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Leonardo Da Vinci e os estudos de botânica

Leonardo Da Vinci é muito conhecido em todo o mundo principalmente como pintor.  Mas foi um gênio visionário não apenas nas artes, mas em áreas como matemática, anatomia, mecânica, arquitetura, ciências e botânica. A exposição “La Botanica di Leonardo. Per una nuova scienza tra arte e natura“, ilustra e aprofunda as descobertas e intuições  botânicas de Leonardo com uma extraordinária sequência de desenhos, folhas originais, plantas e instalações interativas.  A exposição montada dentro dos espaços do complexo monumental de Santa Maria Novella foi inaugurada no dia 13 de setembro e vai até o dia 15 de dezembro. À convite de Mus.e, participei da apresentação do evento para a imprensa na véspera da abertura ao publico e pude fotografar alguns espaços da exposição vazios.

Os estudos de Leonardo da Vinci sobre as formas e estruturas do mundo das plantas são o tema da uma exposição no Complexo Santa Maria Novella, no coração de FlorençaMuitos estudiosos consideram que  a grande genialidade de Leonardo  tenha sido sobretudo a sua grande curiosidade infinita sobre o mundo. Leonardo era curioso e sempre quis entender a natureza da vida, observando seus processos de transformação e buscando compreender a força e os processos das plantas

No grande claustro 5 poliedros monumentais regulares, projetados por Leonardo, símbolos não apenas de harmonia e perfeição formal, mas também da complexidade e mistério do mundo

 

A Exposição

A exposição investiga as reflexões de Leonardo sobre as formas e estruturas do mundo das plantas, sublinhando sua síntese original entre arte e natureza e as características de seu pensamento científico, que podemos definir como “universal” no amplo e orgânico estudo dos diferentes campos do conhecimento.

Instalações interativas e plantas reais criam um emocionante percurso,  que combinam arte e ciência, onde tudo está conectado e em movimento

 

Leonardo admirava e estudava a natureza criar e transformar a matéria. A interconexão entre três dos mundos constituintes do universo – planta, animal e mineral – foi para Leonardo um mistério para desvendar, mas não para violar.

Os escritos e desenhos de Leonardo registram idéias importantes na história da botânica, apresentando uma visão dinâmica da ciência inclusive com referências também nos tempos contemporâneos

A exposição descreve os estudos de Leonardo sobre as formas e processos do mundo das plantas, através de seu olhar como um pensador “sistêmico”, destacando as conexões entre arte, ciência e natureza e as relações entre as diferentes áreas do conhecimento.

Fazem parte da exposição 3 documentos provenientes do Codice Atlantico conservados na Biblioteca Ambrosiana de Milão, que oferecem preciosas representações vegetais

 

A exposição proporciona aos visitantes a oportunidade de reflexão sobre evolução científica e sobre a sustentabilidade ambiental

Uma das invenções mais curiosas e também pouco conhecidas de Leonardo da Vinci é a garrafa florentina, com  desenho renascentista, feita para destilação. A serpentina esfria o vapor e dentro ficam só os óleos essenciais. Leonardo era tão genial que até hoje a invenção é usada.

A garrafa florentina

 

Com uma mente perspicaz , Leonardo observava  a natureza  buscando compreender os processos de crescimento e comportamento das formas vivas, para poder representá-las da forma mais verossímil em  suas pinturas

 

 

“La Botanica di Leonardo. Per una nuova scienza tra arte e natura” é uma exposição concebida e produzida pela Aboca, em colaboração com o Município de Florença, com organização de Muse. Os curadores da exposição são Stefano Mancuso, uma das principais autoridades mundiais no campo da neurobiologia vegetal, Fritjof Capra, físico e teórico de sistemas e estudioso de Leonardo e Valentino Mercati, fundador e presidente da Aboca. A coordenação científica é de Valentina Zucchi.

No final do percurso, a instalação “Árvore Vitruviana”, do seu famoso desenho, que nos faz refletir sobre o equilíbrio entre o homem e a natureza

A exposição, programada para até o dia 15 de dezembro, também oferece outras maneiras de conhecer Leonardo e envolve famílias e crianças: será possível participar de percursos em jardins nos arredores de Florença em companhia de botânicos da Aboca, em busca de plantas  “leonardianas”, além de oficinas educacionais para ajudar as crianças a descobrir sua alma como um grande experimentador. As observações e intuições de Leonardo o colocam muito acima dos naturalistas de sua época, a ponto de poder ser considerado o iniciador da biologia moderna.

 

Horários e valores:

13 de setembro a 15 de dezembro de 2019

Setembro

De segunda à quinta: 9 às 19 h

Sexta: 11 às 19h

Sabato:  9 às 17:30

Domingo: 13 às 17:30

De outubro à dezembro:

De segunda à quinta: 9 às 17:30

Sexta: 11 às 17:30h

Sabato:  9 às 17:30

Domingo: 13 às 17:30

 

Exposição Cumulativa + Complexo de Santa Maria Novella

Preço total 10,00 €

Reduzido 7,50 € (11-18 anos)
Gratuito para residentes no município de Florença (obrigados a apresentar carteira de identidade), e crianças até 11 anos.

Visitas guiadas disponíveis em italiano e inglês (necessário fazer  reserva):

Inteiro € 5,00
Reduzido € 2,50 (residentes da Cidade Metropolitana)

Entradas: Piazza della Stazione 4 / Piazza Santa Maria Novella (Basílica)

E para quem quiser sobre sua cidade natal na Toscana e sobre sua trajetória,  clique no post  Vinci, a cidade do gênio Leonardo.

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Passeios enogastronômicos em Firenze

Uma maneira genuína e deliciosa de conhecer e absorver a cultura local é participar de uma experiência enogastronômica.  Um passeio a pé, passando pelos locais frequentados pelos florentinos vai te proporcionar momentos inesquecíveis, com a possibilidade de aprender sobre a história, tradições e fatos curiosos sobre a culinária e vinho, com visitas à delicatessens e bistrôs nas áreas mais autênticas da cidade, com um acompanhante turístico habilitado.

Durante o percurso enogastronômico, vou te levar para saborear os  produtos típicos da região. Como a própria palavra diz, esse tour é um passeio pelo centro histórico, com foco na comida e no vinho

 

Tour enogastronômico em Firenze 

O tour consiste numa caminhada pelos  locais que gosto e frequento. Durante o percurso vamos conversar e vou te explicar sobre a culinária local e revelar algumas curiosidades, além de te aconselhar sobre o que fazer e onde ir. Os passeios são para duas pessoas ou pequenos grupos, de no máximo 6 pessoas, o que contribui para uma experiência proveitosa, amigável e tranquila.

 

 

Programas:

1 – Tour básico  – 3 horas

Degustação de salames e presuntos, verduras,  pães com molhos, vinhos, massas e sorvetes

Nosso passeio começa em um mercado tradicional da cidade, onde será possível vivenciar o verdadeiro ritmo de vida florentino e conhecer os produtos típicos locais.  Depois seguiremos a pé para o Oltrarno,  passando pelos principais monumentos e praças da cidade, em onde faremos nossa primeira degustação,  num local confortável, acolhedor e com staff simpático, onde será possível experimentar produtos de alta qualidade, cultivados localmente, como verduras, salames e presuntos, focaccia e molhos, acompanhados de vinho branco e tinto. Depois do antepasto, seguimos para um restaurante que oferece massa caseira fresca, para degustação de massa (são oferecidos 4 tipos), com vinho, água e café.  E para concluir, degustação de gelato! Você vai  poder experimentar até 4 diferentes sabores em uma das melhores sorveterias da cidade.

 

 

2 – Tour completo – 4 horas

Degustação de biscoitos, crostini, salames e presuntos, verduras,  pães com molhos, vinhos, massas e sorvetes

Nosso passeio começa em um mercado tradicional da cidade, onde será possível vivenciar o verdadeiro ritmo de vida florentino e conhecer os produtos típicos locais.  Após visita ao mercado,  seguiremos para nossa primeira degustação,  passando pelos principais monumentos e praças da cidade. Visita à filial de uma tradicional marca de biscoitos com degustação de biscoitinhos e café, depois seguiremos  para um local histórico localizado numa espécie de cantina no subsolo para degustação de crostini e vinho. Dali cruzamos o rio Arno e seguimos para o Oltrarno onde num local acolhedor e com staff simpático, será possível experimentar produtos de alta qualidade, como verduras, salames e presuntos, cultivados localmente, focaccia e molhos, acompanhados de vinho branco e tinto. Depois do antepasto, seguimos para um restaurante que oferece massa caseira fresca, para degustação de massa (são oferecidos 4 tipos),  com vinho, água e café.  E para concluir, degustação de gelato! Você vai  poder experimentar até 4 diferentes sabores em uma das melhores sorveterias da cidade.

 

Nosso tour enogastronômico te leva a experimentar locais com produtos típicos e de qualidade

 

 

Passeios privados na Toscana

Você pode optar por passeios de um dia e assistência em diversas cidades da Toscana para descobrir o território, a culinária e as excelências regionais de comida e vinho nos charmosos vilarejos da Toscana.

  • Degustações e passeios organizados
  • Colheita de uvas e  azeitona

 

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A vindima acontece geralmente no mês de setembro e a colheita de azeitonas entre outubro e início de dezembro

 

Parceria: Agência Natur – Linhares-ES

Informações: grazieateblog@gmail.com.br

Montefiore Conca, burgo medieval na Emília Romanha

Montefiore Conca é a capital medieval do Valle de Conca e uma das cidades da poderosa família Malatesta. Pertence  à provincia de Rimini, Emília Romagna, e  faz parte do circuito dos burgos mais belos da Itália.  E já que adoro conhecer cantinhos menos explorados pelo turismo de massa, resolvi fazer um passeio pelo vilarejo durante a nossa estadia na casa de campo, que fica nas Marcas mas a poucos quilômetros da divisa com a Emília Romanha.

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Montefiore Conca vista do alto e a Rocca Malatestiana, do século 14 (foto divulgação site Cattolica)

O vilarejo tem  menos de 3 mil habitantes, sendo que no burgo podemos contabilizar 350,  e seu centro conserva ainda traços medievais e é circundada por muralhas. O burgo surge a 385 metros acima do nível do mar,  proporcionando aos visitantes um panorama único que vai dos montes até a costa italiana. Suas origens são muito antigas, os achados encontrados remontam à Idade do Ferro. O período histórico que mais deixou vestígios é o medieval, com a presença da poderosa família guelfa dos  Malatesta, que dominou o território de Rimini nos séculos  14 e 15.

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Passear pela cidade é poder vivenciar uma Itália de outros tempos… As casinhas coloridas em ruelas de pedra trazem em seus balcões e janelas vasinhos de flores e ao entardecer os moradores posicionam suas cadeiras na porta de casa para um bate-papo com os vizinhos ou para apenas observar o movimento da cidade, que tem na fortaleza La Rocca sua principal atração.

A Rocca Malatestiana (século 14) – Imponente forte militar e residência de verão dos Malatesta, em posição estratégica a metade do caminho entre Rimini e Urbino. Constuida no inicio dos anos 1300 sob o dominio de Guastafamiglia Malatesta, foi depois ampliado por Pandolfo e decorada por Ungaro Malatesta e completada por Sigismondo Pandolfo

La Rocca Malatestiana

Em 1322, a família Malatesta adquiriu  Montefiore da cidade de Rimini e do Papa, passando a ser  propriedade privada e exclusiva da família. Como as outras aldeias medievais, a Fortaleza Malatesta de Montefiore Conca, construída por volta do século 14 para fins defensivos, abriga mistérios e tesouros em seu interior. A imponente fortaleza de pedra tem uma forma peculiar quadrada, além de ser residência de verão dos Malatesta, servia para proteger a família. A rocca ficou sob o domínio da família até 1458, até ter sido ocupado por Federico di Montefeltro.

monte fiore-conca

Por sua posição estratégia, o castelo sofreu diversos ataques e sua atual estrutura é fruto de  de uma reconstrução efetuada depois da Segunda Guerra Mundial.

Montefiore

Do alto da fortaleza a vista é esplêndida,  de onde avista-se toda a riviera romanhola até a República de San Marino

Após pesquisa arqueológica iniciada no verão de 2006, foram feitas descobertas interessantes que permitiram atualizar seu período de construção. Acredita-se que o castelo foi construído por volta de 1337 por iniciativa de Malatesta Guastafamiglia (1299 -1364). Em 1347 a fortaleza já existia, tanto que  abrigou na época o rei e a rainha da Hungria. O castelo não era apenas para fins defensivos mas também residência da família. Por esse motivo,  era rico de decorações e objetos de arte.

A Sala do Trono

 

O quarto de Costanza

As recentes restaurações realizadas em toda a estrutura permitiram o acesso também a ambientes antigos, antes inacessíveis. Para realizar as escavações arqueológicas, o piso foi removido e permite aos visitantes conferir as estruturas ligadas às fases mais antigas da fortaleza.

Visita guiada dentro da fortaleza

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Pesquisas arqueológicas descobriram uma quantidade considerável de achados bem preservados, como canecas, copos e garrafas de produção veneziana.

O castelo, usado para fins defensivos e palácio real para férias em família, era equipado com o conforto de um palácio da cidade, com estadias prolongadas e hospedava  pessoas famosas e importantes como papas e imperadores. Com a queda dos Malatesta, foram os Borgia que governaram, seguidos pela República de Veneza e o Príncipe da Macedônia, Costantino Comneno, que morreu no local em 1530. Depois disso, passou ao domínio da igreja, como em grande parte da Romagna.

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Construída por volta do século 14, a igreja de San Polo fica dentro das muralhas da cidade, perto do portão de Curina. Em seu interior impera o estilo tardo-gótico, enquanto o campanario é em estilo românico

 

Chiesa dell’Ospedale della Misericordia – Construído no centro histórico a serviço de um pequeno abrigo  para os peregrinos, o Ospedale del Pozzo, preserva interessantes afrescos do século 15. É neste edifício antigo  situado na viela  XX Setembro, que todos os anos termina a procissão  de Sexta-feira Santa.

Junto à beleza da paisagem, dos monumentos e da Rocca, é possível experimentar as antigas rotas que podem ser percorridos a pé, a cavalo ou de bicicleta. Portanto, se você está em busca de destinos mais tranquilos na região da Emília Romanha, inclua Montefiore Conca em seu roteiro.

 

Restaurante Vitique, no Chianti Classico

A imagem que nos vem em mente quando pensamos nos restaurantes no Chianti é sem duvida a de locais rústicos com toalhas xadrez com um  barril de vinho sobre a mesa. A Toscana pode ser assim, mas pode também ser modernidade e requinte. E é a Toscana elegante e contemporânea que quero apresentar pra vocês: Vitique,  restaurante localizado em pleno Chianti Classico.

O Vitique – Wine and Food boutique, dista apenas 20 Km de Firenze

 

Almoço em companhia de Elena Farinelli

Cozinha contemporânea ligada ao território num ambiente sobrio e moderno, no coração do Chianti (foto divulgação Vitique)

O Vitique, do grupo Santa Margherita, é uma nova realidade no Chianti, com menu assinado pelo novo chef Antonio Guerra, com consultoria do fera Antonello Sardi. O espaço de mais de 200 metros quadrados com vista para os campos de Greve,  coração pulsante do Chianti Classico. A nova proposta gastronômica oferece duas linhas distintas: Vitique Bistrot, aberto apenas para o almoço, e a nova área do Vitique Restaurante, mais intimista,  que funciona apenas à noite.

O chef Antonio Guerra, aqui em companhia chef Antonello Sardi: Vitique   propõe uma combinação de cozinha contemporânea com vinhos dos território italiano com utilização de matéria-prima de alta qualidade

Em estilo contemporâneo,  o Vitique oferece  um espaço acolhedor, moderno e mobilado com bom gosto e elegância. Seja no bistrot que no restaurante, produtos de excelência: a massa é caseira, a carne vem de pequenas fazendas locais, enquanto o peixe  é proveniente dos mares italianos, que chega fresco diariamente. Preparações simples que permitem a utilização de poucos ingredientes, com uma cozinha toda a descobrir, em constante evolução.

Com ambiente elegante e contemporâneo, o restaurante oferece massa feita em casa, carnes e produtos da região

Para harmonizar os pratos, quase todos os vinhos Santa Margherita Wines. Inclusive a enoteca local, que surgiu antes do restaurante, oferece visita e degustação.  Na bodega,  uma seleção de produtores locais,  a Km 0 , com marcas reconhecidas pela alta qualidade.

Antes do jantar visitamos a cantina do restaurante-enoteca. Esta é uma da mais avançadas e modernas vinícolas do Chianti Classico

 

Na Vitique você terá uma experiência completa entre vinho e pratos de qualidade, com aromas e sabores!

O Vitique surge como  boa proposta para quem busca requinte e elegância na região do Chianti. Sem dúvida alguma vai poder desfrutar de uma excelente experiência enogatronômica!
Vitique- Bistrot,  Restaurante e Enoteca
Horários:
Bistrot – de segunda à domingo , das 11 às 15 horas (fechado às quartas)
Restaurante – de segunda à domingo, das 19 às 23 horas (fechado às quartas)
Enoteca – de segunda à domingo, das 11 às 23 horas (fechado às quartas)

Rimini, requisitado litoral da Emília Romanha

Rimini, na costa romanhola,  é um dos mais cobiçados balneários do leste da Itália!  É uma cidade divertida, com muitas opções para todas as idades e meta muito requisitada por famílias com crianças e adolescentes, pois apresenta excelente estrutura para os pequenos em seus estabelecimentos balneares. E à noite as festas animam jovens seja nas areias das  praias que nas discotecas e casas de show.

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Rimini e a riviera romanhola são sinônimo de entretenimento, afinal, animação ali é o que nao falta! Mas Rimini nao é apenas isso, possui lindas  praças, vielas e igrejas e tesouros arqueológicos. Sua gastronomia é excelente e sua posição geografica privilegiada fazem da cidade um destino digno de ser incluído num roteiro turistico, principalmente na temporada de verão. Rimini é a joia da Emilia Romana, terra que acolhe os turistas com simpatia e hospitalidade.

 

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Corso D’Augusto é uma das principais ruas de compras de Rimini. Ela parte do Arco d’Augusto e vai até a Ponte de Tiberio. É repleta de lojas, restaurantes e barzinhos

Fundada pelos romanos depois de uma vitória sobre os gauleses, a antiga  Ariminum  transformou-se num importante centro, com 2 grandes obras:  a Via Flaminia , liga Roma a Rimini e termina no Arco de Augusto, e a Via Emilia, que parte da ponte de Tibério e percorre 100 km até Piacenza. Diferentes povos e dominações, como os bizantinos aos longobardos, das malatestas aos venezianos,   deixaram um traço surpreendente e admirável na arquitetura e nas principais atrações da cidade, como o Anfiteatro, a Fortaleza Malatesta, o Arco de Augusto ou o Templo Malatesta.

 

O que visitar em Rimini:

Centro histórico – Uma concentração de história, cultura, charme e vida noturna contribuem para tornar o centro histórico de Rimini numa imperdível atração da cidade: é o verdadeiro coração de Rimini, um local animado graças à presença maciça de locais e turistas em suas praças e localidades perto dos museus e monumentos mais importantes.

Rimini

Piazza Cavour –  A Piazza Cavour é o coração do centro histórico de Rimini. Encontramos na praça lojas e bares, a estátua de Paolo V, a Fontana della Pigna  e maiores e mais importantes palácios da cidade, como o Palazzo del Podestà, o Palazzo dell’Arengo e a Vecchia Pescheria, onde é possível  respirar a atmosfera mais jovem e animada da cidade, com muitos bares e restaurantes. O Palazzo del Podestà remonta a 1334 e é um monumento medieval de grande impacto. A praça abriga também o Palazzo Garampi, , atualmente sede da prefeitura. Encontramos também na praça o Teatro Galli, em estilo neoclássico, inaugurado em 1857 por Giuseppe Verdi.

No centro histórico de Rimini é  possível admirar palácios que remontam à Idade Média.  Na Piazza Cavour fica o palácio Arengo, construído em 1204 e o Palácio gótico del Podestà, construído no ano de 1334

 

Arco de Augusto – Símbolo de Rimini, o  majestoso Arco de Augusto, construído em 27 a.c. em homenagem ao primeiro Imperador romano, é o  mais antigo arco romano conservado.

De época romana, o Arco d’Augusto tem 10 metros de altura

 

Igreja de Santa Maria  dei Servi – Oficialmente Igreja de San Maria in Corte, a Igreja dos Servos, foi construída em 1317 em estilo românico e está localizada na homônima Piazzetta dei Servi. No século 18 foi totalmente transformada pelo arquitecto bolonhês Gaetano Stegagni.

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O interior da igreja, com estuques dourados criados por Antonio Trentanove e com afrescos da escola de Giotto

 

Tempio Malatestiano –  O Templo Malatestiano é o Duomo da cidade. Este importante edifício religioso foi construído sob encomendada de Sigismondo Pandolfo Malatesta para celebrar o esplendor de sua família. Leon Battista Alberti projetou a parte externa da estrutura da Catedral. A parte interna foi realizada por  Matteo de’ Pasti, em estilo gótico, levando a um evidente contraste arquitetônico com a parte externa,  inspirado nas formas clássicas da Renascimento. No interior é possível admirar o crucifixo de Giotto pintado em madeira em 1312 e um afresco de Piero della Francesca representando Sigismondo ajoelhado aos pés de San Sigismondo. A entrada para visitar o Duomo é gratuita.

O Duomo fica na rua IV Novembre. A parte externa é obra de Leon Battista Alberti e apresenta uma fachada majestosa e inacabada na parte superior

Ponte di Tiberio  – Também conhecida como a ponte de Augusto,  outra obra magnífica, ainda da época romana.  Foi realizada a pedido do imperador Augusto e só mais tarde foi concluída por Tibério. Juntamente com o Arco de Augusto, é  uma das mais interessantes atrações da cidade que remontam à época romana.

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Construída no rio Marecchia, a ponte foi então completada por Tibério e por esta razão leva seu nome

 

Borgo San Giuliano – Rimini é cidade do grande cineasta italiano Federico Fellini.  Muitos locais da cidade remetem às suas obras, como  Borgo San Giuliano, um bairro popular onde o diretor nasceu, cheio de murais que retratam algumas das obras mais importantes do cineasta “Otto e Mezzo”. Para quem curte street art   um excelente programa é passar por essa pequena vila, com suas cores características e sua atmosfera atemporal.

Perto do Borgo San Giuliano as casinhas são assim coloridas e decoradas

Praia –  Em Rimini existem praias livres e a pagamento, que são os estabelecimentos que têm concessão para explorar e terceirizar uma faixa da praia. São locais equipados que oferecem aos frequentadores as sombrinhas, espreguiçadeiras,  chuveiros, serviço de resgate, escorregadores e plataformas de entrada. Em ambos os casos, no entanto, a entrada é gratuita, mas para usufruir dos serviços e facilidades, é necessário pagar.

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Em estilo neo-gotico, a Paróquia de Santa Maria Auxiliadora, construída em 1912. Ficana piazza Marvelli, perto da praia

Parques: Em Rimini existem muitos parques temáticos, como o Itália em Miniatura, um parque com maquetes das principais cidades italianas, Fiabilandia, um parque de diversões entre Rimini e Riccione com uma area de 150 mil metros quadrados e o Atlantica, parque aquático em Cesenatico.

 

Jantar nas vinhas do Chianti

Jantar sob as estrelas em meio às vinhas do Chianti. Essa é uma experiência única e surpreendente que tive o privilégio de vivenciar no encantador cenário da vinícola orgânica Querceto di Castellina, que organiza  na temporada de verão o evento  Cena in Vigna.   Vocês não podem imaginar a magia desse momento em meio à natureza!

A vinícola Querceto di Castellina é uma empresa familiar cuja história data do ano de 1945, quando o patriarca da família adquiriu a propriedade para  ser a casa de férias. Em 1997 todos os vinhedos foram replantados e com base em estudo das variedades de uvas para determinar as que melhor expressam o terroir da região.  Desde o primeiro ano de sua produção, em 1998, são utilizadas técnicas orgânicas. 

Além de saborear um delicioso jantar típico baseado em produtos e pratos locais, você estará cercado pela paisagem bonita e fascinante de fileiras de vinhedos, que caracterizam a região do Chianti de uma maneira única.

 

A vinícola tem uma área de 11 hectares de vinhas divididos em 6 áreas separadas:  Belvedere, Poggio, Campocorto, Campolungo, La Fonte e Livia,  registrados no Chianti Classico DOCG (Denominação de Origem Controlada e Garantida) e com objetivo de produzir  vinhos sem tratamento químico. As uvas Sangiovese cobrem aproximadamente 80% da área plantada.

Jantar nas vinhas

Antes do jantar nas vinhas participamos de um aperitivo na varanda da vinícola, onde funciona também um agroturismo.  Ali fomos recebidos pelos proprietários Jacopo e Mary para um brinde ao por do sol, com o vinho rosé Furtivo IGT Rosato, 100% Sangiovese.

jantar nas vinhas do Chianti

 

Por volta das 20.30 seguimos para as vinhas, onde uma linda mesa esperava os 60 participantes.  Começamos com uma tábua com os antepastos: flan de flor de abóbora, pan de figado, com anchova e hortelã e almôndega de peposo.

 

Apresentação impecável, com capricho e atenção aos detalhes. Nosso antepasto foi servido nessa tábua de madeira. O menu foi preparado pelo estrelado restaurante La Tenda Rossa

Três vinhos foram servidos e os participantes podiam escolher a ordem que quisessem para degustação: L’aura Chianti Classico DOCG 2017 100% Sangiovese, Sei Chianti Classico DOGC 2016 100% Sangiovese e Podalirio IGT Toscana Merlot 2015 100% Merlot.

O jantar foi preparado pelo restaurante La Tenda Rossa, localizado em Cerbaia in Val di Pesa, coração do Chianti. Os chefs estrelados Maria Probst e Cristian Santandrea, apresentaram um maravilhoso menu com pratos realizados com produtos frescos e locais, uma verdadeira viagem gastronômica e sensorial.

Cenário encantador, circunados com toda a beleza da natureza, entre os vinhedos do Chianti

Peito de pato grelhado com laranja e erva-doce: este foi o meu prato predileto! Todos os pratos criados com ingredientes sazonais acompanhados pelos vinhos Querceto di Castellina

 

Jantar nas vinhas do Chianti

Noite mágica! Jantar sob as estrelas, vivência inesquecível com o melhor  que a região do Chianti pode proporcionar!

 

Uma vivência espetacular que possibilita aproveitar o que de melhor a magnífica região de Chianti tem a oferecer:  paisagens, vinhos, tradição, beleza  e uma atmosfera única!

 

Jacopo e Mary, idealizadores dessa fantástica vivência, a quem agradeço imensamente!

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Vinhos de agricultura biodinâmica

A fazenda Cosimo Maria Masini fica nas colinas da antiga vila medieval de San Miniato, ao longo da Via Francigena, no coração da Toscana.  A estrutura foi adquirida pela família Masini no ano 2000, que desde passou a cultivar vinhedos com método de agricultura biológica e que tornou-se biodinâmica alguns anos depois. À convite da guia Nastassia Voinaya,  visitei  o local com um grupo de blogueiros e jornalistas. 

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A vinícola biológica Cosimo Maria Masini fica em San Miniato, província de Pisa, ao longo da rota da Via Francigena, terra dos vinhos e da trufa branca

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A senhora Maria Masini e Anastasia, que depois de uma visita à estrutura, nos recebeu para um brunch com vinhos da Cosimo Maria Masini

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Interior da villa da senhora Maria Masini (Foto de Serguei Koultchitskii)

 

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Vinhos biodinâmicos

Os vinhos biodinâmicos são produzidos com práticas sustentáveis e técnicas que respeitam o meio ambiente.  O cientista e filósofo Rudolf Steiner é o criador da biodinâmica, cujos princípios são: manter a fertilidade da terra liberando nutrientes, tornar as plantas saudáveis para que possam resistir a doenças e pragas e produzir alimentos de maior qualidade possível.   A natureza, a energia, o ar, a chuva, a lua, o calor, são elementos respeitados e que conferem riqueza aos sabores, em total harmonia e equilíbrio com o meio ambiente e a astrologia também influencia nos ciclos de produção. Nesse tipo de agricultura é a natureza que se ajuda e segue seus ciclos,  com utilização apenas de compostos orgânicos  feitos de plantas e minerais para ajudar as plantas a se nutrir e lutar contra as pragas.  Não são utilizados venenos, herbicidas e nem adubos sintéticos. Através de um processo de vinificação isento de adjuvantes enológicos, como enzimas, taninos e leveduras selecionadas, nasce um vinho que preserva as características do terroir fiel e intacto. Os vinhos biodinâmicos oferecem  maior complexidade e autenticidade do que os produzidos sob métodos mais tradicionais. 

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A produção biodinâmica, que utiliza o calendário astronômico,  visa a integração, respeito e a harmonia das atividades de uma propriedade agrícola. A biodinâmica vai além da agricultura orgânica:  ela exclui o uso de fertilizantes químicos e sintéticos

 

O local da produção do Vin Santo. As uvas são penduradas em ganchos para secarem

 

O Vin Santo, vinho servido com doce ou com biscoitamos feito com amêndoas que se chama cantucci

 

 

 

Vinícola Cosimo Maria Masini

Nessa região onde está localizada a vinícola, a viticultura tem origens muito antigas, com mais de dois mil anos de história. As vinhas, localizadas a cerca de 100 metros acima do nível do mar, se estendem por cerca de 13 hectares em solo argiloso, rico em fósseis com condições microclimáticas ideais para a videira.

Neste cenário em San Miniato são produzidos os vinhos de agricultura biodinâmica

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A propriedade, que pertence à família Masini desde 2000, se estende por uma única colina, com 40 hectares de vinhedos, oliveiras e terras aráveis. Villa la Selva, o coração da propriedade, é uma antiga habitação que já pertenceu à família Bonaparte, adquirida em meados do século 19 pelo marquês Cosimo Ridolfi,  que começou a aplicar no local técnicas inovadoras nos vinhedos e construir a adega que está atualmente em uso.

villa

As variedades produzidas são aquelas da tradição vinícola da Toscana: Sangiovese, Canaiolo, Trebbian0, Malvasia Branca e Negra, Buonamico, San Colombano e um nativo quase desaparecido, o Sanforte, do qual estamos recuperando o patrimônio genético. Existem também variedades internacionais: Sauvignon Blanc, Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc.

pato

Grazie tante Anastasia @itali-amo-trips e @cosimo_maria_masini_ 

A Torre de San Niccolò de Firenze

Que tal admirar Firenze do alto de uma torre medieval? Essa é uma das mais gratificantes experiências que podemos vivenciar aqui na cidade! Durante o verão, a Torre de San Niccolò é aberta para visitação, numa iniciativa da Mus.e, que está promovendo visitas guiadas diariamente, até o dia 30 de setembro.

A porta de San Niccolò apresenta aspecto de torre. Seu nome deriva da região onde está, San Niccolò, no Oltrarno

Superados os 160 degraus, o visual que temos lá de cima é deslumbrante: o Duomo, o Palazzo Vecchio e a Torre de Arnolfo, todas os principais monumentos da maravilhosa cidade de Firenze,  a 360 graus.

Do alto da torre: um dos panoramas mais evocativos e exclusivos da cidade

 

A Porta de San Niccolò, que tem aspecto de torre, faz parte das antigas muralhas que protegiam Firenze

 

A Torre de San Niccolò, que encontra-se na Piazza Poggi,  é um  importante testemunho que nos ajuda a compreender a história da cidade,  em particular modo sobre os muros urbanos que protegiam a cidade.  A torre foi construída  entre os anos de 1324 e 1327 com o objetivo de defender a cidade. Com 45 metros de altura,  é a mais alta das antigas torres da cidade ainda existentes e a única que apresenta altura original.  Com a evolução da maneira de  fazer guerra, quando as armas de fogo começaram a substituir as armas brancas, na primeira metade do século 16,   as portas precisaram ser  reduzidas para oferecer um alvo menor e diminuir o perigo em caso de colapso. Mas a Porta de San Niccolò não foi tocada porque a colina de San Miniato lhe oferecia uma proteção natural contra os golpes da artilharia.  Todas os outras portas foram abaixados durante o cerco de Florença, que começou em outubro de 1529, sob o comando do Imperador Carlo V.  Em 17 de fevereiro de 1530, os florentinos, fingindo ignorar a presença das tropas de Carlo, disputaram na Piazza Santa Croce uma partida de futebol para zombar dos inimigos. Foi assim que surgiu o  calcio storico fiorentino. Em 1530 a cidade foi tomada e o Imperador nomeou seu genro Alessandro de ‘Medici como o novo governante da cidade.

A estrutura está bem conservada. As  ameias  das muralhas  foram reconstruídas após a 2 ª Guerra Mundial

Em 1864, quando Firenze foi proclamada capital da Itália  fez-se necessário um projeto de modernização da cidade. Em 1865, o arquiteto florentino Giuseppe Poggi apresentou ao rei Vittorio Emanuele II  um novo layout da cidade. Com isso, quarteirões medievais do centro histórico tiveram que ser destruídos e as muralhas do século 13 de Arnolfo di Cambio foram abatidas para que a cidade se alargasse, dando espaço às novas avenidas de Circonvallazione. Na parte norte do Arno, apenas as principais portas de acesso foram deixadas, enquanto que do lado sul, na área do Oltrarno, parte das muralhas e portas são visíveis e bem preservadas.

Torre de San Niccolo de Firenze

 

Este ano, mais um motivo para visitar a torre é a possibilidade de admirar de maneira privilegiada a Rampe del Poggi, o sistema de fontes que embeleza a praça e a colina abaixo da Piazzale Michelangelo, que foi reinaugurado em junho de 2019. Outras atrações que ficam próximas à torre: Basílica de San Miniato al Monte, Giardino delle Rose e Villa Bardini.

 

Le Rampe del Poggi

Le Rampe: depois de um século, retorna o sistema de águas com cascatas e grutas. Esta obra monumental foi projetada por Giuseppe Poggi e liga o Piazzale Michelangelo à Torre de San Niccolò

 

Torre di San Niccolò

Piazza Giuseppe Poggi – Firenze

Visitação: diariamente, das das 17 h às 19:30 h, a cada meia-hora, de 24 de junho até o dia 30 de setembro.   De 1 de setembro das 16 h às 18:30 h ( último acesso meia hora antes de fechar)

Valor: 6,00 euros

Atenção: visitas permitidas a partir de 8 anos, entrada gratuita até 18 anos.

Informações e reservas: Tel. 055/2768224 – 055/2768558
info@muse.comune.fi.it

Fattoria Lavacchio em Pontassieve, na Toscana

Florença tem dessas coisas: você pega o carro deixando pra trás o ritmo frenético da cidade e em menos de 30 minutos encontra-se  circundado do verde da natureza num esplêndido cenário constituído por vinhedos e oliveiras. Participei de um press-tour para conhecer a Fattoria Lavacchio, uma fazenda adquirida pela família Loretto em 1978 que dedica-se ao cultivo e à produção biológica de vinho e azeite de oliva, na localidade de Pontassieve, nas colinas de Chianti Rufina, a  apenas 20 km de Florença.

 

No local funciona também o Restaurante Mulino a Vento, que oferece pratos preparados com ingredientes frescos e locais, elaborados pelo chef Mirko Margheri. Compartilho com vocês neste post a experiência de um dia agradável desse início de primavera, na Fattoria Lavacchio. E para quem quiser curtir com mais tranquilidade o bucolismo da localidade,  pode optar de pernoitar na fazenda,  pois ali funciona também um agriturismo com piscina que oferece aos hóspedes diversas atividades, como  passeios a cavalo, degustação de vinhos, almoço nos vinhedos, curso de cozinha e caça às trufas.

 

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A Fattoria Lavacchio está localizada a poucos Kms de Florença. Encanto de cenário com vinhedos a perder de vista

 

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Quem nos recebeu foi Faye Loretto, filha do fundador da empresa

Fattoria Lavacchio

Como filosofia, a empresa desde sempre respeita todos os ciclos  da natureza. “Toda a produção agrícola corporativa de uvas, azeitonas, trigo e produtos de jardim é realizada em conformidade com os princípios da agricultura natural e sustentável, excluindo assim o uso de substâncias nocivas,  com o uso de modernos equipamentos de processamento e de acordo com o conhecimento atual, em total equilíbrio que representa o único uso correto do território pelo homem ”, explica Faye Loretto, filha do fundador da empresa e que nos recebeu e explicou sobre os processos da empresa agrícola, dedicada ao cultivo e produção biológica de vinho e azeite, combinando métodos de produção artesanal com as mais modernas técnicas. Visitamos a cantina e degustamos alguns dos excelentes vinhos produzidos no local.

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Faye fez uma  introdução à história da empresa,  da vila Strozzi, e do símbolo do local, uma frondosa árvore de cedro do Líbano de 250 anos. Dentre as empresas desse porte localizadas nesta área de produção de Chianti Rufina, a Fattoria Lavacchio foi a primeira a aderir ao programa de produção biológica. A construção remonta os anos 1700, quando a nobre família  florentina Peruzzi era proprietária do local. Em 1800 passou para o Marquês Strozzi Sacrati, de Mântua, e em 1978 foi adquirida pela família Loretto, de origem genovesa, mas sempre amante da Toscana.

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O Restaurante Mulino a Vento 

O elegante restaurante de campo “Mulino a Vento”, um lugar conhecido e apreciado desde os anos 40, faz parte parte da Fazenda Lavacchio. Está completamente imerso na paisagem verdejante, rodeado por vinhas, pomares e olivais, protagonistas indiscutíveis da cozinha.

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São poucos moinhos de vento nessa região da Toscana, sendo que um dos mais importantes é justamente esse no território da fazenda

 

A agradável surpresa é a grande varanda que o restaurante possui, que nos presenteia com uma linda vista para o Valdisieve

O local foi recentemente reestruturado e além do restyling, o restaurante renovou também na cozinha com a escolha de um novo chef: Mirko Margheri, nascido e criado na região e que depois de uma série de experiências na Itália e no exterior, retorna à sua terra.  “Eu faço o coração prevalecer, o que me liga ao meu passado, às minhas origens e é assim que meus pratos ganham um forte valor ligado à memória”, descreve Mirko Margheri, que conta com a sua esposa Francesca di Coste que atua como sommelier e dá toda a atenção aos clientes, com simpatia e profissionalismo.

 

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Excelente experiência gastronômica, onde imperam a sustentabilidade e respeito pela natureza , com pratos preparados na sazonalidade dos produtos encontrados

 

O menu do nosso almoço e os vinhos harmonizados

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O chef Mirko Meghani

 

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Com Roberta Perna, em foto de Luca Managlia

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Grazie tante Fattoria Lavacchio e ristorante Mulino a Vento!

 

Fattoria Lavacchio 

Via di Grignano, 37-38

Restaurante Mulino a Vento

Via Montefiesole, 48

Pontassieve- Firenze

 

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É seguro viajar na Itália?

As estatísticas de violência no Brasil são absurdas e é comum que os brasileiros quando chegam na Europa costumem relaxar e se distrair, pois a sensação de segurança que temos aqui é enorme!  Claro que se fizermos uma comparação,  a violência aqui não chegar a assustar, mas furtos, roubo de bagagem, armadilhas e golpes existem e atrapalham bastante a tão sonhada viagem. O turista precisa estar bem informado e atento para evitar problemas.  É necessário tomar medidas cautelares para evitar, tanto quanto possível, distrações, especialmente em locais turísticos muito cheios, como nas estações e em transportes públicos, pois batedores de carteiras e golpistas estão sempre à espreita. Os furtos aqui geralmente não envolvem violência.  Muitas das vezes as pessoas nem percebem que foram roubadas.  Aqui na Itália existe muito batedor de carteira disfarçado de turista. São pessoas  geralmente bem vestidas,  profissionais do roubo super ágeis e insuspeitáveis. E aqui tem também larápios que enfiam a mão no seu bolso para roubar sua carteira ou passam a mão no celular e saem correndo.  É preciso ficar bem ligado em relação à segurança e também às armadilhas para turistas!

 

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Alguns dos golpes mais comuns:

Vendedores ambulantes –  fiquem atentos aos vendedores ambulantes abusivos que são insistentes e algumas vezes atuam com cúmplices mal intencionados.  Já presenciei algumas cenas que me deixaram triste e revoltada. Uma vez perto do Duomo um turista coreano pisou numa estampa que estava no chão da rua, colocada estrategicamente para isso, e em questão de segundos os vendedores o cercaram e “pegaram” 100 euros da carteira dele.  Um deles escapou com a nota de 100 euros e o turista perplexo ficou sem reação.   Eu me aproximei e ele me contou os detalhes de como tudo começou. O que fazer? Nada, pois o dinheiro estava com um dos ambulantes que havia fugido e ninguém tinha como comprovar o “roubo”. Moral da história: se por acaso você pisar numa estampa e os vendedores informarem um preço absurdo a ser pago, a primeira coisa a fazer é chamar a polícia ou pedir ajuda. Os vendedores não têm direito de vender mercadorias pelas ruas. Vendedores precisam de uma autorização e precisam ser capazes de emitir uma nota fiscal.

 

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Muitos vendedores abusivos colocam os posters no chão esperando o turista pisar para depois ameaça-lo pedindo dinheiro por tê-lo destruído. Os turistas ficam tão tensos com a situação que  acabam desembolsando muito mais do que poderia valer o objeto

 

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Disfarçados de policiais – Outra forma de golpe é quando os ladrões se passam por policiais e, depois de observarem os seus passos e os locais onde comprou alguma coisa ou comeu, e num lugar mais isolado, se apresentam dizendo que precisam verificar os seus pertences. Alguns alegam que precisam fazer um controle para identificar notas falsas. Quando isso ocorrer, se estiver na duvida, peçam para serem acompanhados até o posto policial mais próximo.

 

Batedores de carteira – tem aumentado bastante em toda a Itália o número de furtos, principalmente em locais muito cheios. Turistas distraídos com a mochila pendura nas costas são alvo fácil.

 

Abaixo-assinado – Golpistas pedem aos turistas para assinarem um documento contra as drogas, contra a fome ou por outra causa, que pode ser a dos refugiados ou surdo-mudos. E  depois da assinatura eles pedem uma contribuição para uma dessas causas. Só que esses abaixo-assinados não são legais, pois para valer,  você precisa deixar dados pessoais como nome completo, data de nascimento e  número de um documento de identidade.

 

Falso turista sem carteira – Disfarçado de turista, com mochila nas costas,  tem gente que aborda os passantes dizendo que perdeu a carteira e precisa voltar pra casa.  Eles fazem cara de piedade, imploram por ajuda. Tem alguns em Firenze que atuam há anos abordando turistas.

 

O golpe do anel – o golpista deixa no chão um anel, que pode parecer valioso, e quando você passa ele pergunta se aquele anel é seu. E aí papo vai, papo vem, ele deixa o anel  com você e pede tipo 5, 10 ou 15 euros pelo objeto, que na verdade não passa de bijuteria.

 

Pessoas que oferecem ajuda nas estações ou nas proximidades de máquinas de dinheiro –  muitos golpistas se aproximam dos turistas oferecendo ajuda de todo tipo, seja na hora de auxiliar no momento de pegar transporte ou para utilizar as máquinas no momento da compra de bilhetes. Não aceite ajuda de pessoas não uniformizadas e quem não trabalham nos locais.

 

Taxistas abusivos –   Por lei, os taxistas precisam utilizar o taxímetro ou tabela com valores pré-estabelecidos para corridas em determinados trajetos, como para aeroporto ou estação ferroviária.  Se você estiver na fila aguardando taxi não aceite oferta de taxistas abusivos que costumam se aproximar oferecendo pra fazer a corrida. Utilize sempre os serviços de táxi regularizados. Além de taxistas abusivos, infelizmente na Itália também existem motoristas desonestos e que fazem giros mais longos. Se o trajeto for longo, ao abordar o taxista tente questionar a média do valor que pode custar a corrida e utilize o seu aplicativo para conhecer a distância e o trajeto.

 

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Algumas dicas que podem ajudar no quesito segurança:

  • sair com cópia do passaporte (não é necessário o documento para emissão de tax-free nas lojas).
  • use o money-belt, aquele cinto usado sob as roupas onde você pode guardar cartões de credito e o dinheiro
  • Evite se distrair quando tiver a mochila pendurada atrás.
  • Nos hotéis procure colocar objetos de valor nos cofres
  • Atenção dobrada à bolsa em locais de muita aglomeração ou próximo aos bancos eletrônicos
  • evite andar com carteira no bolso de trás da bermuda perto das atrações principais e nas estações
  • atenção com quem se aproxima oferecendo ajuda na hora de sacar dinheiro ou nos bancos eletrônicos ou na hora de adquirir bilhetes de trem na estação
  • se estiver viajando de carro: não deixe malas nem pertences dentro do carro. Com facilidade de identificar carros alugados, golpistas e ladrões atuam em estacionamentos pois imaginam que os turistas percorrendo as cidades de carro costumam deixar as malas no carro.  Os estacionamentos não se responsabilizam e não reembolsam
  • atenção com malas e bolsas  deixados em carros alugados (que são facilmente identificáveis)
  • caso não queira dar dinheiro, não aceite as pulseirinhas dos vendedores ambulantes que insistem em amarrá-las dizendo que é presente. Eles virão atrás pedindo dinheiro
  • em relação a terrorismo: Ataques, que podem acontecer em qualquer lugar e a qualquer momento. O país toma medidas de proteção e segurança
  • não pegue táxi pirata

 

Mulheres –  em qualquer lugar, mulheres precisam ter sempre muita atenção e tomar medidas de precaução. A Itália não é um país que apresenta problemas e ameaças para mulheres que viajam sozinhas, mas para garantir  a segurança pessoal é preciso adotar algumas medidas de precaução. Informe-se sobre o local de sua hospedagem  para saber  se o bairro escolhido é seguro.  Se tiver num restaurante ou num bar e alguém se aproximar com insistência e você não tiver a fim de  conversa, encare a pessoa e de forma firme diga que  não quer ser importunada. Meninas, prestem atenção pois alguns homens  mal intencionadas se passam por italianos e aplicam todos os tipos de golpe. Caminhe em ruas com iluminação e mais  movimentadas. Em locais ermos e tranquilos, evite passar nas calçadas com pouco gente. Informe e contate sempre alguém da família e/ou amigos sobre os seus destinos e deslocamentos. Siga a sua intuição e se achar que encontra-se em perigo, peça ajuda. Veja este post viajar sozinha e confira os depoimentos de mulheres que costumam viajar desacompanhadas.

 

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Telefones úteis:

Carabinieri: 112

Polizia di stato: 113

Guardia di finanza: 117

Bombeiros: 115

Emergência sanitária: 118

Violência contra mulheres e stalking: 1522

 

Em caso de perda ou roubo do passaporte:

A primeira coisa é apresentar uma queixa no carabinieri.   Depois disso, levar documentos de identidade e ir até o Consulado do Brasil em  Roma ou Milão para reemissão. Em caso de retorno de emergência, é preciso uma autorização para viajar. Para mais informações, contate o Consulado do Brasil.

 

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