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Como preparar a mala para o outono europeu

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O momento de arrumar as malas para uma viagem sempre traz muitas dúvidas e dificuldades. E pensando em facilitar a vida de quem está vindo pra cá agora no outono, preparei uma lista e algumas dicas para tentar te ajudar. Uma das características da chamada meia-estação é que as temperaturas são mais baixas pela manhã e à noite. E se o dia estiver ensolarado nada de casaco; você vai precisar apenas de uma jaqueta leve durante o dia.
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A primeira coisa a ser considerada é que você precisa ser prática e compacta, portanto, nada de exageros! Nem sonhe em achar que você vai precisar de dois looks por dia e muito menos que  precisa separar um look para cada dia. Durante uma viagem quase ninguém volta para o hotel para se arrumar antes de sair pro jantar.  E sim, você vai repetir roupas. Mas com criatividade e com o auxílio de acessórios poderá conferir aspectos diferentes a um mesmo look.

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Então vamos lá:

1-Escolha uma mala retangular e com rodas. Não se esqueça que será provavelmente você mesma que terá que carregar e levantar a sua bagagem todo o tempo nos momentos de mudar de cidade e pegar trem (conselho: leve uma mala dentro da outra porque com certeza você vai querer comprar alguma coisa, por mais que diga que este não é o objetivo da sua viagem).
2-Selecione peças confortáveis e em cores neutras e coordenáveis entre si.
3- Traga apenas sapatos confortáveis. Lembre-se que você vai caminhar bastante e vai precisar de sapatos bem cômodos, esqueça o salto alto
4- Observe o material das blusas que quer trazer pois não significa que aquela blusa grossa vai te proteger do frio, prefira malhas de lã e caschemire.
5- Use roupas em camadas. Aqui as pessoas usam a expressão de se vestir como “cebola”, isto é, com uma blusa sobre a outra.
6- Caso esteja entre os objetos da sua lista de compras, deixe para comprar aqui botas de cano alto e perfumes (traga amostras e embalagens pequenas de cosméticos. Otimize o máximo que puder o espaço na mala.
7- Você provavelmente não terá muito tempo (e nem ânimo) para se preparar antes de sair para jantar. Para a noite, dê um upgrade na maquiagem e invista em acessórios statement
8- Traga camisetas segunda-pele de algodão para usar diariamente sob a blusa, malha ou camisa. Dessa forma você precisa lavar apenas aquela que está em contato com o corpo
9-Evite peças estampadas, que amassam e com cores difíceis de combinar entre si.
10- Não coloque na mala roupas que não gosta muito e que nunca usou pois certamente não será nesta viagem que você vai estreá-la.

 

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Caso não ocupe muito espaço na mala, selecione uma bolsinha para ser usada à noite

 

Peças  para uma viagem de 15 dias a 20 dias:
Peças íntimas (coloque-as em um saquinho separado para facilitar)
Pijamas
Produtos de higiene (separe nas necessaires por categoria: produtos para cabelo, maquiagem…)
Remédio
Camisetas de algodão segunda-pele (3)
Blusas (4)
Camisas (2)
Cardigan (2)
Malhas (2)
Calça jeans (2)
Calça de tecido (2)
Saia
Vestido (2)
Acessórios (cintos, lenços e meias grossas)
Sapatos (1 bota cano médio e 1 tênis)
Trench-coat
Jaqueta (1)
Casaquinho (1)
Leggings
Meia-calça grossa (1 preta e 1 de outra cor)
Sombrinha
Leve também uma sacola para as roupas sujas
Importante: leve em sua bagagem de mão uma lingerie e uma camiseta (em caso de emergência, caso a mala seja extraviada)
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Mala para o outono: começando a separar as malas com as peças mais básicas

 

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Dois cardigans e echarpes e lenços que podem ser usados com ambas as peças

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Leggins – conforto sempre! (foto divulgação)

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As malhas podem ser usados sobre camisas e blusas de gola alta (foto divulgação)

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Vestidos neutros podem ganhar meias coloridas e echarpes (foto divulgação)

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Excelente pedida para viagem: os sapatos da Hogan. Inclusive você pode enfrentar a viagem de avião com um modelo desse tipo (foto divulgação)

Vou mostrar alguns looks que podem servir como fonte de inspiração pra você preparar a sua mala para o outono:

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Vinícola Antinori, na Toscana

Comento sempre aqui no blog sobre o forte apego do povo italiano com a sua terra natal e suas origens. E hoje mostro um pouquinho da história da família Antinori, que há 26 gerações dedica-se à produção de vinho e construiu na pequena cidade de Bargino, entre Firenze e Siena, uma moderna e belíssima vinícola. A cantina, inaugurada em 2012,  é um presente da família à terra do Chianti Classico confirmando seus laços históricos com a sua terra de origem.  Uma ótima opção para quem tem vontade de conhecer uma vinícola nos arredores de Firenze.

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A vinícola Antinori nel Chianti Classico

Estive recentemente visitando o espaço, uma obra arquitetônica espetacular, moderna e completamente integrada à paisagem. Podemos dizer que este é um verdadeiro templo do vinho, onde cada detalhe foi minuciosamente estudado para que o homem pudesse aproveitar da melhor forma os recursos da natureza. Durante o tour pela vinícola pudemos conhecer um pouco da história da família, do seu amor pela cultura do vinho e por este pedacinho da Toscana. A Marchesi Antinori transferiu grande parte do seu escritório para o local, que abriga também um museu, um restaurante, uma  bodega e uma livraria. Esta é uma obra do arquiteto Marco Casamonti,  que utilizou na estrutura materiais naturais da região.
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Praticamente uma simbiose entre arquitetura e paisagem. A Antinori é um excelente exemplo de construção eco-friendly

 

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Com tradição de mais de 600 anos na produção de vinhos, a empresa tem à frente o marquês Piero Antinori, que conta com a ajuda das três filhas

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Entre interrupções e dificuldades encontradas, o projeto durou quase 10 anos (7 apenas para a construção). Uma das exigências do marquês era que o prédio fosse integrado ao ambiente e por este motivo precisaram escavar a terra para que a construção não agredisse o panorama.

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Aqui começou o nosso tour, que tem duração de uma hora. Durante o passeio são explicadas as técnicas de prensagem, fermentação, maturação e envelhecimento

 

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A adega foi pensada para permitir a vinificação “por gravidade” e garantir naturalmente a temperatura ideal para a produção e conservação do vinho

 

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Pudemos observar os tanques de fermentação e os barris onde os vinhos descansam. Olhem que elegante sala de degustação com as paredes em vidro

 

Visitando a vinícola 

Desde que foi inaugurada, há quase dois anos, a empresa está aberta para visitas e oferece ao público a possibilidade de acompanhar todos os processos que envolvem uma produção de larga escala e conhecer um pouco da história da tradicional família. Para agendar visitas e degustações basta entrar aqui.
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Antigo barril para armazenamento de azeite de oliva

 

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Obra contemporânea em exposição na escadaria do artista argentino Tomas Saraceno. Na esfera uma planta que sobrevive sem água, apenas com humidade

 

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A guia Elisa nos acompanhou neste tour pelo moderno e surpreendente espaço. Aqui estamos na sala dedicada ao Vin Santo

 

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Estes foram os vinhos que degustamos ao final do passeio pela empresa

 

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A empresa é conhecida mundialmente pela produção de vinhos Chianti e Supertoscanos, como o Tignanello e Solaia, que estao entre os melhores vinhos italianos

 

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Quando a gente chega até o terraço onde fica o restaurante é impossível não se surpreender com a espetacular vista. Em meio ao verde da natureza e às plantações de uva. Nem mesmo a chuvinha que caiu tirou o charme do local

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A vinícola foi concebida para ter um baixo impacto ambiental e uma grande economia energética

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Com um panorama surpreendente, no restaurante Rinuccio 1180, são servidas delícias da culinária toscana e o sommerliere do local aconselha os melhores vinhos que harmonizam com os pratos escolhidos. Estive com a minha amiga Monica Cantagalli, que atua na presidência da empresa, e me fez companhia na hora do almoço

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Objetos como taças e decanters à venda na loja da Antinori

 

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Como chegar:

A Antinori fica em Bargino, a menos de 30 minutos de Firenze. Caso você não esteja de carro, existem ônibus da Sita saindo de Firenze que param na entrada da empresa e o percurso dura 40 minutos.
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Total harmonia com a natureza – Cercado pelas colinas do Chianti e coberto de vinhas, a vinícola é integrada ao ambiente, buscando respeitar e valorizar a paisagem local

A Antinori nel Chianti Classico  faturou o premio Wold’s Best Vineyards 2022, numa competição entre 50 vinícolas do mundo inteiro. A escolha de melhor vinícola  levou em consideração não somente a qualidade dos rótulos, mas critérios como beleza do territorio, infraestrutura, tours, oferta gastronômica e historia, enfim, tudo o que contribui para a experiencia do visitante.

Quer conhecer a Antinori? Escreva um email para grazieateblog@gmail.com.

No mundo do tomate

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Apesar de ser um produto de origem sul-americana, o tomate transformou-se em um símbolo da gastronomia italiana e é o principal ingrediente de dois orgulhos da cozinha nacional: a pasta e a pizza. O tomate veio da América por volta  de 1500 e foi introduzido na Europa inicialmente pela Espanha para depois chegar em terras italianas. Aqui é chamado de pomodoro.  E o verão é a melhor estação do ano para apreciar o fruto e os diversos pratos preparados à base de tomate. E imaginem que existe um restaurante aqui na Itália super original, dedicado ao pomodoro, uma espécie de terra encantada do tomate. Apresento neste post  o restaurante Pomod’oro, que fica em Rimini, na Emilia Romagna.

 

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Este é um restaurante temático onde inclusive podemos ver e passear pelas plantações das diversas variedades do fruto (e também de uma infinidade de verduras, legumes e frutas). Tudo é cultivado ali mesmo, próximo à área externa do estabelecimento, que conta com mesas distribuídas sob videiras e oliveiras. O lugar é ideal para crianças, pois oferece uma excelente programação com teatrinho, pintura e uma grande área de lazer para entreter os pequenos.

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Ao entrarmos, a impressão é a de estarmos em uma mercearia ou bodega, onde além de vários tipos de tomate, podemos adquirir produtos em conservas, pasta fresca, queijos e salames. O vermelho e o verde predominam na decoração.
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Em exposição, produtos do dia super frescos para venda

No Pomod’oro podemos saborear dez tipos de tomate através de uma proposta que oferecerem: o menu degustação que inclui 3, 5 ou todos os 10 tipos do fruto, acompanhados por temperos e pão quentinho. No cardápio, a explicação sobre cada tipo de tomate, com suas principais características.

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Vintage- parte do décor na entrada do estabelecimento

 

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Parece um simples prato de spaghetti mas garanto que o sabor é excepcional, principalmente graças aos produtos frescos.

 

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Pizzaiolos em ação

Este ano o Pomod’oro completa 20 anos e como nunca, deixa claro que a proposta da casa é oferecer sempre produtos frescos e genuínos, com produtos da estação, que são os protagonistas de lindos e saborosos pratos da tradicional cozinha italiana e também revistados.
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Um cantinho do espaço interno

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Outdoors – Os pratos são servidos sob as muitas videiras e oliveiras espalhadas pelo jardim do restaurante

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E para sobremesa um mix de frutas da estação com sorvete “fior di latte”

 

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Entretenimento com animadoras. Perto da plantação de alecrim as crianças escolhem os desenhos que querem para enfeitar o corpo. Duas vezes por semana o restaurante oferece uma intensa programação para as crianças, com animadoras que contam estórias e apresentam peças teatrais

 

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Uni, duni, tê… ah, vamos escolher todos, um pouquinho de cada! Rsrsrs

– O restaurante havia fechado as portas em 2016 com possiblidade de reabertura

20 atrações grátis em Firenze

Dicas de Firenze

A Igreja de Santa Croce

A Basílica de Santa Maria Novella

Passeio a bordo do 500

7 rooftops de Firenze

Festas medievais na Toscana 

Castiglione della Pescaia, no litoral da Toscana

Entre o azul do mar e o verde das colinas, Castiglione della Pescaia é um dos balneários mais elegantes do litoral toscano. A natureza foi muito generosa com este pedacinho da Toscana, que é um burgo medieval sobre uma colina encravada na Costa do Tirreno, na região da Maremma.  Devido à qualidade do seu mar e do ambiente é conhecido como “piccola Svizzera” (pequena Suíça).
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 Litoral charmoso e badalado

Castiglione della Pescaia pertence à província de Grosseto (dista 22 km) e possui menos de 8 mil habitantes. No centro histórico medieval, que fica na parte alta da cidade, estão as torres, a muralha e as antigas construções muito bem preservadas. Lá do alto o visual é espetacular. 
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E como se não bastasse seu rico patrimônio histórico, o mar que o circunda é límpido e de um azul cristalino que hipnotiza. A vista para o porto-canal com o rio Bruna

Este requisitado e elegante cantinho do litoral da Maremma fica bem perto de Massa Marittima, onde estivemos há pouco tempo (saiba mais neste post aqui).

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Pieve de San Giovanni Batista

Para os apaixonados por arte e arqueologia, dois pontos imperdíveis são a Pieve de San Giovanni Batista e o Palazzo Pretorio, ambos de origem medieval.

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Vários eventos agitam a cidade durante o verão, como concertos com a Orquestra de Grosseto, apresentações teatrais nas pracinhas e cinema ao aberto

 

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As flores sempre presentes colorindo e alegrando o ambiente. Lindo de se ver!!!

 

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O centro histórico possui locais modernos e lojas de luxos mas conserva uma atmosfera tranquila que encantam os turistas

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Adoro conferir o ritmo de vida e perceber algumas características que apenas cidades menores apresentam, como cadeiras na frente das casas -os donos da casa se sentam e passam horas observando os turistas e comentando com os vizinhos o que vêem-, roupas estendidas nos varais em habitações com paredes de pedra e chave pendurada na fechadura (coisa rara de se ver).

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Para o nosso almoço escolhemos o restaurante Posto Pubblico pelo impacto que nos causou quando adentramos o centro histórico. O local fica nesta espécie de praça no início de uma ladeira, com ambiente que remete ao passado. O único porém é que o atendimento deixou a desejar. Foi uma decepção perceber que o staff se esforçava mas não conseguia ser gentil. Uma pena pois o lugar é cheio de estilo e fica em local privilegiado. Sem contar que os precinhos não são nada camaradas (como consolo, ao menos tudo estava saboroso!).  

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As praias de Castiglione della Pescaia 

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É um balneário elegante, único e exclusivo, com praias de águas cristalinas e com uma importante área de preservação ambiental

 

Castiglione della Pescaia apresenta uma variedade de praias: livre, a pagamento, com areias finas e claras e outras de pedras. Muitas pessoas seguem para o balneário não apenas devido a suas praias mas também em busca de área verde. Ali existem numerosas “pinete” (árvores de pinho) para quem busca descansar, passear ou fazer um piquenique na sombra. Existem diversos estabelecimentos balneários modernos e com boa estrutura. Para uma diária, os comerciantes cobram cerca de 40 euros para uma sombrinha e duas espreguiçadeiras na alta temporada (julho e agosto).

San Galgano

Além das belezas naturais, a Toscana abriga riquezas históricas e culturais como poucas regiões no mundo. Esses dias estive na abadia de San Galgano, um mosteiro do ano de 1200 que encontra-se em ruínas e atrai turistas de todo o mundo fascinados pelo mistério da espada fincada na rocha, em Montesiepi, onde viveu o cavaleiro italiano Galgano Guidotti.   Além da abadia de San Galgano,  no local encontra-se também o eremitério de Montesiepi, construído em  estilo românico como um mausoléu do jovem santo eremita, alguns anos após sua morte, que ocorreu entre 1182 e 1185.
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San Galgano está localizado em uma bela posição no Val di Merse, a apenas 35 km ao sul de Siena

Aqui estávamos chegando a San Galgano, que fica em Chiusdino, na província de Siena. E para a minha surpresa o caminho até lá estava repleto de girassóis. Já imaginaram uma espécie de tapete amarelo ladeando as estradinhas aqui da Toscana em contraste com um céu límpido e azul? É de alegrar qualquer coração.

 

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A abadia foi construída entre 1218 e 1288 por monges cistercienses, ordem religiosa monástica católica beneditina reformada, que normalmente construíam seus mosteiros  nas proximidades dos rios. Nesse caso o  Merse , e em locais de importantes passagens, aqui direção  Maremma.  Devido à  fome e à praga que atingiram a comunidade no século 14 , os monges se mudaram para Siena no final do século 15.

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O cenário local parece um filme da Idade Média, com toda uma sugestiva área verde

A construção, com arquitetura em estilo gótico é constituída apenas pelas paredes. O fascínio deste antigo burgo medieval que está em ruínas é que não apresenta teto. É impressionante a sensação de paz e serenidade no local.

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Galgano Guidotti, filho de Guido e Dionisia, nasceu em 1148 em  um pequeno burgo chamado Chiusdino, perto de Siena, numa época em que culminavam a violência, a prepotência e a força, como forma de vitalidade e vigor. Galgano era um cavaleiro nobre rico e arrogante. Durante uma viagem recebeu uma mensagem dos céus e foi profundamente tocado. A partir dali começou a perceber a inutilidade do seu estilo de vida. Por este motivo resolveu isolar-se sobre as colinas de Montesiepi.
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A abadia é do início do ano de 1200. Consagrada em 1288, não possui tetos, apenas ruínas. Em 1300 a abadia foi devastada e em 1400 começou o período de decadência.

Galgano abandonou o seu mundo em busca de paz interior e começou a dedicar-se à vida de eremita. No ano de 1180, como sinal de renúncia à toda forma de violência, fincou a sua espada sobre uma rocha com a intenção de usá-la como cruz ao invés de tê-la como arma.  Alguns anos  depois Galgano faleceu e em 1185 foi declarado Santo pelo Papa Lúcio III. Após a sua morte foi construída no local onde ele rezava a capela de Montesiepi, que fica a poucos metros da Abadia de San Galgano.
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Aqui avistamos Montesiepi, onde viveu San Galgano. Um fato curioso é que dizem que a história do rei Artur da Inglaterra foi inspirada pela história de São Galgano, cavaleiro italiano

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O mistério de Excalibour- A famosa espada na pedra atrai turistas e curiosos que visitam a capela de Montesiepi (foto divulgação)

 

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A abadia fica num local ermo e encontra-se em ruínas. No local restam apenas as paredes. Em nosso passeio visitamos o interior da Abadia, os jardins, a Sala Capitolare, as ruínas do Chiostro e o Scriptorium

 

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A sala Capitolare era a sala de reuniões da comunidade. No dia em que a visitamos pudemos conferir uma mostra de arte contemporânea

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Belas surpresas – Passagens que nos levam até o pátio da abadia. O local é único e muito especial

 

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A céu aberto – Na abadia acontecem espetáculos de dança, teatro e música

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Almoçamos no restaurante que fica no local, de onde se pode contemplar a abadia e admirar a paisagem local.

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San Galgano fica entre Siena (a apenas 40 minutos da cidade) e Massa Marittima (falei sobre a cidade neste post). Foi super gostoso e nosso  passeio nesse pedacinho de paraíso, lugar super agradável!

 

Horário de funcionamento da Abadia: 

De novembro a março , das 9 às 17h30

Abril, maio e outubro, das 9 às 18 h

Junho e setembro, das 9 às 19h

Julho e agosto, das 9 às 20h

Valor do ingresso: 4  euro e 3 euros (reduzido – até 18 anos, acima de 65 anos e grupos acima de 20 visitantes)

  • em ocasiões de casamentos ou eventos os horários podem sofrer variações.  Consulte a abadia.

Ermitério de Montesiepi aberto diariamente a partir das 9h da manhã até o pôr do sol, com entrada gratuita. Domingo às 11h30 missa.

 

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Mercado Central de Firenze

O Mercado Central de San Lorenzo é um dos pontos imperdíveis para quem visita Firenze e quer observar de perto dos costumes dos fiorentinos

Já falei sobre o Mercado Central de San Lorenzo mas hoje mostro pra vocês o novo espaço gastronômico, com um andar inteiro de excelentes restaurantes nos moldes de street food e oferecem todos os típicos pratos da cozinha italiana e principalmente da Toscana.  Ali você encontra produtos de qualidade desde o cafe-da-manhã até um delicioso jantar. No térreo continuam funcionando as barracas de produtos frescos como frutas, verduras, peixes, queijos, presuntos e os mais variados tipos de temperos.

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Uma das entradas do mercado, inaugurado em 1874, projetado pelo arquiteto Giuseppe Mengoni

O Mercado Central fica perto da igreja de San Lorenzo, bem no coração de Firenze, numa área do centro histórico repleta de tradicionais restaurantes, bodegas e lojas de produtos de artesanato. Essa proposta da modernização, com a abertura do primeiro andar, serve para reavivar uma região que com o passar dos anos não suscitava mais tanto interesse na população. Pelo que percebi, esta nova área gastronômica agradou em cheio, pois tem se tornado ponto de encontro dos fiorentinos graças à diversidade e à alta qualidade dos produtos que oferece.

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Produtos orgânicos

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Pra quem não tem muito tempo pode optar por pratos previamente preparados. Mas é tudo feito com produtos frescos que são constatemente repostos

 

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Para comemorar os 140 anos do Mercado Central foi inaugurado há pouco tempo este ambiente moderno e acolhedor dedicado à gastronomia, com diversas opções de restaurantes onde cada um escolhe o seu prato e divide essas mesas disponibilizadas na área central. Além de uma variedade enorme de frutas e verduras, ali você encontra restaurantes que oferecem peixes, carnes, pasta fresca, pizza, queijos, vinhos, doces e chocolates e até e o famoso gelato. 
 

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Tradição em produtos frescos e genuínos. As frutas e verduras são organizadas, limpas , bonitas e saborosas. Dá gosto fazer a feira aqui! Mas não se esqueçam de pedir ao atendente para pegar o que você precisa. Eles não gostam que toquem nos produtos

 

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Podemos acompanhar a preparação dos pratos

 

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E com esta gama de docinhos??? Difícil quem resista

 

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A enoteca Chianti Classico com uma infinidade de excelentes vinhos da região

 

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A parte dos queijos é uma perdição. Tem uma variedade enorme!

 

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Um prato must-try: Preparando o panino com lampredotto, iguaria tipicamente toscana, feita com estômago bovino

 

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O espaço acomoda até 500 pessoas na área central do primeiro andar (que na verdade seria o segundo, mas aqui eles o chamam assim, primo piano)

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Pães de diversos tipos e pizzas

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Os bares do mercado são modernos e se transformaram em points para um happy-hour, aqui chamado de aperitivo. Aqui o barman acaba de preparar um spritz

Este é um passeio que recomendo. Os turistas podem apreciar e conhecer um pouco sobre os costumes locais e escolher um dos diversos estabelecimentos para degustar os pratos toscanos numa divertida atmosfera tipicamente fiorentina.
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No andar térreo o mercado continua funcionando como antigamente e as bancas funcionam até as 14 horas, sendo que no primeiro andar, na área dos restaurantes, o atendimento é até a meia-noite. 
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E neste prestigioso espaço tem até escola de culinária. Para os amantes da gastronomia que queiram se aprimorar em Firenze, a escola Lorenzo de’ Medici pode ser uma boa opção. Já pensou que maravilha se aventurar na cozinha em um ambiente como este? Para mais informações, clique aqui no site.

Horário de funcionamento: 
Andar térreo: de segunda à sexta,  das 7h às 14h; aos sábados das 7h às 17h, fechado aos domingos e feriados
Primeiro andar (restaurantes): todos os dias, das 10 à meia-noite

 

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Massa Marittima e a praia de Follonica

Este ano aproveitamos alguns dias de férias de verão para conhecer Massa Marittima  – que apesar do nome, fica a 20 kms do litoral- e uma praia que fica ali perto, chamada Follonica, um dos balneários queridinhos dos toscanos. Massa Marittima, que pertence à província de Grosseto,  é uma cidade de arte e fica sobre as colinas do monte Metallifere. É conhecida como a “Pérola artístisca” da Maremma.
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O centro histórico de época medieval, que fica na cidade alta, é circundado por muralhas e muito bem preservado

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Sobre Massa Marittima

Como muitas outras cidades da região, foi fundada pelos etruscos. Conserva na parte alta, que é a mais antiga, o burgo medieval, que é pequeno e tranquilo, tendo a praça Garibaldi o ponto mais central e de partida para uma caminhada para quem quer desvendar esse pedacinho ainda desconhecido dos brasileiros.

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O Duomo ou a catedral de San Cerbone, é uma das maiores representações do estilo românico existentes na Toscana. Ela foi construída na metade do século XII e a torre do Relógio

No centro estão as principais atrações. A piazza Garibaldi, que é o símbolo da cidade, com pavimentação e alguns edifícios em mármore travertino retratam um ambiente medieval. Um dos prédios é o Palazzo Pretório, a sede do museu arqueológico.

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Capital da extração de minério em épocas medievais, Massa Marittima reúne belezas históricas, ambientais e arquitetônicas. Durante a nossa caminhada, nos deparamos com muitos restaurantes charmosos, bares e lojinhas de artesanato, objetos de madeira, cerâmica e mosaicos colaboram para a fama de ser um polo artístico.

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A gente pode perceber que a vida por aqui prossegue calma. Na praça principal os moradores observam o vai e vem de turistas. Aqui estamos no Palazzo comunale, uma linda construção de épocas diferentes

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Os restaurantes mais intimistas ficavam neste beco. Uma graça!!! Depois que escurece todas as mesas ganham uma vela. Mais charmoso e característico não podia ser

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Aqui estamos no Palazzo dell’arcivescovado (dos arcebispos), ao lado do Duomo, sede da antiga opera de San Cerbone. Desde os anos de 1600 passou a ser residência dos bispos

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Massa Marittima é toda circundada por muralhas. Esta é outra entrada da cidade

Festas e eventos

Muitas festas animam a cidade nesta temporada de verão atraindo uma quantidade enorme de turistas. A festa Il Balestro del Girifalco acontece duas vezes por ano (no 4º domingo de maio e no dia 14 de agosto, véspera do feriado de Ferragosto). É um torneio de tiro ao alvo onde os participantes usam vestimentas da idade Média. Antes da competição acontece o cortejo pela cidade.
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Esta foto eu fiz em Firenze em um cortejo antes da partida do Calcio Storico Fiorentino. A publiquei para mostrar a roupa que eles usam

Outro evento que acontece no verão é o Calici Di Stelle, com o objetivo de assistir a chuva de estrelas cadentes na noite de San Lorenzo, 10 de agosto, ocasião onde os apaixonados de vinho passeiam com a sua taça para degustar a bebida de Baco e peregrinar pelas barraquinhas . As praças da cidade são tomadas por stands onde produtores e agricultores comercializam as delícias típicas toscanas, como mel, queijo, vinho, azeite e geléia.
E a música não podia ficar de fora. Outra importante manifestação é a Lirica in Piazza, evento dedicado a óperas líricas que acontece num teatro a céu aberto instalado na praça Garibaldi.
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O nosso hotel ficava fora do centro histórico e o panorama do restaurante era uma maravilha. Esta foto foi no dia de uma tempestade de verão que durou poucas horas

 

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Desta vez não pudemos desfrutar de tudo que o local oferece (existem muitos passeios com trilha, trekking e a cavalo) pois optamos por visitar a praia de Follonica. Pela estrada, os rolos de feno fazem parte do panorama

Como disse anteriormente, Massa Marittima não fica no litoral mas bem perto da cidade existem muitas praias. Nós estivemos em Follonica, que fica a 20 minutos de carro.   Como é gostoso ir desvendando a Toscana e suas belezas…
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Informações:

Saindo de carro de Firenze: são 111 km (cerca de 1h50)

Para quem quiser ir de trem precisa chegar até a estação de Follonica. Dali pegar o ônibus  azul (Ferrovie Massa Follonica)  que parte da pracinha perto da estação.  Existe também outra opção de ônibus direto Siena- Massa Marittima.

Montalcino, berço do Brunello

A minha história de amor por Montalcino começou antes mesmo de tê-la visitado. Quando conheci meu marido no Brasil, em 2002, saímos para jantar e ele fez questão de pedir um Brunello e me explicar sobre esse vinho e orgulhosamente dizer que era uma das maravilhas que a Toscana produzia. Me apaixonei por quem me introduziu ao vinho e pelo vinho!
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Fiz estas fotos em julho e as uvas estavam pequenas. Mas as roseiras lindas e floridas

E fiquei muito curiosa para conhecer esse pedacinho de paraíso, que fica na região do Val d’Orcia,  inserida na lista de Patrimônios da  Humanidade pela Unesco.

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Montalcino, o berço do Brunello

Por ser relativamente perto de Firenze (menos de duas horas de carro), a visitamos com frequência e sempre volto encantada por essa pacata cidade medieval, cheia de charme e bom astral. É aqui, nos arredores de Montalcino, província de Siena, que estão os melhores vinhedos da Itália, onde é produzida a uva sangiovese grosso, dos vinhos Brunello e Rosso de Montalcino.
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Videiras  em pleno centro da cidade

 

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A igreja da Madonna del Soccorso

 

O fascínio da cidade não se resume à bebida de Bacco. A natureza foi muito generosa com Montalcino. A paisagem de seus arredores é constituída de vinhedos a perder de vista em meio às típicas casas toscanas. Já o centro histórico da cidade carrega traços da época do Renascimento.
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Você vai se deparar com uma grande quantidade de lojinhas, em sua maioria de vinhos e produtos típicos da Toscana, que inclusive oferecem degustações

A pitoresca Montalcino é pequena e em um giro a pé você poderá visitar todas as suas atrações. Até porque é proibido transitar de carro em determinados locais. Portanto, delicie-se ao desbravar suas ruazinhas estreitas. E mesmo fazendo um esforço para encarar as suas ladeiras você não vai reclamar e sentir-se privilegiado por estar em um lugar como este. Sua rua  principal é a via Matteotti, que se estende até a Piazza del Popolo, o coração medieval da cidade. Na esquina entre a praça e a rua, fica o Palazzo dei Priori,  edifício  adornado com os brasões dos podestàs que governavam Montalcino e, no térreo, há uma estátua de Cosimo I de’ Medici, o primeiro grão-duque da Toscana. Quem aprecia arte deve conhecer o Museo Diocesano que abriga uma rica coleção de arte sacra.
Num passeio pela cidade você certamente vai passar pela Piazza del Popolo e o Palazzo dei Priori.
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Montalcino é célebre pela produção do Brunello Di Montalcino e apesar de ser uma cidade pequena tem um pouco de tudo que a Toscana é capaz de oferecer

 

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A concatedral do Santíssimo Salvator, conhecido como o Duomo di Montalcino, de estilo neoclássico. Sua construção foi concluída em 1832

 

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Montalcino é pequena e muito fácil de ser explorada. Suas ruas são estreitas com ladeiras íngremes, cercadas pelas antigas muralhas da cidade

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Fortaleza de Montalcino – Visita obrigatória para quem passeia na cidade é o Castelo de Montalcino, praticamente intacto. Sua estrutura é pentagonal com algumas torres. A fortaleza manteve-se intacta até meados do século 16, a última resistência de Siena em constante guerra com Firenze. Sua estrutura atual apresenta algumas restaurações. No interior do castelo existe um pátio grande onde acontecem shows e eventos culturais.  Ali funciona uma enoteca onde encontramos prestigiosas garrafas. Não deixe de  degustar uma taça acompanhada de especialidades toscanas, como queijos e presuntos.

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La Rocca, a Fortaleza de Montalcino, cuja construção começou em 1361

 

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Sua herança medieval deixou traços em seus castelos, igrejas e mosteiros

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É possível caminhar pelas muralhas da fortaleza medieval. A visita é rápida mas vale muito a pena subir para admirar o panorama lá do alto.

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Quem quiser pode subir até a fortaleza para apreciar a cidade do alto. Paisagem incomparável

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Montalcino possui pouco mais de 5 mil habitantes e seus orgulhosos moradores a tratam e mantém de maneira impecável, com tudo em seu devido lugar. Reparem no capricho dos vasinhos de flores, uma beleza!

 

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Tarefa difícil essa de degustar o Brunello nos charmosos restaurantes e cafés espalhados pela cidade

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Montalcino fica a apenas 40km de Siena e a 137km de Firenze. Apesar de existirem ônibus e muitos city-tours saindo das duas cidades, o meu conselho é alugar um carro. É bom poder girar com liberdade e ter a possibilidade de parar onde mais te interessar, pois as estradinhas são lindas e convidativas.

Sobre o vinho  Brunello

O Brunello de Montalcino é o produto tipo exportação que representa a tradição e excelência no que diz respeito a vinhos. É produzido 100% com uva Sangiovese Grosso, na região conhecida também como Brunello. Os primeiros experimentos com o Brunello aconteceram no final da segunda metade de 1800, com a utilização de uma variedade da uva Sangiovese. Foi o primeiro vinho italiano a receber a classificação DOCG (Denominação de origem controlada e garantida), 1980, que atesta sua qualidade, autenticidade e pureza.

Sua graduação alcoólica é de no mínimo 12%. E sabe outra particularidade? Ele precisa passar por um longo período de envelhecimento: pelo menos dois anos em barris de carvalho e pelo menos quatro meses em garrafa . Só pode ser colocado no mercado para consumo a partir do dia primeiro de janeiro do ano sucessivo ao fim de 5 anos,  considerando o ano da safra. E 6 anos para o Reserva. A vinificação, conservação, envelhecimento e engarrafamento acontecem exclusivamente na zona de produção.
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A uva sangiovese é cultivada em outras regiões da Itália mas é aqui na Toscana que ela ganha o estrelato. É a única uva utilizada na produção do Brunello

Na mesma região, além de Brunello, são produzidos outros vinhos DOC: Rosso di Montalcino, produzido com as mesmas uvas, Moscadello di Montalcino, um vinho de sobremesa branco feito com uvas Moscato e Sant’Antimo DOC, que envolve a produção de vinhos brancos e tintos.
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O Brunello combina perfeitamente com carnes vermelhas e de caça, com funghi e tartufo e é uma delícia para ser consumido com o queijo pecorino toscano, produto típico da cidade de Pienza. Inclusive falei a respeito neste post.
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A colheita da uva, a vindima, começa no final do verão ( em setembro) quando os grãos estão maduros. Existem muitas visitas programadas às vinícolas e eventos dedicados à enologia

 

Uma particularidade de Montalcino é que em frente a cada parreira você encontrará uma roseira. Isso porque antigamente os agricultores poderiam prevenir pragas nas plantações de uva, que são mais resistentes que as rosas. Dessa forma podiam adotar medidas de prevenção aos vinhedos caso percebessem pragas nas roseiras. E apesar de muitas técnicas modernas adotadas atualmente, os produtores ainda enfeitam as plantações para o deleite dos visitantes, que se encantam com suas cores na deslumbrante paisagem. E não é à toa que a rosa é a flor mais romântica que existe. Não era de amor que eu estava falando no início deste texto?

 

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Massa, na Toscana

Massa fica bem perto de Carrara, na região da Maremma, onde meu marido precisa ir frequentemente a trabalho. E já que por aqui é período de férias escolares, aproveitamos alguns dias em família naquela região. Ficamos em uma linda “pousada” (esta seria a melhor definição para o tipo de hospedagem) em meio ao verde, num lugar fresco e bastante agradável.

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Estivemos ali algumas vezes e hoje mostro um pouquinho pra vocês do nosso passeio no final de semana e apresento também um café superbacana que descobri, cheio de charme e personalidade, onde objetos pessoais fazem toda a diferença no ambiente.

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Registros que fiz durante a viagem, entre Firenze e Massa. O percurso de carro dura cerca de 1 hora

 

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Mesmo girados para o outro lado, vale o registro dos girassóis, que nesta época do ano enfeitam de amarelo as estradas da Toscana

 

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Massa Carrara está situada na Costa Oeste da Itália. No caminho a paisagem toscana com colinas suaves e os característicos ciprestes

Como chegamos na pousada à tarde, ficamos na piscina e depois fomos dar uma volta na cidade antes do jantar.

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A pousada fica no alto de uma colina e nos proporciona uma vista espetacular. Lá embaixo na cidade, bem no centro, fica o Castello Di Malaspina, que é aberto ao público para visitação

 

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As principais ruas do centro fecham para o tráfego de veículos durante a noite

Escolhemos o restaurante La Taverna de Batti para jantar, local que oferece cozinha típica toscana e é famoso pelas carnes que prepara. Durante o verão, grande parte das pessoas busca por mesinhas do lado externo. Bom para observar, se distrair e se deixar levar pelo ritmo do lugar…

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A fachada da catedral foi reconstruída em 1936 é um trabalho que chama a atenção

Massa é uma cidade pequena, tranquila e segura. Nos dias de verão uma boa pedida para as crianças é a linda praça degli Aranci, que abriga o  Duomo da cidade, a Igreja de San Pietro e Francesco, onde acontecem óperas. Nas proximidades não transitam carros e os barzinhos e restaurantes preparam mesinhas na parte externa.

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Próximo a escadaria da catedral de San Pietro e Francesco de Massa as crianças participam de diversas atividades com jogos educativos, pinturas e brincadeiras

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O Palazzo Ducale, do século 17, é a sede da prefeitura da cidade (foto Informagiovani)

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Já era bem tarde quando fiz as fotos e as mesinhas já estavam vazias. Nesta pracinha vi este cartaz na janela do Caffè Puccini.  Achei bem interessante:  “o quadro dos honestos” . Funciona assim: você escolhe um livro, faz uma doação do valor que quiser e a renda é doada para o tratamento de câncer. Percebi que o local estava fechando mas mesmo assim pedi pra entrar rapidamente para dar uma olhada na decoração,que me pareceu bastante original.

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Apesar de estarem em horário de fechamento, Massimiliano foi gentil e me explicou sobre a proposta do decor do Café, com alma jovem e repleto de peças únicas e objetos de arte,  alguns feitos por ele mesmo.

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O proprietário Massimiliano Quadrelli é apaixonado por fotografia, artes e pelos livros

 

Olhem que graça de lugar! Com decoração pessoal e com muito estilo, num ambiente super “in” e com atmosfera pra lá de aconchegante. Reciclando objetos e transformando outros dando outra utilidade.  Dá pra obter um espaço bonito e moderno sem gastar muito, não acham?
 
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Adorei esta peça! A antiga máquina de escrever fica apoiada neste banco, na sala principal do café, composto por três ambientes

 

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Objetos pessoais e de valor sentimental

 

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No teto, brinquedos antigos dos filhos. As luminárias em metal foram feitas por Massimiliano

 

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A placa foi feita pelo seu pai que atuava como marceneiro

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Aqui as fotos que Massimiliano fez de sua esposa Sara Mussi . As fotografias são recordações de viagens e momentos importantes que transcorreram juntos

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Brinquedos de seus filhos foram pendurados e conferem um clima lúdico ao espaço

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O ambiente é repleto de livros. Esta luminária da nonna foi restaurada e ilumina um cantinho da saleta

 

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As cadeiras vintage foram um achado numa feira de antiguidades na cidade de Lucca

 

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Vários robôs enfeitam o ambiente. São feitos de papel cartão e peças reaproveitadas

 

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Perto da vitrine uma bobina velha de filme

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Espero que tenham curtido este breve passeio e o ambiente do Caffè Puccini. Sobre a comida, ainda não posso opinar. Preciso voltar para conferir as delícias propostas no menu. Fiquei com água na boca só de olhar!

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Ah, como faz bem acordar num lugar como esses. A gente recarrega as energias e volta à rotina com muito mais vigor. Ótimas lembranças desse pedacinho de paraíso escondido nas colinas da surpreendente Toscana

Ali bem perto de Massa, em Marina di Massa, fica a praia da cidade mas não a visitamos. Quem quiser saber sobre como funciona e quais os serviços de uma praia a pagamento aqui na Itália, confira neste post aqui onde eu falo da praia de Marina di Carrara. 

Pienza

Pienza, antiga Corsignano, é uma das minhas cidades preferidas na Toscana. Todas as vezes que a visito volto ainda mais encantada com este tranquilo e charmoso vilarejo localizado nas colinas do Val d’Orcia. Com pouco mais de 2 mil habitantes e conhecida como “a cidade ideal do Renascimento”,  Pienza, terra natal do Papa Pio II , ganha na primavera um reforço em sua beleza e fica ainda mais linda com os vasinhos de flores coloridas espalhadas pelos seus becos estreitos, lojinhas de artesanato e bodegas.
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Porta al Murello, um dos acessos ao vilarejo, que nos anos 1500 foi considerado a “cidade ideal”. Nada foi perdido do seu encanto antigo: tudo permanece exatamente como era

 

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Em 1996 Pienza foi reconhecida pela Unesco como Patrimônio Mundial da Humanidade

A cidade de Pienza, província de Siena, fica na bela região conhecida como Val D’orcia e a paisagem local parece uma pintura: suaves colinas verdes com  plantações de oliveiras e videiras, campos cultivados e característicos ciprestes, um dos símbolos da Toscana, nos enchem os olhos!

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Pienza é uma cidade que precisa ser desvendada devagar…. Por ser um lugarzinho pequeno é bem simples e prazeroso ir descobrindo seus cantinhos graciosos e cheios de beleza e harmonia!  Você vai caminhando – sem entender muito bem onde quer chegar – e vai se maravilhando com as casinhas adornadas pelas flores, observando o ritmo tranquilo dos moradores e admirando a beleza da arquitetura dessa joia de cidade.

 

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Pienza, a cidade ideal do Renascimento

Pienza, antigamente chamada de Corsignano,  deve muito do que é ao Papa Pio II,  Enea Silvio Piccolomini, eleito Papa em 1458 e  que transformou a sua cidade natal no que ele considerava a cidade ideal renascentista, baseado na utopia humanista do renascimento da civilidade clássica e de harmonia entre natureza e história.  Artistas e arquitetos se empenharam em sua tarefa e ali surgia a “cidade nascida de um pensamento de amor e de um sonho de beleza”, como escreveu o poeta italiano Giovanni Pascoli.  Pio II solicitou ao arquiteto Rossellino, sob atenção do grande arquiteto Alberti, de modificar a cidade e em menos de 4 anos foram realizados belíssimos e harmoniosos prédios, como a Catedral, a residência Papal e a praça central.

O que fazer em Pienza

Praça Pio II –  Joia do urbanismo renascentista, a praça Pio II abriga o Duomo, o Palazzo Piccolomini e o Palazzo Comunale. Todos os edifícios foram construídos por Bernardo Rossellino entre 1459 e 1462, como a Catedral de Santa Maria Assunta,  que fica no local da antiga igreja paroquial de Santa Maria.

 

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Pienza é conhecida como a cidade ideal do Renascimento, graças à vontade do Papa Pio II

Palazzo Piccolomini – o prédio  foi construído em meados do século XV e idealizado pelo arquiteto florentino Bernardo Rossellino como a residência de verão do Papa Pio II, e contém elementos arquitetônicos renascentistas desejados pelo pontífice para tornar esta cidade única e de notável beleza. O palácio  pertenceu à família até a morte do último descendente que o deixou para uma instituição de caridade.
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Ao lado do Duomo de Pienza fica o Palazzo Piccolomini, construído em 1459. Foi idealizado pelo arquiteto Bernardo Rosselino, e  é um dos primeiros exemplos da arquitetura renascentista do mundo.

Catedral Santa Maria Assunta – Exemplo do estilo renascentista, o duomo da cidade foi projetado por Bernardo Rosselino e realizado entre 1459 e 1462.

Interior da Catedral de Santa Maria Assunta

Palazzo Comunale (Palazzo Pubblico)-  Na praça há também o Palazzo Comunale, com sua torre do relógio, que abriga um afresco da escola de Siena do século XV. É a antiga residência dos Priori foi reestruturado em 1900.

As estradinhas são tortas intencionalmente para que as pessoas não percebessem quão pequeno era o vilarejo.

Calçadão  com vista para o Val d’orcia – Atrás do Duomo tem este corredor protegido por muros que te proporciona uma vista espetacular do local, com os ciprestes que ladeiam as estradas, algumas casinhas em meio ao verde e os campos arados. Sim, é cinematográfico!

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A vista privilegiada para o Val D’orcia com o Monte Amiata é um carinho que fazemos aos nossos olhos. Difícil não se emocionar tendo em nossa frente toda a beleza do lugar. A sensação é de estarmos diante de uma pintura, um espetáculo da natureza!

 

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Pienza é uma das cidades mais românticas da Toscana e tem uma rua dedicada para quem quer celebrar o amor: a via dell’Amore

Passeio pelas ruelas do vilarejo  – O centro histórico da cidade é bem preservado e o ritmo da cidade é de paz e tranquilidade, portanto um passeio  sem pressa pelos seus becos, sem dúvidas,  vai te encantar!

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É muito bom caminhar com calma e ir descobrindo as peculiaridades do vilarejo

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Piazza di Spagna –  outro ponte de interesse para quem explora Pienza é a sua pracinha com um poço na área central. A Piazza di Spagna é circundada de barzinhos, restaurantes e lojinhas.

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A Piazza Di Spagna é uma gracinha! As sacadas e janelas são floridas e em conferem ainda mais beleza à cidade

Degustação e compra de produtos típicos locais – Uma caminhada pela cidade vai despertar os seus sentidos… E o irresistível cheiro de queijos, presuntos e vinhos pode aguçar o seu apetite. Relaxe e aproveite. Na terra da boa gastronomia pecado é não experimentar as delícias locais. Avisei que a cidade precisa ser “saboreada”, não foi? Rsrsrs

 

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O pecorino é um dos queijos mais antigos e é o nome de qualquer queijo obtido com leite de ovelha. São muitos tipos de queijo pecorino que se distinguem ou pela sua região geográfica ou pela raça de ovelha

 

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Produção local – As prateleiras das lojinhas gourmet estão abarrotadas de queijos, geleias, azeites, vinhos e biscoitinhos, tudo que a gente adora!!!

A maioria das bodegas oferece degustação do queijo pecorino, que é feito com leite de ovelha. Pecora em italiano significa ovelha. O queijo pecorino é um queijo duro, compacto e de sabor forte e que muda, obviamente, dependendo do tempo de maturação. Dentre as variações existem com pimenta do reino, com peperoncino, com folhas de nozes, com cinzas… na dúvida, experimente um pedacinho de cada um! Como já havia falado, Pienza é a terra do queijo pecorino, que harmoniza perfeitamente bem adivinhem com qual vinho? Com o Brunello, da vizinha Montalcino, outra preciosidade de cidade que fica a apenas 20 quilômetros daqui. É bastante comum consumir o queijo pecorino stagionato, que seria envelhecido, com mel ou geleia. Nas bodegas você encontrará uma variedade enorme do produto em diversas variações, como por exemplo mel tartufado e mel com frutas.

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Recomendo o restaurante Latte Di Luna para uma refeição caprichada com pratos toscanos e, claro, muito queijo pecorino. E depois para a sua experiência gastronômica ser completa, um delicioso gelato em uma das sorveterias da cidade

 

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Uma feirinha tipicamente italiana: barraquinhas com produtos tipicos e artesanato da regiao. Ah, claro, todos os produtores ofereciam degustaçao de azeites, queijos e vinhos…

 

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Distâncias: 

Siena – 38 Km

Firenze – 86 Km

Montepulciano – 9 KM

Arezzo – 46 Km

San Quirico d’Orcia – 6 Km

Montalcino– 15 Km

 

Como chegar:

Melhor opção é ir de carro pois terá a possibilidade de parar durante o percurso, que é constituído de paisagens lindíssimas!

Pienza não conta com estação ferroviária, portanto, não é possível ir de trem.

De ônibus:

Saindo De Siena –  ônibus número 112 (de segunda à sábado), adiando da estação de trem

Saindo de Firenze – são necessários 2 ônibus: o primeiro até Siena e outro de Siena à Pienza

 

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