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Artigianato e Palazzo, excelências do artesanato em Firenze

Um dos eventos mais aguardados da primavera de Firenze é o Artigianato e Palazzo,  nos maravilhosos jardins do Palazzo  Corsini. Em sua 25ª edição, o evento reúne este ano 97 artesãos de alto nível de diversos segmentos, não apenas da Itália mas de todo o mundo, que apresentam e realizam in loco  maravilhosos artigos bem diante do público presente.  O jardim Corsini, que pertence è família Corsini, abre suas portas apenas uma vez por ano: para hospedar o evento.

Jardim à italiana – O Jardim Corsini encontra-se no Palazzo Corsini al Prato e é um dos jardins mais bonitos e famosos de Firenze. Foi realizado por Gherardo Silvani, por encomenda da família Corsini

Junto ao grupo Tuscany Bloggers estivemos na pre-estreia do evento no palazzo Corsini, onde fomos recebidos pelo idealizador Neri Torrigiani e pelos proprietários, o principe Filippo Corsini e a princesa Giorgiana Corsini, promotora do evento Artigianato e Palazzo

 

O grupo Tuscany Bloggers no Palazzo Cosini Il Prato

 

Artigianato e Palazzo – Idealizado por Neri Torrigiani e promovido pela princesa Giorgiana Corsini,  tem como objetivo reavaliar e recuperar a figura do artesão e sua obra nos dias de hoje, considerando a alta qualidade e técnica, ligado à tradição. O tema do evento deste ano, que começou na ultima quinta e vai até domingo,  é Memoria da Russia em Firenze.  Cooking show com receitas russas fazem parte do programa.

 

Muito bom poder acompanhar de perto os artistas em ação produzindo peças exclusivas manualmente

O artesanato é uma força não apenas de  Firenze mas de toda a Itália, e precisa ser preservado, criando uma rede entre aqueles que realizam apaixonadamente o trabalho manual, dando a oportunidade de discutir habilidades, conhecimentos e recursos

Os artesãos das áreas de acessórios, aço, alta gastronomia, prata, bicicleta, bijuteria, chapéu, coral, moldura, couro, decoração, madeira, mosaico, ouro, vidro, porcelana, perfume,  sabonetes, calçados, tecido  e plantas estão presentes realizando inclusive obras diante do público.

 

 

 

O Palazzo e o Jardim Corsini

O Jardim Corsini,  que faz parte do complexo que abriga o palácio, é  um dos jardins mais fascinantes de Florença. Em 1591,  quando o proprietário do local era Alessandro Acciaiuoli,  solicitou à Bernardo Buontalenti que projetasse um palácio com um grande jardim, pois era apaixonado por botânica e queria uma grande parque em sua villa da cidade. Na época, havia no jardim as famosas esculturas  “quatro estações”, que atualmente adornam as extremidades da elegante ponte Santa Trinita. Outra escultura importante que ja fez parte das obras do jardim é  Bacco de Giambologna, que encontra-se no museu Bargello.

 

Para obter um efeito de maior profundidade, as bases das estátuas são de diferentes dimensões

Apos o declínio da família Acciaiuoli, a propriedade foi adquirida por Filippo e Maddalena Corsini no ano de 1620. A tarefa de completar o palácio e o jardim foi encarregada à Gherardo Silvani. Em estilo italiano, o jardim conserva até hoje as mesas características, com grandes vasos de limoeiros espalhados, canteiros geométricos de design refinado,  cercas vivas e a  avenida central com estátuas, que mostra claramente o gosto barroco do arquiteto.
Em 1834  passou a ser a residência de don Neri Corsini e sua esposa, que encomendou obras arquitetônicas e decorativas. Nos mesmos anos, o jardim também passou por algumas reestruturações, com bosques e árvores que cercam o jardim, repleto de rosas  lavandas, rosas, peônias e cerejeiras.

 

 

Artigianato e Palazzo

Giardino Corsini

Ingresso: doação mínima de 8 euros (com fins beneficentes)

Via della Scala, 115

Das 10 às 20 horas

Evento 2019: 16 a 19 de maio

 

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Madonnari, os artistas que desenham nas calçadas

A surpresa é grande quando a gente está caminhando pelas ruas de Firenze encantado com suas antigas construções e belíssimas  estátuas quando se depara com a street art dos artistas de rua que colorem as ruas e calçadas do centro histórico. E outra grande surpresa é quando descobrimos que toda a perfeição daquela arte é tão efêmera e que pode ficar até no máximo 2 dias.  Isso mesmo, é tudo apagado num intervalo de tempo curtíssimo. Os responsáveis por embelezarem ainda mais a cidade são conhecidos como madonnari,  que reproduzem imagens sacras e de madonna (santas).  E vocês sabiam que mesmo depois de tanto trabalho a pintura fica pouco mais de 1 dia? De acordo com um regulamento, os pintores precisam lavar tudo ou então o caminhão de limpeza da cidade passa jogando água e apaga o desenho. Aqui em Florença ficam geralmente na Via Calimala.  Atualmente são cerca de 12 madonnari com licença permanente e outros com licença temporária para atuar. São chamados também como 3d street painter ou pavement drawer.

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Os artistas dependem de ofertas do público. Ao invés de apenas se aproximar para fazer fotos, que tal colabora para incentivar essa arte?

madonnari

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Os artista dão vida a essas obras de arte retratando principalmente imagens sacras

 

madonnari

Os desenhos são realizados com giz

 Confira neste post: arte de rua em Firenze

Não há informação definitiva sobre a origem da arte dos madonnari. Muitos sustentam que  é  uma arte antiga que remonta ao final do século XVI. Antigamente esses artistas itinerantes viajavam pelo país e trabalhavam nos numerosos monumentos construídos durante o período da Renascença. Quando o trabalho era concluído, eles precisavam encontrar outro meio de ganhar a vida e, muitas vezes, recriaram as pinturas das igrejas nas calçadas, representando, na maioria das vezes, um dos assuntos favoritos da época: a Madonna. Daí o nome “Madonnari”. Eles conseguiam ganhar a vida graças às pessoas que pararam para observá-las e jogavam algumas moedas caso o trabalho agradasse.

 

 

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É um trabalho fascinante: o madonnaro é um artista de rua que propõe seu trabalho efêmero e executa sua arte bem ali diante dos olhos dos passantes

 

madonnari

Fernando já chegou a ganhar cerca de 200 euros por dia de trabalho. Mas tem dia que não recebe praticamente nada

Fernando Càrdenas Barrera, artista de origem colombiana,  vive em Firenze há 11 anos.  Quando não está realizando seus magníficos desenhos nas calçadas de Firenze dedica-se às suas telas em seu ateliê, onde realiza principalmente pinturas contemporâneas retratando o seu amor pelo mar, através de sua arte oceânica. Ele me explicou que a prefeitura da cidade estabeleceu um calendário de acordo com o tipo de atividade, como pintores, cantores, escultores, estátuas vivas.  Existe um revezamento dos locais pré-estabelecidos onde eles podem atuar.  Pela utilização do solo público os artistas pagam cerca de 390 euros por ano.

madonnari

Formada em Belas Arte, outra paixão da japonesa Kumiko Suzuki é realizar esculturas

A japonesa Kumiko Suzuki vive em Firenze há 12 anos.  Ela é formada na  Accademia di Belle Arti di Firenze em Escultura e desde 2007 faz desenhos de street-paintings na Itália. O verão é a melhor temporada para trabalhar e ela já recebeu quase 300 euros por um dia de trabalho. Mas no inverno o cenário muda: num dia gelado de inverno ela recebeu 2 euros depois de passar  um dia inteiro exposta a temperaturas negativas e muito vento.
madonnari

Sonja Samardjieva é da Macedonia e vive há 9 anos em Firenze e com a sua arte, viaja para outras cidades da Itália e do mundo

Sonja trabalha de 2 a 6 dias por mês com pintura nas calçadas.  Nos outros dias dedica-se à pintura em tela, aquarela e esculturas. Fez Liceo artístico em Escultura e a vontade de atuar junto aos madonnari surgiu quando passava pelas ruas de Firenze e observava as obras divinas que os artistas faziam nas ruas . Ela se apaixonou pelo trabalho e resolveu dedicar-se à atividade. Sonja tem uma página  no Facebook onde compartilha as suas obras, é a Florence Art by Sonja.

madonnari

 

E se você  estiver em Firenze e quiser ver de pertinho essa beleza de trabalho, aqui os 5 locais onde  atuam  na cidade: Piazza Santa Maria Novella, Piazzale Michelangelo,  Via degli Avelli,  Duomo e via Calimala.  Para mais informações sobre os artistas,  veja aqui no site da prefeitura sobre os Artisti di Strada.

 

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Caça às trufas na Itália

Caçar e comer trufas:  uma das experiências mais especiais e exclusivas que pude vivenciar desde que vivo aqui na Itália!

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À convite da Savini Tartufi, junto a um grupo de colegas, passei  uma tarde no bosque em Forcoli,  arredores de Pisa com 2 caçadores e o adorável cãozinho Giotto, da raça lagotto. Depois de uma tarde em meio à natureza, fomos recebidos para um happy-hour na delicatessen da empresa, onde existe um museu que conta a história da família Savini, que há 4 gerações transformou uma grande uma paixão em atividade. E a segunda parte da nossa luxury experience foi um jantar no NH Collection, um hotel cinco estrelas no centro de Firenze que abriga o restaurante da família que é especializado nessa nobre iguaria.

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Gili, Sandra, Ksenia, Gloria, Marco, Erika, Caroline, Yulia e Raul, com Andrea e Luca. A trufa, elemento da terra, simples, de sabor e aroma tão marcantes, é o fungo mais caro do mundo. Este é o grupo que participou da experiência de caça às trufas em companhia do cãozinho Giotto Jr, nosso bravíssimo farejador (foto Couple in Florence)

 

caça-trufas

Fomos recebidos por Luca Campinotti na Savini Tartufi, em Forcoli, arredores de Pisa. Apaixonado pela atividade que desenvolve há quase 30 anos, explicou ao nosso grupo sobre essa preciosidade da terra: a trufa

 

Trufa – A trufa, que  é um  tipo de fungo subterrâneo,  tem sabor e aroma marcantes. Os tipos mais conhecidos são a trufa branca (mais delicada e cara), negra (de paladar mais forte) e a de verão. Não é possível  cultivar a trufa. Ela nasce sob a terra, a uma profundidade de 20 a 40 cm, próximo às raizes das árvores. Na maior parte das vezes a trufa é consumida fresca. Depois de tiradas da terra, é preciso consumi-las em no máximo 3 dias.  Podem ser conservadas em geladeira por até 3 semanas. As trufas não são lavadas, precisam ser  limpas com uma escovinha para tirar a terra.

A trufa é encontrada graças aos cães treinados.  Conforme nos contou Luca, esse adestramento dura de 4 a 6 meses e começa quando são filhotes, que aprendem desde bem pequenininhos, a reconhecer o odor, pois os patrões passam trufas nas mamas das cadelas e os filhotes se familiarizam dessa forma.  Tempos atrás os caçadores das trufas eram porcos, que não são mais utilizados porque eles acabavam comendo as trufas que  encontravam.

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A maior trufa dos últimos 50 anos foi encontrada em 2007, pesando 1,5 quilo. Foi vendida em um leilão beneficente por 330 mil dólares e quem arrematou foi um magnata de Macau

 

Agora vou contar como foi a nossa deliciosa tarde no bosque. Longe da cidade e dos centros habitados e na companhia do nosso fiel Giotto, fomos em busca de um dos produtos mais particulares, misteriosos e valiosos que a terra pode oferecer.

caçar-trufas

A toscana possui 7 das 9 tipologias de trufas encontradas, podendo ser encontradas durante todo o ano

 

O caçador e o cachorro passeiam pelo bosque, perto dos troncos. Em alguns pontos o cãozinho é atraído pelo cheiro e começa a cavar a terra para chamar a atenção.

 

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Olfato apurado – E pra quem pensa que os caçadores escondem as trufas e trazem o cachorro pra cheirar o local: os caçadores disseram que absolutamente não fazem assim, é tudo realmente espontâneo e nada armado

 

O trifulau (caçador de trufas) precisa ter muita atenção pois às vezes o cachorro pode escavar e lançar a  tão preciosa trufa pra longe. Depois de encontrar,  como prêmio,  o cahocoro ganha um biscoitinho.

 

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A trufa  do tipo bianchetto (foto Ksenia)

 

trufas

Depois de nossa aventura no bosque voltamos à loja e museu da Savini Tartufi para um aperitivo à base de trufas!  No local funciona também uma delicatessen onde podemos adquirir diversos produtos pra levar pra casa, inclusive em charmosas embalagens de madeira para  presente onde cada um pode preparar com autonomia a própria receita à base de trufas. Possuem desde sal até patês.

tartufo

 

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Restaurante Savini Tartufi

A segunda parte de nossa luxury experience foi no restaurante Savini Tartufi, onde todos os pratos, do antepasto ao doce, foram à base de trufas.  Uma completa experiência gastronômica, onde é possível apreciar trufas com tantas combinações!

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O restaurante Savini Tartufi no hotel NH Collection de Firenze

Nosso jantar começou com antepastos de pães com manteiga de trufa, tartare com lascas de trufa,  tagliolini con zabaione e ovos e trufas frescas. Teve trufa  até mesmo na sobremesa: petit-gateau com trufas!

trufas

Tagliolini  al tartufo

 

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Tartare com trufas frescas

 

 

Grazie Tuscany Bloggers e Savini Tartufi por ter nos proporcionado uma tarde tão especial, que começou em meio à natureza e terminou num elegante endereço no centro de Firenze onde pudemos degustar tantos pratos  à base de trufas.

Mercadinho francês em Firenze

Um pouquinho da França em Florença! Até o dia 28 de abril, na Piazza della Santissima Annunziata, acontece o  Mercadinho Belle Époque. A praça foi transformada numa charmosa vila com sabores e tradições franceses que remetem a mágica atmosfera de Paris do final dos anos 1800.
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Atmosfera parisiense. Visitar o mercado é como passear pelos charmosos bairros de Paris

Em estilo liberty, nos diversos stands que colorem a praça em tons pastel , podemos encontrar  acessórios, artigos para a casa, bijouxs e produtos típicos da gastronomia de diversas regiões francesas, que podem ser consumidos na própria praça ou em casa.
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Um vilarejo francês onde toda a família pode aproveitar

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Todas as delícias da gastronomia francesa em um espaço único numa agradável atmosfera: vinhos, especialidades da boulangerie, geleias, biscoitos, ostras e queijos.
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Produtos artesanais da Provença e da Costa Azul

 

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Todos os atendentes usam roupas e acessórios tradicionais, o que confere uma atmosfera ainda mais interessante ao evento.

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O Mercatino Francese Belle Epoque funciona diariamente das 10 às 22.
Até domingo, 28 de abril 2019

  • atualizado em 24/04/2019

A Piazza di Spagna de Roma

Como todos os anos na primavera, o espetáculo primaveril do mês de abril em Roma acontece na Scalinata dei Monti da  Piazza di Spagna, um dos pontos mais famosos e sugestivos de Roma, que ganha cores vibrantes graças aos 600 vasos de azaleias que embelezam e perfumam  a escadaria Trinità dei Monti por cerca de 30 dias.

 

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As azaleias, que são de origem asiática, não florescem dentro de casa pois necessitam de luz solar direta por ao menos 4 horas por dia

Quando termina a floração os vasos são levados de volta ao parque de San Sisto, onde são cultivadas e cuidadas para a primavera do ano seguinte.  Esta é a 76ª  exposição e tem data prevista até o próximo dia 20 de maio.

 

roma

A perspectiva de quem  chega da via del Corso e é  surpreendido pela beleza da imponente escadaria florida. Sem dúvidas é um dos pontos mais fascinantes da cidade que ganha reforço na primavera! A Piazza di Spagna é também palco de  desfiles de moda

 

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Piazza di Spagna – Anteriormente, parte da  Piazza di Spagna era chamada de  Piazza di Francia em sua parte setentrional,  pois era de propriedade dos franceses, e na parte restante Piazza di Spagna devido à Embaixada da Espanha. O palácio, que foi construído em 1647, passou por diversas restaurações ao longo dos séculos, especialmente em sua fachada. Ainda mantém a função de residência do embaixador espanhol.

 

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Escadaria Trinità dei Monti – Projeto do arquiteto Francesco De Sanctis, a escadaria de Trinità dei Monti foi inaugurada em ocasião do jubileu no ano de 1725.  A escadaria possui 135 degraus e é composta por uma série de rampas.
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Construída em travertino, a escadaria fo inaugurada pelo Papa Benedetto XIII em 1725. Em frente à igreja está o Obelisco Salustiano, levado para o local em 1789.

 

A Igreja  Trinita dei Monti – Ao topo da escadaria  nos deparamos com a igreja da Trinità dei Monti.
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A igreja foi consagrada em 1585 pelo pontífice Sisto V e inaugurada oficialmente em 1594, depois de quase 1 século de trabalhos.

A igreja e convento da Trinità dei Monti foram construídos a pedido do rei Carlos VIII, filho de Luís XI, por San Francesco di Paola, fundador da Ordem dos Minimi. Em 1495  o papa Alexandre VI autorizou a construção do convento e as obras da igreja. A  primeira parte da igreja, construída entre 1502 e 1519 é em estilo gótico.
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Interior da igreja: a obra Deposição da Cruz

 

Adoro passear pela Piazza di Spagna. Esse cantinho elegante de Roma é resultado de construções realizadas em 3 séculos: a igreja do século 16, a fontana do século 17 e a escadaria século 18.

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Aos pés da escadaria fica a Fontana della Barcaccia, a fonte barroca de Pietro Bernini, de 1629. A fonte tem uma forma curiosa, que lembra um barco. Ela foi encomendada para lembrar a inundação do rio Tevere em 1598

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Restaurante Il Vescovino, no Chianti

Eu já tinha ouvido falar do restaurante Il Vescovino, no Chianti, porque algumas leitores do blog me enviaram mensagens com feedback positivo dizendo que eu precisava experimentar e conhecer a família de brasileiros que comanda o local há 5 anos. E recentemente estive com o grupo Tuscany Bloggers, depois da nossa visita à Chianti Cashmere, evento organizado por Babi do Viva Toscana e Ksenia do Toscanissimi. E  tive a maior surpresa ao chegar lá naquele terraço espetacular pois lembrei-me que na verdade eu já tinha estado no local há 15 anos!  Aquela vista espetacular da Conca d’oro é única! Foi uma deliciosa sensação ter identificado o local do restaurante que eu havia visitado (e esquecido o nome).

Panzano

Visitamos o restaurante em fevereiro, em pleno inverno e mesmo assim a vista não decepciona. Mas já imaginaram degustar os pratos que prepara o Sérgio com uma vista dessas?

 

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A família Roncaratti recebeu nosso grupo com muitas delícias. Estes são os antepastos toscanos acompanhados de vinho tinto. Presuntos, salames e queijos e crostini em várias versões

 

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Culinária tipicamente toscana com produtos de qualidade. Os responsáveis por todas essas delícias são Sergio e a nora Bruna

 

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Depois de um recesso de inverno com fechamento por um pequeno período, o restaurante Il Vescovino abriu as portas exclusivamente para o nosso grupo, dando início à nova temporada

 

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O nosso grupo: Marcela, Claudio e Anita, meus filhos Bruno e Lorenzo, Veronica, Gloria, Ksenia, Barbara, Erika e Marco (autores da foto)

 

O restaurante Il Vescovino, localizado em Panzano in Chianti, é especializado na culinária toscana. Renata e Sérgio Roncaratti, paulistas da da cidade de Barretos, oferecem um menu preparado à base dos produtos encontrados em cada estação.  O fornecedor de carnes é Dario Cecchini, amigo da família, e mais famoso açougueiro do mundo.

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Gente querida no comando do Il Vescovino: Renate e Sergio, com o filho e a nora Bruna, de Barretos, Sergio e Bruna trabalham na cozinha e Renata e o filho Felipe trabalham na sala

O chef do restaurante é Sérgio, filho de uma família que se dedicava à mecânica, é neto de italiano que imigrou no Brasil com a família com  contrato de trabalho para fazer as rodas do bondinho do Cristo Redentor no Rio de Janeiro.”Meu pai não aceitava ter um filho cozinheiro no Brasil da década de 80. Ainda na juventude abri  um negócio de escapamentos e fui fazendo todos os cursos e viagens possíveis para aprender e aprimorar a minha cozinha. Foi só depois de muitos anos que tive a coragem necessária para ir contra a ideia da minha família e me dedicar exclusivamente à minha maior paixão”, revela Sérgio. Neste post, ele e a esposa Renata contam sobre a decisão de fixar residência na Itália:

1 – Por que escolheram Panzano para viver?

Renata: O Serginho tinha a cidadania italiana, já que os avós paternos são Roncaratti de Verona e os avós maternos são Biancchini de Varese. Havíamos 2 restaurantes italianos em Barretos, nossa terra natal, no estado de São Paulo e sonhávamos em um dia aposentar e viver na Itália. Ao visitar Panzano, muitos anos atrás, para conhecer o famoso açougueiro Dario Cecchini, ficamos encantados com a cidade e nosso sonho se tornou aposentar e um dia viver em Panzano. Depois de muitas visitas à cidade e uma amizade que acabou crescendo, Sérgio foi convidado por Cecchini para ficar aqui 2 meses trabalhando em seus restaurantes e no frigorífero. Era setembro de 2014, quando eu e meu filho viemos buscá-lo. O Il Vescovino fechou as portas e estava disponível. Tudo indicava que o Brasil viveria uma crise a curto prazo, havíamos a possibilidade de mudar e nosso filho aprovou a mudança. Decidimos que era uma boa oportunidade e aqui estamos.

2- Quais são os maiores desafios de trabalhar neste setor aqui na Itália?

Sérgio: De modo geral, é muito mais fácil ter um restaurante na Itália do que no Brasil: os produtos são melhores, os fornecedores estão mais perto e então mais disponíveis, o horário de abertura é mais curto, é aceitável fechar o negoócio para tirar ferias, a legislação trabalhista permite contratar funcionários temporariamente, etc. Por outro lado, a clientela é internacional, assim talvez o maior desafio seja falar várias línguas.

3- O que mais aprecia na culinária italiana?

Os produtos frescos e orgânicos.

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Essa foi uma das sobremesas servida: pera ao vinho e canela, super gostosa!!! Aqui voce encontra não apenas delícias da culinária toscana, mas simpatia e muito calor  humano!!!

 

Restaurante Il Vescovino

Via Ciampolo da Panzano, 9

Panzano – Chianti

 

 

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O café é uma grande paixão dos italianos e é impressionante como existem tantas maneiras de prepará-lo! Depois da água, é a segunda maior bebida consumida no mundo. Na Itália muita gente prefere tomar o café-da-manhã no bar. Quem já esteve por aqui pôde perceber que é uma verdadeira loucura o momento dos pedidos tamanha variedade de cafés e que podem ser servidos de diversas formas (os baristas endoidam, rs!).  Neste post mostro alguns tipos de café que você pode pedir nos bares italianos:

Foto Franca/ Effeti Photo Studio

 

 

Tipos de café

cafe

Caffè espresso ou normal: o café italiano é forte. O café expresso aqui na Itália é um dos mais pedidos. É sempre feito na máquina, servido numa tacinha e é bem baixinho

Caffè doppio:  2 cafés

Macchiato: café expresso com um pouco de leite vaporizado em cima para “manchar”, como o próprio nome diz

Macchiato freddo con latte scremato: com leite frio magro por cima

Ristretto: mais curto que o expresso

Cappuccino: café com o leite vaporizado, para torná-lo cremoso. O chocolate em pó pode ser acrescentado depois, de acordo com o gosto de cada pessoa

Cappuccino con latte scremato: para quem está de dieta, pede leite mais magro

Lungo: café expresso mais longo, portanto, deixam a máquina mais tempo ligada e a quantidade de café é maior, mas com a mesma quantidade de pó

Americano: é o café longo servido com agua quente à parte

Corretto: café com uma pequena quantidade de licor

Caffè latte: o nosso conhecido café com leite

Caffè D’orzo: preparado sem cafeína, com cevada

Caffè alla nocciola (avelã), al ginseng (com raiz de ginseng) e correto (servido com alguma bebida como cognac ou sambuca)

 

Todos os cafés acima podem sofrer variações:

Deccaffeinato: muitos dizem apenas deca, que significada descafeinado

Al vetro – qualquer um dos cafés acima, mas servido em copo de vidro
Con panna – com chantilly
In tazza grande – servido em xícara grande
cappuccino

Cappuccino em taça de vidro (al vetro). Perguntei para alguns baristas o motivo da escolha na taça de vidro. Não souberam me dizer a razão dessa preferência, talvez pela elegância e por poder admirar a tonalidade da bebida através do vidro transparente

capuccino

Em torno de um café no bar amigos se encontram, colegas de profissão falam sobre trabalho, conhecidos discutem de política e futebol. A expressão “vamos tomar um café” é praticamente uma forma de sugerir um encontro. E é em torno de um convite para um cafezinho que muita coisa pode acontecer…

 

Espresso, caffè latte e iced americano latte . No verão a versão “iced” é uma excelente pedida!

E se você gosta de viajar e descobrir a cidade atraves da sua culinária, que tal participar de um passeio enogastronômico em Firenze?  Venha participar do tour mais delicioso da cidade!

espresso

Dica para economizar:

Deixo uma dica para quem não tem muito tempo e principalmente para quem quer  economizar: em locais mais turísticos, como nos bares perto das principais praças e atrações mais  da cidade é melhor pedir o café “al banco“. Isso significa que você não irá utilizar o serviço de mesa e sim saborear o seu café em pé, próximo ao balcão. Em média você paga três vezes mais para consumir sentado. Sugiro a leitura do post turistas pagam mais caro para consumir?

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Palazzo Medici Riccardi, primeira residência da família Medici em Firenze

Riqueza do patrimônio arquitetônico, histórico e artístico de Firenze, o Palazzo Medici Riccardi foi a primeira residência da poderosa família Medici. Concluído em 1460, é um dos mais notáveis modelos de arquitetura Renascentista em Firenze.

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O prédio fica na via Cavour, antiga via Larga, numa área da cidade conhecida como Quartiere Mediceo, próximo às igrejas protegidas da família, San Lorenzo e San Marco, e também do Duomo

Foi projetado por Michelozzo em 1444, sob encomenda de Cosimo Il Vecchio. No ano de 1517  passou pelas primeiras alterações estruturais. Atualmente, além de ser sede da Città Metropolitana,  abriga exposições de arte temporárias e funciona como museu, que oferece aos visitantes a oportunidade de um retorno ao passado de ao menos quatro séculos. Para os amantes da história, arte, arquitetura e colecionismo, um programa imperdível para quem visita Florença. No complexo onde fica o prédio você também pode visitar o lindo jardim do palácio.

 

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Um dos maiores exemplos de arquitetura renascentista na cidade

 

História do Palazzo Medici Riccardi – Cosimo de’ Medici havia pensado em Brunelleschi para realizar o projeto, mas temeu um resultado muito suntuoso e que poderia causar inveja. E ele não queria arriscar, já que 10 anos antes havia sido encarcerado no Palazzo Vecchio acusado de tirania pelos adversários políticos. A obra foi solicitada à  Michelozzo, que era um artista mais discreto e realizou o palácio em forma cúbica, com aspecto imponente, mas sóbrio. O prédio foi construído em 10 anos.
Em 1494 a família Medici foi expulsa da cidade e os seus bens são confiscados. Apenas em 1512, com a influência do Papa Leone X,  filho de Lorenzo Il Magnifico, a família Medici retorna à Firenze e se reapropria do prédio. Em 1540  Cosimo I decide transferir-se ao Palazzo della Signoria, ou Palazzo Vecchio.
O palácio da via Cavour tornou-se residência de outros integrantes de menor relevância, até que em 1659 Ferdinando II o vende ao marquês Riccardi, que realizou várias ampliações e reestruturações. O rápido declínio econômico da família Riccardi os obriga a ceder o palácio ao governo. Em 1814 o palácio tornou-se propriedade da família real Lorena, sendo designado para escritórios administrativos.  Na época em que Firenze foi capital da Itália foi sede do Ministério do Interior  e em 1874 foi adquirido pela província de Firenze (atualmente Città Metropolitana).
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Entrada pela via dei Ginori, com o jardim

 

Apresento os ambientes dos 2 andares do palácio, começando pelo pátio central, acessível a visitantes sem a necessidade de aquisição de ingresso.

 

Il Cortile di Michelozzo (1444-1452) – O elegante pátio central,  realizado por Michelozzo, abriga a obra Orfeo, de Baccio Bandinelli.

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Os jardins – Protegido por muros medievais, o palácio Medici Riccardi havia já desde o século 15 o espetacular jardim, elemento essencial da vida privada das famílias. O jardim, com caminho central ornamentado por estátuas e vasos de frutas cítricas,  foi restaurado no início do século 20.

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Cappella dei Magi –  A Cappella dei Magi fica no primeiro andar do palácio. Era a pequena capela particular da família.  A capela é o único ambiente realizado na época em  que os Médici habitavam no Palácio.

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O ciclo de afrescos foi realizado por  Benozzo Gozzoli, que iniciou os trabalhos em 1459. Os afrescos  representam a Cavalgada dos Reis Magos e  era uma alusão ao cortejo de 1439 em ocasião do Concílio de Florença.

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Cortejo guiado por Lorenzo

Nos afrescos são reconhecíveis muitos protagonistas da época e personalidades da família Medici. Os afrescos ocupam 3 paredes da capela. No vão principal, cortejo a cavalo com Cosimo, seu filho Piero e os netos Giuliano e Lorenzo (o jovem a cavalo que conduz o cortejo é Lorenzo Il Magnifico). Devido à pequena dimensão da capela, apenas 15 visitantes podem entrar de cada vez.

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A minha visita ao Palazzo Medici Riccardi foi em companhia de Eugenio Giani, Presidente do Conselho Regional da Toscana

 

Galleria Luca Giordano – É um salão com afrescos realizados por Luca Giordano entre 1682 e 1685. Os trabalhos foram encomendados por Francesco Riccardi, e é um dos mais significativos trabalhos realizados pelo artista napolitano, conhecido como Luca fa Presto, devido à rapidez com que pintava. Este é um dos poucos exemplos de obra barroca em Firenze.

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Galleria Luca Giordano, em estilo barroco

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O Salão de Carlo VIII – decorado em estilo barroco, é do periodo em que a família Riccardi  com pinturas de 600 e 700. O quarto é reservado ao Presidente da Republica quando em visita à Firenze.

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O Salão de Carlo VIII, em estilo barroco

 

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O quarto presidencial, outro ambiente do andar nobre

 

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La Madonna col Bambino , de Filippo Lippi, 1466 – 1469 . Esta é uma reprodução, a original não estava exposta no palácio pois participa de uma mostra no exterior. Em breve retornará ao seu local de exposição

 

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O complexo abriga também o Museo dei Marmi, inaugurado em 2005, com 22 obras.

Escavações  arqueológicas 

O museu conta com novo percurso. 2.000 anos de história, finalmente trazidos à luz. Graças a uma campanha de escavações, o museu cresce e mostra aos visitantes um importante património histórico e arqueológico ,de 7 épocas, da Antiguidade até os anos 900.

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Palazzo Medici Riccardi

Via Cavour, 3

Firenze

Bilhete: 7 euros e reduzido 4 euros

– O Palácio abriga mostras temporárias
Horários:
Das 9 às 19 horas (fechado às quartas)
A Associação  Mus.e Firenze propõe uma série de visitas guiadas, atividades e laboratórios dedicados à jovens adultos e famílias.Clique aqui para saber mais a respeito.

Chianti Cashmere, nas colinas de Radda

Em uma das mais belas regiões do mundo, a americana Nora Kravis cria cabras que produzem peças exclusivas de artesanato em cashmere de forma sustentável. A Chianti Cashmere Goat Farm,  um refúgio paradisíaco em Radda in Chianti, é a primeira e maior criação de cabras cashmere da Europa.

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A propriedade rural fica em Radda in Chianti, entre Firenze e Siena

Visitei a Chianti Cashmere num evento promovido pelo @tuscanybloggers, organizado por Babi, do @vivatoscana,  numa manhã de inverno onde a chuva ameaçava aparecer. Para nossa sorte, o sol nos brindou com sua luz e passamos momentos mais que agradáveis circundados de toda a beleza da natureza do local.

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Nora, que vive na Toscana desde 1972,  formou-se em Veterinária na Universidade de Pisa e começou a criar cabras em 1988 , formando o primeiro rebanho de caprinos de cashmere na Europa. Atualmente sua criação de cerca  240 cabras, vigiada por 12 cães de guarda, tornou-se o único centro de reprodução e seleção genética de cabra cashmere italiana.  Pode parecer uma história de sonhos de quem deixa a metrópole de Nova York para refugiar-se nas colinas do Chianti, mas a história de vida de Nora  não é embasada em glamour, mas em muito esforço, sacrifício,  estudo e trabalho. “Ser criador é uma paixão”.

Nora

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A cabra cashmere provém de de regiões montanhosas da Asia Central. Com 60% dos partos são gemelares, as cabras produzem as primeiras fibras na primavera, um ano após o nascimento. Os animais vivem cerca de 15 anos

A Chianti Cashmere oferece uma produção qualificada de cashmere sustentável de alta qualidade: produtos como pashminas, gorros e mantas são realizados  com processo manual , do fio até a tecelagem, sem corantes artificiais ou produtos químicos. Maciez e leveza são características da fibra de cashmere.

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A Chianti Cashmere é uma empresa sustentável de alta qualidade que respeita o ambiente e os animais e adota sistemas de prevenção para poder conviver com a presença de lobos, com a escolha de métodos não letais para o predador, o que rendeu-lhe o certificado concedido pela Wildlife Friendly Enterprise Network.

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É possível obter de cada cabra cem, duzentos gramas de lã, e é por isso que a lã de cabra ê tão preciosa

 

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Sabonetes de leite de cabra

 

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Eu com Marcela e a filha Anita, Babi, Nora, Gloria, Marco, Erika, Ksenia e Veronica, na loja de produtos em cashmere. Nora presentou cada blogger com uma pashmina (foto Veronica Sorace)

Pastor por um dia – Na primavera, a partir do dia primeiro de abril, é a temporada de pentear as cabras para obter o pelo. E para os interessados, Nora oferece a possibilidade de participar dessa experiência. Ela ensina todas as etapas da coleta da fibra e sua preparação para análise e a transformação do fio.  E em maio, quando nascem os filhotes, é possível adotá-los para ajudar na alimentação com mamadeira.  Na fazenda é possível vivenciar todo o processo de pertinho, podendo pentear as cabras para obter a fibra e alimentar os filhotes.

 

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Nora disponibiliza também uma casa colônica com piscina que funciona como agroturismo. O casarão possui 3 quartos e presenteia os hóspedes com uma vista esplêndida de todo o vale do Volpaia, uma das mais belas de Chianti: colinas com vinhas, bosques e pastagens, um verdadeiro quadro da Toscana!

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A maravilhosa cozinha da casa colônica disponível para aluguel

Aos interessados, deixo aqui o contato de Nora: info@cashmeregoatfarm.com.

Depois de nossa visita à Chianti Cashmere  seguimos para um espetacular almoço no restaurante Il Vescovino, há 5 anos sob o comando de uma família de brasileiros. Em breve falarei aqui no blog sobre o restaurante.

Grazie Nora, Babi e Ksenia pela receptividade e organização desta linda manhã nas colinas do Chianti!

 

 

Os gondoleiros de Veneza

A gôndola é  um dos maiores símbolos de Veneza. A profissão de gondoleiro tem uma  tradição muito antiga e é uma típica profissão da cidade,  ligada à própria conformação territorial.  Dentre as principais atrações da cidade está o cobiçado passeio de gôndola.
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Mais do que o percurso, muito do sucesso do programa está exatamente nas mãos dos gondoleiros, que podem fazer desse passeio uma maravilhosa experiência. Ou não. Tive sorte nas vezes em que andei de gôndola  pois os condutores foram discretos,  solícitos e eram bem humorados (era esse o  perfil que estávamos buscando).  Mas nem sempre acontece dessa forma.  Em nossa última visita à Veneza pedimos informações a um gondoleiro que estava com a gôndola estacionada. Queríamos  saber sobre o trajeto mas ele tinha tanta má vontade em responder e foi tão grosseiro que desistimos de embarcar. Esperamos e pegamos outra gôndola. Ah, sim, prepare-se pois existem gondoleiros indiscretos, sem paciência e sem educação.  Já vi algumas cenas de gondoleiros bufando, fingindo não escutar as perguntas dos clientes e se recusando a continuar o percurso que os turistas insistiam em dizer que havia sido encerrado antes do tempo combinado.

História dos gondoleiros

O gondoleiro recebe este nome para que se distinguir dos que guiam outros tipos de embarcações. A gôndola era o meio de transporte mais utilizado pelo nobres, que tinham os seus gondoleiros, ou seja, os condutores. Os gondoleiros herdavam da família uma licença, que era passada de pai pra filho.  Ou então podiam adquiri-la praticando um longo treinamento  como substituto de algum antigo gondoleiro que não tinha filhos  homens ou então quando os filhos não eram interessados na profissão. Se o gondoleiro não tivesse filho homem podia passar a sua licença para um aprendiz.

Em caso de morte de um  gondoleiro a licença voltava para o comune (prefeitura) que podia passar ao primeiro pretendente da lista.  O trabalho para os substitutos era duro, pois ganhavam pouco  e repassavam grande parte do que recebiam às viúvas dos gondoleiros pelo aluguel da gôndola.

Hoje em dia os aspirantes à profissão precisam frequentar uma escola  e se submeter a um exame.  Dentre os requisitos, ter mais de 18 anos, frequentar cursos onde estudam um idioma estrangeiro, ter noções de história e arte,  além de provas para mostrar habilidade e controle de remo. É necessário fazer um estágio com um gondoleiro profissional e por fim, se submeter à uma prova prática.

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Os gondoleiros são personalidades que usam camisetas de listras brancas com preto ou vermelho. São conhecidos por sua personalidade forte e são orgulhosos defensores da “Sereníssima”

 

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Existem cerca de 450 gôndolas na Lagoa de Veneza. O tempo de construção é de cerca um ano e o valor é em torno de 60 mil euros, dependendo das características da embarcação

 

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As gôndolas ficam estacionadas em todos os cantos da cidade. Se tiver possibilidade, antes do passeio, converse um pouco com o gondoleiro. Muitas vezes, em 3 minutos de bate-papo  você consegue identificar o perfil do profissional: brincalhão e extroverso ou mais calado e discreto

 

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Oo gondoleiros precisam ser hábeis para passar sob as pontes, principalmente no período de maré cheia.

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Os gondoleiros podem atuar privadamente, decidindo os seus pontos de circulação, ou então são contratados por agências que oferecem um trabalho com salário fixo

 

Primeira mulher gondoleira – Depois de uma supremacia masculina que durou mais de 900 anos, finalmente  em 2010  a  primeira mulher conseguiu superar os exames para se tornar gondoleira.  Filha de um gondoleiro e mãe de 2 filhos, Giorgia Boscolo entra para história como a primeira mulher a conduzir uma gôndola em Veneza.

Em meu passeio pelo sestiere de Cannaregio conheci outra mulher, Chiara Curto, que conduz o sandolino, embarcação muito parecida com a gôndola, só que é mais curta e compacta. O sandolino é uma embarcação que começou a ser usada no século 13.

 

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Chiara Curto, em seu sandolino, embarcação parecida com a gôndola, que era usada principalmente para a pesca

 

Entrevista

Entrevistei o gondoleiro Sebastiano Bosetti,  que nasceu em Veneza  e trabalha há  9 anos nesta profissão. Sebastiano trabalha na zona de Rialto. Ele conta sobre a sua escolha e sua formação para exercer essa atividade:

 
1 – Por que escolheu esta atividade?
Escolhi porque nasci inserido nessa arte, meu pai é gondoleiro. Pra mim não è trabalho, mas uma paixão.
2 –  Por quanto tempo estudou e quais são as matérias do curso?
Estudei no liceo scientifico da minha cidade e as matérias ensinadas no curso “A arte da gôndola e do gondoleiro”  são várias, como  idioma,  toponomástica,  direito da navegação e  História da Arte.
 
3-  Conte-nos um pouco sobre os gondoleiros de antigamente.
Aprendi muito com os velhos gondoleiros mas uma frase ficou gravada e exprime muito de como penso: “Ruba co l’ocio ma anca co e recie”, que significa  “rouba com o olho mas também com os ouvidos”. Comumente se poderia dizer “Aonde não sabe, faz silêncio e aprende com o que vê e com o que sente”. Pra mim, ter tido a honra de escutar anedotas e histórias de velhos gondoleiros me enriqueceu e  ensinou muito. Alguns antigos gondoleiros que tive o prazer de conhecer e conviver foram fundamentais para a minha formação.  Poderia citar alguns como Sergio Soppelsa, o Lello Manifesto, Alessandro Sandrone, historico gondoleiro, Silvano e Paolo, gondoleiros de Santa Maria del Giglio e  muitos outros, que me encantaram com as histórias desde que eu era pequeno e que me ensinaram esta maravilhosa arte, que deve nascer dentro e não pode ser inventada.
4- Como são pre-estabelecidos os locais de trabalho?
Somos divididos com locais prè-estabelecidos de acordo com um rodízio que é realizado.

Você já fez este passeio? Como foi a sua experiência? Não deixem de conferir o post vale a pena andar de gôndola em Veneza.