Dante Alighieri nasceu em Florença no ano de 1265, no mês de maio, mas não se sabe exatamente o dia, apenas que foi “no período em que o sol está na constelação zodiacal de Gêmeos”. A data simbólica de seu nascimento é 29 de maio.








Dante Alighieri nasceu em Florença no ano de 1265, no mês de maio, mas não se sabe exatamente o dia, apenas que foi “no período em que o sol está na constelação zodiacal de Gêmeos”. A data simbólica de seu nascimento é 29 de maio.








Admiro e respeito demais a forma que os italianos preservam suas tradições e promovem suas atividades. Participei recentemte de um evento em Impruneta para celebrar seu mais famoso produto: a terracota.

“Buongiorno Ceramica” é um projeto dedicado à ceramica que acontece uma vez por ano. Participei da iniciativa na cidade de Impruneta
No final de semana dos dias 17 e 18 de maio aconteceu o “Buongiorno Ceramica 2025”, evento dedicado à cerâmica artística e artesanal que celebra a excelência e a tradição desta atividade, símbolo de tradição e inovação. O Buongiorno Ceramica é uma iniciativa que acontece em diversas cidades italianas e nesta 11 ª ediçao, contou com a participação de 30 cidades da Toscana.
Buongiorno Ceramica é um projeto idealizado e organizado pela AICC – Associazione Italiana Città della Ceramica – e acontece todos anos, no penúltimo fim de semana de maio.

As ânforas artesanais são um clássico da tradição toscana da terracota
Impruneta – Impruneta é uma pequena cidade ao sul de Florença, com menos de 15 mil habitantes, muito famosa pela produção da terracota, além de ser conhecida também pela produção de vinho e de azeite.

Participei das visitas aos fornos em companhia de Erika Bertelli, Ruth Navarro, Miriam eSegoviano, Paola Martino e Milko Chilleri
Ao longo dos séculos, a terracota Impruneta se tornou um elemento característico e distintivo da arquitetura e da paisagem da Toscana, bem como um produto famoso exportado para todo o mundo.

Buongiorno Ceramica Impruneta
O evento Buongiorno Ceramica é uma celebração à arte de modelar, queimar e esmaltar. O rico programa do Buongiorno Ceramica contou com uma série de eventos, workshops e exposições, uma forma de apresentar e valorizar o patrimônio material e imaterial da região, com visitas aos ateliês onde artesãos mostraram sua criavidade e habilidade com as mãos.

Performance do artista Francesco Battaglini, com a obra “Realtà e Misticismo”. Abaixo, demonstração do artesão Massimo Carbone
Tive a oportunidade de visitar dois fornos. O primeiro, de Massimo Carbone, onde atua também a artesã Francesca Fontanelli. O convidado foi o artista Francesco Battaglini , que estava realizando a obra Realtà e Misticismo.

A artesã Francesca Fontanelli

Peças realizadas inteiramente à mão
Nossa segunda parada foi a Fornace Poggi Ugo, onde o artista Marco Bonechi apresentou a sua performance com o tema Pinóquio.

Marco Bonechi realizando a sua obra. Ao centro, o sócio-proprietário da Poggi Uggo, Lorenzo Andrei , recebendo o nosso grupo. As visitas aos fornos de Impruneta contaram com a participação do prefeito da cidade, Ricardo Lazzerini.

O artista florentino Marco Bonechi
Ao longo dos séculos, especialmente graças à alta resistência da matéria-prima, as obras em terracota são utilizadas para telhados, para decorar jardins e fachadas, vasos, elementos decorativos e objetos em diversos estilos, formas e dimensões.

Ponto alto da programaçao foi a inauguração da obra “7 Volte 7” do aritsta Patrizio Travagli. A instalação foi realizada com artefatos de sete fornos aderentes à marca CAT: Fornace Artenova, Fornace Sergio Ricceri, Fornace Poggi Ugo Terrecotte, Fornace Masini, Fornace Carbone, Fornace Pesci Giorgio e Figli e Fornace M.I.T.A.L. de F.lli Mariani.

Obra 7 Volte 7, na piazza Buondelmonti. Foto de Ruth Claramonte Navarro
Curiosidade: os tijolos utilizados na construção da maravilhosa cúpula do Duomo, obra-prima de Brunelleschi, construída entre 1420 e 1436, são provenientes dos fornos de Impruneta. Confira neste post 7 curiosidades sobre a cupula do Duomo de Florença.

A majestosa cúpula do Duomo de Florença, que é maior cúpula de alvenaria do mundo
*Participei do Buongiorno Ceramica à convite da prefeitura de Impruneta, em press tour organizado por Milko Chilleri.
As colinas de Florença guardam tesouros, histórias e segredos, como a Villa Medicea della Petraia, com seus deslumbrantes afrescos e um jardim à italiana, uma verdadeira joia paisagística!

A La Petraia é uma das vilas medíceas mais fascinantes, com suas decorações pictóricas e natureza deslumbrante ao redor, com linda vista para a cidade de Florença


A vila ocupa um antigo edifício fortificado, do qual a grande torre ainda permanece, ampliado no final do século 16 para criar a atual vila

O maravilhoso ciclo de afrescos no pátio da villa

O pátio da vila foi revestido no século 19. A decoração de afrescos foi realizada por Volterrano e Cosimo Daddi na primeira metade do século 17


Escultura de Bartolomeo Ammanatti, do século 16

A Villa La Petraia preserva numerosos artefatos de madeira de grande qualidade artística e artesanal
O rei Vittorio Emanuele II viveu aqui quando Florença foi a capital da Itália (entre 1865 e 1871) e os móveis atuais datam em grande parte desse período.



Os jardins são distribuídos em três níveis
Curiosidade: O jardim da Officina Profumo-Farmaceutica di Santa Maria Novella está localizado onde antes ficava o olival da Villa La Petraia, numa área de 14 mil metros, onde são cultivadas cerca de cem plantas medicinais.
O museu La Specola de Florença
40 coisas pra fazer em Firenze
Pouco conhecido do grande público, o Museu La Specola é um verdadeiro tesouro que temos em Florença! O Museu de Historia Natural La Specola é o museu científico mais antigo da Europa, fundado em 1775 pelo Grão-Duque Pietro Leopoldo di Lorena, com o nome de Museu Real Imperial de Física e História Natural. Além da importante coleção de zoologia e de ceras anatômicas, o museu ganhou em 2024 duas seções: a de mineralogia e a de ceras botânicas.

O museu La Specola reúne importantes coleções de zoologia e mineralogia, ceras anatômicas e ceras botânicas, raridades relacionadas à arte e à ciência
O museu, instalado no histórico Palazzo Bini Torrigiani, a poucos passos da Piazza Pitti, reabriu suas portas em 2024, após longas e importantes obras de remodelação, modernização e expansão.

E um passeio por suas grandes salas causa certa impressão, entre fósseis pré-históricos, insetos tropicais e até animais cuja existência jamais poderíamos imaginar, até ceras anatômicas
Em 2025 o museu festeja 250 anos. A ideia de Pietro Leopoldo era criar um museu que apresentasse todos os aspectos da natureza, em um percurso “da terra ao céu”, de exemplares minerais à astronomia, passando pela botânica, anatomia e zoologia.

No primeiro andar estão as coleções de mineralogia,organizada segundo um percurso que documenta os minerais , suas variações e propriedades químicas e físicas. Aqui podemos admirar também a espetacular coleção de pedras trabalhadas da família Medici, com obras-primas que pertenceram a Lourenzo “O Magnífico”.

A novidade que trouxe a reabertura do museu é o novo itinerário dedicado à coleção de ceras botânicas florentinas: plantas, frutos e tabelas de anatomia, histologia e fitopatologia de realismo excepcional e beleza extraordinária.

No térreo encontramos também o “Salão dos Esqueletos”: um espaço expositivo do início do século 19 que abriga os 3.000 achados da rica coleção osteológica, constituída em sua maioria por mamíferos, com algumas raridades, como o grande esqueleto do elefante asiático que foi trazido até Florença e que faleceu em 1655.

Ceras anatômicas – o museu é conhecido internacionalmente por sua enorme coleção de ceras anatômicas , uma coleção única ao mundo : 1.400 elementos da extraordinária coleção de ceras anatômicas, realizados entre o final do século 18 e o início do século 19, possibilitando a observação direta de um cadáver, ilustrando a anatomia do corpo humano.

O nome Specola faz referência ao observatório que o Grão-Duque Pietro Leopoldo instalou na torre, onde também ficava a estação meteorológica.



Esse é um dos museus que aconselho para quem viaja com crianças e adolescentes.

Em 2025 o museu festeja 250 anos de atividade
Museu La Specola
Via Romana, 17 – Firenze
De terça à domingo, das 9 às 17h (os horários podem sofrer alterações de acordo com o período do ano)
Para informações sobre valores e horários, consultar o site do museu.
O burgo medieval, também conhecido como vila fortificada, surgiu na Baixa Idade Média, entre os séculos 11 e 13. Nessa época, ocorreram grandes transformações econômicas e sociais que culminaram na crise do sistema feudal. Com isso, os centros habitados nas planícies começaram a ser substituídos pelas vilas, pequenas cidades cercadas por muralhas, que serviam para defender os habitantes de ataques externos.

A palavra vem do latim “burgus”, que significa “pequena fortaleza povoada”
Os burgos eram fortificações defensivas, geralmente construídos em colinas ou terrenos elevados, por razões estratégicas e práticas, pois possibilitavam maior visibilidade e controle em caso de ataque, além de oferecer vantagens estratégicas, permitindo aos habitantes controle sobre as rotas comerciais e de transporte.

Os burgos eram áreas urbanas fortificadas, refúgios seguros em tempos de conflito. As colinas ofereciam uma vantagem crucial: maior visibilidade e dificuldade de ataque
Construir os burgos em colinas ou em terrenos elevados era uma escolha sensata durante a Idade Média, pois proporcionava vantagens militares, econômicas e logísticas.

Construções medievais bem conservadas
A Toscana é repleta de lindos burgos medievais muito bem preservados. Essas vilas medievais, justamente por conservarem aspectos do seu passado com estruturas fortificadas, representam uma interessante atração, caracterizada por castelos, fortalezas, construções de pedra e vielas de charme irresistível.

O Castello di Poppiano, no Chianti Colli Fiorentini
Um passeio pelas ruelas estreitas desses vilarejos nos fazem sonhar! Flanar por entre seus becos para admirar esses pitorescos cantinhos, são momentos de pura magia e encanto. É a riqueza intangível, momentos que são sentidos, vivenciados…

O burgo medieval de San Casciano in Val di Pesa

A cidade de Montalcino, no Valdorcia: a Toscana proporciona aos viajantes beleza natural, história, boa gastronomia e excelentes vinhos!
Burguesia – Com o aumento da população e a migração dos camponeses para as cidades medievais, houveram transformações sociais, econômicas e culturais que marcaram o período medieval. Esses centros abrigavam os mercados, artesãos, guildas e corporações de ofício e atividades culturais e comerciais, estabelecendo assim um sistema capitalista primitivo.

Esse processo também gerou uma nova classe social: a burguesia, pequenos comerciantes que ascenderam de classe social em função das atividades comerciais. O comércio levou ao crescimento das cidades, que começaram a se desenvolver em torno de feiras e mercados.

Confira também o post: 10 burgos medievais na Toscana
Em sua próxima viagem à Toscana, não deixe de incluir um passeio em um dos pitorescos burgos medievais da região! E caso precise de auxilio em seu planejamento de viagem, me envie um email.
40 coisas pra fazer em Firenze

O Museu Galileo, na praça, na Piazza dei Giudici
O “Istituto di Storia delle Scienze”, hoje Museu Galileo, está completando cem anos e, para celebrar, um calendário muito rico e interessante, com inúmeras iniciativas, como eventos especiais, espetáculos, inaugurações noturnas, exposições e conferências, a partir de 15 de abril, até 2027.
Sobre o Museu


A maior esfera armilar do mundo, realizada na segunda metade do século 16, por Antonio Santucci, por vontade de Ferdinando I de’ Medici





A apresentação da programação para comemorar os 100 anos do Museu Galileo contou com as presenças de Francesco Pavone e Roberto Ferrari, respectivamente presidente e direto do Museu

O Museu Galileo proporciona aos visitantes e curiosos uma viagem ao tempo no mundo da ciência, física , matemática e tecnologia
Caravaggio é um dos meus artistas preferidos e é claro que eu não podia perder a sua exposição que está acontecendo em Roma, com obras-primas icônicas! Essa é a mais importante exposição dedicada ao artista, um dos mais célebres pintores barrocos.

Caravaggio 2025, uma celebração do gênio revolucionário do artista
Inaugurada no Palazzo Barberini por ocasião do Jubileu 2025, a exposição Caravaggio 2025 é apresentada pelas Gallerie Nazionali di Arte Antica em colaboração com a Galleria Borghese. A exposição, com 24 obras do artista, tem curadoria de Francesca Cappelletti, Maria Cristina Terzaghi e Thomas Clement Salomon e pode ser visitada até o dia 6 de julho de 2025.

As obras estão dispostas em ordem cronológica, sendo que a exposição inicia com “Rapaz Descascando Fruta”, realizada entre 1592 e 1593, logo após sua chegada em Roma
O objetivo da exposição é oferecer uma reflexão nova e aprofundada sobre a evolução artística de Michelangelo Merisi, conhecido como Caravaggio (1571 – 1610). Antes mesmo de ser inaugurada, no último dia 7 de março, mais de 60 mil ingressos já tinham sido vendidos.

Detalhe da obra Marta e Maria Madalena
Algumas obras que pertenciam à família Barberini e que foram adquiridos por outros museus, retornam à Roma para a exposição.

Os Trapaceiros, que faz parte do acervo do Kimbell Arte Museum, em Fort Worth

Os Músicos, do Metropolitan Museum de Nova York

Obra “A Adivinha”, da Pinacoteca Capitolina de Roma
A exposição reúne as três pinturas encomendadas pelo banqueiro Ottavio Costa: Judite e Holofernes, que faz parte do acervo do Palazzo Barberini), São João Batista, do Museu Nelson-Atkins de Kansas City e São Francisco em Êxtase, do Wadsworth Atheneum, de Hartford, Estados Unidos.

São Francisco em Êxtase, primeiro exemplo de obra sacra executada pelo artista em Roma

Santa Caterina d’Alessandria, do Museu Thyssen-Bornemisza de Madrid, vestida com roupas da época
Caravaggio é conhecido por seu uso inovador da luz e pela escolha de seus modelos. Ele não se limitava a retratar nobres ou figuras ilustres, mas utilizava também pessoas pertencentes às classes sociais mais humildes para suas pinturas religiosas.

Da obra Judith e Holofernes: expressividade e detalhes que impressionam

A exposição é dividida em quatro salas temáticas, com as obras apresentadas em um período cronológico de aproximadamente quinze anos, desde sua chegada a Roma, em 1592 – seus deslocamentos nesta época não são exatos – até sua morte em Porto Ercole, em 1610.

Essa obra é A Flagelação de Cristo, do Museu de Capodimonte, de Nápolis
Difícil ficar indiferente diante da dramaticidade e do realismo que exprimem, onde o uso da luz ganha tanto destaque.

A primeira versão de “A Conversão de São Paulo”, coleção privada
A exposição é imperdível, uma oportunidade única de ver tantas pinturas de Caravaggio reunidas!

Davi com a Cabeça de Golias, que é o autorretrato de Caravaggio, do acervo da Galleria Borghese de Roma
Mas gostaria de destacar alguns pontos que achei negativos. O primeiro é que o espaço é pequeno para o grande número de visitantes. Os ingressos são vendidos por faixas horárias. E outros pontos: o sistema de iluminação – é quase irônico falar de iluminação numa exposição de Caravaggio – mas algumas telas sofrem com os reflexos (talvez fossem necessários espaços maiores) e as legendas, com letras pequenas, ficam muito próximas às obras e a sombra dos visitantes que se aproximam para ler, acaba interferindo nos quadros.

As telas estão expostas na altura dos olhos, o que é uma questão positiva. O único porem, é driblar a grande quantidade de pessoas diante das telas
Mas vale muito a pena visitar a exposição, que reúne um número extraordinário de obras autografadas de Caravaggio, unindo obras-primas famosas com pinturas raramente vistas, de coleções privadas e novas descobertas. Uma viagem extraordinária através de suas obras!

A exposição, que vai até o dia 6 de julho, está acontecendo no Palazzo Barberini, um dos lugares simbólicos da conexão entre o artista e seus patrocinadores
É necessário adquirir com antecedência os bilhetes, que são nominativos. O bilhete para a exposição custa 18 euros.
Caravaggio 2025
7 de março – 6 de julho 2025
Galleria di Arte Antica –Palazzo Barberini, Roma

Cenáculo de Ognissanti: a Última Ceia do refeitório da Igreja de Ognissanti, foi afrescado em 1480 por Domenico Ghirlandaio. Este é um dos muitos afrescos de grande valor que adornam os refeitórios dos conventos das principais ordens da cidade de Florença

Colocado na parede do fundo, o grande afresco cria um poderoso jogo ilusionístico, ajudando a ampliar a arquitetura da sala

Riqueza de detalhes na Ultima Ceia de Ghirlandaio: Jarras, copos e alimentos estão bem delineados sobre a mesa com detalhes preciosos na toalha de mesa bordada



Durante o Pitti Taste, acontece o “Fuori di Taste”, um calendário rico de eventos em diversos pontos da cidade, como restaurantes, hotéis, terraços, enfim, locais badalados, exclusivos e bacanas transformam-se em palco de eventos que reunindo produtores e profissionais que apresentam suas propostas e produtos.

Apresentação no Teatro de Sale, na festa “Romagna Segreta”
A festa “Romagna Segreta”, idealizada por Enio Ottaviani Vini e Vigneti, no Teatro de Sale, foi um dos eventos mais esperados do “Fuori di Taste”. Foi um evento especial que misturou tradição, sabores e danças dessa simpática e acolhedora região, oferecendo uma experiência única e divertida do elenco de eventos “Fuori di Taste”.

No menu, zuppetta di vongoline, polpettone, piadina, passatelli in brodo, lasagna al ragù e stracotto di maiale, foram alguns dos pratos servidos
Os participantes puderem experimentar produtos provenientes de algumas das melhores empresas do território, como Birra Viola, Biscotti Bizantini, Cioccolateria Gardini, Clai, Fresco Piada, Nero Fermento e Vongole Bernardi. A Romagna, região da Itália setentrional, é sinônimo de boa gastronomia, boa hospitalidade e diversão e foi isso que pudemos conferir nessa noite tão animada!

Apresentação de liscio, da tradição romanhola
Outro acontecimento muito interessante do “Fuori di Taste” foi a Silent Pool Gin Experience, que aconteceu na Golden View Suite, uma location privilegiada, com vista para o maior cartão-postal da cidade: a Ponte Vecchio!

Os convidados tiveram a oportunidade de participar de uma degustação privada de gin numa exclusiva suíte. E em seguida, de um jantar preparado pelo chef Andrea Candito, com drinks assinados pelo brand ambassador da Silent Pool Gin Antonio Franzese.

Pato com laranja e alho negro, preparado pelo chef Andrea Candito, do restaurante Golden View
No Degusteria Italiana, restaurante acolhedor de alta cozinha italiana, “Make Pennette alla vodka Great Again“, aconteceu uma degustação conduzida pelo chef Fabio Nistri.

Na Degusteria Italiana, o chef preparou alguns pratos para degustação com os segintes produtos: Grigio del Casentino, 28 Pastai e vodka da Distilleria Schiavo.

“Cinque amici fuori di Taste – Storie e incroci di eccellenze italiane” foi outro evento que aconteceu durante o Fuori di Taste. Dessa vez no elegante Atto, o restaurante gastronômico do chef Vito Mollica, localizado numa lindíssima construção renascentista, o Palazzo Portinari Salviati.

O chef Vito realizou os pratos priorizando matérias-primas de cinco produtores: Paolo Petrilli, Lodovico Giustiniani (Borgoluce), Mariangela Grosoli (Aceto del Duca), Cristina Bini Smaghi (I Tattoli) e Gerardo Diana (Tenuta Serravalle).

Cru Caviar no Luca’s, do hotel cinco estrelas La Gemma
Outro cenário fabuloso, o Luca’s Restaurant, do moderno e refinado hotel La Gemma, Cru Caviar Party Box, com caviar cru seleção Royal. O destaque da noite foi a abertura de uma lata original de 1 kg.

Os pratos servidos no Luca’s foram elaborados pelo chef Paulo Airaudo, obviamente com o Cru Caviar, um dos maiores produtores de caviar do mundo e o maior produtor italiano de Caviar Beluga.

Meu calendário do Fuori di Taste foi variado e muito interessante! Me despedi desta edição com uma festa organizada pela Savini Tartufi, com quitutes à base de trufas, obviamente! A festa aconteceu no restaurante Toscanino, que é um dos rooftops mais bonitos de Florença!

Participar de eventos como esse é uma oportunidade de ficar por dentro das novidades, experimentar produtos e conhecer os produtores. Pitti Taste e o Fuori di Taste apresentam-se como uma verdadeira viagem ao universo gastronômico para celebrar a cultura, a tradição, a criatividade e a inovação!
Os Jardins de Boboli constituem a maior área verde monumental de Florença, abrangendo uma área de mais de 45 mil m2 . O jardim à italiana, com plantas e estátuas, foi um projeto realizado por Tribolo e Giulio e Alfonso Parigi entre 1550 e 1620. É o verdadeiro pulmão verde no centro histórico da cidade repleto de esculturas e fontes.

O jardim foi realizado após a escavação do terreno e o Palazzo Pitti foi construído com a pietraforte retirada do jardim
O jardim, junto ao Palácio Pitti, foi adquirido por Eleonora di Toledo, Duquesa de Florença, esposa de Cosimo I de’ Medici, em 1550. Atraída pela grande área verde, a duquesa buscava contato com a natureza e uma vida mais saudável.

O jardim foi projetado por Niccolò Pericoli, mais conhecido como Tribolo, artista que já havia demonstrado suas habilidades ao criar os jardins das vilas Medici de Castello e Petraia. No entanto, foi Bartolomeo Ammannati quem concluiu as obras após a morte prematura de Tribolo. Os jardins sofreram outras modificações nos séculos 18 e 19.

Do Palazzo Pitti: vista para o anfiteatro e a Fontana del Carciofo

O anfiteatro é a parte mais antiga do jardim
As primeiras óperas da história foram celebradas no anfiteatro localizado nos Jardins Boboli. Este anfiteatro foi construído aproveitando a cavidade formada pela extração da pedra usada para erguer o edifício. Ao centro fica o obelisco egípcio em mármore , de 6, 34m de altura, monumento mais antigo da Toscana, de 1500 AC e que chegou à Florença no final do século 18, proveniente de Roma.

Os Jardins de Boboli – Os Medici criaram um modelo de jardim italiano que se tornou um exemplo para muitas cortes européias
A grande área verde constitui um verdadeiro museu a céu aberto, repleto de estátuas antigas e renascentistas.

No Isolotto, com passarelas, estátuas e fontes. Ao centro, a Fonte do Oceano, com esculturas de Giambologna
Os Jardins de Boboli se estendem ao longo da parte de trás do palácio e são um dos exemplos mais importantes de jardim à italiana do século 16.


A história do jardim tem mais de 4 séculos. O projeto de ampliação deu-se quando Cosimo I encomendou o projeto à Tribolo, em 1549.

A área é repleta de estátuas romanas e renascentistas antigas. Os Medici criam um modelo de um jardim à italiana que se tornou exemplar para muitas cortes da Europa

O Kaffeehaus projetado por Zanobi Del Rosso e construído em 1776, no governo dos Lorena. É um dos poucos exemplos de arquitetura rococó que encontramos em Florença

Ao longo dos séculos, foram realizadas obras de expansão para tornar o jardim ainda mais grandioso com a criação de avenidas, labirintos e fontes com sistemas esculturais.
A família Medici tinha uma verdadeira paixão por frutas cítricas, tanto que cultivavam espécies diferentes e exóticas e acabaram difundindo esse costume por toda a Toscana. A limonaia ou Stanzone degli agrumi é um dos edifícios mais característicos dos Jardins de Boboli, e ainda é usado para abrigar diversas espécies de limoeiros, descendentes das coleções Medici.

A Limonaia foi construída a pedido do Grão-Duque Pietro Leopoldo de Lorena entre 1777 e 1778 e foi projetada por Zanobi del Rosso . Era o local onde eram guardados os limoeiros nos meses de inverno
Depois dos Medici, as dinastias subsequentes Lorena e Savóia enriqueceram ainda mais a estrutura, expandindo os limites que alinham as antigas muralhas da cidade até a Porta Romana.

Na área do jardim encontramos a Grotta Grande, também chamada de Gruta Buontalenti, que é do século 16 e que representa a parte terminal do famoso Corredor Vasariano , , realizado em 1565, solicitado por Cosimo I Medici com a intenção de conectar o Palazzo Vecchio, com o Palazzo Pitti.

A Gruta Buontalenti, desenhado por Bernardo Buontalenti a pedido do Grão-Duque Francesco, é um dos cenários mais espetaculares e sugestivos dos Jardins Boboli. Foi realizada entre 1583 e 1593
Em março de 2025, o jardim ganhou 350 cadeiras distribuídas por todas as suas áreas externas.

HZero, companhia ferroviária em miniatura
A Galleria dell’Accademia de Firenze