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O que visitar em Verona

Tenho enorme simpatia por Verona! Pra mim é uma das mais charmosas e românticas cidades italianas, afinal, foi cenário do famoso romance de Romeu e Julieta.  Hoje vou contar o que é possível fazer para quem  passa 1 dia na cidade:
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Caso você esteja na dúvida se vale a pena dar um pulo em Verona, vou te animar e dizer que sim, pois sem dúvidas Verona também vai te conquistar! A cidade é pequena mas muito lindinha, cheia de história, encanto e gente hospitaleira.
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Um pouquinho da história de Verona

Por muitos anos a cidade foi controlada pela família Scaligeri (della Scala), uma rica e potente dinastia que governou Verona e grande parte do Vêneto por 125 anos, de 1262 a 1387. Esse foi um período de grande potência política e econômica e de expansão territorial. E graças aos Scaligeri que Verona transformou-se em uma das mais prósperas cidades da região.

Verona

 Verona vai além da Arena e da Casa de Giulietta.  Vou mostrar aqui 7 atrações imperdíveis e alguns cantinhos simpáticos,  praças e bodegas de charme.  Sugiro que seu ponto de partida seja a famosa Arena, que fica na praça central da cidade, a Piazza Bra:
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A Arena é o anfiteatro mais bem conservado do mundo

1) A Arena – A Arena fica na praça Bra, circundada de restaurantes. Claro, sempre bom evitar lugares tão turísticos. A Arena, onstruida no século I d.c.,  é o anfiteatro mais bem conservado do mundo. É palco de concertos e óperas e tem capacidade para 30 mil pessoas e é a maior casa de ópera do mundo.
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2)Via Mazzini  – é a rua do comércio, dos barzinhos e das sorveterias e é fechada ao tráfego de veículos, o que a torna tão peculiar e charmosa. A rua  é um calçadão, bem agradável e com ótimas lojas para quem quiser ir às compras e também admirar lindas e luxuosas vitrines.
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Uma sorveteria da Via Mazzini

 

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Seja curioso e explore também as ruelas que cortam a via Mazzini. Esse cantinho é uma graça!

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A Fonte da Madonna Verona na praça dell’Erbe

3) Piazza dell’Erbe –  Muitas ruas que cortam a cidade te conduzem à esta praça cheia de vida!  É a praça mais antiga de Verona e na época romana era o centro da vida política e econômica da cidade. A praça é muito animada e diariamente (exceto aos domingos) acontece o mercado de roupas e gastronômico. Um dos locais preferidos dos veroneses e dos turistas, com suas belíssimas construções.
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Construída no século 12, a Torre di Lamberti tem 84 metros de altura

 4) Piazza Dante /Piazza dei Signori –  Com diferentes estilos arquitetônicos de diferentes períodos, a piazza dei Signori, também conhecida como piazza Dante, é uma linda praça bem próxima à Piazza Erbe. Em seu redor existem diversos bares e restaurantes.   A praça abrigar o Palazzo Scaligero (ou della Podestà), que é a sede da prefeitura da cidade.
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Aqui a gente observa o Arco della Costa, que dà acesso à praça, que traz a estatua de Dante Alighieri ao centro. O maior poeta da lingua italiana já esteve hospedado na cidade

 5) Casa di Giulietta – Impossível visitar Verona e não dar um pulo ate à casa de Giulietta , do famoso romance criado em 1520 por Luigi da Porto (sendo a versão mais famosa aquela de Shakespeare). A atração fica na rua Cappello ,  número 23. A casa foi construída no século 13 e restaurada em 1935. A estátua feita por Nereo Costantini fica no pátio e é bastante disputada, pois dizem que quem passar a mão no seio direito da Giulietta terá sorte no amor. Já imaginaram a disputa para chegar perto da estátua, vero?
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A famosa sacada, de onde Giulietta conversava com Romeu

 6) Castel Vecchio ou Castelo Velho – é o mais importante monumento militar da dinastia Scaligera. O acesso é gratuito, com a ponte Scaligero que passa sobre o rio Adige, com suas muralhas e seu bem cuidado jardim. No local, desde 1925 funciona o museu Civico (a pagamento), que conta com uma grande coleção de esculturas, pinturas e armamentos.
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O Rio Adige, que corta a cidade

7 ) Duomo –  Em estilo românico, a Igreja de Santa Maria Matricolare é uma das mais bonitas da cidade. Consagrada em 1187, a igreja fica na praça Duomo e abrange  um complexo de edifícios antigos.
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E que tal um passeio de trem para conhecer a cidade? O percurso dura cerca de 45 minutos e custa 4 euros. O trenzinho parte da praça Bra e fora o Castelvecchio, o percurso é pela parte moderna da cidade

 

Em Verona existem muitas igrejas bonitas, como a Igreja Santa Maria in Organo. A igreja, perto do portão de Organo, já existia em épocalombarda e mais tarde tornou-se um importante mosteiro beneditino. Durante a metade do século 15, foram construídas a sacristia e o presbitério.

 

Na seção Amici Miei,  minha amiga Fabiana Rasseli, que passou uma temporada na cidade, apresentou a cidade e compartilhou várias dicas de restaurantes, locais bacanas e passeios imperdíveis.  Confira aqui.
Conheça Verona com um acompanhante turístico habilitado
Quer fazer um passeio por Verona com acompanhante? Passeio a pé pelo centro de Verona com duração de 04 horas com visita às principais atrações da cidade, como a Casa de Giulietta e a Arena, e também um percurso alternativo,  para  descobrir  uma Verona secreta, passeando por ruelas antigas  que ainda conservam as tradicionais bodegas, palácios, pontes e um castelo medieval. Escreva para grazieateblog@gmail.com.

Dica de hospedagem em Verona:

Il Vicolo Residence, situado num prédio do século 17, oferece 6 lindos apartamentos em estilo contemporâneo e com pontuação 9,9.  Clique aqui para ver as fotos e fazer a sua reserva.

Quer ver outros hotéis em Verona? Clique aqui para fazer a sua busca.

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Exposição de Weiwei em Firenze

Conhecido por seu espírito rebelde e provocador, o artista plástico contemporâneo Ai Weiwei está expondo em Firenze no histórico Palazzo Strozzi, até o dia 22 janeiro.  O artista, que está celebrando seus 30 anos de carreira, é uma das maiores expressões pela liberdade de expressão. Ele retrata em suas obras temas atuais e propõe aos visitantes um percurso entre instalações monumentais, esculturas, vídeos, fotografias e objetos que são símbolo de sua carreira.

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O artista chinês é conhecido em todo o mundo pela luta pelos diretos humanos e liberdade de expressão

Weiwei, 57 anos, já levou sua arte aos maiores museus do mundo e traz para Firenze 60 delas, sendo algumas inéditas. Dentre suas obras expostas se alternam aquelas de significado artístico com outras de apelo político e social.

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Reframe- A fachada do Palazzo Strozzi ganhou 22 botes vermelhos de borracha para chamar a atenção para os refugiados

 

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No pátio do elegante Palazzo Strozzi, a obra Refraction

Conhecendo as obras de Weiwei

Aqui começa  o percurso expositivo. Com 950 bicicletas, a instalação Stacked mostra o meio de transporte muito comum utilizado na China. Ai weiwei quer chamar a atenção para  o problema do transporte e seu impacto para o ambiente.

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Nesta instalação o artista utilizou 950 bicicletas

A obra abaixo chama-se Snake Bag. Em 2008 um terremoto em Sichuan fez 70 mil vítimas, dentre as quais milhares de estudantes, que morreram devido aos desabamentos das escolas que haviam sido feitas com material precário. A memória do drama é representada nesta obra, formada por 360 mochilas costuradas em forma de serpente.

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A obra Snake Bag

 

Está vindo para Firenze e precisa de hospedagem? Então confira as dicas de hotéis em Firenze.

 

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A foto do centro é o Palazzo Strozzi, onde o artista está expondo

Study of Perspective – São 40 fotografias que foram expostas em 2 salas onde o artista mostra o braço esquerdo com o dedo médio apontado para famosos monumentos mundiais, como a Casa Branca, Torre Eiffel  e o Coliseu. Sua intenção é chamar a atenção do espectador para que reflita sobre a própria visão sobre o governo, instituição e cultura.

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Visitei a mostra em companhia da Juliana. Aqui ela aparece otografando para o seu perfil do Instagram @coisasdejuh

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Han Dynasty Vases with Auto Paint. Nesta sala a serie é constituída de 3 fotografias com os vasos pintados ao centro. A sequencia fotográfica mostra Weiwei soltando o vaso até que ele se rompa. Sua expressão é a mesma em todas as fotos

Renaissance – Criadas especialmente para esta exibição, algumas obras da sala Renaissance são retratos de personalidades toscanas como Dante Alighieri e Galileu Galileu, feitos em lego.

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He Xie, 2011 (em porcelana) “He Xie” em chinês significa rio de caranguejo mas significa também harmonia, palavra predileta do regime que na linguagem da internet significa censura

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Souvenir de Shanghai, 2012

No andar subterrâneo, na sala Strozzina, a mostra continua com uma série de fotografias do período em que Weiwei viveu em Nova York, entre os anos 80 e 90, quando descobriu a arte de Andy Warhol e Marcel Duchamp.

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“Tudo é arte, tudo é política”

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No elevador do Palazzo Strozzi uma foto de Weiwei quando foi preso. Ele passou 81 dias na prisão por criticar o governo chinês

Ai weiwei . Libero (Palazzo Strozzi, Firenze)

De 23 de setembro a 22 de janeiro

Horários: diariamente da 10 às 20 (quintas atè as 23 h)

Valor do ingresso: 12 euros (inteiro)

 

 

3 clássicos da cozinha toscana

A Toscana é uma região que muito tem a oferecer quando o assunto é gastronomia.  Já falei sobre a culinária local neste post e como tenho recebido solicitações de visitantes querendo dicas sobre os melhores locais para experimentar os pratos típicos fiorentinos eu resolvi pedir ajuda a quem realmente entende do assunto.  Neste post conto com o auxílio de alguns foodbloges que indicam seus locais prediletos  para comer 3 clássicos da cozinha toscana: a bistecca alla fiorentina, o panino al lampredotto e a pappa al pomodoro:
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A pappa al pomodoro, numa foto de Emiko Davies, autora do excelente livro The Florentine, repleto de receitas toscanas e dicas de Firenze

 Emiko Davies, blogger e autora do livro The Florentine

Pappa al pomodoro-  No Nerbone, Mercato Centrale
Bistecca – no Ristorante del Fagioli  ou no Brindellone
Panino al lampredotto – no trailer Pollini, naPiazza Sant’Ambrogio
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Bistecca alla fiorentina (Foto de Emiko Davies)

 

Sandra Pilacchi, do blog Sono io, Sandra.
Bistecca – sugiro um restaurante em  Pontassieve, a poucos quilometros de Firenze, que se chama Toscani.  Desde sempre oferecem uma clássica cozinha com pratos revisitados, preparados pelo chef Stefano Frassineti que usa ingredientes de primeira qualidade e a bistecca com batata é um dos seus pratos fortes, realmente excelente! (Na verdade sou mais expert em restaurantes nos arredores de Firenze do que no centro histórico da cidade)
Pappa al pomodoro – não saberei indicar
Panino con lampredotto – sem dúvidas o Mercato Centrale di Firenze

Elisabetta Cuturello, blog Cakes & co. 

Bistecca- para a carne sugiro o Perseus. Existem opiniões contraditorias mas em minha opinião a carne ali é ótima e o staff e o ambiente refletem o genuíno perfil do fiorentino
Lampredotto – O quiosque de via Gioberti, Il Trippaio Fiorentino
Pappa al pomodoro – não saberei dizer porque comi apenas uma vez em um restaurante no centro mas não aconselho

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O famoso Nerbone, no Mercato Centrale de Firenze, um dos locais prediletos da maioria para o panino al lampredotto, uma das especialidades toscanas que valem experimentar!

Letizia Tarchiani, do blog Fooderia

Panino con lampredotto –  No Mercato Centrale! Adentrar naquele ambiente de cores e odores dá água na boca! O Nerbone é perfeito para um pit- stop. Ali, além de um ótimo panino  al lampredotto, você pode saborear outros pratos típicos  fiorentinos. Tem também o Vinattieri, no centro, sob os pórticos que conduzem à igreja de Dante,  onde existe uma janelinha minúscula por onde podemos pedir panini con lampredotto e trippa, um lugar super interessante para comer.
Bistecca- são muitas as osterias no centro que preparam uma bistecca supimpa!   Aqui vão dois endereços para os mais exigentes paladares gourmet: Burde, que propõe a verdadeira cozinha friorenta e é reconhecido e apreciado como um dos locais mais tops de Firenze e o outro é  a Osteria della Bistecca, um local simpatico que oferece uma bistecca espetacular.
Pappa al pomodoro –  admito que para este prato é dificil aconselhar porque sempre como em casa. Mas acredito que nas trattorias mais famosos seja um prato seja presente, apesar de ser um prato mais de verão.

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O Vinattieri, onde a Letizia indica para o panino al lampredotto

 

Lorenzo Noccioli  – do blog Pop eating
Pappa al pomodoro – Decumanus na via de’ Servi  preparam uma versão leve e moderna, com cebola dolce
panino al lampredotto – Nerbone, no térreo do Mercato Centrale
Bistecca – Perseus, um local um pouco fora de moda mas a bistecca e a carne em geral valem muito a pena
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O restaurante Perseus, templo da boa carne em Firenze (foto Stefano Degli Innocenti, Fudiblog)

 

Stefano Degli Innocenti . del  Fudiblog
Bistecca – Perseus. Em Firenze, acho que não tem um lugar onde a fazem realmente boa. Eu vou sempre ao Bibo, em Passo della Futa, mas não é Firenze, é Firenzuola.
Panino al lampredotto – No trippaio de Porta Romana  (Piazzale di Porta Romana)
Pappa al pomodoro – Na Trattoria Da Burde, em via Pistoiese

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Trabalhar na Itália

Há alguns meses vocês puderam conferir entrevistas onde o tema abordado foi namoro à distância, com o relato de brasileiras que contaram como fizeram para driblar e manter um relacionando à distancia. E dando continuidade às entrevistas,  no post de hoje o assunto é “Trabalhar na Itália”, com o depoimento de algumas pessoas que compartilham suas experiências com os leitores do Grazie a Te. Alguns dos entrevistados ja possuíam cidadania e outros chegaram aqui e precisaram solicitar um permesso di soggiorno,  que é autorização de residência, documento emitido pela Polizia di Stato (na questura) que concede a permanência legal de estrangeiros aqui na Itália por um período superior a 90 dias. A validade do permesso di soggiorno varia de acordo com cada caso e o mesmo precisa ser renovado.

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Para trabalhar na Itália

Antes de conferirmos as entrevistas, apenas alguns esclarecimentos: não é necessário visto para entrar na Itália mas os brasileiros (que não possuem cidadania italiana) precisam de uma autorização para ficarem no país por mais de 90 dias, que é conhecida como permesso di soggiorno, concedido também para quem vem estudar. E a licença para os brasileiros que querem trabalhar legalmente é solicitar o permesso di soggiorno per motivo di lavoro.  Para mais esclarecimentos em relação à permanência de brasileiros aqui na Itália,  confira aqui no site do Consulado-Geral do Brasil em Roma quais são as dúvidas mais frequentes dos brasileiros. E no  Trabalho na Italia vocês poderão obter muitas informações úteis sobre o assunto.

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Salário

Aqui na Itália não existe salário mínimo fixo e a remuneração varia de acordo com a região italiana  Os valores são determinados de acordo com o tipo (categoria) de emprego. A média para empregos que não exigem qualificação formal é de 1.100 euros por mês. Para  quem tem qualificação técnica a media é de 1.4oo e para setores que exigem formação superior a media é entre  1.500 euros e 5 mil euros por mês. Os contratos podem ser a tempo determinado (com um tempo de duração estipulado,  podendo ser prorrogado) ou indeterminado (efetivo). Na Itália, além do 13 º salário, existe também o 14º (benefício não previsto por lei, mas acordado entre as partes).

Vamos agora conferir os depoimentos:

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Apaixonada pela cidade, Palova Valenti passa um período aqui e outro no Brasil: “Eu fico onde tem o amor. Eu amo Florença!”

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Palova –  A gaúcha  Palova Oselame Valenti é de Bento Gonçalves e divide seu tempo entre Florença, onde passa cerca de 8 meses por ano, e o Brasil, para onde embarcou na semana passada para estar perto da família.  A entrevista com Palova foi feita há algumas semanas, quando ela estava ainda trabalhando numa agência de viagens.  O amor à Firenze a traz pra cá todos os anos! “Morar aqui é magico, é como se eu estivesse em outra dimensão, aqui tudo me inspira”.  A Palova tem um canal no Youtube onde ela compartilha as suas experiências.

1-  Motivo que te trouxe para Firenze e desde quando vive aqui?

Eu tive uma desilusão amorosa e como amo a Itália decidi curar ela cum um curso de italiano de um mês em Florença e um mês viraram 4 anos! Eu não sabia que eu tinha tanta arte,  arquitetura e pintura na minha veia… eu vim pra cá pela primeira vez em 2013 e falei: preciso morar aqui! A minha vida era mais fácil nos Estados Unidos, onde morei por muitos anos.  Mas sou apaixonada por essa cidade.

2- Você trabalha?  Como conseguiu emprego?

Este é o meu quarto ano na Itália porém todos os anos eu vou pro Brasil e fico 5 meses, então pra mim é  sempre um recomeço,  porque todas as vezes que volto pra cá tenho que procurar emprego de novo. Nos outros anos foi mais fácil, algum conhecido meu sempre indicava alguma coisa que acabava dando certo, mas esse ano foi mais difícil. Fiquei 3 meses procurando alguma coisa, e já era alta estação, ou seja, muitos turistas, sem considerar que é a melhor época pra encontrar um emprego! O importante também é falar inglês já que pelo menos aqui onde moro o inglês é muito usado!

3-  Você  já considerou a possibilidade de morar definitivamente em Firenze?
Já, mas como não tenho profissão e família, me sinto livre pra passar tempo com a minha família no Brasil, que é meu bem mais precioso, por isso vou todos os anos pra lá.

4- Como brasileira, como é possível trabalhar aqui? Como você fez?

Eu sou brasileira mas sou também cidadã italiana, então nunca tive problema.

5- Você está satisfeita com seu trabalho?

Já trabalhei de camelô, já limpei casa, já fiz serviços garçonete e agora estou nesse emprego na área do turismo. Estou satisfeita sim, embora o salário seja um pouco baixo, mas eu foco sempre no meu amor por Florença, então eu faço o que precisar pra ficar aqui!

5- Qual a média de seus gastos aqui em Firenze?

Pago 380 por um quarto em um apartamento no centro historico, 15 reias pro meu celular e digamos que mais 300 entre comida e outras coisas. Não tenho carro nem bicicleta, ando por tudo a pè e quando preciso uso transporte público.

6- Consegue juntar dinheiro nesse período que vem pra cá?
Consigo pra comprar a passagem e ter o mínimo pra quando eu voltar ter um pouquinho porque eu nunca sei quanto tempo vai demorar pra eu arrumar emprego!

7- Acha que é um momento difícil para conseguir emprego aqui em Firenze?

Depende da área, mas acredito que sim. Onde trabalho, muitas pessoas vem deixar o currículo. É muito importante saber falar italiano e também o inglês.

8- Quais são as principais diferenças entre o setor de trabalho italiano e brasileiro?

Morei 11 anos nos Estados Unidos e há 15 anos estou fora do Brasil, não saberia responder a essa pergunta. O que me espanta aqui na Italia é a falta de treinamento quando a pessoa começa a trabalhar.  Praticamente tu tem que aprender as coisas por ti mesmo, porque eles não explicam muito o que tu terá que fazer.

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Carolina  –  Carolina Kfouri é de Guaratinguetá (SP) e mora em Firenze há 2 anos com a filha Ana Clara, de 13 anos. Depois de um período em Milão, ela voltou para Firenze e há cerca de 2 meses conseguiu emprego para gerenciar uma agência de turismo no centro de Firenze. Carol é youtuber e faz muitos vídeos contando sobre o seu lifestyle e mostrando um pouquinho da cidade.

1- Motivo que te trouxe para Firenze e desde quando vive aqui

Havia estudado por um mês em Londres e cismei que iria me mudar do Brasil. Fiquei encantada com a organização da cidade em todos os sentidos mas o visto pro Reino Unido era muito mais difícil do que pra vir pra Itália então decidi vir pra cá justamente por poder trabalhar.

2-  Quem entra com vista de estudo pode trabalhar? Explique como vc fez. 

Sim, pode trabalhar até 20 horas semanais. No meu quarto mês aqui entreguei alguns curriculuns e no mesmo dia fui chamada pra ser hostess em um restaurante na Piazza della Repubblica, bem tradicional e com uma pizza de dar água na boca.

3- Como brasileira é possível trabalhar aqui? 

Eu vim com visto de estudos e podia trabalhar 20 horas semanais, com esse contrato o trabalhador ganha aproximadamente 200 euros por semana. Quando este visto estava por vencer, um outro empregador fez a “proposta de trabalho” junto à prefettura e além de renovar por mais um ano, mudei a tipologia para visto de trabalho podendo assim trabalhar por mais de 20 horas. Foi um grande avanço!
4-  Com qual periodicidade precisa renovar o permesso di soggiorno?
 Depende do tipo de permesso, se estivermos falando do permesso “per motivo de lavoro” ou seja, trabalho, depende também do contrato que deu origem à renovação/pedido de visto. Em linhas gerais seria de 2 em 2 anos para quem tiver um contrato por tempo indeterminado e para os demais casos, a renovação se baseia no contrato, 6 meses dura 6 meses, 1 ano dura 1 ano.
5-  Você  está satisfeita com seu trabalho?
Agora sim, mas já enfrentei várias situações complicadas. A legislação trabalhista no Brasil é mais paternalista e é mais difícil de o empregador permitir que o funcionário trabalhe sem ser registrado. Já aqui, chamamos de trabalho “in nero” e acontece muito. Com exceção das grandes marcas, os pequenos restaurantes, lojas, registram de uma forma, pagam de outra e quem não quiser que reclame pro Papa! Hoje tenho um emprego com contrato registrado, 1 folga por semana e não passo de 8 horas diárias. Ja cheguei a fazer 11 horas num dia em uma enoteca sem ser paga por isso!
6- Fale um pouco sobre salário… 
Uma pessoa que trabalhe 40 horas semanais recebe cerca de 1.200 euros, sem contar horas extras e benefícios. Com a desculpa da crise, muitos empregadores consideram “salário” os benefícios e declaram ter pago, por exemplo, seu décimo terceiro no holerite para não serem executados mais pra frente em juízo mas na realidade você não recebe. Existem também os que te contratam por 20 horas semanais e te pagam por fora as 20 horas mas vale lembrar que é ilegal e se forem pegos tomam multa. É super comum, diga-se de passagem. Raros são os que recebem as horas contratuais, direitos trabalhistas e horas extras.

7- É mais fácil juntar dinheiro aqui ou no Brasil?
 Olha, no Brasil eu não arrumava nem emprego! Isso é sério! Rs

8-  Dica para brasileiros que querem deixar o Brasil para virem trabalhar aqui.

Façam um planejamento coerente. Tenho um canal no youtube onde ajudo a brasileiros que pretendem deixar o Brasil e às vezes recebo algumas perguntas que “mamma mia”, fico pensando como uma pessoa pode cogitar ir embora do próprio país sem o mínimo de cautela ou organização.

 9 – Qual a média mensal dos seus gastos?
Como despesas, posso dizer que o aluguel de um apartamento com 1 quarto, mobiliado mais condomínio fica em torno de 700 euros,  sem contar contas de água, luz e internet que tudo giraria aí por volta de 150€ mês.
Por semana uma pessoa sozinha, gasta 100€ de supermercado se cozinhar em casa,  20€ para recarregar o celular e 30€ de transporte público mensal, ilimitado. Esses seriam os gastos básicos, sem considerar lazer, higiene pessoal e emergencias. Eu moro com a minha filha de 13 anos então tirando o gasto com o aluguel, todo o resto pago dobrado. Obviamente numa familia onde dois adultos trabalham o conforto é maior.

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Nemuel  – Nemuel de Souza Viana mora há 11 anos na Itália e há 5 veio para Firenze, onde trabalha na Mercado do Porcellino,  geralmente das 8.30 às 19h.  A decisão de sair do Brasil não foi dele: “meu pai é pastor da igreja e como ele e minha mae estavam aqui eu também vim, na época eu tinha 16 anos. Eu não queria vim de jeito nenhum, todos os meus amigos estavam no Brasil, mas agora me acostumei”. Depois de alguns anos conheceu a atual  esposa, também brasileira, e acabou se habituando com o ritmo de vida daqui.  Segundo Nemuel eles vivem bem aqui na Itália, apesar de trabalharem bastante.

1- Por que você saiu do Brasil?

No início não queria ter vindo, eu tinha 16 anos, era jovem.  Não foi uma escolha minha. Vim porque meus pais vieram devido à igreja.

2- Como conseguiu permanecer regularmente na Italia? 

Como meus pais já estavam aqui, o meu tipo de visto foi ricongiungimento familiare.  Quem tem parente aqui pode pedir esse tipo de visto. Foi a partir daí que regularizei a minha situação e depois pude trabalhar.  Meu primeiro emprego foi aos 18 anos, quando ainda morava em Viareggio. Antes de vim pra Firenze morei um tempo em Certaldo.

3- Qual tipo de contrato você tem? 

Atualmente meu contrato é por prazo determinado. Deixei o emprego em outra banca com contrato a tempo indeterminado porque recebi uma proposta melhor e resolvi arriscar. Agora tenho contrato a tempo determinado mas com grande possibilidade de ser renovado.

4- Quantas horas por dia trabalha?

Trabalho cerca de 11 horas por dia e tenho apenas um dia de folga,  sempre no domingo.

5- Consegue juntar dinheiro aqui?

Consigo. A minha esposa Edilaine também trabalha (na casa de uma senhora ajudando nos afazeres domésticos)

6- Quanto ja conseguiu receber por mes trabalhando no mercado?

No verão, fazendo hora extra, já cheguei a receber 2.200 euros

7- Você encorajaria outros brasileiros em busca de trabalho e oportunidade a virem pra cá?

Se a pessoa tiver garra, sim. Nem todos que chegam aqui dão  sorte de conseguir logo trabalho.

8- Está satisfeito com seu trabalho ou busca algo diferente?

Eu gosto muito de música. Estou estudando e tenho projetos. Espero conseguir atuar nesse setor.

 

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Marcella– A cariocaMarcella Cardoso Vieira Gomes veio estudar em Firenze há 4 anos e se encantou com a cidade.  Formada em Publicidade,  ela trabalha na Aquaflor, uma butique artesanal de perfumes mas seu salário não basta, já seus gastos giram em torno dos 3 mil euros por mês, portanto ela conta com o suporte da família.

1- Motivo que te trouxe para Firenze e desde quando vive aqui.

Eu vim para Firenze em 2012 para estudar. Fiz curso de italiano, História da arte e Fotografia no primeiro ano. Eu já conhecia Firenze mas me apaixonei pelo estilo de vida e decidi me mudar. Como tenho dupla cidadania não foi um problema. Já era formada em Publicidade quando cheguei e então  decidi continuar os estudos, fiz pós em Hotelaria, Marketing Digital e curso de sommelier.

2- Com o que trabalha?
Eu trabalho em uma boutique artesanal de perfumes, faço a mídia social, vendas e de tudo um pouco. Tenho contrato por tempo determinado e espero que  seja renovado. Senão, vou continuar procurando um trabalho na minha área, que é marketing digital.
3- Você está satisfeita com seu trabalho? 
Acredito que na Itália em geral poderia ter mais oportunidades para os jovens
4- Qual a mèdia de seus gastos aqui em Firenze? 
 Em torno dos 3 mil euros por mês mas claro com a ajuda da minha família.
5- Acha que è um momento dificil para conseguir emprego aqui em Firenze?
Sim, passei quase um ano procurando sem receber respostas.
6- Quais as principais diferenças entre o setor de trabalho italiano e brasileiro 
Sao tantas que ate difícil explicar, eu diria tudo, do bom humor ate a garra, Brasileiro que é Brasileiro não para enquanto não termina, os Italianos param para o cafe, a comida, o repouso….
7- Pretende voltar para o Brasil?
Não pretendo voltar, mas se com o passar dos anos perceber que não tenho oportunidade de crescer na minha carreira posso considerar.

8- O que almeja profissinalmente aqui em Firenze?

Trabalhar com o que eu adoro, que é o marketing digital.
9- O que faz aqui que não faria no Brasil? 
Trabalhar como vendedora.

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Roberto – O carioca Roberto Ferreira Gomesvive em Firenze desde 98. Veio pra cá incentivado pela família, já que 6 das suas irmãs estavam morando aqui (atualmente 5 estão aqui).  Ele trabalha como barman desde 2006 no Caffè La Posta, no centro da cidade.  Roberto vive com a esposa Tatiana (gaúcha que veio pra cá para fugir da violência no Brasil)  e com a filha de 4 anos. “Não existe dinheiro no mundo que pague a liberdade e a sensação de segurança, de poder sair a qualquer hora e não se preocupar se alguém vai te assaltar”.

1- Por que você veio?

Na época que cheguei eu tinha 24 anos e no Brasil trabalhava ganhando um salário mínimo. Como as minhas irmãs estavam aqui eu resolvi experimentar, até porque o Rio estava muito violento.  A situação no Brasil piorou demais nos últimos 10 anos. Nem sonho em voltar.

2- Como conseguiu regularizar a sua situação para poder trabalhar?

No início entrei no país com a autorização que é concedida aos familiares (ricongiungimento familiare).  Depois consegui emprego e me casei com uma brasileira que é cidadã italiana e devido também à nossa filha que nasceu aqui, consegui a cidadania.

3-  Quantas horas trabalha por semana?

Cerca de 40 horas mas sempre faço extraordinário. Tenho apenas 1 dia livre por semana. Mas nem todo dia trabalho 8 horas, às vezes faço meio expediente, depende da semana.

4- Quais são seus maiores gastos?

Meus gastos maiores são com aluguel e depois comida, carro.

5- Pode dizer a média do seu salário por mês? Consegue juntar dinheiro?

Ganho cerca de 1.200 euros por mês, mais extraordinário que varia a cada mês. Consigo juntar. Pouco, mas consigo (rs). E mando pro Brasil, diretamente na conta.

6- Qual o melhor aspecto de viver aqui em relação ao Brasil?

Em primeiro lugar está a segurança.  Não existe dinheiro no mundo que pague isso.

 

Antes de se aventurar é bom estudar a lingua  italiana, pois alem de sua capacitado e força de vontade, esse é um dos aspectos que podem te ajudar.  Deixo aqui alguns sites de empregos na Itália e agências especializadas na seleção de candidatos:

Indeed

Clicca lavoro 

Monster

Infojobs 

Cerco lavoro

Adecco

Obbietivo Lavoro

Gi Group

Bancalavoro

 

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Colheita de azeitonas

O outono é um das estações mais esperados e festejados aqui na Toscana! É o período da colheita de azeitonas e da uva, matéria-prima para 2 dos principais produtos regionais: o azeite extravirgem de oliva e o vinho.

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O azeite de oliva é o óleo obtido das azeitonas. O azeite de oliva é essencial para uma dieta saudável, é cheio de propriedades benéficas à saúde, é um forte aliado do coração e auxilia na prevenção de diversas doenças

Semana passada participei da colheita de azeitonas com um grupo de blogueiras e jornalistas à convite da  Villa Medicea di Lilliano.  No final de setembro estive no local participando da colheita de uvas, confira aqui como foi a minha experiência. Vamos agora às fotos da nossa colheita de azeitonas na espetacular villa:

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Fomos recebidos pelo gerente Eric e por Diletta Malenchini, proprietária da empresa, que nos explicaram sobre as etapas que envolvem a produção do azeite. Para ser considerado azeite extra virgem de oliva a acidez deve ser inferior a 0,8%. Para se obter um azeite de qualidade é preciso considerar todo o ciclo de produção, desde as oliveiras até a embalagem utilizada.

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O gerente Eric e Diletta Malenchini, proprietária da Villa Medicea di Lilliano. Eric deixou a empresa em 2021

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Hora de começar a colheita de azeitonas

A família Malenchini possui 12 mil oliveiras e cultivam de forma biológica as espécies de azeitona Frantoio, Leccino, Moraiolo e Pendolino. A proporção é de 8 a 12 litros de azeite para cada 100 quilos de azeitonas colhidas.

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Colhemos as azeitonas desta frondosa oliveira que fica nos jardins da villa. A colheita a mão é feita da seguinte forma: voce vai passando um rastelo nos falhos e os frutos vão caindo

A colheita na propriedade da família começou no dia 24 de outubro e a já está terminando, mas reservaram algumas árvores para o nosso grupo.

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As azeitonas são recolhidas e colocadas nos engradados

O processamento das azeitonas começa em no máximo 24 horas após a colheita para evitar acidez muito alta.

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Muitos fatores influenciam na qualidade do azeite: tipo de azeitona, solo, temperatura, estado de maturação do fruto, acidez e tempo de processamento após a colheita. E quanto menor a acidez , maior a pureza

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Segundo relatou Diletta, o azeite Malenchini é prensado a frio, o que mantém seus nutrientes benéficos. Para proteger o azeite da oxidação, o vidro da embalagem dDiletta explicando sobre o azeite Malenchini, que é prensado a frio, o que mantém seus nutrientes benéficos. Para proteger o azeite da oxidação, o vidro da embalagem deve ser escuro, pois vidros transparentes não possuem barreira contra a luz e não o protegee da oxidaçãoeve ser escuro, pois vidros transparentes não possuem barreira contra a luz e não o protegee da oxidação

Depois da colheita participamos da degustação do azeite novo.

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E na cozinha, um lindo buffet nos aguardava! Nosso almoço farto e saboroso, preparado com azeite extravirgem e regado aos excelentes vinhos produzidos pela empresa.

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Uma seleção de pratos inspirados no outono e preparados, claro, com o azeite extravirgem Malenchini. Crostini variados, sopa de abóbora, presuntos e como prato principal, o peposo. Tudo harmonizado com os vinhos produzidos no local

 

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De sobremesa, castagnaccio, vin santo e cantuccini!!!

Grazie mille Villa Medicea di Lilliano, è stata una bellissima esperienza! 

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Descobrindo os sabores do Valdarno

Vivendo aqui na Itália a gente pode perceber e vivenciar bem de pertinho como os italianos respeitam e se orgulham de suas tradições gastronômicas. Existem aqui muitos eventos que promovem a cultura enogastronômica do seu território. E cada cantinho dessa terra produz maravilhas! Com um grupo de bloggers e jornalistas, no último final de semana visitei a Autumnia, feira que acontece no centro histórico de Figline Valdarno,  a apenas 25 Km de Firenze, para apresentar os produtos da região do Valdarno. Esta é a 18ª edição,  que teve 3 dias dedicados à  agricultura, ambiente e alimentação.

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Figline Valdarno, às portas do Chianti, é uma cidade medieval (século 12). Dista apenas 25 Km de Firenze e tem 17 mil habitantes

Figline estava em festa!  Não apenas as praças mas por todas as rueas da cidade o movimentado era grande. Pelas principais praças da cidade  muitos stands mostrando o que de melhor a região tem a oferecer  quando o assunto é boa comida.

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Um programa interessante para quem conhecer e vivenciar os verdadeiros costumes dos italianos

O estilo de festa nessas cidades menores é muito parecido com os mercadinhos, com barracas de comida, bebida, frutas e verduras. E para entreter os pequenos, jogos esportivos e laboratórios didáticos para as crianças como parte da programação. E no Teatro Garibaldi as crianças também se divertiram com a mini-fazenda, onde puderam admirar cavalos, vacas, pôneis,  galinhas e outros bichinhos, para interação e entretenimento de toda a família.

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No espaço da Gola Gioconda cooking show com a chef Gaia Murarolli e o estrelado chef Gaetano Trovato.

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Gaia Murarolli, do blog Gingerglutenfree em ação. Gaia apresentou 2 opções preparadas sem glúten: orecchiette e focaccia com linguiça e stracchino. tudo super gostoso!

 

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A obra-prima do chef estrelado Gaetano Trovato, do restaurante Arnolfo: pato com molho de maçã

 

Antes do almoço um passeio pelos stands. Uma explosão de cores,  aromas e sabores para despertar os sentidos. Passenado pelas barquinhas de frutas, cerveja, queijos ,presunto, cada um escolhia e depois dividia as mesas comunitárias.

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Que simpático: street-food truck

 

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O escultor Silvestro d’Andre faz maravilhas com abóbora e queijo

Nosso almoço foi no hotel Villa Casagrande, uma estrutura elegante e encantadora, que apesar de localizado bem no centro de Figline, é circundado de muito verde com a típica paisagem toscana.  Apaixonados pela própria terra, Claudia e Simone  Luccioli são produtores de excelentes vinhos que pudemos degustar em nosso maravilhoso almoço, com inúmeros pratos da tradicional da culinária toscana.

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O grupo que participou do blogtour com a família Luccioli

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O claustro da Villa Casagrande com as cores do outono! A estrutura do hotel é enorme, esta é uma construção do final do século 14

 

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As delícias preparadas pela senhora Luccioli

 

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Do hotel pudemos conferir o tradicional cortejo com os sbandieratori Borghi e sestieri fiorentini. Eles abriram oficialmente a festa no sábado, com exibição na praça Ficino

Figline Valdarno é entre Firenze e Arezzo e é facil de chegar seja de carro, ônibus (35 minutos, saindo das proximidades da estação ferroviária SMN)  ou trem (saindo da estação Santa Maria Novella até FiglineValdarno o percurso dura 25 minutos e a passagem custa 5,50 euros).

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Vinci, a cidade do gênio Leonardo

Vinci, a terra natal de um dos maiores gênios da humanidade,  é um pequeno burgo na Toscana que preserva ainda características do passado e segue num ritmo bem sossegado. E o seu charme está justamente aí: a gente pode passear tranquilamente pelos seus becos e estradinhas estreitas sem o assédio de turistas. Ao menos mês passado, quando estive visitando a cidade, tinham pouquíssimos visitantes circulando pela cidade, conhecida como o local de nascimento do artista renascentista Leonardo Da Vinci.  A cidade não costuma fazer parte dos destinos preferidos dos brasileiros,  que desconhecem que o grande artista herdou  o nome de sua cidade natal, que fica a apenas 44 Km de Firenze.

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A cidade de Vinci tem menos de 15 mil habitantes e pertence à província de Firenze

O cenário de Vinci é típico de muitas cidades do interior da Toscana: com oliveiras e videiras  que ladeiam suas estradas e compõem o panorama repleto de colinas.

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Estive visitando Vinci com uma amiga que mora em Montecatini Terme, de onde saímos de carro até a terra de Leonardo, num percurso que durou menos de 3o minutos. A cidade apresenta características diferentes, pois na parte de baixo, aos pés do burgo, a gente confere edificações mais contemporâneas enquanto que na parte superior estão as construções medievais.

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Leonardo passou sua infância por essas ruelas, antes de transferir-se à Firenze

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As construções do burgo medieval e a a Biblioteca Leonardiana , onde estão documentadas muitas obras do gênio toscano

Locais de interesse: 

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Praça da Liberdade, onde foi colocado um monumento em bronze da escultora Nina Adamu. É uma estatua inspirada nos numerosos desenhos de cavalo feitos por Leonardo.

Museo Leonardiano – Abriga protótipos baseados em estudos e desenhos de Leonardo. A exposição permanente conta a vida e as obras do gênio, mostrando máquinas, reconstruções digitais de seus projetos em tamanho natural, suas criações mais geniais e visionarias às informações e anedotas de sua vida cotidiana. Existem 2 sedes do museu leonardiano, que são bem próximas.

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As máquinas de construção usadas por Brunelleschi para construir o Duomo de Firenze despertaram a curiosidade de um jovem Leonardo, que dedicou-se também à engenharia

Uma nova área dedicada aos estudos anatômicos foi inaugurada no museu Leonardiano  com uma série de atividades didáticas e visitas temáticas que ajudarão a descobrir o grande interesse que guiou Leonardo à descoberta do corpo humano.

A Palazzina Uzielli–   fica na Piazza dei Guidi, um espaço urbano inaugurado em 2006,  recriado pelo artista contemporâneo Mimmo Paladino e inspirado nos estudos de Leonardo. Neste prédio funcionam a bilheteria, o bookshop e os setores dedicados às maquinas de construção, tecnologia da manufatura têxtil e relógios mecânicos. O espaço abriga também  exposições temporárias  e uma ampla sala para percursos  didáticos que são propostos pelo museu.

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A Palazzina Uzielli

O Castello dei Conti Guidi, um imponente palácio medieval, abriga a segunda parte  do percurso expositivo. Desde 1953 o castelo é sede do museu. No primeiro andar são obras dedicadas à engenharia civil, máquinas de guerra, vôo, mecânica e instrumentos.  No segundo andar estudos de ética, carros automotores, bicicleta e estudos relacionados à navegação .

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É possivel admirar a cidade do alto do terraço panorâmico no Castello dei Conti Guidi após a visita às salas do museu (foto divulgação)

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Praça Guido Masi, um espaço aberto de onde temos uma linda vista da cidade, bem próximo ao Castello dei Conti Guidi, onde está a escultura de Mario Cerol, O Homem Vitruviano, que reproduz o famoso desenho de Leonardo que descreve uma figura masculina nua e separada em 2 posições sobrepostas com os braços inscritos num circulo e num quadrado, com a cabeça calculada como sendo um oitavão da altura total. A precisão matemática das proporções é o que tornou famoso este desenho, com harmonia das formas e do movimento. Atualmente encontra-se na Galeria dell’Accademia de Veneza.

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A Igreja de Santa Croce

A Igreja de Santa Croce, que fica no burgo, bem pertinho do circuito dos museus. Foi consolidada no século 13 e posteriormente restaurada em estilo neo-renascentista. Foi nesta igreja que Leonardo foi batizado, em 1452.

A Casa natal de Leonardo –  A casa colônica onde provavelmente nasceu o artista, em Anchiano, é imersa numa área verde, afastada do centro histórico. Com acesso de carro ou  ônibus, a casa fica na Strada Verde, distante 3 Km do burgo, portanto, para quem se anima, pode percorrer a estrada a pé. Aberta diariamente, das 10 às 19h ( de março a outubro até as 19h)

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A casa de Anchiano- Não é uma certeza, mas esta é a a casa atribuída como o local de nascimento de Leonard , na localidade de Anchiano, em Vinci, em 1452, filho ilegítimo de Sir Piero, um proprietário rural. Ele adotou o sobrenome em referência à sua cidade natal (foto divulgação)

Para consultar horários e tarifas, clique aqui. Existe um ingresso único que permite visitar o Museu Leonardiano, a Casa Natal de Leonardo e a Mostra L’Impossibile Leonardo que custa 11 euros.

 

Sobre Leonardo da Vinci
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Autorretrato, Torino, biblioteca Reale (em torno de 1513)

Leonardo di ser Piero da Vinci, que significa Leonardo, filho de Piero, de Vinci, foi o maior artista da humanidade. Leonardo não foi apenas pintor, mas  escultor, inventor, astrônomo, matemático, engenheiro. Nasceu em Anchiano (Vinci), no dia 15 de abril de 1452. Fruto de uma relação ilegítima,  dizem que só conheceu a mãe, a camponesa Caterina, quando ela já era anciã e pouco antes de sua morte. Apesar de ser filho ilegítimo, foi acolhido na residência paterna. Foi criado pelo avô paterno e preferiu não seguir a atividade do pai, que era tabelião.  Desde sempre muito curioso, passou a sua infância a observar e estudar a natureza. Quando tinha 16 anos perdeu o avô e toda a família se transfere para Firenze.

 

Manuscritos de Leonardo do Código Atlântico. Ele era canhoto e escrevia de trás pra frente e começava da direita para a esquerda

Suas habilidades foram percebidas desde cedo: aos 17 anos Leonardo foi aceito na oficina de Andrea Verrocchio onde, entre 1469 e 1478,  aprendeu técnicas de fundição e recebeu aprendizado sobre perspectiva e o uso das cores.  Com apenas 19 anos foi encarregado de colocar a uma esfera de bronze no topo da magnífica cúpula de Brunelleschi. Leonardo desenvolveu um sistema de gruas para elevar a mais de 100 m do chão e a posicionar sobre a catedral.  Aos 20 anos já fazia parte da corporação dos Pintores de Firenze.

Registros da corte de Florença  datados de 1476 acusam Leonardo e outros três jovens de sodomia.  Eles teriam sido pegos em flagrante tendo relações sexuais com um jovem, Jacopo Santarelli, na época com 17 anos. Uma denúncia anonima foi apresentada  mas foi dada como infundada. Mesmo assim,   essa acusação  deixou uma mancha em sua carreira artística.

Quatro anos após esse episódio, Leonardo foi excluído do grupo de artistas que  Lorenzo Il Magnifico enviou à Roma ao Papa Sisto IV, no ano  1480, para decorar os afrescos da Capela Sistina.

Em 1482, Leonardo deixou Florença e transferiu-se para Milão para atuar com a família Sforza. Encontrou  na cidade, onde passou 16 anos,  um clima intelectual e estimulante nos vários campos, como no da ciência, tecnologia e arte. Inclusive ele sustentava que ciência e arte eram coisas que não se separavam, pois estavam vinculadas. De 1492 a 1499, por ordem do duque de Milão,  envolveu-se  em diversos projetos nos campos artístico, de construção e até militar.

Com a invasão de Milão por parte dos franceses, Leonardo deixa Milão, em 1499. Ele retornou a Florença em 1500 e durante esse período  pintou “A Virgem e o Filho com Santa Ana”.

Curioso, foi um dos primeiros a sondar os segredos do corpo humano e o desenvolvimento dos fetos no útero, dissecando cadáveres para estudá-los. Dedicou-se a escrever da direita para a esquerda, de forma que suas anotações pudessem ser refletidas no espelho. Criou projetos de hidráulica, geologia, mecânica e diversos na de área da engenharia. Leonardo, observando a natureza, analisou todos os campos do conhecimento: ciência, anatomia, arte. Estudiosos descobriram que seu QI era de 180 (bem, a média do quociente de inteligência é de 90 a 109).

Seu amor pela natureza e pelos animais não se limitava à observação e representação de suas formas. Leonardo também foi animalista e sempre lutou pela liberdade dos animais. De acordo com os relatos do arquiteto Vasari,  comprava e libertava os pássaros,  deixando-os voar em total liberdade,  que era seu direito natural. Era vegetariano, por escolha ética e respeito aos animais.

Leonardo foi deserdado quando  perdeu o  pai mas herdou as posses de seu tio. Em seu testamento, deixou  aos meio-irmãos os seus bens.

Leonardo era conhecido principalmente como pintor e são de sua autoria 2 das obras mais apreciados no mundo:   A MonaLisa ou Gioconda, que encontra-se no Louvre, e a Última Ceia, um dos maiores bens conhecidos e estimados do mundo. O afresco encontra-se no Convento Santa Maria delle Grazie, em Milão.

 

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A Última Ceia, um afresco de Leonardo da Vinci para a igreja de Santa Maria delle Grazie, em Milão, provavelmente iniciado por volta de 1495/1496

Morou em Milão, Veneza e Roma e em 1513 muda-se pela segunda vez para   para a França,  a convite do soberano Francisco I, que o convidou a morar no Castelo de Clous.  Ele morreu na França aos 67 anos,  no dia 2 de maio de 1519. Não há mais vestígios de seus restos mortais devido à violação do túmulo durante as guerras religiosas do século 16.

Come chegar:

A melhor forma é alugar um carro e sair desbravando a bucólica região. Não há estação ferroviária em Vinci.  Saindo de Firenze voce pode pegar um trem até Empoli e de lá  um ônibus da empresa Piubus. O percurso de Empoli até Vinci dura 26 minutos e a linha é a 52.

 

Celebração dos 500 anos da morte de Leonardo

Em 2019, para celebrar os 500 anos da morte do gênio,  a exposição Leonardo e Firenze, lembrando o vínculo que sempre teve com a cidade.  São 12 folhas do Código Atlantico da Biblioteca Ambrosiana expostas entre 29 de março e 24 de junho, na Sala dei Gigli do Palazzo Vecchio, com referências ao lugar de origem de Leonardo.

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Na sala de projeção, imagens que apresentam as maiores obras de Leonardo, como a Gioconda, A Ultima Ceia A e A Adoração dos Magos

Museu Leonardo Da Vinci de Firenze – A exposição das “Máquinas de Leonardo da Vinci” pode ser conferida em Firenze, na centralíssima Via Cavour, a poucos passos do Duomo, no museu interativo Leonardo da Vinci com mais de 50 modelos de máquinas. O ingresso custa 7 eursos. O museu fica na Via Cavour, 21

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O museu Leonardo Da Vinci de Firenze

 

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A estátua de Leonardo da Vinci no pátio da Galleria degli Uffizi de Firenze

 

Em Firenze, as pinturas de Leonardo da Vinci podem ser admiradas na Galleria degli Uffizi, que reúne três obras do pintor, realizadas quando o artista iniciou seus estudos na oficina de Verrocchio São trabalhos de sua juventude, como L’adorazione dei Magi, il Battesimo di Cristo el’Annunciazione.

A obra Anunciação

Onde comer em Cinque Terre

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Cinque Terre, na costa da Ligúria, chama a atenção pela beleza de seus vilarejos, constituídos por casinhas coloridas sobre as rochas à beira mar.  Essas Cinco Terras se estendem por 18 quilômetros, constituída por essas 5 vilas bem pertinho uma da outra:  Monterosso al Mare, Vernazza, Corniglia, Manarola e Riomaggiore. E  para dar dicas sobre onde comer  em Cinque Terre, ninguém melhor do que uma blogueira como a Danielle Bispo, do blog Comer e Coçar é só começar (pelo nome vocês podem imaginar que ela entende de comida, rs ) para dar dicas de restaurantes e barzinhos nesse pedacinho do paraíso:

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Danielle Bispo pronta para a dificil missão de saborear um prato de spaghetti ao frutos do mar

Quando fui convidada pela querida Denya para contar para vocês qual são meus lugares preferidos para comer em Cinque Terre, de cara pensei na Trattoria Locanda il Porticciolo em Manarola. Não que seja um restaurante estrelado ou fino. O local além de simples, serve ótimos frutos do mar e tem um grande valor sentimental para mim. Foi lá que comi meu primeiro spaghetti ao frutos do mar e paguei o primeiro mico pedindo queijo ralado para colocar no prato. Sempre o indico aos amigos quando vão à Cinque Terre e todos, eu disse todos, voltam de lá sonhando com seus pratos. Além do mais o restaurante fica muito próximo à Marina de Manarola, o que proporciona combinar comida boa com refrescantes mergulhos.

 

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Prato de spaghetti ao frutos do mar (10 euros)

Minha segunda dica é o Bar e Vini a Pie de Mà no fim da Via dell’amore, em Riomaggiore. Diferente da Trattoria Locanda il Porticciolo, tem uma vista incrível mas não serve pratos muito elaborados. Por ser praticamente todo aberto, durante o verão aconselho aproveitar o fim da tarde para um aperitivo. Peça a deliciosa brusquetta, um drink ou uma taça de vinho e curta o que a Cinque Terre tem de melhor.

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Bruschetta com uma taça de vinho branco da região (5 euros cada) e uma visita de tirar o fôlego

Cheguei na super turística  Vernazza morrendo de fome e  pracinha me deparei com diversos restaurantes muito turísticos e não era aquilo que eu buscava.

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Pedi informações à uma senhora e ela me disse que ali não existia restaurante “não turistico”, mas deu a dica de um local simples com preço honesto e  comida deliciosa: o Blue Marlin, perto da estação de trem (via Roma), com mesinhas na parte externa e publico jovem e animado.

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As opções eram bem limitadas: massas, saladas, focarias (que é uma iguaria local, é um tipo de pão achatado e leve) e bruschettas. Escolhi gnocchi com pesto fresco, um prato da região, e como não estava ainda satisfeita, fui de focaccia de atum e salada, que não estava lá essas coisas. O local valeu pelo vinho fresco e pelo gnocchi e pelo precinho bem camarada!

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Gnocchi com pesto, maravilhoso! (7 euros)

Se quiser saber mais sobre esses e outros restaurantes na Cinque Terre, passa lá no blog. Espero que tenham gostado!

Dani, obrigada pela participação!  E você, quer registrar suas dicas e impressões aqui no Amici Miei? Envie texto e fotos de um lugar que tenha te conquistado aqui na Itália! 

A cúpula do Duomo de Firenze

A cúpula da Catedral de Santa Maria del Fiore, o Duomo de Firenze, construída pelo grande mestre Filippo Brunelleschi no início do século 15, é um dos maiores símbolos da arquitetura renascentista. É um extraordinário e audacioso  projeto, com utilização de uma revolucionária técnica de construção para a época e que até hoje impressiona.

A cúpula  do Duomo é um dos mai0res símbolos de Florença que pode ser vista de diversos pontos da cidade.  Ela foi realizada entre 1420 e 1436 e é a maior cúpula em alvenaria do mundo.

Contemplar Florença do alto da cúpula  de Brunelleschi, tendo todas as suas construções seculares a nossos pés, é um deleite! Principalmente depois de superar 463 degraus numa subida íngreme, onde em alguns pontos a passagem é  super estreita e com a pavimentação irregular. Mas a vista que ganhamos ao chegarmos no topo do Duomo  é de lavar a alma!

 

 

História da cúpula

Em 1418  Filippo Bunelleschi foi o vencedor de um concurso de arquitetura para a construção da cúpula da Catedral Santa Maria del Fiore. Uma curiosidade é que Brunelleschi havia sido escolhido para fazer a cúpula junto ao artista Lorenzo Ghiberti, autor da Porta do Paraíso, e seu rival, visto que em 1401 foi Ghiberti que faturou o primeiro lugar no lugar para a construção das portas Norte do Batistério de San Giovanni.

Brunelleschi, desolado pela derrota, não se sentiu compreendido na época quando apresentou seu projeto para as portas do batistério e decidiu ir para Roma com seu amigo Donatello.    Na cidade eterna passa dias inteiros no Panteão e estudando também os fóruns para examinar as técnicas de construção usadas pelos grandes engenheiros romanos.

Mas voltando à cúpula, um fato curioso:  no início das obras Brunelleschi faltou ao trabalho  dizendo que estava doente e quando retornou disse que a obra estava  sendo realizada de forma incorreta. Ele quis humilhar Ghiberti e deixá-lo de fora. Depois disso conseguiu se liberar do seu antigo “rival” e seguir sozinho como arquiteto responsável.

A catedral até então não havia um teto, mas apresentava um grande buraco. Brunelleschi era um ourives e não um arquiteto. Com uma proposta ousada, ele  apresentou um projeto com 2 cúpulas, uma interna e outra externa.

A cúpula do Duomo foi construída  por Brunelleschi, o primeiro arquiteto renascentista. Esta é a maior cúpula em alvenaria do mundo e  anos de pesquisa foram necessários para que se compreendesse como foi feito

O tambor octogonal, a base da cúpula, tem  cerca de  55 metros de altura  e 116  até no topo dela. Uma estrutura imensa, presumivelmente composta por mais de 4 milhões de tijolos. A cúpula serviu de modelo para outras cúpulas do mundo,  como  a de San Pietro  no  Vaticano, desenhada por Michelangelo.

 

O interior da cúpula, com pinturas realizadas por Vasari e Zuccari

Afrescos no interior – A pintura mural da cúpula retrata o Juízo Final e foi encomendada por Cosimo I à Vasari, que criou os desenhos preparatórios e iniciou as  pinturas em 1572.   Depois da morte do artista e do Grão-Duque, em 1574,  o  sucessor dos Medici, Francesco I,  solicitou a finalização dos afrescos ao artista Federico Zuccari. É uma das maiores pinturas da história da arte: 3.600 m2 de superfície com mais de 700 figuras, das quais 248 anjos, 235 almas, 21 personificações, 102 personagens religiosos,  dentre outras figuras de malvados, monstros e animais.

 

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A complexidade da obra despertou por séculos a curiosidade pois era permeada de segredos que foram revelados depois de quase 40 anos de estudos: como ele conseguiu  construir a gigantesca estrutura sem usar um suporte de madeira ou ferro?

 

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A cúpula do Duomo foi construída por Brunelleschi, o primeiro arquiteto renascentista

 

Curiosidade

Peposo all’Impruneta o alla fornacina –  Uma curiosidade que envolve a construção dessa magnífica obra é que uma típica receita toscana está intimamente ligada à  história da cúpula.  Diz-se que durante a construção da cúpula da catedral, Brunelleschi  ia à Impruneta, cidade próxima à Florença e famosa pela produção da terracota, material que foi utilizado na obra, e ali ele viu a preparação do peposo all’Impruenta, prato feito com músculo, vinho e pimenta do reino,  preparado nas tigelas de barro. O   cozimento da carne era muito lento. O músculo era cortado em cubinhos, colocado na panela de barro junto com vinho tinto e muita pimenta, que ajudava  a encobrir a baixa qualidade da carne, que cozinhava por horas até amolecer e  ficar mais saborosa. O prato era preparado na boca dos fornos que eram utilizados para assar a terracota. Brunelleschi  ficou impressionado com este prato pobre, mas muito saboroso,  e decidiu levá-lo também para os canteiros de obras do Duomo.  Segundo uma tradição, os operários que trabalhavam na construção da cúpula saíam para almoçar e se atrasavam para iniciar o turno vespertino. Muitos voltavam embriagados depois de almoços prolongados e regado à muito vinho, imaginem que precisavam superar  463 degraus até o topo da cúpula!. Uma solução encontrada por Brunelleschi foi a de preparar um prato no próprio local de trabalho,  aproveitando os fornos acesos para o cozimento da terracota, que é muito utilizada para a realização cerâmicas  e também para construções.  Terracota significa “terra cozida” e apresenta coloração avermelhada.  Esse material, que é um tipo de cerâmica, é sólido e ao mesmo tempo leve. É trabalhado manualmente e depois assado nos fornos. Ainda é utilizado  em esculturas,  na confecção de tijolos, vasos e telhas.

Já escrevi um post sobre os pratos típicos da cozinha toscana.

O almoço dos operários envolvidos na construção da cúpula era preparado no próprio local de trabalho. Alguns dizem que Brunelleschi se inspirou numa receita que havia visto em Impruneta, cidade nas colinas toscanas famosa pela produção da terracota, material utilizado na cúpula

 

A conclusão de muitas décadas de estudos pelo arquiteto Massimo Ricci é a seguinte: ele utilizou um sistema de cordas  que permitia calcular a posição e o ângulo em que cada tijolo deveria ser colocado. Os tijolos foram colocados na diagonal, como a espinha de um peixe, com o auxílio de cordas que permitia calcular  a posição e o angulo esta em que cada tipojo precisaria ser posicionado. Um sistema jamais visto e repetido na história.

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Alguns trechos são bem estreitos com pontos de difícil acesso. Algumas pessoas se sentem mal e precisam ser acudidas, e até mesmo o acesso para os socorristas é complicado. Não é recomendável para quem sofre de claustrofobia

 

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A Catedral é a principal igreja fiorentina e é um dos símbolos da cidade

 

Horários e valores: O acesso à igreja é gratuito. O ingresso para visitar a cúpula de Brunelescchi custa 15 euros e você tem direito a visitar também o Campanário de Giotto,  a cripta e o Batistério e o Museu. Veja aqui no site oficial sobre os horários, que sofrem alterações de acordo com a época do ano.

 

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Na piazza Duomo a fila com as pessoas que aguardam para subir até a cúpula. Em determinado ponto existe uma placa informando que o tempo de espera é de aproximadamente 1 hora. A entrada é pela Porta della Mandorla

Quer uma maneira deliciosa para conhecer Firenze?

Participe de um tour enogastronômico.

 

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A colheita de uvas na Itália

O mês de setembro é um dos mais importantes e esperados aqui na Itália:  é o momento de darmos as boas-vindas ao outono e é também o período da tão esperada vindima, a colheita de uvas para a produção de vinho, um dos costumes mais enraigados na cultura deste país.  E este ano eu participei pela primaria vez de uma vindima, a convite da Villa Medicea di Lilliano, que fica nos arredores de Firenze.

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Esta é a segunda vez que visito a elegante propriedade, que já pertenceu à poderosa família Medici e que tem como proprietários desde 1830 a família Malenchini, que há mais de um século se dedica à produção de vinho e azeite

A área abrange 70 hectares,  circundada de videiras e oliveiras a perder de vista, um cenário verde deslumbrante. E é aqui nas colinas do Chianti fiorentino que  a  renomada vinícola Malenchini, convertida em empresa biológica desde 2014, produz Chianti DOCG, Chianti Colli Fiorentini DOCG, Vin Santo DOC  e o Super Tuscan IGT Bruzzico e produz degustações de vinho e de típicos produtos toscanos.

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São 17 hectares de vinhedos, onde são cultivadas uvas Sangiovese, Canaiolo, Merlot e Cabernet Sauvignon

Durante o verão as uvas ganham forma, cor e sabor… e dependendo das condições climáticas e do território, geralmente no início do outono é quando acontece a colheita.

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A vindima se modernizou em muitos aspectos mas ainda é realizada em clima de festa e confraternização. Nesta foto os blogueiros convidados junto ao pessoal que estava realizando a colheita, um grupo de amigos constituído basicamente por rapazes (tinha apenas uma mulher com eles nesse dia)

 

Quem nos acompanhou até os campos onde estava sendo realizada a colheita foi  Diletta Malenchini, proprietária da vinícola, e o gerente, o simpaticíssimo e divertido Eric Veroliemeulen . A  vindima dura cerca de 3 semanas e geralmente acontece no mês de setembro, mas o dia exato depende antes de mais nada das condições climáticas. Para saber se é o momento certo de começar a colher, Diletta nos explicou que utilizam um refratômetro, aparelho que permite medir a quantidade de açúcar da uva. Baseado no resultado,  um agrônomo e um sommelier decidem se é hora de colher os frutos, de acordo com o tipo de vinho que esperam produzir.
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Munidos de luvas e tesouras, o nosso grupo de blogueiros participou da colheita das uvas, que por sinal, estavam super doces e saborosas!

 

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Parece diversão, mas é trabalho. Uma coisa é passar uma horinha passeando entre as videiras e fazendo fotos, outra coisa é encarar todo o período da vindima. Falo isso porque algumas pessoas me escreveram dizendo que queriam participar. Para mais detalhes, entrem em contato direto com a administração da Malenchini pois eles oferecem degustações com possibilidade de visitar as plantações

A vindima é uma tradição que faz parte da cultura italiana, que comemora a cada ano o momento da colheita das uvas, que consiste num trabalho manual onde são utilizadas tesouras.  É preciso ter bastante atenção para colher apenas as uvas sadias  (me falaram para observar se as uvas não tinham mofo na parte interna dos cachos. As uvas secas também são descartadas já no momento da colheita).

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Diletta e Eric no caminhão carregadinho de uvas, que são super mocinhas e saborosas

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Logo após a colheita, o transporte para a adega é imediato pois o calor que costuma fazer nesse período pode levar a uma fermentação prematura das uvas.

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Num primeiro momento, uma máquina exclui os pequenos ramos e amassa as uvas, que depois é  transportado para a “cantina”, local onde é feito o vinho. Ali acontece a prensagem (pressionam a polpa da uva delicadamente para extrair o sumo). Depois o líquido, chamado mosto,  deve fermentar em tanques de aço inox à temperatura controlada. Ali começa a primeira etapa do processo, que dura cerca de 10 dias e é conhecido como rimontaggio, onde o suco e a casca (que costuma ficar na superfície) são misturados três vezes por dia. Este processo serve para dar cor ao vinho, já que é a casca que dá cor à bebida.  Portanto, saibam que é impossível obter vinho tinto a partir de uvas brancas,  pois suas cascas não apresentam pigmentação necessária para dar cor a um vinho tinto.

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Em seguida, acontece o segundo processo de fermentação, que dura cerca de 3 meses e é quando o vinho é é “svinato”: é o momento  de separar o líquido da casca, que são prensadas até que se extraia todo o líquido.   As cascas são prensadas mais uma vez e seguem para a destilaria para se tornar grappa,  uma bebida italiana de alto teor alcoólico, feita por destilação de resíduos de bagaço de uva. Depois desta segunda fermentação,  o vinho pode seguir caminhos diferentes, dependendo do resultado que querem obter. Depois do envelhecimento em barris especiais de madeira  e que podem durar anos (essa etapa é a mais interessante e complexa),  a bebida está pronta para o consumo.

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Alguém ai a fim de uma tacinha direto da fonte? 😉

Depois dessa inesquecível experiência, fomos recebidos na villa, onde nos esperava um almoço especial com delícias da cozinha toscana.  Como é bom confraternizar ao redor da boa mesa!!!

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E não podia faltar a tradicional schiacciata con l’uva, preparada com todo carinho pela senhora Marina Malenchini

A minha amiga Valentina Danielli, que também participou da colheita, conta em seu ótimo blog Too Much Tuscany  sobre a essa experiência, confira aqui o texto dela.

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