Arquivo da categoria: Arte e Cultura
Perfumaria Santa Maria Novella

A perfumaria Santa Maria Novella tem mais de 400 anos. Detalhes dos afrescos originais da sala principal, realizados por Marioto di Nardo

Mobílias antigas, usadas desde que a farmácia abriu suas portas ao público, em 1612, com patrocínio da família Medici

Os frades iniciaram a produção de águas odoríferas e loções para cura. Em 1381 a primeira venda de água de rosas foi documentada. Era usada como desinfetante nas infecções freqüentes da epidemia de peste que assolou grande parte da Europa meridional em meados do século 14

Dentre os produtos que comercializam, além dos perfumes, estão cremes, sabonetes, loções pós-barba, velas perfumadas, produtos cosméticos para o rosto, corpo e cabelos, chás, chocolates, licores, biscoitos e geléias. Atualmente oferecem também produtos para a higiene de cães e gatos
Um dos perfumes mais famosos é o Acqua Di Colonia Santa Maria Novella, que é feito com a mesma fórmula há vários séculos. Toda a linha Melograno (romã) também faz muito sucesso. Já dentre os sabonetes, o mais procurado é o Vellutina, que contêm em sua fórmula um alto percentual de hidratante.

Nas paredes quadros de todos os diretores da farmácia desde 1612 (quando foi aberta ao público), até os dias de hoje
Erboristeria
Na sala da erboristeria podemos encontrar chás, integradores alimentares e muitos outos produtos que seguem a mesma precisão científica que os frades se dedicaram a estudar em séculos passados para preparar medicamentos à base de ervas.

No subsolo da farmácia, visitável apenas mediante pré-agendamento, cerâmicas de Montepulo dos anos 1600 e um livro de receitas com as fórmulas trazem anotações do primeiro frei da farmácia
A igreja de Santa Croce, em Firenze
Uma das mais lindas e impressionantes igrejas que conheço é a Basílica franciscana de Santa Croce, em Firenze. Sua magnífica fachada, em mármore de Carrara, representa um dos maiores expoentes do estilo neogótico italiano. A Santa Croce é famosa não apenas pela sua beleza, mas também porque ali estão os restos mortais de italianos ilustres como Maquiavel, Ghiberti, Michelangelo e Galileo. Na Basílica, conhecida com o Templo das Glórias Italianas, estão enterrados muitos artistas do Renascimento e também personalidades importantes de áreas como música e literatura. Atuaram na igreja artistas extraordinários como Giotto, Benedetto da Maiano, Taddeo Gaddi, Vasari, Donatello e Brunelleschi.

A fachada neogótica da igreja Santa Croce, na praça homônima

Estátua de Dante Alighieri, pai da língua italiana. Contrariamente como muitos pensam, sua tumba não está na igreja Santa Croce, mas em Ravenna, onde morreu no ano de 1321. No interior da igreja existe um túmulo simbólico dedicado ao poeta

O monumento a Dante Alighieri foi esculpido por Enrico Pazzi em 1865 e retrata o poeta com uma expressão severa segurando sua obra-prima, a Divina Comédia, em uma das mãos. A obra demorou 14 anos para ficar pronta e a cidade de Ravenna não conseguiu custear a escultura, que foi patrocinada pela cidade de Firenze e por ricos senhores que contribuíram para custear a obra.

A fachada da igreja é obra de Niccolò Matas, inaugurada na segunda metade do século 19
O monumento foi colocado no centro da praça Santa Croce, que foi escolhida pela presença de muitos ilustres italianos sepultados na basílica. A obra foi oficialmente inaugurada na presença do rei Vittorio Emanuele II, em 1865, por ocasião das comemorações do sexto centenário do nascimento de Dante. A obra sofreu estragos causados pela inundação de 1966 e a estátua foi restaurada e remontada em 1971 na escadaria da igreja.

Participei de uma visita guiada à igreja promovida pela Opera de Santa Croce, com o apoio do jornal The Florentine e do @igers_firenze. O nosso encontro aconteceu neste pátio, de onde pudemos apreciar os arcos da igreja e ver ao fundo a Cappella dei Pazzi. Depois que atravessamos este jardim fomos para o subsolo, numa parte da igreja que geralmente não é aberta ao público. Passamos por um corredor onde estão diversas sepulturas de italianos que lutaram na II Guerra Mundial.

Em uma das capelas no subsolo com a nossa guia Donata Grossoni diante da Pietà, obra de Baccio Bardinelli, que representa Jesus morto (de 1552)

Agnolo Gaddi, Leggenda della Vera Croce ( 1380-1390), na Cappella Maggiore

A construção da Basílica de Santa Croce começou em 1294, provavelmente com projeto do grande arquiteto Arnolfo di Cambio. As obras foram concluídas em 1385 e a igreja foi consagrada em 1443


As capelas familiares da igreja de Santa Croce. Aqui, à direita do altar, as duas capelas dos Bardi e Peruzzi, ricos banqueiros e comerciantes florentinos. Os afrescos nas paredes são o testemunho pictórico do maior renovador da arte do século 14: Giotto.
Apesar de ser uma igreja católica, existem túmulos de ateístas. A primeira personalidade que foi enterrada lá foi Leonardo Bruni, enquanto o último foi Giovanni Gentile, em 1944. Estão sepultados na basílica celebridades como Gioachino Rossini, compositor , e Leon Battista Alberti, arquiteto que desenhou a fachada da igreja de Santa Maria Novella.

Pulpito de Benedetto da Maiano
Em seus sete séculos de história, a igreja foi enriquecida por doações de famílias ricas da cidade, que em troca obtiveram o privilégio de enterrar os parentes em suas muitas capelas. Hoje, sua herança artística é realmente extraordinária! Incrível imaginar como aquele ambiente abriga tanta arte e história, além de segredos, mistérios e acontecimentos importantes para a humanidade também foram enterrados junto às numerosas sepulturas de artistas, cientistas e escritores. Em Santa Croce estão sepultados Maquiavel, Michelangelo, Rossini e Galileu Galilei. A Basílica reúne o maior número de túmulos de artistas renascentistas do que qualquer outra igreja na Itália.

Túmulo de Michelangelo Buonarroti, que morreu em Roma no ano de 1564 e foi trazido escondido pelo seu sobrinho Lionardo para Firenze

Tumba do fiorentino Dante Alighieri (1265- 1321) , pai da língua italiana. A igreja também foi concebida para acomodar um imponente monumento à Dante, mas o seu corpo foi enterrado em Ravenna

Tumba monumental de Nicolau Maquiavel, que morreu em Florença em 21 de junho de 1527. A sepultura foi realizada na segunda metade do século 18

Obra de Donatello Annunciazione Cavalcanti (1433-1435). Esta é uma das raras obras do artista colocada em sua posição original
Mas o principal motivo do nosso passeio era visitar a Cappella dei Pazzi, que fica do lado direito da basílica, e é uma das obras primas renascentistas assinadas por Brunelleschi. A sua construção foi ordenada em torno de 1429 por Andrea de’ Pazzi, membro da rica família de banqueiros, mas as obras só começaram em torno de 1441, sendo completada na década de 1460. Atualmente o claustro faz parte do museu de Santa Croce. A campanha lançada para arrecadação de fundos para o restauro é através da plataforma de crowdfunding Kickstartrer.

A guia Alexandra Korey explica sobre a Cappella dei Pazzi, obra da arquitetura renascentista, que apresenta perfeita geometria
No interior da Capela dos Pazzi obras em terracota vitrificada, realizadas por Luca e Andrea Della Robbia no século 15.
Cenáculo
No complexo de Santa Croce, próximo à Cappella dei Pazzi, fica o refeitório do convento com maravilhosas obras, como a Última Ceia, realizada por Giorgio Vasari e “Albero della Vita, Ultima cena e storie sacre”, realizada Taddeo Gaddi, por volta de 1355.

Albero della Vita, Ultima cena e storie sacre, de Taddeo Gaddi, estudante de Giotto
Abaixo, obra de Vasari que foi encomendada por Eleonora di Toledo para o convento delle Murate. Posteriormente a pintura foi transferida para o complexo de Santa Croce mas sofreu danos com a enchente de 1966, tendo ficado 12 horas debaixo d’água. Apenas em 2006 decidiu-se de restaurar a obra, que ficou pronta em 2016.

A Última Ceia, obra de Vasari, realizada em 1546, mede 2,62 por 5,80 cm

O pátio da Scuola del cuoio (escola de couro), com entrada pela rua San Giuseppe
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O Fiat 500 vintage



Que star! Aqui estamos na luxuosa via Tornabuoni, no centro de Firenze. Os carros antigos não conquistam apenas a simpatia dos aficcionados por carros. É muito comum ver como atraem a atenção dos turistas que fazem questão de registrá-los

Um Fiat 500 da década de 60 custa entre 3 e 6 mil euros

O Fiat 500, produzido entre 1957 e 1975, é um símbolo da Itália. Existem alguns modelos super bem conservados que podem custar até 10 mil euros

De volta ao passado- Os automóveis antigos valorizam um estilo de vida que já ficou pra trás e complementam super bem um cenário como este, olhem que gracinha este modelo desfilando pelas ruas de Firenze

Os carros antigos exercem grande fascínio e despertam a nossa curiosidade. A gente adora flagar os modelitos antigos pelas ruas das cidades italianas



O Fiat 500 há alguns anos significava carro velho. Agora é um carro vintage e virou objeto do desejo, bastante valorizado. Quem tem, não quer abrir mão de jeito nenhum. E vocês, também curtem o Fiat 500 antigo?
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Certaldo, bate-volta saindo de Firenze
Um excelente passeio bate e volta partindo de Firenze é a pequena cidade medieval de Certaldo, que dista apenas 50km da capital Renascentista. Certaldo, um aconchegante burgo da região do Val d’Elsa, circundado de oliveiras, ciprestes e parreiras, é também famosa por ser a cidade natal de Giovanni Boccaccio.
Possui uma parte baixa, que é mais moderna, e outra alta, que constitui o antigo núcleo medieval, rodeado por muralhas com 3 portas de entrada: Porta al Sole, Porta Alberti e Porta del Rivellino.

O vilarejo medieval é pequeno, mas perfeitamente preservado
Certaldo é um burgo que tem mais de mil anos e foi construído com tijolos vermelhos. A cidade toscana é conhecida por ser a terra do poeta e escritor Giovanni Bocaccio, autor da obra-prima Decamerão.
A cidade é dividida em duas: na parte baixa fica o bairro residencial, com seu comércio, bares e restaurantes. Mas o que certamente mais interessa é a parte alta, um burgo cercado por muros medievais que circundam a colina. O acesso à parte alta pode ser de carro ou através da funicular, num percurso que dura apenas 2 minutos.

O Palazzo Pretorio com sua fachada decorada por brasões em pedra e terracota. A estrutura original da fortaleza é do final do século 13
O percurso de visitação dos museus inclui o Palazzo Pretorio, o museu de arte Sacra e a Casa Bocaccio. Com um bilhete único é possível conhecer as três atrações. A casa onde nasceu Bocaccio foi reconstruída após ter sido atingida na 2ª Guerra e hoje é sede de uma importante biblioteca. Bocaccio morreu no ano de 1375 e a casa onde viveu foi restaurada e atualmente funciona um museu.

Nosso pit-stop foi na Osteria del Vicario. Vinho Chianti, petiscos toscanos, boa companhia e uma vista espetacular. Ah, a Toscana…

Como quase toda a Toscana, a paisagem é poética! É fácil caminhar pelo burgo que tem praticamente a rua principal e esta estrada que beira a colina e presenteia os visitantes com uma paisagem inesquecível

A atmosfera tranquila do burgo é encantadora… a cidade estava vazia e pudemos curtir cada cantinho da cidade
A vantagem de visitar Certaldo é que a cidade não é assediada por turistas como a sua vizinha famosa San Gimignano. Inclusive é possível visitar as duas cidades no mesmo dia, pois Certaldo fica a apenas 8 km de San Gimignano.

O barzinho Dolce Vita é um charme! Aqui degustamos excelentes produtos regionais, como azeites e geleias
Em Certaldo funciona a escola de cozinha de Giuseppina.
Em seu passeio pelo burgo não deixe de visitar a igreja de San Jacopo e Filippo, que é uma construção do século XIII e onde atualmente funciona um museu de arte sacra.
Sobre a obra Decameron
A obra foi dividida em 10 capítulos com 10 histórias em cada um, escrita de forma inovadora e realista entre 1348 e 1353. As histórias são contadas por um grupo de amigos que se isola em uma vila senhoril para se proteger da peste que assolava Firenze por volta do século XIV. Bocaccio foi um divisor de águas da literatura numa época em que as narrativas retratavam figuras divinas e temas que abordavam a religião. Em sua obra ele falava de relações humanas, traições, amores correspondidos e aventuras sexuais.
Come chegar a Certaldo:
Certaldo fica a 50 km de Firenze e a 40 km de Siena. O percurso de trem saindo de Firenze dura 1 hora e o bilhete custa 5,90 cada trecho. Chegando na estação de Certaldo você poderá ver a fortaleza sobre as colinas. Para quem quiser ir de ônibus pode procurar a empresa Sita (saída próximo à estação de Firenze) que oferece o percurso, que dura cerca de 1h40.
- O acesso até a parte alta pode ser de carro (trajeto dura 10 minutos) ou através do teleférico (funicolare) e o valor para ida e volta é de 1,50.
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Atualmente Eleonora colabora com a atividade da familia . Ela tambèm produz algumas peças e ajuda na administraçao da empresa

Aqui a fonte de pesquisa para reprodução do colar. A obra “Virginia de’ Medici”, de Jacopo Ligozzi, encontra-se no museu Uffizi
A Tharros fica na Borgo Santissimi Apostoli, 28 r, no centro de Firenze.
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O reino encantado de Virgola

Recentemente Virgínia nos recebeu em seu apartamento em Firenze, onde mora. Ali ela realiza um admirável trabalho repleto de amor e emoção. Nem preciso dizer que foi uma tarde adorável! Que delicia folhear seus desenhos e ouvi-la contar um pouco sobre a sua trajetória
Virgínia Di Giorgio é siciliana mas vive há 9 anos em Firenze, onde veio para estudar História da Arte Medieval. Linda e meiga, transmite a mesma doçura e delicadeza da personagem que criou, uma menininha vaidosa, romântica e sonhadora. Mas faz questão de deixar claro que as duas não são a mesma pessoa. Virgínia nos confidenciou que ainda está descobrindo a personalidade de Virgola, que apesar de demonstrar fragilidade é muito esperta e determinada.

A reforma do apartamento ainda não foi concluída mas o escritório, que ela divide com o namorado que é DJ, já está pronto. Em seu cantinho, os livros preferidos e alguns desenhos na parede

A cadela Hera sob a escrivaninha, feita com uma porta que havia sido descartada. Viram quanta imaginação?
A personagem Virgola, que virou marcar registrada, nasceu por acaso, no dia 8 de dezembro do ano passado. E imaginem que com apenas 9 meses de vida já conta com mais de 43 mil seguidores no Insta @virgola, que diariamente se deliciam com as lindas postagens de Virgínia, que inclusive se assusta com a velocidade que suas criações são compartilhadas por uma legião de fãs de todo o mundo.

Sua primeira criação surgiu quando Virgínia estava em casa e resolveu apoiar sobre o desenho que estava fazendo um biscoito de chocolate em forma de coração no lugar de um balão. E desde então nunca mais parou de procurar enxergar nos objetos do nosso dia a dia outra utilidade. Reviramos juntas seus esboços e conseguimos encontrar o desenho número 1, no final de um caderno espiral. Sem o biscoito, obviamente.

Este é o desenho preferido de sua mãe. Antes de executar, ela faz um esboço com o material e com as cores que vai utilizar

Mas por que Virgola? Esta era a forma carinhosa que Virgínia era chamada pelo seu pai quando criança
Com traços simples, a personagem Virgola não tem boca e nem sobrancelha e é interessante que as pessoas interpretam os desenhos de acordo com as emoções que carregam. “Deixo livre a fantasia. Tem gente que acha que ela parece triste e outras acham que ela está feliz. Cada pessoa a imagina de uma forma”.
Ela busca inspiração em todos os lugares. Ela brinca dizendo que parece um cão farejador pelas ruas, em busca de alguma cena ou objeto. Muito observadora, repara em tudo ao redor imaginando outra utilidade para os objetos. Depois de ter em mente o que vai fazer, ela gasta cerca de 20 minutos para executar um trabalho. Um objeto que ela quer utilizar mas ainda não sabe de que forma é o isqueiro. Pessoal, alguma sugestão pra ela?

Enquanto estava no avião teve essa brilhante ideia: transformou os auriculares em secador e chuveiro para a vaidosa Virgola poder se arrumar
No início do ano ela desenvolveu desenhos para uma marca de café que estampou em algumas embalagens a personagem Virgola (acima divulgaçao). E há três meses surgiu seu primeiro contrato de trabalho. Ela participou de uma campanha de uma marca de jóias e passou duas semanas em Roma.
Além do Insta, Virginia tem o site Diario de Virgola, e o blog Poesia Silenziosa onde compartilha seus desenhos, registra parte do seu cotidiano e um espaço onde comercializa seus produtos, com vendas on-line. Ali é possível comprar marca-livro, imã de geladeira e estampas.

E este desenho que ela fez para me presentear??? Me transformei na sua doce e sonhadora Virgola. Grazie Virginia!!!
Não é uma lindeza essa bonequinha que vem conquistando fãs nos 4 cantos do Planeta? Acredito que Virgola seja talvez aquela dose diária de delicadeza, esperança e bom-humor que fazem tão bem ao nosso espírito. Através das criações de Virgínia a gente se deixa transportar em um mundo de faz de conta e de sonhos onde a fantasia corre solta… E isso faz um bem enorme! Agora hora de voltar à nossa vida real.
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Pitigliano, na Maremma toscana
Janelas e sacadas da Emilia Romagna
Quem acompanha o blog sabe que adoro admirar as janelas e sacadas aqui da Itália. E na primavera e no de verão elas ficam ainda mais lindas e coloridas, repletas de flores e plantas. Hoje trago fotos da região da Emília Romagna e vocês vão perceber como as flores fazem toda a diferença, enchendo de alegria e beleza principalmente as fachadas mais simples e rústicas. E quem não conferiu as janelas da Toscana, pode clicar aqui.
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Gastronomia e arte em Firenze

Carlo Vischi apresenta a sua convidada, a estrelada chef Silvia Baracchi, que prima por produtos de alta qualidade e frescos, geralmente colhidos em sua horta
A entrada foi tartare de peixe marinado. Silvia preparou ombrino envolvido em fatias finas de pepino. E no topo, camarão. O toque super especial são os molhos de frutas e o rabanete. Detalhe que fez toda a diferença: a cereja recheada com queijo caprino fresco. Combinação genial e super saborosa!

Silvia faz questão de frisar que a qualidade dos ingredientes é fundamental. E diz que na cozinha precisamos usar a criatividade. Com visível paixão pela gastronomia ela ministra aulas de culinária em Cortona, em seu hotel Relais & Chateau Il Falconieri, onde atua como chef.
Como primo, calamarata recheada com carne de ganso com creme de milho e sálvia frita.


Cada um munido com sua taça de vinho, fomos saborear a massa no jardim do Villa Olmi, que nos ofereceu um delicioso “apericena”, com uma variedade de petiscos e massas à base de frutos do mar.
Hora da sobremesa!!! Depois de muita conversa e comilança, voltamos para a cozinha onde Silvia apresentou a sua receita do cantuccini, conhecido também como biscoito de Prato. São biscoitos secos com amêndoas geralmente servidos com Vin Santo.
A artista plástica Carlotta Patara está expondo a sua spray art no espaço tendo a sensualidade feminina como tema. A mostra fica até o dia 7 de julho, último dia do evento “Alla scoperta dei Sapori”.































































































