

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A Luisa Via Roma que busca sempre novos talentos escolheu este ano o Brasil por ser referência na América do Sul em termos de arte e cultura

A iniciativa trouxe à Itália marcas como Adriana Degreas, PatBo, Pedro Lourenço, Scarf Me, Janiero, Carla Amorim, Fabiana Milazzo, Lucas Magalhães, Helen Rödel, Isolda e Martha Medeiros que apresentaram a coleção inverno 2014/2015.  

Outra participação especial nesta edição da Firenze4ever foi a da designer cearense radicada em Firenze Patricia Al’Kary, que já vendia seus produtos na multimarcas e preparou para a ocasião uma capsule collection. Patricia resgatou sua paixão pela pintura transportando seus traços marcantes e característicos em suas bolsas. “Fiz esta linha especial a pedido da loja. Me inspirei na saudade do Brasil e usei cores vibrantes, flores tropicais e elementos que lembram a alegria e os ritmos do nosso país”, explicou a estilista.

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A designer Patricia Al’Kary com as lindas e divertidas bolsas que criou especialmente para o evento da Luisa Via Roma

 

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“Brasil, arte e música” é o tema do evento que durou dois dias, com presença de blogueiros, jornalistas e formadores de opinião de todo o mundo. Na foto, top de Helen Rödel e bolsa Patricia Al’Kary (divulgação)

 

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Arara com peças da estilista mineira Patricia Bonaldi, para a PatBo (foto divulgação)

 

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Vestidos da Isolda, outra marca que passa a fazer parte da Luisa Via Roma (fotos divulgação)

 

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Na Luisa, as coloridas peças de Helen Rödel (fotos divulgação)

No meu próximo post mostro pra vocês os outfits que a gente tem fotografado aqui em Firenze.  Para quem quiser conferir as novidades pode nos acompanhar pelo instagram: @grazieateblog.  Un abbraccio!!!

Artesanato no Jardim Corsini, em Firenze

Os portões do jardim Corsini passam praticamente o ano inteiro fechados ao público e é difícil imaginar a beleza escondida por trás dos grandes muros que circundam o local, a poucos passos da estação central de trem de Firenze. Neste final de semana aconteceu a XX edição do Artigianato e Palazzo, uma exposição de alto nível onde um seleto número de artistas realizaram suas obras diante dos visitantes mostrando suas habilidades e tirando dúvidas sobre trabalhos feitos a mão. O maravilhoso jardim que abrigou o evento parece até com aqueles dos contos de fada…

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O ingresso custou 8 euros mas pela internet era possível adquirir por 6. Crianças até 12 anos entravam grátis

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Os stands – que imitavam as pequenas bodegas- foram colocados nas laterais da alameda central, na limonaia e ao fundo do jardim renascentista. O início da construção do Palácio projetado por Bernardo Buontalenti data de 1590

 

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Esta é a limonaia, local onde as plantas são colocadas nos meses de inverno

Desde 1620 o local pertence à família Corsini.

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Durante o evento o público pôde ver de perto a realização de peças feitas pelas mãos de um selecionado número de artesãos

 

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O jardim apreciado de uma janela da limonaia: maravilha de lugar!

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Artesanato de alta qualidade pelas mãos de grandes talentos: acessórios, sapatos sob medida, mosaicos, artigos em couro, vidro, ferro, pinturas, roupas, peças para decoração, cerâmica, pintura, escultura e produtos alimentícios.

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A proposta é valorizar a tradição do artesanato italiano que expressa qualidade, técnica e criatividade

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O jardim com estátuas em sua alameda apresenta canteiros geométricos e o espaço conta com 130 árvores de citrinos. É notável o delicioso perfume que se sente ao caminhar pelo parque, graças às flores de laranjeira e de jasmim

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Muito interessante poder conferir os artistas realizando as suas obras.

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A mostra contou com 91 participantes, sendo que quase em sua totalidade italianos

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Quanta habilidade! Takafumi Mochizuki mora em Firenze desde 2007 e este ano abriu sua bodega em San Frediano, onde realiza um minucioso trabalho com formas de sapato, cabides, chapéus e lâmpadas. Criações únicas e super peculiares

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Vamos passear mais um pouco?

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É impressionante a organização deste tipo de evento. Para entreter toda a família foram organizados vários tipos de atividade, como workshops e laboratórios para as crianças, que puderam desenvolver trabalhos manuais junto aos instrutores. Diariamente ao meio-dia acontecia um cooking show onde os chefs ensinavam diversas receitas. Sem contar com os espetáculos musicais com diversos ritmos diferentes a cada dia do evento.

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Apresentações de música no jardim ajudaram a criar uma atmosfera ainda mais gostosa em um dos cenários verdes decisivamente mais lindos da cidade

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Mas posso dizer que uma das estrelas do evento foi a cadelinha Terry, de Cristina Borges, interior designer e artesã, que expôs produtos para os pets. Impossível quem não se rendesse a sua gostosura. Ciumenta dos produtos que levam seu nome – Terry e Friends  – encrencava com outros amiguinhos que queriam experimentar as caminhas e os poufs. O trabalho da Cristina é lindo e foi muito bem recebido pelo público. Reparem na harmonia das cores e estampas que ela utiliza:

 

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Já Anna Boemi Bonino, que assina como Bisley Bonino, da Barely Necessary, desenvolve um trabalho espetacular com papel e o transforma em bijuteria, acrescentando outros materiais como vidro, plumas e até objetos encontrados nas praias. Bisley é carioca mas desde pequena mudou-se do Brasil. Depois de Nova York ela veio Para a Itália, onde está há vinte anos. É formada em Conservação de Bens Culturais na Universidade Genova e tem ateliê em Milão.

 

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Há 17 anos foi instituído o prêmio Perseo ao expositor mais apreciado pelo público. A Dandelion Firenze foi a vencedora do Prêmio Perseo do ano passado. E as peças são realmente apaixonantes. Este foi um dos meus stands preferidos! As duas estilistas se chamam Carlotta e transformam peças preciosas antigas em criações refinadas e atuais. Os brincos são super leves e este que a Carlotta (foto abaixo) está usando é com materiais que têm mais de cem anos.

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E o prêmio Perseo deste ano foi para o Laboratorio Elementi, de Maria Gioia e Giovanni Maffucci, de Pistoia. Eles realizam lâmpadas, vasos, jóias, quadros e pequenas esculturas em cerâmica inspiradas na natureza.

O escultor Paolo Benvenutti faturou o prêmio como artesão (menos de 35 anos) preferido do público.

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Ducio Mazzanti venceu o prêmio como o stand mais bonito, graças aos seus coloridos acessórios em plumas

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O evento terminou no domingo e foi fechado com chave de ouro: contou com mais de 11 mil visitantes. O encerramento contou com uma orquestra que se apresentou na Loggia di Palazzo Corsini sul Prato, onde foi feita a entrega dos prêmios aos participantes. Quem visita a cidade nesta época do ano não pode perder as diversas manifestações que acontecem em vários pontos da cidade…. Firenze na primavera é ainda mais fascinante!
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Giardino Corsini – Via della Scala
Firenze

Posts que podem interessar: 

Mostra de Flores em Firenze, 2014

Para dar as boas vindas à estação mais colorida do ano, a Società Toscana de Orticultura  promove a Mostra de Flores em Firenze que já entrou para o calendário dos eventos oficiais da cidade e acontece sempre de 25 de abril a primeiro de maio. Eu postei no blog a mostra que conferi ano passado, inclusive foi um dos primeiros posts do Grazie a Te (confira aqui) e hoje trago as fotos da edição 2014.

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A data da abertura, 25 de abril, é sempre feriado por aqui pois comemora-se a libertação da Itália

 

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O evento antigamente era itinerantes mas há algumas edições vem sendo realizado no Giardino dell’Orticoltura, perto da piazza della Libertà

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Em meio a tantas flores e plantas tão lindas fica difícil escolher o que levar pra casa. Fiquei admirada com este mar de manjericão, com folhas gigantes.

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Este ano são 63 expositores de plantas e empresas de jardinagem e produtos biológicos

Durante quase uma semana o jardim torna-se ponto de encontro para os admiradores de flores e plantas.

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Uma das coisas que adoro aqui na Itália é participar de eventos populares ao ar livre

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Desde ontem uma chuvinha fina insiste em cair e segundo, a previsão do tempo, deve continuar até amanhã. Tomara que não atrapalhe os planos de quem quer conferir a mostra. Vamos torcer para que a meteorologia acerte e que apareça um lindo sol, principalmente no feriado de   primeiro de maio, para encerrarem com chave de ouro essa maravilha de evento.

Arte de rua em Firenze

Basta um passeio pelas ruas do centro de Firenze para perceber a sua estreita relação com a arte. O berço do Renascimento inspira e encanta com as suas belezas e a paisagem ganha também um reforço com os diversos artistas que se espalham pelas ruas e esquinas

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No post de hoje  mostro não apenas os  trabalhos de artistas que pintam telas e que desenham no chão mas também obras de artistas contemporâneos, de streetart, músicos e alguns clicks de cenas da cidade com atores que se apresentam como estátuas humanas próximos às principais atrações da cidade. E também simplesmente pessoas que buscam inspiração na arquitetura local para pintarem seus quadros.

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Este distinto senhor se apresenta na via Della Vigna Nuova, pertinho das lojas mais luxuosas e prestigiosas de Firenze

 

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A cidade sempre fonte de inspiração à estudantes de artes, como essa moça que estava reproduzindo as construções no Lungarno

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Aqui os trabalhos de Clet Abraham, um pintor e escultor francês que vive em Firenze desde 1990 e é um dos mais famosos artistas de street art da Europa.
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Com obras principalmente na Itália, Clet já deixou registrado os seus traços em cidades como Nova York, Paris, Amsterdam e Madri, sempre respeitando e mantendo-os legíveis mas imprimindo simpatia e ironia

Realidade artística contemporânea – São de Clet os traços e interferências nas placas urbanas que vimos espalhadas por toda a cidade e que despertam a curiosidade de todos. Alguns de seus cartazes já soaram provocativos mas Clet se defende dizendo que somos cada vez mais bombardeados de sinais e que o espaço urbano nos envia uma quantidade de mensagens basilares e unilaterais: “mesmo que úteis, mas sem personalidade. Queria que a unilateralidade da menagem viesse substituído pelo conceito da reversibilidade: se acrescenta um novo significado à primeira, levando-a a outro nível de leitura”.

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Clet escolheu os cartazes para se expressar pois os sinais urbanos são a única forma de arte contemporânea que conseguiu se impor com prepotência no espaço público

A concept store  Mio  vende objetos únicos de artesanato e street art, esculturas e edições limitadas de artigos feitos a mão. As placas do artista Clet abraham fazem parte da seleta seleção de artistas.

 

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Os artistas que desenham nas calçadas, conhecidos como madonnari.

 

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Os artistas que comercializam seus trabalhos pagam à prefeitura da cidade uma taxa anual para utilizo do solo público

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Que privilégio de quem pode colocar em prática os dotes artísticos em um cenário como este. E privilégio maior de quem pode presenciar cenas como estas! Firenze te proporciona tudo isso e muito mais…

As maiores novidades da feira de Milão

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Esta última semana foi bem movimentada pra gente. Enquanto a Isabela foi visitar a Vinitaly em Verona eu estive em Milão para conferir o Salão do Móvel, que terminou ontem e mostrou as maiores e mais importantes empresas e designers do setor mobiliário de todo o mundo, durante a 53ª edição do Salone del Mobile Di Milano. A gente fica encantada com tanta beleza, bom gosto e praticidade.

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Que coincidência: encontrei com as arquitetas capixabas Cintia Chieppe e Márcia Paoliello na entrada do evento. Sem contar que também havia encontrado com o Sr Luis Rigoni, proprietário da Móveis Rimo, que também veio para a Itália pesquisar tendências (Foto Marcela Ferreira, da Hashtag Italy)

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A capital da moda e do design estava super movimentada para a semana mais importante do ano, superando inclusive a Fashion Week

E foi surpreendente ver tantos brasileiros participando do evento. Diante de tantas propostas e infinitas novidades, vou tentar resumir em algumas fotos o que vi durante o evento.

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O maior evento do setor no mundo acontece no moderno centro de exposições de Rho (fica a 20 minutos de metrô da estação do Duomo. A parada para a feira chama-se Rho Fiera). A feira começou em 1961 com o objetivo de promover a exportação italiana de móveis

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Milão se transforma e os profissionais de design, arquitetura e interiores imergem em uma cultura que respira design e desenvolvimento

Propostas de encher os olhos. Claro que não apenas o lado estético é levado em questão. Existe uma perfeita harmonia entre o conforto e a praticidade, aliados à alta qualidade dos acabamentos. Expositores apresentaram novas tecnologias, materiais inovativos e mais do nunca, ecosustentáveis.

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Arquitetos, designers de interiores, designers de produto, buyers, empresários do setor moveleiro, estudantes e jornalistas conferiram as últimas tendências do design, totalizando um público de mais de 357 mil visitantes

Foram mais de 2.400 expositores em vinte pavilhões. Acredito que nem mesmo se você passar uma semana por ali vai conseguir conferir todas as novidades. Milão ferve de acontecimentos paralelos, o chamado Fuori Salone, com muitas iniciativas culturais e eventos badalados do setor da moda e do design espalhados por todos os cantos da cidade. A cidade vira uma festa!

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Hota do almoço e do descanso. Vamos continuar o nosso passeio???

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Estilos e design completamente diferentes de um stand para o outro. Tem propostas para todos os gostos.

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Eurocucina – O pavilhão dedicado à cozinha mostrou que ela é realmente o coração da casa, passando a fazer parte do ambiente “living”. Vi muitas propostas com o sistema de ilhas, em linhas bem clean.

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Os eletrodomésticos estão embutidos e o sistema de abertura de portas são inovadores

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Alguns expositores receberam convidados e visitantes com drinks e tira-gostos

E mais um pouco do que vimos. Haja disposição para esta maratona!
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Salone del Bagno–  Aqui a gente mostra o banheiro eleito pela arquiteta Marilia Celin, que nos enviou essas fotos de sua autoria.
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A artesanalidade mereceu destaque na feira. O SaloneSatelite promoveu workshops com artistas que dividiram experiências nas áreas da cerâmica, tecido, couro e estampas digitais (artesanato 3d), promovendo maior contato com o público e integrando tradição e produção industrial (Foto blog Isaloni)

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A feira apresentou uma infinidade de novidades com propostas de designers promissores emergentes de todo o mundo. Interessante notar que móveis e objetos antigos foram revisitados,  ganhando aspecto contemporâneo graças aos novos materiais e tecidos utilizados.
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O Brasil marcou presença e ganhou destaque nesta semana do design. Convidada pela empresa Matrix, a designer de bolsas Patricia Al’Kary (fizemos um post sobre ela, confira aqui) expôs suas criações recebendo os compatriotas no colorido stand da marca italiana.
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As ondas de Patricia invadiram o Salone del Mobile. O matelassè de suas peças, marca registrada das bolsas, podem ser vistos também nos puffs, novidade lançada na feira

A Loft Of Brasil era a única empresa brasileira que participou da feira expondo suas peças no pavilhão principal, que é o 10, destinado às empresas trandsetters, que lançam tendências.

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O nosso verde e amarelo marcando presença!

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A marca apresentou 30 produtos cujo diferencial são os materiais sustentáveis

E tem mais… tomou fôlego para mais uma voltinha com a gente?

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Gostaram das novas propostas de design? Visitando a meca do design e vendo tanta coisa linda, prática e funcional, a gente volta do  Salão do Móvel, com uma vontade enorme de renovar os ambientes da casa, não é mesmo? Rsrsrs… Boa semana pra todos vocês!

Firenze e a paixão pela bicicleta

É fácil perceber a relação de amor entre Firenze e a bicicleta. O meio de transporte mais popular e democrático do mundo é ideal para se locomover na cidade, que é pequena, com ruas planas e bem sinalizadas. Em determinados locais, passar de carro ou de ônibus pode complicar a sua vida.
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É que algumas ruas são tão estreitas que caso você encontre um obstáculo, tipo um carrinho recolhendo o lixo em sua frente, já era. Relaxe e tenha muita paciência, pois isso significa que você vai precisar acompanha-lo até o final da rua… Sem contar que conseguir estacionamento para carro em Firenze é tarefa árdua.

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Os benefícios da bicicleta são muitos. Além de ajudar a reduzir a poluição atmosférica e acústica, é um meio econômico, veloz e que ajuda a combater o estresse. E é uma delícia a sensação de liberdade que a bicicleta proporciona!

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Firenze conta o serviço de bicicleta compartilha. Para saber mais a respeito, confira o post Bike sharing em Firenze. 

 

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Muitas lojas, bares e restaurantes estilizam as bicicletas que ficam na porta dos estabelecimentos e sempre atraem olhares de turistas.

 

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Existem muitas ciclovias na cidade. Esta, que começa após esta travessia com o cartaz azul, é uma das mais bonitas pois beira todo o rio Arno. Mas em alguns trechos ela é interrompida e fica difícil entender como se comportar. Em alguns trechos, pedestres e ciclistas precisam dividir o mesmo espaço

 

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“Sou eu que te levo pelos parques a correr, Te ajudo a crescer e em duas rodas deslizar. Em cima de mim o mundo fica à sua mercê , você roda em mim e o mundo embaixo de você. Corpo ao vento, pensamento solto pelo ar, pra isso acontecer basta você me pedalar. B-I-C-I-C-L-E-T-A. Sou sua amiga bicicleta”. Passeio no parque com trilha sonora de Toquinho

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A bicicleta aqui na Itália é utilizada por pessoas de todas as faixas econômicas e sociais. E existe inclusive um movimento que visa incentivar a bicicleta como transporte cotidiano sem deixarmos de lado o nosso estilo pessoal, seja ele qual for. É um movimento pró criação de uma cultura da bicicleta, como existe nos países do norte europeu.

 

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A brasileira Joice Preira em duas rodas. Ela vive em Rovereto e é autora do blog Italian Cycle Chic * L’Italia che pedala con stile (foto divulgação cedida por Joice)

 

“Infelizmente no Brasil o carro ainda é símbolo de superioridade social. Por aqui vemos o primeiro ministro de bicicleta, com terno e gravata, o prefeito que vai trabalhar de bicicleta, assim como o gerente do banco. Acredito que aos poucos este paradigma mude, principalmente pela ação de projetos como o Cidade Para pessoas, por exemplo”, relata Joice Preira, autora do blog Italian Cycle Chic. O movimento cycle chic é uma tendência que começou em 2007 em Copenhagen disseminando a ideia da bicicleta como meio de transporte e de que a roupa que você veste como pedestre também pode ser usada para pedalar.
A Itália  tem diversas cidades bicycle friendly e tantos outros movimentos pró bike. Segundo Joice existem muitas diferenças entre a Itália e o Brasil em relação à ciclabilidade urbana: “no meu ponto de vista o uso da bicicleta como meio de transporte abrange desde a infraestrutura cicloviária das cidades, a segurança dos ciclistas e a cultura de que utilizar a bicicleta é apenas se for por esporte, além de outros diversos aspectos da cidade”.
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Lillo sempre estiloso a bordo de sua bike pelo centro histórico de Firenze. A gente fez um post inteirinho com ele em vários looks vintage e produções bem criativas

 

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A bicicleta foi eleita pela ONU como o transporte ecologicamente mais sustentável do planeta

 

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Muitos hotéis disponibilizam a bicicleta para os hóspedes

 

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Eu e a minha companheira! Nos meses mais frios, de novembro a março, dou um descanso pra ela… mas agora nada de folga, vamos pedalar! (obrigada amiga Marcela Schneider pela foto)

 

Arte contemporânea em Firenze

Sempre digo que Firenze precisa ser saboreada – independente do tempo que você passe aqui – com olhos bem atentos a todos os detalhes. Aí você vai se surpreender descobrindo cantinhos de charme que abrigam tantas preciosidades, principalmente quando o assunto em questão é arte & design. Descobri esses dias em um passeio por Borgo San Jacopo, um ateliê que inicialmente me atraiu pelo interessante mix de cores alegres e formas, que decoravam tão harmoniosamente o ambiente. Difícil que alguém passe por ali e não queira dar uma espiada para conferir do que se trata.

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Inicialmente, quando fundada há trinta anos, era o endereço onde a família Baglioni começou a dar forma aos manequins de vitrines, num primoroso trabalho artesanal que caracteriza todos os objetos do ambiente. A loja aumentou e se diversificou. Agora nos enchem os olhos objetos para a casa como quadros, esculturas e tapeçaria. Quase tudo leva a assinatura dos dois proprietários.

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O artista Leonardo Baglioni é um dos sócios do ateliê e assina vários quadros e esculturas de arte contemporânea

Geralmente Leonardo não autoriza fotografias em seu espaço mas abriu uma exceção para o nosso blog brasileiro! Então aproveite e venha com a gente fazer este tour virtual para admirar as obras que adornam o ateliê.

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Hoje o local funciona como o templo dos manequins personalizados graças à criatividade dos dois proprietários

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O cachorrinho Ciccio

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Gostaram do que viram? Em breve a gente mostra outro endereço bem legal aqui de Firenze  onde você poderá encontrar peças exclusivas. Tenham um excelente final de semana!

San Jacopo Show – Borgo San Jacopo, 66R (Firenze)

Você raspa o prato?

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O pão é o acompanhamento sagrado durante as refeições aqui na Itália – ele substitui o arroz nosso de cada dia. Nem sonhe em servir carnes e saladas sem colocar uma cestinha de pães… E a diversidade de pane é grande, sendo que cada região aqui do país produz um tipo diferente. Aqui na Toscana, por exemplo, o pão é praticamente sem sal, tem uma crosta dourada e crocante com miolo macio mas ao mesmo compacto. Ideal para: raspar o prato. Isso mesmo! Além de ser consumido no início e durante as refeições, muita gente guarda o pão para limpar o prato. Sabe aquele molho que sobra no prato e fica “dando sopa”? Com ele, o pessoal por aqui faz a scarpetta.

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E viva a “scarpetta”!

Este gesto nada elegante é muito comum e até aceitável aqui na Itália. A maioria das pessoas pega o pão com as mãos e outras usam o garfo para espetar o pão e passar no prato. Aqui é um hábito que faz parte do dia a dia, principalmente em casa. Mas até nos restaurantes você poderá ver cena do tipo (não se espante). Até porque depois que você começa a fazer se torna uma atitude cotidiana involuntária, rsrsrsrs.

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Não é um gesto proibido em locais informais mas se você estiver em um ambiente elegante, per favore, nem pensar!

Fare la scarpetta,  ao pé da letra, significa em português “fazer o sapatinho”. Mas isso quer dizer o que exatamente? Bom, a origem da expressão é incerta. Alguns acreditam que essa forma de dizer faz alusão a uma pessoa com um sapatinho simples, um morto de fome. Outros atribuem à origem meridional em dizer “scarsetta”,  quer dizer, o que é escasso, pobre. Portanto, se tem pouco, vamos aproveitar até o finalzinho! Caso você venha passear por aqui e não resistir ao molhinho no seu prato pegue um pedacinho de pão e saboreie até deixar o prato limpinho…. o chef vai ficar feliz!

Taste – Arte e gastronomia em Santo Spirito, Firenze

A encantadora e boêmia via de Santo Spirito, reduto de artesãos no Oltrarno – área que fica do outro lado do Arno – era a pedida outdoors mais cool deste final de semana em Firenze, já que o tempo colaborou e a temperatura estava super agradável, na casa dos 17 graus. Eu participei do tour enogastronomico Fuori Di Taste, dedicado a degustações de vinhos, queijos e tira-gostos da culinária toscana visitando ateliês de arte, palácios e bodegas da rua Santo Spirito, uma das mais interessantes e artísticas de Firenze. Este evento  aconteceu paralelamente ao Pitti Taste, uma feira dedicada aos produtos made in Italy e delícias de todo o mundo, que  aconteceu na Stazione Leopolda e reuniu mais de 300 empresas.

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No patio do atelier da Paatricia

Fiz este agradável passeio em companhia da minha amiga Marcela Schneider Ferreira, autoria do blog It per te e arquiteta (inclusive fiz um post sobre os trabalhos que ela desenvolve aqui em Firenze, veja aqui), e tivemos como ponto de partida o ateliê da designer Patricia Al’Kary, que nos recebeu com toda a sua simpatia e carisma. O espaço da brasileira era de longe o mais badalado, com uma concentração enorme de amigos e curiosos que puderam curtir o final do dia nos jardins do Palazzo Frescobaldi.
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Ao centro a designer brasileira Patricia Al’Kary com Patrick De Muynck, diretor da Polimoda de Firenze, sua esposa Renata, Denya e Marcela. Patricia ofereceu em seu espaço vinhos Marquesi de’Frescobaldi e uma seleção de queijos finos especiais do De’Magi.

Em ocasião do evento vários segmentos se uniram com um propósito: divulgar as delícias enogastronomicas da região Toscana. Chefs famosos, produtores e enólogos promoveram em vários pontos da cidade degustações com as suas especialidades.

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 A via Santo Spirito foi tomada por uma atmosfera de confraternização onde gastronomia, design e criatividade deram o tom do evento, com gente descolada e alto astral. Os ateliês que aderiram à iniciativa receberam para degustação de queijos, vinhos e petiscos toscanos colaborando para estreitar ainda mais os laços entre a arte e a gastronomia.
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Reduto de designers e artistas, a via Santo Spirito era um dos itinerários do Fuori Di Taste, que incluía também manifestações gastronômicas em diversos locais da cidade, envolvendo vários restaurantes, supermercados e livrarias. Tudo dedicado ao sabor e à arte de comer e beber bem. A cidade estava cheia de estreladas personalidades do setor da alta gastronomia.
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Bom gosto e qualidade com design e estilo. A Fiorile, esta boutique de flores apresenta arranjos maravilhosos!

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A Lux by Area concept store, dedicada ao design e decoração preparou uma linda mesa de chás assinados pela La Vie del Tè.Um luxo!

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A artista fiorentina Marina Calamai expôs no laboratório de molduras Castorina as suas obras inusitadas que lembram doces e cupcakes

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Maurizio Salici

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 Será que vocês conseguem perceber a maravilhosa atmosfera que envolveu esta iniciativa? Reparem na mesinha ao ar livre pertinho de uma trattoria… O tom do evento foi de uma confraternização entre amigos, mesmo entre desconhecidos, peregrinando entre um laboratório e outro para apreciar a arte, trocar ideias e degustar vinhos e produtos típicos locais. Não faltou também o vendedor ambulante da mimosa (ou acácia amarela).  A flor amarela aqui na Itália é o símbolo do dia da Mulher e muitas circularam com o seu raminho na mão ajudando a colorir e alegrar ainda mais o evento, numa noite agradável quase primaveril.
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Adorei esta frase num muro ali pertinho da via Santo Spirito!!! Só mesmo para ninguém esquecer, rsrsrs… (foto by Marcela)

Vino sfuso

A Itália tem uma variedade enorme de vinhos que podem ser adquiridos em restaurantes, supermercados ou nas várias bodegas espalhadas por todo o território. Mas existe uma outra forma de adquirir o produto que eu não conhecia até vir morar aqui: comprando praticamente direto do consumidor, nas lojas especializadas que representam diversos rótulos, com um toque artesanal e a um preço bem mais acessível. Este é o vino fuso (vinho não engarrafado).

 

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Funciona da seguinte maneira: você leva a sua própria garrafa, escolhe o vinho de sua preferência entre a infinidade de possibilidades armazenadas nos barris e paga um valor muito mais em conta do que se fosse comprar o produto engarrafado  em outras prateleiras. Uma maneira interessante e econômica de experimentar os vinhos da regiāo e uma boa pedida para acompanhar as refeições do dia-a-dia.

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Vinhos a um preço mais baixo. O vino sfuso é vendido a “granel”

O vinho sfuso é tradicionalmente conhecido como o que vem de uvas de qualidade inferior, para serem consumidos frescos e mais rapidamente, pois não contêm conservantes. O melhor da seleçāo das uvas vai, sim, para as garrafas, mas isso nāo significa que você nāo vai encontrar excelentes vinhos nas casas que oferecem sfuso.

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O vinho armazenado é retirado dessas máquinas que lembram aquelas de chopp

A forma de conservaçāo é um fator importante e em todos os estabelecimentos existem máquinas que ajudam a manter o vinho nas temperaturas ideais.

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Ecologicamente correto – o cliente leva as suas próprias garrafas, de 1, 2 ou 5 litros e escolhe o vinho que quiser para levar pra casa. Mas os estabelecimentos também disponibilizam embalagens descartáveis de papel e de vidro

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Atualmente existe uma enorme variedade de sfuso, incluindo prosecco sfuso e rosé sfuso, todos a preços bem acessíveis

Muito comum encontrarmos o vino sfuso sendo vendido como o vinho da casa (house wine ou vino della casa) nas trattorias e pizzarias locais.

 

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Geralmente os locais vendem também produtos típicos toscanos como as saborosas geleias que podem ser combinadas aos diversos queijos italianos, conservas e os patês para preparar os famosos “crostini” – delícia pura!

 

O italiano Andrea Dellacasa do blog Gli Amici del Bar expõe o seu ponto de vista que nos ajuda a compreender a paixāo dos apreciadores deste costume: “São tradições que não se perdem no tempo, aliás, muito frequentemente vêm reforçadas. Sempre me pergunto o que leva as pessoas a comprarem vinhos para serem engarrafados ao invés de preferir a cômoda, prática e já pronta garrafa. Certamente o aspecto econômico é o fator determinante, pois alguns frascos custam cerca de um euro. Mas me convenci que não é apenas isso,  acredito que tenha algo implícito que vá além do contexto financeiro. Talvez a vontade de continuar ligado às lembranças, a um tempo que passou ou à ideia genuína de engarrafar o vinho de forma caseira. E precisamos considerar que o vinho que você mesmo engarrafa pode ser considerado muito mais o teu próprio vinho”.