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A Síndrome de Stendhal

Impossível ficar indiferente diante de tantas belezas que uma visita à Florença nos proporciona! Berço do Renascimento, a cidade conserva lindos e importantes patrimônios artísticos no âmbito da pintura, arquitetura e escultura. Cada pessoa reage de uma forma diferente diante de uma obra de arte. E essa reação varia de acordo com nossa sensibilidade e estado de ânimo. E sabiam que existe uma síndrome, que apesar de não deixar consequências, afeta algumas pessoas chegando a provocar alguns transtornos psíquicos quando diante de determinadas obras? É a Síndrome de Stendhal, conhecida também como Síndrome de Firenze, doença psicossomática que teve seu nome inspirado no professor francês Stendhal, que descreveu em seu diário as sensações perturbadoras ao visitar a Basílica de Santa Croce. Detentora de tesouros arquitetônicos e artísticos, Firenze  é a cidade onde a síndrome se manifesta mais frequentemente, mas existem descrições  de casos parecidos em outras cidades da Itália e do mundo.

 

Interior da Igreja de Santa Croce, onde se manifestou a crise no escritor francês Stendhal. Ele foi a primeira pessoa a descrever os sintomas da síndrome, após visita à Basílica, em 1817

 

A Capela Niccolini

 

A Síndrome de Stendhal: quando o contato com a beleza das obras de arte provoca fortes emoções

Recebo constantemente mensagens e comentários das fotos que publico nas redes sociais de pessoas que se comovem diante da magnitude das obras seja nas ruas que no interior dos museus e igrejas.  E mesmo vivendo aqui há mais de 10 anos, de vez em quando me emociono ao passar por determinados locais. Às vezes me comovo observando as pinturas e as estátuas que encontramos a céu aberto nas praças e esquinas da cidade. E é disso que caracteriza-se a síndrome de Stendhal, de prazer estético, da nossa sensibilidade e percepção, só que de uma forma mais latente, que chega a causar transtornos.

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A beleza e grandiosidade da Catedral Santa Maria del Fiore. Sua cúpula foi construída por Filippo Brunelleschi (1377-1446), arquiteto e escultor precursor do Renascimento

 

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Aqui o interior da cúpula de Brunelleschi, obra-prima da arquitetura do período renascentista realizada por Giorgio Vasari

 

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Interior da igreja Santa Maria Novella

 

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A Loggia dei Lanzi, na Piazza della Signoria, museu a céu aberto

 

Sem ser alarmante, os distúrbios causados pela síndrome de Stendhal são mal estar, angústia, taquicardia, confusões mentais, vertigem, ataques de pânico e alucinações causadas pela beleza das obras de arte, especialmente da época do Renascimento, movimento que nasceu aqui na cidade no final do século 14.

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Stendhal precisou sair da igreja de Santa Croce para recuperar-se do mal-estar causado pela beleza das obras de arte

 

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Stendhal – “O mal-estar dos viajantes diante da grandiosidade da arte”

O nome foi inspirado no escritor francês  Stendhal, pseudônimo de Henri-Marie Beyle (1783-1842), que descreveu em seu diário o  transtorno emocional em visita à Basílica de Santa Croce, mais precisamente ao visitar a Cappella Niccolini, uma das 16 capelas da basílica.  E foi uma psiquiatra aqui de Firenze, Graziella Magherini, responsável pelo Departamento de psiquiatria do Hospital de Santa Maria Nuova de Firenze, que nos anos 70  estudou mais de 100 casos de pacientes (turistas que visitavam Firenze pela primeira vez) com sintomas semelhantes aos de Stendhal.  Segundo a sua análise, a síndrome atinge turistas de bom nível cultural, jovens e pessoas com grande sensibilidade estética.  Suas consequências não são muito graves, basta  repouso e descanso.  Os sintomas podem durar poucas horas ou, em alguns casos, alguns dias.

 

Stendhal

A Síndrome de Stendhal foi estudada por uma psiquiatra italiana que a divulgou graças à publicação de um livro em que ela descreveu o resultado de um estudo realizado em mais de 100 pessoas. A doutora Graziella Margherini, chefe do serviço de saúde mental do Hospital Santa Maria Nuova,  escreveu “Síndrome de Stendhal. O mal-estar do viajante diante da grandeza da arte”, em 1979. Sua pesquisa foi baseada no comportamento de turistas que sentiam algum tipo de desconforto após a visita em alguns museus enquanto contemplavam obras de arte.

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Parte do texto escrito no livro Roma Napoli Firenze, escrito por Stendhal:

“Ao chegar a Florença, meu coração batia com força… em uma curva da estrada, meu olho mergulhou na planície e percebi, de longe, como uma massa escura, Santa Maria Del Fiore e sua famosa cúpula, obra-prima de Brunelleschi. Eu me dizia: É aqui que viveram Dante, Michelangelo, Leonardo da Vinci! Eis esta nobre cidade, a rainha da Idade Média! É nesses muros que começou a civilização… as lembranças se comprimiam em meu coração, sentia-me sem condição de raciocinar e entregava-me à minha loucura como junto de uma mulher a quem se ama…

Eu já me encontrava em uma espécie de êxtase pela idéia de estar em Florença e pela vizinhança dos grandes homens dos quais eu acabava de ver os túmulos [Michelangelo, Alfieri, Machiavel, Galileu]… Absorto na contemplação da beleza sublime, que via de perto, eu a tocava, por assim dizer. Tinha chegado ao ponto da emoção onde se encontram as sensações celestes proporcionadas pelas belas-artes e os sentimentos passionais. Saindo de Santa Croce, meu coração batia forte; a vida esgotara-se em mim, eu andava com medo de cair…”

Florença, 22 de janeiro de 1817

 

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A Galleria degli Uffizi

O Museu degli Uffizi, a  principal atração de Firenze  quando o assunto é arte e recebe mais de 2 milhões de visitas por ano. É um dos mais famosos e antigos museus do mundo, com verdadeiras obras de arte da época do Renascimento.  É dividido em cerca de 50 salas com obras de artistas como Botticelli,  Giotto, Tiziano, Da Vinci, Michelangelo, Cimabue e Caravaggio. Difícil não se emocionar diante de tanta perfeição e beleza!

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Obras do museu Uffizi: na foto maior, o Corredor Vasariano e abaixo a obra Nascimento de Vênus, de Botticelli e a Sala dei 400 com quadros e esculturas

 

O Palazzo Vecchio de Firenze

Mala para a primavera na Europa

Restaurantes em Firenze

Food tour na região do Oltrarno

Onde comer pizza em Firenze

O Corredor Vasariano

 

 

 

 

 

Esquiar na Toscana

Tem gente que se surpreende ao saber que é possível esquiar na Toscana! É  que geralmente associam a região às paisagens com suas suaves colinas verdes, burgos medievais e cidades de arte.  Mas a Toscana é também um ótimo destino para quem curte turismo esportivo.  Mostro aqui a estação da Doganaccia,  uma fração de Abetone Cutigliano, na província de Pistoia.

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Estivemos na Doganaccia em meados de março, no final da temporada de neve

Doganaccia –  A Doganaccia, província de Pistoia, é uma importante estação de esqui da região central dos Apeninos e apresenta uma excelente estrutura não apenas para quem é fera, mas para a toda a família, pois possui pistas excelentes também para principiantes.  Com 15 quilômetros de pistas de esqui, a Doganaccia fica na cidade medieval de Cutigliano, a uma altura de cerca 1500 de altitude.  Já estive outras vezes e sempre utilizo o teleférico que sai do burgo e nos leva até a ponta Croce Arcana.

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A Doganaccia é repleta de atividades kids friendly. O local possui pistas para o slittino (esquibunda), prancha e snowboard e muitos percursos nos bosques que circundam suas montanhas.  Para dar uma mãozinha na hora da subida, existem 6 k de percurso dotados de skilift.

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Doganaccia- esquiar na Toscana

A estação do Abetone é a meta principal quando o assunto é esqui mas existem outras localidades para a prática do esqui na Toscana, como apeninos pistoiese, Monte Amiata, Zum Zeri, Lunigiana, Garfagnana e Alpes Apuanos, além da Doganaccia.

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E tem quem se arrisca também em bicicleta

Quanto se gasta?

Se não tiver as roupas apropriadas para esquiar não se preocupe, você pode alugar em um dos 2 locais fornecem equipamentos (um fica perto do teleférico, na chegada, e o outro perto do restaurante).   Veja nesta tabela os valores que vigoram para alugar o equipamento:

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A lição de esqui para uma pessoa custa 26 euros e para 2 pessoas 30 euros (1 hora). Aulas de esqui são disponíveis para adultos e crianças.

Valor do teleférico de Cutigliano até a estação –  ida e volta adulto  10 euros e crianças de 7 a 10 anos pagam 8 euros.  Funciona das 8 às 17h30 com saida a cada meia hora. Das 13.50 às 14 fechado para almoço.

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Um mapa apresenta os percursos indicando as pistas. Nessa região fica o belissimo lago Scaffaiolo, onde já estive durante o verão. O percurso panorâmico de teleférico até a estação dura 8 minutos

 

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O burgo de Cutigliano é pequeno mas oferece opções boas gastronômicas

Post relacionado  Pistoia- Capital Italiana da Cultura de 2017

Onde pernoitar

Cutigliano– Uma boa pedida é pernoitar em Cutigliano, centro histórico da montanha pistoiese. O teleférico conecta o  burgo de Cutigliano e vai até a estaçao de Doganaccia. Cutigliano é um vilarejo com cerca de 1.700 habitantes e a 733 metros acima do nível do mar.  Ali existem algumas pensões e hotéis bem simples onde voce pode pernoitar. Turismo mais lento e tranquilo, não apresenta muitas opções . tesouros e riquezas pouco conhecidos.

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Igreja di Madonna della Piazza

 

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Edificado no século 14, o Palazzo Pretorio ou Dei Capitani della Montagna, comune da cidade, visto da Loggia della Giustizia

Outras localidades para quem busca quem esquiar na Toscana são Monte Amiata, localizada na parte sul da província de Siena, que oferece 10 km de pistas de esqui alpino e 8 teleféricos e 10,5 km de Pistas de esqui nórdico, metade das quais são constantemente tratadas e Zum Zeri- Passi Due Santi,  nos Apeninos tosco-emilianos, na Alta Lunigiana, província de Massa Carrara.

 

 

 

Eu moro onde você passa férias

“Ah, como você tem sorte de viver em Florença!”  Escuto constantemente essa frase de turistas e apaixonados pelas belezas dessa cidade principalmente através das  minhas mídias sociais.  Sim, é maravilhoso viver aqui,  mas antes de mais nada, é preciso estabelecer a diferença entre passar uma temporada na cidade vendo tudo com os olhos de turista,  e viver aqui.  Porque nem tudo aqui resume-se  à maravilhosa  “dolce vita” que vemos nas revistas e redes sociais!
Eu nasci em Linhares, no interior do Espírito Santo, onde morei até a minha adolescência (até quando comecei a frequentar a universidade em Vitória, na capital).  Apesar de sempre ter viajado muito, o meu estilo de vida era em lugares mais tranquilos e pouco turísticos. Foi a minha temporada de 1 ano em Londres (há 20 anos!) que me expôs a um ritmo mais frenético numa cidade cosmopolita e super turística, mas com estrutra bem diferente da que encontramos aqui.  Até que conheci meu marido  e resolvemos viver em sua cidade natal.  Há mais de 10 anos fui adotada por Florença.
Para voce gostar e aceitar a nova vida precisa, obviamente, considerar muitos fatores, como o seu país e sua cidade de origem,  burocracia enfrentada, emprego, salário, idioma, amizade e novo estilo de vida.

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Turismo em Florença – com 378 mil habitantes, a capital do Renascimento é um dos destinos  mais visitados da Itália. Vocês não podem imaginar como a cidade fica insuportavelmente lotada entre abril e setembro! Suas praças, ruelas e museus são invadidos por viajantes de todo o mundo em busca de descobrir os tesouros artísticos e arquitetônicos dessa linda e fascinante cidade.

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O turismo de massa causa um impacto diferente de acordo com a estrutura de cada cidade. Os aspectos que enumero aqui em Firenze não seriam válidos se reportados à uma cidade turística de outro país

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Para quem não conhece Florença: assim como muitas cidades italianas, o centro histórico é limitado ao tráfego de veículos e para atravessar a cidade precisamos dar uma volta enorme. Em horário de pico ou quando acontecem eventos na cidade é um verdadeiro martírio cruzar a cidade de carro. A Tramvia (trens elétricos) começou a funcionar em 2010 e a cidade ainda está em obras para a construção de outras linhas que ligarão, por exemplo, o aeroporto ao centro

Em 2016 a cidade registrou mais de 9 milhões de visitantes ( mais de 48 milhões de pessoas visitaram a Toscana em 2018). Turismo traz dinheiro para a cidade, além de desenvolvimento e crescimento. Mas vocês podem imaginar como é morar numa cidade onde as pessoas vêm passar férias? Neste post enumero 7 aspectos considerados negativos por quem vive  numa cidade tão turística como Firenze:

1- dificuldade de caminhar pela ruas 

A cidade está sempre lotada! Caminhar pelas calçadas e praças em determinados períodos do ano às vezes é tarefa árdua.  As pessoas param a cada esquina e nas calçadas para tirar fotos obstruindo a passagem. Já repararam como tem turista desligado que não percebe que as outras pessoas não têm tempo a perder? Eu busco ser muito paciente mas vejo constantemente os locais bufarem quando não conseguem “furar o cerco” de turistas.

2- restaurantes lotados

No centro histórico não tem muito dessa coisa de restaurante apenas frequentado por locais, portanto, até mesmo aquelas trattorias mais tradicionais, reduto dos florentinos, vão estar cheias de turistas. E se na sua pausa de almoço você se depara com fila de espera no restaurante o jeito é partir para o plano b: mangiare un panino al volo (comer um panino rapidinho). De vez em quando até mesmo para conseguir um simples sorvete você precisa ter paciência para esperar na fila.  E o mesmo para as farmácias, mercadinhos e bodegas do centro.

3-  depredação dos bens culturais e degrado

Não são apenas turistas que sujam e depredam mas muitos episódios aqui na cidade tiveram o envolvimento de estrangeiros. Estátuas já foram quebradas e muros foram pichados e riscados.  Com o fluxo tão grande de turistas o risco de danos ao patrimônio cultural é grande.

4- falta de cordialidade nos estabelecimentos

Não saberia dizer se é devido ao grande número de turistas que em alguns locais a cordialidade e a gentileza passam longe ou se essa é uma característica dos italianos daqui (que acabou “contaminando” italianos de outras regiões e trabalhadores de outros países que acabaram adquirindo esse jeitinho tão seco). Quem atende os turistas nem sempre compreende a dificuldade que eles têm de compreender e de se expressar. Óbvio que turista não tem pressa e leva tudo de maneira mais light, enquanto os locais estão a mil por hora para fazer número e faturar mais. Já vi cenas de estabelecimentos que tratam quase com grosseria alguns turistas. Acho um absurdo e fico chateada demais.

5- trânsito lento

As ruas do centro histórico de Firenze são estreitas e muitas são limitadas ao tráfego.  De vez em quando nem de vespa e nem mesmo de bicicleta é possível passar.

6- preços inflacionados

Os preços das tarifas dos hotéis e restaurantes da cidade são altos. E paga-se alto quem quiser ter o privilégio de acordar e deparar-se com o Duomo ou admirar a ponte Vecchio durante a refeição.

7-  dificuldade com transporte público ou taxi

O transporte público aqui não é essa maravilha! Há poucos anos foi implantado o tram (bondinho)  o que melhorou consideravelmente, só que muitos trechos ainda estão em construção e a cidade virou um canteiro de obras. E a frota de taxi na cidade é super limitada. Quando acontecem feiras e eventos na cidade às vezes é impossível conseguir taxi.
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Mas enfim, se eu gosto de morar aqui? Sim, adoro! E em sua opinião, o que você acharia mais difícil e complicado de viver em Florença?

Contra essa lista com 7 defeitos existe uma relação enorme sobre como é bom morar aqui!  E que fique bem claro: turista é sempre bem-vindo! E não acho que seja apenas porque contribui para gerar riqueza, mas porque possibilita a quem os recebe de ter contato com outras culturas e valores. E isso é muito enriquecedor para nos ajudar a compreender um pouquinho as diferenças que existem nesse mundo em que vivemos.

 

 Ainda não acompanha o blog nas mídias sociais? Aqui estão  😉 :

O burgo medieval de Verucchio

Todos os anos passo uma temporada de férias nas proximidades de San Marino, entre a Emília Romanha e as Marcas.  E a região é repleta de burgos minúsculos ricos de cultura e história. Hoje vou falar de Verucchio, que pertence à provincia de Rimini, um dos principais balneários da Emília Romanha. Com cerca de 10 mil habitantes, Verucchio é desses tranquilos vilarejos medievais circundado de uma magnífica natureza,  onde tudo parece estar devidamente em ordem.  Em meio-dia dá pra visitar o burgo, portanto você pode se programar para visitar no mesmo dia a República de San Marino ou San Leo, que ficam bem próximos.

 

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Nem só praia você encontra na Emília Romanha: natureza e história fazem do burgo um interessante destino para quem busca explorar cidades vizinhas à San Marino e Rimini

 

O burgo de Verucchio

Verucchio atingiu sua glória sob a dinastia da família Malatesta. É a cidade natal de “Mastin Vecchio”(Malatesta da Verucchio), que conquistou Rimini em 1295. E era desta nobre família a “Rocca”, a enorme fortaleza circundada de muralhas que fica sobre a colina onde se encontra o vilarejo. Lá de cima a vista é deslumbrante e é possível avistar inclusive as cidades de San Marino e Rimini.

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A arquitetura ao redor da Piazza Malatesta

O coração da cidade é a Piazza Malatesta, onde estão as bodegas, sorveterias, barzinhos e lojinhas de artesanato.  A praça abriga  os prédios comunais, como o Palazzo Giungi (atualmente Morolli) e o neoclássico Palazzo Bedetti.

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A gente encontra deliciosos produtos gastronômicos da região nas bodegas da praça da cidade

 

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O capricho das moradias: varandas e ingressos das casas floridos e cheios de harmonia

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Difícil imaginar que este pacato burgo foi palco de sangrentas batalhas durante a Idade Média. A cidade foi dominada pela potente família Malatesta, que foram os senhores de Rimini entre 1295 e 1500 e eram os proprietários dessas terras.

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Pra vocês terem ideia de como Verucchio é antiga,  há 3 mil anos, bem antes dos etruscos, entre os séculos 10 e 7 a.c., na idade do ferro, desenvolveu-se no vale do rio Marecchia uma população conhecida como villanoviani, cujos restos foram conservados no  burgo e deram origem a um museu único, que junto com a área das escavações fazem  parte do Parque Arqueológico de Verucchio. O Museu Civico Arqueologico fica no convento medieval dos padres agostinianos, ao lado da igreja de Santo Agostinho, que é do século 14.

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Rocca Malatestiana – Construída por volta do século 12, a Rocca Malatestiana é uma das maiores e mais bem conservadas fortalezas da família Malatesta, que dominou a Emília Romanha de 1295 a 1500. O principal monumento de Verucchio é também conhecido como Rocca del Sasso.

 

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Este conjunto monumental, com estilos de épocas diferentes, é a fortaleza da cidade que fica no alto de uma colina (foto site Riviera di Rimini)

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A Rocca Malatesta é um ótimo exemplo de arquitetura medieval fortificada e abrange diversos periodos arquitetônicos, que vão do século 12 ao 16. Do alto a gente pode admirar uma esplêndida paisagem do Vale do Marecchia

 

É possível visitar a parte interna, onde encontram-se os quartos  com decorações originais e a Sala Magna, com a imponente árvore genealógica da família Malatesta.  Não deixem de visitar a fortaleza. Os ingressos custam 4,50 adultos e 3 euros crianças.  Confira  os horários de  abertura clicando aqui.

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Na Sala Magna fica a árvore genealógica da familia Malatesta. Já estive há cerca de 10 anos e neste local havia uma coleção grande de armas e armaduras. Nesta minha ultima visita não vimos o acervo bélico, provavelmente estavam reorganizando os espaços

Distâncias:

Rimini – 16 Km

San Marino– 10 Km

San Leo – 12 Km

 

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O que ver em Pisa

Um dos símbolos da Itália, a Torre de Pisa, certamente não teria toda essa fama se ela não fosse inclinada. Mas Pisa vai além da Torre Pendente, a cidade é uma beleza e tem muitas atrações que merecem uma visita

Torre Pisa

A torre torta de Pisa é a principal atração da cidade. Mas originalmente, ela não foi  projetada para ser dessa forma. Projetada para abrigar o sino da catedral, começou a inclinar-se devido ao terreno instável de argila e areia, materiais que não garantiam a sustentação de um monumento desse porte. As obras da torre, que tem 8 andares, continuaram mesmo com a inclinação, que começou quando estava sendo erguido o 3º andar.  E quem diria que devido à sua pendência seria uma das torres mais famosas do mundo?

 

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Com  cerca de 90 mil habitantes, Pisa é um dos destinos mais procurados da Toscana. O centro histórico da cidade apresenta lindos prédios renascentistas, casas-torres medievais, igrejas, ruelas, praças e museus. A cidade tem um ritmo muito agradável e tem alma jovem e cosmopolita, afinal, abriga a prestigiosa Università di Pisa, uma das mais antigas da Europa, fundada em 1343 e que conta com mais de 40 mil estudantes. É a única universidade européia a fazer parte da Universities Research Association, um importante consórcio entre universidades, principalmente americanas. Ah, aproveito para lembrar que Pisa conta com aeroporto internacional, o Galileu Galilei,  de onde partem as companhias low-cost Ryanair e EasyJet.

pisa

 

Pisa é uma cidade relativamente pequena e dá pra explorá -la a pé. Você vai conseguir visitar praticamente todas as atrações da cidade em 1 dia. E por ser pertinho de Firenze, é uma boa pedida para fazer um bate e volta saindo da capital renascentista. Pisa fica pertinho de Lucca e de Volterra, portanto, dependendo do seu ritmo e interesse, pode passar apenas metade do dia e conciliar este  passeio com outra cidade.

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Difícil não começar o nosso tour visitando a praça do Duomo, ou Praça dos Milagres, que é o centro turístico da cidade  onde estão os principais monumentos da cidade.  A praça foi declarada Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 1987: reúne a Torre, a Catedral de Santa Maria Assunta, o museu de São Mateus, o Batistério de São João  Batista e o Campo Santo.

 

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A torre de Pisa é a torre do sino da Catedral de Santa Maria Assunta. Apresenta inclinação de quase 4 graus

A Torre de Pisa–  A Torre Pendente, de 56 metros de altura, é a principal atração da cidade!  Ela tem 8 andares e 7 campainhas . Seu autor é, muito provavelmente, Bonnano Pisano, mas existem controvérsias sobre a verdadeira identidade do autor, pois há uma probabilidade que o projeto original seja de Diotisalvi.

A torre foi construída em 3 fases,  entre 1173 e 1372.  Ela começou a se inclinar ainda no início da construção, quando estava sendo erguido o 3 º andar. Durante as obras os engenheiros perceberam a inclinação e começaram a construir paredes mais altas do lado que a torre estava afundando  para compensar a diferença, o que foi um  erro, pois um lado começou a ficar mais pesado que o outro e a torre afundou ainda mais.

Por apresentar riscos, já que a inclinação  aos poucos ia se acentuando, a torre foi fechada e uma intervenção de 25 milhões de dólares reforçou a fundação com placas de chumbo para ela parar de se movimentar. Em 1993 foram iniciados trabalhos de restauro e em 2011 a atração voltou a ser aberta ao público. Portanto, quem tiver fôlego para subir os 296 degraus poderá admirar Pisa do alto de um dos monumentos mais famosos do mundo.

 

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Batistério di San Giovanni –  com proximadamente 55 metros de altura, o maior batistério da Itália, é uma obra do arquiteto Diotisalvi. Foi construído entre 1152 e 1363 e apresenta os estilos gótico e românico. Entrada 5 euros.

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A Catedral Santa Maria Assunta – Em estilo românico, a Catedral de Santa Maria Assunta foi construída em duas fases, respectivamente vinculadas aos arquitetos Buscheto e Rainaldo, que projetou a extensão do edifício utilizando também materiais reaproveitados de monumentos romanos, reafirmando assim  a grandeza da cidade. Sua construção iniciou em 1063, tendo sido consagrada em 1118.  No exterior da catedral estão as portas de  bronze que retratam algumas passagens da Bíblia. A entrada é gratuita mas é preciso retirar um bilhete para entrar.

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A Catedral decorada por mármore e mosaicos

 

O interior da Catedral é suntuoso, com planta em cruz latina, com cinco naves e 60 colunas de granito da Ilha de Elba. A igreja  tem  riquíssima decoração, com  mármores multicoloridos, mosaicos e obras em bronze

A igreja é magnifica,   com planta em cruz latina e colunas de granito.  A igreja combina diferentes elementos decorativos. Há muitas obras-primas no interior, como o maravilhoso púlpito de Giovanni Pisano,  que foi realizado em 8 anos de trabalho (1302-1310).

O púlpito realizado pelo artista Giovanni Pisano no inicio do século 14

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Interior da lgreja de Santa Maria Assunta

Camposanto – O Camposanto é um cemitério monumental onde estão enterrados personagens ilustres da cidade e também abriga 84  sarcófagos romanos. O  ingresso custa 5 euros.

Pisa, a cidade de Galileu Galilei – Pisa é a cidade natal de Galileu Galilei, astrônomo, filósofo, físico e matemático que dizem, inclusive, que fez alguns de seus experimentos lançando objetos da torre pendente. Difícil saber se isso é lenda ou se realmente aconteceu.  Muitos sustentam que ele pretendia mostrar que a velocidade de queda de um corpo não é proporcional a seu peso. Segundo Galileu, o peso não tinha nenhuma influência na velocidade de queda.  Se quiser conferir os detalhes sobre a descoberta de Galileu, clique aqui.

 

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A via Santa Maria, com muitas opções gastronômicas, doces e sorvetes e lojinhas de artesanato

 

Demais atrações:

Igreja Santa Maria della Spina – Construída no século 11,  a igreja apresenta estilo gótico. Fica proxima às margens do rio Arno.
Universidade de Pisa – e2 a mais famosa das muitas universidades de Pisa, fundada em 1343, Fica no Lungarno Antonio Pacinotti, 43.
Museu de São Mateus – Funciona no antigo convento de San Matteo na Idade Média. O museu reune pinturas e esculturas da Idade Média , além de achados arqueológicos. Fica na piazza San Matteo in Soarta (valor 5, euros)
Corso Italia – é a rua de compras, de bares  e restaurantes
Piazza dei Cavalieri – era a praça central da cidade de Pisa e que hospeda imponentes edifícios da cidade. Durante a Idade Média era o centro politico e administrativo e atualmente é a segunda praça mais famosa da cidade, depois da Piazza del Duomo. A praça reúne construções como igrejas e prédios importantes, como a Escola Normal Superior, construído por Giorgio Vasari. Abriga a igreja de Santo Stefano dei Cavalieri.
Camposanto Monumentale– este é um novo passeio que foi recentemente inaugurado, o Camposanto Monumentale, para quem quer percorrer  os muros medievais de Pisa que circundam grande parte do centro histórico.  O passeio dura 1h30 e custa 10 euros.
Passear às margens do rio Arno – assim como Firenze, Pisa também é banhada pelo rio Arno. Suas construções são baixas onde as cores amarelo e ocre predominam.
Sobre o bilhetes para as atrações: Veja as opções de ingresso no site Opapisa.
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Come chegar:

De trem – Pisa tem 2 estações de trem: Pisa Centrale e San Rossore. A maioria dos trens vai até a estação Central. A estação  Pisa San Rossore é a mais próxima às princiapis atrações, fica a apenas 200 m da torre. Mas caso o trem escolhido seja estação Pisa Centrale, não se preocupe: o percurso a pé entre até a Piazza dei Miracoli dura cerca de 20 minutos e você vai poder admirar um pouco a cidade e passar pelo Rio Arno.
De carro – hoje em dia, com GPS,  é facil conseguir chegar a qualquer lugar. MAs atenção ao circular de carro em Pisa, pois como na maioria das cidades italianas, existem as zonas de tráfego limitado e você pode ser multado se ultrapassar o limite que é permitido apenas para residentes e automóveis autorizados. Da última vez em que fomos conseguimos parar o carro bem perto da praça dos  Milagres com estacionamento a pagamento.
De avião– Aeroporto Galileu Galilei a poucos kms do centro da cidade

O Teatro del Silenzio – Nas colinas de Lajatico, entre Pisa e Volterra, está o Teatro del Silenzio, de Andrea Bocelli. Lugar de paz, o lindo anfiteatro foi criado em total harmonia com a natureza e é palco do esperado evento anual que acontece sempre no mês de julho e que tem como protagonista o tenor, que é originário de Lajatico

Distâncias: 
Pisa está a 95 Km de Firenze,  a  20 Km de Lucca, a 24 Km de Vinci (terra de Leonardo), a   54 Km de Pistoia (capital italiana da Cultura de 2017), a 75 Km de Certaldo, 39 Km de Pietrasanta e a 68 Km de  Volterra, 41 Km de Lajatico, a terra do tenor Bocelli e a  79 Km de San Gimignano.
Site oficial da província de Pisa:  Portale ufficiale

Aquaflor Firenze

Adentrar a Aquaflor Firenze é imergir num mundo mágico!!! Uma portinha em Borgo Santa Croce com vasos de flores e grandes frascos de fragrâncias para ambientes nos dão as boas-vindas. E quando superamos essa charmosa e discreta entrada a surpresa é grande: um enorme, perfumado e elegante salão, onde as fragrâncias são expostas em imponentes móveis antigos. Estive recentemente visitando esta perfumaria artesanal e fiquei encantada não apenas pelo ambiente mas também pela história, paixão e talento que envolvem as criações dos perfumes de nicho.

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Perfumaria Aquaflor – Refinado e relaxante ambiente perfumado e lindamente decorado com móveis de época que aguça nossos sentidos e desperta sensações

 

Perfumes – A Aquaflor disponibiliza mais de 100 fragrâncias, preparadas de forma artesanal com matérias-primas raras e  exóticas,  frutos de muita pesquisa e experimentações.  Todos os perfumes são feitos a base de óleos essenciais e têm base natural.

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Detalhe importate. Na Aquaflor são utilizadas provetas para sentir o cheiro pois o vidro ajuda a evaporar o álcool, já que no papel altera um pouco o odor

Os perfumes de nicho são encontrados a um preço um pouco mais elevado do que os encontrados nas grandes marcas. Exclusividade custa.  Em discretas embalagens de vidro que lembram produtos farmacêuticos, a confecção com 100 ml sai por 140 euros.  O vidro mais raro e exclusivo, Duende, custa 2 mil euros e repousa por 1 ano, pois assim como o vinho, o perfume também descansa.  E imaginem que dentre os ingredientes de sua composição estão a âmbar cinza, que é um refluxo de baleia (e existe à disposição na perfumaria um exemplar dessa rara âmbar em uma bomboniere, para quem quiser conferir).

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No Renascimento os nobres usavam como acessório essas bolinhas de perfume ou ervas perfumadas, para amenizar o mau odor e afastar as pestes, os pomanders. E na prateleira de cima algumas embalagens com detalhes em ouro

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Dentre os produtos, além de  perfumes, é possível adquirir sabonetes, incensos e perfumes para ambientes  como lojas, casa ou escritórios e velas.

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Arte e tradição – As instalações desse verdadeiro templo do perfume é no histórico Palácio Antinori-Corsin-Serristori, obra do arquiteto Giuliano da Sangallo,  prédio tombado pela Unesco como Patrimônio da Humanidade. As salas foram conservadas e mantêm sua arquitetura original. Sileno é colecionador de artes e fez questão de trazer para o seu espaço mobílias antigas, como os móveis de antigas farmácias que foram garimpados em diversas cidades da Itália e da França.  Todas as salas dão para um pátio renascentista , com um poço e paredes repletas de afrescos. Riqueza e beleza de detalhes que fazem da nossa visita ao local um momento ainda mais especial.

 

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A Aquaflor disponibiliza  uma linha à base de folhas de tomate, que ajuda na oxigenação da pele. A linha conta com cremes, shampoo, condicionar e sabonete líquido. Uma beleza também são as águas hidratantes (uma versão do hidratante em creme) que servem para os cabelos e pele. Ganhei uma e estou adorando!!! As embalagens são caprichosamente preparadas e são uma excelente opção para quem quer presentear de forma original e sofisticada.

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As águas hidratantes

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O cantinho dos incensos

 

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O elegante pátio do Palazzo Antinori-Corsini-Serristori

Perfumes sob medida – é  possível criar um perfume personalizado no ateliê da empresa.  Dessa forma você pode ter um perfume para chamar de seu,  com toque artesanal, pessoal e super exclusivo.  A criação do  perfume sob medida  dá-se através de um bate papo onde o cliente conta da sua vida, segredos e paixões.  Outro luxo são as garrafas personalizadas com as iniciais do nome, feitas para uma clientela mais seleta que prima por exclusividade. Quer maneira mais original de se destacar e ser lembrado? 😉

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Este ambiente quase misterioso é apenas aos interessados em criações exclusivas

 

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O laboratório no subterrâneo onde antigamente era a adega da residência

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Bem perto do laboratório, no subsolo, o espaço onde acontecem os workshops sobre perfumaria e fragrâncias para casa.

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A Aquaflor oferece workshops sobre perfumaria e perfumes para ambientes. Aqui a sala de reflexão e o espaço onde acontecem os workshops

Aquaflor -Borgo Santa Croce, número 6- Firenze.

Adquira através do blog o seu ingresso e salte a fila:

Clique aqui para detalhes e informações.

 

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10 burgos medievais da Toscana

Em busca de cidadezinhas da Toscana mais tranquilas e charmosas,  com construções em pedra? Inclua  em seu roteiro alguns burgos medievais.

 

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Um exemplo que as coisas mais simples podem ser aquelas mais bonitas!

A Toscana abriga muitos burgos lindos e fascinantes, que são a meta perfeita  para quem busca uma viagem no melhor estilo  slow travel, pra você passear com calma,  admirar e absorver melhor a realidade do lugar. Mesmo depois de séculos, esses burgos conseguiram manter sua identidade,  sua arquitetura, seu ritmo,  seus valores e sabores.

 

Os burgos, que são pequenos centros habitados, são uma excelente alternativa de passeio às grandes cidades de arte

 

Na Itália existem cerca de 254 burgos. São verdadeiros tesouros dessa adorável terra! E  a Toscana ajuda a engrossar essa lista pois é uma região onde a gente encontra muitos burgos pitorescos e charmosos que merecem uma visita. E para te ajudar na escolha, trago neste post uma relação de 10 burgos medievais aqui da região  pra  você  pensar em incluir em sua próxima viagem à Toscana:

 

1 –Monteriggioni – encontra-se praticamente na beira da estrada entre Firenze e Siena e conserva até hoje suas muralhas defensivas e suas torres. O burgo é praticamente uma praça e seu aspecto não mudou muito  desde a época medieval.

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2- Certaldo – Circundado por uma paisagem fantástica, o burgo de Certaldo tem mais de mil anos e possui antigas muralhas que resistiram ao tempo. Graças ao seu charme medieval, o  vilarejo é uma excelente opção para um bate e volta saindo de Firenze pois dista apenas 50km da capital Renascentista.

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3- Cortona – Dessa relação que preparei, Cortona é sem dúvida o maior dos vilarejos. De arquitetura tipicamente medieval, Cortona, na província de Arezzo,  é o principal centro cultural e turístico da Vale die Chiana aretina, entre a Toscana e a Umbria. A cidade fica sobre uma colina a 600 metros de altitude,  circundada de muralhas, e é a cidade que inspirou o romance “Sob o sol da Toscana“.

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4-  Bagno Vignoni –  Esse é um burgo bem pequenininho, imaginem que tem apenas cerca de 40 habitantes! Fica perto de Siena e é repleto de spas e águas termais. A Piazza delle Sorgenti é a principal pracinha da cidade e é onde fica uma enorme piscina retangular com águas de origens vulcânicas.

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5- Montalcino– cidade onde se produz um dos melhores vinhos italianos o Brunello di Montalcino, na província de Siena. O vilarejo de Montalcino, no alto de uma colina,  é imerso num cenário lindo da região do Val d’orcia, terra que produz a uva Sangiovese.  Portanto, você imaginar a beleza de cenário que encontramos quando passeamos por aqui! Montalcino fica a apenas  40 Km de Siena

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6 –Pienza –  Essa gracinha de cidade fica na val D’orcia e desde 1996 foi declarada Patrimônio da Humanidade pela Unesco pela beleza do seu centro histórico renascentista. É a cidade do queijo pecorino, que a gente encontra em muitas de suas bodegas. A cidade é muito romântica, florida,  cheia de lojinhas de artesanato, restaurantes e sorveterias.

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Pienza – No centro histórico dos burgos apenas automóveis autorizados podem circular, o que caracteriza e confere ainda mais charme ainda aos vilarejos

 

7– San Giminignano –  Devido às suas torres,  é considerada a Manhatan da Idade Média. Essa pequena cidadezinha antiga, do século 10,  é uma das mais amadas dos brasileiros que visitam a Toscana. Fica entre Firenze e Siena. Desde 1990 foi declarada Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco . A cidade, que tem cerca de 7 mil habitantes, é fortificada e circundada de oliveiras e vinhedos.

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Um dos burgos mais amados da Toscana, San Gimignano

8- Pitigliano – província de Grosseto, o burgo de Pitigliano fica na Maremma, no sul da Toscana, perto das regiões da Umbria e do Lazio.  Observando-a de longe, parece que a cidade foi colocada no alto da rocha.  Pitigliano é uma cidade pequena, tem pouco mais de 4 mil habitantes.

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9- Volterra– A cidade de Volterra  pertence à província de Pisa e é destino ideal para quem gosta de lugares mais pitorescos, únicos, tranquilos e cheios de histórias. É famosa pelos trabalhos de alabrasto, um mineral que parece com o mármore . Uma vantagem em incluí-la em seu passeio pela Toscana é que Volterra, assim como Pitigliano, não recebe grande quantidade de turistas como San Gimignano, Pienza e Montalcino.

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10- Anghiari – O burgo de Anghiri  pertence à provincia de Arezzo e fica sobre uma colina. As passagens e ruelas estreitas com as casas de pedra, monumentos e pracinhas encantam os visitantes que podem fazer um verdadeiro mergulho no passado.

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Pitigliano, na Maremma toscana 

 

 

 

 

 

Inverno em Roma

Muita gente tem receio de visitar a Itália na estação do frio. Mostro como é o inverno em Roma e  aponto algumas vantagens para quem decide encarar o frio

 

Estive recentemente em Roma para um blogtour à convite da Linda, proprietária do The Beehive, um luxury hostel que promove a cidade no inverno e organiza diversos eventos para incentivar os visitantes a viajarem também nessa época do ano.  Neste post conto como foi a minha experiência me hospedando pela primeira vez em um hostel e mostro os programas que fizemos,  visitando atrações culturais e igrejas. E para melhorar ainda mais, o tempo colaborou e pudemos  fazer um fantástico tour de vespa num dia ensolarado deste inverno romano!

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Visitar a Itália no inverno tem algumas vantagens, tais como: cidades mais tranquilas, atrações mais vazias e hospedagem mais em conta

Inverno em Roma

O evento começou na quinta mas não pude participar da programação completa. Infelizmente perdi o passeio de sexta que incluiu um tour de bicicleta com o The Roman Guy. Como eu trabalhei na sexta, peguei um trem em Firenze no final do dia (neste post falo sobre bate e volta Firenze-Roma).  Portanto, o blogtour começou no sábado pra mim. De manhã participei de um café-da-manhã caprichado no hostel, onde conheci os outros blogueiros que estavam participando do evento. Nosso primeiro compromisso de sábado foi um passeio de vespa  com a turma do Scooteroma, da divertida Annie, que nos levou para um tour temático: street art vespa tour.

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Roma é uma cidade apaixonante, vibrante e cheia de energia! Passear de vespa pela cidade nos permite vivenciar um pouco o próprio ritmo eletrizante da cidade

Tour de vespa – Passamos pelo Coliseu e fomos explorar alguns bairros, conhecidos como borgata (gueto), regiões autênticas de Roma que não são incluídas nos roteiros mais tradicionais. Nesses bairros mais underground, artistas contemporâneos e criativos vêm colorindo as fachadas de construções abandonadas e dando outra cara para cidade.

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Em Ostiense: murais da via del Porto Fluviale do artista Blu. Nas fotos abaixo a Wall of Fame, de JB Rock

Começamos o tour visitando o bairro de Ostiense, antigo polo industrial que estava em decadência, com construções e estruturas abandonadas. Mas a região foi se reerguendo, com novos locais que foram abertos, espaços culturais  sendo inaugurados e os murais de muitos artistas anônimos foram dando vida e mudando a cara do bairro.
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Estávamos em 8 vespas, cada uma com um condutor. Aqui o grupo que participou do passeio: Natalie, Saskia, Carola, Robyn, Katie, eu, Estrella e Jared

Passamos pelo boêmio Pigneto,  atualmente um bairro pra lá de hyspter, onde foram gravadas cenas do filme Accattone, de Pasolini. Atualmente o Pigneto é um local cool, que dita tendência, com locais bacaninhas, reduto de artistas e intelectuais. Quer conhecer a face mais cool de Roma?  Inclua o Pigneto em seu passeio.

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Um dos motoristas da vespa, Simone, fez até pose no bairro Pigneto, periferia da cidade

 

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No bairro Quadraro. As abelhas de Luca Maleonte e o Hulk realizado pelo artista Romen Glishart

Nosso passeio de vespa passou pelo Circo Máximo (antiga arena utilizada para jogos e entretenimento pelos reis etruscos de Roma onde cabiam 250 mil pessoas) e pelas Catacumbas de São Calisto (cemitérios  subterrâneos criados no século 2 pelos antigos romanos), na Via Appia Antica.

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Na foto acima, Annie e os motoristas de vespa que nos conduziram. A vantagem de ir de carona é que a gente aproveita cada detalhe da paisagem! 😉

Depois de um almoço light e saboroso no hostel preparado por Steve, marido de Linda e por  Viola, filha do casal de 10 anos e que é apaixonada por cozinha (inclusive me ensinou uma deliciosa receita de beringela),  pegamos o metrô e descemos na estação San Giovanni.

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Os pisos das igrejas guardam verdadeiros tesouros artísticos! Não deixe de olhar também para o chão em suas proximas visitas. Aqui exemplo de piso cosmatesco, um estilo geométrico de incrustação em pedra típico da arquitetura da Idade Média, principalmente em Roma

Nosso passeio à tarde foi com a Personalized Italy, com a guia Alessandra, que deixou transparecer toda a sua paixão e respeito pela história, segredos e tesouros que a cidade guarda. O nosso foi um tour exclusivo intitulado Cosmatesque onde pudemos apreciar mosaicos cosmatescos e pisos de construções seculares, verdadeiras preciosidades artísticas! O nosso passeio estava marcado para começar na Basílica San Giovanni in Laterano mas não pudemos visitar o interior da igreja pois ali estava acontecendo a missa de encerramento do  Jubileu dos Dominicanos com o Papa Francesco.  Seguimos para explorar outras atrações nas redondezas que estavam em nosso roteiro.

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Consagrada no século V, Catedral de San Giovanni in Laterano (Igreja de São João Latrão), a primeira igreja construída em Roma, no império de Constantino, que autorizou a prática do cristianismo, ate então proibido

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Esta igreja foi erguida no século 4, antes da Basílica de São Pedro. Esta é a Catedral da cidade e uma das quatro basílicas papais de Roma e está entre as igrejas mais bonitas da cidade. A fachada de mármore travertino foi reconstruída em 1735, com estátuas dos apóstolos esculpidos pelos mais famosos escultores rococó de Roma.

Escada Santa –  Próximo à praça de São João Latrão está a Capela dos Papas do antigo patriarcado e uma das formas de acesso é através da Escada Santa.  Construído em 1589,  é um dos lugares de peregrinação mais requisitados de Roma.  Segundo a tradição católica, os degraus foram os mesmos por onde subiu Jesus em seu julgamento durante a Paixão. Os degraus foram trazidos para Roma no século 4 por Santa Helena, mãe do Imperador Constantino. Quem opta subir pela “Scala Sancta” precisa fazer o percurso de joelhos. São 28 degraus de mármore. No alto da escada fica a Capela de Sao Lourenço, uma capela privada dos antigos papas. A entrada é gratuita.

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À esquerda, o caminho que se faz de joelhos

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Sob os divinos mosaicos, a imagem Uronica fica nesta capela privada que pertencia ao papa, na sala conhecida como Sancta Sanctorum (Santos dos Santos), no alto da Escada Santa, na verdade, o antigo Palácio de Latrão. Segunda a lenda a imagem iniciada por São Lucas foi terminada por anjos

 

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A região do Celio , entre o Coliseu e San Giovanni, onde fica a Bascilia de Sao Joao Latrao

 

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Outro local que visitamos foi a Basílica de São Clemente (à direita), onde não são permitidas fotografias. Em seu interior existem trabalhos em mosaicos do século 12, de uma riqueza única !

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Nas colinas do bairro Celio, entre o Coliseu e a igreja de San Giovanni in Laterano está o complexo dei Santi Quattro Coronati

Igreja Dos Santos Quatro Mártires Coroados – Construída provavelmente nos séculos 4 e 5 e dedicada a 4 santos mártires anônimos,   a Basilica fica num complexo que abrange dois pátios, uma capela e um convento.

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Chiesa dei Santi Quattro Coronati

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A Capela de São Silvestre com afrescos medievais

Depois do tour voltamos ao hostel pois era dia de storytelling. Fiquei admirada com a turma grande e animada que participou! Há mais de 2 anos este programa acontece mensalmente no hostel. Este é um momento de escutar os contadores de histórias que  compartilham suas experiências, relatos engraçados ou dramáticos da vida.  A turma é toda formada por English speakers, a maioria amigos do casal Linda e Steve que moram em Roma, além dos hóspedes do hostel que também são muito bem-vindos seja para contar quanto escutar as crônicas. Depois de ouvir histórias hilárias e quase surreais, um delicioso jantar nos aguardava na área do refeitório.  Pamela Sheldon Johns , autora de diversos livros de culinária italiana,  preparou alguns livros que estão em seu último livro, Cucina Povera.

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O bolo de laranja preparado por Pamela, o melhor que já comi na vida!

Palazzo Massimo alle Terme –  No domingo,  passeio cultural no Palazzo Massimo alle Terme, que guarda umas das mais importantes coleções de arte clássica do mundo. Nosso grupo contou com a assessoria da Context Travel, e as competentes  guias Patrizia e Luisa tornaram a nossa visita ainda mais interessante com explicações sobre a evolução da cultura artística da cidade apresentando informações preciosas e detalhadas. O museu fica bem pertinho da estação ferroviária de Termini fica este magnifico museu, que é uma das 4 sedes do Museo Nazionale Romano, com esculturas, mosaicos, numismática e afrescos.  Com 4 andares, o prédio renascentista,  construído entre 1883 e 1887,  guarda uma das maiores coleções arqueológicas do mundo.

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O pátio do Palazzo Massimo

Nosso tour começou no último andar, portanto vou mostrar aqui de acordo com o que visitamos.  Uma grata surpresa as salas que guardam os maravilhosos afrescos do século I a.c.. Os afrescos foram encontrados na Villa di Livia e na Villa Farnesina e posteriormente restaurados e instalados nas paredes do Palazzo Massimo.

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Detalhes do afresco intacto retirado da Villa Livia, ou Villa di Primaporta (Livia era a esposa do Imperador Augusto). Ilusão criada nos detalhes numa época em que a relação com a natureza era vivenciada com harmonia: as pinturas que retratam um jardim com maçãs, aves e árvores foi recriado no museu . Esses afrescos do ano I a.c. foram descobertos em 1863

 

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Afrescos que decoravam os quartos das vilas romanas

 

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Os afrescos foram encontrados em 1879 escavações nos jardins renascentistas da Villa Farnesina à beira do rio Tibre

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É grande a coleção de mosaicos do museu, realizados entre os séculos 2 e 4 d.c.

Dois andares do museu são dedicados  às esculturas romanas e reproduções  de famosas esculturas gregas.

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Nesta sala algumas cópias romanas de esculturas gregas

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A obra L’ermafrodita dormiente

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À direita “Il Discobolo”, da Villa Adriana, reprodução romana de famosas esculturas gregas

No primeiro andar do museu estão obras originais gregas descobertas em Roma, como a magnífica peça Boxer at Rest, uma obra realística e impressionante, encontrada em 1885. A estátua de bronze “Pugile in riposo”foi realizada provavelmente no século III a.c.. O bilhete para visitar o museu custa 7 euros.

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Visitar um museu acompanhado de um guia te ajuda a compreender detalhes que você jamais conseguiria se estivesse sozinho: esta obra retrata um lutador provavelmente surdo, com as orelhas inchadas e “fechadas” e com dificuldade de compreender o resultado da luta

Após o nosso tour de quase 3 horas no museu Palazzo Massimo fomos para região de Esquilino onde nos aguardava um brunch super especial, no descolado Gatsby Cafè.

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A Piazza Vittorio EmanueleII, na multiétnica e multicultural região de Esquilino

 

O Gatsby Café, inaugurado há poucos meses, foi aberto onde  funcionava antigamente uma chapelaria.  É um bistrô  moderno e traz elementos dos anos 50 no decor. Fomos agraciados com um brunch caprichado, com uma grande variedade de petiscos, sucos naturais,  vinhos e sobremesas. Este foi o último compromisso do programa. Sai do café e fui direto para a estação ferroviária de Termini e dali peguei o trem para retornar para Firenze.

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Com ambiente vintage, o Gatsby Café fica sob os pórticos da Piazza Vittorio

Apesar de não ter conseguido participar de toda a programação essa foi uma experiência enriquecedora e inesquecível! Linda já havia me convidado em outras situações mas eu não pude participar. E dessa vez consegui me organizar e mesmo dizendo que não conseguiria fazer todo o programa ela disse que eu seria muito bem-vinda e poderia me agregar ao grupo no sábado pela manhã.  Como falei precedentemente, o evento começou na quinta à noite, onde os blogueiros foram recebidos para aperitivo e jantar no BonAppetour. Na sexta fizeram um  passeio de bicicleta com The Roman Guy e um cocktail tour,  seguido de almoço com a Eating Italy food tour.

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Hospedagem no The Beehive

Agora vou contar sobre a minha experiência no hostel The Beehive, do Steve e da Linda, que promoveu o blogtour na cidade. A estrutura inicial do hostel, inaugurado há quase 20 anos, conta com um jardim (que por alguns instantes me fez lembrar das pousadas da Bahia) e onde fica a recepção e o refeitório. Linda e Steve gerenciam outras estruturas que ficam nas proximidades. Eu fiquei hospedada no Sweets (onde todos os quartos tem banheiro), que fica no mesmo quarteirão do hostel mas não tem refeitório, sendo que os hóspedes podem utilizar o restaurante da estrutura principal, na via Marghera. Existem varias categorias de hospedagem: com banheiro e quarto compartilhado e suítes com camas de casal e solteiro.  Para o café-da-manhã (ah, que beleza a colazione do The Beehive!) as opções são muitas. E tudo é realmente delicioso!  Cada pessoa adquire e paga pelo que escolher: ovos mexidos, torradas, geleias, frutas, suco natural de laranja, café, croissants e bolos. Tudo preparado com produtos orgânicos. Aliás, um fator que chama a atençao é o cuidado em utilizar produtos de limpeza orgânicos e materiais  reciclados.

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A saleta do hostel com livros, revistas e computador

O hostel é uma gracinha, simples e muito limpo e uma característica que me chamou a atenção é a atmosfera familiar do lugar.  No subsolo, onde tem o refeitório e uma saleta de leitura as paredes são todas decoradas com recordações de viagens e fotos do casal e das 3 filhas. Os hóspedes são recebidos com o maior carinho e ali se sentem realmente em casa.

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Sweets . Este foi o quarto onde me hospedei. O quarto tinha uma cama de solteiro, banheiro novo privativo com excelente chuveiro e uma varandinha com vista para uma corte (foto divulgação)

 

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Com esse pátio e jardim arborizado, difícil de acreditar que estamos a poucos passos da estação de Termini. Nas fotos abaixo o refeitório e o momento de storytelling, no lounge do hostel

 

Ingresso para as principais atrações de Roma sem fila:

Clique aqui para selecionar as atrações e saber mais detalhes (sem fila, sem impressão de bilhete e sem espera)

São muitas as vantagens em se hospedar nas proximidades da estação de Termini, que é a principal estação ferroviária da cidade:  a região é mais econômica que outros bairros da cidade, posição estratégica para quem chega seja de trem que de avião, pois o transporte é barato para os aeroportos de Fiumicino e Ciampino. Bem servido de metrô, pois por ali passam as linhas A e B. E o hostel The Beehive fica a apenas 2 quadras da estação de Termini.  😉

Para os leitores do blog Grazie a te:  o The Beehive, está oferecendo um desconto de 5% para os leitores do blog.  O código promocional é GrazieateWinterinRome (válido para os meses de novembro a fevereiro, exceto nos dias 31/12 e 1/1). Grazie tante Linda!

A cidade de Pistoia, na Toscana

A cidade toscana de Pistoia foi eleita  Capital Italiana da Cultura de 2017.  A primeira vez que estive na cidade foi para assistir ao show de Caetano Veloso durante o Pistoia Festival, em 2006, na piazza Duomo. Pena que naquele dia havíamos chegado em cima da hora para o espetáculo e não pudemos conhecer a cidade. Durante sua apresentação Caetano comentou que havia visitado o cemitério militar brasileiro na cidade que eu nem sabia que existia.

Pistoia

 

Estive recentemente em Pistoia onde fui  recebida pela minha amiga Michela Ricciarelli, food-tour guia e acompanhante (língua inglesa) e autora do blog Passion4Food4Fashion e simplesmente fiquei encantada com a cidade, que dista apenas 30 Km de Firenze e é cheia de  beleza com lindos monumentos arquitetônicos e que guarda um pouquinho da história do nosso amado Brasil da época da 2ª Guerra Mundial.

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Pistoia

O centro histórico de Pistoia é pequeno e você vai poder explorar a cidade a pé. São diversos monumentos em estilo românico e renascentista, principalmente igrejas, que merecem ser visitadas

 

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A sempre sorridente Michela, orgulhosa e apaixonada por sua cidade natal. Em sua companhia fizemos um tour pela cidade para conhecer suas principais atrações

 

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Com cerca de 90 mil habitantes, a graciosa Pistoia, situado aos pés dos Apeninos, fica entre as cidades de Firenze e Lucca. Apesar de ser uma cidade cheia de história e riquezas arquitetônicas, pouco se escuta sobre essa linda e hospitaleira cidade.

 

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Fundada pelos romanos no século II A.C, é provável que a origem de Pistoia seja etrusca

Pistoia foi premiada não apenas pela riqueza de seu patrimônio artístico e arquitetônico mas também pelo incentivo que a administração concede promovendo e incentivando projetos e iniciativas que valorizam a identidade e  as tradições locais.  Pistoia está se empenhando para ser um modelo de cidade média européia que promove a cultura e que investe num estilo de vida eco-sustentável . Vamos agora curtir e admirar as belezas de Pistoia através das fotos de Michela, que nos apresenta suas principais atrações, que podem ser visitadas num passeio de 1 dia na cidade:

“O centro historico de Pistoia é uma bomboniera, pequeno mas que engloba toda a vida da cidade”

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Locais de interesse para quem visita a cidade de Pistoia:

Piazza del Duomo  – A gente começa o passeio nesta praça, que é o centro histórico e artístico da cidade e que abriga as principais construções de Pistoia, como a Catedral de São Zeno, o Batistério, o Palazzo Comunale, o Palazzo dei Vescovi e o Palazzo Petrorio. Na Idade Média era neste local que iniciavam o caminho italiano dos peregrinos que  partiam para Santiago de Compostela.

 

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Música na piazza del Duomo

 

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A mãe de Michela e suas amigas numa manhã ensolarada de inverno na piazza del Duomo

 

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Cattedrale di San Zeno  –  A Catedral de São Zeno, construída no século 10 é em estilo românico.  A fachada foi reformada entre  1379 e 1449. No seu interior o famoso altar de prata que demorou mais de 250 anos para ficar pronto.

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O mercadinho que acontece todos os dias pela manhã na praça do Duomo

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Batistério – Em frente à igreja encontra-se o Batistério de San Giovanni in Corte, que apresenta uma forma octogonal com sua fachada em mármore branco e verde com arquitetura gótica.

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Palazzo Comunale –  Construído entre os séculos 13 e 14, o edifício, em pedra serena,  é a  sede da administração pública da cidade e do Museo Civico, o principal museu da cidade, inaugurado em 1922. Conhecido também como Palazzo degli Anziani e Palazzo di Giano.

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Com ironia, Michela fala: Não podemos deixar de notar que cada um dos prédios continua a desenvolver a função para as quais foram construídos: se casa no Catedral, se divorcia no tribunal e volta a se casar no Comune

Palazzo del Podestà ou Petrorio – sede do tribunal, o Palazzo Petrorio, construído no século 14, é famoso pelo seu pátio interno com os estemas dos magistrados. No pátio são realizadas diversas manifestações culturais.

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O lindo pátio do Palazzo Petrorio

Il Campanile – é possível visitar a Torre Campanária, que tem 67 metros.  São aproximadamente 200 degraus que levam os visitantes até os 60 metros de altura de onde podem admirar a cidade do alto.

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Piazza della Sala: onde acontece diariamente o mercado de fruta e verdura e onde existem diversas bodegas históricas, enotecas e delicatessens. À noite é o local mais cool e é onde os jovens pistoienses  se encontram : é cheia de locais para fazer aperitivo e jantares a preços modestos. Il Gargantua e il Voronoi são os locais mais da moda.

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Hospital del Ceppo – A poucos passos da praça do Duomo (na Praça Giovanni, 23) encontra-se o Ospedale del Ceppo, fundado em 1277  que funcionou até 2013 (todos da família são nascidos ali) con o famosa fachada com obras do escultor  Buglioni. É possível fazer o o percurso de Pistoia subterrânea, com visita ao Museo dei Ferri Chirurgici, com objetos da escola de Cirurgia Pistoiense dos séculos 18 e 19. Visita a pagamento.

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Biblioteca Forteguerriana – Pistoia conta com uma biblioteca antiga fundada em 1473, a Biblioteca Forteguerriana, que ganhou o nome do seu fundador, o  Cardeal Forteguerri. Fica na piazza della Sapienza.

Basilica della Madonna dell’umiltà –  Consagrada em 1582, a basílica della Madonna dell’Umiltà, com sua cúpula renascentista,  é um dos símbolos da cidade. Realizada por Vasari, sua cúpula tem 59 metros e é avistável de diversos pontos  da cidade.

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Basilica della Madonna dell’Umiltà

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A Igreja de San Giovanni Fuorcivitas e Sant’Andrea, que possui o famoso pulpito de Santo André realizado por Giovanni Pisano (1279 -1301), são outras igrejas que merecem uma visita.

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Fachada da igreja di San Giovanni Fuorcivitas

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A Igreja del Carmine não é sempre aberta ao publico, apenas quando acontecem mostras e eventos

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Do século 10, a igreja de São Paulo

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Arredores de Pistoia

Para quem quiser dedicar mais de 1 dia à cidade e quiser conhecer outras localidades fora do centro histórico, aqui vão as dicas:

 

Pistoia Nursery Park – É uma área verde, um maravilhoso showroom de plantas, o primeiro na Europa onde é possível  passear por entre os mais  lindos e cenográficos exemplares existentes. Para visitas, contatar a empresa. Fica na via Vecchia Pratese.

Abetone –  Este é o principal  destino de inverno da Toscana para os amantes de modalidades esportistas de montanha.  O Abetone é uma cidadezinha com menos de 700 habitantes e está a quase 1400 m acima do nível do mar e possui 50 Km de pistas de esqui. É um excelente destino para quem gosta de caminhadas e trekking. O Abetone fica a 50 Km de Pistoia e a 70 Km de Firenze.

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Parque de Pinóquio – Pistoia é uma cidade kidsfriendly com muitas atrações interessantes para os pequenos! A terra onde nasceram as aventuras do boneco Pinóquio é Collodi, cidade que pertence à província de Pistoia. No mesmo complexo, em frente ao parque,  tem a Butterfly House, um verdadeiro jardim tropical que é uma lindeza! E em Collodi também fica o maravilhoso  jardim da historica da Villa Garzoni, repleto de labirintos e estatuas. O Parco di Pinocchio fica na via San Genaro, 3, em Collodi. Para valor dos ingressos ver no site pois existem diversas opções, de acordo com as atrações.

Zoológico de Pistoia – Nas colinas pistoienses, numa área de 7 hectares, fica o zoológico de Pistoia, com mais de 400 animais. Aberto ao público diariamente às 9.30 com horário de fechamento diferenciado na temporada de inverno e verão.  O ingresso custa 11 euros para crianças (de 3 a 10 anos) e 15 euros adultos. Via Pieve a Celle Nuova, 160.

 

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As verdes colinas nos arredores de Pistoia

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Do século 14, outra atração é a Fortezza de Santa Barbara

Restaurantes nos arredores do centro histórico:

Il pollo d’oro  – Existe desde 1962 em Pistoia e é primeira pizzaria d acidade e restaurnate com pratos tradicionais toscanos, com menu vegano e vegetariano

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A pizza do Il Pollo d’oro, que faz também deliciosas focaccias

Rafanelli  – Pratos da tradição como a bistecca alla fiorentina (top) e vasta escolha de vinhos de alto nível (fica na zona San Agostino, area industrial)

Toscana Fair – A família Mati, que cultiva plantas desde 1909 , inaugurou  há poucos anos o Toscana Fair, graças ao amor pela natureza, pelas tradições gastronômicas e pelo território. Legumes e verduras plantados numa esplêndida area verde abastecem o restaurante, numa location elegante e em meio à natureza. Fica na via Bonellina, 46

 

Locais no centro da cidade:

Sorveteria – MA NI , bem perto ao Battistero. Sorvete feito com ingredientes de primeira qualidade!
Panetteria –   Ballati sulla Sala
Alimentari – da Romolo , onde a gente encontra uma grande variedade de produtos típicos toscanos
Produtos típicos –  la Botte Gaia , na rua di Stracceria e Le Golosità in via Roma para chocolates

Onde tomar um bom café – Grand Cafè le damier, Cafè du globe e Pasticceria da Armando. Um local muito interessante é o Bar Nazionale. Neste bar existe uma sala dedicada para a leitura. Até 1 ano era um salão de slot machine que foi transformado em biblioteca da amizade.  Optaram por um lucro menor a favor da cultura.  Todos podem deixar e pegar livros. Fica naVia Frosini

 

Monumento Votivo Militar

Depois do nosso passeio pelo centro histórico de Pistoia, Michela nos levou até o cemitério de Pistoia, onde haviam sido enterrados os membros da FEB – Força Expedicionária Brasileira – que morreram durante a 2ª Guerra.  O cemitério deu lugar ao Monumento Votivo, erguido em 1967 .

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O Monumento Votivo Militar fica a poucos minutos do centro de Pistoia. O projeto é de Olavo Redig de Campos, discípulo de Niemeyer

Mais de 25 mil soldadas deixaram o Brasil para lutar na Europa. Desses, 465 perderam suas vidas nas montanhas na região central da Itália. Em memória aos nossos heróis nacionais foi fundado um cemitério militar brasileiro na cidade de Pistoia, em 1945.  Nos anos 50 os restos mortais dos soldados foram transportados e enterrados no Aterro Flamengo, dando lugar ao Monumento Votivo.

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Em 1967 foi erguido o Monumento Votivo, atualmente administrado pelo brasileiro Mario Pereira, que com grande amor e carinho conserva parte da memória do nosso país

O Monumento Votivo Mititar  é administrado por Mario Pereira, filho do único pracinha que morava aqui, o tenente Miguel Pereira. Depois da morte do pai ele passou a cuidar do local. “Aqui estiveram enterrados 462 dos 465 mortos das Forças Armadas Brasileiras, soldados da FEB e pilotos do grupo de caça. Este que se encontra aqui seria o de nº 463,  pois 2 corpos nunca foram encontrados. O soldado desconhecido permanece aqui representando todos os que aqui estiveram enterrrados”, explica Mario, que  administra também o museu que foi inaugurado no local em 2012, que apesar de ter um pequeno acervo, guarda a memória dos pracinhas e ajuda a contar esse importante momento histórico vivido pelos nossos compatriotas através de fotografias e objetos da 2ª guerra.

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No local funciona um museu onde podemos conhecer os objetos que foram usados pelos pracinhas, como os telefones, capacetes, uniformes dos combatentes e os uniformes das enfermeiras (vieram 67 enfermeiras brasileiras)

O Monumento Votivo fica na Via delle Sei Arcole

Grazie di cuore Michela e Mario!!! 

Espero que tenham gostado do nosso passeio por Pistoia!  Para um bate e volta saindo de Firenze você pode optar pelo carro, ônibus (trajeto dura 50 minutos com saída nas proximidades da estação ferroviária) ou trem. O percurso de trem dura 33 minutos (€ 4,40),  dependendo da categoria do trem. Você pode desembarcar no centro da cidade e dali começar o seu passeio para descobrir as belezas de Pistoia.

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Dicas de restaurantes em Firenze, 5

Os posts com dicas de restaurantes em Firenze continuam sendo muito pesquisados. Trago neste post mais uma relação de restaurantes que experimentei e indico. Caso conheçam alguns desses locais ou queiram indicar outros, fiquem à vontade e registrem . Será um prazer conferir o seu comentário. No post de hoje, mais 6 opções:

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Vincanto – Prefiro evitar os restaurantes em volta das principais praças e atrações da cidade. Mas o Vincanto foi uma grata surpresa! Estive no local à convite de uma amiga e experimentei um prato de massa e um sanduíche. Gostei de tudo! Ambiente agradável e decoração de bom gosto. Fica na Piazza Santa Maria Novella.

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No Vincanto: Saltimbanco é esse sanduiche com massa crocante e recheio de presunto

Il Borro Tuscan Bistro – esse é um bistrot elegante que fica ao lado da loja da Salvatore Ferragamo e é um dos estabelecimentos que pertence à família que vive em Firenze. Ambiente sofisticado mas que não intimida. A cozinha é à vista e podemos ver os chefs preparando os pratos.  A localização é outro ponto forte: Fica no Lungarno, a 2 minutos da Ponte Vecchio e proporciona uma vista linda do rio Arno. Se o tempo permitir, pegue uma das mesinhas que ficam na parte externa.

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La Ghiotta – bem perto da piazza dei Ciompi fica esta típica trattoria, bem simples e com atmosfera descontraída. Muito frequentada por trabalhadores daquela região, que fica entre Santa Croce e Sant’Ambrogio. Oferecem muitas opções de take-away, como carnes, verduras e massas. Local econômico.  Fica na  Via Pietrapiana, 7

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