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Montalcino, berço do Brunello

A minha história de amor por Montalcino começou antes mesmo de tê-la visitado. Quando conheci meu marido no Brasil, em 2002, saímos para jantar e ele fez questão de pedir um Brunello e me explicar sobre esse vinho e orgulhosamente dizer que era uma das maravilhas que a Toscana produzia. Me apaixonei por quem me introduziu ao vinho e pelo vinho!
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Fiz estas fotos em julho e as uvas estavam pequenas. Mas as roseiras lindas e floridas

E fiquei muito curiosa para conhecer esse pedacinho de paraíso, que fica na região do Val d’Orcia,  inserida na lista de Patrimônios da  Humanidade pela Unesco.

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Montalcino, o berço do Brunello

Por ser relativamente perto de Firenze (menos de duas horas de carro), a visitamos com frequência e sempre volto encantada por essa pacata cidade medieval, cheia de charme e bom astral. É aqui, nos arredores de Montalcino, província de Siena, que estão os melhores vinhedos da Itália, onde é produzida a uva sangiovese grosso, dos vinhos Brunello e Rosso de Montalcino.
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Videiras  em pleno centro da cidade

 

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A igreja da Madonna del Soccorso

 

O fascínio da cidade não se resume à bebida de Bacco. A natureza foi muito generosa com Montalcino. A paisagem de seus arredores é constituída de vinhedos a perder de vista em meio às típicas casas toscanas. Já o centro histórico da cidade carrega traços da época do Renascimento.
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Você vai se deparar com uma grande quantidade de lojinhas, em sua maioria de vinhos e produtos típicos da Toscana, que inclusive oferecem degustações

A pitoresca Montalcino é pequena e em um giro a pé você poderá visitar todas as suas atrações. Até porque é proibido transitar de carro em determinados locais. Portanto, delicie-se ao desbravar suas ruazinhas estreitas. E mesmo fazendo um esforço para encarar as suas ladeiras você não vai reclamar e sentir-se privilegiado por estar em um lugar como este. Sua rua  principal é a via Matteotti, que se estende até a Piazza del Popolo, o coração medieval da cidade. Na esquina entre a praça e a rua, fica o Palazzo dei Priori,  edifício  adornado com os brasões dos podestàs que governavam Montalcino e, no térreo, há uma estátua de Cosimo I de’ Medici, o primeiro grão-duque da Toscana. Quem aprecia arte deve conhecer o Museo Diocesano que abriga uma rica coleção de arte sacra.
Num passeio pela cidade você certamente vai passar pela Piazza del Popolo e o Palazzo dei Priori.
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Montalcino é célebre pela produção do Brunello Di Montalcino e apesar de ser uma cidade pequena tem um pouco de tudo que a Toscana é capaz de oferecer

 

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A concatedral do Santíssimo Salvator, conhecido como o Duomo di Montalcino, de estilo neoclássico. Sua construção foi concluída em 1832

 

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Montalcino é pequena e muito fácil de ser explorada. Suas ruas são estreitas com ladeiras íngremes, cercadas pelas antigas muralhas da cidade

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Fortaleza de Montalcino – Visita obrigatória para quem passeia na cidade é o Castelo de Montalcino, praticamente intacto. Sua estrutura é pentagonal com algumas torres. A fortaleza manteve-se intacta até meados do século 16, a última resistência de Siena em constante guerra com Firenze. Sua estrutura atual apresenta algumas restaurações. No interior do castelo existe um pátio grande onde acontecem shows e eventos culturais.  Ali funciona uma enoteca onde encontramos prestigiosas garrafas. Não deixe de  degustar uma taça acompanhada de especialidades toscanas, como queijos e presuntos.

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La Rocca, a Fortaleza de Montalcino, cuja construção começou em 1361

 

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Sua herança medieval deixou traços em seus castelos, igrejas e mosteiros

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É possível caminhar pelas muralhas da fortaleza medieval. A visita é rápida mas vale muito a pena subir para admirar o panorama lá do alto.

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Quem quiser pode subir até a fortaleza para apreciar a cidade do alto. Paisagem incomparável

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Montalcino possui pouco mais de 5 mil habitantes e seus orgulhosos moradores a tratam e mantém de maneira impecável, com tudo em seu devido lugar. Reparem no capricho dos vasinhos de flores, uma beleza!

 

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Tarefa difícil essa de degustar o Brunello nos charmosos restaurantes e cafés espalhados pela cidade

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Montalcino fica a apenas 40km de Siena e a 137km de Firenze. Apesar de existirem ônibus e muitos city-tours saindo das duas cidades, o meu conselho é alugar um carro. É bom poder girar com liberdade e ter a possibilidade de parar onde mais te interessar, pois as estradinhas são lindas e convidativas.

Sobre o vinho  Brunello

O Brunello de Montalcino é o produto tipo exportação que representa a tradição e excelência no que diz respeito a vinhos. É produzido 100% com uva Sangiovese Grosso, na região conhecida também como Brunello. Os primeiros experimentos com o Brunello aconteceram no final da segunda metade de 1800, com a utilização de uma variedade da uva Sangiovese. Foi o primeiro vinho italiano a receber a classificação DOCG (Denominação de origem controlada e garantida), 1980, que atesta sua qualidade, autenticidade e pureza.

Sua graduação alcoólica é de no mínimo 12%. E sabe outra particularidade? Ele precisa passar por um longo período de envelhecimento: pelo menos dois anos em barris de carvalho e pelo menos quatro meses em garrafa . Só pode ser colocado no mercado para consumo a partir do dia primeiro de janeiro do ano sucessivo ao fim de 5 anos,  considerando o ano da safra. E 6 anos para o Reserva. A vinificação, conservação, envelhecimento e engarrafamento acontecem exclusivamente na zona de produção.
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A uva sangiovese é cultivada em outras regiões da Itália mas é aqui na Toscana que ela ganha o estrelato. É a única uva utilizada na produção do Brunello

Na mesma região, além de Brunello, são produzidos outros vinhos DOC: Rosso di Montalcino, produzido com as mesmas uvas, Moscadello di Montalcino, um vinho de sobremesa branco feito com uvas Moscato e Sant’Antimo DOC, que envolve a produção de vinhos brancos e tintos.
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O Brunello combina perfeitamente com carnes vermelhas e de caça, com funghi e tartufo e é uma delícia para ser consumido com o queijo pecorino toscano, produto típico da cidade de Pienza. Inclusive falei a respeito neste post.
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A colheita da uva, a vindima, começa no final do verão ( em setembro) quando os grãos estão maduros. Existem muitas visitas programadas às vinícolas e eventos dedicados à enologia

 

Uma particularidade de Montalcino é que em frente a cada parreira você encontrará uma roseira. Isso porque antigamente os agricultores poderiam prevenir pragas nas plantações de uva, que são mais resistentes que as rosas. Dessa forma podiam adotar medidas de prevenção aos vinhedos caso percebessem pragas nas roseiras. E apesar de muitas técnicas modernas adotadas atualmente, os produtores ainda enfeitam as plantações para o deleite dos visitantes, que se encantam com suas cores na deslumbrante paisagem. E não é à toa que a rosa é a flor mais romântica que existe. Não era de amor que eu estava falando no início deste texto?

 

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Gastronomia e arte em Firenze

Mostramos há poucos dias a abertura do evento promovido pela Villa Olmi Resort que acontece uma vez por semana aqui em Firenze. É uma oportunidade de podermos acompanhar estrelados chefs prepararem e dividirem suas receitas. Nesta segunda quem comandou a noite foi a querida Silvia Baracchi – uma estrela no concorrido Guia Michelin – profissional apaixonada que nos surpreendeu com três receitas, sendo que a entrada que preparou teve um toque tropical com gostinho bem brasileiro: tartare de peixe com molho de frutas. Que bom sentir aquele aroma do maracujá! Mostro agora um pouco deste encontro que reuniu blogueiros e apreciadores da alta gastronomia.

 

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Carlo Vischi apresenta a sua convidada, a estrelada chef Silvia Baracchi, que prima por produtos de alta qualidade e frescos, geralmente colhidos em sua horta

A entrada foi tartare de peixe marinado. Silvia preparou ombrino envolvido em fatias finas de pepino. E no topo, camarão. O toque super especial são os molhos de frutas e o rabanete. Detalhe que fez toda a diferença: a cereja recheada com queijo caprino fresco.  Combinação genial e super saborosa!
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Silvia faz questão de frisar que a qualidade dos ingredientes é fundamental. E diz que na cozinha precisamos usar a criatividade. Com visível paixão pela gastronomia ela ministra aulas de culinária em Cortona, em seu hotel Relais & Chateau Il Falconieri, onde atua como chef.

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O blogger Lorenzo buscando o melhor ângulo para o delicioso tartare de peixe marinado

Como primo, calamarata recheada com carne de ganso com creme de milho e sálvia frita.
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Cada um munido com sua taça de vinho, fomos saborear a massa no jardim do Villa Olmi, que nos ofereceu um delicioso “apericena”, com uma variedade de petiscos e massas à base de frutos do mar.

Hora da sobremesa!!! Depois de muita conversa e comilança, voltamos para a cozinha onde Silvia apresentou a sua receita do cantuccini, conhecido também como biscoito de Prato. São biscoitos secos com amêndoas geralmente  servidos com Vin Santo.

 

A artista plástica Carlotta Patara está expondo a sua spray art no espaço tendo a sensualidade feminina como tema. A mostra fica até o dia 7 de julho, último dia do evento “Alla scoperta dei Sapori”.

Grazie Carlo, Silvia e Villa Olmi pela excelente recepção. Mais uma vez nos divertimos com boa conversa regada a ótimos vinhos e excelente comida, preparada com amor, entusiasmo e dedicação. E sem dúvida estes são os ingredientes primordiais para um bom resultado na cozinha. Auguri!!!

Aula de culinária em Firenze

Estivemos no início desta semana conferindo a abertura do evento Alla scoperta dei sapori, promovido pelo Villa Olmi Resort, iniciativa dedicada à gastronomia. A cada segunda-feira, até o dia 7 de julho, renomados chefs se revezam para coordenar as aulas de culinária, compartilhando receitas e conhecimento. A russa Giulia Nekorkina foi quem comandou a agradável noite apresentando receitas de seu país. Degustamos as delícias da cozinha russa acompanhadas de excelentes vinhos no magnífico jardim do resort, imerso no verde, num cenário encantador e sereno. Foi uma noite super agradável! Mostro agora um pouco pra vocês.

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Autora de vários livros de culinária, Giulia se define assim em seu blog, o Rossa di sera:”me chamo Giulia, sou moscovita de nascimento, romana por adoção e uma grande gulosa por vocação. Amo cozinhar e comer, experimento com prazer qualquer coisa estranha e não desprezo uma taça de um bom vinho”.

Estivemos no evento à convite do italiano Carlo Vischi, que atua há mais de 20 anos no setor editorial. Diretor da cadeia 30Gourmet Di Trenta editore e Immaginazione di Malvarosa Edizione, Carlo colabora na realização de monografias dos mais famosos e estrelados chefs italianos. Durante o cooking class no Villa Olmi Giulia apresentou três receitas de sua tradição: a salada russa, o bolinho de peixe (que lembro bastante o nosso bolinho de bacalhau) e o blini, que é uma espécie de panqueca, que são servidos como tira-gosto.

Amantes da boa mesa, foodbloggers e representantes de diversos setores e entidades reuniram-se em torno da boa mesa no Villa Olmi Resort. A aula de gastronomia aconteceu nesta linda sala com lareira. Reparem que beleza os móveis e os lustres na cozinha com ilha.

Traduzido para o português, o evento seria “À descoberta de sabores”. É dedicado à gastronomia adaptada de acordo com várias tradições e culturas.
Como entrada, Giulia preparou o blini com salmão. O caviar também é muito utilizado para esta receita.

Acima Giulia prepara a salada russa, que é feita com legumes em cubo e maionese. Na Rússia é conhecida como “Salada Olivier”.

Depois de tudo pronto fomos para o jardim do resort, que nos surpreendeu com um delicioso happy-hour, com entradinhas tipicamente italianas, como bruschetta,  presunto cru e melão e tomate com mozzarella. E quem consegue resistir???
Cenário de sonho: Nem parece que estamos a poucos quilômetros do centro de Firenze.

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Como se não bastassem todas as delícias, a paisagem ajudou para que o momento de confraternização fosse ainda mais agradável

Em eventos deste tipo a gente come e bebe bem, aprende alguns truques de cozinha mas principalmente faz novos amigos. Um brinde aos amantes da boa mesa e às novas amizades!!!

Adquira com antecedência o seu bilhete e não enfrente filas. Clique aqui para comprar o seu ingresso para as principais atrações  de Firenze

Comendo bem e barato em Firenze

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Firenze é uma cidade onde se come bem. Mas, como em todo lugar, você pode entrar numa furada. Tenho recebido mensagens de pessoas que estão vindo passear e pedindo indicação de locais aqui em Firenze onde é possível comer bem e barato. Neste post dou dicas de locais econômicos, onde você vai gastar em média dez euros e se deliciar, seja com pratos bem feitos e caprichados ou com os típicos “panini” toscanos.
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Chiaroscuro – Este é um restaurante que oferece também o serviço de buffet e você mesmo pode montar o seu prato. Diariamente preparam uma grande variedade de verduras, massas e carnes e a comida é fresca e saborosa. Um prato de massa custa 6 euros e as opções de carne e vários acompanhamentos custam 7, 8 e 9 euros. Via del Corso, 13 r
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O que gosto de Firenze é que tem muitos restaurantes econômicos e com atendimento bom e eficiente. Alguns apresentam pratos já montados, como o Chiaro Scuro

Caffè Amerini – No Amerini tudo é muito gostoso e bem feito, além de ser um local bem original. Opções de pastas, pratos com carne e verduras e saladas bem caprichadas, além do crostoni  – aconselho!  Alessio, o proprietário, é disponível e simpático. Servem também café da manhã e um cafezinho com brioche custa 2 euros, enquanto um almoço com um prato principal de pasta custa 6 euros, o de carne custa 8 e dependendo do doce você vai pagar de 2 a 4 euros. Via della Vigna Nuova, 63 r.
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Aqui o várias opções de panini do Caffè Amerini. São deliciosos!

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Mix de frutas que é uma maravilha!

Colle Bereto – Este não é propriamente um restaurante, mas sim um coffee bar. Fica na charmosa Piazza Strozzi, ao lado da Louis Vuitton e   reúne gente do circuito fashion e a atmosfera no local é moderna e bem acolhedora. Agora que o frio foi embora, a pedida é uma mesa na parte externa, de onde você poderá apreciar as pessoas que circulam na região. Dentre as opções para almoço estão massas, pratos com carne, peixe ou frango, tentadores hambúrgueres e uma infinidade de saladas bem elaboradas e super gostosas. Não o selecionei por ser  um local barato, mas sim descolado e com pratos saborosos, além de uma alternativa para os turistas que não querem perder muito tempo em restaurantes.  Média de um prato de pasta ou salada: 14 euros.

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O ambiente do Il Santino é cool e costuma reunir pessoas bem descoladas, artistas que trabalham nos arredores e estudantes

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Il Santino. Esta é a versão do Il Santo Bevitore e na verdade lembra uma antiga bodega, com queijos e presuntos expostos num ambiente intimista formado por cerca de apenas 4 ou 5 mesinhas. Os pratos custam em torno de 5 euros. O menu é bastante variado e diariamente você vai encontrar cerca de dez opções. Experimentei pratos deliciosos, como a sopa de cebola, o tartare e o  bacalhau. Este é um de meus favoritos,  super indico! Via Santo Spirito, 60 r

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I Maledetti Toscani- Este é um local que conheci há pouco tempo. Se você quer comer um delicioso panino e não quer perder tempo e nem pagar muito, este é o local ideal. A focaccia é imperdível e você pode escolher salame, presunto ou verdura para o recheio, tudo de excelente qualidade. Recomendo uma especialidade: a schiacciata! Custa em média 3 euros e uma taça de vinho custa 1 euro. Fica perto da piazza della Signoria. Via dei Cerchi, 19 r

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Trailer Pollini – De acordo com amigos e com os guias de Firenze, aqui você vai encontrar o melhor panino di lampredotto (estômago bovino) da cidade, que custa apenas 3 euros. Você poderá até torcer o nariz para esta proposta, mas deixe de lado o preconceito, peça o seu pão acompanhado de uma taça de vinho ou uma cerveja (caso esteja quente), e deixe-se levar por essa experiência que certamente vai te surpreender. Simples, barato e tipicamente toscano. Você vai gastar cerca de 6 euros para um panino com uma taça de vinho. Via de’ Macci, 116 r

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La Spada – Esta é uma trattoria clássica, informal e bem cordial. No menu muitas especialidades toscanas e alguns pratos revisitados. O valor para um primo é de cerca seis euros. Os doces são divinos. Experimente o tiramisù que tenho certeza que não irá se arrepender! Spaghetti alla puttanesca,  grelhados e muitas verduras.  O prato de pasta sai por 6 euros. O local acaba de ser reformado e perdeu o ar rústico que tinha, mas mesmo assim é bem característico. Fica perto da praça de Santa Maria Novella.  Via della Spada, 62/R.

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Gustapanino – Outra excelente pedida para um panino ou focaccia com ingredientes frescos e também pratos da cozinha toscana. O panino custa cerca de 3,50 euros no esquema take-away. O ambiente é bem característico e muito charmoso, seja na parte interna como externa. Os móveis que decoram o ambiente são antigos e um diferente do outro, resultando numa típica bodega alimentar de outros tempos, que mantém a pintura original numa construção antiga. Procure pelo brasileiro Eduardo que certamente vai te atender com cordialidade e poderá te aconselhar na hora da escolha. Piazza Santo Spirito , 2/3 r
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Uma gracinha o Gustapanino

E para quem quiser um delicioso panino pode pegar a relação neste post onde informo onde comer panino em Firenze.  Tenho certeza que você vai adorar!

Anotou as nossas dicas? Depois conte pra gente sobre a sua experiência nesses locais.

Dicas de restaurantes em Firenze

Muitos leitores e amigos que vêm a Firenze me pedem dicas de restaurantes. A capital da Toscana tem opções para todos os gostos e bolsos e sua cozinha está entre as mais apreciadas do mundo. É um pecado você não comer bem por aqui!  Como a cidade é muito turística, muitos locais se aproveitam e cobram caro pela localização e não prezam pela qualidade da comida e muito menos pelo serviço. Hoje indico alguns endereços e falo um pouco do cardápio de cada um:
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De vez em quando recebo críticas referentes aos bares e restaurantes daqui e a maior bronca do pessoal é que não é bem atendido e  que os garçons estão longe de serem gentis e corteses. Ok, entendo perfeitamente. Não quero comprar briga com os italianos (na verdade, se voce perceber, muitos atendentes de bares e restaurantes são estrangeiros, mas isso não vem ao caso). Admito e reconheço: o serviço está longe de ser cortês como em países como Estados Unidos ou Inglaterra e simpático como no Brasil. Mas sabe o que compensa? A eficiência! E claro, todas as delícias da cozinha toscana que você vai saborear. Confesso que nunca tive problemas mas já presenciei algumas cenas completamente inaceitáveis em outro país. Mas uma questão a ser considerada é em relação à própria língua, que não é musical como a nossa. E também devido ao modo de falar e gesticular dos italianos que pode  fazê-los parecer sempre meio aborrecidos. Mas não são, acreditem.
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Para tentar te ajudar, sugiro algumas coisas: a primeira, o sorriso. Mesmo não sabendo o idioma você poderá conquistá-los mostrando bom humor. E segundo: não se chatear com o modo meio seco que eles costumam tratar. O problema não é com você. Outra coisa importante: evite chamar a atenção do garçom com o “psiu”. Jamais, em hipótese alguma o faça. E outro detalhe que pode ajudar: no momento de passar a ordem tenha certeza do que vai pedir. Evite ficar discutindo e perguntando aos seus amigos à mesa “será que peço isso ou aquilo?” com o garçom em pé ao seu lado. Com certeza você vai fazer o sujeito bufar.
Prontos para anotar as nossas dicas? Então vamos lá!!!
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Cibrèo – fica no centro histórico, na região de Sant’Anbrogio e apresenta  opções refinadas e de alta qualidade. Seu proprietário é o chef Fabio Picchi, referência no que diz respeito a pratos regionais da Toscana. Fabio investiu o seu sonho e a sua paixão na arte da gastronomia com criatividade e bom gosto. Não é barato e as porções são pequenas, mas deliciosas!!! Cibrèo – Via A. Del Verrocchio 8/r. Tem também o Caffè Cibrèo, na mesma rua e  Cibreino, em Via de’ Macci, 122 r
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Acho uma gracinha a decoração da Trattoria Zazà

 

Trattoria Zaza – Acredito ser um dos restaurantes mais turísticos e conhecidos da cidade. A primeira vez que visitei esta trattoria foi há quase 15 anos, em minha primeira visita a Firenze. Lembro que foi uma noite superagradável e descontraída, onde degustamos pratos típicos toscanos. Tudo bem preparado e com excelente atendimento. Quis voltar para comprovar se o que havia ficado gravado na memória ainda estava valendo. Voltei algumas vezes e sempre fiquei satisfeita. Para jantar, um casal gasta aproximadamente 40 euros para entradas e massa, com vinho incluído. Zaza -Piazza del Mercado Centrale, 26
Trattoria Marione – Cozinha típica fiorentina com costumes da velha trattoria toscana: serve pratos simples, com ingredientes frescos e genuínos e a preços econômicos. O local é apertado e barulhento mas o serviço rápido e eficiente. Se a intenção é uma refeição tranquila e romântica, esqueça. Marione – Via della Spada, 27 (próximo à  loja Roberto Cavalli)
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E para começar, não deixem de experimentar os “crostini” do Marione

Coco Lezzone –  Cozinha simples e ótima. A bistecca é uma das mais famosas de Firenze. Aqui, como na maioria dos restaurantes, o cardápio traz o valor de 100 gramas de carne (a bistecca em Firenze custa caro, cerca de 45 euros o quilo).  Ah, um conselho: se você não gosta de carne mal passada, melhor partir para outra opção e esquecer da bistecca. E nem sonhe em pedir para fazerem bem passada porque se ofendem e muito provavelmente não irão te contentar. Reserve seu apetite para o tiramissù feito em casa, é imperdível. Coco Lezzone – Via del Parioncino, 26 r (próximo à Piazza Rucellai )
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Le Antique Carrozze –  Tradicional cozinha toscana e também excelente pizza napolitana. Não deixe de pedir como entrada a focaccia da casa, que chegará quentinha à sua mesa. Um prato de pasta custa cerca de 7 euros. Le Antique Carrozze -Piazza Santa Trinità (em frente ao museu Ferragamo)

 

 

Você raspa o prato?

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O pão é o acompanhamento sagrado durante as refeições aqui na Itália – ele substitui o arroz nosso de cada dia. Nem sonhe em servir carnes e saladas sem colocar uma cestinha de pães… E a diversidade de pane é grande, sendo que cada região aqui do país produz um tipo diferente. Aqui na Toscana, por exemplo, o pão é praticamente sem sal, tem uma crosta dourada e crocante com miolo macio mas ao mesmo compacto. Ideal para: raspar o prato. Isso mesmo! Além de ser consumido no início e durante as refeições, muita gente guarda o pão para limpar o prato. Sabe aquele molho que sobra no prato e fica “dando sopa”? Com ele, o pessoal por aqui faz a scarpetta.

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E viva a “scarpetta”!

Este gesto nada elegante é muito comum e até aceitável aqui na Itália. A maioria das pessoas pega o pão com as mãos e outras usam o garfo para espetar o pão e passar no prato. Aqui é um hábito que faz parte do dia a dia, principalmente em casa. Mas até nos restaurantes você poderá ver cena do tipo (não se espante). Até porque depois que você começa a fazer se torna uma atitude cotidiana involuntária, rsrsrsrs.

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Não é um gesto proibido em locais informais mas se você estiver em um ambiente elegante, per favore, nem pensar!

Fare la scarpetta,  ao pé da letra, significa em português “fazer o sapatinho”. Mas isso quer dizer o que exatamente? Bom, a origem da expressão é incerta. Alguns acreditam que essa forma de dizer faz alusão a uma pessoa com um sapatinho simples, um morto de fome. Outros atribuem à origem meridional em dizer “scarsetta”,  quer dizer, o que é escasso, pobre. Portanto, se tem pouco, vamos aproveitar até o finalzinho! Caso você venha passear por aqui e não resistir ao molhinho no seu prato pegue um pedacinho de pão e saboreie até deixar o prato limpinho…. o chef vai ficar feliz!

Taste – Arte e gastronomia em Santo Spirito, Firenze

A encantadora e boêmia via de Santo Spirito, reduto de artesãos no Oltrarno – área que fica do outro lado do Arno – era a pedida outdoors mais cool deste final de semana em Firenze, já que o tempo colaborou e a temperatura estava super agradável, na casa dos 17 graus. Eu participei do tour enogastronomico Fuori Di Taste, dedicado a degustações de vinhos, queijos e tira-gostos da culinária toscana visitando ateliês de arte, palácios e bodegas da rua Santo Spirito, uma das mais interessantes e artísticas de Firenze. Este evento  aconteceu paralelamente ao Pitti Taste, uma feira dedicada aos produtos made in Italy e delícias de todo o mundo, que  aconteceu na Stazione Leopolda e reuniu mais de 300 empresas.

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No patio do atelier da Paatricia

Fiz este agradável passeio em companhia da minha amiga Marcela Schneider Ferreira, autoria do blog It per te e arquiteta (inclusive fiz um post sobre os trabalhos que ela desenvolve aqui em Firenze, veja aqui), e tivemos como ponto de partida o ateliê da designer Patricia Al’Kary, que nos recebeu com toda a sua simpatia e carisma. O espaço da brasileira era de longe o mais badalado, com uma concentração enorme de amigos e curiosos que puderam curtir o final do dia nos jardins do Palazzo Frescobaldi.
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Ao centro a designer brasileira Patricia Al’Kary com Patrick De Muynck, diretor da Polimoda de Firenze, sua esposa Renata, Denya e Marcela. Patricia ofereceu em seu espaço vinhos Marquesi de’Frescobaldi e uma seleção de queijos finos especiais do De’Magi.

Em ocasião do evento vários segmentos se uniram com um propósito: divulgar as delícias enogastronomicas da região Toscana. Chefs famosos, produtores e enólogos promoveram em vários pontos da cidade degustações com as suas especialidades.

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 A via Santo Spirito foi tomada por uma atmosfera de confraternização onde gastronomia, design e criatividade deram o tom do evento, com gente descolada e alto astral. Os ateliês que aderiram à iniciativa receberam para degustação de queijos, vinhos e petiscos toscanos colaborando para estreitar ainda mais os laços entre a arte e a gastronomia.
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Reduto de designers e artistas, a via Santo Spirito era um dos itinerários do Fuori Di Taste, que incluía também manifestações gastronômicas em diversos locais da cidade, envolvendo vários restaurantes, supermercados e livrarias. Tudo dedicado ao sabor e à arte de comer e beber bem. A cidade estava cheia de estreladas personalidades do setor da alta gastronomia.
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Bom gosto e qualidade com design e estilo. A Fiorile, esta boutique de flores apresenta arranjos maravilhosos!

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A Lux by Area concept store, dedicada ao design e decoração preparou uma linda mesa de chás assinados pela La Vie del Tè.Um luxo!

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A artista fiorentina Marina Calamai expôs no laboratório de molduras Castorina as suas obras inusitadas que lembram doces e cupcakes

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Maurizio Salici

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 Será que vocês conseguem perceber a maravilhosa atmosfera que envolveu esta iniciativa? Reparem na mesinha ao ar livre pertinho de uma trattoria… O tom do evento foi de uma confraternização entre amigos, mesmo entre desconhecidos, peregrinando entre um laboratório e outro para apreciar a arte, trocar ideias e degustar vinhos e produtos típicos locais. Não faltou também o vendedor ambulante da mimosa (ou acácia amarela).  A flor amarela aqui na Itália é o símbolo do dia da Mulher e muitas circularam com o seu raminho na mão ajudando a colorir e alegrar ainda mais o evento, numa noite agradável quase primaveril.
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Adorei esta frase num muro ali pertinho da via Santo Spirito!!! Só mesmo para ninguém esquecer, rsrsrs… (foto by Marcela)

Eataly

“A vida é muito curta para você não comer e beber bem”. Este é o simpático slogan da cadeia de supermercados gourmet Eataly, o maior centro enogastronômico do mundo que também tem filial em Firenze. Como em todas as lojas da rede, eles oferecem seja para consumo local ou para compras uma série de alimentos e produtos artesanais de alta qualidade provenientes de toda a Itália. Tudo lindamente exposto em suas prateleiras com cartazes que contam um  pouco a história e procedência das delícias que estão à venda.

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O sucesso do Eataly, que nasceu em Turim, em 2007, deve-se principalmente à qualidade e excelência de seus produtos oferecidos a um preço acessível. A cadeia conta com diversas filiais em todo o mundo.

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A loja é dividida por seções e logo na entrada ficam a sorveteria e a cafeteria. Vou logo avisando que é praticamente impossível você ignorar o aroma do ambiente e não pedir um cafezinho para começar a entrar no clima dessa espécie de mercado multifuncional. Dali você vai ver a padaria e o fornaio expondo as delícias que saem quentinhas do forno a lenha, como a focaccia, pizza e os mais variados tipos de pães.

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O que achei interessante é que você acompanha o processo de quase todos os produtos que estão à venda

 

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Que tentação… saindo direto do forno!!!

 

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Sabem o que acho ótimo? Que você pode levar para o Brasil muitos dos produtos daqui, como geleias, massas, azeites, biscoitos e chocolates.

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Profusão de cores: a seção das geleias fica bem no começo e é imperdível com sua infinidade de sabores. Ali perto estão os azeites, biscoitos e chocolates, uma perdição! A parte dos vinhos fica no andar superior

Depois de passar pelos chocolates, biscoitos, azeites e geleias, tem o mercado com frutas e verduras frescas e a seção de embutidos.  Como não podia deixar de ser, você vai encontrar os produtos da estação: principalmente aqui a sazonalidade é muito respeitada.  No açougue do Eataly,  no final da loja, não faltam produtos típicos toscanos, como a famosa carne da raça “chianina”, o frango de Valdarno e o cordeiro de Zeri. Ah, claro, tem a mortadela  de Prato e o lardo da Colonnata. Aqui na Itália cada cidade defende com orgulho as delícias que produz.

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O local é uma espécie de delicatessen com cafeteria, padaria, mercado de frutas e verduras, além de diversos restaurantes integrados num só espaço. Diria que é um ponto turístico que vale uma visita, pois retrata e exprime a forma de se alimentar dos toscanos.

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A Eataly propõe o melhor da produção artesanal a um valor baixo graças ao contato direto do produtor com o distribuidor final . Para minimizar custos e oferecer excelência, que é a filosofia da rede, adquirem os alimentos direto dos produtores, saltando os intermediadores. Sustentabilidade, responsabilidade e compartilhamento são as palavras chaves do Eataly

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A loja aqui de Firenze é dedicada ao Renascimento

 

A loja de Firenze tem dois andares sendo que a parte dos vinhos fica no andar superior, assim como o restaurante principal Da Vinci, que é bastante concorrido e apresenta o jovem talento Enrico Panero como chef responsável. O legal do Eataly é que tem vários restaurantes em um só espaço, portanto você pode buscar o seu prato preferido especializado em massa, peixe, carnes ou vegetais. Um prato de massa ou uma pizza Margherita custam 6,50 euros. Já as saladas estão na faixa dos 8  euros.

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Na parte dos vinhos fica também a livraria. Inclusive chama a atenção a obra de Oscar Farinetti, que é o proprietário da cadeia. A sua proposta brilhante de divulgar a excelência dos produtos made in Italy desta forma merece aplausos

 

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É possível adquirir e degustar no local os vinhos em taças. Para facilitar, a loja sugere os vinhos ideais para cada tipo de carne, peixe ou sobremesa

 

E olhem que excelente essa proposta: o Eataly promove cursos de cozinha e degustações em suas sedes italianas, com os mais variados temas, sempre baseados na cultura, história e características dos produtos que oferecem. Por exemplo, você pode escolher fazer em Roma os cursos “Os sabores do mundo -sushi” ou “Primi piatti – risottos, sopas e legumes”. Os preços variam dependendo do tema e da carga horária. Você escolhe e paga online. O calendário completo você encontra aqui.

Eataly

Via Martelli, 22 r –  Firenze

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Bombolone do Cucciolo, em Firenze

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E quando você acha que já experimentou todas as maravilhas da culinária toscana, já percorreu os restaurantes que te foram  recomendados e degustou aquela lista de vinhos com os queijinhos irresistíveis que existem por aqui, eis que aparece uma outra tentação que você não pode deixar de provar na hora do seu snack no meio da tarde, o bombolone. Este é um doce toscano bem parecido com o nosso sonho.

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O bar é discreto e provavelmente você nem daria bola a um local como esse se não soubesse que ali é preparado o mais gostoso e tradicional bombolone da cidade

Hoje conto também sobre o Cucciolo, um bar de Firenze fundado em 1943, que parece muito insignificante mas que produz o melhor bombolone da cidade. Eu conheci o histórico Cucciolo e seu irresistível bombolone há cerca de dez anos num passeio pelo centro histórico com meu marido. Ele me explicou que aquele lugar lhe remetia à sua infância, pois era parada obrigatória quando há cerca de 40 anos passeava pelas ruas do centro com seu avô. Para ele, a parte mais gostosa do tour era o pit-stop naquele endereço, de onde ele observava  encantado o seu bombolone que chegava quentinho lá de cima.

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O cilindro de vidro de onde caem as delícias…

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…E aterrissam neste recipiente cheio de açúcar… as crianças ficam encantadas!!!!

Como o doce é preparado no andar de cima, eles fizeram uma espécie de cilindro transparente por onde a delícia vem passando até cair num recipiente cheio de açúcar, que encobre o doce. E voltamos ali esses dias, dessa vez com nosso filho que tem cinco anos (a sua idade na época) para mostrar como funciona a produção dos apetitosos bombolones, que lembra o nosso sonho, só que aqui o fazem bem mais macio. Passei no local pela manhã para conseguir fotografar tudo pra vocês com calma, pois depois das 15 h, quando iniciam a liberar do alto os bombolones, o movimento é grande!

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Os proprietários são os irmãos Alberto Berardi (foto) e Alessandro Levi, que aprenderam com a mãe, fundadora do local, a receita da consistência perfeita

É um doce frito (help!!!) servido geralmente no lanche da tarde. Muita gente também gosta para o café-da-manhã. No Brasil é chamado de sonho, na França de beignet e nos Estados Unidos de donuts. Feito com a mesma massa do bombolone é a ciambella, da  foto abaixo, que não tem recheio.

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A receita do bombolone é simples. Farinha, manteiga, fermento biológico fresco, leite, açúcar, ovo, uma pitada de sal, essência de baunilha e açúcar para polvilhar, praticamente a mesma do nosso famoso sonho. E dentre as opções de recheio estão chocolate, geleia e creme

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Faz parte da decoração do bar este recorte de jornal que noticia os 60 anos do local, que este ano completa 71 anos

Ignore essa coisa de calorias e gorduras e se jogue nessa delicia.  Afinal, você vai precisar de muita energia para caminhar pela cidade… Será que vocês me perdoam, rsrsrs???

Cucciolo, Via del Corso 25 r (Firenze)

Vino sfuso

A Itália tem uma variedade enorme de vinhos que podem ser adquiridos em restaurantes, supermercados ou nas várias bodegas espalhadas por todo o território. Mas existe uma outra forma de adquirir o produto que eu não conhecia até vir morar aqui: comprando praticamente direto do consumidor, nas lojas especializadas que representam diversos rótulos, com um toque artesanal e a um preço bem mais acessível. Este é o vino fuso (vinho não engarrafado).

 

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Funciona da seguinte maneira: você leva a sua própria garrafa, escolhe o vinho de sua preferência entre a infinidade de possibilidades armazenadas nos barris e paga um valor muito mais em conta do que se fosse comprar o produto engarrafado  em outras prateleiras. Uma maneira interessante e econômica de experimentar os vinhos da regiāo e uma boa pedida para acompanhar as refeições do dia-a-dia.

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Vinhos a um preço mais baixo. O vino sfuso é vendido a “granel”

O vinho sfuso é tradicionalmente conhecido como o que vem de uvas de qualidade inferior, para serem consumidos frescos e mais rapidamente, pois não contêm conservantes. O melhor da seleçāo das uvas vai, sim, para as garrafas, mas isso nāo significa que você nāo vai encontrar excelentes vinhos nas casas que oferecem sfuso.

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O vinho armazenado é retirado dessas máquinas que lembram aquelas de chopp

A forma de conservaçāo é um fator importante e em todos os estabelecimentos existem máquinas que ajudam a manter o vinho nas temperaturas ideais.

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Ecologicamente correto – o cliente leva as suas próprias garrafas, de 1, 2 ou 5 litros e escolhe o vinho que quiser para levar pra casa. Mas os estabelecimentos também disponibilizam embalagens descartáveis de papel e de vidro

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Atualmente existe uma enorme variedade de sfuso, incluindo prosecco sfuso e rosé sfuso, todos a preços bem acessíveis

Muito comum encontrarmos o vino sfuso sendo vendido como o vinho da casa (house wine ou vino della casa) nas trattorias e pizzarias locais.

 

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Geralmente os locais vendem também produtos típicos toscanos como as saborosas geleias que podem ser combinadas aos diversos queijos italianos, conservas e os patês para preparar os famosos “crostini” – delícia pura!

 

O italiano Andrea Dellacasa do blog Gli Amici del Bar expõe o seu ponto de vista que nos ajuda a compreender a paixāo dos apreciadores deste costume: “São tradições que não se perdem no tempo, aliás, muito frequentemente vêm reforçadas. Sempre me pergunto o que leva as pessoas a comprarem vinhos para serem engarrafados ao invés de preferir a cômoda, prática e já pronta garrafa. Certamente o aspecto econômico é o fator determinante, pois alguns frascos custam cerca de um euro. Mas me convenci que não é apenas isso,  acredito que tenha algo implícito que vá além do contexto financeiro. Talvez a vontade de continuar ligado às lembranças, a um tempo que passou ou à ideia genuína de engarrafar o vinho de forma caseira. E precisamos considerar que o vinho que você mesmo engarrafa pode ser considerado muito mais o teu próprio vinho”.