Enoteca Vinandro, em Fiesole

O restaurante Vinandro é uma delícia, em todos os sentidos!  O  restaurante fica na praça central de Fiesole, numa portinha pequena e discreta. Resolvemos voltar esses dias para almoçar depois da excelente experiência que tivemos no ano passado.
Chegamos cedo, antes das 13 h, para respeitar o horário de almoço das crianças (geralmente almoça-se esse horário aqui na Itália), e o local estava vazio e silencioso, digamos uma raridade, rs. Apenas uma canção bem familiar contribuiu para melhorar ainda mais a atmosfera intimista do lugar:  Desilusão, cantada por Marisa Monte.  E eu mal sabia que a playlist do meu almoço seria com as minhas referências musicais preferidas: logo em seguida vieram Caetano, depois Roberto Carlos, Gil, Bebel Gilberto e Bethânia, apenas para enumerar alguns. Orgulho! E todo esse “perfume” de casa misturou-se aos odores do ambiente, com sua espetacular seleção de salames, queijos e outras maravilhas da culinária local.
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O proprietário  Alessandro abriu as portas do estabelecimento, que muito lembra uma bodega alimentar, em 2003 com a proposta de de oferecer em Fiesole um local onde fazer um pit-stop a qualquer hora do dia, para “beliscar” e bebericar produtos locais e de qualidade. O ambiente é acolhedor com mesas distribuídas em dois salões, que devem acomodar, no máximo 20 pessoas.  O toque rústico do local fica por conta das grandes mesas e bancos de madeira.

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No cardápio, pratos caseiros e tipicamente toscanos. O menu muda constantemente pois eles dependem de produtos da estação para garantirem a excelência na qualidade dos pratos. Mas dentre as opções que você encontarará em qualquer época do ano estão o peposo dell’Impruneta, a ribollita (sopa de verduras com pão), a trippa e a tagliata.

 

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Mozzarella di bufala frita e crostini para começar, com vinho tinto da casa

Os pratos são bem temperados e saborosos e gasta-se entre 22 e 28 euros para uma entrada, prato principal e bebidas. Não deixe de experimentar os doces caseiros (custam entre 3,80 e 5,50 euros).  Oferecem  torta de chocolate e laranja, chocolate amargo e pimenta e torta de maçã, além do típico cantuccino con Vin Santo, que são biscoitos secos de amendôa servidos com esse vinho doce para sobremesa.

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Escolhi carne de porco preparada com bacon e purê de batata com azeitonas pretas. Não é nada leve, mas super saboroso

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Como trabalham com produtos sazonais, o Vinandro propõe pratos diferentes a cada estação. Mostro pra vocês algumas opções do cardápio da temporada primavera-verão, dentre elas salada com patê de fígado e geleia, creme de aspargos com burrata ao perfume de tartufo, pici all’ocio, focaccia de beringela e peposo.

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Salada com cipollotto, ovos e patê de fígado com geleia

 

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Creme de aspargos e burrata ao perfume de tartufo

 

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Vinandro– Piazza Mino,33,  Fiesole

Horário: 12:00 às 24 h (diariamente)

Atualizado em 19/04/2017

 

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Sapatos sob medida

Esses dias passei em frente à uma loja e um nome feminino associado à atividade em questão me chamou a atenção : Saskia – Scarpe su Misura. Pensei: “que interessante, uma mulher que se dedica a fazer sapatos sob medida!”. Estava de bicicleta e parei no mesmo momento para observar as obras expostas. A própria Saskia estava na porta e eu me apresentei. Começamos ali um bate-papo agradável, com revelações interessantes sobre essa fascinante atividade que em todo o mundo é desenvolvida exclusivamente por homens, sendo ela talvez a única exceção em nível mundial –  na Itália é a única.
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“A minha avó materna produzia tecidos. Devo ter herdado dela essa paixão por usar as mãos e concentrar nessa parte do corpo energia e criatividade”, revela a artesã, que produz cerca de 25 pares de sapatos por ano

Vivian Saskia Wittmer é de Berlin e foi ainda quando morava na Alemanha que teve seu primeiro contato com essa atividade, a sua paixão desde criança.  Há 20 anos veio para Firenze, a cidade do artesanato, do couro e dos artistas, em busca de uma especialização, já que aqui estão os maiores mestres dessa arte.  E, em 2000, resolveu arriscar e assim abriu as portas de seu próprio ateliê,  no centro histórico de Firenze, que já triplicou de tamanho. Mas não tem pretensão de expandir, pois segundo ela, não quer por em risco a qualidade de seu trabalho.
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Desde o primeiro contato com o cliente até  a realização do primeiro par de sapatos passam-se cerca de quatro meses. Tudo é realizado a mão e o processo começa com as medidas precisas de cada cliente, além do desenho de cada pé. Os clientes são praticamente do sexo masculino, apenas 5% são mulheres. “Os homens entendem melhor o conceito do sapato sob medida e geralmente buscam modelos mais clássicos, enquanto as mulheres estão mais ligadas aos lançamentos e preferem seguir as coleções temporárias, aquilo que está na moda. Aqui eu crio o objeto com que a pessoa sempre sonhou”.  Mas realizar este sonho é para poucos: um par de sapatos custa a partir de 2.400 euros, sendo que a fôrma que ela precisa realizar para cada cliente na primeira encomenda custa 400 euros. E o valor vai aumentando de acordo com o material escolhido.  Animais como canguru, camelo e  crocodilo, chegam a custar três vezes mais.
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As fôrmas do sapato em seu laboratório são uma diferente da outra, cada uma para um cliente. E para cada par de sapatos são feitas duas formas, para respeitar a anatomia de cada pé, que geralmente tem características diferentes um do outro

Aqui Saskia exibe um em crocodilo vermelho e abaixo um modelo clássico e elegante em pele de tubarão.  Um sapato sob medida está entre os objetos dos sonhos de muitos homens.
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O perfil de clientes de seu ateliê vai desde pessoas simples a empreendedores importantes. Em comum, o bom gosto e a valorização de artigos exclusivos produzidos manualmente

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Achei linda esta sapatilha cheia de estilo, feita em pele de peixe

Engana-se quem pensa que os italianos ocupam o primeiro lugar entre seus clientes. Encabeçando a lista estão principalmente americanos e canadenses. E um país que começa a despontar com o consumo de artigos de luxo é a Rússia. “Os russos começam a se interessar por objetos únicos e compreendem o valor de produtos  exclusivos, feitos sob medida. Os chineses ainda não descobriram o fascínio de terem um artigo que não seja assinado por uma grande grife”.

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Desde o processo de idealização até a concepção do sapato Saskia cuida de absolutamente todos os detalhes.  Os modelos  são sugeridos também pela própria artesã, que escuta o cliente, a sua história, o seu modo de viver, e transporta e utiliza essas informações para concretizar o seu desejo.  Curiosamente ela contratou há pouco tempo uma ajudante japonesa. Outra apaixonada pela arte de produtos feitos inteiramente a mão.

 

 

 

 

Guarda roupa masculino com um toque de ousadia e bom humor

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Não sei se é todo mundo que tem um amigo estiloso, criativo e que usa exatamente aquilo que gosta, sem se importar com o que os outros vão pensar. Eu tenho alguns. Um deles é Luca Innocenti, um amigo florentino que adora moda e arte. Ele trabalha na Vivienne Westwood e já estudou teatro e canto lírico. E o interessante é o resultado moderno e super atual que ele consegue com peças de fast-fashion combinadas com outras de grifes de luxo, garimpadas principalmente em outlets
Eu pedi pra ele selecionar algumas peças do seu guarda-roupa para uma sessão de fotos com outlooks mais ousados. Convidamos para ajudar na produção a nossa amiga Hiroko, japonesa que vive em Firenze há mais de dez anos. A nossa tarde foi muito prazerosa e transcorreu de forma leve e divertida.
Por sugestão de Luca, fomos ao terraço do hotel Excelsior para as fotos. De lá, a vista de uma cidade simplesmente deslumbrante, com suas cores e quase todos os principais monumentos bem à nossa volta.
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Sapato- Zara
T-shirt – H&M
Colete – Benetton
Corrente – Vivienne Westwood
Bermuda – Esercito italiano

 

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Calça- Versace

Camisa – Zara

Óculos – Ermenegildo Zegna
Colete – Jaggy

 

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Chapéu – H&M
Jaqueta 100% linho – produção especial Vip Store
Shorts – H&M
Sapato- Brunello Cucinelli
Camiseta – Wheres Wally

 

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Blazer – H&M
Camiseta – Everlast
Bermuda – Esercito italiano
Meião – Puma
Sapato – Zara
Anel prata – feito à mão por artesão italiano

 

 

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Blazer – Brunello Cucinelli
Jeans- Diesel
Cinto – Ermenegildo Zegna
Colete – Zara
Sapato- Brunello Cucinelli
Camisa – Sisley

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Panzano in Chianti

A pequena cidade de Panzano,  comune de Greve in Chianti, é um burgo medieval situado entre Firenze e Siena. O cenário é de filme: colinas verdes com oliveiras e vinhedos e estradas sinuosas que circulam o vilarejo. Panzano é conhecida pelo seu castelo, que fica na parte alta e mais antiga e pela igreja de Santa Maria. É um desses lugares onde o tempo parece ter parado.
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Panzano está localizada a cerca de  500 m de altitude e tem pouco mais de 1.000 habitantes.
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É possível girar a pé pela cidade para observar suas casas, construções e o pacato ritmo de vida dos habitantes. Quer forma mais gostosa para conhecer  e vivenciar sobre os costumes da Itália do que passear pelas ruelas tranquilas da cidade?

Na parte mais elevada da cidade, a igreja de Santa Maria Assunta, integrada ao castelo e reconstruída no século 14

O ritmo em Panzano é de tranquilidade… não deixe de escolher um dos estabelecimentos da cidade para experimentar produtos típicos, como vinhos, queijos e presuntos.

Piazza Ricasoli

 

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Panzano tem cerca de mil  habitantes

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Em Panzano existem várias  agroturismos, que oferecem uma forma prazerosa de hospedagem, em meio à natureza e em contato com as ricas tradições da região do Chianti.  Muitos desses locais produzem vinho e também  azeite e mesmo para quem não é hóspede os locais oferecem degustações de seus produtos, muitas vezes com almoços harmonizados.

Panzano in Chianti

Uma das atrações mais procuradas em Panzano é o açougue de Dario Cecchini, famoso em todo o mundo graças principalmente ao episódio do funeral da bistecca. Em 2001, na época da vaca louca, Elton John contatou Dario para fazer uma encomenda e desembolsou 2.500 dólares por um pedaço de bisteca. É vero! Eu mesma perguntei se isso não era lenda e me disseram que foi exatamente assim. O valor da venda foi doado ao hospital pediátrico Meyer.

 

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Dario Cecchini: “Não há partes mais nobres da carne. Cada corte é excepcional se bem cortado e cozido. Meu dever e a minha filosofia como açogueiro é usar bem todo o animal”

Apaixonado pela sua terra e pela sua profissão, Dario é um personagem! Divertido, experiente e bem humorado, a sua grande sacada foi ter aberto há poucos anos a Officina della Bisteca, restaurante que fica em frente ao seu açougue,  contribuindo assim para afirmar a tradição e os sabores da culinária da sua terra. “Na minha botega a hospitalidade é sagrada.

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“No meu restaurante, comemos e bebemos todos juntos, em  harmonia e bom convívio social, e onde espero que vocês possam apreçar o meu trabalho em busca da alta qualidade”.O almoço tem preço fixo de 50 euros e quem quiser pode levar a sua garrafa de vinho sem custo adicional. Em tom de brincadeira, ele pede apenas para se apresentar em jejum e desaconselha o local às pessoas de pouco apetite.

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Na entrada do açougue

Outro local  interessante era a Accademia del Buon Gusto,  de Stefano Salvadori.  Aqui falo mais sobre o local neste post. Stefano faleceu no dia 25 de janeiro de 2020.

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A bodega onde Stefano recebia seus clientes e amigos. Ele falou em 2020

 

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Panzano, comune de Greve, fica no coração do Chianti Clássico. Saiba mais sobre a cidade clicando aqui.

 

Procurando hotel em Florença? Veja neste post as minhas sugestões de hospedagem

 

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Look de primavera para passeio em Firenze

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Num domingo ensolarado de primavera estive com dois amigos superqueridos no 4 Leoni para almoçar. Você pode conferir aqui sobre o restaurante. Optei por um look despojado, com base em cores neutras. Firenze não é uma cidade para salto alto, a menos que você não precise caminhar mais do que dez metros, pois a maioria das ruas é de pedra e o pavimento não é nivelado. Continue lendo

Calcio Storico Fiorentino

O Calcio Storico Fiorentino, ou Futebol Histórico de Firenze, é outra paixão antiga dos florentinos. É uma modalidade esportiva sem regras exatas que consiste em pegar a bola utilizando mãos e pés e marcar um gol na rede do time adversário. A competição mais parece uma luta livre devido ao grande contato físico entre os participantes. Esse tipo de futebol, que lembra bastante o rugby, tornou-se uma das manifestações históricas mais importantes de Firenze.

Nascido em Florença no século 16, é uma combinação de futebol, rugby e luta livre, que hoje em dia é disputado em trajes históricos (foto Gianni Vannucchi)

A final do campeonato, que tem apenas três partidas, acontece na Piazza de Santa Croce sempre no dia 24 de junho, dia do padroeiro da cidade, San Giovanni, ou seja, São João.

 

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Integrante do cortejo histórico

 

Antes da partida, um cortejo desfila no centro da cidade com as vestimentas do século XVI. Acompanhei nesta segunda parte do percurso, que termina na Piazza Santa Croce, onde acontecem os jogos.
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Antes da partida de calcio storico acontece o cortejo pelas ruas e praças do centro de Florença

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O cortejo histórico é composto por 530 integrantes vestidos rigorosamente com roupas militares da época do Renascimento

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No momento do lançamento das bandeiras os espectadores vão ao delírio! Mesmo em um dia de muito vento, conseguiram fazer uma linda apresentação. Essas fotos foram tiradas no momento em que o Cortejo atravessava a Piazza della Signoria, a sede da prefeitura de Firenze.
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O desfile termina na Piazza Santa Croce, onde acontecem as partidas

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Logo na entrada os times comercializam as camisetas e os torcedores se trocam ali mesmo. As arquibancadas em volta à praça foram tomadas de branco e azul, as cores dos competidores dessa final

Os históricos bairros de Firenze participam simbolicamente da competição , onde os quatro times são caracterizados  cada um por uma cor: Santa Croce são Azzurri (Azuis), Santa Maria Novella são os Rossi (Vermelhos), Santo Spirito são Bianchi (Brancos) e San Giovanni são Verdi (Verdes). Quem nasce ou mora nestes bairros, teoricamente torce e joga pelo time.
Cada equipe participa com 27 integrantes, que não podem ser substituídos. A competição acontece  num campo coberto de areia com uma linha branca no meio que divide os dois times e a partida tem duração de 50 minutos.
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Energia, emoção, tensão e rivalidade à flor da pele. Esta final seria entre os brancos e os azuis. Sim, seria, pois no momento do início da partida uma chuva torrencial esfriou os ânimos de jogadores e torcedores e, pela primeira vez na historia, a final foi adiada e será realizada neste domingo.
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A expectativa era grande. Para os torcedores florentinos dos bairros envolvidos na competição, uma final do calcio storico é sentida como a decisão de copa do mundo de futebol. As torcidas ficam separadas: os brancos estavam próximos à igreja enquanto os azuis nas arquibancadas do lado oposto.
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A banda já havia anunciado a entrada dos jogadores em campo. Só que no momento em que a partida estava para começar a chuva chegou e estragou a festa. Pela primeira vez a final não foi decidida no dia 24, para decepção do publico, que não queria ir embora.
Quem mora perto da praça assiste às disputas de camarote! Alguns enfeitam as  janelas com a cor do seu time preferido. Neste caso, como a competição acontece na Piazza Santa Croce, é o azul que prevalece.
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O acesso à Praça Santa Croce é restrito aos que compram o bilhete para assistir à partida. Uma multidão de curiosos se aglomera proximo às entradas.
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A praça ganha a mesma aparência desde quando teve início a modalidade, ou seja, as pedras são cobertas de areia

Como surgiu – O Calcio Storico Fiorentino tem origens antigas e a partida mais famosa aconteceu em 17 de fevereiro de 1530 quando os florentinos, ameaçados pelas tropas imperiais de Carlo V, iniciaram uma partida na Piazza Santa Croce tentando ignorar o exército. Já o primeiro torneio entre bairros da cidade aconteceu em 1930 e os participaram vestiram roupas históricas do século 16 e até hoje os jogadores usam trajes do período renascentista durante as partidas. Hoje é uma tradição esportiva que envolve quase toda a população local e muitos turistas.
Através dessas fotos abaixo de Gianni Vannucchi vocês poderão ter uma ideia de como os jogadores se vestem.  Mais informações no site oficial do Calcio Storico Fiorentino.

 

 

 

 

Fotos Gianni Vannucchi

 

 

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Manifestação em Firenze: patriotismo verde e amarelo

Carregamos o espírito de patriotismo independente do país onde moramos. A indignação e a luta por um Brasil mais digno e menos corrupto levou um grande número de brasileiros que vive em Firenze a levantar a bandeira verde e amarela, e a capital do Renascimento foi tomada pelas cores vibrantes da nossa Pátria na última quarta-feira.

 

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Foi uma manifestação pacífica que contou com a participação de famílias inteiras, inclusive com crianças , que também empunharam cartazes e bandeiras mostrando ao mundo que tem muita coisa errada com o nosso amado Brasil

A manifestação aqui na Itália foi em solidariedade a todos os compatriotas que estão indo às ruas de diversas cidades brasileiras dizer um basta ao atual governo. Cerca de duzentas pessoas reuniram-se ao lado da Catedral Santa Maria del Fiore, o Duomo de Firenze, para exibir faixas, cartazes e erguer a nossa bandeira, sob os olhares curiosos de turistas de todo o mundo que aproveitaram não apenas para registrar como também buscar entender o motivo do protesto.

 

E qual o gosto de uma manifestação no exterior? “Poder mostrar ao mundo todo que está aqui a nossa insatisfação. Acho que depois disso as coisas nunca mais serão como antes. O Brasil tem tantos potenciais e riquezas. Acredito que o nosso país vai mudar”, ressalta a carioca Natasha, que vai passar dois meses em Firenze para estudar italiano.

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“Eu queria muito estar no Brasil nesse momento tão importante, mas como não posso, protesto a distância. Quero mostrar a minha voz, a minha insatisfação com o governo”, relata a capixaba Georgia Rodrigues, que vive há sete anos em Firenze.

O que dizem os manifestantes:

“Eu cheguei há uma semana do Brasil e participei das manifestações que aconteceram por lá. Acho importante para mostrar o meu descontentamento, mesmo que a distância. Abaixo à inflação, o Brasil está insuportável, não dá pra viver assim!”, desabafa Milena, de Franca (SP), que está há seis anos em Firenze.

O ítalo-alemão Elia é casado com uma brasileira e participou do protesto em solidariedade ao nosso país. “A minha esposa já participou de muitas lutas sociais, inclusive junto ao MST. Os protestos existem há tempos no Brasil mas a minha preocupação é com o risco de instrumentalização dessa manifestação”, destaca Elia, segurando um cartaz escrito em italiano de um lado e em português do outro: “Vamos jogar futebol nas ruas – é gratis. Não ao mundial do business”.

Guilherme, de Brasília, veio fazer intercâmbio. Chegou em junho e fica mais dois meses em Firenze. Trouxe para a manifestação amigos de outros países que concordam com as reivindicações. Segundo Guilherme, a corrupção que atrapalha tanto o nosso progresso precisa ser crime hediondo.

A paranaense Amanda mora há sete anos em Firenze e acredita que seja o mínimo que podemos fazer para ajudar nossos compatriotas nesse momento de protestos.” Somos brasileiros, nacionalistas e estamos mostrando que estamos juntos, independente do lugar do mundo onde estivermos. Para ela, os maiores problemas do nosso país estão relacionados à saúde e à educação.

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A manifestação reuniu não apenas brasileiros que vivem em Firenze mas estrangeiros simpatizantes com o protesto. Esta italiana, Anna Maria Giglitto, que conhece e admira o Brasil e os brasileiros, juntou-se ao grupo para dar o seu apoio. “Este é um momento histórico. Até me emociono ao falar do Brasil. Vocês estão dizendo que não se importam com o futebol, com a Copa, mas que querem um país que funcione. Isso é muito bonito. Essa manifestação organizada, pacífica e adulta está de parabéns”.

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Musthafa e Rodrigo, praticantes de capoeira, também apoiaram o movimento. Musthafa é do Senegal e veio prestar sua solidariedade aos amigos e à namorada, que é brasileira: ” Quando tem um problema, é necessario que as pessoas mostrem sua indignação”. Rodrigo, brasileiro de Florianópolis está há oito meses em Firenze: “Mesmo de longe a gente torce muito pelo nosso país. A gente quer que o Brasil progrida. Eu dou todo o apoio porque muita coisa tem que mudar, e a gente aqui reunido mostra que mesmo morando longe, estamos sempre juntos e unidos pela mesma causa”.

 

 

 

 

Mercado de rua de San Lorenzo

No centro histórico de Firenze, perto da Basílica de San Lorenzo, acontece o famoso mercado de rua de San Lorenzo, uma feira enorme de produtos artesanais. Essa região desenvolveu-se principalmente por causa desta catedral, que foi a primeira de Firenze, construída no ano de 393.

 

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Um passeio ao mercado de San Lorenzo é etapa fundamental para quem visita a cidade. Ali você poderá encontrar os tão requisitados artigos em couro por quem visita Firenze. Carteiras, bolsas, cintos e jaquetas de diferentes cores e modelos enfeitam e divertem o ambiente. Essas bolsas em tom flúor, que são a febre desta estação e estão em muitas vitrines da cidade, também são encontradas nas bancas do mercado a um preço bem modesto. Como acontece em muitos países do mundo, neste mercado você pode também praticar a pechincha. Muito comum ver turistas, mesmo através de mímica, tentando um descontinho com os feirantes.

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Alguns artistas realizam as suas obras ali mesmo nas calçadas, para deleite dos passantes. Firenze é realmente um museu a céu aberto que te proporcionará inclusive, a possibilidade de contato com o criador e a criatura.