O queijo pecorino de Pienza

Que tal conhecer a Toscana tambem através do paladar?   Neste post falo com vocês sobre o queijo pecorino de Pienza, um dos mais famosos e apreciados da região.
O queijo pecorino é fabricado com leite de ovelha. Outras variações bastante conhecidas são o pecorino romano e o sardo. Seu nome vem da palavra “pecora”, que significa ovelha em italiano. Aqui na Toscana, o mais famoso deles é produzido na cidade de Pienza, um dos mais charmosos e românticos burgos medievais da Itália, localizado no Valdorcia.
O sabor único deste queijo deve-se ao solo argiloso das pastagens, cujas ervas aromáticas conferem ao leite um sabor peculiar.
Existem diferentes tipos de queijo pecorino: semi-envelhecido, que pode ser de 2 a 5 meses, e o pecorino envelhecido, que possui sabor mais intenso, com tempo de envelhecimento que varia bastante, alguns chegando até a 2 anos. E se não ultrapassar 30 dias, o pecorino é definido como fresco.

O pecorino pode ser apreciado com combinações das mais variadas quanto ao envelhecimento, podendo ser com azeite balsâmico, envolto na folhas de uva, de louro, de nozes, palha, com pistache, pimenta, trufas ou com o vinho Brunello de Montalcino.

O queijo pecorino de Pienza pode ser saboreado sozinho ou, ainda melhor, acompanhado de fruta, mel ou geleia

 

Sobre Pienza – antigamente chamada de Corsignano,   Pienza é a cidade do Papa Pio II,  Enea Silvio Piccolomini,   que a transformou em cidade  ideal do Renascimento.  Pienza é uma das cidades mais românticas e graciosas da Toscana e é também conhecida como ” a cidade do amor”.  Venha saber mais neste post sobre Pienza.

pienza

Quer visitar Pienza e ter uma experiencia gastronômica nessa linda região da Toscana? Me escreva que te ajudo a organizar ou te acompanho nessa viagem!

 

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O crucifixo de Giotto na Basílica de Santa Maria Novella

É impressionante a quantidade de tesouros artísticos que encontramos na Basílica dominicana de Santa Maria Novella de Florença! Ao centro da igreja temos uma importante obra-prima: o Crucifixo em madeira, realizado por Giotto da Bondone, provavelmente entre 1288 e 1289.

O crucifixo de Giotto foi realizado no final do século 13. É pintado em têmpera e ouro sobre painel de madeira (578 x 406 cm)

Por que o Crucifixo de Giotto é uma obra tão importante?

Cristo ao centro , com Maria e São João

Entre as crucificações que marcaram a história da arte, o Crucifixo de Giotto que encontramos em Santa Maria Novella, aparece no topo da lista.

O crucifixo de Giotto é considerado uma antecipação da arte renascentista

O crucifixo de Giotto é considerado uma obra fundamental para a história da arte italiana, pois o artista explora e inova a iconografia do Christus patiens , que já havia sido introduzido na arte italiana na segunda metade do século 13 por Giunta Pisano e Cimabue.


A relevância da obra consiste no realismo do Cristo retratado, que não é idealizado, como na arte bizantina, estilo dominante na época, mas aqui temos um corpo humano real. O Cristo de Giotto mais fiel à realidade, representado por uma pessoa em carne e osso sofrendo na cruz.

Nesta obra Giotto pinta imagens realistas, expressivas e tridimensionais, sendo que outra inovação importante que testemunhamos é o claro-escuro. A cruz é de madeira e tem quase 6 metros de altura e foi realizada quando o artista tinha cerca de 20 anos.

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Jantar numa biblioteca em Florença preparado por um personal chef

Florença tem locais fantásticos que conjugam elegância, história, beleza que são bem pouco conhecidos  e capazes de surpreender os visitantes! Recentemente participei de um maravilhoso jantar  petit comité preparado pelo personal chef  Vieri Simoni numa esplêndida e elegante biblioteca  privada  bem no coração de Florença.

Na Codex49rosso volumes raros seculares e únicos e ao fundo a cozinha à vista

 

Volumes únicos seculares e de inestimável valor.  São mais de 25 mil livros antigos e preciosos,  sendo alguns volumes únicos no mundo

A biblioteca é um desses locais que te transportam para outra realidade: adentrar o enorme salão  da Codex49 Rossocom suas estantes carregadas de livros antigos harmoniosamente organizados nos dá a sensação de imergir em outra realidade,   é uma prazeirosa experiência  que parece nos transportar ao passado.

A biblioteca privada com volumes antigos dedicados à heráldica, ou armaria,  um sistema de identificação visual e simbolismo que foi criado aqui na Europa no século XII, baseado nos brasões de armas e escudos

O Codex49 Rosso é a nova sede da  “Antica Biblioteca  Storico-Araldica Genealogica Guelfi Camajani” que combina história e cultura heráldica genealógica onde é possível consultar o mais importante acervo europeu sobre o tema, com mais de 25 mil livros antigos e preciosos.

Com Elena Farinelli

E foi numa elegante mesa arrumada no centro de uma das  duas salas da biblioteca que jantei junto a um seleto grupo de convidados, recebidos por Ilaria Pistolesi e Stefano Guelfi Camajani, proprietários do local.

O personal chef Vieri , com grande experiência internacional,  nos proporcionou uma verdadeira viagem através de seus deliciosos e  caprichados pratos. Ingredientes frescos, ervas, frutas, aromas, perfumes e muita  paixão são constantes que aplica em suas receitas, onde cada prato é um deleite, uma experiencia multisensorial, a começar pela apresentação de seus pratos, que ganham vida a partir de hipóteses que começam em sua imaginação e depois começam a ser colocados em prática, com a mistura inusitada e criativa de ingredientes.

O personal chef Vieri Simoni tem muitos anos de experiência em cozinhas de grandes restaurantes internacionais e atua em Florença como chef particular. Ele adora preparar seus pratos com especiarias e aromas exóticos, criando pratos que são únicos, delicados e deliciosos!

 

Para o nosso jantar Vieri preparou  spuma di hummus alla paprika affumicata con gamberi e shiso,  um maravilhoso risotto al tè Earl Grey al bergamotto e gengibre, capesante al gin com manga e para sobremesa panna Cotta com arroz e açafrão .  Vieri é sommelier e nos proporcionou uma experiência enogastronômica interessantissima com harmonizações interessantes com excelentes vinhos!

Vieri  é  toscano mas coleciona experiências adquirida em países como Argentina, Chile, Emirados e Rússia, que servem como embasamento para elaboração de seu menu, com pratos bonitos, coloridos e perfumados para serem apreciados com os olhos e o paladar. O seu lema: trazer o restaurante para casa e entreter os clientes! Ele atua em eventos privados e organiza também cooking class em domicílio.

Um dos meus predileto: risotto early grey com gengibre, cenoura, abobrinha e funcho

E esses foram os pratos preparados por Vieri:   Espuma di humus de grão de bico,  páprica defumada e camarão com  folhas de shiso,  risotto early grey com gengibre, cenoura, abobrinha e funcho, vieiras flambadas com mel, manga, laranja e pimenta rosa e para encerrar panna cotta com arroz ao açafrão.   E cada vinho foi meticulosamente estudado para melhor exaltar dos pratos. A tarefa coube ao proprio Vieri, que é também sommerlier.

Codex49rosso

Um espaço para  acolher eventos únicos: da moda à gastronomia e da literatura à música

Ao longo de sua história, a Biblioteca encontrou sua sede em vários lugares históricos importantes de Florença: Via Maggio, Via Benedetto Castelli, Via Torta, Via Santo Spirito, para chegar a um lugar mais atual, um open space  na Via Palazzuolo 49r escolhido não só para incluir o estudo da pesquisa profissional em uma estrutura maior, mas também para poder compartilhar um mundo feito de manuscritos, árvores genealógicas e brasões  das áreas de moda, fotografia, arte moderna, escultura e música.

A biblioteca é um espaço disponível para eventos privados, empresariais ou culturais. Suas instalações são o palco perfeito para iniciativas exclusivas e inusitadas, com a estetica centrada na cultura onde o antigo  ajuda projetar  o futuro..

Codex49rosso
Via Palazzuolo 49r
Florença
Tel

 

 

 

 

 

 

 

A Capela da Madonna di Vitaleta, no Valdorcia

Um dos símbolos do Valdorcia é a Capela della Madonna di Vitaleta, uma pequena capela situada entre ciprestes, perto de San Quirico d’Orcia.   A capela é privada e o acesso até o local é apenas à pé, através de uma estrada de chão, mas a caminhada até o local é muito prazerosa, afinal, estamos em uma das áreas mais espetaculares da Toscana!

Posicionada em meio aos campos dessa esplendida região, tornou-se protagonista das paisagens mais famosas do mundo

Reza a lenda que, no século 16, no local onde se ergue a igreja, Maria apareceu a uma pastora e sugeriu-lhe que convidasse os habitantes de San Quirico a irem a uma  bodega em Florença, onde encontrariam uma estátua para ser  colocada na igreja de Vitaleta.

No ano de 1884 a capela foi redesenhada tanto interna quanto externamente pelo arquiteto Giuseppe Partini que se inspirou nos modelos do início do século 16. Sua aparência  é simples e a fachada revestida em pedra  de Rapolano

Graças às doações do povo, os devotos  compraram uma bela imagem em cerâmica vitrificada feita por Andrea della Robbia.  Entre o final do século  16 e 17, foi construída uma igreja para abrigar a escultura, em Vitaleta, Ao longo do tempo, numerosos milagres foram atribuídos à imagem sagrada, como contam os  moradores locais.

Durante muitos anos foi local de adoração de uma imagem da Madonna. Desde meados do século 19 a estátua  é conservada na Igreja da Madonna di Vitaleta, no centro de San Quirico d’Orcia.

A capela Vitaleta está localizada no município de San Quirico d’Orcia, província de Siena, no vilarejo de Vitaleta, não muito longe de Montepulciano.

Fica a cerca de 7 km do centro da cidade,  entre as cidades de Montalcino e Pienza, portanto, se voce está passeando por essa cenográfica região, reserve alguns minutos para visitar a capelinha.

Como chegar:

A capela está localizada em uma estrada de terra que leva de San Quirico d’Orcia a Pienza na direção de Montepulciano.  Um dos acessos é ao longo da estrada SP146 , onde  você  vai encontrar uma  placa à direita que o levará a uma estrada de terra.  É preciso estacionar o carro e terminar uma parte do percurso a pé.

A Duquesa Eleonora di Toledo, da corte dos Medici

A exposição dedicada à Duquesa  Eleonora Di Toledo está acontecendo nos magníficos salões do Tesouro dos Grão-Duques, no Palácio Pitti de Florença, até 14 de maio,  com mais de cem obras de arte, incluindo pinturas , esculturas, desenhos, trajes históricos e jóias,  que contam a história da vida e a importância cultural de uma das mulheres mais importantes da história do Renascimento.

Eleonora e Cosimo tiveram 11 filhos juntos, mas alguns morreram prematuramente

Eleonora nasceu no ano de 1522, na Espanha. Ela era filha do vice-rei de Nápoles,  dom Pedro di Toledo,  e chegou em Florença aos 17 anos,  após seu casamento por procuração com Cosimo I de’ Medici.  Esse foi o casamento mais feliz da família Medici.
Dos filhos que ela e Cosimo tiveram, Eleonora perdeu 7 deles. Piero “Pedricco”, Antonio e Anna morreram prematuramente ainda bebês. Lucrezia  morreu de febre logo após seu casamento com o senhor de Ferrara. Maria, Giovanni e Garzia,  doentes de malária, morreram jovens. Os dois últimos acompanharam a mãe Eleonora em uma viagem na região  da Maremma e que custou a vida dos três, pois contraíram malária, tiveram  febres severas e morreram  num curto intervalo de tempo.  Eleonora já estava com o corpo debilitado devido à  tuberculose e por muitas gestações. Eleonora morreu aos 40 anos.

O famoso quadro feito por Bronzino em 1545 de Eleonora com seu filho Giovanni

O povo florentino não foi  receptivo e  nada benevolente com ela. Mas Eleonora era uma mulher culta, segura e independente,  um perfil feminino que Florença nunca conhecera.

Eleonora era dotada de excepcionais habilidades gerenciais e desempenhou papel fundamental na construção da corte dos Médici, introduzindo a etiqueta da corte espanhola em Florença, revolucionando as modas da elite

Eleonora di Toledo foi um ícone de beleza, mulher inovadora no setor da moda e criadora de tendências,  apaixonada pelas artes,  mecenas dos artistas, ambiciosa e poderosa líder política e amante de espaços verdes, tanto que adquiriu o Palazzo Pitti com seu próprio dinheiro devido ao grande jardim. Sem dúvida a obra mais importante  que a duquesa  patrocinou foi o Jardim de Boboli.

Os Jardins de Boboli e o Palácio Pitti foram adquiridos em 1550 pela duquesa com fundos próprios e ela mesma supervisava os projetos do jardim e de ampliação do palácio

 

Eleonora desempenhou um papel fundamental na educação dos filhos e cuidou de sua imagem pública perpetuando a sua memória com inúmeros retratos

Eleonora di Toledo, símbolo renascentista do poder e do carisma feminino, foi protagonista absoluta da Corte da Toscana.

A exposição “Eleonora di Toledo e l’invenzione della corte dei Medici a Firenze” termina no dia 14 de maio de 2023.

Villa Saletta, hospedagem e vinícola no coração da Toscana

A Toscana não para de nos surpreender! E com a chegada do mês de março que anuncia a tão esperada primavera quero apresentar um lugar de sonhos onde estive recentemente para visita, degustação de vinhos e almoço:  Villa Saletta,   uma maravilhosa estrutura localizada no coração das colinas  pisanas, a menos de 1 hora de Florença,  um complexo com três vilas para hospedagem e moderna vinícola que produz excelentes vinhos.  Visitei também o antigo vilarejo de Villa Saleta,   um burgo medieval praticamente desabitado que será completamente reestruturado nos próximos anos.

Villa Saletta fica numa área com mais de 1.200 hectares de bosques, oliveiras e vinhedos, com  lindos e confortáveis casarões para hospedagem. O antigo burgo será rees

A história do local  começou há alguns séculos,  com a  família Gambacorta, proprietárias das terras nos anos 1300, antes que passasse para a família Riccardi, que transformou a Villa Saletta em uma verdadeira empresa rural nos séculos 16 e 17, para depois ser vendida à família Castelli.  Há cerca de 20 anos  Villa Saletta   é de  propriedade da família inglesa Hands, ativa no mundo das finanças e no setor de hotelaria de luxo.

A estrutura compreende 3 casarões para hospedagem,   uma vinícola e um burgo medieval que será reestruturado

Villa Saletta disponibiliza de uma posição invejável, entre  as encostas íngremes do vale até a cidade de Palaia, e está próxima às cidades históricas de Pisa, Lucca e Volterra, que oferecem uma concentração incomparável de beleza, arte e cultura.

Hospedagem

Villa Saletta oferece um complexo constituído por 3  maravilhosas vilas históricas que foram completamente reestruturadas e disponibilizadas para aluguéis turísticos. São acomodações ideais  para quem busca uma ocasião de viver dias de descanso e relax,  circundado da beleza toscana com todo o charme e conforto,  além de hospitalidade única e de alto nível, onde cada detalhe faz a diferença.

As estruturas são luxuosas e oferecem acomodações com total conforto

Cada uma das nossas três vilas foi cuidadosamente restaurada, usando técnicas regionais tradicionais e materiais toscanos que refletem a origem local. Os três casarões disponíveis para temporada são Villa Fagnana, uma elegante casa do século 19 que proporciona uma vista para todo o bosque e para as plantações de azeitona e uva,  Valle, imersa numa tranquilo vale e Casolare,  um refúgio de caça em estilo chalet suiço.

Atenção e respeito pelas tradições locais e peças de design contemporâneo

A sala da Villa Fagnana, onde almoçamos

Na Villa Saletta é possível solicitar chef a domicilio.   O nosso almoço  contou com uma proposta gastronômica elaborada pelo chef Francesco Chiavacci.

Para começar, pappa al pomodoro com salsicha e queijo pecorino, como primo risotto Acquerello com brócolis, stracciatella e avelã, stracotto de carenou Chianina com Villa Saletta Chianti DOCG Superior 2016 em creme de batata aromatizo com trufas e para sobremesa mousse ao mascarpone com Vinsanto e crumble de cantucci

 

O brasão é da época da família Riccardi

Vinícola Villa Saletta

Villa Saletta está numa área tradicionalmente conhecida pela produção de vinho desde o século 10.

Labirinto de vinhedos:  Torrino é um antigo vinhedo circular usado em tempos antigos como uma espécie de “armadilha” para a caça. Dentre as atividades, Villa Saletta oferece piquenique e degustações nessa área no final do dia

Além da clássica variedade toscana de uva Sangiovese, a empresa  produz vinhos com uma série de variedades de origens mais distantes, como Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon e Merlot, todas perfeitamente adaptadas ao terroir e que são rigorosamente selecionadas a mão.

Vinícola moderna e de baixo impacto energético e construída com materiais como o ferro e cortiça, o que evita a necessidade de instalações de condicionamento: vinhos elegantes e com personalidade

A estrutura da vinícola é moderna e gira em torno do conceito de biodiversidade e do equilíbrio ambiental perfeito com cultivos diferenciadas e complementares,   além do vinho   azeite, silvicultura, ervas e flores silvestres, trufas e caça.

Graças ao uso conjunto de técnicas e abordagens tradicionais e as ferramentas da agronomia moderna, o sistema de viticultura da Villa Saletta está agora entre os mais avançados da Itália.  Villa Saletta combina técnicas tradicionais da Toscana e tecnologia moderna, mantendo um vínculo forte e constante com o patrimônio da propriedade,  produzindo uma série de vinhos da mais alta qualidade e reconhecidos internacionalmente.

O agrônomo e enólogo David Landini Tradição e inovação:  Villa Saletta  é uma cantina moderna e funcional onde nascem vinhos elegantes e com personalidade

O agrônomo e enólogo de Villa Saletta é David Landini,  com uma rica herança agrícola, que defende “a inovação valoriza a tradição, garantindo uma compreensão técnica e atual do território”.

Tradição e inovação:  Villa Saletta  é uma cantina moderna e funcional onde nascem vinhos elegantes e com personalidade. David apresentando os vinhos que foram degustados na vinícola

A vinícola dá máxima atenção aos detalhes de cada fase do processo de produção com o objetivo de colocar a Villa Saletta na vanguarda da produção de vinho. Desde sempre  prevaleceu a linha de produção de vinhos de qualidade superior, apostando na produção de alguns rótulos em nome da “Villa Saletta” capazes de competir no panorama vitivinícola italiano.

O burgo medieval

O burgo de Villa Saletta viveu seu período de maior esplendor entre os séculos  16 e 17  quando a família Riccardi,  cuja fortuna está ligada aos Medici,  a transformou em uma das propriedades mais conhecidas de toda a Toscana.

O local  já pertenceu a famílias nobres como Gambacorta, Riccardi e Castelli

Proximamente iniciará a restauração do burgo medieval Villa Saletta, destinado a se tornar um resort de luxo.

Rico de história e beleza, Villa Saletta é um lugar  autêntico, para uma experiência inesquecível e genuinamente toscana, em meio a vinhedos e oliveiras a perder de vista, hospitalidade de alto nível, acomodações luxuosas e confortáveis e que te permite  vivenciar a verdadeira essência toscana.

 

  • Visitei  o local à convite da empresa, em presstour organizado pela Arthouse PR.

 Villa Saletta
Via Fermi, 14

Località Montanelli

Palaia- Pisa, Toscana

 

Prato, a segunda cidade mais populosa da Toscana

Por estar perto de cidades bem maiores e mais famosas, a cidade de Prato acaba ficando de escanteio.  Localizada no coração da Toscana, a apenas 25 quilômetros de Florença,  Prato tem cerca de 200  mil habitantes.  A cidade possui muitos locais de grande interesse, repletos de arte, beleza e elegância.   Vou enumerar algumas atrações no centro histórico, que é gracioso e muito bonito:
 –  A Basílica de Santo Stefano, o Duomo da cidade, que fica na praça Duomo.  A Basílica, em estilo românico-gótico, apresenta um  púlpito externo realizado por Donatello e Michelozzo. No interior há um maravilhoso ciclo de afrescos realizado por  Filippo Lippi em meados do século 15.

Na Capela Maior o ciclo de afrescos realizado por Filippo Lippi

Aqui na igreja é mantida uma preciosa reliquia, o Cinto  Sagrado de Nossa Senhora, que segundo a tradição, foi trazido de Jerusalém em 1141 por Michele Dagomari.

O cinto, ou em italiano Sacra Cintola, ou Sacro Cingolo, è conservada na capela homônima da basílica de Santo Stefano

O púlpito realizado por Michelozzo e Donatello

O culto do cinto –  Do púlpito, a relíquia de Nossa Senhora é apresentada  para os fiéis em algumas ocasiões.  O cinto era exposto também  em caso de epidemias, mau tempo e seca, para pedir a ajuda de Nossa Senhora.
–   Outra atração de Prato está localizada na mesma praça, é o Museu dell’Opera del Duomo di Prato, inaugurado em 1967. O museu preserva pinturas, esculturas e móveis  antigos.
 –  O Palazzo Pretorio é uma imponente  construção de  tijolos vermelhos,  cuja construção iniciou no século 13.   Aqui é a sede do Museu do Palazzo Pretorio, onde podemos admirar obras de Donatello, Filippo e Filippino Lippi, Alessandro Allori,  Lorenzo Bartolini e muitos outros artistas.

O Palazzo Pretorio, centro da vida política da cidade

– Palazzo Comunale di Prato. Esse é um antigo palácio de origem medieval, localizado na praça de mesmo nome, em frente ao Palazzo Pretorio.
– Castello dell’Imperatore,   também conhecido como Castelo  Svevo ou Fortaleza de Santa Bárbara,  é construção medieval do século 13,  construída a mando de Frederico II da Suábia e que  transformou-se em prisão no século 14.  É possível subir a fortaleza  e admirar o panorama lá do alto.
_ Museo del Tessuto, Palazzo Datini,  Casa Museu Leonardo Tintori e Museo di Scienza Planetarie, Igreja de São Francisco e a Basílica de Santa Maria delle Carceri, realizada por Giuliano da Sangallo , que ficam na piazza Maria delle Carceri  são outras atrações da cidade.

A Igreja de São Francisco

 

Basílica de Santa Maria delle Carceri

 

Prato é a terra do cantucci ou cantuccini, mais conhecido como biscotti di Prato,  que são biscoitinhos secos,  crocantes, feitos com amêndoas e geralmente servidos com Vin Santo. Clique aqui para conferir as tradições gastronômicas da Toscana.

No centro histórico de Prato uma loja da Antonio Mattei, premiada fabrica de biscoitos fundada em 1858

Prato fica perto de importantes cidades da arte, como Arezzo (90 km), Siena (90 km) e Pisa (75km). O percurso de trem de Florença até Prato dura apenas 20 minutos.   Você  já tinha ouvido falar em Prato?
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A Fogueira das Vaidades

No dia 7 de fevereiro de 1497, véspera da Quaresma, aconteceu um episódio  importante na Piazza  della Signoria de Florença conhecido como a Fogueira das Vaidades,  quando seguidores do  pregador Girolamo Savonarola queimaram objetos considerados pecaminosos, que eram associados à ostentação, ao luxo,  ao pecado e ao prazer. ras de Savonarola, diz-se que até Sandro Botticelli atirou  algumas de suas obras na fogueira.

Savonarola predica contro il lusso e prepara il rogo delle vanità”, Ludwig von Langenmantel, 1881

Milhares de obras de arte, joias,  quadros, livros, vestidos,  cartas de baralho e  instrumentos musicais foram destruídos. Convencido pelas palavras de Savonarola, diz-se que até Sandro Botticelli atirou  algumas de suas obras na fogueira.

A praça da Signoria, onde aconteceu a Fogueira das Vaidades em 7 de fevereiro de 1497

 

Predica di Savonarola nella basilica di San Miniato a Firenze , obra de Hyppolite Flandrin, 1840, Lione

A “Fogueira das Vaidades” era uma prática que acontecia em diversas cidades européias. Nessas ocasiões, acompanhados de  sermões  concorridos e fervorosos que condenavam os vícios , riquezes e vaidade, queimavam-se  objetos relacionados  ao  pecado.  Mas,  devido à sua proporção  e impacto, a expressão designa especialmente o acontecimento  ocorrido  em Florença, cidade onde se expressava o Renascimento, que traduzia  ideias humanísticas  no âmbito da  arte,  literatura e ciências.

A Piazza Savonarola de Florença em dia de mercado

 

Savonarola, nascido em Ferrara,  veio para Florença em 1490  a pedido do próprio  Lorenzo O Magnifico, que faleceu 2  anos depois. Em toda Florença não havia um homem que gozasse do mesmo consenso que o frei, sem contar com sua indiscutível oratória e   extraordinário carisma.

Savonarola alcançou grande sucesso com seus sermões, ouvidos e apreciados sobretudo pelos pobres e descontentes. Isso porque em seus sermões  não teve medo de denunciar a decadência e a corrupção da igreja, e não deixou de questionar, lançando inúmeras acusações contra os governantes e  a exploração do povo.

Para facilitar as assembléias do conselho,  Girolamo Savonarola mandou construir um enorme salã dentro do Palazzo della Signoria: o que hoje conhecemos como Salone dei Cinquecento, e que ganhou decoração no século 16

Savonarola viveu no convento de San Marco,  onde foi prior,  entre 1491 e 1498. No ex-convento de San Marco é possível visitar a cela de Savonarola e ver alguns de seus objetos.

O Convento de San Marco, onde Savonarola viveu

Savonarola, o “senhor religioso”, protestava contra a devassidão da sociedade e a corrupção eclesiástica e também contra  o papa Alexandre VI (Rodrigo Borgia), que, segundo o frei, personificava o vício e a corrupção. Ele criticava abertamente o Vaticano e o Sumo Pontifice.  Por esse motivo, Florença precisava decidir:  ou entregam o herege ao Papa ou a cidade sofreria  interdição papal.  O  apoio popular de  Savonarola decaiu e  ele  acabou por ser preso.  Processado  por heresia, ele foi levado à prisão o na Torre de Arnolfo no Palazzo Vecchio,  uma pequena cela na torre de Arnolfo, conhecida como Alberghetto.

O religioso foi condenado à morte, enforcado e  queimado  em  23 de maio de 1498, aos 46 anos. Suas cinzas foram  jogadas no Rio Arno.

Essa é a placa colocada no local onde Girolamo Savonarola foi executado na Piazza della Signoria

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O melhor da gastronomia toscana – Forchettiere Awards 2023

Quais são as melhores trattorias, restaurantes, pizzarias, sorveterias, bares, confeitarias e delicatessens de toda a Toscana?  O Forchettiere Awards 2023, idealizado pelo jornalista Marco Gemelli,  premiou 13 categorias do mundo da gastronomia toscana, num evento que aconteceu no Dome Firenze dia 16 de janeiro.  Esta é a 3ª do evento, que envolveu mais de 200 locais não apenas de Florença, mas também de outras cidades da Toscana.

Esse é um reconhecimento para premiar os representantes da área de gastronomia no panorama florentino e toscano, dividido em 13 categorias

Adriana Tancredi e Marco Gemelli entregam o prêmio especial à Gaetano Trovato,  duas estrelas Michelin e chef do Arnolfo

A cerimônia de premiação do evento foi conduzida por Adriana Tancredi e Marco Gemelli, e contou com a premiação de 18 estabelecimentos entre restaurantes, pizzarias, trattorias, bares, sorveterias, hamburguerias, confeitarias, entre outros.

Os 5 finalistas da categoria cocktail bar, que premiou o Atrium Bar do Four Seasons Hotel Firenze

A votação  aconteceu durante o mês de dezembro no site do “Il Forchettiere” e eu participei como jurado técnico, que teve um peso de 70%.  Participaram cinco finalistas de cada categoria, que teve apenas um vencedor, e aqui estão eles:

Os vencedores de  Forchettiere Awards 2023:

  • Santo Bevitore (restaurante Firenze )
  • Chic Nonna by Vito Mollica (restaurante “fine dining”)
  • La Loggia – Belmond Villa San Michele (restaurante  da província de Firenze)
  • Da Burde (trattoria tradicional)
  • Fulin (restaurante internacional)
  • Giotto (pizzaria)
  • Atrium Bar – Four Seasons Hotel Firenze (cocktail bar)
  • Gelateria della Passera (gelateria)
  • Giorgio (confeitaria)
  • Lungarno23 (hamburgueria)
  • Nancy De Luca (chef emergente)
  • Chic Nonna by Vito Mollica (nova abertura 2022)
  • Formaggioteca Terroir (gastronomia)

Melhor delicatessen de Florença: Formaggioteca Terroir

Os 5 vencedores da categoria Toscana:

  • Restaurante Osteria Passo dopo Passo de Castellina in Chianti (Si),
  • Pizzaria Elementi de Barberino (Fi),
  • Cocktail bar Caffè al Teatro di Pietrasanta (Lu),
  • Hamburgeria BBQ Chianina Station,
  • Officina della Bistecca de Dario Cecchini, a Panzano in Chianti (Fi)

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A Porta do Paraíso do Batistério de Florença

A encomenda por parte da corporação da Arte di Calimala da célebre Porta do Paraíso do Batistério de San Giovanni de Florença  deu-se em 2 de janeiro de  1425. Lorenzo Ghiberti é o autor da magnífica obra, que foi realizada em 27 anos,  entre 1425 e  1452.

As Portas do Paraíso realizadas por Ghiberti, no Museu dell’Opera del Duomo

A porta  deveria ficar inicialmente no lado norte do Batistério de San Giovanni mas depois de pronta, devido  ao seu esplendor e  beleza, decidiram colocá-la numa posição de honra: em frente à Catedral Santa Maria del Fiore, o Duomo de Florença, no lado leste. Ela foi denominada assim por Michelangelo, que disse: “são tão  lindas que estariam bem nas portas do Paraíso”.

A Sala del Paradiso com as portas originais do Batistério de São João

Em 1966 a enchente que acometeu Florença danificou a porta que precisou ser restaurada. E foram necessários 26 anos de trabalhos, que foram realizados pelo Opificio delle Pietre Dure e que, depois de prontas,  ganharam novo endereço:  as Portas do Paraíso ficam custodiadas no Museo dell’Opera del Duomo.

O Museo dell’Opera del Duomo é um moderno museu de Firenze que reúne  a maior coleção do mundo de esculturas da Idade Média e do Renascimento fiorentino

A porta foi realizada em  bronze e coberta por uma camada de ouro. São 10 painéis quadrados modelados em baixo, médio e alto relevo . Graças ao uso do baixo relevo e da prospectiva são  narrados vários episódios dentro de apenas 1 painel. Ao total, são 47 episódios bíblicos do Antigo Testamento.

A cópia das Portas do Paraíso

A porta realizada por Ghiberti foi substituída por uma cópia feita em 1990 graças à generosidade de um magnata japonês.

No Batistério de San Giovanni encontramos uma cópia das Portas do Paraíso

Portas do Paraíso. Mas por que são chamadas assim?
Segundo Vasari, foi Michelangelo quem  as chamou assim pela primeira vez, pois eram  tão bonitas que estariam bem nas portas do Paraíso : “Elle son tanto belle che starebbon bene alle porte del Paradiso”!

Os painéis iniciam contando a história da criação, com  Adão e Eva e prosseguem com os principais personagens do povo hebraico até terminar com as duas últimas com os reis Davi e Salomão .

Os batentes da porta são decorados com pequenos bustos de personagens bíblicos, profetas e sibilas. Um dos bustos é o artista: Lorenzo Ghiberti. programa iconográfico dos painéis foi confiado a Leonardo Bruni

Na parte interna 24 estátuas de profetas e sibilas e  na parte redonda cabeças de personagens bíblicos e no interior o autorretrato de Ghiberti e seu filho Vittore,  seu colaborador.

Curiosidade: Brunelleschi e Ghiberti “duelaram” para a realização de uma obra importantíssima de Florença: a Porta Norte do Batistério de San Giovanni, em 1401. Os artistas que se inscreveram deveriam apresentar um relevo com a representação de uma passagem do antigo testamento: o sacrifício de Isaque. Na epoca,  foi Ghiberti  que venceu.

Esse concurso realizado para a execução de uma das portas do batistério de Florença em 1401 marca de fato o início do Renascimento na Itália.  O trabalho de realização das Portas do Paraíso foi o segundo de Ghiberti no Batistério.

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