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Os lugares que lembram Dante em Florença

Dante Alighieri nasceu em Florença no ano de 1265, no mês de maio, mas  não se sabe exatamente o dia, apenas que  foi  “no período em que o sol está na constelação zodiacal de Gêmeos”.  A data simbólica de seu nascimento é 29 de maio. 

Poeta, escritor,  político e também guerreiro, é considerado o “pai” da língua italiana. O “sumo poeta” é autor da Divina Commedia, uma das maiores obras de arte da literatura mundial escrita  na Idade Média. A obra era intitulada Comédia, foi Giovanni Boccaccio que deu o adjetivo de  “divina”. Sua trajetória como escritor foi marcada pelo amor platônico por Beatriz Portinari.
Para celebrar o seu nascimento, trago alguns locais de Florença que lembram o “poeta  supremo”:
1-  Bairro de Dante.  Não se sabe exatamente onde ele nasceu, mas foi nessa área da cidade, conhecida como “quartiere dantesco”.  Com ruas estreitas e numerosas casas-torres, essa é área da cidade conhecida como  Florença medieval,  onde Dante viveu até antes de ser exilado
Dante
2 – Batistério de San Giovanni , onde  ele foi batizado. O batistério  é uma das mais antigas construções de Florença
3- Igreja de Dante –  a igreja  de Santa Margherita dei Cerchi era frequentada por sua família e foi aqui que Dante se casou com Gemma Donati.  Segundo a tradição,  Beatriz, sua musa inspiradora, está  enterrada na igreja 
4 – Torre della Castagna – Essa antiga torre medieval era onde se reuniam os Priores das Artes, o principal corpo político da cidade, do qual Dante já fez parte 
5 – Museo Casa di Dante – é um museu interativo, num prédio realizado no século 19. Esse é um museu  educativo sobre  a biografia e as obras do poeta
6 – Máscara de Dante –  acreditava-se ser uma máscara funerária baseada em um molde tirado do seu rosto, mas não há certezas sobre quando foi realizada. Encontra-se no Palazzo Vecchio 
7 – Pedra de Dante –   Dizem que esse era o lugar onde  ele costumava sentar para descansar, pensar e observar a construção da nova catedral da cidade
 
8 – Badia Fiorentina – A Badia, uma das igrejas mais antigas de Florença,  era um local de culto espiritual desde a época  de Dante
9 – Lápides –  no centro da cidade encontramos  33 lápides de Dante, com citações  da Divina Comédia 
10 – Catedral de Santa Croce – em seu interior encontra-se o cenotáfio de Dante, isto é, o monumento fúnebre, pois ele está enterrado em Ravenna , onde morreu em 1321

 

 

 

 

 

Terracota

Impruneta celebra seu produto mais famoso: a terracota

Villa Medicea della Petraia, nas colinas de Florença

As colinas de Florença guardam tesouros, histórias e segredos, como a Villa Medicea della Petraia, com seus deslumbrantes afrescos e um jardim  à  italiana,  uma  verdadeira joia paisagística!

A La Petraia é uma das vilas medíceas mais fascinantes, com suas decorações pictóricas e natureza deslumbrante ao redor, com linda vista para a cidade de Florença

Villa-della-Petraia

A poucos quilômetros de Florença, na área de Castello, a  Villa La Petraia é, sem dúvida,  uma das mais belas e  fascinantes vilas dos Médici,  por sua localização privilegiada, por seu espetacular ciclo de afrescos  e por  seu magnífico  jardim.

A vila ocupa um antigo edifício fortificado, do qual a grande torre ainda permanece,  ampliado no final do século 16  para criar a atual vila

Com a extinção da dinastia  Medici, o  local   passou para a família Lorena e posteriormente Savoia, sendo esta última responsável pela cobertura  do pátio interno.

O maravilhoso ciclo de afrescos no pátio da villa

A vila foi declarada Patrimônio Mundial pela Unesco em 2013.

O pátio da vila foi revestido no século 19. A decoração de afrescos foi realizada por Volterrano e Cosimo Daddi na primeira metade do século 17

Villa-della-Petraia

Escultura de Bartolomeo Ammanatti, do século 16

 

Durante a visita  podemos admirarar  os afrescos, pinturas e estátuas  e circular pelos ambientes internos que são  totalmente mobiliados. 
Villa-della-Petraia

A Villa La Petraia preserva numerosos artefatos de madeira de grande qualidade artística e artesanal

O rei  Vittorio Emanuele II viveu aqui quando Florença foi a capital  da Itália (entre 1865 e 1871) e os móveis atuais datam em grande parte desse período.

Villa-della-Petraia
Não muito longe dos pontos turísticos tradicionais, a vila foge da clássica rota de locais geralmente visitados no centro. E um detalhe importante: o ingresso é gratuito.
O local é aberto ao público  com visitas guiadas gratuitas em horários pré-estabelecidos e para  grupos de no máximo  25 pessoas.
Villa-della-Petraia

Os jardins são distribuídos em três níveis

Curiosidade: O jardim da Officina Profumo-Farmaceutica di Santa Maria Novella está localizado onde antes ficava o olival da Villa La Petraia,  numa área de 14 mil metros,  onde são cultivadas cerca de cem plantas medicinais.

Villa della Petraia
Via della Petraia, 40
Abertura:de abril à setembro: 8:30 às 18:30, de  terça à domingo
Horários das visitas guiadas: 9:30, 10:30, 11:30, 12:30, 14h , 15h, 16h e 17h
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O museu La Specola de Florença

Pouco conhecido do grande público, o Museu La Specola é um verdadeiro tesouro que temos em Florença!   O  Museu de Historia Natural La Specola é o museu científico mais antigo da Europa,  fundado em 1775  pelo Grão-Duque Pietro Leopoldo di Lorena, com o nome de Museu Real Imperial de Física e História Natural. Além da importante coleção  de zoologia e de ceras anatômicas,  o museu  ganhou em 2024 duas seções: a de mineralogia e a de ceras botânicas.

 

O museu La Specola reúne importantes coleções de zoologia e mineralogia, ceras anatômicas e ceras botânicas, raridades relacionadas à arte e à ciência

O museu, instalado no histórico Palazzo Bini Torrigiani, a poucos passos da Piazza Pitti, reabriu suas portas em  2024, após longas e importantes obras de remodelação, modernização e expansão.

 

E um passeio por suas grandes salas causa certa impressão, entre fósseis pré-históricos,  insetos tropicais e até  animais cuja existência jamais  poderíamos imaginar, até  ceras anatômicas

Em 2025 o museu  festeja 250 anos. A ideia de Pietro Leopoldo era criar um museu que apresentasse todos os aspectos da natureza, em um percurso  “da terra ao céu”, de exemplares minerais à astronomia, passando pela botânica, anatomia e zoologia.

 

No primeiro andar estão as coleções de mineralogia,organizada segundo um percurso que documenta os minerais , suas variações e  propriedades químicas e físicas. Aqui   podemos admirar também a espetacular  coleção  de pedras trabalhadas da família Medici, com obras-primas que pertenceram a Lourenzo “O Magnífico”.

 

A  novidade  que trouxe a reabertura do museu é o novo itinerário dedicado à coleção de ceras botânicas florentinas: plantas, frutos e tabelas de anatomia, histologia e fitopatologia de realismo excepcional e beleza extraordinária.

No térreo encontramos também o “Salão dos Esqueletos”: um espaço expositivo do início do século 19  que abriga os 3.000 achados da rica coleção osteológica, constituída em sua maioria por mamíferos, com algumas raridades, como o grande esqueleto do elefante asiático que foi trazido até Florença e  que faleceu em 1655.

Ceras anatômicas –  o museu é conhecido internacionalmente por sua enorme coleção de ceras anatômicas , uma coleção única ao mundo :  1.400 elementos da extraordinária coleção de ceras anatômicas,  realizados entre o final do século  18 e o início do século 19, possibilitando a observação direta de um cadáver, ilustrando  a anatomia do corpo humano.

O nome Specola faz referência ao observatório que o Grão-Duque Pietro Leopoldo instalou na torre, onde também ficava a estação meteorológica.

 

 

Esse é um dos museus que aconselho para quem viaja com crianças e adolescentes.

Em 2025 o museu festeja 250 anos de atividade

Museu La Specola

Via Romana, 17 – Firenze

De terça à domingo, das 9 às 17h (os horários podem sofrer alterações de acordo com o período do ano)

Para informações sobre valores e horários, consultar o site do museu. 

 

O “Museo Galileo” de Florença comemora 100 anos

Florença, berço das artes, foi também centro de excelência do conhecimento científico. A cidade foi palco de episódios e descobertas que marcaram profundamente a história da ciência moderna. O Museo Galileo é uma das principais instituições internacionais de história da ciência e  preserva uma das mais importantes coleções de instrumentos científicos e aparatos experimentais do mundo

O Museu Galileo, na praça, na Piazza dei Giudici

O “Istituto di Storia delle Scienze”, hoje Museu Galileo, está completando cem anos e, para celebrar, um calendário muito rico e interessante, com inúmeras iniciativas, como eventos especiais, espetáculos, inaugurações noturnas, exposições e conferências, a partir de 15 de abril, até 2027.

Sobre o Museu

O museu ocupa o histórico palácio Castellani, um dos edifícios mais antigos da cidade. As preciosas coleções do museu, entre as mais importantes do mundo, incluem instrumentos científicos antigos que datam do século 11 ao 19,  incluindo todos os instrumentos originais de Galileu.
As diversas salas são dedicadas, entre outros temas, à astronomia e à medição do tempo, à representação do mundo na antiguidade, à ciência da guerra, aos instrumentos para medir o tempo, como relógios, calendários e outros objetos.
 Os objetos mais antigos do museu vêm das coleções das famílias Médici e Lorena.

A maior esfera armilar do mundo, realizada na segunda metade do século 16, por Antonio Santucci, por vontade de Ferdinando I de’ Medici

Qualquer entusiasta de ciências vai visitar este museu com grande interesse, inclusive, sempre recomendo a visita para as famílias que viajam com crianças e adolescentes. No Museu Galileu é possível conferir inúmeras invenções e também participar de experiências interativas.
Uma curiosidade: o museu também abriga, como relíquia, o dedo médio de Galileu, roubado do corpo do cientista em 1737, quando seus restos mortais foram transferidos para a cripta da família.

A apresentação da programação para comemorar os 100 anos do Museu Galileo contou com as presenças de Francesco Pavone e Roberto Ferrari, respectivamente presidente e direto do Museu

 

100 anos do museu
As comemorações do centenário do Museu Galileu estão divididas em um rico programa de eventos que começarão em 15 de abril de 2025,  no Salone dei Cinquecento do Palazzo Vecchio, que vai contar com uma palestra de Martin Kemp, Professor Emérito da Universidade de Oxford (18h).
Em 7 de maio de 2025, por ocasião do aniversário oficial de sua fundação, as portas do Museu Galileu estarão excepcionalmente abertas até às 23h. Às 21h será a vez da estreia do espetáculo teatral “Caterina, la madre di Leonardo”.
De 20 de junho a 19 de outubro, será inaugurada a exposição “100 anos de história da ciência em Florença”, que exibirá edições raras e valiosas, manuscritos e documentos científicos preservados na biblioteca do museu.
De 19 a 21 de novembro será realizada a conferência internacional “Escalando o Cosmos: Instrumentos e Imagens do Universo”, três dias de estudos interdisciplinares, que pretendem desenvolver uma história visual do universo analisando como imagens e instrumentos moldaram a compreensão dos fenômenos celestes na era moderna.
A Escola de Inverno de História da Ciência será realizada de 24 a 28 de novembro, organizada em colaboração com a Sociedade Italiana de História da Ciência.
E em 2027, será inaugurado o GalileoLab, um novo espaço no Complexo Santa Maria Novella que sediará eventos com curadoria do Museu Galileu, com o objetivo de oferecer caminhos de conhecimento alternativos aos tradicionais.

O Museu Galileo proporciona aos visitantes e curiosos uma viagem ao tempo no mundo da ciência, física , matemática e tecnologia

Qualquer entusiasta de ciências vai visitar este museu com grande interesse,  inclusive, sempre recomendo a visita para as famílias que viajam com crianças e adolescentes.No Museu Galileu é possível conferir inúmeras invenções e também participar de experiências interativas.

 

Cenáculo de Ognissanti de Florença

Florença guarda preciosos tesouros não muito conhecidos do grande público, como  o  afresco  da Última Ceia, realizado por Domenico Ghirlandaio  em 1480 para o refeitório do Convento de Ognissanti, que muito provavelmente foi uma base importante para Leonardo da Vinci realizar a sua “Última Ceia”, no refeitório do convento de Santa Maria  delle Grazie em Milão.

Cenáculo de Ognissanti: a Última Ceia  do refeitório da Igreja de Ognissanti, foi afrescado em 1480 por Domenico Ghirlandaio. Este é um dos muitos afrescos de grande valor que adornam os refeitórios dos conventos das principais ordens da cidade de Florença

O  Cenáculo com o afresco da Última Ceia de Domenico Ghirlandaio encontra-se no complexo de San Salvatore in Ognissanti, fundado pela Ordem dos Humilhados no século 13.

Colocado na parede do fundo, o grande afresco cria um poderoso jogo ilusionístico, ajudando a ampliar a arquitetura da sala

Uma das características mais fascinantes deste cenáculo é a atenção obsessiva aos detalhes. Ghirlandaio, que foi o mestre de Michelangelo, era conhecido por  realismo, o que é evidente nos rostos e  nas roupas dos personagens retratados.  Sua interpretação é natural  e  também cheia de simbolismo, tão  importante aos homens do Renascimento.

Riqueza de detalhes na Ultima Ceia de Ghirlandaio: Jarras, copos e alimentos estão bem delineados sobre a mesa com detalhes preciosos na toalha de mesa bordada

Depois da enchente de 1966, o afresco foi removido e restaurado. E devido  ao restauro,  veio à tona a sinopia , ou seja, o desenho preparatório, que encontra-se exposto  no local.  No ex-refeitório  ainda estão conservadas  também as antigas pias.
O  acesso ao Cenáculo é  pelo pátio,  com afrescos do século 17  representando as Histórias da Vida de São Francisco.
O convento fica ao lado da igreja de Ognissanti, na Praça de Ognissanti,  e  a entrada é gratuita.
 

Fuori di Taste, o rico calendário de gastronomia de Florença

Os Jardins de Boboli de Florença

Os Jardins de Boboli constituem a maior área verde monumental de Florença, abrangendo uma área  de mais de  45 mil m2 . O jardim à italiana, com plantas e estátuas, foi um  projeto realizado por Tribolo e Giulio e Alfonso Parigi entre 1550 e 1620.  É o verdadeiro pulmão verde no centro histórico da cidade repleto de esculturas e fontes.

Boboli

O jardim foi realizado após a escavação do terreno e o Palazzo Pitti foi construído com a pietraforte retirada do jardim

O jardim, junto ao Palácio Pitti,  foi adquirido por Eleonora di Toledo, Duquesa de Florença, esposa de Cosimo I de’ Medici, em 1550.  Atraída pela grande área verde, a duquesa buscava contato com a natureza e uma vida mais saudável.

O jardim foi projetado por Niccolò Pericoli, mais conhecido como Tribolo, artista que já havia demonstrado suas habilidades ao criar os jardins das vilas Medici de Castello e Petraia. No entanto, foi Bartolomeo Ammannati quem concluiu as obras após a morte prematura de Tribolo. Os jardins sofreram outras  modificações   nos séculos  18 e 19.

 

Do Palazzo Pitti: vista para o anfiteatro e a Fontana del Carciofo

 

O anfiteatro é a parte mais antiga do jardim

As primeiras óperas da história foram celebradas no anfiteatro localizado nos Jardins Boboli.  Este anfiteatro foi construído aproveitando a cavidade formada pela extração da pedra usada para erguer o edifício. Ao centro fica o obelisco egípcio em mármore , de  6, 34m de altura,  monumento mais antigo da Toscana, de 1500 AC e que chegou à Florença no final do século 18, proveniente de Roma.

Boboli

Os Jardins de Boboli – Os Medici criaram um modelo de jardim italiano que se tornou um exemplo para muitas cortes européias

A grande área verde constitui um verdadeiro museu a céu aberto,  repleto de estátuas antigas e renascentistas.

No Isolotto, com passarelas, estátuas e fontes. Ao centro, a Fonte do Oceano, com esculturas de Giambologna

Os Jardins de Boboli se estendem ao longo da parte de trás do palácio e são um dos exemplos mais importantes de  jardim à italiana do século 16.

A história do jardim tem mais de 4 séculos. O projeto de ampliação deu-se quando Cosimo I encomendou o projeto à Tribolo, em 1549.

 

boboli

A área é repleta de estátuas romanas e renascentistas antigas. Os Medici criam um modelo de um jardim à italiana que se tornou exemplar para muitas cortes da Europa

 

O Kaffeehaus projetado por Zanobi Del Rosso e construído em 1776, no governo dos Lorena. É um dos poucos exemplos de arquitetura rococó que encontramos em Florença

 

Ao longo dos séculos, foram realizadas obras de expansão para tornar o jardim ainda mais grandioso com a criação de avenidas, labirintos e fontes com sistemas esculturais.

A família Medici tinha  uma verdadeira paixão por frutas cítricas, tanto que cultivavam espécies diferentes e exóticas  e acabaram difundindo esse costume  por toda a Toscana. A limonaia ou Stanzone degli agrumi é um dos edifícios mais característicos dos Jardins de Boboli, e ainda é usado para abrigar  diversas espécies de limoeiros,  descendentes das coleções Medici.

limonaia

A Limonaia foi construída a pedido do Grão-Duque Pietro Leopoldo de Lorena entre 1777 e 1778 e foi projetada por Zanobi del Rosso . Era o local onde eram guardados os limoeiros nos meses de inverno

Depois dos Medici, as dinastias subsequentes Lorena e Savóia enriqueceram ainda mais a estrutura, expandindo os limites que alinham as antigas muralhas da cidade até a Porta Romana.

 

 

Na área do jardim encontramos a Grotta Grande, também chamada de Gruta Buontalenti, que é do século 16  e que representa a parte terminal do famoso Corredor Vasariano , , realizado em 1565, solicitado por Cosimo I Medici com a intenção de conectar o Palazzo Vecchio, com o Palazzo Pitti.

 

A Gruta Buontalenti, desenhado por Bernardo Buontalenti a pedido do Grão-Duque Francesco, é um dos cenários mais espetaculares e sugestivos dos Jardins Boboli. Foi realizada entre 1583 e 1593

Em março de 2025, o jardim ganhou 350 cadeiras distribuídas por todas as suas áreas externas.

A 18 ª edição de Pitti Taste

A 18ª edição do Taste, que aconteceu entre 8 e 10 de fevereiro, registrou um novo recorde: foram  770 expositores e 8.483 compradores. O  evento Pitti Immagine  consolidou sua liderança entre os eventos dedicados às pequenas empresas italianas de excelência: o melhor do setor agroalimentar nacional.

La Pasta di Aldo: massa  gourmet artesanal da região Marche

 

Pitti Taste é uma feira dedicada à gastronomia que acontece anualmente em Florença no mês de fevereiro

A feira Pitti Taste é uma viagem para descobrir o universo da gastronomia e do vinho!  O tema da décima oitava edição do Taste é o das constelações. Assim como as estrelas, as mais de 750 empresas (incluindo 150 participantes estreantes)  brilharam nos dias de evento, que aconteceu na Fortezza da Basso de Florença.

 

Em relação à afluência de compradores (lojas especializadas, distribuidores e importadores, lojas de departamentos,  profissionais, donos de restaurantes, chefs e especialistas em matérias-primas), houve um aumento de 19% em relação à edição de 2024.

E os quase 900 compradores estrangeiros deram um salto de quase 24%, representando mais de 60 países, sendo que nas primeiras posições encontramos França, Alemanha, Estados Unidos, Suíça, Grã-Bretanha, Espanha, Áustria, Bélgica, Holanda, Turquia.  Também é notável a presença da Europa Oriental e de muitos mercados extracontinentais: Austrália, Japão, Canadá, Coreia do Sul, Cingapura, Tailândia, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, México, Brasil, Nova Zelândia.

O Pitti Taste é uma grande oportunidade para quem quer iniciar, cultivar e consolidar relações de trabalho.

E você pode degustar em praticamente todos os stands da feira.

Fresco Piada, de Riccione, presente na feira e também no evento “Romagna Segreta”, no Teatro del Sale

Acontecem na Fortezza talk shows, lições demonstrativas de culinária e, em diversos pontos de cidade, outros eventos ligados ao mundo do beber e comer bem, com o variado e interessante calendário de eventos “Fuori di Taste”.

A igreja de Orsanmichele de Florença

A Igreja de Orsanmichele está situada em um dos monumentos mais importantes  de Florença, que é o  Complexo de Orsanmichele, que abriga também o museu.  O complexo está localizado no coração de Florença, a poucos metros da praça da Signoria.

Interior da Igreja de Orsanmichele: o belo tabernáculo de Orcagna, realizado em meados do século 14, uma das maiores  obras-primas do artista

A construção apresenta  uma das arquiteturas florentinas mais importantes do século XIV.

Orsanmichele é uma das mais importantes e representativas construções de Florença, um monumento extraordinário que combina funções religiosas e civis

orsanmichele

As primeiras documentações da igreja de Orsanmichele datam de 895, como oratório de San Michele,  construído no século  VIII e chamado San Michele in Orto,  pois era circundado por uma horta que pertencia ao mosteiro beneditino e que foi destruído para dar lugar a um mercado de grãos.

A igreja de Orsanmichele  já foi um mercado de grãos e representa uma interessante síntese entre a arquitetura religiosa e a civil

Os adornos da fachada foram   feitos entre os séculos XV e XVI por grandes mestres escultores, para mostrar que a cidade é uma cidade nova, um cartão de visitas para mostrar ao mundo que Firenze ressurgia, com obras de Donatello, Lorenzo Ghiberti,  Nani di Banco.

A igreja fica na via Calzaiuoli, a poucos metros da Praça della Signoria

 

A arquitetura da loggia era caracterizada por grandes aberturas em forma de arco para os grãos de mercado, palha e cereais, enquanto que o segundo andar era dedicado a escritórios e o terceiro abrigava uma das lojas de grãos da cidade, onde os suprimentos eram armazenados para resistir em caso de cerco.

 

Orsanmichele é o primeiro  canteiro de obras do Renascimento da cidade

Cada corporação fez uma homenagem  ao seu santo padroeiro e por esse motivo podemos admirar sua fachada com 14 estátuas.

História da igreja de Orsanmichele:

No século IX, nesta área, existia um oratório dedicado a San Michele rodeado por um jardim, daí o nome San Michele in Orto ou Orsanmichele. Depois de ter sido durante muito tempo um convento beneditino, no início do século XIII tornou-se sede municipal do mercado de cereais. Em 1284, Arnolfo di Cambio construiu uma grande loggia usada para comércio de grãos, que ganhou importância em 1290, quando uma imagem de Nossa Senhora foi afrescada em seu interior.

A  madonna pintada era venerada por muitos florentinos que a consideravam milagrosa, por isso, com o tempo, a loggia foi usada como local de culto e transformada em igreja. O complexo monumental, com suas formas retangulares,  apresenta arquitetura gótica tardia e testemunha a transição entre a Idade Média e o Renascimento florentino.

A chamada “Virgem do Trigo” acaba por ser um prenúncio de milagres e logo se forma uma irmandade para difundir o seu culto. A partir desse momento começou a vida dupla de Orsanmichele: lugar de comércio e oração.

Devido a um incêndio no início de 1300, a estrutura foi restaurada. Foi em 1337 que começou a reconstrução, onde se formou a maravilhosa estrutura que ainda hoje podemos admirar. As obras terminaram no ano de 1404.

Igreja de Orsanmichele

Em 2024 a Igreja de Orsanmichele foi reestruturada e ganhou nova iluminação, depois de mais de um ano fechada ao público

Graças ao novo layout, alguns afrescos que decoram o interior da igreja, antes cobertos,  foram restaurados e agora podem ser admirados. Foi também  realizada a  limpeza do espetacular tabernáculo de mármore  de Andrea Orcagna, realizado em meados do século 14.

Igreja de Orsanmichele

O tabernáculo de mármore  de Andrea Orcagna, uma das maiores  obras-primas do artista

Igreja de Orsanmichele

 

Museu 

No primeiro e no segundo andares encontra-se o museu,  onde estão conservadas 13 das 14 estátuas que decoram este magnífico complexo.

Museu de Orsanmichele

São obras originais feitas pelos maiores escultores do Renascimento florentino, como  por exemplo Lorenzo Ghiberti , Donatello, Andrea del Verrocchio e Giambologna. Confira neste post mais detalhes sobre o museu.

Essas estátuas foram realizadas principalmente  no século 14 , quando foi decidido que as guildas medievais (que seriam corporações ou associações ligadas  às profissões) mais influentes da época iriam decorar a parte externa da igreja  com estátuas de seus santos padroeiros.

 

igreja de Orsanmichele

As estátuas que vemos nas áreas externas do prédio são cópias e aqui no museu estão conservadas 13 das 14 obras originais

 

Complexo de Orsanmichele

Via dell’Arte della Lana –   Firenze

Valor do bilhete (igreja e museu): 8 euros

Aberto todos os dias, exceto às terças

*os horários e valores podem variar de acordo com a época do ano