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Os oratórios nas esquinas de Firenze

Um passeio pelo centro histórico de Firenze revela belezas da arquitetura em todos os cantos. E é impossível não reparar os oratórios nas esquinas da cidade.  Chamado de tabernacolo em italiano, essas estruturas que adornam as esquinas eram colocadas por devoção e para pedir proteção aos passantes. Um verdadeiro e precioso patrimônio  artístico!

 

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Essas imagens sacras caracterizam  muitas ruas do  centro histórico de Florença. Uma forma de arquitetura religiosa que remonta aos tempos romanos, mas que se propagou em Florença a partir de  1200

Os oratórios têm origem antiga e esta forma de arquitetura religiosa em Firenze  teve muita importância no ano de 1200 devido à luta dos católicos para combater a heresia, sob a liderança de Pietro da Verona, da ordem dos Dominicanos.

As imagens sacras esculpidas ou pintadas  eram colocadas nas esquinas, perto das bodegas e prédios públicos para proteger os moradores e passantes. As imagens inicialmente representavam a Virgem Maria mas a partir do início de 1300 começaram a retratar outras  imagens.  Em frente à essas imagens religiosas eram acesas luzes que serviam não apenas para testemunhar a fé dos habitantes e proteger os passantes,  como também de iluminar as ruas à noite.

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Diante dessas imagens eram realizadas funções religiosas e acesas luzes que atestavam a fé dos habitantes e protegiam os viajantes

 

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Os oratórios eram construídos por uma questão de devoção e para proteger as famílias, passantes e viajantes. A tradição de ter também uma lâmpada acesa é que dessa forma as ruas eram também iluminadas

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Existiam em Firenze muitos outros oratórios. No final do século 19 foram destruído muitos prédios, igrejas e torres – e também muitos oratórios – para dar espaço às novas ruas e praças da cidade

 

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A partir do século 15 a realização dessas imagens teve novo impulso pois não significava apenas devoção mas também mostrava poder e riqueza

 

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Na piazza Rucellai

 

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Esquinas das ruas della Vigna Nuova com della Spada

 

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Nas proximidades do Duomo, na via de’ Martelli

 

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Decoração tipicamente barroca. Tabernáculo em pedra, do século 17, com estátua da Virgem (século 19). A estátua da virgem, em gesso, que foi provavelmente substituída pela original

 

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Esquina com as ruas Via della via Nuova e via del Parione

 

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Na piazza della Passera, no Oltrarno

 

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Durante a peste de 1348 foram montados altares nas proximidades dos oratórios. As missas eram celebradas em locais abertos para diminuir o risco de contágio

 

O Tabernacolo delle Fonticine, na Via Nazionale. Foi projetado por Girolamo della Robbia  em  1522

 

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Carro Matto, uma festa tradicional fiorentina

A Itália é um país que perpetua as suas tradições. Seja de cunho religioso, cultural ou social, de norte a sul as festividades reúnem   moradores e principalmente turistas.  Uma das típicas festas de Firenze é o Carro Matto, que significa carroça maluca: puxado por bois da raça Chianina carregados de frascos de vinho, a carroça, proveniente da região do Chianti denominada Chianti Rufina, chegava até Firenze para que o Bispo benzesse a bebida que era oferecida aos Senhores de Firenze.

 

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Vinho tinto – A carroça louca desfila pelas ruas do centro histórico com quase 3 mil frascos de vidro e palha, que são típicos aqui da região Toscana

 

 

Este ritual começou na época da República Fiorentina e acontece sempre no  4º sábado do mês de setembro.

 

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A festa começou na época da República Fiorentina (que foi instituída em 1115)

Localizada a 30 Km da capital toscana,  Rufina promove o evento Bacco Artigiano, que dura 4 dias (começa na quinta, 3 dias antes do Carro Matto, e vai até o domingo).

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O cortejo que desfila pelas ruas do centro histórico

 

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Exibição dos “sbandieratori” em frente ao Palazzo Vecchio

 

Carro Matto – O carro é puxado por bois brancos e acompanhado por um cortejo onde os participantes desfilam com roupas renascentistas e por jogadores de bandeiras, os sbandieratori.

 

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A chegada da carroça maluca na piazza della Signoria (foto fiorentini nel mondo)

 

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Depois de receber a benção na igreja San Carlo, na via Calzaiuoli, o vinho é oferecido às autoridades que brindam à saúde do povo fiorentino.

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Informações:

O cortejo parte às 15:30 do Palazzo di Parte Guelfa e segue para via Calimala, via Roma e Piazza San Giovanni, onde encontrará o Carro Matto. O vinho será benzido no sagrado do Dumo, de onde o cortejo prossegue pela via Calzaiuoli para chegar até a igreja San Carlo dei Lombardi.

 

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Antes do término do cortejo em Piazza della Signoria, parada na igreja San Carlo dei Lombardi

 

 

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Ponte Vecchio, a ponte de ouro de Florença

Um dos símbolos de Florença, a Ponte Vecchio, é uma das mais famosas pontes do mundo. Foi a única ponte da cidade poupada durante a 2ª Guerra Mundial.
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No verão a ponte ganha os tons alaranjados. Reluz como ouro!!!

A ponte liga o centro histórico da cidade ao Oltrarno, região mais autêntica e boêmia da cidade, onde encontramos inúmeras bodegas de artesãos, barzinhos descontraídos, ateliês e lojas de restauradores.
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Observando-a de longe vemos diversas casinhas em tons amarelo-ocre que são na verdade joalherias,  distribuídas em ambos os lados da ponte.
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Vista da Ponte Vecchio através da ponte vizinha, a elegante Ponte Santa Trinità

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Algumas das lojas que encontramos na Ponte Vecchio são geridas pelas mesmas famílias há séculos

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Na Idade Média a Ponte Vecchio era utilizada para proteção contra os inimigos que podiam atacar a cidade através do rio Arno

Sua origem é incerta, mas provavelmente  foi construída durante o Império Romano. Inicialmente tinha sido realizada  em madeira e depois de  muitas enchentes, sendo uma devastadora a de 1333 que a destruiu, foi reconstruída  por Taddeo Gaddi em 1345 em pedra e  foi a primeira ponte da história em que arcos rebaixados foram usados para construção.
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Fotos de diversos ângulos e momentos que registrei da Ponte Vecchio e que foram postadas no Instagram do blog. Se ainda não segue, aqui vai @grazieateblog

 

Desde o século 14 a ponte era vista como uma continuação da estrada urbana e era ocupada por bodegas populares, como açougues e horticultores, que despejavam os resíduos diretamente no Arno.

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À esquerda o Corredor Vasariano

 

A passagem secreta sobre a ponte – Em 1565 o grão-duque Cosimo I de’ Medici solicitou à Giorgio Vasari que construísse uma passagem secreta ligando o Palazzo Vecchio ao Palazzo Pitti.  Muita gente que passeia por ali nem percebe o Corredor Vasariano, que faz parte da Galleria degli Uffizi.  O secreto corredor permitia que as prestigiosas famílias que dominavam a cidade pudessem passar de uma lado ao outro da cidade sem serem vistos.
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O Corredor Vasariano passa ao lado da Torre dei Mannelli

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A ponte era praticamente um mercado de peixe, carne, fruta e verdura. O local passou a funcionar como um mercado e os comerciantes descarregavam os resíduos diretamente no Arno, provocando mau cheiro

Em setembro de 1593, o grão-duque Ferdinando I exigiu que os açougues e bodegas passassem a funcionar em outro local para dar lugar à joalherias, visto que o local era passagem de nobres senhores, que transitavam entre o Palazzo Vecchio e o Palazzo Pitti, no Oltrarno.  O prazo estabelecido foi de 9 meses para que os comerciantes deixassem o local.  Eles foram transferidos para a Praça do Mercado, atual Piazza della Repubblica.
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A Ponte Vecchio passou a ser um ponto comercial famoso não apenas de venda, mas também de produção com lojas de ourivesaria de prata e ouro, com jóias e ornamentos

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Na área central da ponte estátua de Benvenuto Cellini. Ele foi o ourives mais famoso da cidade do século 16. É dele a obra Perseus com a Cabeça de Medusa, uma das minhas prediletas na Piazza della Signoria

 

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Os cadeados em torno da estátua de Benvenuto Cellini. Os apaixonados insistem mas é proibido colocar cadeados nas grades. Existe uma  multa de 50 euros que foi estabelecida pela prefeitura da cidade pra quem infringir a lei.
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A meridiana colocada no século 14. Este relógio de sol é um antigo instrumento para medir o tempo de acordo com a posição do sol. Está localizada perto do monumento dedicado à Benvenuto Cellini

A foto abaixo foi durante uma visita à Società Canottieri di Firenze no início do outono.
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Festas medievais na Toscana

A Toscana é repleta de burgos medievais e alguns deles promovem festivais que nos permitem reviver as tradições antigas recriando a atmosfera da Idade Média, período da história da Europa entre os séculos 5 e 15. Com sugestivos vilarejos que conservam prédios da época medieval, o cenário por si só já nos faz viajar no tempo… agora imaginem visitar os vilarejos no período das festas medievais e assistir aos cortejos e festividades que retratam os costumes da Idade Média?

 

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Leia 10 burgos medievais da Toscana

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As festas medievais geralmente acontecem no verão, pois muitas são ao ar livre

Muito comum nas  manifestações medievais é a a participação de aves de rapina, lembrando a falcoaria (falconeria), que é  uma prática de caça baseada no uso de falcões ou outras aves de rapina para capturar presas,  que são  geralmente outras aves.Como outros tipos de caça, esta também é praticada hoje como um hobby, e não para obter o alimento necessário para o sustento. A falcoaria é provavelmente um dos mais antigos métodos de caça do mundo, que desenvolveu-se muito provavelmente na China e na Mesopotâmia.

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A falcoaria é uma arte onde o homem e a ave unem esforços, com o intuito de caçar presas selvagens . Não se sabe exatamente a origem dessa prática. A falcoaria é uma arte milenar popular até hoje em alguns países árabes

Neste post conto sobre 2 festas tradicionais aqui da Toscana: a Ferie delle Messi, que acontece em San Gimignano e a Festa Medievale  que acontece em Malmantile, cidade a poucos minutos de Firenze.

 

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Ferie delle Messi em San Gimignano

Vou começar mostrando um pouco a magnífica festa Ferie delle Messi, que acontece sempre no 3º final de semana de junho, com os Cavaleiros de Santa Fina que celebram com cantos, danças, jogos e competições tradições seculares. Esta festa surgiu como um agradecimento da população ao cultivo da terra e foi organizada pela primeira vez em 1994. O ponto alto é o cortejo com personagens vestidos que desfilam pela cidade exprimindo simbolicamente a fertilidade da terra.

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Os visitantes podem apreciar os espetáculos de música, dança medieval, sbandieratori (jogam as bandeiras),  exibições  com arco e o cortejo com mais de 500 figurantes que percorrem as ruelas do burgo. As praças della Cisterna e delle Erbe se transformam em  mercados medievais e até voos e acrobacias com falcões fazem parte da programação.

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Lindo de se ver: exibiçao de dança medieval na praça de San Gimignano. Uma grande emoção!

A festa em San Gimignano dura 3 dias: começa na sexta à noite, prossegue durante todo o sábado e vai até domingo, dia em que acontece a Giostra dei Bastioni, uma competição entre os cavaleiros.

 

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Festa Medievale di Malmantile

Agora mostro outra manifestação que acontece perto de Firenze, é a Festa Medievale di Malmantile, que acontece há mais de 20 anos em 2 finais de semana, sempre entre final de maio e início de junho. O burgo de Malmantile, fica em Lastra a Signa, a apenas 20 Km de Firenze.

 

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Pelas ruelas do antigo vilarejo, que é bem pequeno, a gente pode admirar o mercado medieval com uma diversidade de produtos artesanais. Muitos stands são montados em todo o vilarejo com objetos de arte, comidas e doces.  São muitas as barracas que propõem brincadeiras  como num parque de diversões onde principalmente as crianças se envolvem e participam com grande euforia e curiosidade. Aliás, as festas medievais são uma excelente e inesquecível lição de História.

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Esta é a area onde foi instalado o restaurante, com essas grandes mesas de madeira, em meio às oliveiras

 

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Muitas aldeias medievais são montadas e os participantes recriam com fidelidade hábitos de séculos passados

 

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O duelo de espadas é um dos espetáculos mais aguardados

Aqui um espetáculo com os “giullari”, que eram os responsáveis em entreter o público. Eles eram adestradores de animais, músicos, bailarinos e acrobatas.  Eram pessoas que precisavam divertir a corte e sobretudo o rei. Os giullari  fizeram um espetáculo cheio de humor com equilibristas e mágicos.

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Existem festas medievais em diversas cidades da Toscana durante o verão:

Julho

Monteriggioni – 5,6,7 e 8 e de 13 a 15/7

Siena – Palio, na Piazza del Campo (2/7)

Laterina, província de Arezzo – no último final de semana do mês. No dia 26 de julho será o banquete medieval e nos dias 27 e 28 a festa medieval

Certaldo – Mercantia, de 11 a 15/7

Pistoia – Giostra dell’Orso – Dia Dia 25/, 7 , dia de San Jacopo , padroeiro da cidade

 

Agosto

Roccatederghi – Medioevo nel Borgo, em Roccatederghi (Grosseto) – de 3 a 5/8

Massa Carrara – Medievalis, em Pontremoli  – de 16 a 19/8

Siena – Palio, na Piazza del Campo (16/8)

Volterra  AD 1398 – festa realizada no 3º e 4 º dmmingo do mês

 

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Trastevere, o charmoso bairro de Roma

Al di là del Tevere… do latino Trans Tiberim, que significa além do Tibre. Essa é a origem do nome Trastevere, o charmoso rione que atrai tantos turistas em busca de uma Roma mais autêntica.  Difícil não cair de amores por esse cantinho da cidade, “do outro lado do rio”, com seu ritmo alegre,  ruelas estreitas e construções coloridas com paredes descascadas pelo tempo. E enquanto se explora o bairro a pé somos tomados por aquela sensação gostosa de visitar lugares que conservam casinhas seculares  que se intercalam com barzinhos charmosos e alternativos, com ar meio decadente, mas cheio de vida e estilo!

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Trastevere tem ritmo próprio e é praticamente uma cidadezinha dentro da Cidade Eterna. Mix entre o antigo e o contemporâneo,  é um bairro fascinante para quem ama arte, cultura e boemia: boutiques vintage,  trattorias romanas, pubs, bodegas de artesãos, igrejas e praças compõem o cenário dessa área,  famosa por sua agitada vida noturna. No final do dia,  turistas e locais se reúnem para jogar conversa fora durante o aperitivo nos pubs e nas portas dos estabelecimentos, que na primavera e no verão lotam suas mesinhas nas áreas externas.

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O agradável bairro com ruas de paralelepípedos apresenta uma  Roma mais genuína  e  vivaz, com atmosfera encantadora. Trastevere conserva muito do seu ritmo, mas com um olhar mais atento a gente pode perceber algumas mudanças: atraídos por essa atmosfera autêntica, muitos estrangeiros vem fixando residência nessa área e bodegas históricas de artesãos começam a dividir espaço com lojinhas de produtos de todo o tipo.  Mas mesmo assim não perdeu a sua identifidade continua sendo uma área de Roma que merece ser explorada.

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Artesão em ação. Este pintor estiliza tênis All Star

 

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Trastevere conserva a autencidade e é um dos bairros mais característicos de Roma. Se você for na primavera e no verão, não deixe de escolher uma mesinha da área externa para curtir a atmosfera do local

Artistas de rua, jovens e o grande vai e vem de turistas conferem uma atmosfera alegre e vivaz à regiao, que é rica de barzinhos,  pubs, mercadinhos, vida social,  lojinhas de artesanato, igrejas e monumentos importantes. Trastevere é também sinônimo de boa comida. Existem muitos estabelecimentos que servem a típica culinária romana onde você pode experimentar pratos como carbonara e bucatini all’amatriciana.

 

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Trastevere tem uma “alma” incrível. Passeio imperdível para quer conferir aspectos de uma Roma mais genuína

 

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O famoso Bar San Calisto, na praça homônima

Não deixe de passear pela piazza Santa Maria in Trastevere, que abriga a  igreja Santa Maria in Trastevere  (que está sendo reestrutura), uma das  mais antigas igrejas de Roma.

 

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A Igreja Santa Maria in Trastevere é do início do século IV. Em seu interior guarda lindos mosaicos e afrescos medievais

 

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Finalizamos o tour por Trastevere nesta sorveteria. A gelateria Fatamorgana fica na via Roma Libera, e tem sabores como goiaba, abacaxi com gergelim e maracujá

 

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Piazza Trilussa de onde você pode começar a explorar o bairro

 

Em Trastevere  estão a Villa Farnesina e o Palazzo Corsini, que ainda não conheço.

Como chegar à Trastevere

Trastevere não é longe  da piazza Navona, são 15 minutos de caminhada.  Siga em direção ao mercado dei Campo dei Fiori e dali vá em direção ao Rio Tibre. Passe pela belíssima via Giulia,  uma graça! Atravesse a Ponte Sisto e logo encontrara à sua frente a Piazza Trilussa, que é o ponto de partida para começar a explorar o bairro.

ônibus : saindo da praça Venezia – ônibus linha 8 (descer na fermata Belli, perto da piazza Santa Maria in Trastevere)

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A piazza Campo dei Fiori, a apenas 10 minutos de Trastevere

 

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A Costa Etrusca, na Maremma Toscana: mar, colinas e história

A Maremma, conhecida como o coração selvagem da Toscana,  permite aos visitantes de vivenciar experiências inesquecíveis através de suas cores, aromas do Mediterrâneo, história, arqueologia, arte, sabores e belezas do mar e montanha. Há diversas maneiras de aproveitar esse lindíssimo território, ao sul da região toscana: passeando por seus bosques, fazendo trilhas, degustando de sua gastronomia, curtindo dias em suas praias de águas cristalinas, visitando burgos medievais ou admirando sua natureza constituída de oliveiras e vinhedos.

 

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A Costa Etrusca, na Maremma superior, inclui todo o território continental da província de Livorno, como os territórios de Piombino, San Vincenzo, Castagneto Carducci, Bibbona, Cecina, Rosignano Marittimo e Livorno, de norte a sul e cidades não litorâneas, como Collesalvetti, Sassetta, Suvereto e Campiglia Marittima.  Essa região é assim conhecida devido às numerosas necrópoles etruscas presentes principalmente entre o Golfo de Baratti e Populonia, que era a única cidade etrusca construída na faixa costeira.

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Un mare di gusto, festa tradicional dedicada ao peixe azul –  Conheci a costa etrusca graças ao evento “Un Mare di Gusto – Palamita & Friends”, que acontece anualmente na cidade litorânea de San Vincenzo. Junto a outros  blogueiros e jornalistas visitamos algumas localidades proximas à San Vincenzo que constituem o Val di Cornia. Aliás, uma das vantagens em escolher essa região como destino é que este é um lindo território constituído de colinas, mar e  vilarejos cheios de história que ficam coladinhos uns aos outros, e cada  um com suas particularidades. A pesca nesse litoral é uma das atividades da região, que além de ser uma graça,  é também  produtora de vinho e azeite.

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A linda e rica Costa Etrusca: perfeita harmonia entre terra e mar. A região, que compreende de Livorno a Piombino, é conhecida como Costa Etrusca devido à presença da população etrusca que povoou a região a partir do século 9 a.c.

A festa tradicional dedicada à Palamita (tipo de peixe da região) e ao peixe azul e à cultura enogastronômica acontece em San Vincenzo. O evento, organizado pela prefeitura com a direção artística de Deborah Corsi, conta com o envolvimento de toda a população, até mesmo das crianças, que preparam poesias e desenhos que são expostos no stand principal,  que fica na  piazza Unità d’Italia,  ponto de encontro e de partida para explorar a cidade.

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Un Mare di Gusto – Durante o final de semana acontecem varias competições com jovens chefs promissores da Costa Toscana,  cooking shows e muitos laboratórios para as crianças. E no domingo à tarde é o tão esperado Percorso di Gusto, com diversos stands de degustação onde os restaurantes da região preparam suas especialidades à base da Palamita e do peixe azul. São diversos stands de comida, bebida e artesanato com produtos da região. Funciona da seguinte forma:  você adquire o passe que te dá direito a 7 degustações ao valor de 7 euros e o Calice pass no valor de 5 euros dá direito à 2 degustações de vinho.

 

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Domingo é o dia das degustações nos diversos stands onde os visitantes puderam experimentar muitas especialidades à base de Palamita e do Peixe Azul, ocasião para saborear novos pratos e receitas tradicionais

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Alguns restaurantes desenvolveram alguns pratos preparados com peixe para serem servidos durante a semana do evento. Aqui a Palamita tonnè preparado pela chef Deborah Corsi, do Perla del Mare

Jantar de boas-vindas – A festa começou na sexta-feira, quando foi apresentado o projeto que contou com a presença do prefeito da cidade, Alessandro Bandini. Depois seguimos para jantar no restaurante La Perla del Mare, de Deborah Corsi, que nos recebeu para  um maravilhoso jantar à base de peixe. O restaurante La Perla del Mare fica na Via della Meloria, 9.

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Deborah Corsi, diretora artística do evento, em seu agradável e refinado restaurante na beira da praia

San Vincenzo, a anfitriã do evento

Com cerca de 7 mil habitantes, San Vincenzo, província de Livorno, é uma cidade hospitaleira do litoral da Toscana com 12 Km de litoral com lindas praias de areia branca e aguas límpidas e com grande área verde constituída de parques e bosques, oferecendo percursos naturias para os amantes de caminhadas e do turismo esportivo.

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O Porto turístico de San Vincenzo, construído em 1967

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Campiglia Marittima

Na manhã de sábado fomos conhecer Campiglia Marittima, província de Livorno, um dos burgos da Costa Etrusca. Enquanto a gente percorre o caminho que dá acesso a Campiglia Marittima pode admirar as plantações de azeitonas e as pedreiras de mármore; inclusive o mármore branco daqui reveste o Campanille di Giotto e a fachada da igreja Santa Maria Novella de Firenze.

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As fachadas medievais que ganham o colorido das flores durante a primavera

Com cerca de 13 mil habitantes, o charmoso centro histórico fica sobre uma colina circundada por oliveiras seculares. Com ruas e becos estreitos, é dessas cidadezinhas medievais que nos fazem voltar no tempo.  O centro é constituído de construções medievais e com algumas bodegas alimentares, barzinhos e lojinhas de artesanato.  Em algumas paredes dos prédios mais antigos podemos encontrar  brasões das nobres famílias que já viveram na cidade.

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Piazza della Repubblica – Assim como muitos burgos da Toscana, Campiglia Marittima conserva muito da arquitetura medieval.

Após explorarmos o centro histórico em companhia de um guia fomos até a Pieve de San Giovanni, sobre as colinas do cemitério. Foi construída em 1173 no centro do camposanto, de onde temos uma vista deslumbrante!

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Em estilo românico, a Pieve de San Giovanni data do século 12. Ao fundo a cidade de Campiglia Marittima

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Prosseguindo nosso tour, fomos ao Parco Archeominerario de San Silvestro, onde pudemos visitar  uma mineira subterrânea.   No parque funciona também um museu. Após a visita à mineira fomos almoço no restaurante Blue Marlin (Via della Principessa, 137) com todos os pratos preparados à base de peixe.

 

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Pudemos visitar as mineiras antigas, desde a época dos etruscos com técnicas extrativas antigas e modernas

Suvereto

Após o almoço seguimos para Suvereto,  na Alta Maremma,  a poucos minutos de Campiglia Marittima, para um passeio guiado. Com forte tradição rural, Suvereto é um pequeno burgo medieval e um dos mais antigos da Val di Cornia, terra que produz vinho e azeite.

 

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Perto da porta que dà acesso à cidade fica a igreja românica de San Giusto, que terminou de ser construída em 1189. Atravessando a  Porta Principal ou “di Sotto” (de Baixo) , restaurada em  1857, a gente pode começar a explorar o vilarejo, que tem pouco mais de  3 mil habitantes.

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Parte das construções originais são muralhas do século 12 que circundam a cidade. Atmosfera de séculos passados…

Suvereto

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Uma das atrações da cidade é o Convento de São Francisco,do ano de 1286. Este espaço urbano que é dotado de excelente acústica é um dos mais cobiçados endereços para eventos culturais, sociais e enogastronômicos de Suvereto

 

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Palazzo Comunale, do século 13, um dos mais significativos exemplos de arquitetura medieval da Maremma

Suvereto é um vilarejo tranquilo mas festeiro.  A cidade é palco da “Corsa delle Botti”, uma corrida com barris de vinho que anima as ruelas do burgo e acontece duas vezes por ano: no dia 3 de maio,  dia de Santa Croce, padroeira da cidade e sempre na véspera do feriado de Ferragosto.

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O ponto mais alto do vilarejo é a Rocca Aldobrandesca, provavelmente do final do século 9, símbolo do passado medieval de Suvereto. Na fortaleza acontecem festas medievais com acampamentos e roupas de época

A gastronomia local é muito conhecida pelas carnes de caça, como o javali, que é base para preparação de muitos pratos da região. Uma das sagras mais antigas e conhecidas da Toscana acontece em Suvereto há 50 anos, a Sagra del Cinghiale, uma festa cultural e artística que movimenta a ciadade entre o final de novembro e início de dezembro.

Vinícola Petra

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Arte e enologia – A cantina Petra, projeto moderno que evidencia a paisagem rural e a beleza da natureza nessa região, com mais de 300 hectares de plantações de oliveiras e vinhedos

Como estamos na terra do vinho e do azeite, não podíamos deixar de visitar a moderna Vinícola Petra, em Suvereto, localidade de San Lorenzo Alto, com sua moderna arena de mármore. De propriedade da família Moretti que produz vinho há 20 anos, é um maravilhoso e ousado projeto do arquiteto Mario Botta: uma estrutura contemporânea num cenário constituído pelas leves colinas da Val di Cornia.

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Os vinhos são produzidos principalmente com uvas Sanvigiovese, Cabernet Sauvignon,  Merlot e Vermentino, Syrah e Alicante. As uvas de elevada qualidade são trabalhadas atingindo o melhor da tradição com técnicas e critérios modernos que resultam na criação de vinhos que possam refletir a personalidade da terra. As uvas descansam seja em tanques de aço  quando em barris de de madeira.

 

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Depois da visita à empresa participamos de uma degustação de 3 vinhos com um caprichado apetitivo preparado com produtos Km 0. A empresa produz também azeite de oliva extra-virgem. Tudo excelente!

 

No sábado à noite fomos recebidos para jantar no restaurante La Tuga,  que fica em excelente localização,  bem na orla da praia (Via Trento, 119), com ambiente elegante e com staff cordial e simpático.

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O restaurante do chef Nicola Ricci, inaugurado há poucos meses, oferece pratos preparados com ingredientes de qualidade onde a gente percebe o capricho e carinho também no momento da apresentação

Parque de Baratti e Populonia

Na manhã de domingo fizemos um passeio pelo Parque Arqueológico de Baratti e Populonia e  se estende no Golfo di Baratti e Populonia. O parque abrange uma área de 80 hectares, com tumbas e edificações etruscas e romanas.

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As construções etruscas eram geralmente realizadas em madeira e tijolo

 

Terra do ferro e dos metais, Populonia é a única cidade etrusca que se debruça sobre o mar. A cidade teve um papel importante internacionalmente na comercialização do ferro e de minerais.

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Populonia é uma antiga cidade de origem etrusca, situada sobre uma colina circundada pelo mar, no Golfo de Baratti

O Castello di Populonia é um pequeno burgo medieval construído no século 15  pelos etruscos sobre uma colina, ao redor da antiga torre, que é do século 12. Nas redondezas do castelo  desenvolveu-se a cidade de Populonia Alta.

Populonia era uma das mais ricas e poderosas cidades da Dodecápolis, que prosperou graças  às atividades  de mineração e à indústria do ferro

 

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Populonia era uma das mais ricas e poderosas cidades da Dodecápolis, que prosperou graças  às atividades  de mineração e à indústria do ferro

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A vista do alto do Castello de Populonia

 

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A igreja de Santa Croce, do século 15

 

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O vilarejo é minúsculo e o que impressiona é que conta com apenas cerca de 20 habitantes. Aqui a rua principal, com algumas bodegas e lojinhas de artesanato

 

Após o tour à Populonia, almoço na vinícola Poggio Rosso, que fica nas imediações do Glamping onde me hospedei e que pertence à família Monelli, que desde 2002 dedica-se à produção de vinhos. Os vinhedos cultivados são de uvas Merlot, Sangiovese, Vermentino, Cabernet Sauvignon e Viogner.

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Com Camilla, Kathleen, Carlotta e Silvia

 

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O nosso light lunch com delícias toscanas preparadas pela senhora Edi Monelli

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Hospedagem – Fiquei hospedada no Glamping Poggiorosso. Esta seria a minha primeira experiência em uma estrutura do tipo e estava super empolgada com a ideia! Glamping é uma nova forma de hospedagem que vem conquistando adeptos em muitos países do mundo. Significa camping com glamour. Estrutura elegante, muito charme, conforto e riqueza em detalhes.  Feitas com materiais ecossustentavies, as barracas são produzidas por uma empresa holandesa. São espaçosas e resistentes, com estruturas fixas de madeira, com ambiente climatizado,  Wi-fi, banheiro com duchas com jato hidromassagem e cozinha toda equipada. A sensação é de estar numa luxuosa casinha na árvore!

glamping

Acomodações ecofriendly num ambiente tranquilo e em contato direto com a natureza, com vinhedos e oliveiras nas proximidades. Toda a tenda era equipada com móveis de madeira e a decoração é de muito bom gosto, charme e requinte

 

glamping

Mimos de boas-vindas. Este é o quarto de casal. A nossa barraca era de 2 quartos, com banheiro, cozinha e varanda. As paredes internas são de madeira

 

poggiorosso

No Poggiorosso são disponíveis no momento 10 barracas, todas circundadas de árvores e com bem cuidado jardim que atende a cada uma das acomodações

Como chegar:

Carro – Sugiro alugar um carro para visitar a região pois as cidades ficam muito próximas umas às outras e e é sempre bom poder parar nas localidades que mais chamam a atenção. A paisagem é bucólica e linda!

Trem- O trajeto de Firenze até San Vincenzo dura cerca de 2 horas e meia.  Valor do bilhete € 13,50 com Trenitalia

Distâncias:

139 Km – Firenze

43 Km- Massa Marittima

66 Km – Volterra

88 Km – Pisa

49 Km – Castiglione della Pescaia

 

Participei do evento Un Mare del Gusto à convite da Prefeitura de San Vincenzo. Todas as refeições foram oferecidas pelos estabelecimentos citados, assim como a hospedagem. O meu relato é resultado de minha experiência e minhas observações pessoais, sem nenhum vínculo editorial. O meu muito obrigada aos organizadores e promotores do evento.

 

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A Síndrome de Stendhal

Impossível ficar indiferente diante de tantas belezas que uma visita à Florença nos proporciona! Berço do Renascimento, a cidade conserva lindos e importantes patrimônios artísticos no âmbito da pintura, arquitetura e escultura. Cada pessoa reage de uma forma diferente diante de uma obra de arte. E essa reação varia de acordo com nossa sensibilidade e estado de ânimo. E sabiam que existe uma síndrome, que apesar de não deixar consequências, afeta algumas pessoas chegando a provocar alguns transtornos psíquicos quando diante de determinadas obras? É a Síndrome de Stendhal, conhecida também como Síndrome de Firenze, doença psicossomática que teve seu nome inspirado no professor francês Stendhal, que descreveu em seu diário as sensações perturbadoras ao visitar a Basílica de Santa Croce. Detentora de tesouros arquitetônicos e artísticos, Firenze  é a cidade onde a síndrome se manifesta mais frequentemente, mas existem descrições  de casos parecidos em outras cidades da Itália e do mundo.

 

Interior da Igreja de Santa Croce, onde se manifestou a crise no escritor francês Stendhal. Ele foi a primeira pessoa a descrever os sintomas da síndrome, após visita à Basílica, em 1817

 

A Capela Niccolini

 

A Síndrome de Stendhal: quando o contato com a beleza das obras de arte provoca fortes emoções

Recebo constantemente mensagens e comentários das fotos que publico nas redes sociais de pessoas que se comovem diante da magnitude das obras seja nas ruas que no interior dos museus e igrejas.  E mesmo vivendo aqui há mais de 10 anos, de vez em quando me emociono ao passar por determinados locais. Às vezes me comovo observando as pinturas e as estátuas que encontramos a céu aberto nas praças e esquinas da cidade. E é disso que caracteriza-se a síndrome de Stendhal, de prazer estético, da nossa sensibilidade e percepção, só que de uma forma mais latente, que chega a causar transtornos.

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A beleza e grandiosidade da Catedral Santa Maria del Fiore. Sua cúpula foi construída por Filippo Brunelleschi (1377-1446), arquiteto e escultor precursor do Renascimento

 

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Aqui o interior da cúpula de Brunelleschi, obra-prima da arquitetura do período renascentista realizada por Giorgio Vasari

 

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Interior da igreja Santa Maria Novella

 

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A Loggia dei Lanzi, na Piazza della Signoria, museu a céu aberto

 

Sem ser alarmante, os distúrbios causados pela síndrome de Stendhal são mal estar, angústia, taquicardia, confusões mentais, vertigem, ataques de pânico e alucinações causadas pela beleza das obras de arte, especialmente da época do Renascimento, movimento que nasceu aqui na cidade no final do século 14.

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Stendhal precisou sair da igreja de Santa Croce para recuperar-se do mal-estar causado pela beleza das obras de arte

 

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Stendhal – “O mal-estar dos viajantes diante da grandiosidade da arte”

O nome foi inspirado no escritor francês  Stendhal, pseudônimo de Henri-Marie Beyle (1783-1842), que descreveu em seu diário o  transtorno emocional em visita à Basílica de Santa Croce, mais precisamente ao visitar a Cappella Niccolini, uma das 16 capelas da basílica.  E foi uma psiquiatra aqui de Firenze, Graziella Magherini, responsável pelo Departamento de psiquiatria do Hospital de Santa Maria Nuova de Firenze, que nos anos 70  estudou mais de 100 casos de pacientes (turistas que visitavam Firenze pela primeira vez) com sintomas semelhantes aos de Stendhal.  Segundo a sua análise, a síndrome atinge turistas de bom nível cultural, jovens e pessoas com grande sensibilidade estética.  Suas consequências não são muito graves, basta  repouso e descanso.  Os sintomas podem durar poucas horas ou, em alguns casos, alguns dias.

 

Stendhal

A Síndrome de Stendhal foi estudada por uma psiquiatra italiana que a divulgou graças à publicação de um livro em que ela descreveu o resultado de um estudo realizado em mais de 100 pessoas. A doutora Graziella Margherini, chefe do serviço de saúde mental do Hospital Santa Maria Nuova,  escreveu “Síndrome de Stendhal. O mal-estar do viajante diante da grandeza da arte”, em 1979. Sua pesquisa foi baseada no comportamento de turistas que sentiam algum tipo de desconforto após a visita em alguns museus enquanto contemplavam obras de arte.

santa-croce

 

Parte do texto escrito no livro Roma Napoli Firenze, escrito por Stendhal:

“Ao chegar a Florença, meu coração batia com força… em uma curva da estrada, meu olho mergulhou na planície e percebi, de longe, como uma massa escura, Santa Maria Del Fiore e sua famosa cúpula, obra-prima de Brunelleschi. Eu me dizia: É aqui que viveram Dante, Michelangelo, Leonardo da Vinci! Eis esta nobre cidade, a rainha da Idade Média! É nesses muros que começou a civilização… as lembranças se comprimiam em meu coração, sentia-me sem condição de raciocinar e entregava-me à minha loucura como junto de uma mulher a quem se ama…

Eu já me encontrava em uma espécie de êxtase pela idéia de estar em Florença e pela vizinhança dos grandes homens dos quais eu acabava de ver os túmulos [Michelangelo, Alfieri, Machiavel, Galileu]… Absorto na contemplação da beleza sublime, que via de perto, eu a tocava, por assim dizer. Tinha chegado ao ponto da emoção onde se encontram as sensações celestes proporcionadas pelas belas-artes e os sentimentos passionais. Saindo de Santa Croce, meu coração batia forte; a vida esgotara-se em mim, eu andava com medo de cair…”

Florença, 22 de janeiro de 1817

 

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A Galleria degli Uffizi

O Museu degli Uffizi, a  principal atração de Firenze  quando o assunto é arte e recebe mais de 2 milhões de visitas por ano. É um dos mais famosos e antigos museus do mundo, com verdadeiras obras de arte da época do Renascimento.  É dividido em cerca de 50 salas com obras de artistas como Botticelli,  Giotto, Tiziano, Da Vinci, Michelangelo, Cimabue e Caravaggio. Difícil não se emocionar diante de tanta perfeição e beleza!

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Obras do museu Uffizi: na foto maior, o Corredor Vasariano e abaixo a obra Nascimento de Vênus, de Botticelli e a Sala dei 400 com quadros e esculturas

 

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O burgo medieval de Verucchio

Todos os anos passo uma temporada de férias nas proximidades de San Marino, entre a Emília Romanha e as Marcas.  E a região é repleta de burgos minúsculos ricos de cultura e história. Hoje vou falar de Verucchio, que pertence à provincia de Rimini, um dos principais balneários da Emília Romanha. Com cerca de 10 mil habitantes, Verucchio é desses tranquilos vilarejos medievais circundado de uma magnífica natureza,  onde tudo parece estar devidamente em ordem.  Em meio-dia dá pra visitar o burgo, portanto você pode se programar para visitar no mesmo dia a República de San Marino ou San Leo, que ficam bem próximos.

 

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Nem só praia você encontra na Emília Romanha: natureza e história fazem do burgo um interessante destino para quem busca explorar cidades vizinhas à San Marino e Rimini

 

O burgo de Verucchio

Verucchio atingiu sua glória sob a dinastia da família Malatesta. É a cidade natal de “Mastin Vecchio”(Malatesta da Verucchio), que conquistou Rimini em 1295. E era desta nobre família a “Rocca”, a enorme fortaleza circundada de muralhas que fica sobre a colina onde se encontra o vilarejo. Lá de cima a vista é deslumbrante e é possível avistar inclusive as cidades de San Marino e Rimini.

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A arquitetura ao redor da Piazza Malatesta

O coração da cidade é a Piazza Malatesta, onde estão as bodegas, sorveterias, barzinhos e lojinhas de artesanato.  A praça abriga  os prédios comunais, como o Palazzo Giungi (atualmente Morolli) e o neoclássico Palazzo Bedetti.

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A gente encontra deliciosos produtos gastronômicos da região nas bodegas da praça da cidade

 

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O capricho das moradias: varandas e ingressos das casas floridos e cheios de harmonia

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Difícil imaginar que este pacato burgo foi palco de sangrentas batalhas durante a Idade Média. A cidade foi dominada pela potente família Malatesta, que foram os senhores de Rimini entre 1295 e 1500 e eram os proprietários dessas terras.

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Pra vocês terem ideia de como Verucchio é antiga,  há 3 mil anos, bem antes dos etruscos, entre os séculos 10 e 7 a.c., na idade do ferro, desenvolveu-se no vale do rio Marecchia uma população conhecida como villanoviani, cujos restos foram conservados no  burgo e deram origem a um museu único, que junto com a área das escavações fazem  parte do Parque Arqueológico de Verucchio. O Museu Civico Arqueologico fica no convento medieval dos padres agostinianos, ao lado da igreja de Santo Agostinho, que é do século 14.

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Rocca Malatestiana – Construída por volta do século 12, a Rocca Malatestiana é uma das maiores e mais bem conservadas fortalezas da família Malatesta, que dominou a Emília Romanha de 1295 a 1500. O principal monumento de Verucchio é também conhecido como Rocca del Sasso.

 

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Este conjunto monumental, com estilos de épocas diferentes, é a fortaleza da cidade que fica no alto de uma colina (foto site Riviera di Rimini)

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A Rocca Malatesta é um ótimo exemplo de arquitetura medieval fortificada e abrange diversos periodos arquitetônicos, que vão do século 12 ao 16. Do alto a gente pode admirar uma esplêndida paisagem do Vale do Marecchia

 

É possível visitar a parte interna, onde encontram-se os quartos  com decorações originais e a Sala Magna, com a imponente árvore genealógica da família Malatesta.  Não deixem de visitar a fortaleza. Os ingressos custam 4,50 adultos e 3 euros crianças.  Confira  os horários de  abertura clicando aqui.

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Na Sala Magna fica a árvore genealógica da familia Malatesta. Já estive há cerca de 10 anos e neste local havia uma coleção grande de armas e armaduras. Nesta minha ultima visita não vimos o acervo bélico, provavelmente estavam reorganizando os espaços

Distâncias:

Rimini – 16 Km

San Marino– 10 Km

San Leo – 12 Km

 

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O que ver em Pisa

Um dos símbolos da Itália, a Torre de Pisa, certamente não teria toda essa fama se ela não fosse inclinada. Mas Pisa vai além da Torre Pendente, a cidade é uma beleza e tem muitas atrações que merecem uma visita

Torre Pisa

A torre torta de Pisa é a principal atração da cidade. Mas originalmente, ela não foi  projetada para ser dessa forma. Projetada para abrigar o sino da catedral, começou a inclinar-se devido ao terreno instável de argila e areia, materiais que não garantiam a sustentação de um monumento desse porte. As obras da torre, que tem 8 andares, continuaram mesmo com a inclinação, que começou quando estava sendo erguido o 3º andar.  E quem diria que devido à sua pendência seria uma das torres mais famosas do mundo?

 

pisa

Com  cerca de 90 mil habitantes, Pisa é um dos destinos mais procurados da Toscana. O centro histórico da cidade apresenta lindos prédios renascentistas, casas-torres medievais, igrejas, ruelas, praças e museus. A cidade tem um ritmo muito agradável e tem alma jovem e cosmopolita, afinal, abriga a prestigiosa Università di Pisa, uma das mais antigas da Europa, fundada em 1343 e que conta com mais de 40 mil estudantes. É a única universidade européia a fazer parte da Universities Research Association, um importante consórcio entre universidades, principalmente americanas. Ah, aproveito para lembrar que Pisa conta com aeroporto internacional, o Galileu Galilei,  de onde partem as companhias low-cost Ryanair e EasyJet.

pisa

 

Pisa é uma cidade relativamente pequena e dá pra explorá -la a pé. Você vai conseguir visitar praticamente todas as atrações da cidade em 1 dia. E por ser pertinho de Firenze, é uma boa pedida para fazer um bate e volta saindo da capital renascentista. Pisa fica pertinho de Lucca e de Volterra, portanto, dependendo do seu ritmo e interesse, pode passar apenas metade do dia e conciliar este  passeio com outra cidade.

pisa

Difícil não começar o nosso tour visitando a praça do Duomo, ou Praça dos Milagres, que é o centro turístico da cidade  onde estão os principais monumentos da cidade.  A praça foi declarada Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 1987: reúne a Torre, a Catedral de Santa Maria Assunta, o museu de São Mateus, o Batistério de São João  Batista e o Campo Santo.

 

torre-pisa

A torre de Pisa é a torre do sino da Catedral de Santa Maria Assunta. Apresenta inclinação de quase 4 graus

A Torre de Pisa–  A Torre Pendente, de 56 metros de altura, é a principal atração da cidade!  Ela tem 8 andares e 7 campainhas . Seu autor é, muito provavelmente, Bonnano Pisano, mas existem controvérsias sobre a verdadeira identidade do autor, pois há uma probabilidade que o projeto original seja de Diotisalvi.

A torre foi construída em 3 fases,  entre 1173 e 1372.  Ela começou a se inclinar ainda no início da construção, quando estava sendo erguido o 3 º andar. Durante as obras os engenheiros perceberam a inclinação e começaram a construir paredes mais altas do lado que a torre estava afundando  para compensar a diferença, o que foi um  erro, pois um lado começou a ficar mais pesado que o outro e a torre afundou ainda mais.

Por apresentar riscos, já que a inclinação  aos poucos ia se acentuando, a torre foi fechada e uma intervenção de 25 milhões de dólares reforçou a fundação com placas de chumbo para ela parar de se movimentar. Em 1993 foram iniciados trabalhos de restauro e em 2011 a atração voltou a ser aberta ao público. Portanto, quem tiver fôlego para subir os 296 degraus poderá admirar Pisa do alto de um dos monumentos mais famosos do mundo.

 

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Batistério di San Giovanni –  com proximadamente 55 metros de altura, o maior batistério da Itália, é uma obra do arquiteto Diotisalvi. Foi construído entre 1152 e 1363 e apresenta os estilos gótico e românico. Entrada 5 euros.

batistero Pisa

 

A Catedral Santa Maria Assunta – Em estilo românico, a Catedral de Santa Maria Assunta foi construída em duas fases, respectivamente vinculadas aos arquitetos Buscheto e Rainaldo, que projetou a extensão do edifício utilizando também materiais reaproveitados de monumentos romanos, reafirmando assim  a grandeza da cidade. Sua construção iniciou em 1063, tendo sido consagrada em 1118.  No exterior da catedral estão as portas de  bronze que retratam algumas passagens da Bíblia. A entrada é gratuita mas é preciso retirar um bilhete para entrar.

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A Catedral decorada por mármore e mosaicos

 

O interior da Catedral é suntuoso, com planta em cruz latina, com cinco naves e 60 colunas de granito da Ilha de Elba. A igreja  tem  riquíssima decoração, com  mármores multicoloridos, mosaicos e obras em bronze

A igreja é magnifica,   com planta em cruz latina e colunas de granito.  A igreja combina diferentes elementos decorativos. Há muitas obras-primas no interior, como o maravilhoso púlpito de Giovanni Pisano,  que foi realizado em 8 anos de trabalho (1302-1310).

O púlpito realizado pelo artista Giovanni Pisano no inicio do século 14

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Interior da lgreja de Santa Maria Assunta

Camposanto – O Camposanto é um cemitério monumental onde estão enterrados personagens ilustres da cidade e também abriga 84  sarcófagos romanos. O  ingresso custa 5 euros.

Pisa, a cidade de Galileu Galilei – Pisa é a cidade natal de Galileu Galilei, astrônomo, filósofo, físico e matemático que dizem, inclusive, que fez alguns de seus experimentos lançando objetos da torre pendente. Difícil saber se isso é lenda ou se realmente aconteceu.  Muitos sustentam que ele pretendia mostrar que a velocidade de queda de um corpo não é proporcional a seu peso. Segundo Galileu, o peso não tinha nenhuma influência na velocidade de queda.  Se quiser conferir os detalhes sobre a descoberta de Galileu, clique aqui.

 

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A via Santa Maria, com muitas opções gastronômicas, doces e sorvetes e lojinhas de artesanato

 

Demais atrações:

Igreja Santa Maria della Spina – Construída no século 11,  a igreja apresenta estilo gótico. Fica proxima às margens do rio Arno.
Universidade de Pisa – e2 a mais famosa das muitas universidades de Pisa, fundada em 1343, Fica no Lungarno Antonio Pacinotti, 43.
Museu de São Mateus – Funciona no antigo convento de San Matteo na Idade Média. O museu reune pinturas e esculturas da Idade Média , além de achados arqueológicos. Fica na piazza San Matteo in Soarta (valor 5, euros)
Corso Italia – é a rua de compras, de bares  e restaurantes
Piazza dei Cavalieri – era a praça central da cidade de Pisa e que hospeda imponentes edifícios da cidade. Durante a Idade Média era o centro politico e administrativo e atualmente é a segunda praça mais famosa da cidade, depois da Piazza del Duomo. A praça reúne construções como igrejas e prédios importantes, como a Escola Normal Superior, construído por Giorgio Vasari. Abriga a igreja de Santo Stefano dei Cavalieri.
Camposanto Monumentale– este é um novo passeio que foi recentemente inaugurado, o Camposanto Monumentale, para quem quer percorrer  os muros medievais de Pisa que circundam grande parte do centro histórico.  O passeio dura 1h30 e custa 10 euros.
Passear às margens do rio Arno – assim como Firenze, Pisa também é banhada pelo rio Arno. Suas construções são baixas onde as cores amarelo e ocre predominam.
Sobre o bilhetes para as atrações: Veja as opções de ingresso no site Opapisa.
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Come chegar:

De trem – Pisa tem 2 estações de trem: Pisa Centrale e San Rossore. A maioria dos trens vai até a estação Central. A estação  Pisa San Rossore é a mais próxima às princiapis atrações, fica a apenas 200 m da torre. Mas caso o trem escolhido seja estação Pisa Centrale, não se preocupe: o percurso a pé entre até a Piazza dei Miracoli dura cerca de 20 minutos e você vai poder admirar um pouco a cidade e passar pelo Rio Arno.
De carro – hoje em dia, com GPS,  é facil conseguir chegar a qualquer lugar. MAs atenção ao circular de carro em Pisa, pois como na maioria das cidades italianas, existem as zonas de tráfego limitado e você pode ser multado se ultrapassar o limite que é permitido apenas para residentes e automóveis autorizados. Da última vez em que fomos conseguimos parar o carro bem perto da praça dos  Milagres com estacionamento a pagamento.
De avião– Aeroporto Galileu Galilei a poucos kms do centro da cidade

O Teatro del Silenzio – Nas colinas de Lajatico, entre Pisa e Volterra, está o Teatro del Silenzio, de Andrea Bocelli. Lugar de paz, o lindo anfiteatro foi criado em total harmonia com a natureza e é palco do esperado evento anual que acontece sempre no mês de julho e que tem como protagonista o tenor, que é originário de Lajatico

Distâncias: 
Pisa está a 95 Km de Firenze,  a  20 Km de Lucca, a 24 Km de Vinci (terra de Leonardo), a   54 Km de Pistoia (capital italiana da Cultura de 2017), a 75 Km de Certaldo, 39 Km de Pietrasanta e a 68 Km de  Volterra, 41 Km de Lajatico, a terra do tenor Bocelli e a  79 Km de San Gimignano.
Site oficial da província de Pisa:  Portale ufficiale

Filmes gravados na Toscana

A relação da Toscana com o cinema daria um filme romântico, sem sombra de dúvidas! Território de indiscutível beleza, rico de história e cultura, a Toscana já foi cenário de célebres filmes e de todos os gêneros, do drama à comedia. Praças, monumentos, campos, burgos e a própria história da região, marcada também por guerras, continuam inspirando escritores e cineastas.  Você vai poder viajar através desses 16 filmes gravados na Toscana:

 

1 – Sob o sol da Toscana –  Quem não suspirou ao assistir essa comédia romântica e se imaginar no lugar da escritora vivida por Diane Lane, que deixa sua vida nos Estados Unidos para curtir uns dias de dolce far niente numa  villa da Toscana? Cenários de sonho, romance e aventura com cenas gravadas também na graciosa Cortona. Mas a casa onde acontece grande parte das locações não é na cidade, mas nos arredores de Cortona, na Villa Laura (conhecida também como Villa di Bramasole). O filme é de 2003.

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2- Inferno –  Dirigido por Ron Howard, o filme (de 2016) traz novamente Tom Hanks no papel  do famoso simbologista Robert Langdon, que mergulha no universo de Dante Alighieri, autor de A Divina Comédia, para buscar pistas e evitar uma tragédia global. Algumas cenas foram giradas no centro de Firenze, na Palazzo Vecchio e no Corredor Vasariano. E vocês não imaginam como ficou o trânsito na cidade na primavera de 2015 devido às gravações! Mas depois de conferir as cenas emocionantes quem é que vai lembrar que chegava sempre atrasado por que o tráfego não fluía???

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3 – O Gladiador –  Um retorno ao Império Romano com o famoso e premiado filme de  Ridley Scott (2000), com o musculoso Russel Crowe. O filme teve algumas cenas giradas na Toscana, mais precisamente em Terrapille, entre San Quirico d’orgia e Pienza.

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4- Uma Janela para o Amor / Quarto com vista –  É um filme britânico de 1985. Fala sobre uma inglesa que em viagem à Firenze conhece um advogado e seu filho, que oferecem para trocar de quarto (pois o dela não tinha vista). Apesar de ser comprometida com um inglês, ela se apaixona pelo jovem rapaz e precisa decidir o que fazer. Quem gosta de Firenze vai se apaixonar mais ainda pela cidade!

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5 – A Vida é bela – Vencedor de 3 prêmios Oscar,  La Vita è bella, foi rodado em Arezzo e em Cortona.  Aqui a gente volta aos anos anos 40, no período da 2ª guerra, quando o judeu Guido, vivido por Roberto Benigni e seu filho Giosuè são levamos para um campo de concentração nazista. Afastado da mulher, ele usa sua imaginação e humor para despistar o filho tentando protegê-lo da violência.  Esta obra-prima de Benigni  é de 1997.

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6- Uma paixão em Florença (Una notte per decidere)-  O filme, do ano 200o,  retrata o amor nos tempos do fascismo. O  filme, com Sean Penn, que mostra Firenze no final dos anos 30 fala sobre uma bela viúva inglesa que se  envolve em um triângulo amoroso e em intrigas políticas.

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7 – Lua Nova/ New Moon – Faz parte da quadrilogia Crepúsculo. Filme americano de romance e fantasia  conta a história da jovem Bella Swan que conhece o misterioso Edward Cullen. Eles começam a viver um romance e ele admite que é um vampiro. Lua Nova é caracterizado por vampiros de uma família da cidade de  Volterra mas as cenas foram giradas em Montepulciano.

 

8 – O Paciente Inglês-  O filme de Anthony Minghella é de 1996. Durante a 2ª Guerra, um piloto inglês tem seu avião abatido e é  cuidado por uma enfermeira canadense.  Algumas cenas do filme foram rodadas nos campos de Pienza e na Basílica de São Francisco, em Arezzo.

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9 -Miracolo di San’Anna – É um filme de guerra de Spike Lee,  de 2008,  com algumas cenas  rodadas em Colognora di Pescaglia (Lucca), Sant’Anna di Stazzema e na Versília, que remetem ao ano de 1944,  2ª Guerra Mundial.  O filme trata sobre a segregação racial que existia entre as tropas americanas.

 

10 -Maravilhoso Boccaccio – De 2015, o mais recente filme dos cineastas Paolo e Vittorio Taviani se passa na Florença do século 14, mais precisamente em 1348,   quando a peste negra afligiu a Europa. Fugindo desse cenário desesperador, dez jovens se isolam num castelo, contando histórias para passar o tempo e esquecer um pouco a situação caótica.  Todos os 5 contos do filme são retirados das 100 histórias de Decamerão, clássica coleção de novelas escritas por Giovanni Boccaccio, que viveu na cidade de Certaldo. Mas os castelos  toscanos escolhidos para as filmagens ficam nas cidades de Montepulciano e Montalcino.

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11- Aconteceu na primavera –  Poder e traição neste envolvente drama que é um dos mais elogiados filmes dos irmãos  Paolo e Vittorio Taviani (o filme é de 1993).  O filme fala sobre a maldição da família Benedetti.  Paixão, traição e vingança marcam por mais de 2 séculos esta familia.

12- Beleza roubada –  Dirigido por Bernardo Bertolucci, Stealing Beauty (1996) traz Liv Tyler como protagonista. O filme conta a viagem de Lucy,  uma jovem americana de 19 anos que vem à Toscana após o suicídio da mãe. Amor, sedução, inocência e ciúmes  num cenário  magnífico.   Dentre as locations, arredores de Siena, Castello di Brollio,  Scorgiano e Acqua Borra.

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13- Chá com Mussolini-  Filme de 1999, de Fanco Zeffirelli, que conta a história de um garoto filho de uma mãe solteira que é adotado por 3 senhoras inglesas que querem transforma-lo num verdadeiro gentleman. Mostra a Firenze dos anos 30.

 

14- Hannibal  – O filme de 2001 traz Anthony Hopkins na pele do psiquiatra Hannibal Lecter, um canibal que fugiu da prisão.  Com algunas cenas giradas no Palazzo Medici Riccardi, no Palazzo Vecchio, Piazza della Repubblica, Piazzale Michelangelo e Galleria degli Uffizi.

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15-  Meus caros amigos/ Amici Miei – Uma comédia de 1975, de Mario Monicelli, que conta a historia de 4 amigos de infância (que depois viram 5) que enfrentam tudo com bom humor e gozação todas as situações.

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16 – Cartas para Julieta – O filme é de 2010 e as cenas foram giradas em Verona e na Toscana, principalmente em Siena, no Borgo Scopeto Relais,  e também no centro histórico. Conta a história de uma americana que quando chega à Verona começa a ajudar um grupo de voluntárias a responder cartas endereçadas à Julieta pedindo conselhos amorosos, até que encontra uma correspondência antiga de uma senhora que tenta  reencontrar seu grande amor depois de muitos anos.

cinema

 

Esses são alguns filmes pra quem quiser ir sonhando com a Toscana enquanto programa a viagem ou para quem está a fim de matar a saudade dessa terra tão rica,  linda e cheia de fascínio!

 

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