Firenze Streetstyle inverno – 2017

Os primeiros dias do ano têm sido ensolarados (e com céu azul celeste) aqui em Firenze, com a temperatura na casa dos 7 graus. Mas está fazendo frio e quando venta a sensação térmica é de alguns graus a menos.  Imprescindível investir nos acessórios, como luvas, toucas e cachecóis, de preferencia de lã ou cashemere. Aqui alguns clicks que fiz pelas ruas da cidade mostrando o que o pessoal tem usado nesse inverno:

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Está vindo para a Italia nesta temporada? Confira aqui dicas práticas de como preparar a  mala de inverno.

Dicas de restaurantes em Firenze, 5

Os posts com dicas de restaurantes em Firenze continuam sendo muito pesquisados. Trago neste post mais uma relação de restaurantes que experimentei e indico. Caso conheçam alguns desses locais ou queiram indicar outros, fiquem à vontade e registrem . Será um prazer conferir o seu comentário. No post de hoje, mais 6 opções:

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Vincanto – Prefiro evitar os restaurantes em volta das principais praças e atrações da cidade. Mas o Vincanto foi uma grata surpresa! Estive no local à convite de uma amiga e experimentei um prato de massa e um sanduíche. Gostei de tudo! Ambiente agradável e decoração de bom gosto. Fica na Piazza Santa Maria Novella.

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No Vincanto: Saltimbanco é esse sanduiche com massa crocante e recheio de presunto

Il Borro Tuscan Bistro – esse é um bistrot elegante que fica ao lado da loja da Salvatore Ferragamo e é um dos estabelecimentos que pertence à família que vive em Firenze. Ambiente sofisticado mas que não intimida. A cozinha é à vista e podemos ver os chefs preparando os pratos.  A localização é outro ponto forte: Fica no Lungarno, a 2 minutos da Ponte Vecchio e proporciona uma vista linda do rio Arno. Se o tempo permitir, pegue uma das mesinhas que ficam na parte externa.

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La Ghiotta – bem perto da piazza dei Ciompi fica esta típica trattoria, bem simples e com atmosfera descontraída. Muito frequentada por trabalhadores daquela região, que fica entre Santa Croce e Sant’Ambrogio. Oferecem muitas opções de take-away, como carnes, verduras e massas. Local econômico.  Fica na  Via Pietrapiana, 7

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O que visitar em Verona

Tenho enorme simpatia por Verona! Pra mim é uma das mais charmosas e românticas cidades italianas, afinal, foi cenário do famoso romance de Romeu e Julieta.  Hoje vou contar o que é possível fazer para quem  passa 1 dia na cidade:
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Caso você esteja na dúvida se vale a pena dar um pulo em Verona, vou te animar e dizer que sim, pois sem dúvidas Verona também vai te conquistar! A cidade é pequena mas muito lindinha, cheia de história, encanto e gente hospitaleira.
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Um pouquinho da história de Verona

Por muitos anos a cidade foi controlada pela família Scaligeri (della Scala), uma rica e potente dinastia que governou Verona e grande parte do Vêneto por 125 anos, de 1262 a 1387. Esse foi um período de grande potência política e econômica e de expansão territorial. E graças aos Scaligeri que Verona transformou-se em uma das mais prósperas cidades da região.

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 Verona vai além da Arena e da Casa de Giulietta.  Vou mostrar aqui 7 atrações imperdíveis e alguns cantinhos simpáticos,  praças e bodegas de charme.  Sugiro que seu ponto de partida seja a famosa Arena, que fica na praça central da cidade, a Piazza Bra:
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A Arena é o anfiteatro mais bem conservado do mundo

1) A Arena – A Arena fica na praça Bra, circundada de restaurantes. Claro, sempre bom evitar lugares tão turísticos. A Arena, onstruida no século I d.c.,  é o anfiteatro mais bem conservado do mundo. É palco de concertos e óperas e tem capacidade para 30 mil pessoas e é a maior casa de ópera do mundo.
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2)Via Mazzini  – é a rua do comércio, dos barzinhos e das sorveterias e é fechada ao tráfego de veículos, o que a torna tão peculiar e charmosa. A rua  é um calçadão, bem agradável e com ótimas lojas para quem quiser ir às compras e também admirar lindas e luxuosas vitrines.
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Uma sorveteria da Via Mazzini

 

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Seja curioso e explore também as ruelas que cortam a via Mazzini. Esse cantinho é uma graça!

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A Fonte da Madonna Verona na praça dell’Erbe

3) Piazza dell’Erbe –  Muitas ruas que cortam a cidade te conduzem à esta praça cheia de vida!  É a praça mais antiga de Verona e na época romana era o centro da vida política e econômica da cidade. A praça é muito animada e diariamente (exceto aos domingos) acontece o mercado de roupas e gastronômico. Um dos locais preferidos dos veroneses e dos turistas, com suas belíssimas construções.
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Construída no século 12, a Torre di Lamberti tem 84 metros de altura

 4) Piazza Dante /Piazza dei Signori –  Com diferentes estilos arquitetônicos de diferentes períodos, a piazza dei Signori, também conhecida como piazza Dante, é uma linda praça bem próxima à Piazza Erbe. Em seu redor existem diversos bares e restaurantes.   A praça abrigar o Palazzo Scaligero (ou della Podestà), que é a sede da prefeitura da cidade.
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Aqui a gente observa o Arco della Costa, que dà acesso à praça, que traz a estatua de Dante Alighieri ao centro. O maior poeta da lingua italiana já esteve hospedado na cidade

 5) Casa di Giulietta – Impossível visitar Verona e não dar um pulo ate à casa de Giulietta , do famoso romance criado em 1520 por Luigi da Porto (sendo a versão mais famosa aquela de Shakespeare). A atração fica na rua Cappello ,  número 23. A casa foi construída no século 13 e restaurada em 1935. A estátua feita por Nereo Costantini fica no pátio e é bastante disputada, pois dizem que quem passar a mão no seio direito da Giulietta terá sorte no amor. Já imaginaram a disputa para chegar perto da estátua, vero?
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A famosa sacada, de onde Giulietta conversava com Romeu

 6) Castel Vecchio ou Castelo Velho – é o mais importante monumento militar da dinastia Scaligera. O acesso é gratuito, com a ponte Scaligero que passa sobre o rio Adige, com suas muralhas e seu bem cuidado jardim. No local, desde 1925 funciona o museu Civico (a pagamento), que conta com uma grande coleção de esculturas, pinturas e armamentos.
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O Rio Adige, que corta a cidade

7 ) Duomo –  Em estilo românico, a Igreja de Santa Maria Matricolare é uma das mais bonitas da cidade. Consagrada em 1187, a igreja fica na praça Duomo e abrange  um complexo de edifícios antigos.
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E que tal um passeio de trem para conhecer a cidade? O percurso dura cerca de 45 minutos e custa 4 euros. O trenzinho parte da praça Bra e fora o Castelvecchio, o percurso é pela parte moderna da cidade

 

Em Verona existem muitas igrejas bonitas, como a Igreja Santa Maria in Organo. A igreja, perto do portão de Organo, já existia em épocalombarda e mais tarde tornou-se um importante mosteiro beneditino. Durante a metade do século 15, foram construídas a sacristia e o presbitério.

 

Na seção Amici Miei,  minha amiga Fabiana Rasseli, que passou uma temporada na cidade, apresentou a cidade e compartilhou várias dicas de restaurantes, locais bacanas e passeios imperdíveis.  Confira aqui.
Conheça Verona com um acompanhante turístico habilitado
Quer fazer um passeio por Verona com acompanhante? Passeio a pé pelo centro de Verona com duração de 04 horas com visita às principais atrações da cidade, como a Casa de Giulietta e a Arena, e também um percurso alternativo,  para  descobrir  uma Verona secreta, passeando por ruelas antigas  que ainda conservam as tradicionais bodegas, palácios, pontes e um castelo medieval. Escreva para grazieateblog@gmail.com.

Dica de hospedagem em Verona:

Il Vicolo Residence, situado num prédio do século 17, oferece 6 lindos apartamentos em estilo contemporâneo e com pontuação 9,9.  Clique aqui para ver as fotos e fazer a sua reserva.

Quer ver outros hotéis em Verona? Clique aqui para fazer a sua busca.

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Exposição de Weiwei em Firenze

Conhecido por seu espírito rebelde e provocador, o artista plástico contemporâneo Ai Weiwei está expondo em Firenze no histórico Palazzo Strozzi, até o dia 22 janeiro.  O artista, que está celebrando seus 30 anos de carreira, é uma das maiores expressões pela liberdade de expressão. Ele retrata em suas obras temas atuais e propõe aos visitantes um percurso entre instalações monumentais, esculturas, vídeos, fotografias e objetos que são símbolo de sua carreira.

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O artista chinês é conhecido em todo o mundo pela luta pelos diretos humanos e liberdade de expressão

Weiwei, 57 anos, já levou sua arte aos maiores museus do mundo e traz para Firenze 60 delas, sendo algumas inéditas. Dentre suas obras expostas se alternam aquelas de significado artístico com outras de apelo político e social.

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Reframe- A fachada do Palazzo Strozzi ganhou 22 botes vermelhos de borracha para chamar a atenção para os refugiados

 

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No pátio do elegante Palazzo Strozzi, a obra Refraction

Conhecendo as obras de Weiwei

Aqui começa  o percurso expositivo. Com 950 bicicletas, a instalação Stacked mostra o meio de transporte muito comum utilizado na China. Ai weiwei quer chamar a atenção para  o problema do transporte e seu impacto para o ambiente.

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Nesta instalação o artista utilizou 950 bicicletas

A obra abaixo chama-se Snake Bag. Em 2008 um terremoto em Sichuan fez 70 mil vítimas, dentre as quais milhares de estudantes, que morreram devido aos desabamentos das escolas que haviam sido feitas com material precário. A memória do drama é representada nesta obra, formada por 360 mochilas costuradas em forma de serpente.

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A obra Snake Bag

 

Está vindo para Firenze e precisa de hospedagem? Então confira as dicas de hotéis em Firenze.

 

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A foto do centro é o Palazzo Strozzi, onde o artista está expondo

Study of Perspective – São 40 fotografias que foram expostas em 2 salas onde o artista mostra o braço esquerdo com o dedo médio apontado para famosos monumentos mundiais, como a Casa Branca, Torre Eiffel  e o Coliseu. Sua intenção é chamar a atenção do espectador para que reflita sobre a própria visão sobre o governo, instituição e cultura.

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Visitei a mostra em companhia da Juliana. Aqui ela aparece otografando para o seu perfil do Instagram @coisasdejuh

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Han Dynasty Vases with Auto Paint. Nesta sala a serie é constituída de 3 fotografias com os vasos pintados ao centro. A sequencia fotográfica mostra Weiwei soltando o vaso até que ele se rompa. Sua expressão é a mesma em todas as fotos

Renaissance – Criadas especialmente para esta exibição, algumas obras da sala Renaissance são retratos de personalidades toscanas como Dante Alighieri e Galileu Galileu, feitos em lego.

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He Xie, 2011 (em porcelana) “He Xie” em chinês significa rio de caranguejo mas significa também harmonia, palavra predileta do regime que na linguagem da internet significa censura

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Souvenir de Shanghai, 2012

No andar subterrâneo, na sala Strozzina, a mostra continua com uma série de fotografias do período em que Weiwei viveu em Nova York, entre os anos 80 e 90, quando descobriu a arte de Andy Warhol e Marcel Duchamp.

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“Tudo é arte, tudo é política”

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No elevador do Palazzo Strozzi uma foto de Weiwei quando foi preso. Ele passou 81 dias na prisão por criticar o governo chinês

Ai weiwei . Libero (Palazzo Strozzi, Firenze)

De 23 de setembro a 22 de janeiro

Horários: diariamente da 10 às 20 (quintas atè as 23 h)

Valor do ingresso: 12 euros (inteiro)

 

 

Streetstyle, Firenze

O frio começa a mostrar a que veio!  Esta quarta amanheceu chuvosa mas os últimos dias foram de sol e bem gélidos em Firenze.  Mostro as fotos de streetstyle que fiz nesse início de dezembro. Vocês vão ver que tem muita gente de bicicleta, que é o meu meio de transporte aqui na cidade.  E reparem como o pessoal pedala cheio de estilo:

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Decoração de Natal de Firenze

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O espírito natalino invadiu as ruas de Firenze e deixou a cidade ainda mais charmosa e atraente! Passear pela cidade no final de ano tem um gostinho especial…  Suas praças, lojas, restaurantes e cafés estão coloridos e lindamente decorados.  Muitas avenidas e ruelas ganharam iluminação que conferem magia à cidade. Apesar do frio, que visto com bons olhos pode ser um atrativo a mais,  esta é uma época interessante para quem quiser vivenciar essa atmosfera envolvente e única desse período do ano
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As fachadas das lojas de luxo da rua Tornabuoni

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Esta é a via dei Servi com a flor-de-lis, que é simbolo de Firenze

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A árvore de Natal da Piazza Duomo

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E à noite a árvore iluminada confere ainda mais beleza à piazza Duomo

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E esta é a árvore da piazza della Repubblica

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A loja La Rinascente iluminada

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A vitrine do Caffè Gilli, na piazza della Repubblica

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A majestosa Piazza della Signoria

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Quer dicas de hospedagem em Firenze?

Veja as minhas sugestões no post dicas de hotéis em Firenze.

 

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A Ponte Vecchio

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A Piazza della Repubblica

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A via della Vigna Nuova

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A praça Santa Croce, onde acontece o Mercadinho de Natal até o próximo dia 21 de dezembro

Neste post vocês podem dar uma olhada como estava a decoração de Natal de Firenze em 2014. Não deixem de conferir!

3 clássicos da cozinha toscana

A Toscana é uma região que muito tem a oferecer quando o assunto é gastronomia.  Já falei sobre a culinária local neste post e como tenho recebido solicitações de visitantes querendo dicas sobre os melhores locais para experimentar os pratos típicos fiorentinos eu resolvi pedir ajuda a quem realmente entende do assunto.  Neste post conto com o auxílio de alguns foodbloges que indicam seus locais prediletos  para comer 3 clássicos da cozinha toscana: a bistecca alla fiorentina, o panino al lampredotto e a pappa al pomodoro:
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A pappa al pomodoro, numa foto de Emiko Davies, autora do excelente livro The Florentine, repleto de receitas toscanas e dicas de Firenze

 Emiko Davies, blogger e autora do livro The Florentine

Pappa al pomodoro-  No Nerbone, Mercato Centrale
Bistecca – no Ristorante del Fagioli  ou no Brindellone
Panino al lampredotto – no trailer Pollini, naPiazza Sant’Ambrogio
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Bistecca alla fiorentina (Foto de Emiko Davies)

 

Sandra Pilacchi, do blog Sono io, Sandra.
Bistecca – sugiro um restaurante em  Pontassieve, a poucos quilometros de Firenze, que se chama Toscani.  Desde sempre oferecem uma clássica cozinha com pratos revisitados, preparados pelo chef Stefano Frassineti que usa ingredientes de primeira qualidade e a bistecca com batata é um dos seus pratos fortes, realmente excelente! (Na verdade sou mais expert em restaurantes nos arredores de Firenze do que no centro histórico da cidade)
Pappa al pomodoro – não saberei indicar
Panino con lampredotto – sem dúvidas o Mercato Centrale di Firenze

Elisabetta Cuturello, blog Cakes & co

Bistecca- para a carne sugiro o Perseus. Existem opiniões contraditorias mas em minha opinião a carne ali é ótima e o staff e o ambiente refletem o genuíno perfil do fiorentino
Lampredotto – O quiosque de via Gioberti, Il Trippaio Fiorentino
Pappa al pomodoro – não saberei dizer porque comi apenas uma vez em um restaurante no centro mas não aconselho

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O famoso Nerbone, no Mercato Centrale de Firenze, um dos locais prediletos da maioria para o panino al lampredotto, uma das especialidades toscanas que valem experimentar!

Letizia Tarchiani, do blog Fooderia

Panino con lampredotto –  No Mercato Centrale! Adentrar naquele ambiente de cores e odores dá água na boca! O Nerbone é perfeito para um pit- stop. Ali, além de um ótimo panino  al lampredotto, você pode saborear outros pratos típicos  fiorentinos. Tem também o Vinattieri, no centro, sob os pórticos que conduzem à igreja de Dante,  onde existe uma janelinha minúscula por onde podemos pedir panini con lampredotto e trippa, um lugar super interessante para comer.
Bistecca- são muitas as osterias no centro que preparam uma bistecca supimpa!   Aqui vão dois endereços para os mais exigentes paladares gourmet: Burde, que propõe a verdadeira cozinha friorenta e é reconhecido e apreciado como um dos locais mais tops de Firenze e o outro é  a Osteria della Bistecca, um local simpatico que oferece uma bistecca espetacular.
Pappa al pomodoro –  admito que para este prato é dificil aconselhar porque sempre como em casa. Mas acredito que nas trattorias mais famosos seja um prato seja presente, apesar de ser um prato mais de verão.

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O Vinattieri, onde a Letizia indica para o panino al lampredotto

 

Lorenzo Noccioli  – do blog Pop eating
Pappa al pomodoro – Decumanus na via de’ Servi  preparam uma versão leve e moderna, com cebola dolce
panino al lampredotto – Nerbone, no térreo do Mercato Centrale
Bistecca – Perseus, um local um pouco fora de moda mas a bistecca e a carne em geral valem muito a pena
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O restaurante Perseus, templo da boa carne em Firenze (foto Stefano Degli Innocenti, Fudiblog)

 

Stefano Degli Innocenti . del  Fudiblog
Bistecca – Perseus. Em Firenze, acho que não tem um lugar onde a fazem realmente boa. Eu vou sempre ao Bibo, em Passo della Futa, mas não é Firenze, é Firenzuola.
Panino al lampredotto – No trippaio de Porta Romana  (Piazzale di Porta Romana)
Pappa al pomodoro – Na Trattoria Da Burde, em via Pistoiese

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Trabalhar na Itália

Há alguns meses vocês puderam conferir entrevistas onde o tema abordado foi namoro à distância, com o relato de brasileiras que contaram como fizeram para driblar e manter um relacionando à distancia. E dando continuidade às entrevistas,  no post de hoje o assunto é “Trabalhar na Itália”, com o depoimento de algumas pessoas que compartilham suas experiências com os leitores do Grazie a Te. Alguns dos entrevistados ja possuíam cidadania e outros chegaram aqui e precisaram solicitar um permesso di soggiorno,  que é autorização de residência, documento emitido pela Polizia di Stato (na questura) que concede a permanência legal de estrangeiros aqui na Itália por um período superior a 90 dias. A validade do permesso di soggiorno varia de acordo com cada caso e o mesmo precisa ser renovado.

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Para trabalhar na Itália

Antes de conferirmos as entrevistas, apenas alguns esclarecimentos: não é necessário visto para entrar na Itália mas os brasileiros (que não possuem cidadania italiana) precisam de uma autorização para ficarem no país por mais de 90 dias, que é conhecida como permesso di soggiorno, concedido também para quem vem estudar. E a licença para os brasileiros que querem trabalhar legalmente é solicitar o permesso di soggiorno per motivo di lavoro.  Para mais esclarecimentos em relação à permanência de brasileiros aqui na Itália,  confira aqui no site do Consulado-Geral do Brasil em Roma quais são as dúvidas mais frequentes dos brasileiros. E no  Trabalho na Italia vocês poderão obter muitas informações úteis sobre o assunto.

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Salário

Aqui na Itália não existe salário mínimo fixo e a remuneração varia de acordo com a região italiana  Os valores são determinados de acordo com o tipo (categoria) de emprego. A média para empregos que não exigem qualificação formal é de 1.100 euros por mês. Para  quem tem qualificação técnica a media é de 1.4oo e para setores que exigem formação superior a media é entre  1.500 euros e 5 mil euros por mês. Os contratos podem ser a tempo determinado (com um tempo de duração estipulado,  podendo ser prorrogado) ou indeterminado (efetivo). Na Itália, além do 13 º salário, existe também o 14º (benefício não previsto por lei, mas acordado entre as partes).

Vamos agora conferir os depoimentos:

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Apaixonada pela cidade, Palova Valenti passa um período aqui e outro no Brasil: “Eu fico onde tem o amor. Eu amo Florença!”

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Palova –  A gaúcha  Palova Oselame Valenti é de Bento Gonçalves e divide seu tempo entre Florença, onde passa cerca de 8 meses por ano, e o Brasil, para onde embarcou na semana passada para estar perto da família.  A entrevista com Palova foi feita há algumas semanas, quando ela estava ainda trabalhando numa agência de viagens.  O amor à Firenze a traz pra cá todos os anos! “Morar aqui é magico, é como se eu estivesse em outra dimensão, aqui tudo me inspira”.  A Palova tem um canal no Youtube onde ela compartilha as suas experiências.

1-  Motivo que te trouxe para Firenze e desde quando vive aqui?

Eu tive uma desilusão amorosa e como amo a Itália decidi curar ela cum um curso de italiano de um mês em Florença e um mês viraram 4 anos! Eu não sabia que eu tinha tanta arte,  arquitetura e pintura na minha veia… eu vim pra cá pela primeira vez em 2013 e falei: preciso morar aqui! A minha vida era mais fácil nos Estados Unidos, onde morei por muitos anos.  Mas sou apaixonada por essa cidade.

2- Você trabalha?  Como conseguiu emprego?

Este é o meu quarto ano na Itália porém todos os anos eu vou pro Brasil e fico 5 meses, então pra mim é  sempre um recomeço,  porque todas as vezes que volto pra cá tenho que procurar emprego de novo. Nos outros anos foi mais fácil, algum conhecido meu sempre indicava alguma coisa que acabava dando certo, mas esse ano foi mais difícil. Fiquei 3 meses procurando alguma coisa, e já era alta estação, ou seja, muitos turistas, sem considerar que é a melhor época pra encontrar um emprego! O importante também é falar inglês já que pelo menos aqui onde moro o inglês é muito usado!

3-  Você  já considerou a possibilidade de morar definitivamente em Firenze?
Já, mas como não tenho profissão e família, me sinto livre pra passar tempo com a minha família no Brasil, que é meu bem mais precioso, por isso vou todos os anos pra lá.

4- Como brasileira, como é possível trabalhar aqui? Como você fez?

Eu sou brasileira mas sou também cidadã italiana, então nunca tive problema.

5- Você está satisfeita com seu trabalho?

Já trabalhei de camelô, já limpei casa, já fiz serviços garçonete e agora estou nesse emprego na área do turismo. Estou satisfeita sim, embora o salário seja um pouco baixo, mas eu foco sempre no meu amor por Florença, então eu faço o que precisar pra ficar aqui!

5- Qual a média de seus gastos aqui em Firenze?

Pago 380 por um quarto em um apartamento no centro historico, 15 reias pro meu celular e digamos que mais 300 entre comida e outras coisas. Não tenho carro nem bicicleta, ando por tudo a pè e quando preciso uso transporte público.

6- Consegue juntar dinheiro nesse período que vem pra cá?
Consigo pra comprar a passagem e ter o mínimo pra quando eu voltar ter um pouquinho porque eu nunca sei quanto tempo vai demorar pra eu arrumar emprego!

7- Acha que é um momento difícil para conseguir emprego aqui em Firenze?

Depende da área, mas acredito que sim. Onde trabalho, muitas pessoas vem deixar o currículo. É muito importante saber falar italiano e também o inglês.

8- Quais são as principais diferenças entre o setor de trabalho italiano e brasileiro?

Morei 11 anos nos Estados Unidos e há 15 anos estou fora do Brasil, não saberia responder a essa pergunta. O que me espanta aqui na Italia é a falta de treinamento quando a pessoa começa a trabalhar.  Praticamente tu tem que aprender as coisas por ti mesmo, porque eles não explicam muito o que tu terá que fazer.

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Carolina  –  Carolina Kfouri é de Guaratinguetá (SP) e mora em Firenze há 2 anos com a filha Ana Clara, de 13 anos. Depois de um período em Milão, ela voltou para Firenze e há cerca de 2 meses conseguiu emprego para gerenciar uma agência de turismo no centro de Firenze. Carol é youtuber e faz muitos vídeos contando sobre o seu lifestyle e mostrando um pouquinho da cidade.

1- Motivo que te trouxe para Firenze e desde quando vive aqui

Havia estudado por um mês em Londres e cismei que iria me mudar do Brasil. Fiquei encantada com a organização da cidade em todos os sentidos mas o visto pro Reino Unido era muito mais difícil do que pra vir pra Itália então decidi vir pra cá justamente por poder trabalhar.

2-  Quem entra com vista de estudo pode trabalhar? Explique como vc fez. 

Sim, pode trabalhar até 20 horas semanais. No meu quarto mês aqui entreguei alguns curriculuns e no mesmo dia fui chamada pra ser hostess em um restaurante na Piazza della Repubblica, bem tradicional e com uma pizza de dar água na boca.

3- Como brasileira é possível trabalhar aqui? 

Eu vim com visto de estudos e podia trabalhar 20 horas semanais, com esse contrato o trabalhador ganha aproximadamente 200 euros por semana. Quando este visto estava por vencer, um outro empregador fez a “proposta de trabalho” junto à prefettura e além de renovar por mais um ano, mudei a tipologia para visto de trabalho podendo assim trabalhar por mais de 20 horas. Foi um grande avanço!
4-  Com qual periodicidade precisa renovar o permesso di soggiorno?
 Depende do tipo de permesso, se estivermos falando do permesso “per motivo de lavoro” ou seja, trabalho, depende também do contrato que deu origem à renovação/pedido de visto. Em linhas gerais seria de 2 em 2 anos para quem tiver um contrato por tempo indeterminado e para os demais casos, a renovação se baseia no contrato, 6 meses dura 6 meses, 1 ano dura 1 ano.
5-  Você  está satisfeita com seu trabalho?
Agora sim, mas já enfrentei várias situações complicadas. A legislação trabalhista no Brasil é mais paternalista e é mais difícil de o empregador permitir que o funcionário trabalhe sem ser registrado. Já aqui, chamamos de trabalho “in nero” e acontece muito. Com exceção das grandes marcas, os pequenos restaurantes, lojas, registram de uma forma, pagam de outra e quem não quiser que reclame pro Papa! Hoje tenho um emprego com contrato registrado, 1 folga por semana e não passo de 8 horas diárias. Ja cheguei a fazer 11 horas num dia em uma enoteca sem ser paga por isso!
6- Fale um pouco sobre salário… 
Uma pessoa que trabalhe 40 horas semanais recebe cerca de 1.200 euros, sem contar horas extras e benefícios. Com a desculpa da crise, muitos empregadores consideram “salário” os benefícios e declaram ter pago, por exemplo, seu décimo terceiro no holerite para não serem executados mais pra frente em juízo mas na realidade você não recebe. Existem também os que te contratam por 20 horas semanais e te pagam por fora as 20 horas mas vale lembrar que é ilegal e se forem pegos tomam multa. É super comum, diga-se de passagem. Raros são os que recebem as horas contratuais, direitos trabalhistas e horas extras.

7- É mais fácil juntar dinheiro aqui ou no Brasil?
 Olha, no Brasil eu não arrumava nem emprego! Isso é sério! Rs

8-  Dica para brasileiros que querem deixar o Brasil para virem trabalhar aqui.

Façam um planejamento coerente. Tenho um canal no youtube onde ajudo a brasileiros que pretendem deixar o Brasil e às vezes recebo algumas perguntas que “mamma mia”, fico pensando como uma pessoa pode cogitar ir embora do próprio país sem o mínimo de cautela ou organização.

 9 – Qual a média mensal dos seus gastos?
Como despesas, posso dizer que o aluguel de um apartamento com 1 quarto, mobiliado mais condomínio fica em torno de 700 euros,  sem contar contas de água, luz e internet que tudo giraria aí por volta de 150€ mês.
Por semana uma pessoa sozinha, gasta 100€ de supermercado se cozinhar em casa,  20€ para recarregar o celular e 30€ de transporte público mensal, ilimitado. Esses seriam os gastos básicos, sem considerar lazer, higiene pessoal e emergencias. Eu moro com a minha filha de 13 anos então tirando o gasto com o aluguel, todo o resto pago dobrado. Obviamente numa familia onde dois adultos trabalham o conforto é maior.

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Nemuel  – Nemuel de Souza Viana mora há 11 anos na Itália e há 5 veio para Firenze, onde trabalha na Mercado do Porcellino,  geralmente das 8.30 às 19h.  A decisão de sair do Brasil não foi dele: “meu pai é pastor da igreja e como ele e minha mae estavam aqui eu também vim, na época eu tinha 16 anos. Eu não queria vim de jeito nenhum, todos os meus amigos estavam no Brasil, mas agora me acostumei”. Depois de alguns anos conheceu a atual  esposa, também brasileira, e acabou se habituando com o ritmo de vida daqui.  Segundo Nemuel eles vivem bem aqui na Itália, apesar de trabalharem bastante.

1- Por que você saiu do Brasil?

No início não queria ter vindo, eu tinha 16 anos, era jovem.  Não foi uma escolha minha. Vim porque meus pais vieram devido à igreja.

2- Como conseguiu permanecer regularmente na Italia? 

Como meus pais já estavam aqui, o meu tipo de visto foi ricongiungimento familiare.  Quem tem parente aqui pode pedir esse tipo de visto. Foi a partir daí que regularizei a minha situação e depois pude trabalhar.  Meu primeiro emprego foi aos 18 anos, quando ainda morava em Viareggio. Antes de vim pra Firenze morei um tempo em Certaldo.

3- Qual tipo de contrato você tem? 

Atualmente meu contrato é por prazo determinado. Deixei o emprego em outra banca com contrato a tempo indeterminado porque recebi uma proposta melhor e resolvi arriscar. Agora tenho contrato a tempo determinado mas com grande possibilidade de ser renovado.

4- Quantas horas por dia trabalha?

Trabalho cerca de 11 horas por dia e tenho apenas um dia de folga,  sempre no domingo.

5- Consegue juntar dinheiro aqui?

Consigo. A minha esposa Edilaine também trabalha (na casa de uma senhora ajudando nos afazeres domésticos)

6- Quanto ja conseguiu receber por mes trabalhando no mercado?

No verão, fazendo hora extra, já cheguei a receber 2.200 euros

7- Você encorajaria outros brasileiros em busca de trabalho e oportunidade a virem pra cá?

Se a pessoa tiver garra, sim. Nem todos que chegam aqui dão  sorte de conseguir logo trabalho.

8- Está satisfeito com seu trabalho ou busca algo diferente?

Eu gosto muito de música. Estou estudando e tenho projetos. Espero conseguir atuar nesse setor.

 

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Marcella– A cariocaMarcella Cardoso Vieira Gomes veio estudar em Firenze há 4 anos e se encantou com a cidade.  Formada em Publicidade,  ela trabalha na Aquaflor, uma butique artesanal de perfumes mas seu salário não basta, já seus gastos giram em torno dos 3 mil euros por mês, portanto ela conta com o suporte da família.

1- Motivo que te trouxe para Firenze e desde quando vive aqui.

Eu vim para Firenze em 2012 para estudar. Fiz curso de italiano, História da arte e Fotografia no primeiro ano. Eu já conhecia Firenze mas me apaixonei pelo estilo de vida e decidi me mudar. Como tenho dupla cidadania não foi um problema. Já era formada em Publicidade quando cheguei e então  decidi continuar os estudos, fiz pós em Hotelaria, Marketing Digital e curso de sommelier.

2- Com o que trabalha?
Eu trabalho em uma boutique artesanal de perfumes, faço a mídia social, vendas e de tudo um pouco. Tenho contrato por tempo determinado e espero que  seja renovado. Senão, vou continuar procurando um trabalho na minha área, que é marketing digital.
3- Você está satisfeita com seu trabalho? 
Acredito que na Itália em geral poderia ter mais oportunidades para os jovens
4- Qual a mèdia de seus gastos aqui em Firenze? 
 Em torno dos 3 mil euros por mês mas claro com a ajuda da minha família.
5- Acha que è um momento dificil para conseguir emprego aqui em Firenze?
Sim, passei quase um ano procurando sem receber respostas.
6- Quais as principais diferenças entre o setor de trabalho italiano e brasileiro 
Sao tantas que ate difícil explicar, eu diria tudo, do bom humor ate a garra, Brasileiro que é Brasileiro não para enquanto não termina, os Italianos param para o cafe, a comida, o repouso….
7- Pretende voltar para o Brasil?
Não pretendo voltar, mas se com o passar dos anos perceber que não tenho oportunidade de crescer na minha carreira posso considerar.

8- O que almeja profissinalmente aqui em Firenze?

Trabalhar com o que eu adoro, que é o marketing digital.
9- O que faz aqui que não faria no Brasil? 
Trabalhar como vendedora.

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Roberto – O carioca Roberto Ferreira Gomesvive em Firenze desde 98. Veio pra cá incentivado pela família, já que 6 das suas irmãs estavam morando aqui (atualmente 5 estão aqui).  Ele trabalha como barman desde 2006 no Caffè La Posta, no centro da cidade.  Roberto vive com a esposa Tatiana (gaúcha que veio pra cá para fugir da violência no Brasil)  e com a filha de 4 anos. “Não existe dinheiro no mundo que pague a liberdade e a sensação de segurança, de poder sair a qualquer hora e não se preocupar se alguém vai te assaltar”.

1- Por que você veio?

Na época que cheguei eu tinha 24 anos e no Brasil trabalhava ganhando um salário mínimo. Como as minhas irmãs estavam aqui eu resolvi experimentar, até porque o Rio estava muito violento.  A situação no Brasil piorou demais nos últimos 10 anos. Nem sonho em voltar.

2- Como conseguiu regularizar a sua situação para poder trabalhar?

No início entrei no país com a autorização que é concedida aos familiares (ricongiungimento familiare).  Depois consegui emprego e me casei com uma brasileira que é cidadã italiana e devido também à nossa filha que nasceu aqui, consegui a cidadania.

3-  Quantas horas trabalha por semana?

Cerca de 40 horas mas sempre faço extraordinário. Tenho apenas 1 dia livre por semana. Mas nem todo dia trabalho 8 horas, às vezes faço meio expediente, depende da semana.

4- Quais são seus maiores gastos?

Meus gastos maiores são com aluguel e depois comida, carro.

5- Pode dizer a média do seu salário por mês? Consegue juntar dinheiro?

Ganho cerca de 1.200 euros por mês, mais extraordinário que varia a cada mês. Consigo juntar. Pouco, mas consigo (rs). E mando pro Brasil, diretamente na conta.

6- Qual o melhor aspecto de viver aqui em relação ao Brasil?

Em primeiro lugar está a segurança.  Não existe dinheiro no mundo que pague isso.

 

Antes de se aventurar é bom estudar a lingua  italiana, pois alem de sua capacitado e força de vontade, esse é um dos aspectos que podem te ajudar.  Deixo aqui alguns sites de empregos na Itália e agências especializadas na seleção de candidatos:

Indeed

Clicca lavoro 

Monster

Infojobs 

Cerco lavoro

Adecco

Obbietivo Lavoro

Gi Group

Bancalavoro

 

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Colheita de azeitonas

O outono é um das estações mais esperados e festejados aqui na Toscana! É o período da colheita de azeitonas e da uva, matéria-prima para 2 dos principais produtos regionais: o azeite extravirgem de oliva e o vinho.

colheita-de-azeitonas

O azeite de oliva é o óleo obtido das azeitonas. O azeite de oliva é essencial para uma dieta saudável, é cheio de propriedades benéficas à saúde, é um forte aliado do coração e auxilia na prevenção de diversas doenças

Semana passada participei da colheita de azeitonas com um grupo de blogueiras e jornalistas à convite da  Villa Medicea di Lilliano.  No final de setembro estive no local participando da colheita de uvas, confira aqui como foi a minha experiência. Vamos agora às fotos da nossa colheita de azeitonas na espetacular villa:

toscana

Fomos recebidos pelo gerente Eric e por Diletta Malenchini, proprietária da empresa, que nos explicaram sobre as etapas que envolvem a produção do azeite. Para ser considerado azeite extra virgem de oliva a acidez deve ser inferior a 0,8%. Para se obter um azeite de qualidade é preciso considerar todo o ciclo de produção, desde as oliveiras até a embalagem utilizada.

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O gerente Eric e Diletta Malenchini, proprietária da Villa Medicea di Lilliano. Eric deixou a empresa em 2021

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Hora de começar a colheita de azeitonas

A família Malenchini possui 12 mil oliveiras e cultivam de forma biológica as espécies de azeitona Frantoio, Leccino, Moraiolo e Pendolino. A proporção é de 8 a 12 litros de azeite para cada 100 quilos de azeitonas colhidas.

colheita-azeitona

Colhemos as azeitonas desta frondosa oliveira que fica nos jardins da villa. A colheita a mão é feita da seguinte forma: voce vai passando um rastelo nos falhos e os frutos vão caindo

A colheita na propriedade da família começou no dia 24 de outubro e a já está terminando, mas reservaram algumas árvores para o nosso grupo.

colheita-de-azeitonas

As azeitonas são recolhidas e colocadas nos engradados

O processamento das azeitonas começa em no máximo 24 horas após a colheita para evitar acidez muito alta.

colheita-de-azeitonas

Muitos fatores influenciam na qualidade do azeite: tipo de azeitona, solo, temperatura, estado de maturação do fruto, acidez e tempo de processamento após a colheita. E quanto menor a acidez , maior a pureza

colher-azeitona

olive

Segundo relatou Diletta, o azeite Malenchini é prensado a frio, o que mantém seus nutrientes benéficos. Para proteger o azeite da oxidação, o vidro da embalagem dDiletta explicando sobre o azeite Malenchini, que é prensado a frio, o que mantém seus nutrientes benéficos. Para proteger o azeite da oxidação, o vidro da embalagem deve ser escuro, pois vidros transparentes não possuem barreira contra a luz e não o protegee da oxidaçãoeve ser escuro, pois vidros transparentes não possuem barreira contra a luz e não o protegee da oxidação

Depois da colheita participamos da degustação do azeite novo.

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E na cozinha, um lindo buffet nos aguardava! Nosso almoço farto e saboroso, preparado com azeite extravirgem e regado aos excelentes vinhos produzidos pela empresa.

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Uma seleção de pratos inspirados no outono e preparados, claro, com o azeite extravirgem Malenchini. Crostini variados, sopa de abóbora, presuntos e como prato principal, o peposo. Tudo harmonizado com os vinhos produzidos no local

 

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De sobremesa, castagnaccio, vin santo e cantuccini!!!

Grazie mille Villa Medicea di Lilliano, è stata una bellissima esperienza! 

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As cidades italianas atingidas pelos terremotos

Os 2 fortes terremotos que abalaram a região central da Itália este ano causaram muitas mortes e destruição. O primeiro foi no dia 24 de agosto, com epicentro em Amatrice, no Lazio, com 299 mortes confirmados pela Defesa Civil.  O segundo foi no dia 30 de outubro e atingiu principalmente a cidade de Norcia, na Umbria, sem vitimas fatais, pois a população já havia deixado a cidade depois dos tremores de agosto. Essas tragédias fizeram desaparecer algumas cidades causando danos incalculáveis ao patrimonio artístico e deixado muitas famílias desabrigadas e que encontram-se alojadas em acampamentos improvisados. Depois das tragédias, uma grande onda de solidariedade.  Não apenas a Itália está se mobilizando para oferecer apoio e garantir o mínimo e indispensável à essas famílias que estão desabrigadas, mas a ajuda tem vindo de todo o mundo.  Além da Cruz Vermelha, muitos grupos de voluntários estão contribuindo.

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Solidariedade

A minha amiga Benedetta Mazzocchi, mãe de um colega de escola do meu filho mais velho, é voluntária e esteve no colégio esses dias solicitando ajuda também das crianças, que levaram alimentos para serem entregues aos desabrigados. Junto à uma equipe de voluntários do Ragazzi del 50/A, de Spoleto, Benedetta visitou algumas cidades que foram atingidas para levar as doações recolhidas aqui em Firenze. Ela contou para os pais dos estudantes que fizeram doações sobre a situação que encontrou nas 3 cidades onde esteve: Spoleto, Cascia e Norcia. O relato, feito através do grupo de WhatsApp da escola,  é comovente. Resolvi  traduzi-lo para publicar aqui no blog, junto com as fotos feitas por Benedetta:

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Benedetta, de blusa preta, com os voluntários do Ragazzi del 50/A, um grupo de amigos que desde agosto está ajudando a população da região atingida pelos terremotos

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As doações da escola aqui de Firenze

Oi pessoal, acabo de chegar de Spoleto e Norcia. Foi  uma viagem muito intensa.  Vimos situações  bastante  diferentes. Em Spoleto existe essa associação de rapazes chamada Ragazzi del 50/A que não mede esforços para estocar em uma grande garagem tudo o que chega. Eles estão dando prioridade para as pessoas com maior dificuldade de acesso, como casas isoladas e  e lugares de montanha. Peguei o contato deles para buscarmos intercâmbio com as escolas e informações seguras sobre onde adquirir com segurança os produtos típicos locais.

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Depois nos mandaram à Cascia porque haviam o contato de famílias com crianças celíacas. O mais tocante é que tem uma criança deficiente e celíaca  que não estava recebendo alimentos apropriados porque a estrada è de difícil acesso e a farmácia deles è esta:

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Cascia me impressionou bastante. As casas da cidade estão totalmente destruídas e ali tem um cordão de isolamento em volta onde no centro existe uma quadro tipo de refugiados e onde as pessoas comem, tomam banho e dormem. 

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Estes são os banheiros:

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E esta foi a coisa mais bonita que eu vi: a igreja deles.  Naquele momento estava acontecendo a missa e dentro tinham pessoas que cantavam. Aquilo me emocionou demais, fiquei arrepiada em presenciar aquela cena.

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Chegou um caminhão cheio de sapatos doados das lojas e muitos mulheres saíram de onde estavam para prová-los.

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Depois fomos pra Norcia e ali a situação é realmente dramática! Não se pode entrar na cidade, que é toda zona nossa (área vermelha). Os desmoronamentos são frequentes. As pessoas precisaram deixar suas casas no dia do terremoto e não puderam voltar para pegar nada. Existem listas de espera longuíssimas para poder voltar em casa para pegar apenas documentos, pois as pessoas podem entrar somente acompanhadas do Corpo de Bombeiros.  

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Ali ninguém esta à toa, todos ajudam, de crianças a idosos. Cada um tem uma função e dá uma mão.  Ali terminamos de descarregar os caminhões e a comida especial para celíacos  e para animais acabou na hora, muita gente apareceu para pegar. Assim como a água,  que não é suficiente.

norcia

Uma coisa é clara: essas pessoas estão bem longe de uma solução e existe um risco de serem esquecidas.

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"terremoto"

Toda ajuda é muito bem-vinda. Resolvi através do blog divulgar a situação e solicitar qualquer contribuição para os desabrigados. E agora que o inverno se aproxima,  entristeço só de imaginar famílias inteiras com crianças nas quadras improvisadas. Seguem os dados bancários da associação de voluntários, caso possam colaborar com qualquer quantia. Muito obrigada!

Intestatario del conto: Associazione “I Ragazzi del 50/A”
IBAN: IT55S0570421801000000166100
Banca Popolare di Spoleto SpA – Filiale di SPORT. SPOLETO VIA NURSINA