
Nonos da Itália – 2


Firenze não é uma cidade barata e o momento delicado da economia brasileira altera os ânimos dos turistas de viagem marcada e preocupados com a diferença cambial. Mas nem tudo está perdido: é possível fazer programas super bacanas e interessantes por aqui sem gastar muito. Inclusive existem muitas atrações na cidade completamente grátis. Antes de enumerá-las é imprescindível frisar que Firenze é um museu a céu aberto. Difícil de acreditar, mas você pode, sim, conhecer inúmeros pontos turísticos na capital do Renascimento sem precisar botar a mão na carteira. Preparei um post com um roteiro bem interessante com 20 atrações grátis em Firenze. Vamos lá:
7 – Visitar o Mercado Central de San Lorenzo – este é um enorme mercado com bancas de legumes, frutas, temperos, carne, pão e queijo, onde na parte superior funciona um moderno espaço enogastronômico com o melhor e mais tradicional da culinária toscana. Em minha opinião, um passeio imperdível! Já falei deste mercado neste post aqui.
11- Feira de antiguidades– existem muitas feiras espalhadas pela cidade. A que acontece na Fortezza da Basso no quarto domingo do mês é uma das minhas preferidas. Saiba mais aqui.

19- Conferir streetart– A streetart em Firenze revela-se em todos os cantos da cidade. Os visitantes ficam fascinados por poderem conferir artistas que fazem os desenhos nas calçadas, pintores emergentes que colorem os muros e os que se aventuram a retratar em telas a arquitetura e cenas da cidade. Para saber mais sobre a arte de rua na cidade clique aqui.
20 -Dependendo da época que vier, você poderá visitar museus gratuitamente– os museus cívicos de Firenze oferecem entrada gratuita . São eles Museu Di Palazzo Vecchio, museu Novecento, museu Stefano Bardini, Fondazione Salvatore Romano e museu de Santa Maria Novella. E os museus estatais são grátis todo primeiro domingo do mês ” Domenica al Museo”, como Uffizi, Accademia, Bargello, Cappelle Medicee, Palazzo Pitti, Galeria D’arte Moderna. O próprio site dos museus estatais aconselha telefonar para saber horários, que podem variar de acordo com a época do ano. Aqui no site você tem a lista completa e os telefones.
Florence for free– existem 2 tours que saem da estação Santa Maria Novella às 11 e as 14horas , em inglês. Duração : cerca de 2 horas o renassance. Tour grátis pela cidade. Clique aqui para mais informações.
Este post faz parte da blogagem coletiva da RBBV (Rede Brasileira de Blogueiros de Viagem). Confira nest post aqui dicas de programas grátis não apenas em outras cidades italianas mas também no exterior.
Venha passear comigo em Florença. Envie um email para grazieateblog@gmail.com para mais detalhes
Assim como a maioria das cidades universitárias, Urbino, na região Le Marche (Marcas, em português), tem uma atmosfera descontraída e um ritmo envolvente. A cidade é bem pequena e tranquila, tem pouco mais de 15 mil habitantes. Cheia de ladeiras, com lojinhas de artesanato, barzinhos e restaurantes bacaninhas, seu fascínio está, principalmente, em seu cenário renascentista preservado por séculos. Urbino é um dos centros artísticos e turísticos mais importantes da Itália e foi construída para ser a cidade ideal do Renascimento. O pequeno burgo fica na região de Montefeltro, província de Pesaro-Urbino. Foi ali que nasceu o artista Raffaello Sanzio, um dos mais célebres pintores e arquitetos do Renascimento.

A natureza que a circunda faz contraste com suas construções seculares em pedra. A cidade é bem organizada, sossegada e os moradores são simpáticos e gentis. E mais uma forte razão para você visitá-la: não faz parte das principais rotas turísticas italianas.

História – A cidade deve muito do que é a Federico di Montefeltro. Ele assumiu o governo de Urbino com apenas 22 anos e durante o seu reinado, de 1444 a 1482, fez com que a sua cidade se tornasse um importante centro econômico e cultural do Renascimento. Nobre culto e de bom gosto, o duque queria que a sua cidade superasse em beleza tantas outras residências senhoris da época e queria transformá-la na cidade ideal do Renascimento. Ele incentivou muitos artistas plásticos e patrocinou a formação do pintor Rafael Sânzio.

Tudo em torno ao Palácio Ducale, a maior atração da cidade. Na foto maior parte da igreja, depois a praça Duca Federico que possui em seu redor alguns bares e restaurantes e Oratório Di San Giovanni visto da janela do Palazzo Ducale


O Pátio do Palácio Ducale, que é um dos mais interessantes exemplos arquitetônicos e artísticos do Renascimento. O duque Federico di Montefeltro era amante das artes e da literatura e investiu no mecenato cultural hospedando aqui no palácio os artistas e dando-lhes possibilidade para trabalhar.

Acima, a notável obra a Cidade Ideal, depois A Flagelação de Piero della Francesco e por último a obra Santa Caterina, de Raffaello Sanzio

A Catedral Santa Maria Assunta, vista da piazza do Rinascimento

A Piazza della Repubblica, repleta de bares e cafés, é outro ponto movimentado da cidade

Raffaello Sanzio nasceu em Urbino no dia 6 de abril de 1483
Casa de Raffaello – na foto abaixo está a casa onde nasceu o pintor, em 1483. Fica no centro numa rua que concentra muitos artesãos. O artista viveu ali os primeiros anos de seu treinamento artístico na escola de seu pai, Giovanni Santi, também pintor reconhecido, que atuava na corte de Federico de Montefeltro.

Uma das atrações da cidade é visitar a casa de Raffaello, que fica na via Raffaello, 57. O ingresso custa 3,50 euros
Depois da morte de Rafael, a casa passou aos herdeiros Ciarla e Vagnini, que as dividiu entre eles. Em 1635, o arquiteto de Urbino Muzio Oddi, que morava ao lado, comprou uma parte da antiga residência e restaurou o edifício, anexando-o à sua casa. Em 1873 o prédio foi adquirido pela Academia Raffaello que ganhou vida graças ao patrocínio do nobre londrino John Morris Moore.


Afresco realizado por Rafael provavelmente em 1497 e conservado na Casa Raffaello, Madonna con il Bambino
Raffaello Sanzio – Raffaello (1483 – 1520), está entre os artistas italianos mais famosos do mundo. Raffaello passou sua infância nessas redondezas e formou-se na bodega de seu pai, artista que trabalhava para Federico di Montefeltro. Suas obras estão presentes em várias cidades italianas, como Roma e Florença. Muitos museus internacionais também possuem algumas pinturas do mestre. Rafael retratou a estetica renascentista e fez diversas pinturas de madonas, com toque de sofisticação e notável expressão da anatomia humana.
No Museu Uffizi existe uma sala dedicada ao pintor, onde estão preservadas algumas obras muito significativas. As obras de Rafael estão expostas também na Galleria Palatina do Palazzo Pitti. Rafael viveu 4 anos na cidade, entre 1504 e 1508. Rafael morreu em Roma, no auge de sua carreira, no dia 6 de abril de 1520, dia em que completaria 37 anos. Ele foi enterrado no Panteão.

Agnolo Doni e Maddalena Strozzi (1504 e 1506), também no acervo do Museu Uffizi
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Siena é uma espetacular cidade medieval que eu sempre aconselho aos visitantes que escolhem a Toscana como meta turística. Além de ser uma cidade rica histórica e culturalmente, a sua posição estratégica é excelente base para quem quer rodar pelo interior e desbravar os minúsculos vilarejos tranquilos e encantadores da Toscana. Já estive em Siena várias vezes e em cada visita me surpreendo e descubro novos cantinhos para admirar.
Siena é a cidade do Palio, a corrida de cavalos sem sela que acontece na magnífica Piazza del Campo, onde você certamente vai alcançar mesmo num passeio sem rumo pela cidade. É ali na praça que podemos perceber a verdadeira alma da cidade e admirar seus diversos monumentos.

A cidade oferece excelentes restaurantes tradicionais e outros mais contemporâneos – inclusive nas proximidades da Piazza del Campo -, lojas bacanas e barzinhos badalados. A Universidade de Siena, que é uma das mais antigas da Europa, contribui bastante para a vibrante atmosfera da cidade
O Palio de Siena – O Palio é uma competição que acontece duas vezes por ano: 2 de julho e 16 de agosto, desde o século 13. Sao 17 os bairros participantes, conhecidos como contradas. As contradas são as seguintes: Aquila, Bruco, Chiocciola, Civetta, Drago, Giraffa, Istrice, Leocorno, Lupa, Nicchio, Oca, Onda, Pantera, Selva, Tartuca, Torre e Valdimontone.
Quem já esteve na enorme Piazza del Campo – que é em forma bem característica e em pendência – deve ter percebido essa energia contagiante do lugar!!! A praça é circundada de bares, lojinhas e restaurantes. Ali no centro jovens, enamorados, crianças e famílias inteiras se sentam para descansar, curtir e contemplar. Vale também fazer um piquenique com panino e um copinho de Chianti. Um programinha super simples que pode ser o ponto alto de sua visita à cidade!

Um dos símbolos da cidade é a Torre del Mangia , construída entre 1338 e 1348
É na piazza del Campo que fica o Palazzo Pubblico, onde se ergue a Torre del Mangia, com seus 88 metros, de onde é possível apreciar toda a cidade – após superados os seus 400 degraus (o bilhete para subir custa 8 euros). Eu ainda não subi na torre mas está entre uma das atrações que quero fazer na próxima visita à Siena.
O Palazzo Pubblico abriga também o Museo Civico, com suas 14 salas e seus preciosos afrescos e obras de arte medievais e renascentistas. O ingresso para visitar o museu custa 8 euros e se quiser adquirir também com o ingresso subir a torre você vai pagar 13 euros para as 2 atrações.
É bem fácil explorar Siena pois a cidade é pequena. Passeie sem uma meta estabelecida e deixe-se surpreender com as construções dos prédios, casas-torres e praças do centro histórico, que ainda conservam características medievais.
O centro histórico de Siena foi classificado pela Unesco como Patrimônio da Humanidade.

O Duomo de Siena, a Catedral de Santa Maria Assunta
A poucos minutos da Piazza del Campo está o Duomo de Siena. A construção de sua catedral, em estilo românico-gótico, é da metade do século XII. O duomo é constituído de mármore branco e preto e guarda obras de Michelangelo, Donatello, Pinturicchio, Giovanni e Nicola Pisano e Bernini.

A magnífica Catedral de Siena. Nicola e Giovanni Pisano, Duccio di Buoninsegna, Donatello, Michelangelo, Pinturicchio, Domenico Beccafumi e Bernini são alguns dos artistas que contribuíram com admiráveis obras

No pavimento, a loba Capitolinea amamentando os gêmeos Rômulo e Remo , o mais importante símbolo da Roma antiga. As origens da cidade toscana estão relacionadas à lenda romana. Depois que Rômulo matou seu próprio irmão, Aschio e Senio, filhos de Remo, para escapar da ira do tio, fugiram de Roma em direção à Etruria, onde Senio fundou Siena e Aschio a cidade de Asciano
A Biblioteca Piccolomini abriga um precioso ciclo de afrescos que foi realizado por Pinturicchio entre os anos de 1503 e 1508.

A Biblioteca Piccolomini: ciclo que narra dez episódios de vida de Pio II
O Museu dell’Opera del Duomo, bem ao lado da igreja, está inserido na estrutura da Antiga e da Nova Catedral e é um dos mais angicos museus particulares estabelecidos na Italia. Foi fundado em 1869 e no interior existem obras da catedral e das igrejas da diocese, que documentam a história e a cultura artística da cidade de Siena. Bem em frente ao Duomo está o museu Santa Maria della Scala. Este foi um hospital que cuidava de crianças abandonas, pobres e doentes, além de ser um dos primeiros locais a hospedar peregrinos. Antecipe a compra de seus bilhetes, clique aqui.

A cidade é cheia de ladeiras e ruelas estreitas. E é apaixonante, sem dúvidas vai te conquistar: arquitetura exuberante, arte, tradição e gastronomia de qualidade
E é claro que depois de um passeio pela cidade você não vai deixar de experimentar o melhor que a culinária local tem a oferecer. Assim como muitas cidades italianas, Siena oferece uma variedade de pratos típicos. Dentre as opções gastronômicas estão o pici (spaghetti feito a mão), carne da raça Chianina, salames de cinta senese (raça de porco), pratos com tartufo e queijo pecorino. E como doces estão o ricciarelli, cavallucci (preparado com mel e nozes tritada) e o panforte. E é claro, essa é a terra dos vinhos!
De natureza privilegiada, você vai começar a admirar Siena bem antes de chegar até à cidade. Siena é circundada de oliveiras e parreiras e é uma das mais lindas cidades da Toscana. Na área do Chianti, ao norte, entre Siena e Firenze, encontra-se uma das áreas verdes mais espetaculares da Itália e famosa pela produção de vinhos.
Próximas à Siena podemos destacar as pequenas e graciosas cidades de San Gimignano, Volterra e Monteriggioni. Ao sul estão Montalcino, onde é produzido o vinho Brunello e Pienza, terra do queijo pecorino. Em direção ao litoral, na região da Maremma, estão balneários como Castiglione della Pescaia. Por isso disse no começo do texto que Siena pode servir como base para quem quer explorar essas localidades.
Se a sua intenção é fazer um giro pela Toscana, o meu conselho é alugar um carro ao menos para ir conhecer as cidades menores. Não acho necessário durante toda a estadia em Siena (principalmente se o seu hotel for no centro da cidade), já que ali tudo é relativamente perto e é bem complicado conseguir estacionamento na cidade. Muitas excursões de ônibus fazem passeios de bate e volta. Se a sua intenção é participar das degustações de vinho, esta é a melhor pedida. 😉
Siena fica a 70 Km de distância de Firenze e o percurso de carro dura pouco mais de 1h. O percurso de trem dura cerca de 1h47, com troca de trem, geralmente em Empoli. Existe também trem direto e o percurso dura 1h28. Os bilhetes custam € 9,10. Compre aqui aqui o seu bilhete. A questão é que a estação de trem de Siena fica a 2 Km do centro histórico.
O ônibus da Sita faz este trecho e a viagem dura em média 1h35, saindo proximo à estação de trem SMN (fica na via Caterina da Siena, 7). Em Siena o ponto final é na piazza Antonio Gramsci. O bilhete custa € 7,8o se adquirido na estação e 10 euros a bordo. Veja aqui mais detalhes a respeito.
Quer visitar Siena cidade com um guia acompanhante brasileiro? Escreva para grazieateblog@gmail.com
Não deixe de pesquisar as cidades que ficam próximas à Siena que podem te interessar:
Monteriggioni – 14 Km
Montalcino – 41 Km
San Galgano – 33 Km
Pienza – 55 Km
Greve – 45 Km
Panzano – 39 Km
San Gimignano – 42 Km
Volterra– 55 Km
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Entre Firenze e Siena está a pequena Monteriggioni , cidadezinha que se concentra em uma fortaleza e mais parece um castelo desses que estamos acostumados a ver nos filmes. O burgo é minúsculo! Para explorá-lo você precisa estacionar o carro sob as oliveiras e superar a grande porta que dá acesso à cidade. Dali você vai começar a sua aventura explorando a cidade e revivendo o passado através de suas características medievais tão bem conservadas.

O acesso ao pequeno burgo é através de suas portas medievais. O vilarejo foi fundado como função defensiva e aqui na parte fortificada vivem cerca de 45 pessoas
Monteriggioni, província de Siena, representa um dos burgos fortificados mais significativos do território e tem pouco mais de 10 mil habitantes (considerando o comune). Construído entre 1213 e 1219 para ser uma estrutura defensiva, é composto por 14 torres e 2 portas. O burgo sofreu algumas mudanças no século 16 e em 1921, quando 3 de suas 14 torres foram abaixadas ao mesmo nível das muralhas.

Fiz esta foto de dentro do carro, da estrada. De longe avistamos o castelo em forma circular. Essa forma que tem a fortaleza não foi proposital. A construção respeitou a forma original do terreno
O castelo de Monteriggioni fica posicionado sobre as colinas do monte Ala e é circundado de vinhedos e oliveiras, o que rendem o cenário ainda mais bonito! Foi construído no início do século13 pelos seneses para se defenderem dos possíveis ataques dos fiorentinos, seus históricos rivais. São muitas batalhas entre as 2 cidades que por séculos brigaram pelos territórios toscanos.

Monteriggioni é um dos burgos medievais murados mais conhecidos da Itália. É conhecido como a Porta da Idade Média.

Para ver a cidade do alto é possível passear por uma parte das muralhas onde foi constuida uma espécie de passarela. O ingresso custa 2 euros
Dentro da fortaleza existem muitas oliveiras e plantações de frutas e verduras, que na época eram utilizadas para garantir alimento aos habitantes em período das batalhas.

Siena transformou Monteriggioni numa imponente fortaleza para proteger seu território ao norte durante as guerras contra Firenze. As muralhas de Monteriggioni estão praticamente intactas. A fortaleza possui 14 torres
Neste final de semana estive na segunda edição do Cookstock, em Pontassieve. A cidade, que conta apenas com 20 mil habitantes, esteve super movimentada e durante 3 dias pelas suas ruelas e pracinhas muitos stands e food trucks com degustação de produtos típicos de excelência, cooking shows, exposições artísticas e muita música ditaram o ritmo.

Pontassieve é um localidade tranquila que fica a 15 minutos de Firenze. Aqui a igreja de San Martino e as ruas do centro histórico
Adoro as festas de “paese” (como chamam aqui, que significa cidade pequena, ou vilarejo). São famílias inteiras com crianças, jovens e nonnos com o mesmo objetivo: se divertir e saborear as delícias típicas da culinária local. Esses eventos são interessantes pois nos possibilitam absover e conhecer um pouco sobre as tradições e costumes através da gastronomia.

Cooking show – A criativa chef Entiana Osmenseza preparou um prato especial: ravioli di polenta con figos em plena ponte medicea (foto: divulgação Cookstock)
A descontração é o ponto marcante desses eventos, onde a comida de rua de qualidade e o vinho protagonizam momentos de alegria e confraternização.
As ruas da cidade ficaram completamente lotadas! Alguns estabelecimentos colocaram stands nas calçadas, já que as ruas estavam fechadas ao trafego de veículos. E por falar em veículos, os food trucks fizeram o maior sucesso! O de mariscos fritos foi um dos mais requisitados. A espera era longa e desanimadora… (tomara que ano que vem aumentem o numero de food trucks visto o sucesso e o grande movimento registrado).

Da tradição italiana, panini, piadina, pizza, risotto dentre muitas outras gostosuras, que podíamos adquirir seja nos stands, nas estabelecimentos da cidade ou nos foodtrucks, que ficaram na pracinha central da cidade, onde foram colocadas as mesas. Cada um escolhia a sua refeição e dividia o tavolone.

Alguns dos stands: o primeiro com produtos orgânicos e a Km 0, a pizza, que não podia faltar e um stand que vendia vinho e queijo pecorino, que vai muito bem com pera

A schiacciata con l’uva, um doce tipicamente toscano que encontramos principalmente neste temporada da vendímia
Quem simpatiza por programas do tipo não pode perder as “sagras” (festas que acontecem geralmente nas praças ou nas ruas da cidade onde o ponto alto é a degustação de pratos típicos locais) que existem de norte a sul da Itália.
E caso queiram conferir os eventos deste mês de setembro aqui na Toscana, basta clicar aqui.

Lajatico, que fica entre Volterra e Pisa, é de época etrusco-romano sendo que o atual burgo é do século XII

Aqui estamos no Teatro del Silenzio, espaço a céu aberto onde anualmente se apresenta o tenor Andrea Bocelli
O que muita gente não sabe é que o Teatro del Silenzio é um anfiteatro a céu aberto (quando estive visitando o local percebi que algumas pessoas chegavam até ali e perguntavam onde era o teatro, já que no local existe apenas a escultura do artista polonês Mitoraj e alguns blocos de granito). O teatro, que este ano completa 10 anos, tem capacidade para 8 mil pessoas. A estrutura foi inicialmente construída para sediar apenas um espetáculo por ano. Justamente por este motivo chama-se Teatro do Silêncio. Andrea Bocelli lotou o teatro há poucos dias com apresentações que foram muito elogiadas. Os espetáculos acontecem geralmente no final de julho e início de agosto.

As colinas toscanas com ciprestes emolduram o cenário. Os visitantes têm a grata surpresa de poder contemplar toda a natureza da região. A sensação de paz é confortante
Agroturimo, uma forma simples e autêntica de hospedagem
Algumas cidades emanam energia positiva e conseguem transmitir aos visitantes um pouco de boa vibração! E Pietrasanta, província de Lucca, é uma delas. A cidade é pequena mas cosmopolita. Pietrasanta fica entre os Alpes Apuanos e a menos de 3 Km do mar. É reduto de artistas plásticos, artesãos e escultores, é uma das mais famosas cidades de arte da Itália. Em suas ruas moradores, frequentadores e amantes das artes se encontram para trocar ideias, apreciar e apresentar suas obras, seja ela um livro, um quadro ou um vestido com toque artesanal. Pietrasanta é um caldeirão cultural!
A Piazza Matteotti, na entrada da cidade, e a obra “Guerriero”, de autoria do colombiano Fernando Botero. O artista é muito ligado à cidade e tem inclusive um ateliê na cidade.
Pietrasanta tem cerca 25 mil habitantes. De origem romana, foi fundada em 1255 por luca Guiscardo da Pietrasanta, por este motivo o seu nome. O século XV foi de grande importância para Pietrasanta pois foi o período de sua ascensão graças ao mármore. Inclusive foi Michelangelo o primeiro escultor a reconhecer e exaltar a beleza do mármore da região.
Com o surto da malária no séculos XVII e XVIII a cidade sofreu um grande declínio e voltou a reerguer-se graças ao grão duque da Toscana Leopoldo II, que a partir de 1841 iniciou uma campanha para a reconstrução da cidade através da arte criando escolas especializadas na técnica da escultura com o mármore, matéria-prima local. Pietrasanta foi elevada como cidade nobre.
O centro histórico é bem conservado, repleto de galerias de arte e exibições temporárias na praça do Duomo, cuore da cidade. Apesar de pequeno, apresenta muitos monumentos e edifícios históricos.

A fachada em mármore do duomo e a escultura do artista Fabio Viale (verão de 2020)

Interior da catedral de San Martino

O Batistério do Duomo: Oratorio di San Giacinto, na via Garibaldi, a poucos metros da igreja . Foi edificado no início do século 17 e apresenta 2 fontes batismais

Na Piazza Duomo fica a igreja de Sant’Agostino
Outro ponto de interesse é igreja de Sant’Agostino, que tem vista para a praça principal de Pietrasanta, perto do Palazzo Moroni e da Catedral de San Martino, o Duomo da cidade. Junto com o antigo convento em anexo forma o complexo da Igreja de Sant’Agostino, de considerável interesse histórico e artístico. Atualmente abriga a biblioteca municipal e o museu dei Bozzetti, onde são realizados eventos e exposições de arte contemporânea.

O pátio do ex-convento e pátio de Sant’Agostino
O verão é a melhor estação para visitar a cidade, que promove anualmente exposições de artistas de fama internacional não apenas nos museus mas também em suas praças e ruas principais. Este ano a cidade faz uma homenagem póstuma ao polonês Igor Mitoraj, que morreu ano passado e era bastante ligado à cidade. Suas esculturas em bronze estão espalhadas pela pracinha do Duomo, onde o artista adorava circular. São 6 obras em bronze e 2 esculturas em argila.
Lojas de design, ateliês, galerias de arte e boutiques ornamentadas com muita criatividade e bom gosto misturam-se aos inúmeras bares e restaurantes de charme.

Pietrasanta é um destino tranquilo, elegante e uma excelente opção para uma viagem em família. Na pracinha do Duomo muitos artistas de ruas promovem espetáculos nos finais de semana. As crianças se divertem a valer!

Vocação turística – A elegante orla de Marina di Pietrasanta é bonita, organizada e meta requisitada da Versilia durante o verão. Pietrasanta fica a apenas 111 km de Firenze
Para saber mais sobre a Versília, clique aqui.

Arezzo é uma das mais importantes cidades da Toscana. A cidade é repleta de monumentos, igrejas e museus que merecem ser visitados

A Piazza Grande

Esta é a Porta San Lorentino. Neste local a obra etrusca em bronze Quimera , que reproduz um monstro da mitologia grega, foi encontrada durante as escavações destinadas a fortalecer as muralhas da cidade, sob encomenda de Cosimo I de’ Medici, no século 16. Esta é uma copia da obra, a original encontra-se no Museu Arqueológico de Firenze
Foi em Arezzo que surgiu a primeira feira de antiguidades no ano de 1968, inicialmente as barracas ocupavam apenas a Piazza Grande.

O percurso passa por característicos locais do centro histórico de Arezzo. geralmente começa a partir da via Guido Monaco, depois passa pela piazza San Francesco, pela via Cavour e pela magnífica Piazza Grande finalizando em San Donato

O centro histórico é circundado por muralhas que guardam verdadeiros tesouros da arte e da arquitetura. Agora mostro um pouco do que podemos visitar na cidade.
O museu arqueológico e o anfiteatro romano de Arezzo conservam as ruínas da primeira fase da cidade, que é de origem etrusca. Fica na Via Margaritone.

O Duomo de Arezzo, dedicado aos santos Pietro e Donato


Piazza Grande ou Piazza Vasari é a maior praça da cidade e uma das mais bonitas da Itália. Ficou famosa em todo o mundo graças ao filme “La vita è bella”, de Roberto Begnini. Aliás, o ator é um célebres aretinos. Arezzo é a terra natal do renomado artista do renascimento Giorgio Vasari e de Guido Monaco,inventor das notas musicais e do poeta Francesco Petrarca
A Piazza Grande, que é em forma de trapézio, abriga prédios medievais e renascentistas. Aqui acontece a Giostra del Saracino, festa tradicional com disputa entre cavaleiros com roupas típicas e bandeiras. A festa acontece no penúltimo sábado de junho e no primeiro domingo de setembro.

Palazzo dei Priori é a sede da prefeitura da cidade e fica na piazza della Libertà. É uma construção do século XIV (Foto divulgação)

O Palazzo del Podestà, construção medieval

Em estilo gótico, a Basílica de San Domenico, com fachada românica

La vita è bella – Alguns cartazes espalhados pela cidade mostram os locais onde foram filmadas as cenas do filme A Vida é bela.

Piazza della Badia, um dos locais mais características do filme. É aqui que Roberto Begnini cumprimentava a sua amada com “buongiorno principessa”
Arezzo fica entre Firenze e Roma. Saindo de Firenze, o percurso de carro até o centro de Arezzo dura cerca de uma hora, assim como de trem.
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