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Cenáculo de Ognissanti de Florença

Florença guarda preciosos tesouros não muito conhecidos do grande público, como  o  afresco  da Última Ceia, realizado por Domenico Ghirlandaio  em 1480 para o refeitório do Convento de Ognissanti, que muito provavelmente foi uma base importante para Leonardo da Vinci realizar a sua “Última Ceia”, no refeitório do convento de Santa Maria  delle Grazie em Milão.

Cenáculo de Ognissanti: a Última Ceia  do refeitório da Igreja de Ognissanti, foi afrescado em 1480 por Domenico Ghirlandaio. Este é um dos muitos afrescos de grande valor que adornam os refeitórios dos conventos das principais ordens da cidade de Florença

O  Cenáculo com o afresco da Última Ceia de Domenico Ghirlandaio encontra-se no complexo de San Salvatore in Ognissanti, fundado pela Ordem dos Humilhados no século 13.

Colocado na parede do fundo, o grande afresco cria um poderoso jogo ilusionístico, ajudando a ampliar a arquitetura da sala

Uma das características mais fascinantes deste cenáculo é a atenção obsessiva aos detalhes. Ghirlandaio, que foi o mestre de Michelangelo, era conhecido por  realismo, o que é evidente nos rostos e  nas roupas dos personagens retratados.  Sua interpretação é natural  e  também cheia de simbolismo, tão  importante aos homens do Renascimento.

Riqueza de detalhes na Ultima Ceia de Ghirlandaio: Jarras, copos e alimentos estão bem delineados sobre a mesa com detalhes preciosos na toalha de mesa bordada

Depois da enchente de 1966, o afresco foi removido e restaurado. E devido  ao restauro,  veio à tona a sinopia , ou seja, o desenho preparatório, que encontra-se exposto  no local.  No ex-refeitório  ainda estão conservadas  também as antigas pias.
O  acesso ao Cenáculo é  pelo pátio,  com afrescos do século 17  representando as Histórias da Vida de São Francisco.
O convento fica ao lado da igreja de Ognissanti, na Praça de Ognissanti,  e  a entrada é gratuita.
 

A igreja de Orsanmichele de Florença

A Igreja de Orsanmichele está situada em um dos monumentos mais importantes  de Florença, que é o  Complexo de Orsanmichele, que abriga também o museu.  O complexo está localizado no coração de Florença, a poucos metros da praça da Signoria.

Interior da Igreja de Orsanmichele: o belo tabernáculo de Orcagna, realizado em meados do século 14, uma das maiores  obras-primas do artista

A construção apresenta  uma das arquiteturas florentinas mais importantes do século XIV.

Orsanmichele é uma das mais importantes e representativas construções de Florença, um monumento extraordinário que combina funções religiosas e civis

orsanmichele

As primeiras documentações da igreja de Orsanmichele datam de 895, como oratório de San Michele,  construído no século  VIII e chamado San Michele in Orto,  pois era circundado por uma horta que pertencia ao mosteiro beneditino e que foi destruído para dar lugar a um mercado de grãos.

A igreja de Orsanmichele  já foi um mercado de grãos e representa uma interessante síntese entre a arquitetura religiosa e a civil

Os adornos da fachada foram   feitos entre os séculos XV e XVI por grandes mestres escultores, para mostrar que a cidade é uma cidade nova, um cartão de visitas para mostrar ao mundo que Firenze ressurgia, com obras de Donatello, Lorenzo Ghiberti,  Nani di Banco.

A igreja fica na via Calzaiuoli, a poucos metros da Praça della Signoria

 

A arquitetura da loggia era caracterizada por grandes aberturas em forma de arco para os grãos de mercado, palha e cereais, enquanto que o segundo andar era dedicado a escritórios e o terceiro abrigava uma das lojas de grãos da cidade, onde os suprimentos eram armazenados para resistir em caso de cerco.

 

Orsanmichele é o primeiro  canteiro de obras do Renascimento da cidade

Cada corporação fez uma homenagem  ao seu santo padroeiro e por esse motivo podemos admirar sua fachada com 14 estátuas.

História da igreja de Orsanmichele:

No século IX, nesta área, existia um oratório dedicado a San Michele rodeado por um jardim, daí o nome San Michele in Orto ou Orsanmichele. Depois de ter sido durante muito tempo um convento beneditino, no início do século XIII tornou-se sede municipal do mercado de cereais. Em 1284, Arnolfo di Cambio construiu uma grande loggia usada para comércio de grãos, que ganhou importância em 1290, quando uma imagem de Nossa Senhora foi afrescada em seu interior.

A  madonna pintada era venerada por muitos florentinos que a consideravam milagrosa, por isso, com o tempo, a loggia foi usada como local de culto e transformada em igreja. O complexo monumental, com suas formas retangulares,  apresenta arquitetura gótica tardia e testemunha a transição entre a Idade Média e o Renascimento florentino.

A chamada “Virgem do Trigo” acaba por ser um prenúncio de milagres e logo se forma uma irmandade para difundir o seu culto. A partir desse momento começou a vida dupla de Orsanmichele: lugar de comércio e oração.

Devido a um incêndio no início de 1300, a estrutura foi restaurada. Foi em 1337 que começou a reconstrução, onde se formou a maravilhosa estrutura que ainda hoje podemos admirar. As obras terminaram no ano de 1404.

Igreja de Orsanmichele

Em 2024 a Igreja de Orsanmichele foi reestruturada e ganhou nova iluminação, depois de mais de um ano fechada ao público

Graças ao novo layout, alguns afrescos que decoram o interior da igreja, antes cobertos,  foram restaurados e agora podem ser admirados. Foi também  realizada a  limpeza do espetacular tabernáculo de mármore  de Andrea Orcagna, realizado em meados do século 14.

Igreja de Orsanmichele

O tabernáculo de mármore  de Andrea Orcagna, uma das maiores  obras-primas do artista

Igreja de Orsanmichele

 

Museu 

No primeiro e no segundo andares encontra-se o museu,  onde estão conservadas 13 das 14 estátuas que decoram este magnífico complexo.

Museu de Orsanmichele

São obras originais feitas pelos maiores escultores do Renascimento florentino, como  por exemplo Lorenzo Ghiberti , Donatello, Andrea del Verrocchio e Giambologna. Confira neste post mais detalhes sobre o museu.

Essas estátuas foram realizadas principalmente  no século 14 , quando foi decidido que as guildas medievais (que seriam corporações ou associações ligadas  às profissões) mais influentes da época iriam decorar a parte externa da igreja  com estátuas de seus santos padroeiros.

 

igreja de Orsanmichele

As estátuas que vemos nas áreas externas do prédio são cópias e aqui no museu estão conservadas 13 das 14 obras originais

 

Complexo de Orsanmichele

Via dell’Arte della Lana –   Firenze

Valor do bilhete (igreja e museu): 8 euros

Aberto todos os dias, exceto às terças

*os horários e valores podem variar de acordo com a época do ano

 

Giotto, artista medieval e arquiteto toscano

Giotto di Bondone, conhecido como Giotto, nasceu em Colle di  Vespignano, na região do Mugello, ao norte de Florença, provavelmente no ano de 1267. De família de agricultores, foi pintor e arquiteto e uma das grandes figuras da arte italiana.

Giotto

Giotto foi inovador na arte e um dos maiores pintores italianos, além de ser um arquiteto famoso (internet)

Giotto, um dos  mais importantes artistas de época medieval, transformou a linguagem figurativa da pintura e foi o primeiro artista a retratar  sujeitos de forma mais humana e natural, conquistando a admiração de seus contemporâneos.  Graças ao seu estilo de pintar, deu um sentido completamente novo aos conceitos de cor, espaço e volume. A sua arte marca a passagem da Idade Média ao Humanismo e sua pintura levou a uma grande revolução na arte figurativa, inspirando  artistas do Renascimento. 

Segundo relatos, Giotto  conseguia desenhar à mão livre um círculo perfeito.

Sobre Giotto

Giotto di Bondone nasceu de uma família de camponeses que  transferiu-se  para Florença quando ainda era pequeno.  Em Florença Giotto foi notado pelo já conhecido Cimabue. Devido à habilidade demostrada, o artista convidou o garoto para frequentar a sua bodega do artista em Florença.

Depois do casamento em 1287 com Ricevuta  di Lapo del Pela – com a qual  teve oito filhos – Giotto abriu seu ateliê em Florença. O seu talento inovador ficou evidente desde o início: o naturalismo dos seus temas superou os trabalhos bizantinos e a arte abstrata, que eram dominantes na época. O pintor foi chamado para trabalhar em outras cidades importantes, como Assis, Roma, Nápoles e Pádua.

Uma de suas maiores obras-primas é o Crucifixo de Santa Maria Novella, que terminou provavelmente em 1295.

Giotto

Por volta de 1290-1295, Giotto criou a esplêndida e grande cruz da Basílica de Santa Maria Novella

 

O crucifixo da igreja de Ognissanti,  atribuído ao artista, foi realizado entre 1315 e 1320

No final do século 13 Giotto se divide entre Assis e Roma e nessa época atingiu seu máximo esplendor e tornou-se um artista muito apreciado,  tanto que superou seu mestre Cimabue e é inclusive citado por Dante Alighieri  “Ora Giotto ha il grido“. 

Em Assis realizou os afrescos na Basílica Superior com “Histórias de São Francisco” e passou a viajar por algumas cidades, com passagem por Florença em 1300. 

Giotto

Em Assis: o ciclo de afresco divide-se em 28 painéis, que descrevem a vida de Francisco de Assis da juventude à morte

Entre 1303 e 1305 esteve em Pádua para realizar os afrescos na Capela Scrovegni, uma obra-prima inestimável da pintura italiana. O ciclo de afrescos foi criado em apenas dois anos.

 

cappella-degli-scrovegni

A Capela Scrovegni foi construída na antiga Arena Romana por uma rica família de banqueiro, os Scrovegni.  Encarregado por Enrico Scrovegni,  o pintor florentino Giotto realizou os trabalhos que duraram cerca de  2 anos

Depois que retornou para Florença  pintou uma de suas mais importantes obras, a “Maestà”, no Museu Uffizi, que havia sido colocada inicialmente na igreja de Ognissanti.

A obra representa perfeitamente o estilo inovador do artista com volumes e formas plásticas e contrastes claro-escuro (1306)

Entre 1320 e 1325, trabalhou nas capelas de famílias ricas de Florença, como a Cappella dei Bardi e a Cappella dei Peruzzi em Santa Croce.

Ele foi chamado a Nápoles por Carlo D’Angiò por volta de 1327, onde passou um período de estudos e trabalho.

Em 1334 retornou para  Florença quando foi nomeado mestre construtor da Opera del Duomo em Florença. Nessa época começaram as obras de construção da torre do sinos, que leva o nome dele, apesar de não ter conseguido terminar a obra.  

Giotto não foi apenas um grande pintor, mas também um arquiteto renomado, é de sua autoria a parte inferior do Campanário, que leva seu nome

 

Infelizente algumas  obras de Giotto foram perdidas ou destruídas . Algumas encontram-se em Nova York e em Paris, no Louvre.

Giotto morreu em Florença em 8 de janeiro de 1337.  Seus restos mortais estão conservados em Santa Reparada, onde está a catedral de Santa Maria Novella.

 

O Corredor Vasariano reabre dia 21 de dezembro de 2024

 

Giorgio Vasari, o pai da história da arte

Giorgio Vasari  é considerado o primeiro historiador moderno de arte. Ele foi um dos mais importantes e ecléticos artistas do século 16.  Em 2024 celebra-se  os 450 anos de sua  morte.

Vasari-Uffizi

Vasari é conhecido por ser o primeiro historiador da arte da era moderna e o pai do termo ‘Renascimento’. Obra atribuída à Jacopo Zucchi, Galeria degli Uffizi

Vasari nasceu em 1511 em Arezzo, onde formou-se com o artista francês Guillaume de Marcillat. Ele foi pintor, arquiteto e  escritor e uma das personalidades mais influentes do cenário artístico do alto renascimento europeu.

Vasari chegou em Florença no ano de 1524 e colaborou inicialmente com Andrea del Sarto, sendo que   poucos anos depois introduziu-se na corte dos Medici e ainda jovem,  com pouco mais de 20 anos, realizou  o retrato do Duque Alessandro de’ Medici.

Aliás, na cidade berço do Renascimento, sua vida  esteve estreitamente  ligada à poderosa família  Medici  durante longos períodos, principalmente colaborando com Cosimo I de’ Medici, que tornou-se o primeiro Grão-Duque da Toscana em 1569.

Vasari  faleceu em 1574 deixando um importante legado que até hoje é consultado: “Le Vite”  ainda é considerada uma das principais fontes de informação sobre as biografias dos artistas do Renascimento italiano, bem como o primeiro documento que exalta a importância do período a partir do século 15, o momento  de “renascimento” da arte, em contraste com a Idade Média.

 

Casa Vasari – Um lugar mágico mas  escondido na cidade de Florença é a  casa  onde o artista viveu nos últimos anos de sua vida.  Inicialmente Vasari morou no local de aluguel, até que recebeu de Cosimo I de’ Medici, para quem realizou uma série de trabalhos, o prédio como  doação.

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Afrescos na Sala Casa Vasari, sua residência, nas proximidades da praça Santa Croce.  Os afrescos que foram  restaurados em 2011

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Na faixa superior  das paredes da sala ele retrata os 13 grandes pintores, que foram seus professores e suas referências,  como Michelangelo, Leonardo, Rafael e Andrea del Sarto

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Seu ateliê funcionava no térreo e o edifício ainda preserva inalterado o Salão Nobre, um lindo e grandioso ambiente repleto de  afrescos, realizados por Vasari e colaboradores.

Essas obras representam toda a história de Giorgio Vasari, que foi um grande artista, pintor e arquiteto

As pinturas foram realizadas na segunda metade do século 16 e  estão entre os últimos trabalhos do artista.  A Casa Vasari, que é aberta ao público, fica em Borgo Santa Croce, a poucos passos da Catedral de Santa Croce, em Florença.
Locais onde podemos conferir o importante legado artístico de Vasari em Florença: 

–  Palazzo Vecchio

O Salão dos 500 e alguns ambientes do Palazzo Vecchio,

Salão dos 500, no Palazzo Vecchio: no teto, 39 painéis com imponentes molduras douradas  pintados por Vasari e seus colaboradores que contam episódios  importantes da vida de Cosimo I

 

Quartiere degli Elementi

No Palazzo Vecchio Vasari realizou no Salão dos 500,  no Studiolo di Francesco, no  Quartiere di Eleonora, Quartiere degli Elementi e a Sala Leão X.

Vasari contribuiu também com obras  arquitetônicas grandiosas em Florença, como o Museu Uffizi, inicialmente construído à pedido de Cosimo I de’ Medici para abrigar os escritórios administrativos da Toscana.
Corredor Vasariano

O prédio onde está o Museu Uffizi é uma obra de Vasari e começou a ser construído em 1560

Corredor vasariano

O Corredor Vasariano, que passa sobre a Ponte Vecchio, é um dos notáveis trabalhos deixados pelo pintor, arquiteto e historiador da arte

  –  Igreja Santa Croce
Vasari foi um artista muito importante para a evolução da basílica, realizando importantes intervenções arquitetônicas e decorativas, além do projeto do túmulo monumental de Michelangelo, considerado uma das obras mais emblemáticas do complexo.

A tumba monumental  onde está enterrado Michelangelo Buonarroti: verdadeira  obra-prima, realizada em mármore branco de Carrara

O maravilhoso cibório dourado, custodiado na Capela Bardi di Vernio

A Última Ceia, no cenáculo de Santa Croce

  – Basílica de Santa Maria del Fiore
No interior  da cúpula, o ciclo de afrescos “Juízo Universal”, que começou a ser pintado por Vasari em 1572 e concluído por  Zuccari em 1579.

Interior da cúpula do Duomo, com pinturas realizadas por Vasari e Zuccari, uma das maiores pinturas da historia da arte:  3.600 m22 de superfície

– A Loggia del Pesce
Realizada entre 1567 e 1569 na Piazza dei Ciompi, a Loggia del Pesce  também é de sua autoria, sob encomenda de Cosimo I’ de Medici. A área destinava-se a abrigar os vendedores de peixe e carne que, com a construção do Corredor Vasari,  seriam transferidos para o local.
A contribuição de Vasari é fundamental para referências a obras de arte e para reconstruir o percurso artístico e estilístico de pintores e escultores.
Seus textos na obra “Vidas” estão na base do conceito de “maneirismo”,  pois  é o próprio Vasari quem fala de um “modo”, em referência ao estilo de um  artista.

Capela dos Magos, obra-prima da pintura renacentista em Florença

A Capela dos Magos é  a primeira capela autorizada em um palácio privado de Florença. Fica no Palazzo Medici Riccardi , a primeira residência da família Medici em Florença.   A capela é o único ambiente realizado na época em  que os Médici habitavam no palácio.

Capela dos Magos: o ciclo de afrescos é de autoria  de Benozzo Gozzoli  e  é um dos maiores tesouros do Renascimento desse período

A “Cappella dei Magi” é a primeira capela autorizada em um palácio privado de Florença e  fica no primeiro andar do palácio Medici Riccardi,  que foi projetado por Michelozzo em 1444,  sob encomenda de Cosimo Il Vecchio.
O ciclo de afrescos da Capela dos Magos foi realizado por  Benozzo Gozzoli, que iniciou os trabalhos em 1459. Os afrescos  representam a Cavalgada dos Reis Magos e  era uma alusão ao cortejo de 1439 em ocasião do Concílio de Florença.
A obra de Benozzo Gozzoli  é um dos maiores tesouros do Renascimento desse período.
O conjunto de personagens ilustres representados na procissão, com integrantes da família Medici, como o jovem Lorenzo “O Magnífico”,  seu pai Piero e  seu avô Cosimo Il Vecchio, além de  políticos e figuras influentes da época, em uma paisagem de conto de fadas, com animais exóticos e  tanto detalhes que ainda hoje surpreendem todos os visitantes, tinham um único grande propósito: celebrar a magnificência da casa dos Médici.

A capela tem duas entradas: uma privada, utilizada pela família, e outra pela parte do pátio, para receber os hóspedes.
Essa era a pequena capela particular da família,  inclusive esse  é o único ambiente realizado na época em  que os Médici habitavam no palácio.  Imaginem poder estar frente a frente com esses belíssimos desenhos que adornam a capela desde meados do século 15?

O ciclo de afrescos foi realizado por  Benozzo Gozzoli, que iniciou os trabalhos em 1459

 

A riqueza de detalhes dos afrescos

Artesanato artístico em Florença

Em Florença, arte e artesanato sempre andaram  lado a lado. A capital toscana conta com  uma grande diversidade de ateliês em plena atividade. O artesanato artístico é um dos principais orgulhos da cultura florentina!

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Artesanato artístico: uma tradição transmitida de geração em geração durante séculos

Na cidade berço do Renascimento,  o artesanato artístico é uma atividade em pleno vapor! Aqui mãos habilidosas forjam o ouro, bordam tecidos preciosos, entalham molduras,  esculpem objetos, fundem o ferro,  desenham estampas e criam peças em couro.
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Experiência, precisão e uma boa dose de paciência são as características que um bom artesão deve possuir

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Florença é uma das maiores expressões da cultura e da arte italiana. A cidade também esconde um lado que muitas vezes não é  logo percebido aos olhos dos turistas.
Nas ruelas estreitas do centro existem muitos ateliês de artesãos que criam objetos únicos feitos à mão,  com cuidado e atenção. O artesanato florentino é um dos mais lindos e apreciados do mundo, é um dos orgulhos da cidade!
Acrescentar um significado especial e um valor sentimental à sua compra faz toda a diferença!  São os valores do cuidado, da qualidade e da exclusividade.

Cerâmica, ourivesaria, papel, couro, trabalho em pedra dura e numerosos outros artefatos: em Florença a expressividade artística em diversos setores

Ao optar por comprar numa destas lojas, estará também a contribuir para a preservação de uma tradição que tem poucos iguais noutras partes do mundo: a do alto artesanato florentino

Se pretende combinar uma visita à cidade com um tour  à descoberta desses endereços, me escreva para que possamos ir juntos visitar os artesãos: grazieateblog@gmail.com
Em Florença acontece  anualmente a Mostra Internacional do Artesanato, na Fortezza da Basso.

10 motivos para visitar a Basílica de Santa Croce

Florença tem igrejas lindíssimas e imperdíveis e a Basílica de Santa Croce ocupa o topo da lista!  Construída no final do século 13,  é a maior basílica franciscana do mundo e considerada o panteão de Florença.

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A igreja de Santa Croce é  conhecida como o “Templo das Glórias  Italianas”  e abriga inúmeras capelas lindamente decoradas por renomados artistas e dedicadas às famosas famílias florentinas que financiaram a construção dos monumentos funerários.

Vou enumerar aqui 10 motivos para você visitá-la:

1 –   Na Santa Croce estão  os túmulos de personalidades como Michelangelo, Leonardo Bruni, Ugo Foscolo, Lorenzo Ghiberti, Galileo Galilei e  Nicolau Maquiavel.

Santa-Croce

2 – Existem na igreja quase  300  tumbas, no chão e nas paredes

3 – Maravilhoso ciclo de  afrescos na capela Bardi, realizados por Giotto  na primeira metade do século 14

4-  Na igreja estão as primeiras tumbas “humanistas” nas paredes não apenas para os homens da igreja

5 –  A igreja conserva o modelo de estátua que serviu para a Estátua da Liberdade de Nova York. E a que temos em Florença foi realizada por Pio Fede,  inspirada na estátua de Pacetti, no Duomo de Milão

6 –   Cenotáfio de Dante Alighieri. O poeta está enterrado em Ravenna, onde morreu

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7 – Aqui surgiu a Síndrome de Stendhal ,  no século 18,  quando o escritor francê Marie-Henri Beyle , conhecido como Stendhal,  estava contemplando  a Capela Niccolini

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8 – A igreja conserva,  na Capela Bardi di Vernio,  um lindo cibório dourado realizado por Giorgio Vasari no século 16

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9 –  Crucifixo de madeira realizado por Donatello no início do século 15

10  –  Púlpito de mármore realizado por Benedetto da Maiano no século 15 com histórias de São Francisco

Santa-croce

 

É impressionante a beleza dessa igreja, concordam?

Basílica de Santa Croce
Piazza Santa Croce, Firenze
A igreja de Santa Croce fica aberta de segunda à sábado,  das 9:30 às 17:30 e aos domingos  das 12.30  às 17:45 (sugiro confirmar no site os horários devido às festividades e feriados)
Valor do ingresso inteiro : 8  euros
Valor do ingresso reduzido (entre 12 e 17 anos): 6 euros
 – A igreja oferece visitas guiadas a pagamento

20 atrações grátis em Firenze

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Porta Romana, antigo acesso de Florença de época medieval

Porta Romana, de época medieval,  faz parte das antigas muralhas de Florença e abre algumas vezes por ano para visitação.   Desde sua fundação, em época romana, Florença era uma cidade protegida por muralhas. Florença, antiga cidade romana  fundada no século I  AC, ocupava uma área entre a atual Piazza del Duomo e a Piazza Santa Trinita e sua área central era na Praça da República e as muralhas  foram criadas com a própria cidade.

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Início do percurso, perto do Viale Petrarca, definido como exclusivo, pois é o único ainda transitável em toda a muralha da cidade florentina

Florença já chegou a ter seis circuitos  diferentes,  sendo que o último é de meados do século 16.  Grande parte das muralhas  foram demolidas durante o século 19 para criar as avenidas, quando Florença foi capital da Italia, entre 1865 e 1871, deixando apenas  algumas portas de acesso principais. E na área do Oltrarno, ainda é visível e bem preservada.

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Porta Romana era a porta de saída para Siena e Roma

A Porta Romana,  ao sul da cidade, foi construída entre 1328 e 1331,  e tem 17 m de altura. Depois da Porta San Frediano, é a maior da cidade.

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A obra em mármore de Michelangelo Pistoletto se chama “Dietrofront”, com duas mulheres: uma olha o passado e a outra o futuro: em direção à Roma

História sobre as muralhas da cidade

Depois de superada uma crise  que havia reduzido a população no século VI  levando, consequentemente,  a cidade a reduzir  o circuito das muralhas,  no início do século X a cidade precisou ampliar seu círculo e ganhou um terceiro circuito de muralhas, que seguia em parte a antiga rota romana e chegava pela primeira vez às margens do Arno.

Um quarto círculo de muralhas foi iniciado em 1078, quando Florença era  uma cidade de 20.000 habitantes. Dessa vez as novas muralhas também incluíam a Piazza del Duomo, mas não os bairros além do rio.

Porta

Com a expansão económica e demográfica da cidade, que se tornou uma potência econômico-financeira  em toda a Europa ,  a partir da segunda metade do século 13,  um novo circuito  de muralhas foi construído.

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Na primeira metade do século 14,  um ambicioso projeto urbano contou com a participação de grandes arquitetos como Arnolfo di Cambio, Giotto e Andrea Pisano.  Devido a diversas interrupções devido às guerras e combates, as muralhas foram concluídas apenas em 1333. Era uma das maiores e mais poderosas da época: na verdade, tornou-se uma das mais formidáveis ​​muralhas fortificadas da Europa. As muralhas foram também dotadas de fosso em vários locais, alimentado na parte norte pelas águas do Mugnone, pequeno afluente do Rio Arno.

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Na parte interna da Porta Romana, em visita guiada promovida pela associação Muse

 

Quando Florença foi eleita capital da Itália, em 1865,  foram demolidas parte das muralhas da cidade a norte do Arno para criar, ao longo do seu percurso,  as chamadas “avenidas circulares”.  A Porta al Prato, a Porta San Gallo, a Porta alla Croce, a Torre della Zecca Vecchia e a Torre della Serpe permaneceram de pé, e no Oltrarno,  quase totalmente intactas, mesmo que com alguns trechos  demolidos, Porta San Frediano, Porta di San Miniato e a Porta di San Niccolò  e Porta Romana.
Firenze

Curiosidade: em época medieval, quando Florença era protegida por muralhas,   a cidade era acessível apenas em  horários estabelecidos para a abertura das portas da cidade.  Os portões da cidade  eram fechados à noite e reabertos na manhã do dia seguinte

A Porta Romana é visitável em ocasiões especiais. Realizei o tour promovido por Muse Firenze.