Almoçar no centro de Firenze em um espetacular jardim, num ambiente elegante e próximo à area da piscina é um programa especial e super agradável para quem busca mais tranquilidade nesses dias quentes de verão.

Aqui a minha entrada: salmão e atum com fatias de abacate. Com vinho branco fresquinho, para aplacar o calor
O Al Fresco é para os que buscam um refúgio tranquilo e relaxante na hora das refeições, mesmo a poucos minutos do centro histórico de Firenze. Experiência agradável num ambiente refinado, com atendimento gentil e eficiente. Grazie Alice e Four Seasons Firenze pelo convite e pela receptividade.
Al Fresco – Hotel Four Seasons Firenze – Borgo Pinti, 99/ Funciona diariamente para almoço e jantar
Um passeio pelo Val d’Orcia
A deslumbrante região do Vale de Orcia (Val d’orcia), ou Valdorcia, na região central da Itália, é sem dúvida aquela que permeia os pensamentos dos que querem conhecer as tão famosas paisagens da Toscana constituídas de suaves colinas num visual de tirar o fôlego. Castelos medievais, burgos intactos, vilas pitorescas, estradas rurais, rolos de feno, ciprestes, oliveiras, vinhedos, campos de girassol e trigo e casinhas isoladas em meio ao verde, assim é o Val d’orcia, terra cheia de deslumbres e encanto.

Geograficamente, o Val d’Orcia é um amplo vale localizado na província de Siena, ao norte do Monte Amiata e próximo à fronteira com a Úmbria
A região do Val d’orcia estende-se do sul das colinas de Siena até o Monte Amiata e foi tombada pela Unesco como Patrimônio Mundial da Humanidade em 2004 devido à importância do Vale desde a época do Renascimento. Esta área que abrange 61 mil hectares e suas cidades não são necessariamente banhados pelo rio d’Orcia, que dá nome a esta parte da Toscana.

Parece mesmo uma pintura! Muitos artistas imortalizaram paisagens de sonhos tão admiradas e fotografadas
Este é um passeio que mexe com os sentidos dos visitantes…. um verdadeiro bálsamo para os olhos e para a alma. E nada de ter pressa, aqui é no ritmo do slow travel. Prepare-se para descobrir novos sabores e experimentar muitas sensações. Esta é a terra de vinhos muito apreciados e famosos, como o Brunello di Montalcino e outros com Denominação de Origem Controlada. É também a terra do queijo pecorino, produzido na poética cidade de Pienza, a cidade ideal do Renascimento, planejada pelo Papa Pio II.
Conhecendo melhor o Val d’Orcia
1- Quais as cidades que fazem parte da região do Val d’orcia?
Os cinco municípios do Val d’Orcia são Montalcino, Pienza, San Quirico D’orcia, Castiglione D’Orcia e Radicofani. Outros centros importantes são frações de seis municípios: Contignano, Monticchiello, Rocca d’Orcia, Campiglia d’Orcia, Bagni San Filippo, Vivo d’Orcia e Bagno Vignoni.
2- Qual o melhor período para visitar esta região?
Entre final de março e início de novembro. No inverno algumas lojas e sorveterias estão fechadas e não é possível fazer muitos programas ao aberto, o que pode atrapalhar os planos de quem curtir a natureza, fazer uma refeição do lado de fora dos barzinhos ou organizar um piquenique regado a um bom vinho da região
3- Quantos dias reservo para visitar a região do Val d’orcia?
No mínimo 2. Isso vai depender do ritmo da sua viagem. Para explorar todas essas cidades com tranquilidade sugiro 3 dias.
4- Qual o melhor meio de transporte para visitar as cidades que integram a região?
Não há meio de transporte mais apropriado do que circular de carro (ou de moto). Não há nada melhor do que ter a liberdade de parar quando você bem entende diante da paisagem que se descortina e te deixa maravilhado! E acredite, você vai querer parar a cada 10 minutos para fotografar essa paisagem cinematográfica!
5- Qual cidade pode servir de base para explorar o território?
Os arredores de Siena podem servir de base para explorar essa região. Como as cidadezinhas que integram a região são pequenas, é possível visitar mais de 1 por dia. A distância de San Quirico até Siena é de 45 km (a distância de San Quirico até Florença é de 120 Km).
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Villa Medicea di Lilliano
No início deste verão participei de um almoço na magnífica Villa Medicea di Lilliano em companhia de algumas blogueiras. Havia recebido um convite deles para participar de um evento promovido em abril e infelizmente na época não pude comparecer. Mas dessa vez fiquei feliz em poder aceitar o convite para conhecer o local e participar de uma cooking class capitaneada por Emiko Davies, que é food-blogger e fotógrafa, e apresentou seu livro e preparou um almoço regado de pratos típicos da cozinha toscana. A Villa di Lilliano fica perto de Bagno a Ripoli, a 20 Km ao sul de Firenze. E imaginar que em apenas 15 minutos a gente deixa o centro de Firenze e de repente se encontra num lugar tão tranquilo, romântico e pitoresco. Nada mais prazeroso do que iniciar a temporada de verão assim! Vou contar aqui sobre a minha experiência neste lugar de sonhos:
Esta foi uma das villas que pertenceram à uma das famílias mais influentes da Toscana, a Médici, família de banqueiros que patrocinou escritores e artistas marcando o início do movimento renascentista. A villa já foi de propriedade de outras famílias tradicionais e desde 1830 pertence à família Malenchini. Desde o início desde ano o local funciona como resort para os que buscam hospedagem exclusiva em uma das villas do complexo e principalmente despontando como cobiçado location para a realização de festas de casamentos, além de desfiles e eventos.
Fomos recebidas pelo gerente da villa, o simpático Eric Veroliemeulen, e pela proprietária Diletta Malenchini, que nos acompanharam por um tour à villa principal, a La Corte, que tem 5 quartos, elegantes salões, biblioteca e uma capela.

Ao fundo a fonte realizada pelo arquiteto Giovan Battista Foggini. Esta é a obra-gémea da fontedo Giardino di Boboli de Firenze
Os jardins são esplêndidos, com plantas e vasos de frutas cítricas simetricamente colocados na passarela que conduzem até a fonte. Todo o território abrange uma área de 70 hectares, com oliveiras e videiras que integram a paisagem das colinas do Chianti, onde são cultivadas uvas para a produção do Chianti, Chianti Colli fiorentini, o Super Tuscan Bruzzico e Vin Santo del Chianti (inclusive o local oferece degustações de vinho mesmo para os visitantes que não estão hospedados nas villas), além do azeite de oliva. Uma horta com diversas espécies de ervas e legumes complementam o cenário. Tudo de acordo com a agricultura orgânica.
Depois de um passeio pelos jardins fomos até o terraço, de onde é possível contemplar uma vista da cidade de Firenze de tirar o fôlego! E Emiko nos presentou com uma saborosa torta de maçã.
Depois da degustação da torta de maçã com essa vista privilegiada, fomos para a cozinha da villa começar a preparar o nosso almoço. Apenas chegamos à cozinha, suspiros de “ohhh”, tamanha beleza do ambiente.
Emiko Davies é filha de japonês e australiano e depois de ter vivido em diferentes países, escolheu a Toscana para viver. Ou a Toscana a escolheu? Aqui ela conheceu seu atual marido, que é sommelier e dá sempre aquele apoio e assistência para preparar suas receitas. Na ocasião Emiko, que é um doce de pessoa, apresentou sua mais nova obra, o livro Florentine: the True Cuisine of Florence. O livro é um deleite, com fotos espetaculares dos pratos típicos da cozinha toscana, com foco na culinária florentina.
Hora de começar a cozinhar: Emiko distribuiu a materia- prima e dividiu as tarefas para os participantes do evento: Nardia Plumridge, do blog Lost in Florence, Valeria Necchio, do Life Love Food, Julia Spiess, do Dinners with Friends, Ilaria Gori, do Tuscany Buzz e Irene Berni, do Valdirose,
Para começar, crostini com lardo di Colonnata e mel, para ir abrindo o apetite da turma! ,)
O processo para preparar a massa para o ravioli é simples mas exige paciência. Emiko apresentou ravioli com pera e queijo. Super delicados e deliciosos!!!
Na sequência, panzanella, um prato típico do verão, que é feita com pão toscano dormido amolecido na água, tomate, pepino, manjericão e cebola roxa. Eu torcia o nariz porque não conseguia entender essa coisa de pão velho amolecido na água, até que experimentei esse prato, que é geralmente servido com o um primo, e adorei! Ja estou preparando um post sobre os pratos toscanos e tem a panzanella como uma das especialidades aqui da terrinha.

E para sobremesa, bombolone e Vin santo. Comi apenas um bombolone e sonhei com ele por alguns dias… é impressionante como apesar de ser fritura, apresentava uma massa tão leve e delicada.
Papelaria Il Papiro
A papelaria Il Papiro é praticamente uma boutique de papel, que oferece produtos de papelaria e escritório, tudo feito a mão, com minuciosa precisão e bom gosto. A gente entra e se encanta com a delicadeza e qualidade dos produtos!

Papel marmorizado – Todos os objetos de papel decorados são produzidos com a utilização de técnicas tradicionais
Já citei o local como um dos meus preferidos para quem busca uma lembrança original que seja a cara de Firenze (caso não tenha visto o post sobre souvenirs de Firenze, clique aqui) . A papelaria surgiu em 1976 graças à paixão dos sócios Francesco Giannini e Gianni Parenti por produtos artesanais. Desde sempre a papelaria oferece produtos realizados manualmente, produzidos com o maior capricho e carinho.
A alta qualidade dos materiais utilizados na realização dos produtos com técnicas antigas, como marmorização do papel e xilografia, contribuíram para a sua fama mundial da papelaria.
A Il Papiro oferece produtos atemporais, únicos e com um toque de elegância, além de serem muito originais. Eu que aprecio arte em papel tenho vontade de levar tudo pra casa!

Objetos que deixam a escrivaninha muito mais elegante. Canetas exclusivas embaladas em papel , tudo produzido manualmente
Dentre os produtos estão: papéis de carta decorados, cartões para diversas ocasiões em alto relevo, bloquinhos, cardenetinha, convites, lacres, marcadores de livros, envelope, álbum fotográfico, canetas, porta-lápis, porta-retratos e caixinhas porta-objetos. Eles possuem também penas e tintas para escrever.
A Il Papiro utiliza a técnica de marmorização do papel, que consiste num método de decoração do papel realizado sobre uma superfície aquosa que produz efeitos semelhantes ao mármore e outras pedras. Portanto, cada impressão é única, o que torna cada produto especial e exclusivo.
Existem 6 lojas em Firenze, outras cidades da Itália e no exterior nos Estados Unidos, Austrália e Inglaterra.
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Bagno Vignoni, na Toscana
Famosa por suas termas, Bagno Vignoni é outro tesouro da Toscana. Este minúsculo burgo medieval, aos pés do Monte Amiata, tem apenas cerca de 40 habitantes

A grande piscina medieval de Bagno Vignoni. A Piazza delle Sorgenti, com águas de origens vulcânicas, de antigas civilizações; os etruscos já se aproveitavam dessas fontes e posteriormente os romanos que descobriram suas propriedades benéficas

A primeira vez em que estive em Bagno Vignoni fiquei hospedada no hotel Posta Marcucci, que possui esta piscina , a Val di Sole, interligada com suas instalações. Relax e bem-estar contemplativo. O visual com a natureza em volta é um espetáculo!
No século 18, quando quando o burgo era de propriedade da rica e potente família Chigi, de Siena, foi construído o primeiro empreendimento de águas termais, marcando neste período a história de Bagno Vignoni como destino turístico graças à sua vocação para a indústria das termas.
Aldravas italianas
Caminhando pelas ruas da Itália a gente percebe detalhes da arquitetura que chamam a atenção. Já mostrei em outros posts as portas, sacadas e janelas. Mas vocês já repararam nos batedores de portas que ornamentam e embelezam as construções? Hoje vou falar das aldravas, que encontramos fixadas às portas e portões e que eram usadas como campainha antigamente.

Sua origem é greco-romana e foi bastante utilizada até o século 20, quando surgiu a eletricidade e sua função caiu em desuso. As aldravas surgiram como objeto de praticidade, para que as pessoas pudessem anunciar a sua chegada, batendo-as contra a porta para fazer barulho.
Associado ao uso prático, ganhou status artístico e decorativo. Assim foram surgindo peças artísticas e elegantes, que passaram a adornar as portas de muitas cidades.
Esta peça que é geralmente de bronze, ferro ou metal, aqui na Itália , de acordo com a região, é chamada de battiporta, battente , bussarello ou picchiotto.
Na época neo-clássica se difundiram os modelos em ferro fundido, com formas diversas, alguns inspirados no Antigo Egito, representando esfinges, outras traziam animais, medusas, flores , mãos e cabeças de mulheres.

Inicialmente consistia em formas mais simples mas com o passar do tempo transformou-se em objeto de arte
Mas desde tempos antigos, os batentes tinham não apenas a função de alarmar a chegada ou saída das pessoas ou de auxiliar a abrir portas pesadas. Por motivos místicos e religiosos, eram atribuídas às aldravas o poder de afastar influências negativas e os espíritos malignos que pudessem prejudicar a casa e seus habitantes. Por este motivo a maior parte dos batedores traz uma expressão ameaçadora ou de animais ferozes.
E se você também admira a arquitetura italiana, aqui tem uma série de posts que podem te interessar: janelas da Toscana, portas italianas e janelas e sacadas da Emília Romanha.
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Il Borro
Voltar no tempo não é possível. Mas alguns lugares te dão sensação de poder senti-lo escorrer mais lentamente. É assim no burgo medieval Il Borro, no Valdarno, um vilarejo na Toscana de propriedade da família Ferragamo que conjuga de forma harmoniosa a simplicidade da natureza, o luxo de suas instalações e a excelência nos serviços. Um estilo de hospedagem pra lá de peculiar!
Vivenciar momentos neste burgo secular é uma experiência única e inesquecível! Imaginem que é possível se hospedar em uma das 3 luxuosas villas ou escolher entre os 30 exclusivos quartos distribuídos pelo vilarejo. Fui convidada para conhecer as instalações e os serviços oferecidos pelo Il Borro, que desde 2013 ganhou a assinatura Relais&Chateaux. Vou contar aqui essa maravilhosa experiência junto a outras 3 amigas blogueiras.
Nosso grupo era formado por Alice Cheron, do Ali di Firenze, Georgette Jupper do blog Girl in Florence, e Alexandra Korey, do Art Trav. Fizemos um passeio pelos cinematográficos jardins onde ficam as 3 mansões, a área da piscina e a capela. O lugar exala romantismo. Fiquei imaginando um casamento naquele cenário de sonhos!
O local já pertenceu à famílias prestigiosas como os Medici e os Savoia. Em 1993 a família Ferragamo adquiriu o burgo e a partir de então, Ferruccio, com a ajuda do filho Salvatore (neto do fundador da marca e CEO do Il Borro), começaram ali trabalhos de restauração e melhorias, já que o local havia sofrido ataques durante a 2 ª Guerra Mundial. A proposta era de resgatar tradições e a história do lugar em total respeito à natureza, utilizando o conceito da sustentabilidade.
O Il Borro fica a 20 Km de Arezzo e a 55 Km de Firenze. É nessa área de 700 hectares, com natureza exuberante, que possibilita os visitantes de desfrutarem dias inesquecíveis num espaço que conserva sua arquitetura medieval em modernas e confortáveis instalações.
Wellness– Nossa programação matinal foi na área do spa e começou com aula de yoga com a querida Hanna, num salão espetacular, de frente para uma piscina de borda infinita com toda a exuberante natureza que circunda o local. Em seguida fomos para a Suite Spa, com jacuzzi e banho turco. Ali é possível vivenciar uma completa experiência de beleza e bem-estar, com ginástica e massagens relaxantes. Mesmo quem não está hospedado no complexo pode agendar para desfrutar da academia e do spa.

A área do spa. Jacuzzi, bate-papo agradável em excelentes companhias, um delicioso coquetel e muito relax… a gente acaba finando mal acostumada!
Revigoradas depois de uma manha na área spa passamos para conhecer a boutique que fica em anexo.

O chef Andrea veio nos receber. Ele explicou sobre a escolha e proveniência dos ingredientes utilizados em sua cozinha, com pratos rigorosamente preparado com alimentos frescos e da estação
O vilarejo, que é uma cidade em miniatura, conta com muitas lojas de artesãos distribuídas próximas aos apartamentos : cerâmica, jóias, pinturas e como não podia deixar de ser, a gente encontra também o serviço de sapatos sob medida.

Um dos locais imperdíveis é a sala Pinocchio, que apresenta um presépio com personagens que se movem. Além de representar algumas passagens do conto do mentiroso rapazinho, reproduzem de forma fiel algumas casinhas e personalidades que fazem parte da história do vilarejo
Dentre as atividades na área externa estão passeios a cavalo e golf.

Mesmo quem não está hospedado pode visitar o local e se quiser usufruir dos serviços e atividades, favor entrar em contato diretamente com o resort
Agradeço o convite e o carinho de toda a equipe do Il Borro! Foi uma maravilha desfrutar de um dia tão prazeroso nesse pedacinho de paraíso!
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Como preparar a mala para o verão europeu
Já estamos cara a cara com o verão! E vocês sabiam que em algumas cidades italianas o verão é quase insuportável de tão quente? Os termômetros aqui Firenze nos meses de julho e agosto atingem os 35 graus. Podem imaginar o que é você caminhar e visitar as atrações da cidade se você não tiver com roupas adequadas? É sempre bom viajar prevenido e se preparar também pois pode ser que dê a louca no tempo e de repente aparece uma frente fria, como tem acontecido nos últimos anos. Portato, mesmo antes de fazer as malas para locais que geralmente são extremamente quentes, é bom considerar algumas mudanças bruscas de temperatura. E outra coisa: o clima nas diversas cidades italianas é muito diferente. Enquanto no norte do país está frio e chuvoso, no sul pode estar quente com o sol brilhando lindamente. Mas não é difícil preparar a mala de verão.
Preparei este post para quem viaja entre final de junho e início de setembro e está em dúvidas sobre o que colocar na mala. Antes de começar a lista, insisto em dizer que conforto e bem-estar são pra mim as palavras de ordem. Não adianta o outfit ser bonitinho se não é confortável. Levo sempre pouca roupa e não vejo problema nenhum em repetir as peças. Em posts precedentes já falei sobre os deslocamentos e sobre a dificuldade de alguém para nos ajudar. Não esqueça que você vai usar transportes públicos e que em alguns trechos das estações de trem não existe escada rolante.
Dicas importantes:
Preparar a mala de verão é bem simples pois a maioria das peças são leves e fluidas (e ocupam menos espaço do que as roupas de inverno!). Mas leve em consideração alguns fatores:
1- Se o seu destino é a Itália, você com certeza vai visitar suas maravilhosas catedrais e é necessário cobrir pernas e braços. Evite roupas com transparências, decotes e barriga de fora;
2 – Analise se as peças escolhidas combinam entre si. É bom fazer o teste com as estampas e ver se casam bem com a cartela de cores que você escolheu;
3- Mesmo que seu destino seja um balneário, considere que não é comum que as pessoas circulem em trajes de banho pela cidade. Quem mora em cidade de praia está acostumado a passear até de saída de praia pelas ruas, mas aqui isso não acontece. Até porque, como a maioria das praias é a pagamento, os estabelecimentos fornecem as cabinas onde as pessoas se trocam. (No início achava estranho que as pessoas chegavam na praia com saltos altíssimos, vestidos elegantes e maquiagem. Depois que compreendi que algumas saem do trabalho e vão diretamente para a praia.) Se quiser ser mais prática, escolha saídas de praia que podem fazer as vezes de vestidos. Invista em túnicas, vestidinhos e kaftans que sejam de praia mas que ao mesmo tempo resultem num look arrumadinho para enfrentar um restaurante bacana e um giro pela cidade;
4 – Opte por tecidos que não amassem;
5- Não leve roupas produzidas demais se na sua programação constam mais programas diurnos e culturais (onde é necessário primar por outfits confortáveis);
6 -Não leve roupas que não gosta muito achando que a ocasião será esta viagem pois a gente sabe que isso não funciona. Coloque na mala as peças que mais gosta;
7 – Seja prática também no look de viagem. Escolha peças confortáveis e leves para viajar. Não exagere nas bijuterias, cintos e acessórios porque talvez você precise tirar tudo para passar no raio-x nos aeroportos;
8 – Separe uma muda de roupa na mala de mão e não esqueça de colocar uma jaquetinha ou um cardigan caso seja necessário usar durante a viagem ou assim que desembarcar (a gente torce para que não aconteça, mas malas podem ser extraviadas);
9- Coloque etiqueta em todas as malas com o endereço de destino e fotografe suas malas antes de despachá-las;
10- Antes de sair de casa faça um teste em casa e veja se você consegue levantar sozinha as suas malas. E pense na possibilidade dela ficar ainda mais pesada depois de suas comprinhas durante a viagem. 😉
Lista sobre o que levar na mala de verão (para uma viagem de 15 a 20 dias)
- 2 bermudas
- 2 saias
- 2 calças jeans (leve)
- 2 calças de tecido mais maleável
- 4 vestidinhos
- 5 camisetinhas/ tops
- 3 blusas sem manga
- 1 camisa manga comprida
- 1 cardigan
- 1 casaquinho (jeans ou um blazer)
- 1 casaco impermeável de preferência com capuz ou um trench-coat (para os mais prevenidos, para dias de vento ou chuva)
- biquini, canga, kaftan e saídas de praia
- Sapatos: 1 tênis, 1 sapatenis, 1 espadrilha ou sapatilha, 1 sandália mais arrumadinha com salto (caso tenha no programa eventos mais elegantes ou jantares mais formais) e chinelo de dedo para usar no hotel e roupa de banho (caso você queira ir para algum spa, termas , sauna ou piscina).
- pashminas e lenços – acho que são indispensáveis. Podem salvar do ventinho pela manhã e são excelentes para dar aquele “up” no visual
- camisola e lingerie
- acessórios: inclua chapéu, protetor solar, repelente, óculos de sol e bijuterias (costumo colocar tudo em latinhas. Levo uns 2 colares maiores e no máximo 2 brincos. Evite levar jóias) e alguns remédios (para alergia e dor)
- capa de chuva ou sombrinha pequena
- repelente contra mosquitos
- maquiagem (o mínimo e indispensável)
- 1 bolsa de praia bem leve e 1 clutch
- máquina fotográfica e carregador de celular
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A feira de moda Pitti Uomo
O que vocês acham que mais chama a atenção durante a feira de moda Pitti Uomo: os looks de quem circula pelo evento ou as novidades em exposição nos stands da feira? Acho que a primeira opção vence em disparada! Claro que é exagero da minha parte… mas é impressionante ver o frenesi diante das produções super extravagantes que são alvo certeiro para o batalhão de fotógrafos que se posicionam na entrada da Fortezza da Basso, onde acontece a mais importante feira de moda masculina do mundo, a feira Pitti Imagine Uomo. O evento completa 45 anos e está em sua 90ª edição. A feira Pitti acontece duas vezes por ano em Firenze: em junho, antecipando em em ano a moda primavera/verão, e em janeiro, com a coleção outono/inverno e durante os 4 dias de evento os holofotes são direcionados para a ala masculina. São eles os protagonistas. E a cidade fica mais interessante, divertida e com uma atmosfera muito mais cosmopolita!
Esta edição do evento, intitulada Pitti Lucky Numbers, que começou ontem (dia 14) e vai até sexta, está apresentando 1223 novas coleções para o verão de 2017, sendo que 539 são de marcas internacionais, de todos os continentes do Planeta. Participam do evento Digital Influencers, empresários, modelos, buyers, expositores, designers, estudantes de moda, jornalistas, curiosos e também gente em busca de fama, mesmo que efêmera. E Firenze está em festa com diversos eventos por todos os cantos da cidade, com desfiles, coquetéis, festinhas privês e baladinhas descoladas.
Fotografei ontem e hoje alguns looks de streetstyle. Extravagância tem de sobra, com bom gosto e outras vezes sem nenhuma razão de ser (em minha humilde opinião). Mas a gente depara com homens ultra elegantes, com roupas impecáveis e de classe. Todos os estilos na maior e harmonia.
Mostrei no meu Snapchat (grazieateblog) um artigo do jornalista Niccolò Carradori que fez um teste durante a feira na edição de verão do ano passado:” Me vesti como um idiota para ver quem me fotografaria no Pitti”, disse ele. “Nunca me interessei por moda porque não tenho o mínimo senso de gosto”. Na véspera da inauguração do evento ele saiu para garimpar algumas peças nas lojas de segunda mão e nas cadeias de fast-fashion, com um budget de 60 euros; além de ter revirado o baú para ver o que poderia aproveitar. Conseguiu encontrar a túnica branca da sua primeira Comunhão que a avó havia conservado que serviu de base para montar um look. Mas o outfit mais surpreendente e ousado foi montado com uma calça amarela impermeável, aquelas que usam para serviços de jardinagem . Ele dobrou a barra e … voilà! Não deixem de dar uma olhada. O artigo é em italiano mas com as fotos vocês poderão ter uma ideia bastante clara do que significa se vestir de forma inusitada para chamar a atenção. Veja aqui.

O jornalista Niccolò Carradori finaliza seu artigo assim: “se no próximo verão os adolescentes chineses estiverem usando calças amarelas plastificadas que te fazem suar os testículos, será apenas mérito meu”(foto divulgação)
Amor à distância
Uma das mais lindas histórias de amor que conheço é a dos avós do meu marido. E pensar que essa relação precisou superar a distância por mais de 3 anos. Mesmo separados, o amor foi nutrido por cartas e cartões-postais, que naquela época costumavam chegar ao destinatário depois de dias viajando… Como hoje é Dia dos Namorados no Brasil preparei este post para os apaixonados que moram em países diferentes, com relatos de casais que precisaram enfrentar a distância. E ainda bem que hoje existe FaceTime, WhatsApp e Skype para ajudar a matar a saudade!
Para começar, vou resumir a história dos nonnos, que é inspiradora. Eles se conheceram em Roma nos anos 30, onde ambos estavam morando na época. A família da nonna Maria havia deixado a Emília-Romanha em busca de melhor oportunidade de trabalho. E o nonno Bruno estava ali a trabalho, pois era Marechal Carabineiri (Polícia Militar aqui na Itália). Depois de pouco tempo de namoro precisaram se separar pois o nonno deveria trabalhar em Bolzano, no norte do país. E aí começaram as centenas de correspondências, que sustentaram a relação a à distância por mais de 3 anos. Era uma época em que ela não podia viajar sozinha para encontrá-lo. Só depois do casamento. Mas aí outro empecilho. De acordo com o regulamento do exército, ele só podia casar depois que completasse 28 anos. Pois um dia após seu 28º aniversario ele deu entrada nos papéis para o casamento. Que durou toda a eternidade. E sempre houve na relação amor, carinho e companheirismo. Me lembro que quando os conheci estava passando aqui na Itália a novela Terranostra e eles costumavam assistir televisão sentados na poltrona, de mãos dadas. Nos últimos anos de vida, a nonna já não estava bem de saúde e não reconhecia bem as pessoas. Mas sabia que a pessoa que sempre lhe esteve perto era importante e nunca faltou entre eles demonstração de afeto e cumplicidade. O nonno morreu quando eu estava grávida do meu primeiro filho, há 8 anos. A nonna morreu há quase 2 anos, com 100 anos.
A ideia de escrever este post surgiu recentemente quando eu estava na casa da minha sogra e ela me mostrou as cartas e os cartões-postais que seus pais trocavam, que são esses que ilustram o post. Mas até que ponto um relacionamento à distância pode dar certo? Eu mesma namorei por quase 6 meses à distância (com algumas viagens para amenizar a saudade) pois conheci meu marido em 2002 no Brasil e na época ele ainda morava na Suíça e estava se organizando para morar no Brasil por causa do trabalho.
Aos depoimentos:
Conversei com algumas brasileiras que narram aqui as experiências de namoro à distancia. A brasileira Adriana L. S. tem uma relação com um italiano da Sicília que começou no Brasil. Eles se conheceram há quase 7 anos. “Estávamos terminados mas agora reatamos à distância. Ele acabou comigo faz 2 anos, mesmo a gente se gostando muito, pois ele não suportava a distância e a dependência de tantas viagens. Nunca perdemos contato e agora que ele sabe que estou indo morar na Itália, ele pediu para voltar. Depois veremos como isso pode ficar, pois ele mora em Messina e eu vou morar em Gênova. No início será assim, mas ao menos estaremos no mesmo país”.
Adriana acha que pode dar certo um relacionamento à distância se existe possibilidade de estarem juntos no futuro. “De início se vive a relação e vê no que pode dar, depois tem que tomar decisões. É necessário conviver no dia a dia para ver se além do amor, o relacionamento é bom. Ocorre que muitos que namoram à distância partem logo para o casamento. Acho importante viver um pouco junto porque as diferenças culturais pesam, além da personalidade. Acho que os italianos ficam muito bem com as brasileiras, mas nós devemos compreender algumas diferenças culturais, como por exemplo o quanto o italiano é direto e às vezes indelicado, também esquentado. O brasileiro tem temperamento com mais bom humor e simpatia, e esse jeito italiano pode chocar muito. Por outro lado os italianos são mais abertos, românticos, mais cúmplices. O peso do valor da família é maior e são excelentes pais. As pessoas são diferentes no mundo todo e não se pode generalizar, mas algumas diferenças culturais existem e devemos ver no dia a dia como é a relação.”
A jornalista Manuela Andrade mora em Milão e é casada há 5 anos com o italiano Federico. Eles se conheceram pela internet em 2004 e o namoro começou depois do primeiro encontro, no Rio, poucos meses depois. “Namoramos à distancia pouco tempo, por cerca de seis meses, e nos falávamos diariamente, pelo MSN e por telefone”. Para Manuela, as maiores dificuldades que encontrou desde que veio morar aqui é a saudade dos amigos e da família. “Foi sem dúvida a parte mais difícil da mudança. Também sofri um pouco com os dias frios e cinzentos do meu primeiro inverno aqui, sou muito meteopática!”
A brasileira Shirlei Barreto namora com Franco desde 2015. Eles se conheceram na véspera do reveillon de 2015 de forma inusitada: num posto de gasolina em Recife, quando ela estava com uma amiga lanchando e ele procurava sinal de Wi-fi. Trocaram olhares, a amiga fez de cupido mas quando começaram a conversar e ela percebeu que ele não era brasileiro, acabou desanimando. “Acho que tive medo, vergonha, não sei ao certo! O fato é que ele muito habilidoso prendeu minha atenção e trocamos telefone. No dia seguinte, 31/12/14, marcamos de tomar café no shopping. O mundo corria para comemorar o novo ano e nós só sabíamos conversar e conversar. Nos despedimos mas nos 5 dias seguintes não nos desgrudamos mais, até que por um motivo absolutamente sem lógica, provavelmente diferença cultural muito forte e temperamentos idem, a gente brigou. Ele voltou para a Itália e durante 4 meses não nos falamos mais”. Por muita insistência dele eles voltaram a se falar e ela decidiu lhe dar uma chance e veio passar um período aqui na Itália: “foram dias lindos, intensos, divertidos, difíceis também porque novamente as diferenças pesaram muito… Mas voltei ao Brasil sabendo que havia deixado meu namorado, nos falamos todos os dias por whatsapp, tem sido assim até agora.
Depois disso ele foi outra vez ao Brasil em outubro do ano passado, ficou hospedado na casa dela e conheceu toda a família. Em dezembro foi a vez dela conhecer a família dele na Italia, onde passaram Natal e Ano Novo juntos. E olhem que legal: desde sexta ele está no Brasil, depois de 5 meses separados, e vão curtir inclusive a data de hoje juntinhos!




























































































