Enoteca Vinandro, em Fiesole

O proprietário Alessandro abriu as portas do estabelecimento, que muito lembra uma bodega alimentar, em 2003 com a proposta de de oferecer em Fiesole um local onde fazer um pit-stop a qualquer hora do dia, para “beliscar” e bebericar produtos locais e de qualidade. O ambiente é acolhedor com mesas distribuídas em dois salões, que devem acomodar, no máximo 20 pessoas. O toque rústico do local fica por conta das grandes mesas e bancos de madeira.
No cardápio, pratos caseiros e tipicamente toscanos. O menu muda constantemente pois eles dependem de produtos da estação para garantirem a excelência na qualidade dos pratos. Mas dentre as opções que você encontarará em qualquer época do ano estão o peposo dell’Impruneta, a ribollita (sopa de verduras com pão), a trippa e a tagliata.
Os pratos são bem temperados e saborosos e gasta-se entre 22 e 28 euros para uma entrada, prato principal e bebidas. Não deixe de experimentar os doces caseiros (custam entre 3,80 e 5,50 euros). Oferecem torta de chocolate e laranja, chocolate amargo e pimenta e torta de maçã, além do típico cantuccino con Vin Santo, que são biscoitos secos de amendôa servidos com esse vinho doce para sobremesa.

Escolhi carne de porco preparada com bacon e purê de batata com azeitonas pretas. Não é nada leve, mas super saboroso
Como trabalham com produtos sazonais, o Vinandro propõe pratos diferentes a cada estação. Mostro pra vocês algumas opções do cardápio da temporada primavera-verão, dentre elas salada com patê de fígado e geleia, creme de aspargos com burrata ao perfume de tartufo, pici all’ocio, focaccia de beringela e peposo.

Salada com cipollotto, ovos e patê de fígado com geleia

Creme de aspargos e burrata ao perfume de tartufo

Vinandro– Piazza Mino,33, Fiesole
Horário: 12:00 às 24 h (diariamente)
Atualizado em 19/04/2017
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Sapatos sob medida
Engana-se quem pensa que os italianos ocupam o primeiro lugar entre seus clientes. Encabeçando a lista estão principalmente americanos e canadenses. E um país que começa a despontar com o consumo de artigos de luxo é a Rússia. “Os russos começam a se interessar por objetos únicos e compreendem o valor de produtos exclusivos, feitos sob medida. Os chineses ainda não descobriram o fascínio de terem um artigo que não seja assinado por uma grande grife”.
Desde o processo de idealização até a concepção do sapato Saskia cuida de absolutamente todos os detalhes. Os modelos são sugeridos também pela própria artesã, que escuta o cliente, a sua história, o seu modo de viver, e transporta e utiliza essas informações para concretizar o seu desejo. Curiosamente ela contratou há pouco tempo uma ajudante japonesa. Outra apaixonada pela arte de produtos feitos inteiramente a mão.
Guarda roupa masculino com um toque de ousadia e bom humor
Por sugestão de Luca, fomos ao terraço do hotel Excelsior para as fotos. De lá, a vista de uma cidade simplesmente deslumbrante, com suas cores e quase todos os principais monumentos bem à nossa volta.
T-shirt – H&M
Colete – Benetton
Corrente – Vivienne Westwood
Bermuda – Esercito italiano
Calça- Versace
Camisa – Zara
Óculos – Ermenegildo Zegna
Colete – Jaggy
Chapéu – H&M
Jaqueta 100% linho – produção especial Vip Store
Shorts – H&M
Sapato- Brunello Cucinelli
Camiseta – Wheres Wally
Blazer – H&M
Camiseta – Everlast
Bermuda – Esercito italiano
Meião – Puma
Sapato – Zara
Anel prata – feito à mão por artesão italiano
Blazer – Brunello Cucinelli
Jeans- Diesel
Cinto – Ermenegildo Zegna
Colete – Zara
Sapato- Brunello Cucinelli
Camisa – Sisley
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Panzano in Chianti


Na parte mais elevada da cidade, a igreja de Santa Maria Assunta, integrada ao castelo e reconstruída no século 14

Piazza Ricasoli
Em Panzano existem várias agroturismos, que oferecem uma forma prazerosa de hospedagem, em meio à natureza e em contato com as ricas tradições da região do Chianti. Muitos desses locais produzem vinho e também azeite e mesmo para quem não é hóspede os locais oferecem degustações de seus produtos, muitas vezes com almoços harmonizados.

Uma das atrações mais procuradas em Panzano é o açougue de Dario Cecchini, famoso em todo o mundo graças principalmente ao episódio do funeral da bistecca. Em 2001, na época da vaca louca, Elton John contatou Dario para fazer uma encomenda e desembolsou 2.500 dólares por um pedaço de bisteca. É vero! Eu mesma perguntei se isso não era lenda e me disseram que foi exatamente assim. O valor da venda foi doado ao hospital pediátrico Meyer.

Dario Cecchini: “Não há partes mais nobres da carne. Cada corte é excepcional se bem cortado e cozido. Meu dever e a minha filosofia como açogueiro é usar bem todo o animal”
Apaixonado pela sua terra e pela sua profissão, Dario é um personagem! Divertido, experiente e bem humorado, a sua grande sacada foi ter aberto há poucos anos a Officina della Bisteca, restaurante que fica em frente ao seu açougue, contribuindo assim para afirmar a tradição e os sabores da culinária da sua terra. “Na minha botega a hospitalidade é sagrada.
“No meu restaurante, comemos e bebemos todos juntos, em harmonia e bom convívio social, e onde espero que vocês possam apreçar o meu trabalho em busca da alta qualidade”.O almoço tem preço fixo de 50 euros e quem quiser pode levar a sua garrafa de vinho sem custo adicional. Em tom de brincadeira, ele pede apenas para se apresentar em jejum e desaconselha o local às pessoas de pouco apetite.
Outro local interessante era a Accademia del Buon Gusto, de Stefano Salvadori. Aqui falo mais sobre o local neste post. Stefano faleceu no dia 25 de janeiro de 2020.
Panzano, comune de Greve, fica no coração do Chianti Clássico. Saiba mais sobre a cidade clicando aqui.
Procurando hotel em Florença? Veja neste post as minhas sugestões de hospedagem
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Calcio Storico Fiorentino

Nascido em Florença no século 16, é uma combinação de futebol, rugby e luta livre, que hoje em dia é disputado em trajes históricos (foto Gianni Vannucchi)
A final do campeonato, que tem apenas três partidas, acontece na Piazza de Santa Croce sempre no dia 24 de junho, dia do padroeiro da cidade, San Giovanni, ou seja, São João.


Fotos Gianni Vannucchi
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Manifestação em Firenze: patriotismo verde e amarelo
Carregamos o espírito de patriotismo independente do país onde moramos. A indignação e a luta por um Brasil mais digno e menos corrupto levou um grande número de brasileiros que vive em Firenze a levantar a bandeira verde e amarela, e a capital do Renascimento foi tomada pelas cores vibrantes da nossa Pátria na última quarta-feira.

Foi uma manifestação pacífica que contou com a participação de famílias inteiras, inclusive com crianças , que também empunharam cartazes e bandeiras mostrando ao mundo que tem muita coisa errada com o nosso amado Brasil
A manifestação aqui na Itália foi em solidariedade a todos os compatriotas que estão indo às ruas de diversas cidades brasileiras dizer um basta ao atual governo. Cerca de duzentas pessoas reuniram-se ao lado da Catedral Santa Maria del Fiore, o Duomo de Firenze, para exibir faixas, cartazes e erguer a nossa bandeira, sob os olhares curiosos de turistas de todo o mundo que aproveitaram não apenas para registrar como também buscar entender o motivo do protesto.
E qual o gosto de uma manifestação no exterior? “Poder mostrar ao mundo todo que está aqui a nossa insatisfação. Acho que depois disso as coisas nunca mais serão como antes. O Brasil tem tantos potenciais e riquezas. Acredito que o nosso país vai mudar”, ressalta a carioca Natasha, que vai passar dois meses em Firenze para estudar italiano.

“Eu queria muito estar no Brasil nesse momento tão importante, mas como não posso, protesto a distância. Quero mostrar a minha voz, a minha insatisfação com o governo”, relata a capixaba Georgia Rodrigues, que vive há sete anos em Firenze.
O que dizem os manifestantes:
“Eu cheguei há uma semana do Brasil e participei das manifestações que aconteceram por lá. Acho importante para mostrar o meu descontentamento, mesmo que a distância. Abaixo à inflação, o Brasil está insuportável, não dá pra viver assim!”, desabafa Milena, de Franca (SP), que está há seis anos em Firenze.
O ítalo-alemão Elia é casado com uma brasileira e participou do protesto em solidariedade ao nosso país. “A minha esposa já participou de muitas lutas sociais, inclusive junto ao MST. Os protestos existem há tempos no Brasil mas a minha preocupação é com o risco de instrumentalização dessa manifestação”, destaca Elia, segurando um cartaz escrito em italiano de um lado e em português do outro: “Vamos jogar futebol nas ruas – é gratis. Não ao mundial do business”.
Guilherme, de Brasília, veio fazer intercâmbio. Chegou em junho e fica mais dois meses em Firenze. Trouxe para a manifestação amigos de outros países que concordam com as reivindicações. Segundo Guilherme, a corrupção que atrapalha tanto o nosso progresso precisa ser crime hediondo.
A paranaense Amanda mora há sete anos em Firenze e acredita que seja o mínimo que podemos fazer para ajudar nossos compatriotas nesse momento de protestos.” Somos brasileiros, nacionalistas e estamos mostrando que estamos juntos, independente do lugar do mundo onde estivermos. Para ela, os maiores problemas do nosso país estão relacionados à saúde e à educação.

A manifestação reuniu não apenas brasileiros que vivem em Firenze mas estrangeiros simpatizantes com o protesto. Esta italiana, Anna Maria Giglitto, que conhece e admira o Brasil e os brasileiros, juntou-se ao grupo para dar o seu apoio. “Este é um momento histórico. Até me emociono ao falar do Brasil. Vocês estão dizendo que não se importam com o futebol, com a Copa, mas que querem um país que funcione. Isso é muito bonito. Essa manifestação organizada, pacífica e adulta está de parabéns”.

Musthafa e Rodrigo, praticantes de capoeira, também apoiaram o movimento. Musthafa é do Senegal e veio prestar sua solidariedade aos amigos e à namorada, que é brasileira: ” Quando tem um problema, é necessario que as pessoas mostrem sua indignação”. Rodrigo, brasileiro de Florianópolis está há oito meses em Firenze: “Mesmo de longe a gente torce muito pelo nosso país. A gente quer que o Brasil progrida. Eu dou todo o apoio porque muita coisa tem que mudar, e a gente aqui reunido mostra que mesmo morando longe, estamos sempre juntos e unidos pela mesma causa”.




























































