Monte Cerignone

Monte Cerignone, um pequeno burgo na região Marche

Na área central do Montefeltro, o pequeno burgo de Monte Cerignone, na região Marche, é uma dessas pequenas cidadezinhas  que nos permite  fazer uma incrível  viagem  no tempo nos transportando na Idade Média.

Monte Cerignone

Monte Cerignone ergue-se na Alta Vale do Conca,  sobre uma rocha, está posicionada a 528  m de altitude

 

Com menos de 600 habitantes, o burgo de Monte Cerignone, província de Pesaro-Umbria,  é o  destino perfeito para os amantes do slow travel.
Flanar por suas pequenas ruas e admirar suas construções em pedra é mergulhar no passado e vivenciar uma Itália genuína,  pouco conhecida da grande massa de turistas.

Marche

Caminhando por suas ruelas, passamos pela  Igreja de Santa Caterina, construída pelos Cavaleiros da Ordem de Malta, a  Igreja de Santa Maria del Soccorso, do século 17 e a Igreja Paroquial de San Biagio (padroeiro do vilarejo, festejado a 3 de Fevereiro).
burgo medieval
Monte Cerignone

A bem conservada rocca de Monte Cerignone

 

A principal atração de Monte Cerignone é sem duvidas é a Rocca. Aproveitei para fazer um passeio ao redor da fortaleza, que é aberta para visitação de dia e à noite. Construída no século 12  pelos condes de Montefeltro , foi  ampliada no século 15 pela família Malatesta.

Marche

Monte Cerignone é uma cidade graciosa e muito tranquila. Uma pena que não houve uma política de requalificação  urbana em todas as construções para preservar  o contexto histórico do vilarejo.

Monte Cerignone

Monte Cerignone ocupa posição estratégica para quem curte excursões de montanha entre as verdes e belas colinas de Montefeltro e também para os apaixonados de   mountain bike.  As estradas que circundam o vilarejo passam por campos cultivados, pastagens e encantadoras paisagens  para os admiradores de áreas verdes.  O vilarejo fica a  22  Km de San Marino.

Visitar esses burgos é como fazer parte de um filme de época medieval! Você já teve oportunidade de passear pelos pequenos burgos da Itália?

 

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Porta Romana, antigo acesso de Florença de época medieval

Porta Romana, de época medieval,  faz parte das antigas muralhas de Florença e abre algumas vezes por ano para visitação.   Desde sua fundação, em época romana, Florença era uma cidade protegida por muralhas. Florença, antiga cidade romana  fundada no século I  AC, ocupava uma área entre a atual Piazza del Duomo e a Piazza Santa Trinita e sua área central era na Praça da República e as muralhas  foram criadas com a própria cidade.

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Início do percurso, perto do Viale Petrarca, definido como exclusivo, pois é o único ainda transitável em toda a muralha da cidade florentina

Florença já chegou a ter seis circuitos  diferentes,  sendo que o último é de meados do século 16.  Grande parte das muralhas  foram demolidas durante o século 19 para criar as avenidas, quando Florença foi capital da Italia, entre 1865 e 1871, deixando apenas  algumas portas de acesso principais. E na área do Oltrarno, ainda é visível e bem preservada.

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Porta Romana era a porta de saída para Siena e Roma

A Porta Romana,  ao sul da cidade, foi construída entre 1328 e 1331,  e tem 17 m de altura. Depois da Porta San Frediano, é a maior da cidade.

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A obra em mármore de Michelangelo Pistoletto se chama “Dietrofront”, com duas mulheres: uma olha o passado e a outra o futuro: em direção à Roma

História sobre as muralhas da cidade

Depois de superada uma crise  que havia reduzido a população no século VI  levando, consequentemente,  a cidade a reduzir  o circuito das muralhas,  no início do século X a cidade precisou ampliar seu círculo e ganhou um terceiro circuito de muralhas, que seguia em parte a antiga rota romana e chegava pela primeira vez às margens do Arno.

Um quarto círculo de muralhas foi iniciado em 1078, quando Florença era  uma cidade de 20.000 habitantes. Dessa vez as novas muralhas também incluíam a Piazza del Duomo, mas não os bairros além do rio.

Porta

Com a expansão económica e demográfica da cidade, que se tornou uma potência econômico-financeira  em toda a Europa ,  a partir da segunda metade do século 13,  um novo circuito  de muralhas foi construído.

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Na primeira metade do século 14,  um ambicioso projeto urbano contou com a participação de grandes arquitetos como Arnolfo di Cambio, Giotto e Andrea Pisano.  Devido a diversas interrupções devido às guerras e combates, as muralhas foram concluídas apenas em 1333. Era uma das maiores e mais poderosas da época: na verdade, tornou-se uma das mais formidáveis ​​muralhas fortificadas da Europa. As muralhas foram também dotadas de fosso em vários locais, alimentado na parte norte pelas águas do Mugnone, pequeno afluente do Rio Arno.

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Na parte interna da Porta Romana, em visita guiada promovida pela associação Muse

 

Quando Florença foi eleita capital da Itália, em 1865,  foram demolidas parte das muralhas da cidade a norte do Arno para criar, ao longo do seu percurso,  as chamadas “avenidas circulares”.  A Porta al Prato, a Porta San Gallo, a Porta alla Croce, a Torre della Zecca Vecchia e a Torre della Serpe permaneceram de pé, e no Oltrarno,  quase totalmente intactas, mesmo que com alguns trechos  demolidos, Porta San Frediano, Porta di San Miniato e a Porta di San Niccolò  e Porta Romana.
Firenze

Curiosidade: em época medieval, quando Florença era protegida por muralhas,   a cidade era acessível apenas em  horários estabelecidos para a abertura das portas da cidade.  Os portões da cidade  eram fechados à noite e reabertos na manhã do dia seguinte

A Porta Romana é visitável em ocasiões especiais. Realizei o tour promovido por Muse Firenze.

Viagem de ferry até a Sardenha

Um dos mais cobiçados destinos de férias da Itália é a  paradisíaca ilha da Sardenha.  Recentemente tive a oportunidade de fazer a travessia de Olbia, na Sardenha, até Livorno, na Toscana  para conhecer um dos mais novos ferries da companhia Moby ,  o Fantasy que é um dos maiores e mais sustentáveis do mundo.

A Sardenha fica à oeste da costa italiana e tem uma área de pouco mais de 24.100 Km ²  de superfície e uma costa de 1.849 Km.  Esta ilha é uma mistura de praias selvagens, baías paradisíacas e reservas naturais impressionantes

A Moby é a companhia de navegação líder na Itália no transporte de passageiros e automóveis para as mais bonitas ilhas do Mediterrâneo.  O ferry Fantasy tem um irmão gêmeo, o  Moby Legacy. Lembrando que após o embarque, os carros são estacionados e todos os passageiros se dirigem à outra área, não tendo acesso aos automóveis.

O ferry Moby Fantasy, com capacidade para 3 mil passageiros e 1300 automóveis

 

Meus companheiros de viagem foram Ambra Orazi, food blogger perfil @ilgattoghiotto e o chef e content creator Alessandro Gerbino, do perfil @chezuppa

 

O ferry saiu do porto de Olbia 22h e às 8h iniciamos o desembarque em Livorno

Decoração, equipamentos, cabines e áreas comuns foram concebidos para garantir a melhor travessia, com um qualidade nunca antes vista na Itália, e que combina a excelência  tradicional da Moby com a caraterística de oferecer uma viagem digna de uma cruzeiro, mesmo que  apenas algumas horas.  Serviços de bordo de alta qualidade que  tornam a travessia um verdadeiro momento de lazer, diversão e  descanso. O design das cabines é moderno e todas são equipadas com sistema de abertura com fechadura eletrônica, com abertura com cartões magnéticos e utilização de aplicativo.

 

Cabina interna, que acomoda até 4 pessoas e possuem  banheiro com chuveiro

O Moby Fantasy conta com  441 cabines, internas e externas, e estão divididas em diversas tipologias desde quartos quádruplos até suítes, inclusive  estruturadas para passageiros com deficiência, além de  oferecer a possibilidade para os passageiros  viajarem  na companhia de seus animais de estimação.

 

O Fantasy tem vários ambientes e conta dois bares, sendo que um deles fica na área  na área externa. A oferta gastronômica é grande: no total são 7  opções diversificadas,  desde  delicatessen até um restaurante à la carte, com  excelentes propostas.  «Gusti Giusti» é um novo conceito de propostas gastronômicas, com grande variedade, onde tudo é preparado na hora.

 

Antes do jantar, experimentamos alguns drinks e uma tábua com uma variedade de queijos e presuntos do bistorta Mascalzone Latino

A oferta gastronómica é qualitativa e inovadora. Pudemos visitar todos os  espaços e conhecer as propostas de todos os ambientes.

O elegante restaurante  com cozinha aberta do Moby Fantasy

O restaurante à la carte Grill é um ambiente requintado e confortável onde o passageiro encontra, na entrada,  uma vitrine de carnes selecionadas e uma adega.

 

A recepção do Moby: acessível a partir dos elevadores e da escada rolante, toda a área dedicada à recepção a bordo apresenta  sofás e poltronas. O Moby oferece também uma área dedicada às crianças e uma sala de jogos

As principais rotas da Moby são Sardenha, Corsega, Sicília e Elba. Para mais informações, entre no site do Moby e comece a  programar a sua viagem!

 

  • Realizei a travessia Olbia –  Livorno à convite da Moby

As emoções de viagem em um perfume

Já imaginou transformar em um  perfume as emoções de  uma viagem?  Que tal criar uma fragrância que pode te conectar aos momentos vivenciados em seu passeio?   Graças à   proposta da Ephemera, você pode criar seu próprio perfume, adaptado à sua personalidade, e levar pra casa uma recordação de Florença feita sob medida, por você e pra você!

 

Experiência inesquecível: criar um perfume sob medida em um dos lugares mais lindos de Florença!

Eu criei a minha própria fragrância numa agradável tarde ensolarada deste início de primavera, circundada pelo colorido  de flores frescas,  com o harmonioso som da harpa, no menor hotel do mundo e  tendo como cenário um dos maiores cartões-postais da cidade, a Ponte Vecchio!

A Ephemera oferece essa magnífica experiência no Golden View Suites, o menor hotel do mundo, a poucos metros da Ponte Vecchio

 

O elegante apartamento Golden View , que tem um terraço panorâmico de tirar o fôlego!

Ah, e já que estou falando desta location fantástica:  saibam que é possível vivenciar a experiência de criar o perfume sob medida no Golden View Suite e pernoitar nesse encantador apartamento, à beira do Rio Arno, com vista para o museu Uffizi e para a Ponte Vecchio.

Nossa experiência contou com a jovem e talentosa harpista Irene Cencetti: momento mais que especial, repleto de emoção, do início ao fim!

 

Cada pessoa  participa ativamente de todos os processos de criação do perfume. Vivenciei essa experiência em companhia de mais 5 pessoas

A experiência é guiada por um profissional, e quem nos apresentou a esta fascinante  processo de realização do perfume  foi   Manuela Ricci Bocciolini,  uma verdadeira artista olfativa, que com sabedoria, delicadeza e maestria, nos ajudou a mergulhar nesse incrível universo para dar vida a uma sinfonia de aromas.

Descobrindo a linguagem dos perfumes e o tesouro de ingredientes preciosos que a natureza oferece.

Existem várias famílias olfativas, que são, por exemplo as cítricas, florais, orientais, amadeiradas. E as fragrâncias são compostas por uma combinação de diversas notas olfativas, que se dividem em três categorias principais: notas de cabeça, de coração e de fundo. Para o resultado ideal é preciso misturar e combinar as notas perfeitas.

 

Teve até um brinde com vinho rosé da enoteca do restaurante Golden View

 

Esse é o perfume que criei: Festina Lente, que significa “Apresse-se lentamente, com prudência”

 

Cada fragrância conta uma história única. A criação de um perfume é a conexão a algo grandioso, é  a transcendentalidade do momento, é uma viagem fascinante!

Você já sonhou em ter um perfume exclusivo que reflete a sua personalidade? Venha vivenciar essa experiência em momentos multissensoriais

Essa é uma experiência memorável, onde você  criará não apenas a sua fragrância, mas  um vínculo que irá te possibilitar reviver um momento especial, te dando a oportunidade de  recordar momentos e lugares especiais!
Grazie tante Ephemera per l’invito, esperienza indimenticabile!
Michelangelo

O quarto secreto de Michelângelo

Em Florença, o Museu das Capelas dos Medicis abre ao público o quarto secreto de Michelangelo, ambiente onde o artista passou alguns meses escondido, na primeira metade do século 16.  O local, chamado de “Stanza Segreta di Michelangelo”, foi descoberto há cerca de 50 anos, quando a direção do museu das Capelas dos Medicis estudava a possibilidade de viabilizar uma nova saída do museu, que é o mausoléu da família Medici.

Michelangelo

O quarto secreto de Michelangelo, sob a Sacristia Nova

 

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As Capelas dos Medici, mausoléo da poderosa família que “governou” Florença e a Toscana por mais de 3 séculos

O alçapão de acesso ao esconderijo de Michelangelo

Esse pequeno espaço,  com cerca de 10 m de comprimento, 3 m de largura e 2,5m de altura na parte central,  era um depósito de carvão até os anos 1955 e  passou  anos inutilizado.  Esse alçapão ficou por décadas coberto por armários e móveis pesados.  E estudando uma nova saída do museu,  levantaram a possibilidade de fazê-lo através desse ambiente.  Foi nessa ocasião,  nos anos  70,  que o   restaurador que trabalhava no projeto, depois de limpar as duas camadas de gesso das paredes, descobriu um verdadeiro tesouro de valor inestimável: esboços realizados por Michelangelo Buonarroti (1475 – 1564).

Os desenhos foram  descobertos em novembro de 1975. Nas paredes da sala há estudos de figuras inteiras e também desenhos de estudos anatômicos, perfis de rostos e figuras humanas em diversas poses,  além de um esboço de Laocoonte, estátua encontrada em Roma em 1506 e que serviu de inspiração para o artista. Após análises e pesquisas, que ainda estão sendo estudadas pelos historiadores da arte, a maior parte delas foi atribuída a Michelangelo.

Para passar o tempo e vencer a solidão, Michelangelo começou a desenhar a carvão as suas reflexões sobre suas obras

O “quarto secreto” fica sob a  Sacristia Nova,  que foi realizada por Michelangelo, e onde estão as sepulturas de Lorenzo e Giuliano de’ Medici com esculturas realizadas pelo artista.

Com apenas  duas pequenas janelas para o exterior, no nível da calçada,  o  pequeno espaço serviu de esconderijo na época do cerco de Florença, quando Michelangelo precisou fugir da ira do Papa Clemente VII,  sobrinho de Lorenzo “O Magnífico”. O papa  estava zangado com o artista por ter colaborado com o governo republicano durante o período em que os Médici foram expulsos de Florença. De junho a outubro de 1530, Michelangelo viveu escondido neste  pequeno quarto e contou com a ajuda do prior de San Lorenzo.

A iniciativa é experimental e foi prorrogada até julho de 2024, sendo que os ingressos se esgotaram em três dias de vendas. Após essa fase de teste será feita uma avaliação com possibilidade de nova abertura para visitação.  O monitoramento também será realizado nos próximos meses junto ao Opificio delle Pietre Dure.  Todas as precauções de segurança estão sendo tomadas para manter condições de conservação adequadas, essenciais para salvaguardar os preciosos artefatos de Michelangelo. O acesso ao quarto secreto é para um máximo de 4 pessoas, com permanência de até 15 minutos no local.

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7 igrejas para você visitar em Florença

Visitar igrejas é também uma  maneira de  conhecer o patrimônio artístico de uma cidade.   Entre os diversos atrativos culturais de Florença, não  podemos deixar de citar as importantes igrejas que fizeram a história da cidade. Quais são as igrejas que merecem uma visita na cidade? Para te ajudar, eu selecionei  7  neste post: 

 

1- O Duomo de Santa Maria del Fiore – a construção da Catedral  foi iniciada por Arnolfo di Cambio no final do século 13 , enquanto a famosa cúpula de Brunelleschi foi concluída no século  15, e  a fachada em estilo neogótico, é do século 19. É possível visitar o terraço e a cúpula da igreja, depois de superados 463 degraus. Mas é incrível o percurso e claro, poder admirar a cidade lá do alto! Catedral  Santa Maria Del Fiore, Piazza del Duomo . Ingresso gratuito

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2-  Igreja de Santa Maria Novella –  Sede dos dominicanos,  é uma das igrejas góticas mais importantes da Toscana. A fachada é uma bela obra de Leon Battista Alberti e em seu interior,  há um magnífico crucifixo de Giotto e  obras de Masaccio,  Ghirlandaio e Brunelleschi.  Piazza Santa Maria Novella, 18 (a pagamento)

Feita em mármore,  é uma das mais importantes obras do Renascimento fiorentino, mesmo tendo sido iniciada precedentemente

 

3-  Igreja de Santa Croce- a Basílica franciscana de Santa Croce é conhecida como o Templo das Glórias Italianas, onde  estão enterrados  muitos artistas do Renascimento e também  personalidades importantes de áreas como música e literatura. É famosa não apenas por sua beleza, mas também porque ali estão os restos mortais de italianos ilustres como Maquiavel, Ghiberti, Michelangelo e Galileu. Piazza di Santa Croce, 16 (a pagamento)

A construção da igreja de Santa Croce começou em 1294 e o projeto foi atribuído à Arnolfo Di Cambio, mas foi concluída quase um século depois e contou com a ajuda das ricas famílias florentinas que contribuíram com doações em troca de sepulturas na igreja

4- Igreja de Santo Espírito – Esta igreja,  no bairro do  Oltrarno, tem um aspecto  simples e foi projetada por Brunelleschi. No seu interior encontram-se obras de  famosos artistas florentinos,  e um crucifixo de madeira esculpido por Michelangelo. Piazza di Santo Spirito, 30.  Ingresso gratuito.

A igreja de Santo Spirito, na praça homônima

5 -A Igreja de San Lorenzo –  San Lorenzo é  uma das igrejas mais antigas de Florença. Essa era a igreja preferida da família Medici e contém magníficas obras de Bronzino, Rosso Fiorentino e Donatello. Piazza di San Lorenzo, 9 (a pagamento)

6 – Igreja de Ognissanti- Esta esplêndida igreja começou a ser construída no século 13 e, ao longo dos séculos, foi remodelada em vários estilos diferentes. A arte medieval, renascentista e barroca  coexistem criando um  espaço único. Em seu interior, obras de Ghirlandaio, Giotto e Botticelli, que inclusive, foi enterrado na igreja. Borgo  Ognissanti, 42. Ingresso gratuito.

7 –  A Igreja de San Miniato al Monte–   A basílica  está localizada na parte alta da cidade e é um exemplo perfeito do estilo românico italiano. A   igreja, que fica perto do  Piazzale Michelangelo, começou a ser construída em 1013.  Via delle Porte Sante, 34. Ingresso gratuito.

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A street art em Florença

A  street art em Florença vive nas esquinas e muros de praticamente todas  as ruas da cidade. À sombra dos antigos edifícios renascentistas e da cúpula de Brunelleschi, novas expressões da arte contemporânea encontram o seu espaço numa cidade que se transforma cada vez mais num museu a céu aberto.  Neste post algumas fotos que fiz ao longo dos últimos meses,  no centro histórico:
Sobre a street art: a  arte de rua  começou  como uma evolução do grafite com o qual partilha o lugar de ação, isso é, o contexto urbano,  e que surgiu nas décadas de 70 e 80. A princípio, um movimento underground, que foi devagarzinho conquistando seu espaço e conceito de cunho artístico,  e não mais associada à vandalismo.
street art

O artista Maurizio Rapiti se inspirou em Rafael Sanzio. Elementos contemporâneos e um pouco de ironia: Fornarina Suicide Girl

Sem autorização, artistas com formação tradicional começaram a criar  suas obras nos muros,  becos e  esquinas,   colorindo, provocando e procurando um confronto direto com os transeuntes e às vezes transmitindo mensagens de protesto e denúncia social.
streetart

Whatifier mora em Nápoles, mas seus pôsteres estão espalhados pelas ruas de todo o mundo. Os cartazes que cria são pintados à mão, principalmente em acrílico. Suas obras tratam principalmente de tolerância, inclusão e um mundo sem fronteiras

 

Street art

Cartaz com intervenção do artista Clet, que tem ateliê em San Niccolò, no Oltrarno

Um dos mais célebres artistas da street art do cenário florentino  é o francês Clet, que  tem ateliê no Oltrarno. Ele modifica sinais de trânsito através de simples adesivos, reinterpretando-os de forma irônica.

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Clet é um dos mais conhecidos artistas da street art italiana

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Outro artista com muitas obras pela cidade é o misterioso Blub. Com bom humor retrata personagens famosos usando máscara de mergulho e snorkel.  O artista não se identifica e nem mesmo revela seu sexo. A ideia de entitular seus trabalhos como “A arte sabe nadar”  (L’arte sa nuotare)  é  transmitir a mensagem de que mesmo em dificuldade, com água até o pescoço, a arte resiste.
street art

Blub utiliza geralmente as cores azul e vermelha em seus desenhos

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O Dante de Blub, na Via dell’Inferno

Atista de origem francesa radicado na Itália,  Hopnn, que mora em Roma, também decorou algumas ruas de Florença.  Ele  coloriu a rua Borgo Stella de branco, preto e vermelho com personagens da família Medici.

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Pop art . Denominado “Mebici”, o trabalho faz alusão às bicicletas, que foram desenhadas no rosto e vestimentas dos personagens

Nos últimos anos o artista toscano Exit Enter divulgou  pela cidade seus personagens estilizados que são notados e apreciados pelo público nas ruas.  É quase impossível não ter notado suas obras de  “homenzinhos” por Florença. Ele retrata cenas simples, símbolos de entrada e saída de um mundo de possibilidades ou, simplesmente, metáforas de fuga da realidade.

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Do artista Exit Enter: seus personagens são simples nas linhas e nas cores

Seus desenhos invadiram a cidade  com as palavras “free”, “exit” e “lost”, sempre em preto e vermelho. O artista  manifesta-se de acordo com o que  percebe  sobre ambiente circundante e de acordo com seu estado emocional.

street art em Florença

Os homenzinhos de Exit Enter, desenhados com linhas pontilhadas, nascem de pequenas histórias, perseguem corações, voam agarrados a balões, veneram flores  e procuram saídas

 

Obra perto da piazza Santa Croce, de Lediesis

E caminhando por Florença prestando atenção também nos muros, não é dificil se deparar com as obras de Lediesis, que também faz mistério sobre sua identidade, que provavelmente é constituído por um pequeno grupo de amigos. Em suas obras pela cidade, os artistas anônimos  homenageiam mulheres dando-lhes superpoderes. As heroínas transbordam emancipação, independência e consciência.

As obras assinadas Lediesis falam por si e contam a história de protagonistas da cultura contemporânea que se tornaram heroínas, exibindo o inconfundível “S” no peito,  que é símbolo do Super-Homem e dando uma piscadinha de olho para o observador, para capturar a atenção de quem passa diante de suas obras.

Street art florentino

Da artista  franco-asiática que assina Showshowart. Não sei se existem outras obras dela aqui na cidade, mas adorei essa que vi perto da Ponte Vecchio

Infelizmente algumas manifestações são abusivas e representam uma dor de cabeça para a cidade, que constantemente precisa pintar os muros para evitar poluição visual.  Mas a  arte urbana nos  faz refletir e transmite mensagens sociais importantes.  Você prefere que as expressões artísticas se limitem aos espaços fechados dos museus ou admira a Street art à ceu aberto?

 

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A 17 ª edição de Pitti Taste Firenze

O evento Pitti Taste, que reúne excelências da gastronomia italiana, aconteceu no início do mês em Florença, na Fortezza da Basso,  com grande sucesso. No total, para conhecer as novidades das mais de 660 empresas participantes, mais de 11 mil visitantes  participaram da 17 ª edição, que foi realizada entre 4 e 6 de fevereiro.

O Pitti Taste excedeu 8 mil  operadores do setor e foi notável a crescente  presença de mercados estrangeiros, como  Alemanha, França, Estados Unidos e Espanha

O  Pitti Taste tem se tornado cada vez mais o evento de referência para profissionais de food & drinks de qualidade: o lugar para descobrir novos produtos, criar conexões comerciais e, ao mesmo tempo, coletar informações sobre tendências de mercado e novos cenários.

 

A gastronomia italiana é uma das mais apreciadas e influentes do mundo.  E  quando a gente participa de um evento como o Pitti Taste compreende melhor essa forte  tradição

Compradores e expositores muito satisfeitos com a seleção e qualidade  do evento.  Em três dias de evento, cerca de 11  mil visitantes circularam pelos ambientes da Fortezza da Basso.

O evento reúne as excelências dos setores  de alimentos e bebidas de todo o território nacional

É possível adquirir muitos dos produtos das marcas presentes: muitos são bem práticos, já preparados  com tudo o que você precisa para organizar um aperitivo ou um jantar gourmet em casa

Durante o evento é possível realizar degustações, conhecer os produtores, participar dos talk-shows, cooking-shows e fazer comprinhas no supermercado  do evento,  onde encontramos produtos dos participantes da feira.

 

Cru Caviar , Cru Caviar é o resultado do encontro de História, Experiência e Paixão, que tem a família Bettinazzi como criadores há três gerações

O Pitti Taste é uma iniciativa do Pitti Immagine. Muitos programas aconteceram na Fortezza mas também diversos no FuoriDiTaste, em muitos locais da cidade. E um viva ao beber e comer bem!
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O novo complexo de Orsanmichele de Florença

Completamente renovado, o Complexo de Orsanmichele reabre ao público em janeiro de 2024,  depois de mais de um ano de obras,  após  intervenção que durou 400 dias.

Foram criadas estruturas que elevam as esculturas,  como se estivessem num pódio,  sugerindo  a localização original nos tabernáculos externos. Cada uma das esculturas está situada na posição correspondente a da fachada

Orsanmichele, um antigo mercado de grãos,  é uma das mais importantes e representativas construções de Florença, um monumento extraordinário que combina funções religiosas e civis.  Cópias  de estátuas de grandes artistas decoram as quatro faces do imponente edifício de pedra, que fica entre a Praça da Signoria e a Catedral de Santa Maria del Fiore. As esculturas originais encontram-se no museu, que ocupa o primeiro e o segundo andar do prédio.

O prédio abriga cópias esculturas de famosos artistas florentinos nos nichos externos. As originais encontram-se no museu

 

Na parte externa da construção, as cópias das 14 estátuas que decoram o prédio. O museu abriga 13 esculturas

Restauro, medidas de segurança, reorganização do museu e melhoria dos acessos: depois de mais de um ano de intenso trabalho, o Complexo Orsanmichele, monumento único e extraordinário onde se realizam funções civis e religiosas, reabre as suas portas ao público.

Novo layout do museu Orsanmichele

O início da história dessas estátuas  é  principalmente  do século 14  , quando foi decidido que as guildas medievais (que seriam as corporações de ofício ou associações) mais influentes da época iriam decorar os nichos na parte externa da igreja  com  estátuas de seus santos padroeiros.

As mudanças permitem ao espectador admirar  as estátuas no interior do museu tal como se encontravam no exterior, aumentando assim a eficácia da visita

Das 14 estátuas que decoravam a área externa da construção, 13 das originais encontram-se aqui no museu Orsanmichele. Apenas a escultura  de São Jorge, feita por Donatello, encontra-se no museu do Bargello.

estatuas-renascimento

Descobrindo as belezas do rico patrimônio artístico de Florença

No novo layout foram reposicionadas as 13 estátuas originais, obra dos maiores escultores do Renascimento florentino,  como por exemplo Lorenzo Ghiberti, Donatello, Nanni di Banco, Andrea del Verrocchio, Baccio da Montelupo e Giambologna.

 

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Orsanmichele

os Quatro Santos Coroados, de Nanni di Banco

 

chave-são-pedro

Detalhes da escultura de São Pedro, trabalho de Donatello do início do século 15

 

orsanmichele

O lindo panorama do segundo andar do museu de Orsanmichele

orsanmichele em Florença

 

orsanmichele

Igreja de Orsanmichele- A  igreja, no andar térreo,  também foi restaurada. Os arquitetos trabalharam  nas grandes portas de acesso e no sistema de iluminação. Na foto, o tabernáculo de Orcagna (século 14)

O museu, que faz parte dos Museus Bargello, estará aberto todos os dias, exceto terça-feira.

 

Complexo de Orsanmichele

Igreja e Museu Orsanmichele

Horários: de segunda à sábado, das 8:30 às 18:30  / domingo: 8:30 às 13:30

*os horários e valores podem variar de acordo com a época do ano