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Greve in Chianti

Greve in Chianti fica bem no centro da Toscana e é uma das principais cidades do famoso Chianti Classico, região que produz excelentes vinhos e azeites. Dista apenas 30 Km de Firenze e para quem visita a Toscana é difícil não incluí-la no roteiro.
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Greve é a primeira parada quem sai de Firenze e vai em direção à Siena. Esta sempre foi uma região valorizada do ponto de vista agrícola, que fomentou o crescimento de outras cidadezinhas ao redor, colaborando para o fortalecimento do território que firmou-se como importante pólo produtor de vinho

A zona do Chianti Classico estende-se entre Firenze e Siena e a Chiantigiana, também conhecida como SS-222, que atravessa todo o territorio,  é a principal estrada do vinho e azeite do Chianti . Grande parte da estrada é constituida por estradinhas que ligam as cidades maiores a muitos vilarejos e castelos, onde é possível conhecer e degustar as especialidades da gastronomia local.
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Em Greve, a primeira parada é a praça Giovanni Matteoti, no centro da cidade, onde está a estátua do navegador Giovanni da Verrazzano.
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Esta sempre foi uma região valorizada do ponto de vista agrícola, que fomentou o crescimento de outras cidadezinhas ao redor, colaborando para o fortalecimento do território que firmou-se como importante pólo produtor de vinho

 

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Na piazza Matteotti : aqui a Antica Macceleria Falorni , que começou como açougue neste mesmo local no ano de 1729 e que atualmente funciona também como restaurante

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Uma típica bodega toscana onde você encontra excelentes vinhos da região do Chianti Clássico

 

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Próximo à praça fica a igreja dedicada à Santa Croce, que é do século XIX.  Caminhando por ali você vai poder  apreciar os produtos dos artistas locais.
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Greve é acolhedora e para conhecê-la você precisará dedicar poucas horas do seu dia. Um passeio ao local resume-se basicamente à praça Matteotti, onde ao seu redor, sobre os pórticos, estão as lojinhas de artesanato, produtos típicos locais e alguns bares restaurantes. Dentre eles o  Nerbone, que começou a sua história no Mercado Central de Firenze, há mais de cem anos.  Falei dele esta semana neste post.
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O Nerbone é o meu restaurante preferido de Greve. Ali você encontra a típica culinária toscana, desde os panini até pratos mais elaborados, sempre com total respeito às tradições italianas. E obviamente o cardápio é preparado em base às estações do ano, já que a qualidade dos produtos é fundamental para a preparação dos pratos. Eles preferem tirar do menu algumas opções a oferecer produtos congelados. Essa filosofia é uma garantia para o cliente e um dos segredos da culinária local. Não será possível apreciar um prato de ribollita (sopa com verduras e feijão) se não nos meses de inverno e a pappa al pomodoro ou a bruschetta não estarão no cardápio se o chef não tiver certeza que os tomates amadureceram sob o sol . Essas peculiaridades  são levadas muito a sério. E com toda razão. Nessa época do ano as mesas na varanda do segundo andar e essas do lado de fora, sobre o pórtico, são as mais requisitadas.
antipasto
O Nerbone tem uma atmosfera que nos remete ao passado, como uma antiga botega onde os presuntos e vários produtos típicos ficam à mostra, num ambiente acolhedor com suas grandes mesas de madeira e paredes de pedra. Os vinhos oferecidos são todos de produção local, seja de marcas já conhecidas como de pequenos produtores, que não deixam a desejar no quesito qualidade.
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O lampredotto (tripa) é um dos pratos mais pedidos da casa (13 euros). Depois de tantas entradas quis experimentar o risotto de flores de abóbora. Excelente escolha!  Este prato abaixo é uma massa com molho de javali, outra escolha tipicamente toscana que precisa ser saboreada. Impossível resistir aos doces caseiros. Os doces aqui da Itália não são enjoativos pois a quantidade de açúcar que utilizam é bem menor que no Brasil. E geralmente o chocolate de quase todos os doces é amargo ou meio-amargo. Os doces custam entre 5 e 8 euros e o restaurante propõe o vinho ideal para a sobremesa escolhida.
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Paisagem do Chianti de tirar o fôlego

Greve é tranquila e pacata. O tempo aqui segue num ritmo brando, sem nenhuma pressa.


About

A minha paixão pela comunicação e pelo turismo é herança dos meus pais. Adoro viajar para observar e vivenciar as diversidades culturais. Depois que me formei em Jornalismo, passei longa temporada em Londres, um curto período nos Estados Unidos e atualmente vivo em Florença, com meu marido e nossos dois filhos. Desde 2005 sou retail na Ermenegildo Zegna. Busco sempre ver o lado positivo em todas as coisas e prefiro ter por perto aqueles que, como eu, dão mais valor às pessoas do que às coisas materiais.


'Greve in Chianti' have 13 comments

  1. 24 de agosto de 2013 @ 15:49 Denise

    Só de ver, matei as saudades!

    Reply

    • 24 de agosto de 2013 @ 15:59 Denya Pandolfi

      Denise, que honra para o nosso blog poder levar um pouquinho das maravilhas da linda Itália pra perto de vcs. Bom q vc anima e programa a próx viagem… Abraço e obgda pela visita, D

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  2. 24 de agosto de 2013 @ 17:00 Dayla

    A.d.o.r.e.i.!.!.!

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    • 24 de agosto de 2013 @ 17:38 Denya Pandolfi

      Tá vendo que a lista é grande??? Se preparem!!!! Bjs, D

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  3. 27 de agosto de 2013 @ 01:13 Gino

    valeu… deu água na boca… mas eu to chegando e mato a vontade…

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    • 27 de agosto de 2013 @ 17:30 Denya

      Ei Gino, lembra que delicia esse lugar? Nossa, já tem é tempo, hem? Aguardamos vcs para mais um roteiro gastronômico pela Toscana. Ci vediamo presto… Abbraccio, d

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  4. 6 de outubro de 2015 @ 22:11 Grazie a te / Panzano in Chianti

    […] Panzano fica perto de Greve, coração do Chianti Clássico. Sabe mais sobre a cidade clicando aqui. […]

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  5. 23 de outubro de 2015 @ 20:35 Grazie a te / Um passeio por Siena

    […] Monteriggioni – 14 Km Montalcino – 41 Km San Galgano – 33 Km Pienza – 55 Km Greve – 45 Km Panzano – 39 Km San Gimignano – 42 Km Volterra– 55 […]

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  6. 12 de novembro de 2015 @ 09:15 Grazie a te / Passeio pelo Chianti, Lamole

    […] Muitos amigos do Brasil, principalmente descendentes de italianos, me perguntam como é o ritmo das cidades menores  que ainda conservam alguns costumes mais tradicionais.  Dando continuidade ao último post, falo hoje da pequena Lamole, que pertence a Greve in Chianti. […]

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  7. 14 de novembro de 2015 @ 09:28 Grazie a te / Volpaia, no Chianti Clássico

    […] explorar a região. Saiba mais sobre as outras localidades que integram o Chianti, como Panzano e Greve. Bom final de semana a todos! SNAPCHAT: […]

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  8. 10 de maio de 2016 @ 17:16 Grazie a te / Onde encontrar girassóis na Toscana

    […] Chianti – arredores de San Gimignano e certamente em muitas estradinhas vocês avistarão muitos tapetes amarelos […]

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  9. 5 de junho de 2016 @ 23:01 Grazie a te / Um passeio em Castellina in Chianti

    […] Greve– 20 Km […]

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  10. 4 de setembro de 2016 @ 18:14 Grazie a te / Os 300 anos do Chianti Clássico

    […] em 9 sub-regiões, que são as seguintes: Castellina in Chianti, Gaiole in Chianti, Greve in Chianti, Radda in Chianti, parte de Barberino Val d’Elsa, Castelnuovo Berardenga, Poggibonsi, San […]

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