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As belezas da Puglia, no sul da Itália

Nunca te vi, sempre te amei! Acho que posso começar a falar da Puglia assim!!!  Essa região, popularmente conhecida como o “salto da bota”,  me fascina  muito! Vejo sempre fotos e vídeos de lugares incríveis e a vontade de visitá-la aumenta ainda mais. São praias com águas cristalinas, plantações de oliveiras,  pitorescas vilas e construções típicas que atiçam nossa vontade de imergir nessa Itália mais autêntica!  Delimitada por dois mares, o Jônico e o Adriático, a costa da Puglia, ou Apuglia para nós brasileiros, tem mais de 800 quilômetros, é a mais longa da península itálica.  Como ainda não estive nessa linda região,  convidei Maria Cristina Recchia, autora do blog Vem Pra Puglia,  para dividir com a gente as belezas do local. Maria Cristina é paulista,  filha de puglieses e  vive em Polignano a Mare desde 2003. É casada com um polignanese e mãe de dois meninos, de 13 e 10 anos: “Aqui criei raízes. Sempre ouvi falar muito da Puglia, de suas tradições , contadas pelos  meus pais, mas em todos esses anos pude descobrir muitas outras”. Vamos agora conhecer a Puglia através do texto e fotos de Maria Cristina:

O mapa da Puglia, conhecida como o salto da bota. Polignano a Mare fica entre Bari e Monopoli (fonte internet)

 

Maria Cristina, autora do blog Vem Pra Puglia

 

Quando a Denya me convidou para escrever um texto sobre a Puglia, fiquei imensamente feliz porque amo falar sobre o “meu paraíso”. Moro desde 2003 em Polignano a Mare, uma linda e pequena cidade que muitas vezes é escolhida como base pelos turistas interessados em conhecer as “Terre di Bari” (na parte central da Puglia), ou seja, Bari (a grande cidade, o berço da Puglia com seus monumentos como Castelo Svevo, a Basilica di San Nicola e o seu popular centro histórico), Alberobello (com seus “trulli” casas em forma de cone construídas sem argamassa, pedra sobre pedra), Castellana Grotte (com um dos mais belos complexos de grutas da Itália), Monopoli (com seu grande centro histórico, suas inumeras igrejas e o porto), Conversano (com o museu dentro do Castelo Aragonese e o museu arqueológico), entre outras cidades mais próximas.

 

Quando se fala nas “Terre di Bari” é interessante falar inclusive de Matera (Capital Européia da Cultura em 2019 e Patrimônio da UNESCO desde 1993) pois, embora esteja localizada na Região da Basilicata, ela faz fronteira com a Puglia, e a maneira mais rápida para se chegar até ela é por Bari.  

Mas aproveitando esta ocasião, queria dedicar minhas palavras para a encantadora Polignano a Mare, que tem uma história muita antiga e que teve grande importância nos tempos do Império Romano com a passagem da Via Appia Traiana que favorecia o colegamento entre Benevento e o porto de Brindisi para embarques com destino a Terra Santa. 

Durante os séculos, Polignano foi alvo de muitas invasões e é difícil imaginar que uma cidade tão graciosa tenha sido palco de uma história de sofrimento.  

Mas virando esta página da história e chegando a uma época mais contemporânea, em Polignano nasceram muitos artistas e dentre eles teve um filho de grande importância para Itália: Domenico Modugno, grande cantor e compositor da música “Volare” (Nel blu dipinto di blu) que  no final do anos 50, se tornou a canção italiana mais conhecida no mundo. Na cidade foi colocada uma estátua em homenagem ao cantor com os braços abertos, exatamente como ele costumava interpretar suas canções.

Um dos cenários mais famosos de Polignano a Mare, além do mar azul, é a famosa Ponte Lama Monachile, construída sobre uma pequeníssima praia chamada Cala Porto, que divide 2 falésias, onde em uma delas encontra-se o centro histórico da cidade, com suas poesias, flores e terraços. 

Outro grande cenário é conhecer Polignano a Mare pelo mar e apreciar o centro histórico sobre as falésias e as numerosas grutas marinhas formadas pela ação do mar e do vento durante milênios. Minha sugestão é de não deixar de fazer um passeio de barco pela costa e admirar a cidade por outro ângulo.

 

Um aperitivo na Abbazia di San Vito, um passeio pelo Lungomare, uma visita no Museu de Arte Contemporânea di Pino Pascali e as prainhas de Polignano são atrações imperdíveis da cidade.

Eu não poderia deixar de mencionar aqui mais uma “obra de arte” Pugliese: a sua gastronômia! Variedades de laticínios, queijos, carnes, peixes, frutos do mar, o famoso “orecchiette” (tipo de macarrão), focaccia, frutas (como as cerejas, figos da índia e romãs), legumes e verduras, doces de amêndoas e sorvetes artesanais que fazem parte das tradições de uma cozinha típica e antiga que vive cotidianamente entre os habitantes. 

A grande produção de “olio extravergine d’oliva” (azeite) e vinhos como o Primitivo DOC são grande fonte da econômica Pugliese. Vale a pena visitar uma das tantas vinícolas da região para uma deliciosa degustação. 

Bem… a atmosfera que se vive nesta tranquila cidade e no resto da Puglia é mágica e sou orgulhosa de poder compartilhar, em poucas palavras, um pouquinho desta beleza e das suas delícias! 

Já escolheram seu próximo destino? Vem pra Puglia!

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O que visitar em Lucca

Lucca pode ser uma grata surpresa de viagem! Que a cidade é famosa por seus monumentos históricos, muros e arte, todo mundo sabe. Mas o que quase ninguém imagina é que você pode se apaixonar por essa gracinha de cidade e por sua agradável atmosfera!  Pra ser muito sincera, nunca dei muita atenção à Lucca até que resolvi passar um final de semana na cidade. Já tinha visitado a cidade apenas passando algumas horas e sem dedicar a merecida atenção.

 

Lucca é uma importante e renomeada cidade histórica da Toscana. Visitar a cidade significa fazer uma viagem de volta no tempo e voltar à Idade Média

Com cerca de 88 mil habitantes, Lucca é uma  graça de cidade medieval muito bem preservada e toda murada: são mais de 4 Km de muros de pedra que foram erguidos no século 16. Lucca é conhecida como a cidade das 100 igrejas e terra natal do compositor de óperas  Giacomo Puccini. Dentre as atrações da cidade estão a  Torre Guinigui e a Torre delle Ore, a Praça do Anfiteatro, a Catedral de São Martinho e a Igreja de São Miguel in Foro.

Lucca-Toscana

No século 14 Lucca era uma das mais ricas e prósperas cidades da Idade Média italiana, graças principalmente  à produção de tecidos. A cidade desenvolveu-se também porque era rota de peregrinação, pois  a Via Francigena, que ia Europa Ocidental e conduzia até a Roma, passava por Lucca

Rodeada pelos Alpes Apuanos e Garfagnana, Lucca, que desenvolveu-se às margens do rio Serchio,  é  famosa pelo cinturão de muros renascentistas que circundam o centro histórico e guardam  maravilhas como igrejas, torres, claustros e edifícios de pedra que permaneceram praticamente inalterados ao longo dos séculos. As muralhas da cidade foram edificadas entre os séculos 16 e 17 .

 

lucca

Lucca é um perfeito exemplo de cidade murada da época renascentista, que está praticamente intacta até os dias de hoje. A cidade  já chegou a ter 130 torres e atualmente existem 2

Principais atrações de Lucca

Lucca é uma excelente meta toscana, com deliciosa gastronomia e  mil belezas arquitetônicas para admirar. Enumerei aqui suas principais atrações:

Piazza dell’Anfiteatro – é o coração da cidade e um dos locais preferidos dos turistas.  Foi edificada sobre um antigo anfiteatro romano, no século 2. Conserva ainda sua forma  elíptica, O acesso à praça dá-se através de 4 portas mas apenas 1 delas está posicionada no local de uma original.

Lucca

A Piazza dell’Anfiteatro abriga restaurantes, bares e lojinhas

 

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A praça tinha capacidade  para 10 mil expectadores e por 400 anos  foram realizados no local combates com gladiadores. A estrutura atual da praça foi realizada pelo arquiteto Lorenzo Nottolini no ano de 1830, que alterou  algumas construções par recuperar a área que estava em degrado, respirando sua forma oval

Catedral de San Martino –  Fundada por San Frediano no século 6, a Catedral de San Martino é um lindo edifício religioso em estilo gótico-românico. É o  principal local de culto católico da cidade. A assimetria de sua fachada é que a igreja foi erguida ao lado da torre pré-existente.  O ingresso para acesso à igreja é de 3 euros.
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A catedral  foi consagrada no ano de 1070.

Igreja de San Michele in Foro – Nas ruínas de um antigo fórum romano, fica outra maravilhosa praça, a de San Michele, com importantes construções ao seu redor, como o Palazzo Gigli, o Palazzo Del Podestà ou Pretorio e a Igreja de San Michele in Foro. A igreja, com sua imponente e majestosa fachada, foi comissionada pelo Papa Alexandre II no início do século 11. As restruturações que começaram em 1070 terminaram apenas no século 14, por este motivo presenciamos os estilos românico e gótico.

O campanário, a torre do sino, remonta ao século 12

 

A igreja de San Michele in Foro

 

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A fachada da igreja tem 4 metros, com colunas diferentes umas das outras e ornadas com temas do zodíaco e com animais. Na parte central a grande estátua de São Miguel Arcanjo com duas estátuas de anjos

 

Via Fillungo – essa  é uma rua tipicamente medieval, conservada quase inalterada e que praticamente atravessa todo o centro histórico. É  constituída de bodegas, casas, restaurantes e lojas. Sem dúvidas você vai passar pelo local e vai poder admirar seus produtos típicos, cafés históricos e belas vitrines.

Lucca

A partir da Porta dei Borghi começamos nosso passeio pela rua Fillungo

 

Torre delle Ore – A Torre delle Ore é uma construção do século 13 e já pertenceu à diversas famílias nobres.  É a torre mais alta de Lucca, com 50 metros, e  207 degraus com escada de madeira original, ainda em excelentes condições.  A Torre delle Ore ganhou o primeiro relógio em 1390. O relógio atual foi fabricado em 1754, graças à colaboração dos relojoeiros de  Lucca, e seu mecanismo manual ainda é um dos exemplos de trabalho mais importantes do mundo.  A Torre delle Ore fica na movimentada via Fillungo e o bilhete para visitá-la custa 5 euros.
Lucca
Torre Guinigi –  Edificada na segunda metade do século 14, é a mais importante e uma das poucas que restaram na parte interna da cidade; a outra é a Torre delle Ore. Dentre as torres que pertenciam a famílias particulares em Lucca, a Torre Guinigi é a  única que não foi  destruída no século 16. A torre tem   45 metros de altura e um jardim arborizado no topo, uma característica peculiar que a caracteriza. Superados os 230 degraus, o visitante pode aproveitar da vista de toda a cidade e arredores. O  ingresso custa 4 euros. A torre fica nas esquinas das ruas Sant’Andrea e via delle Chiavi D’Oro.

A Torre Guinigi pertencia à familia Guinigi, ricos e influentes comerciantes e banqueiros

Casa Puccini – Lucca homenageia o seu ilustre cidadão, Giacomo Puccini, com um museu dedicado à essa grande personalidade da música classica italiana e mundial. Nascido numa família de músicos  no dia 22 de  dezembro  de 1858 ,  Giacomo começou a tocar órgão na igrejas da cidade como forma de contribuir com sua  família.  Estudou no Conservatório de Lucca  e  em 1880, depois de receber uma bolsa de estudos da rainha Margherita di Savoia,  transferiu-se  para Milão para estudar no Conservatório.  Em 1900 mudou-se para a Villa que construiu em Torre Del Lago, pertinho de Pisa.
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Muralhas –  A  atual cerca murada, de mais de 4 metros, é resultado da última reconstrução, entre 1504 e 1645. E um dos programas mais legais na cidade é justamente fazer uma caminhada  por seus muros antigos, seja a pé, de bicicleta ou de risciò, uma espécie de triciclo muito comum na cidade. Você consegue alugá-los em diversos pontos da cidade.

Curiosidade: as portas da cidade eram fechadas à noite e as chaves das 3 portas existentes na época ficavam em possesso do chefe do governo, o Golfaloniere

 

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As muralhas se estendem por quatro quilômetros e meio.O local não é apenas um destino fixo para turistas, mas também um dos lugares mais amados pelos cidadãos de Lucca.

Piazza Napoleone –  Essa grande praça com carrossel foi dedicada à Napoleão. Quando estivemos visitando Lucca estava acontecendo na praça um mercadinho e onde havia sido instalada uma pista de patinação.  A praça abriga  o Palazzo Ducale, sede do  poder da nobreza desde o século 14.   A praça e o palácio são resultado de intervenções por parte de Elisa Baciocchi,  irmã de Napoleão, que entre 1805 a 1815 liderou o Principado de Lucca.

Lucca

A Piazza Napoleone

 

Igreja de San Frediano – Em estilo românico, é um dos mais antigos locais de culto católico da cidade. Foi consagrada em 1147. San Frediano também é famosa pelo mosaico que representa a ascensão de Cristo ao céu e pela fonte batismal. Fica na piazza San Frediano.

Distâncias:

Firenze – 80 Km

Pisa – 18 Km

Pisa – 15 Km

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Museo do Bargello, em Firenze

O Museu do Bargello, localizado no antigo Palazzo del Podestà de Florença, abriga algumas das mais importantes obras da escultura do Renascimento italiano em seus majestosos salões, distribuídos em 3 andares. O museu foi construído em época medieval, no ano de 1255.  É um dos mais importantes museus de Florença, com obras de Cellini, Donatello, Luca della Robbia e Michelangelo. Suas coleções incluem esculturas, cerâmicas, medalhas, bronzes, tapeçarias, baixos-relevos medievais e mobiliário, que pertenceram à família Medici e a colecionadores. Dentre os doadores mais relevantes, o antiquário francês Louis Carrand, com sua coleção de mais de 3 mil obras, incluindo artes decorativas e pinturas. Com o decreto de 1865 tornou-se o primeiro museu nacional italiano dedicado às artes da Idade Média e do Renascimento.

 

O Museu do Bargello é o mais importante museu do mundo de escultura renascentista, com sede em um dos mais importantes palácios  medievais de Florença.

 

bargello

O  prédio que abriga o museu é um magnífico exemplo de arquitetura medieval.  A construção, que parece um castelo, é  um dos edifícios mais antigos de Firenze.  Já foi sede de algumas instituições importantes e palco de importantes acontecimentos históricos.

 

O museu é localizado no antigo Palazzo del Podestà, que serviu como prisão até 1857

O sino chamado de Montalina ou Montanina, toca em raríssimas ocasiões, como por exemplo, na virada do milênio, como ocorrido em 2000. A última vez que tocou foi em 22 de junho de 2015, para comemorar os 150 anos do Bargello, o primeiro Museu Nacional da Itália.  Outras ocasiões em que o sino tocou  foram em  1918 para anunciar o fim da Primeira Guerra, em 1921 para anunciar as celebrações de Dante, em 11 de agosto de 1944 para anunciar a liberação da cidade e em 1945 , ao final do último conflito mundial.

Bargello

O pátio do museu é repleto de lindíssimas obras. Joia da história e da arquitetura, o Museu de Bargello abriga 16 salas

História do museu

A história do museu começou com o nascimento da figura do Capitano Del Popolo, momento em que a classe média começou a emergir e sentir a necessidade de uma personalidade que a representasse. Portanto, a partir de 1255 inicia-se a construção do palácio para hospedar o capitano del popolo, que era também chamado de bargello.  O palácio foi a sede do Bargello por 3 séculos.  A torre Volognana do palácio, que tem quase 60 metros, por séculos abrigou uma prisão. E seu nome deriva de um dos primeiros prisioneiros da torre, Geri da Volognano.

Com o estabelecimento da hegemonia Medici na segunda metade do século 15, o palácio tornou-se a sede do Conselho de Justiça e dos Juízes de Ruota.  E, a partir de 1574, sob o duque Cosimo I de ‘Medici, sede do Bargello, ou o chefe das Guardas, que tinham autoridade para prender, julgar e cumprir sentenças de morte. Depois que a sede da prisão foi transferida para Le Murate as obras de restauração no palácio começaram.  Esta prisão possuía  equipamento sofisticado e eficaz para torturar os condenados. Do lado de fora do prédio, até o final do século  17, eram expostas as cabeças dos executados, a título de advertência pública. Em 30 de novembro de 1786, com decreto de Pietro Leopoldo di Lorena, Florença foi o primeiro estado do mundo a abolir a tortura e a pena de morte.

Bargello

Niccolò Machiavelli foi preso e torturado no Bargello em 1513 com a acusação de ter participado de uma conspiração anti-medicea

 

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O antigo cárcere da cidade e local onde as pessoas condenadas à morte aguardavam a execução. Com  Pietro Leopoldo, o Grão-ducado da Toscana foi o primeiro na Europa a abolir a pena de morte, em 30 de novembro de 1786

 

Quando Firenze foi eleita capital da Itália, em 1865, o palácio passou a abrigar o primeiro museu nacional após a unificação.

 

Térreo 

 

O poço octogonal ao centro do pátio do museu

Quando adentramos o museu chegamos ao belíssimo pátio com um poço ao centro e circundado de pórticos.  A estrutura medieval acolhe maravilhosas obras renascentistas que deixam os visitantes encantados. Dentre as obras, a esplêndida  Fontana di Sala Grande (1556- 1561), em mármore.  As estátuas  foram encomendadas em 1555 à Ammannati por Cosimo I de Medici para o Salão dos 500 do  Palazzo Vecchio mas nunca foram instaladas no local. Depois de pronta a obra esteve nos Jardins de Pratolini e Boboli.

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Niccolò Ammannati, Fontana del Granduca

O pátio do palácio traz os brasões  dos Podestá, da época em que o edifício tinha função administrativa.

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A obra Oceano, de Giambologna

No térreo temos acesso ao Salão de Michelangelo,  sem dúvidas o espaço mais disputado do museu. Ali encontramos  esculturas de Buonarroti, Giambologna e Ammannati.

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Bacco (o Deus romano do vinho), de 1497, esculpido por Michelangelo quando o artista havia apenas 22 anos

 

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Mercurio Volante, em bronze, a obra mais célebre de Giambologna, realizada provavelmente em 1580

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Primeiro andar

Quando subimos as escadas para começar a explorar o primeiro andar do prédio nos deparamos com uma magnífica loggia, repleta de estátuas. No primeiro andar fica a Sala de Donatello com as obras mais famosas do artista fiorentino, as esculturas de Luca Della Robbia, as coleções de arte islâmica, as doações de Louis Carrand e a Capela com a efígie mais antiga da  Dante Alighieri, a Sala degli Avori e a Sala del Trecento. Outras peças que merecem atenção são os paineis de portas realizados por Filippo Brunelleschi e Lorenzo Ghiberti, chamados de Sacrifício de Isaac, fundidos em bronze. Ambos foram realizados no ano de 1401, quando participaram  da competição  para a decoração das portas do Batistério de São João em Firenze.

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A Loggia que fica no primeiro andar do museu

 

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Esta é a espetacular Sala de Donatello e das escultura dos anos 1400

 

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A família Della Robbia foi uma das mais importantes no cenário fiorentino dos séculos 15 e 16, especializados na técnica da terracota vitrificada. Ao centro, algumas das obras Luca Della Robbia

 

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Lucca della Robbia, Madonna con Bambino, 1441 – 1445, em terracota vetrificada

 

Donato di Niccolò di Betto Bardi, Donatello, nasceu em Firenze em 1386, considerado um dos pais do Renascimento, bem como um dos escultores mais célebres de todos os tempos.

 

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Davi em mármore, realizada por Donatello entre 1408 e 1410

 

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O Davi de Donatello em mármore é a primeira obra do artista

 

O Davi em bronze do artista Donatello, realizado  entre 1440/44

 

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Ao centro da sala a obra San Giorgio, a primeira obra-prima de Donatello, um maravilhoso exemplo de sua habilidade como escultor. A estátua havia sido colocada em um dos nichos da igreja de Orsanmichele, onde atualmente existe uma cópia

 

San Giorgio, de Donatello, considerada uma das obras-primas das esculturas do Renascimento dos anos 1400

Os outros espaços do primeiro andar são a Capella del Podestà, Sala degli Avori, Sala del Trecento e Sala delle Maioliche, Sala de Arte islâmica, com as doações de Louis Carrand,  um antiquário de Lyon, que em 1888 presenteou o Bargello com sua coleção de cerca 3 mil peças da Idade Média e do Renascimento, incluindo artes decorativas, joias, armas,  cerâmicas, tecidos e pinturas.

 

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Cappella del Podestà ou  Capela de Santa Maria Madalena,  com afrescos da oficina de Giotto, realizados provavelmente entre 1330 e 1337. A capela foi construída em 1280. Era local de oração para o  podestà (ou prefeito) e  posteriormente  a capela passou a ser usada como quarto onde os condenados à morte passaram sua última noite.

A Cappella del Podestà ou  Capela de Santa Maria Madalena. A  capela hospedava os condenados à morte que esperavam o suplício na época em que  o prédio transformou-se em prisão, em 1574.

Dante e Giotto  –  Na Capela do Podestà  está o mais antigo  retrato de Dante Alighieri, realizado por Giotto. Dentro do afresco do “Julgamento Final”,  o artista  e seus colaboradores realizaram os afrescos retratando  Dante Alighieri entre os abençoados.

 

Bargello

 

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Bargello

 

Segundo andar

No segundo andar estão as principais coleções de obras-primas de Andrea, Luca e Giovanni della Robbia, com a famosa majorai envidraçada, as Sala dei Bronzetti, Sala di Verrocchio,  com esculturas de Verrocchio, Mino da Fiesole, Rossellino, Da Maiano  e Sala das Armas com peças do arsenal bélico com armas de origem medieval.

 

Da bodega de Giovanni della Robbia, terracota vitrificada (1515-1520)

 

Sala de Andrea Della Robbia, com 4 vãos, é dedicada às peças de terracota verificada realizada por Andrea Della Robbia. A família Della Robbia é muito conhecida pela arte da terracota esmaltada

 

A Sala das Armas. Esta seção do museu possui cerca de 2 mil peças, em sua maioria proveniente de arsenais dos Grãos-Duques Médici

 

A Sala dos Bronzes

Museo del Bargello

Via del Proconsolo, 4. – Firenze

Horários:

Diariamente , das 8h15 às 14 h (aos sábados abertura prolongada com fechamento às 18 ou 20 horas, dependendo do mês)

Dias de fechamento:

2º e 4º domingo de cada mês e  1ª, 3ª e 5ª segunda-feria de cada mês

Valor do bilhete:

Inteiro: 8 euros

Reduzido: 4 euros para jovens entre 18 e 25 anos com cidadania de um país da União Européia

Gratuidade:  para menores de 18 e maiores de 65 anos que tiverem cidadania de um país da União Européia

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O que visitar em Montepulciano

Montepulciano, habitada desde época etrusca, é uma cidade medieval localizada sobre uma colina ao sul da Toscana, a uma altitude de 605 m acima do nível do mar.  Circundada de vinhedos e oliveiras,  é a terra que produz o famoso vinho Nobile. Seu centro histórico é acolhedor, com elegantes prédios  de arquitetura renascentista e conservsa ainda traços do passado medieval.

 

Montepulciano

Localizada ao sul de Siena, Montepulciano foi fundada como castelo no início do século VIII , sobre uma das mais altas colinas da Toscana

 

Rica em história, arte e cultura, Montepulciano é uma das mais fascinantes cidades da Toscana. Está localizada numa das mais altas montanhas da região

Montepulciano, província de Siena, possui cerca de 15 mil habitantes e está localizada em posição privilegiada na Toscana, pois é bem próxima da encantadora Pienza, da vila termal de Bagno Vignoni e da famosa Montalcino, terra do Brunello.  Na Idade Média, a cidade se enriqueceu  graças ao comércio e às atividades manufatureiras. Sempre foi alvo de disputa entre as cidades de Firenze e Siena, sendo que em 1404 os florentinos tomaram posse da cidade, que atingiu seu esplendor a partir desse período, principalmente no século 16, com a família Medici.   Por solicitação de Cosimo I, foi circundada por muralhas fortificadas, com projeto de Antonio da Sangallo il Vecchio.

 

Por sua posição estratégica, Montepulciano sempre foi motivo de guerra entre Siena e Firenze que queriam garantir o controle da Valdichiana e da Val D’orcia

 

Uma das portas de acesso à cidade

O que visitar em Montepulciano

Montepulciano é uma das cidades medievais mais bonitas da Toscana e você pode percorrer suas ruelas a pé.  Fazendo ziguezague pelas vielas do centro histórico, que sem dúvidas vão te conduzir à única estrada principal, que é a via del Corso, que começa na parte baixa da cidade e chega até à Piazza Grande.

São vários os acessos ao seu centro histórico, sempre através das portas seculares, que eram as entradas do burgo fortificado.  Existem estacionamentos próximos aos acessos ao vilarejo, que como fica na parte alta, exige um mínimo de resistência física do visitante para chegar até o miolinho do burgo, que é a Piazza Grande, onde estão o Palazzo Comunale, o Duomo, o Palazzo Contucci, o Palazzo Del Capitano del Popolo e o Palazzo Nobili-Tarugi.

 

A Piazza Grande, o ponto de encontro de turistas e locais, e sede das muitas iniciativas da cidade

 

Do Palazzo Comunale é possível aceder ao terraço da torre para observar a cidade do alto

O Palazzo Comunale, sede da prefeitura, é um edifício medieval que foi transformado no século 15 por Michelozzo, que século acrescentou a torre e a fachada ao complexo gótico original. A construção é muito parecida com o Palazzo Vecchio de Firenze.

A praça é o principal cenário de eventos na cidade, como mercadinhos e feiras e o campeonato de corrida de barris Bravio delle Botti, realizado em agosto, onde participam as 8 contratas (bairros) da cidade

 

A igreja medieval de Santa Maria Assunta, o Duomo da cidade

O Duomo da cidade é a Igreja de Santa Maria Assunta,  construída entre 1592 e 1680 por Ippolito Scalza e consagrada em 1712. Guarda obras de Andrea della Robbia, Benedetto di Maiano e Michelozzo di Bartolomeo.

A obra Altare dei Gigli, de Andrea della Robbia, realizada em torno ao ano de 1512

 

Dentre as principias atrações, estão Torre de Pulcinella, torre do relógio, na Piazza Michelozzo.

A Torre de Pulcinella

 

Outra igreja que merece uma visita é a Igreja de Santagostinho, na piazza Michelozzo, em frente à torre de Pulcinella. Fundada em 1285,  foi restaurada no século 15 por Michelozzo  di Bartolomeo, para realização da parte inferior da fachada. Em seu interior, “Ressurezione di Lazzaro” de Alessandro Allori,  “San Bernardino”, de Giovanni di Paolo, “Crocifisso”  de Antonio da Sangallo e “Crocifissione”, de Lorenzo di Credi.

A igreja de Santagostinho, na piazza Michelozzo

 

Interior da igreja di Sant’Agostino, construída por Michelozzo em 1427

Durante o passeio, entrei também na  Paróquia Santissimo  Nome di Gesù,  que fica no Vicolo Delle Scuole Pie. É uma igreja em estilo barroco, com início da construção em 1691 pelo arquiteto milanês Giovan Battista Origoni e  foi completada em 1712.

Nesta foto o interior da Paróquia Santissimo  Nome di Gesù, que foi consagrada em 1716

Montepulciano é um desses locais onde você vai sem muita programação sobre o que vai visitar. Permita-se passear a pé pela cidade sem pressa para admirar sua beleza e descobrir cantinhos sugestivos.

 

Entre subidas e descidas, bistrôs, lojinhas de artesanato local, enotecas e restaurante, afinal, estamos na terra do bom vinho e da boa mesa!

Vinícolas com entrada gratuita que oferecem degustações.

Natal em Montepulciano

O Evento Natale a Montepulciano, festa que costuma acontecer entre meados de novembro até a Epifania, deixa a cidade com uma atmosfera ainda mais envolvente com todas as suas luzes e decoração natalícia.  Portanto se você escolher o final do ano para visitar o vilarejo vai poder se encantar com a decoração natalina por suas ruelas e com o Villagio di Natale di Montepulciano. Por diversas praças e ruas da cidade acontece o característico mercadinho com 80 casinhas de madeira que oferecem produtos típicos e o ponto de encontro para os pequenos é no Castello de Papai Noel, que promove diversas atividades para as crianças.

Villaggio di Natale di Montepulciano. A mágica atmosfera natalícia torna Montepulciano  ainda mais charmosa e acolhedora

poço dei grifi e dei leoni

Montepulciano

piazza-grande

Na praça, cerca de 80 casinhas em madeira oferecem produtos típicos e artesanato

 

Montepulciano

O Castello  di Babbo Natale é a atração principal para os pequenos, que podem participar de diversas atividades dentro do castelo.  É  nessa fantástica casa, localizada dentro da imponente Fortaleza Medieval, que Papai Noel espera pelos pequenos visitantes.

O Castello di Babbo Natale

 

Castello di Babbo Natale – um castelo dos sonhos, luzes, decorações, surpresas, onde todas as crianças podem conhecer o verdadeiro protagonista do Natal, com jogos, músicas, atividades educacionais e de entretenimento, shows interativos e oficinas criativas

Natale em Montepulciano é uma festa que começa em meados de novembro e vai até a Epifania, dia 6 de janeiro.

Casa di Babbo Natale

Valores: crianças de 2 a 9 anos 8 euros e 10 euros para acima de 10 anos

Distâncias:

Pienza -13 Km

Siena – 67 Km

Bagno Vignoni – 27 Km

Brisighella, para os adeptos do slow travel

Brisighella é uma antiga vila medieval e termal no Valle del Lamone, nos Apeninos da tosco-emiliano entre Florença e Ravena e é excelente destino para os adeptos do slow travel. Todos os anos quando vamos para a casa de campo, que fica perto de San Marino, escolhemos para visitar uma cidade que fica no percurso. E foi assim que resolvemos passear em Brisighella, província de Ravena.

 

Na província de Ravenna, nas encostas dos Apeninos entre Florença e Ravena, a vila medieval de Brisighella

Na província de Ravenna, nas encostas dos Apeninos entre Florença e Ravena, a vila medieval de Brisighella

Com menos de 8 mil habitantes,  o vilarejo medieval é dominado por 3 construções que à distância chamam a atenção: a fortaleza manfrediana do século 14, a Torre do Relógio, do século 19, e o Santuário de Monticino, do século 18.

Longe das rotas do turismo de massa , Em Brisighella reinam a paz e  a tranquilidade

O protagonista de Brisighella é o gesso,  presente sob todo o  vilarejo e em todo o vale  que o circunda. Inclusive o gesso está presente nas fachadas das casas e nas escadas esculpidas.

As cavernas de gesso de Brisighella

A colorida Via degli Asini, ou Via del Borgo

Um símbolo da cidade é a Via degli Asini, ou Via del Borgo,  incorporada às residências. Toda em tons pastel, como muitas construções da cidade,  apresenta uma série de janelas arqueadas. Nasceu no século 14 para fins defensivos e mais tarde começou a ser utilizada para o transporte  do gesso das pedreiras das redondezas com o auxilio dos burros, por esse motivo chama-se “Rua dos Burros”. A via degli Asini  é símbolo do trabalho humano relacionado à extração e ao processamento do mineral.

Via degli Asini – A rua é uma lembrança do trabalho humano relacionado à extração e ao processamento do mineral. Neste bairro viveram pessoas que trabalhavam nas pedreiras de gesso.Foto do blog Viaggiare uno stile di vita

Torre do Relogio

A Torre do Relógio está localizada em uma das três colinas de Brisighella. Foi construída em 1290, quando Maghinardo Pagani da Susinana construiu uma torre com blocos de gesso para controlar o castelo de Baccagnano. Pode ser alcançado a pé ou de carro. Para os pedestres, o caminho é a partir da Via degli Asini.

 

A Torre do Relógio foi completamente reconstruída em 1850, quando o atual relógio foi inserido. Uma curiosidade: o mostrador do relógio apresenta apenas seis horas , e não doze

 

Rocca Manfrediana

Foi construída em 1310 pela família Manfredi, que eram os senhores de Faenza. Foi a residência dessa poderosa família até 1500, quando passou ao domínio de Cesare Borgia,  posteriormente para os venezianos e por um período  passou a ser propriedade dos Estados Papais. A torre, que sofreu diversas reestruturações ao longo dos anos, é visitável e um passeio ao redor da estrutura é um excelente programa, principalmente para quem viaja com crianças! O panorama lá do alto é maravilhoso!  A estrada até a fortaleza  oferece um  lindo visual de toda a região, é a panorâmica Strada della Rocca.

Os pequenos se divertem: é possível caminhar pelas paredes de defesa, olhar pelas brechas, espiar o vilarejo e conferir onde as pontes levadiças eram enganchadas

 

Santuário da Madonna del Monticino

Sobre as colinas de Brisighella fica o Santuário da Madonna del Monticino, que guarda a obra em cerâmica La Madonna con Bambino, datada de 1626. A primeira construção, demolida em 1758, foi substituída pela atual. Nos fundos do santuário, a pedreira da qual  era extraído o gesso, tornou-se um Museu Geológico ao ar livre. Desde 1662, no mês de setembro é comemorado um dos mais antigos festivais da Romanha dedicado à Madonna del Monticino.

O Santuário della Beata Vergine del Monticino, na Via G. Pascoli. Em 1926, o Santuário foi enriquecido com uma fachada grandiosa, doada pelo cardeal Michele Lega, projetada por Edoardo Collamarini

 

Distâncias:

Bolonha – 69 Km

San Leo – 98 Km

Gradara –  104 Km

San Marino- 98 Km

Ravenna – 52 Km

Firenze – 89 Km

Rimini – 83 Km

 

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Radda in Chianti

Radda in Chianti é um dos vilarejos que constituem a região do Chianti Classico, famosa pela produção de vinhos que traz o galo negro como símbolo. Radda é um pequeno burgo medieval de origem  etrusca localizada a 530 m acima do nível do mar. Com menos de 2 mil habitantes, Radda é circundada  por muralhas defensivas, e está sob uma colina que divide os vales da Arbia e do Pesa.

 

O burgo de Radda in Chianti tem a aparência medieval característica e é imerso numa interminável fileiras de videiras, um cenário de filmes que encanta os visitantes, onde a natureza é protagonista

A área em que Radda está localizada é habitada desde os tempos remotos. Achados arqueológicos testemunham a presença de uma antiga vila de 2000 aC , mas a primeira referência documentada à Radda é por volta do século 11

 

Em uma das  portas de acesso ao burgo,  vestígios das muralhas da cidade antiga. Radda é pequena, fácil de ser explorada a pé. Vale lembrar que o centro histórico é fechado ao tráfego de automóveis não autorizados

 

Do castelo histórico existem apenas restos de muralhas e torres

 

 

Devido à sua localização estratégica, Radda esteve no centro dos conflitos entre as cidades de Siena e Florença.  No final de 1200, estava sob o comando de Florença, que lhe concedeu o podestà (título que significa autoridade e poder). Em 1384, tornou-se a capital da Lega del Chianti, que também incluía os territórios de Castellina e Gaiole in Chianti. As ligas eram jurisdições autônomas, uma organização militar que tinha a tarefa de administrar a área do Chianti e defender suas fronteiras do sul de ataques inimigos.  E para tutelar o vinho, principal produto da região, em 1716  Grão-Duque Cosimo III de ‘Medici estabeleceu os limites da área de produção do Chianti: uma área entre as cidades de Florença e Siena onde nasceu o vinho homônimo.

Passear por suas ruelas é poder experimentar a típica atmosfera do Chianti, com seus vinhos, gastronomia e paisagem irretocável

O coração do burgo é a Piazza Ferrucci com interessantes edifícios históricos e religiosos, como o Palazzo del Podestà e a igreja de San Niccolò.

Propositura de San Niccolò, na piazza Ferruci

De origem românica, a Propositura de San Niccolò é o maior local de culto católico em Radda in Chianti e está localizada em frente ao Palácio do Podestà. A igreja, cuja construção iniciou-se no século 13, foi danificada na Segunda Guerra Mundial e teve sua fachada reconstruída em estilo neo-romântico pelo arquiteto Adolfo Coppedè.

 

O Palazzo del Podestà

O Palazzo del Podestà,  edifício municipal sede da prefeitura, remonta ao século 15 e foi quase completamente destruído em 1478, quando, após as guerras aragonesas, a cidade foi conquistada e saqueada. O pórtico ainda pode ser visto do primeiro edifício, enquanto as janelas do primeiro andar foram reconstruídas.

 

Post relacionado: Chianti cashmere nas colinas de Radda

 

Vinícolas em Radda – Como já citei acima,  o vilarejo de Radda está inserido num território repleto de plantações de uvas e azeitonas. Vinhedos e oliveiras a perder de vista constituem  o cenário dessa magnífica parte do Chianti que tanto fascina. Muitas empresas vinícolas oferecem degustações de vinho, além de outros produtos locais como geleias e  biscoitos. E para quem busca uma verdadeira imersão neste cenário pode optar por dormir nos agroturismos, que são estruturas receptivas no campo que lembram fazendas, onde os hóspedes compartilham das áreas em comum e vivenciam uma experiência mais autêntica.

O maravilhoso convento do século XVIII de Santa Maria al Prato, sede da Casa Chianti Classico

Casa do Chianti Clássico –  é em Radda que está localizada a Casa Chianti Classico, no convento de Santa Maria al Prato, uma construção do século  18. O local oferece diversas propostas dedicadas ao vinho e à cultura local, com espaços para exposições, cursos aprofundados sobre vinho e espaço para eventos e aulas de culinária. Estive na Casa do Chianti Classico à convite da jornalista Roberta Perna, da organização e promoção do evento anual Vignaioli di Radda, que reuniu jornalistas e especialistas do setor para degustação dos vinhos da região. A associação Vignaioli di Radda tem como principal objetivo a difusão da cultura vitícola de Radda, apresentando medidas de apoio e em particular a produção de vinho de qualidade.

 

O pátio do Convento Santa Maria al Prato, onde durante o dia jornalistas do setor podem degustar os vinhos das vinícolas da região. A Casa Classico Chianti é aberta ao público de abril a outubro

 

Vignaioli di Radda, evento que reúne os produtores de Radda

 

Como parte da programação de Vignaioli di Radda, um tour de jeep para visitar vinhedos e vinícolas de Radda

Acontece também em Radda outro evento dedicado ao vinho, o Radda  nel Bicchiere, geralmente no inicio do mês de junho, com degustação de vinhos e produtos do território.

 

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O Palácio Davanzati de Florença

Tem um  museu em Florença onde é possível respirar a atmosfera medieval do século 14. É o Museo della Casa Medioevale Fiorentina, conhecido também como Palazzo Davanzati, que leva  o nome da família que adquiriu o elegante prédio em 1578. O museu é uma típica residência nobre florentina, preservada quase intacta.

O Palazzo Davanzati representa o momento de transição entre a casa-torre medieval e um prédio renascentista. O palácio foi construído em meados do século XIV

O Palazzo foi construído em meados do século 14  mas recebeu o nome da família que o adquiriu em 1578 e enriqueceu sua fachada com um grande brasão.

Conhecendo o cotidiano na Florença medieval:  esse antigo palácio florentino,  que com seus extraordinários cômodos ricamente decorados nos permitem descobrir  antigos costumes e tradições da cidade em época medieval

Originalmente o palácio pertencia à rica família de comerciantes da arte da lã e banqueiros Davizzi, que juntou as casas-torres de propriedade. O resultado é um palácio elegante de 4 andares, com imponente fachada, com  grande terraço aberto para o exterior e decorado com afrescos, rico em detalhes. No século 16, o palácio foi adquirido pela família Davanzati, que substituiu o último andar  por um grande terraço aberto.  Eles viveram no palácio até 1838, o ano da morte trágica do último herdeiro, Carlo.

No pátio está a árvore genealógica da família Davanzati

O palácio foi comprado no inicio do século 20 pelo antiquário Elia Volpi, que o inaugurou em 1910 como um Museu da Antiga Casa Florentina

O Palazzo Davanzati é um testemunho da passagem da casa da torre medieval para a residência renascentista

 

O hall  de entrada leva ao encantador pátio, que dá acesso aos andares superiores. O prédio atualmente dispõe de elevador

 

O palácio foi comprado em 1904 pelo antiquário Elia Volpi, que o inaugurou em 1910 o Museu da Antiga Casa Florentina, a “casa medieval florentina”, que apresentava aos visitantes o verdadeiro estilo de uma casa medieval florentina, que era muito admirado por italianos e estrangeiros.  Na primeira metade do século o palácio passou por  vendas, compras e falência, até a aquisição por parte do estado italiano no ano de 1951.

 

Na parte superior, obra de Della Robbia

Em 1956, o museu foi reaberto ao público, que podia contemplar em todos os seus ambientes, a verdadeira atmosfera de uma casa medieval, através de móveis e das várias coleções que encontramos no museu, como esculturas, pinturas, maiólicas, rendas e objetos do cotidiano.

 

Em cada andar, os quartos se seguem da mesma maneira: o salão principal, a sala diurna, o escritório e o quarto, com tetos de madeira decorados,  pinturas e tapeçarias. Os quartos do palácio são ricamente decorados com afrescos, tetos de madeira, pinturas, murais e tapeçarias e móveis antigos, que que datam do século 14 ao 19, em grande parte na fabricação florentina ou toscana. Os ambientes domésticos  testemunham o conforto das famílias nobres que viviam numa casa medieval em Florença. Os cômodos mais disputados são a Sala dei Pappagalli, o quarto da Castella di Vergi e a Sala dei Pavoni.

 

Sala dei Pappagalli

 

A sala dos papagaios, com seus afrescos do final do século 14, imitando cortinas e tapeçarias decoradas com papagaios, abriga uma coleção de maiólica  e uma grande mesa ao centro.   Era a sala de jantar e uma verdadeira joia do final da Idade Média e do início da Renascença, com afrescos, imitando tapeçarias e cortinas.

O armário com as maiólicas

O primeiro andar termina com uma visita à Sala dos Pavões,  que também leva esse nome devido aos afrescos nas paredes. No quarto, a cama genovesa e  o berço da Lombardia.

A Camera dei Pavoni

 

O quarto  Castellana de Vergy foi afrescado por volta de 1350 para celebrar o casamento de Paolo Davizzi com Lisa degli Alberti.

Esse é um exemplo de residência luxuosa, construída por uma família de comerciantes florentinos ricos,  com banheiros nos quartos, um poço que disponibilizava água potável para todos os andares e uma detalhada decoração que embelezava os cômodos

Os visitantes se divertem ao visitar o banheiro, mas era uma verdadeira raridade naquela época, o que demonstra como eram refinados e ricos os antigos proprietários. O palácio era moderno e funcional.  Existia na parte interna do prédio um poço  e os banheiros eram  conectados aos quartos

O quarto delle Impannate

A cozinha do Palazzo Davanzati, localizada no terceiro andar, que nos transporta para o coração das atividades diárias principalmente realizadas  pelas mulheres. Utensílios antigos e instrumentos de trabalho como  teares, ferro de passar roupa,  máquina para fiar, ferramentas utilizadas pelos empregados para assar,  preparar a farinha, manteiga, polenta  e pão  entre outros alimentos.

A grande lareira da cozinha

 

O orgulho do museu é também a extraordinária coleção, entre as mais importantes da Itália, de rendas, bordados e desenhos para tecidos , que conta com cerca de 2.000 peças,  provenientes de doações e compras do Estado que vão do século 17  ao século 20.

Preciosidades – Modelos antigos em exposição no Palazzo Davanzati

Visitar o Palazzo Davanzati significa experimentar uma verdadeira viagem no tempo, onde é possível compreender e testemunhar um pouco da cidade de Florença do século 14.  Uma visita ao Palazzo Davanzati fascina todas as idades e os pequenos ficam maravilhados com tudo o que veem.

O Palazzo Davanzati é um dos endereços que recomendo para quem viaja com crianças

 

 

Horários e valores: 

Palazzo Davanzati, Via Porta Rossa, 13 – Firenze

De segunda a sexta-feira: 08.15 – 14h
Sábado e domingo: 13h15 – 19h

Valor do bilhete: 6 euros

 

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A Galleria dell’Accademia de Firenze

A Galleria dell’Accademia é um museu de Firenze que conserva a mais famosa escultura do mundo: o Davi. A Accademia é o segundo museu mais visitado da cidade e vale a pena inclui-lo em seu passeio não apenas porque abriga a escultura realizada pelo grande artista Michelangelo,  mas é importante destacar que a Accademia abriga diversas outras obras do ramo da pintura e  escultura de inestimável valor, como por exemplo, os Prisioneiros (ou Escravos), 4 figuras masculinas em mármore inacabadas.
Michelangelo
Foi fundado em 1784, quando o grão-Duque da Toscana Pietro Leopoldo di Lorena  decidiu que os quartos do hospital e do convento de São Nicolau se transformassem num espaço onde os estudantes da Academia de Belas Artes pudessem estudar. O museu também abriga instrumentos musicais e artefatos das coleções do Conservatório Luigi Cherubini. O museu é dividido em várias salas, que são caracterizadas por temas.
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A Galleria dell’Accademia é o segundo museu mais popular de Firenze

 

Sala del Colosso – esta é a primeira sala da Galleria dell’Accademia, que abriga no centro  o esboço original de gesso da escultura de Giambologna, o Rapto das Sabinas, que enfeita a Loggia dei Lanzi na Piazza della Signoria. Nas paredes, obras da pintura fiorentina dos séculos 15 e 16, de Paolo Uccello, Ghilandaio, Andrea del Sarto,  Perugino, Botticelli e Filippino Lippi, provenientes principalente de igrejas e conventos de Firenze.
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A Sala del Colosso e a principal obra ao centro da sala: o Rapto das Sabinas, de Giambolonha

Giambologna

Modelo original em gesso com 4,10 metros, de 1582

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A obra Annunciazione, de Maestro della Natività Johnson e Filippino Lippi . O trabalho é um dos primeiros atribuídos a Filippino, que em 1472, então com quinze anos, começou a trabalhar na oficina de Sandro Botticelli

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A Galleria dei Prigioni– Esta galeria recebe o nome de uma série de esculturas de Michelangelo: os prisioneiros.  É um corredor com  4 grandes esculturas conhecidas como “inacabadas” que retratam nus masculinos. Essas  obras são chamadas de “os prisioneiros” (I Prigioni o Schiavi), encomendadas pelo Papa Julio II para o seu monumento sepulcral. As obras são datadas entre 1519 e 1534.
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A Galleria dei Prigioni. É uma grande emoção admirar essas obras e observar do corredor a tão disputada obra do museu, o Davi

As quatro estátuas estão na galeria desde 1909. Antes, enfeitavam a Gruta de Buontalenti nos Jardins de Boboli. As esculturas dos prisioneiros são obras inacabadas.  Com essa forma de esculpir,  o artista mostrava a dificuldade em extrair a figura humana de um bloco de mármore, significando o esforço da humanidade em libertar o espírito da matéria.

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O Atlante. Cada uma dessas obras é um exemplo da prática de Michelangelo conhecida como “inacabada”

 

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“Lo Schiavo che si desta” obra em mármore, com 2,67 m

Pietà da Palestrina, a obra teve uma história crítica complexa e diferente  de todas as esculturas conservadas neste espaço. Foi colocada no corredor em 1939 proveniente da capaelade Santa Rosalia no Palazzo Barberini , em Palestrina.  Existem dúvidas sobre a autoria da obra, atribuída à Michelangelo.

 

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Pietà da Palestrina

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A Tribuna  de Davi–  O Davi,  estátua feita em mármore branco de Carrara,  foi executada por Michelangelo entre 1501 e 1504 e representa o herói bíblico Davi,  quando está prestes a enfrentar o gigante Golias. A obra é considerada a maior obra-prima da escultura mundial e foi realizada quando Michelangelo  havia apenas 26 anos. O Davi passou 9 anos numa caixa de madeira antes de ser exposta em 1873 na Tribuna onde encontra-se. É a mais requisitada obra-prima da Galleria dell’Accademia.

 

Davi

Criada para ficar na catedral Santa Maria del Firenze, o Duomo, a obra foi colocada na Piazza della Signora, em frente ao Palazzo Vecchio, onde permaneceu por mais de 350 anos

 

Davi foi encomendado para decorar uma das fachadas do Duomo. Outros dois artistas já haviam falhado antes dele, portanto, os florentinos estavam ansiosos aguardando o resultado do trabalho. A obra foi revelada ao público oficialmente em 8 de setembro de 1504,  surpreendendo a todos com tamanha beleza! Devido ao momento político, decidiram colocar a obra em frente ao Palazzo della Signoria,  sede do Governo de Florença.

 

Davi

A escultura do Davi tem 5,17 metros de altura e foi realizada a partir de um único bloco de mármore

 

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O dedo médio da mão do Davi foi perdido, não se sabe em qual ocasião, e foi restaurado em 1813

 

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Muitas obras enfeitam as alas direita e esquerda da Tribuna. À direita, obras de de Francesco Salviati. Salviati, aluno de Andrea del Sarto, desenvolveu uma longa e intensa carreira em Florença, Roma e França. E  à esquerda da Tribuna , pinturas dos anos 500 de autores como Santi di Tito, Bronzino e Alessandro Allori.

 

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Obra de Alessandro Allori, Annunciazione

 

O gótico fiorentino–   A última seção do andar térreo do museu é composta por 3 salas: uma dedicada às pinturas de têmpera e ouro sobre madeira,  outra aos seguidores de Giotto, ativos em Florença, em meados do século 14, e a última, aos irmãos Orcagna, que viveram em Firenze no século 14. É o núcleo das obras mais antigas do museu,  derivadas de igrejas e conventos florentinos e toscanos.

 

gotico

Obras do gótico fiorentino dos séculos 13 e 14, com artistas anteriores ou contemporâneos de Giotto

 

Gipsoteca Bartollini ou Salone dell’Ottocento
Na ala antiga do hospital, onde funcionava a enfermaria das mulheres, hoje é a Gipsoteca, dedicada aos modelos cridos pelo artigo de século 19 e professor  da Academia, Lorenzo Bartolini (1777- 1850), hábil retratista a quem muitas famílias nobres confiavam para a realização de retratos e medalhas.  O núcleo possui importantes obras em gesso, modelos e copias de suas obras em mármore.  A coleção conta também com obras do escultor Luigi Pampaloni (1791 – 1847).
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A obra Narciso, de Bartolini, 1817 – 1820 aproximadamente

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Subindo até o primeiro andar,  4 salas abrigam  pinturas da escola fiorentina dos anos 1370 – 1430.
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Lorenzo Monaco

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A Accademia abriga também um pequeno museu de instrumentos musicais, um espaço que encanta os amantes de ópera, teatro e música clássica.   Inaugurado em 2001, o Museu de Instrumentos Musicais exibe cerca de 50 instrumentos musicais das coleções particulares  das famílias Medici e dos seus sucessores, os Lorena.  Os instrumentos  foram coletados entre a segunda metade do século 17 e a primeira metade do século 19.  No museu encontramos também instrumentos realizados  por  Bartolomeo Cristofori (1655-1732) , inventor do piano,  que foi chamado à corte florentina pelo Príncipe Ferdinando.

Uma das pinturas expostas no museu (divulgação )

 

Galleria dell’Accademia
Via Ricasoli, 58/60
De 3ª a domingo, das 8:15 às 18:50
Fechamento às segundas, dia 1 de janeiro e 25 de dezembro
Ingresso:  12 euros
Entrada grátis no primeiro domingo do mês

Carrara, a cidade do mármore

A gente costuma admirar a perfeição de esculturas como o Davi, realizado por Michelangelo, e de construções famosas como o Duomo de Firenze ou o Panteão de Roma sem nem mesmo questionar como o precioso material utilizado nessas obras, o mármore de Carrara, foi parar ali.  Recentemente tive a oportunidade de conhecer técnicas de escavação do mármore mais raro e requisitado do mundo. Visitei uma pedreira de mármore em evento organizado pela Carrara Marble Way com os sócios da Anepla, a Associação da Confindustria. Fizemos o tour em jeep até a pedreira Bettogli e encerramos o dia na sede da empresa, onde foi realizada uma conferencia para jornalistas reunindo empresários do setor de pedras. O principal assunto tratado foi a delicada questão da extração e o respeito ao meio ambiente.

A cidade tem cerca de 62 mil  habitantes e está a 100 m acima do nível do mar

 

As pedreiras de mármore são utilizadas desde época romana e o mármore branco, encontrado em Carrara,  denota sofisticação e elegância e é muito requisitado também em projetos contemporâneos.

Atualmente existem cerca de 100 pedreiras ativas em Carrara

 

Parte da história da arte italiana deve sua fama secular ao mármore extraído nos Alpes Apuanos,  como o Duomo e o Batistério de Firenze, embelezados com detalhes arquitetônicos de mármore branco de Cararra

 

Da matéria-prima bruta à perfeição de contornos de obras magníficas, como o Davi, realizado por Michelangelo entre 1501 e 1504

 

O centro de Carrara (foto Il Tirreno)

Ao longo de dois milênios, a produção de mármore passou por inúmeras mudanças em todas as fases: da mineração, técnicas de transporte até o processamento. Observando nos dias de hoje as modernas e potentes máquinas que cortam, tombam e transportam toneladas de pedras, é difícil imaginar  todo o sacrifício feito no  passado para conseguir extrair cada bloco e fazer chegar à destinação  final.  O passado dos cavadores foi duro, de muito suor, dor, sacrifício e vidas humanas ceifadas.

 

O território dos Alpes Apuanos é uma cadeia montanhosa caracterizada pela presença do precioso mármore, famoso em todo o mundo e requisitado nas construções

 

Pudemos conferir de perto alguns processos, como escavação e tombamento

 

O chefe da pedreira orientando os tratores no momento do tombamento. Trabalho que exige muita precisão e técnica

 

No final do dia visitamos a Carrara Marble Way, empresa cicerone do evento,  que tem  como objetivo a reutilização do material descartado proveniente da escavação de pedreiras de materiais para uso ornamental.  A sociedade, presidida por Giuseppe Baccioli foi estabelecida em 2017 e conta com 39 empresas do setor de pedras,  que são proprietários de 50 pedreiras na província de Massa Carrara. Depois da visita ao pátio,  conferencia com empresários do setor onde o principal foco foi sobre economia circular, com proposta de combater a erosão e  reaproveitar os derivados do mármore para que possam ser reutilizados em obras públicas e dessa forma reduzir custos, tanto econômicos como ambientais.

Na Carrara Marble Way

A Ponte di Vara

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Passeios, tours guiados e serviços em Florença e na Toscana

Denya Pandolfi (foto Georgette Jupe)

Quem sou eu?

Me chamo Denya, sou capixaba, formada em Comunicação Social e moro em Florença desde 2005.   Criei o blog Grazie a te em 2013, espaço onde compartilho tudo o que me encanta, agrada e que de alguma forma pode ser útil para a sua viagem.  Sou acompanhante turística habilitada e promovo passeios em Florença e nos arredores.

 

Guia brasileira em Florença

Está vindo para Florença e quer aproveitar o máximo as principais atrações turísticas com um guia de turismo brasileiro? Sua viagem será muito mais proveitosa com visitas aos diversos museus e igrejas em companhia de um guia turístico. O blog uniu-se a  parceiros competentes e experientes e juntos oferecemos passeios em Florença. As visitas podem ter duração de 4 ou 6 horas:

Artística (4 horas) – passeio pelas principais atrações da cidade e visita à Galleria dell’Accademia, para ver um dos ecoas da história da arte: o Davide de Michelangelo

Monumental (6 horas) – passeio pelas principais atrações da cidade, visita à Galleria dell’Accademia e o museu Uffizi, um dos mais importes do mundo, com obras dos mais populares gênios italianos, como Michelangelo, Leonardo, Raffaello e Botticelli.

 

Acompanhante turística habilitada

Programe-se para passear e descobrir a cidade num passeio a pé pelos mais famosos pontos da cidade. Uma caminhada  agradável com roteiro preparado com muito carinho, pra você admirar e passear pelas monumentais praças e construções da cidade em companhia de uma pessoa local, que vai ajudar a tornar a sua estadia na cidade muito mais proveitosa e  interessante.

Venha também passear comigo por aqui!

Tour enogastronômicos 

Um excelente forma de conhecer a cultura local é participar de uma experiência enogastronômica.  Passaremos pelos principais  pontos turísticos da cidade e locais frequentados pelos florentinos. Nesse passeio você vai ter possibilidade de aprender sobre a história, cultura e tradições, com visitas a locais nas áreas mais autênticas da cidade, com um acompanhante turístico habilitado.

Duração dos passeios: 3 ou 4 horas

Combinando cultura e beleza à excelente gastronomia da região Toscana

Passeios na Toscana

Visitas aos burgos e cidades da Toscana, com degustações e possibilidade de participação da colheita de uva e azeitona, dependendo da época do ano.

 

Fotografia em Florença e na Toscana – Shooting e produção 

Os cenários da Itália rendem fotos maravilhosas! Já pensou em registrar seus melhores momentos aqui com um shooting fotográfico? Você poderá ter uma linda recordação de sua viagem.

 

Pedido de casamento

Boas surpresas são sempre bem-vindas!  Caso precise de assessoria, entre em contato que te ajudo a organizar seu pedido de noivado, que pode ser realizado durante um romântico jantar numa torre medieval de Firenze ou durante um passeio pelo Rio Arno  passando sob a Ponte Vecchio.

Pedido inusitado e surpreendente! Executo todo o trabalho para a ocasião seja perfeita: bebidas, petiscos e shooting fotográfico durante passeio pelo Rio Arno

 

Organização de casamento e renovação de votos

Já imaginaram o gostinho especial que pode ter uma festa nos maravilhosos cenários dessa linda região? Desde cerimônias simbólica intimistas, elopement, até festas elegantes e badaladas. Realizamos celebração de casamentos e renovação de votos.  Caso queira ver mais detalhes, confira  Casamento na Itália.

casamento

 

Cidadania italiana 

Você tem interesse no reconhecimento da cidadania italiana e não sabe por onde começar?  O blog Grazie a te tem parceria com uma empresa séria e competente que poderá te ajudar na pesquisa e  busca de documentos para auxiliar o seu processo.

 

 

 

Parceria e vendas: Agência Natur – Linhares-ES

Informações:  grazieateblog@gmail.com