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Carro Matto, uma festa tradicional fiorentina

A Itália é um país que perpetua as suas tradições. Seja de cunho religioso, cultural ou social, de norte a sul as festividades reúnem   moradores e principalmente turistas.  Uma das típicas festas de Firenze é o Carro Matto, que significa carroça maluca: puxado por bois da raça Chianina carregados de frascos de vinho, a carroça, proveniente da região do Chianti denominada Chianti Rufina, chegava até Firenze para que o Bispo benzesse a bebida que era oferecida aos Senhores de Firenze.

 

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Vinho tinto – A carroça louca desfila pelas ruas do centro histórico com quase 3 mil frascos de vidro e palha, que são típicos aqui da região Toscana

 

 

Este ritual começou na época da República Fiorentina e acontece sempre no  4º sábado do mês de setembro.

 

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A festa começou na época da República Fiorentina (que foi instituída em 1115)

Localizada a 30 Km da capital toscana,  Rufina promove o evento Bacco Artigiano, que dura 4 dias (começa na quinta, 3 dias antes do Carro Matto, e vai até o domingo).

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O cortejo que desfila pelas ruas do centro histórico

 

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Exibição dos “sbandieratori” em frente ao Palazzo Vecchio

 

Carro Matto – O carro é puxado por bois brancos e acompanhado por um cortejo onde os participantes desfilam com roupas renascentistas e por jogadores de bandeiras, os sbandieratori.

 

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A chegada da carroça maluca na piazza della Signoria (foto fiorentini nel mondo)

 

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Depois de receber a benção na igreja San Carlo, na via Calzaiuoli, o vinho é oferecido às autoridades que brindam à saúde do povo fiorentino.

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Informações:

O cortejo parte às 15:30 do Palazzo di Parte Guelfa e segue para via Calimala, via Roma e Piazza San Giovanni, onde encontrará o Carro Matto. O vinho será benzido no sagrado do Dumo, de onde o cortejo prossegue pela via Calzaiuoli para chegar até a igreja San Carlo dei Lombardi.

 

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Antes do término do cortejo em Piazza della Signoria, parada na igreja San Carlo dei Lombardi

 

 

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Ponte Vecchio, a ponte de ouro de Florença

Um dos símbolos de Florença, a Ponte Vecchio, é uma das mais famosas pontes do mundo. Foi a única ponte da cidade poupada durante a 2ª Guerra Mundial.
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No verão a ponte ganha os tons alaranjados. Reluz como ouro!!!

A ponte liga o centro histórico da cidade ao Oltrarno, região mais autêntica e boêmia da cidade, onde encontramos inúmeras bodegas de artesãos, barzinhos descontraídos, ateliês e lojas de restauradores.
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Observando-a de longe vemos diversas casinhas em tons amarelo-ocre que são na verdade joalherias,  distribuídas em ambos os lados da ponte.
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Vista da Ponte Vecchio através da ponte vizinha, a elegante Ponte Santa Trinità

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Algumas das lojas que encontramos na Ponte Vecchio são geridas pelas mesmas famílias há séculos

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Na Idade Média a Ponte Vecchio era utilizada para proteção contra os inimigos que podiam atacar a cidade através do rio Arno

Sua origem é incerta, mas provavelmente  foi construída durante o Império Romano. Inicialmente tinha sido realizada  em madeira e depois de  muitas enchentes, sendo uma devastadora a de 1333 que a destruiu, foi reconstruída  por Taddeo Gaddi em 1345 em pedra e  foi a primeira ponte da história em que arcos rebaixados foram usados para construção.
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Fotos de diversos ângulos e momentos que registrei da Ponte Vecchio e que foram postadas no Instagram do blog. Se ainda não segue, aqui vai @grazieateblog

 

Desde o século 14 a ponte era vista como uma continuação da estrada urbana e era ocupada por bodegas populares, como açougues e horticultores, que despejavam os resíduos diretamente no Arno.

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À esquerda o Corredor Vasariano

 

A passagem secreta sobre a ponte – Em 1565 o grão-duque Cosimo I de’ Medici solicitou à Giorgio Vasari que construísse uma passagem secreta ligando o Palazzo Vecchio ao Palazzo Pitti.  Muita gente que passeia por ali nem percebe o Corredor Vasariano, que faz parte da Galleria degli Uffizi.  O secreto corredor permitia que as prestigiosas famílias que dominavam a cidade pudessem passar de uma lado ao outro da cidade sem serem vistos.
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O Corredor Vasariano passa ao lado da Torre dei Mannelli

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A ponte era praticamente um mercado de peixe, carne, fruta e verdura. O local passou a funcionar como um mercado e os comerciantes descarregavam os resíduos diretamente no Arno, provocando mau cheiro

Em setembro de 1593, o grão-duque Ferdinando I exigiu que os açougues e bodegas passassem a funcionar em outro local para dar lugar à joalherias, visto que o local era passagem de nobres senhores, que transitavam entre o Palazzo Vecchio e o Palazzo Pitti, no Oltrarno.  O prazo estabelecido foi de 9 meses para que os comerciantes deixassem o local.  Eles foram transferidos para a Praça do Mercado, atual Piazza della Repubblica.
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A Ponte Vecchio passou a ser um ponto comercial famoso não apenas de venda, mas também de produção com lojas de ourivesaria de prata e ouro, com jóias e ornamentos

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Na área central da ponte estátua de Benvenuto Cellini. Ele foi o ourives mais famoso da cidade do século 16. É dele a obra Perseus com a Cabeça de Medusa, uma das minhas prediletas na Piazza della Signoria

 

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Os cadeados em torno da estátua de Benvenuto Cellini. Os apaixonados insistem mas é proibido colocar cadeados nas grades. Existe uma  multa de 50 euros que foi estabelecida pela prefeitura da cidade pra quem infringir a lei.
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A meridiana colocada no século 14. Este relógio de sol é um antigo instrumento para medir o tempo de acordo com a posição do sol. Está localizada perto do monumento dedicado à Benvenuto Cellini

A foto abaixo foi durante uma visita à Società Canottieri di Firenze no início do outono.
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Um passeio no Oltrarno, bairro cool de Firenze

Para apreciadores e curiosos da autêntica e tradicional vida fiorentina, passear pelas vielas do Oltrarno é um deleite!  O quarteirão que engloba Santo Spirito, San Niccolò e San Frediano é situado na zona sudoeste de Firenze.  O coração pulsante é a praça Santo Spirito, onde todas as manhãs acontece um mercadinho. Ali, em meio às frutas e verduras da estação,  stands de roupas e alimentos e barracas de plantas e flores, a gente pode observar o estilo de vida dos locais, fiorentinos autênticos e adotados, que conversam entre si, trocam receitas,  comentam sobre o tempo e são figuras primordiais para compor cenas do quarteirão mais hipster e atual da cidade! Aliás,  Borgo San Frediano, que na verdade é uma rua, foi eleito em 2017 pela Lonely Planet como o cantinho mais cool do mundo!

Oltrarno em fiorentino seria Diladdarno (de la do Arno)

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Bastante frequentada por jovens e notívagos, a região do Oltrarno é realmente cheia de charme e famosa pelas inúmeras bodegas de artesãos, bistrôs, lojas de antiguidades e mercadinhos.

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A Praça Santo Spirito e a igreja homônima

Passeando pela região do Oltrarno para descobrir suas principais atrações:

Praça e a Igreja de  Santo Spirito

A praça de Santo Spirito é o coração pulsante do Oltrarno. Na praça acontecem muitas manifestações musicais e culturais. Diariamente acontece o mercadinho de frutas, verduras e roupas. E desde 1986 acontece o mercadinho,  sempre no segundo domingo do mês (exceto julho e agosto).  São cerca de 100 expositores do setor de antigüidades e artesanato, além de uma área reservada ao setor de alimentos, com produtos biológicos,  plantas e flores. O mercado acontece das 9 às 19 h.

 

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Todo segundo domingo do mês acontece o mercadinho na praça Santo Spirito. Bolsas vintage, objetos para casa, bijouteria, flores e artigos para colecionadores

 

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Inúmeros bistrôs e restaurantes circundam a praça Santo Spirito

 

A Basílica de Santo Santo Spirito, localizada na praça homônima, foi projetada por Filippo Brunelleschi e é uma das mais belas criações arquitetônicas do Renascimento e foi seu último grande projeto.  Sua construção foi iniciada em 1444 , sobre os restos do convento agostiniano destruído durante um incêndio no ano de 1371.  Depois de sua morte, em 1446, os  trabalhos foram continuados por Antonio Manetti, Giovanni da Gaiole e Salvi d’Andrea, que foi o responsável pela construção  da cúpula. A igreja foi concluída em 1487. No interior, há obras dos mais famosos artistas florentinos, como o crucifixo de madeira realizado por  Michelangelo em 1493 e a pintura de Filippino Lipi,  Pala Nerli, feita entre os anos de 1485 e 1488.

 

A igreja de Santo Spirito foi projetada por Brunelleschi. O acesso é gratuito e a visita ao museu (Percurso Agostiniano) custa 2 euros

A basílica apresenta arquitetura renascentista, com colunas de arenito decoradas com capitéis coríntios. As abóbadas fornecem uma linda e harmoniosa perspectiva.

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Interior da Basilica de Santo Spirito

Crucifixo realizado por Michelangelo quando havia 18 anos

O campanário de Santo Spirito visto do jardim Frescobaldi

Horários da basílica:

De segunda à sexta ( 8:30 às 13h e das 15 às 18h), sábado das 8:30 às 13:00 e das 15 às 19 h e domingo das 8:30 às 13:30 e das 15 às 19 h

Visitas turísticas:

de segunda à sábado (excluso quarta): das 10 às 13h e das 15 às 18h

domingos e festividades: das 11:30às 13:30 e das 15 às 18h

 

A Igreja de Cestello

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A igreja do Cestello fica na praça homônima, próxima ao rio Arno. Em estilo barroco, a igreja é uma das mais importantes do bairro. Sua construção foi iniciada em 1450 e concluída no século 20

A Igreja Santa Maria del Carmine

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A igreja Santa Maria del Carmine foi construída em 1268 e renovada nos séculos 16 e 17. A igreja sedia a Capela Brancacci, famosa pelos afrescos de Masaccio, Masolino e Lippi (foto divulgação)

 

Tradição e modernidade: o Studio Galleria Romanelli, um atelier de esculturas em Borgo San Frediano, onde a mesma família de artistas exerce sua atividade por quase dois séculos

A Porta de San Frediano, construída por Andrea Pisano no século 14,  faz parte do antigo cerco murado de Firenze e é aberta à visitação durate um período do ano.

A Porta de San Frediano, parte das antigas muralhas da cidade

 

Esquina em Borgo San Frediano

 

Ateliês e bodegas – O bairro é caracterizado por diversas lojinhas e bodegas de artesãos. As minhas ruas prediletas para conferir artesanato e produtos feitos a mão são a  Via Santo Spirito e a Borgo San Jacopo.  Mas se você adentrar pelas vielas do bairro vai se maravilhar com verdadeiros tesouros: espaços minúsculos  onde a gente pode assistir artistas em ação criando bolsas, produzindo bijus e objetos de arte com muita autenticidade e criatividade.  A via Maggio  é a rua  que concentra as prestigiosas lojas de antiquariado.

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Na via Santo Spirito: um encanto as peças de madeira da lojinha La Bottega di Mastro Geppetto

 

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Adorável cantinho para um snack e um drink: Il Santino

 

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Um feixe de luz solar entre os prédios de Santo Spirito

 

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A rua Santo Spirito e suas lojinhas cheias de charme

 

Piazza della Passera –  Um dos meus cantinhos prediletos da cidade, essa pracinha reúne barzinhos, restaurantes e excelentes locais para um cafe ou um delicioso gelato.

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Santo Spirito veste a camisa dos “Bianchi” (brancos) na época do calcio storico, o futebol medieval da cidade, disputado entre 4 times, com a final sempre no dia 24 de junho, dia de San Giovanni, padroeiro de Firenze.

 

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Uma das mais lindas esquinas do Oltrarno

 

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O artesão Dimitri Villoresi que produz bolsas e acessórios em couro

 

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Uma loja de molduras de madeira na via Toscanella

 

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O Palazzo Pitti

Palazzo Pitti e o Giardino di Boboli –  O projeto atribuído a Brunelleschi era muito menor e menos suntuoso. Em 1549  o prédio foi ampliado e passou à familia Medici.  Sofreu diversas  restruturações durante séculos. Foi sede da família Lorena e da família real italiana Savoia e já foi residência oficial dos grão-duques da Toscana quando Florença foi capital da Itália. Hoje em dia reúne 5 museus e os maravilhosos Jardins de Boboli.

No Oltrarno fica também o Museu de História Natural de Zoologia La Specola, na na via Romana, 17.

San Niccolò – A região  conhecida como San Niccolò fica aos pés do piazzale Michelangelo e tem ares de um pequeno burgo. É um dos bairros mais antigos de Florença e é circundada por muralhas medievais, abriga a Torre de San Niccolò.

A Torre de San Niccolò aberta à visitação apenas um período do ano

Le Rampe – As rampas, construídas entre 1872 e 1876, foram reabertas em maio de 2019, com o retorno da água nas fontes e cachoeiras

 

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A Porta San Miniato, que faz parte do círculo de muralhas da cidade , localizada entre a Via San Miniato e a Via Monte alle Croci. O nome deriva do fato de que a estrada conduz até  a igreja de San Miniato al Monte.

A Porta San Miniato

 

San Niccolò é rico de lojas de artesanato, galerias de arte, restaurantes e bistrôs: é um requisitado cantinho da cidade  para espíritos criativos. É aqui no bairro onde  Clet tem atelier.  Com obras instaladas em diversas cidades do mundo, o artista faz interferências nas placas modificando os cartazes estradais com humor e irreverência. Encontramos o  joalheiro Dari, a marca de sapatos feitos a mão Stefano Bremer  e o perfumista Sileno Cheloni também estão na região.

 

Loja em San Niccolò, que vende artigos realizados com inspiração na streetart florentina

Nas proximidades fica o acesso à praia do Arno, onde no verão reúne gente animada e de bem com a vida a fim de aproveitar o sol, ouvir música ou  brindar com um aperitivo ao anoitecer,  quando os stands que funcionam apenas no verão organizam festinhas à beira do rio no final do dia.

Rafting no rio Arno, em Firenze

Existem várias maneiras de conhecer e admirar uma cidade. Aqui em Firenze, uma super interessante e radical é fazendo um rafting   urbano no Rio Arno.

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Esporte e cultura em cenários e ângulos da cidade que podem ser admirados por uma perspectiva diferente

Incrível essa experiência que tive fazendo o tour com o Firenze Rafting  numa manhã  agradável e ensolarada de verão!  O percurso durou cerca de 1 hora. O ponto de encontro foi na Spiaggia sull’Arno, em San Nicolò, de onde partimos. Depois de um treinamento, que dura poucos minutos, estávamos preparados para iniciar a aventura.

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Depois de um grande período de seca, o rio  Arno está bem vazio. Existem muitos episódios de cheia do rio e o que mais marcou a cidade aconteceu em novembro de 1966, quando uma grande enchente assolou a cidade.

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Improvisei uma sacolinha para o celular e a prendi no colete salva-vidas. Afinal, não dava pra participar de uma aventura dessas sem registrar!

O rafting urbano é mais um passeio. O único ponto de decida é bem no início,  perto de San Nicolò.  Depois dali passamos em frente ao museu  Uffizi, sob a Ponte Vecchio e o Corredor Vasariano.

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É bom demais poder admirar as belezas arquitetônicas de Florença por outro ângulo!

 

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Várias pontes atravessam o Arno. Esta é a Ponte Vecchio, um dos mais famosos cartões-postais da cidade e a única poupada dos bombardeios alemães durante a II Guerra Mundial

Continuamos nosso tour passando pela elegante Ponte Santa Trinità, que liga a via Maggio, endereço de muitas lojas de antiguidades, até a luxuosa via Tornabuoni, endereço das boutiques de grife.

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Lapo, o guia que nos acompanhou no percurso. Ao fundo a igreja do Cestello, no Oltrarno

As atividades são voltadas para crianças e adultos e não é exigida nenhuma experiência anterior.

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Zeno com outro grupo que participou do passeio. Existe a possibilidade de fazer também um aperitivo a bordo, basta solicitar que a empresa organiza

 

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Dá pra fazer rafting no horário do tarde quando a cidade se cobre de dourado na hora que o sol se põe!

 

A Firenze Rafting promove também trekking, rafting soft, cursos de caiaque no lago de Bilancino, região do Mugello, MTB, de Firenze a Fiesole de bicicleta, hidrospeed. Para mais informaçoes, clique aqui.

 

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Fiesole, nas colinas fiorentinas

A apenas 2 quilômetros de Firenze está cidade de Fiesole, burgo que fica no alto das colinas  que circundam a capital toscana e que guarda uma grande riqueza histórica e cultural e de onde temos uma vista deslumbrante!  Com cerca de 15 mil habitantes, é uma cidadezinha linda, tranquila e que vale uma visita. Já estive na cidade várias vezes, de carro e também de ônibus. Inclusive você pode pegar ônibus comum no centro de Firenze num trajeto que dura apenas 20 minutos.

Fiesole fica a 300 metros de altitude. De origem etrusca, é uma cidade mais antiga que Florença

O percurso até o alto é pela via San Domenico, que abriga parques e mansões, aliás, nominando  Fiesole  subentende-se casarões e villas seculares de afortunados, com jardins renascentistas e super bem cuidados.
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A cidade de Fiesole é circundada de uma área verde e é um local privilegiado para quem quiser admirar Firenze do alto

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Fiesole guarda um sítio arqueológico de civilizações etrusca e  romana

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Para quem busca conhecer os arredores de Firenze sem nem mesmo alugar carro pode tranqüilamente escolher passar algumas horas na cidade, que é bem sossegada, limpa e organizada.
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No verão existem muitas sagras e eventos típicos. O Estate Fiesolana é um festival que acontece desde 1962 no Teatro Romano de Fiesole. É uma das maiores manifestações culturais da cidade com dança, música, cinema e teatro.

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Todos os sábados acontece o mercado de frutas, artesanato e vestuário e  todo primeiro domingo do mês, exceto nos meses de julho e agosto, acontece o mercado de antiguidades, com quadros, artigos para colecionadores,  roupas, livros, cerâmicas, quadros e objetos de arte.
Fiesole – Em posição estratégica, Fiesole era um importante centro para trocas comerciais que na Idade Média entrou em conflito com a potente cidade de Firenze, que a destruiu em 1125. Com o tempo foi reconstruída e  reconquistou a sua identidade.  Provavelmente fundada no século 9 AC, Fiesole é o núcleo urbano etrusco que antecede Firenze e onde foram descobertas muitas escavações arqueológicas.

Atrações de Fiesole:

Piazza Mino é o coração da cidade: aqui se concentram os prédios históricos mais importantes, como o Duomo e o Palazzo Petrorio, sede da prefeitura. Ao redor da praça muitos bares e restaurantes com mesinhas na parte externa conferem charme ao local. Na praça acontecem feiras e eventos.
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No centro da pracinha fica a estátua  do rei Vittorio Emanuele II com  Garibaldi, que passou na cidade em 1867

Catedral di São Romulo – em estilo românico, o edifício é do inicio do século 11. Foi erguida  pelo bispo Jacopo il Bavaro em 1028 e foi ampliada no século 13. São Romulo é o padroeiro da cidade e sua festa é comemorada no dia 6 de julho.
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O interior do Duomo (foto divulgaçao – Wikipedia)

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Na Piazza Mino a catedral de San Romolo, o duomo da cidade, e a torre do Relogio

Palazzo Vescovile –  fica próximo à catedral de São Romulo e foi erguido contemporaneamente à igreja, em 1028, pelo Bispo Jacopo il Bavaro.  O prédio abriga  a capela de San Jacopo, antigo oratório do palazzo Vescovile.
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As escadarias od do Palazzo Vescovile

–  Museu  archeológico e museu cívico  – Fiesole apresenta uma área arqueológica bem preservada que ajuda a contar  toda sua história, desde a fundação até o domínio dos romanos que, após terem conquistado a cidade no século I aC, enriqueceram toda a área, precedentemente escolhida pelos etruscos. As ruínas na área arqueológica compreendem um templo etrusco-romano, as termas e um teatro, que foi construído seguindo o modelo grego, aproveitando a inclinação natural do terreno.
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O antigo teatro romano. Os romanos seguiram o modelo grego de construção, ou seja, aproveitando a inclinação natural do terreno

De suma importância histórica e arqueológica e de grande  beleza paisagística, o museu cívico conserva restos materiais que ajudam a compreender o passado da cidade.  Ali estão expostos objetos da idade etrusca , romana e medieval das várias fases históricas de Fiesole.
Museu Bandini – Fundado em 1913,  o museu guarda  esculturas e pinturas do religioso colecionador Angelo Maria BAndini que ajudou a enriquecer Fiesole com um excepcional patrimônio de obras de arte, alem de bizantinas, dos séculos  14 e 15 . O  museu fica na via Giovanni Duprè, 1
 
Palazzo Pretorio –  construído no século 14, é a sede administrativa da cidade. O  Palazzo Petrorio fica na piazza Mino ( não é aberto à visitação)
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O acesso à igreja de São Francisco é por essa ruazinha tranquila e charmosa

Igreja e Convento San Francesco –   A igreja e o convento trm origem no ano  de 1210. Esta é a igreja onde se casaram os meus sogros, nos anos 60. Ela fica em posição privilegiada, inclusive o acesso é através de uma  ruela íngreme de onde temos uma vista linda da cidade de Firenze .  No convento está o museu Missionário Francescano que contem uma coleção egípcia e chinesa. (Via San Francesco, 13)
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A fachada da igreja de Sao Francisco (Foto OFM Toscana)

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 Badia Fiesolana e Igrejas Santa Maria Primerana e de Sant’Alessandro
Come chegar à Fiesole:
De carro – 10 mintuos de Firenze
Ônibus – Ataf, número 7 , saindo da piazza San Marco
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Em Fiesole, o ponto de ônibus fica perto da piazza Mino, a principal praça da cidade

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Programa imperdível na cidade nessa época do ano é assistir ao pôr do sol de um local estratégico! Melhor ainda é fazer um aperitivo no final de um lindo dia tendo a cidade histórica de Florença como pano de fundo! Neste post enumero 7 terraços na cidade de onde podemos apreciar um esplêndido panorama:

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O B-Roof, do Grand Hotel Baglioni. Impressionante a proximidade com o Duomo de Firenze! A vista do terraço é uma das mais lindas da cidade!

 

B-Roof/ Grand Hotel Baglioni– Estive recentemente na inauguração da antiga Terrazza Brunelleschi que foi completamente reestruturada e agora passa a se chamar B-Roof.  Em minha opinião, entre as melhores localizações para poder admirar todas as belezas arquitetônicas da cidade do alto! Para quem busca terminar o dia em altíssimo estilo contemplando Firenze a 360º! O hotel fica a poucos passos da estação ferroviária Santa Maria Novella, no Grande Hotel Baglioni, na piazza dell’Unità.

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Empireo, Plaza Lucchesi – o rooftop deste hotel 4 estrelas localizado no centro é uma beleza! O  terraço conta com uma grande piscina e várias  convidativas espreguiçadeiras onde podemos deitar relaxar e apreciar as igrejas de Santa Croce e Santa Maria del Fiore. Aperitivo valor de 1 drink 20 alle 22h 23 euros por pessoa com o primeiro drink incluso buffet. Fica perto da biblioteca Nazionale, no  Lungarno della Zecca Vecchia, 38
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Do Empireo a gente avista Santa Croce e o Duomo de Firenze

La Rinascente/ Toscanino – O  ToscaNino  é pequeno e bastante disputado.  É uma excelente opção para quem está fazendo compras no centro e decide terminar o dia admirando os telhados da cidade.  Fica no 4º andar da loja de departamentos, na piazza della Repubblica.
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Minerva – O hotel localizado na piazza Santa Maria Novella é outro local que nos presenteia com uma incrível vista de Firenze  onde em primeiro plano temos a praça  Santa Maria Novella. O rooftop do hotel tem piscina (apenas para os hóspedes). Fica na piazza Santa Maria Novella

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Skyline do terraço do hotel Minerva

La Terrazza/ Hotel Continentale – O cocktail bar do hotel Continentale fica no  terraço da torre de Consorti. Fazer um  aperitivo no La Terrazza não é  nada econômico, pra vocês terem uma ideia, o spritz custa 19 euros e vem acompanhado de alguns petiscos.  Mas desfrutar de um local tão privilegiado quando o dia se despede, vale cada centavo! Fica no Vicolo dell’Oro, 6r

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La Terrazza- daqui podemos  apreciar San Miniato, o Forte Belvedere, o Palazzo Vecchio , o rio Arno e a Ponte Vecchio

Se.sto/ Westin  Excelsior  – O Se.Sto on Arno é o restaurante do elegante hotel Excelsior, localizado às margens do rio Arno. O bar é todo em vidraças e lá do alto  podemos admirar a beleza da cidade e as colinas que a circundam. Possuem uma ampla seleção de coquetéis.  Fica na Piazza  Ognissanti.  O valor para aperitivo é de 21 euros, com pequeno buffet (das 19 às  21 horas).

 

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O local oferece gastronomia mediterrânea e contemporânea num ambiente elegante e muito bonito

 

La Loggia – piazzale Michelangelo  – Este não é um rooftop mas fiz questão de incluí-lo  na lista. O restaurante La Loggia está localizado no Piazzale Michelangelo, ponto por excelência que nos presenteia com um panorama incrível da cidade. Já estive no restaurante apenas para drinks mas ainda não experimentei os pratos, portanto, não posso indicar para jantar. É necessário reservar. Piazzale Michelangelo, 1

 

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Vale a pena visitar Firenze em agosto?

Os italianos seguem num ritmo bem lento em agosto, afinal este é considerado o mês oficial das férias. O dia 15 é o feriado de Ferragosto, onde todo o país praticamente para, já que o pessoal acaba emendando os outros dias da semana ao feriado para curtir um período de férias. Bem, os fiorentinos desaparecem nessa época e os bairros residenciais ficam desertos. E o mundo inteiro invade a cidade nesta temporada!

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Em agosto, num calor insuportável, a movimentação de turistas no centro histórico impressiona, de tanta gente ziguezagueando pelas ruelas estreitas da cidade: famílias inteiras, grupos que participam de cruzeiros e  jovens estudantes. É preciso ter paciência para caminhar pelo centro e driblar toda a massa. E sei que muita gente teme vir à Firenze nessa época do ano porque ouviu dizer que vai encontrar tudo fechado. Não é bem assim. Recebi algumas mensagens de pessoas querendo saber se é roubada visitar Firenze nesta época. Registro aqui as minhas considerações sobre como é a cidade em agosto,  que inclusive vem mudando para se adaptar ao aumento do número de visitantes  neste período do ano.

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Entendo a dúvida de muita gente escuta que em agosto nada funciona. Não é bem assim! No centro histórico atualmente quase nada fecha. Vou explicar um pouco como a cidade vem mudando e se adaptando ao grande fluxo de turistas no mês de agosto

Em agosto Firenze vira um forno.  Julho também tem registrado temperaturas altíssimas, talvez até maiores do que agosto. Considere que em Firenze praticamente não venta, isso aqui é quase uma estufa! A questão é geografica, já que a cidade é circundada por colinas. Outro fator é devido às correntes quentes vindas da África que fazem as temperaturas irem às alturas.

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Como falei acima, o mês de agosto é o período de férias (que são sagradas) para os italianos.  As férias escolares são de meados de junho até meados de setembro, sendo que o feriado de Ferragosto contribui bastante para que as pessoas escolham justamente esse período para sair. E quase todo mundo escolhe praia – o que parece óbvio, já que estamos em pleno verão -,  sendo a Sardenha o destino queridinho da grande maioria!. Os florentinos batem em retirada e o centro histórico é tomado por idiomas de todo o mundo.

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Olhem que tranquilidade! Este local fica perto da minha casa, a 10 minutos do centro histórico de Firenze. Imaginem que aqui é praticamente impossível conseguir uma vaga para estacionar o carro nesse horário. Esta é a situaçao agora em agosto: vagas disponíveis em quase todo o quarteirão. E outra: o trânsito flui que é uma beleza nessa época do ano! 😉

 

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Agosto nos bairros de periferia é uma tranquilidade! Os locais saem para curtir as férias na praia ou na montanha e o que a gente encontra são cartazes informando o período de fechamento de estabelecimentos comerciais

Com isso, em agosto, muitos escritórios e empresas suspendem suas atividades.  Assim como os estabelecimentos comerciais. É que aqui muitas bodegas, bancas de revista, restaurantes e lojinhas são de gestão familiar e eles não têm costume de contratar outras pessoas; por este motivo eles fecham as portas. E o curioso é que você poderá encontrar uma plaquinha escrita a mão afixada na porta  informando que o estabelecimento está fechado por determinado período para férias. Isso acontece mais frequentemente nas periferias, pois no centro da cidade essa realidade está mudando. Há alguns anos, como em 2009, Firenze sentiu a crise e alguns hotéis do centro interromperam as atividades no período de verão. Só que atualmente a realidade é bem diferente. Como Firenze tem registrado grande movimento de turistas, já que agosto é mês de férias escolares em diversos países aqui do velho mundo,  os estabelecimentos estão se reorganizando para não perder clientela. Quem fechava o batente o mês inteiro passou a ter apenas 2 semanas de férias neste período.

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A Ponte Vecchio num fim de tarde de verão

Os setores da hotelaria, comércio e entretenimento perceberam o grande aumento do fluxo de turistas na cidade, afinal, agosto é  alta temporada. Lojas de grife do centro que outrora fechavam e concediam férias coletivas agora estão sempre abertas, inclusive aos domingos.  Esse é o novo perfil de Firenze em agosto.

 

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Organizada pela Foodora & Lungarno, a Pink Party deu as boas vindas ao verão. A festa aconteceu na Corte di Zap

 

Durante o verão Firenze está cheia de vida e é palco de diversos eventos culturais, shows e concertos.
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No verão um programa imperdível em Firenze é o por do sol do piazzale Michelangelo. Em agosto o sol se põe por volta das 20 horas

Agora vou elencar 5 pontos que você precisa considerar caso venha visitar Firenze neste período. Mas se pra você nada disso parecer atrapalhar, venha e aproveite como puder!  Ao menos estará ciente do que poderá encontrar:

  • agosto é  bem quente e é raro conseguir hotel com piscina
  • muitas acomodações não têm ar-condicionado (certifique-se que seu hotel dispõe de ar)
  • pode ser que você encontre lojinhas de artesanato e sorveterias artesanais fechadas
  • transporte público funciona com serviço limitado (os ônibus circulam com menos frequência)
  • alguns museus e atrações funcionam em horários especiais (melhor conferir nos sites as atrações de seu interesse para evitar contratempos)

 

O que significa Ferragosto? 

Para os religiosos, Ferragosto é a Festa da Assunção de Maria, dia em que a mãe de Jesus teria subido aos céus. Do latim,  Feriae Augusti, é um feriado nacional instituído pelo Imperador Augusto em 18 a.c. Este feriado surgiu na Roma Antiga para dar folga aos trabalhadores do campo, para que eles pudessem descansar e recarregar as energias depois da época das colheitas. Antigamente era chamado de Consualia,  em homenagem ao deus Conso, protetor da agricultura.

 

Caso queira saber quais as características de cada estação do ano, não deixe de conferir o post qual o melhor período do ano para visitar a Itália. Quer os endereços de onde tomar um gelato super gostoso? Veja o post As melhores sorveterias de Firenze. 

 

Este post faz parte da blogagem coletiva #verãonaitalia. Confira também a opinião de mais 4 blogueiras sobre essa temporada aqui na Itália:

Ke Viagem – Viajar para a Italia em agosto

Vou pra Roma – Verao em Roma, ja sabe o que fazer?

A Bolonhesa – Como sobreviver ao verão italiano

Descobrindo a Sicilia – Verão na Sicília,  dicas da bella stagione

*Post atualizado em Julho 2017

Quer dicas de hotéis em Firenze? Confira aqui  uma relação para diversos gostos e bolsos.

 

Adquira os seus bilhetes sem impressão e sem fila. É pratico e simples, clique aqui.

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Os cafés de Firenze 

Mercado Central de Firenze

Ponte Vecchio

Anghiari, na Toscana

O conceito do slow travel

A cúpula do Duomo de Firenze

 

 

Lojas baratas em Firenze

Por mais que sua viagem seja apenas cultural e o orçamento esteja curto, sempre tem alguma coisinha que você vai querer levar pra casa. E te desafio a passar por Firenze e não comprar nada! Já escrevi um mini-guia sobre compras em Firenze e sobre as lojas de luxo em Firenze e no post de hoje indico as lojas baratas em Firenze, onde você vai poder escolher peças bacanas sem esvaziar a carteira. Firenze é uma cidade pequena e vou relacionar algumas ruas imperdíveis, todas bem próximas, onde vocês poderão adquirir roupas, sapatos, maquiagem e artigos para a casa a precinhos bem camaradas.  E vou logo avisando: se você visitar a cidade no verão vai ser impossível resistir a umas comprinhas durante as promoções! Muitas marcas já anteciparam, mas oficialmente os saldi (promoções) da temporada começam neste sábado, dia 1/7, e duram de 15 a 45 dias. Geralmente vigoram até meados de agosto, dependendo do estoque e da decisão da marca e dos próprios lojistas em relação ao período dos descontos, que vão de 20 a 70%. Portanto, juntando o útil ao agradável, só tenho a desejar a vocês boas compras!

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Endereços:

 

Via Panzani e via de’ Cerretani – Essas 2 ruas na verdade são a continuação uma da outra. Saindo da estação ferroviária Santa Maria Novella em direção ao Duomo você vai passar por ela. Este é um dos trechos mais trafegados da cidade, com diversas lojas,  bares e hotéis. Mas vamos ao que interessa: uma das primeiras paradas é a loja Tiger. Aqui você vai poder adquirir artigos para a casa, brinquedos e peças decorativas a preços super acessíveis!  Nesta rua tem a marca italiana Benetton, a Promod e a Motivi, marcas de roupas feminina com vestidos na faixa dos 30 euros. Para acessórios, a  cadeia inglesa Accessorize com bolsas, bijoux e sapatos super gracinhas e baratos. Outras lojas que sugiro são a Dixie (roupas mais moderninhas e bem bonitas) a  Golden Point, com produtos para homens e mulheres, como roupas íntimas, pijamas, meias, moda praia e a Kiko para maquiagens e produtos de beleza. Não deixem de entrar na loja de departamentos Oviesse, uma cadeia com mais de 900 lojas em toda a Itália. Esta é uma loja de fast-fashion popular onde você encontra roupas para homens, mulheres e crianças, além de artigos de higiene e beleza, na perfumaria Limoni, que pertence à marca.

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A loja de design escandinavo Tiger, com produtos práticos para o dia-a-dia. Peças divertidas e decorativas a preços bem em conta

 

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Na loja Kiko batons a partir de € 2,50

 

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Vestido na loja fast-fashion Oviesse

 

Via Calzaiuoli –  Esta é outra rua ótima para bem busca lojas econômicas. A via Calzaiuoli vai do Duomo até a piazza della Signoria e possui muitas lojinhas bem próximas umas às outras. Aqui você vai encontrar outra loja da Kiko e a marca  Tezenis, de roupa íntima para adultos e crianças, com pijamas, meias, camisetinhas e leggings a preços bem em conta. Para calçados,  a loja Bata, para bolsas, sandálias, botas e sapatilhas (na faixa dos 20 a 50 euros). Se precisar de artigos como malas, bolsas e acessórios não deixem de passar na  Carpisa, (as bolsas custam em média 30 euros). Na via Calzaiuoli tem também uma loja da Disney Store e Victoria’s Secrets. 

 

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A via Calzaiuoli é uma rua bem movimentada: ela liga o Duomo à piazza della Signoria

 

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Vitrine da loja Bata

 

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Para homens, mulheres e crianças: a marca italiana Tezenis tem roupas confortáveis, homewear, fitness, acessórios e artigos para praias

Via Calimala–  Nessa rua ficam 2 lojas da Zara, uma de frente para a outra.  Bem perto tem a loja  Geox, de sapatos e casacos e a Puma. Esta é a rua do mercado del Porcellino onde vocês poderão encontrar artigos de couro, típicos de Firenze.

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Zara – a marca de fast-fashion tem 2 lojas no centro da cidade e ficam praticamente uma de frente à outra. Esta fica a poucos passos da piazza della Repubblica e a outra mais à frente

 

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Calçados da Zara

 

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Bem perto do Mercado do Porcellino, na via Por Santa Maria, tem uma loja da H&M de 2 andares

 

Algumas das lojas que citei acima você encontra também na estação ferroviária Santa Maria Novela, como Tezenis, Kiko e Tiger.

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E vocês, conhecem outros endereços de lojas baratas aqui em Firenze? Colabore e deixe nos comentários as suas dicas.

 

 

 

Empreender na Itália

Quando uma pessoa resolve mudar de país para se aventurar em terras estrangeiras dificilmente imagina que um dia ela pode ser dona do próprio negócio.  Ao menos para os brasileiros que entrevistei foi dessa forma. Fico feliz demais quando vejo meus compatriotas conquistando espaço e triunfando.

Empreender na Itália

Não é fácil, é preciso compreender a cultura local, estudar o mercado e ter paciência para aguardar  os resultados.  Abandonar a estabilidade de um contrato de trabalho para se arriscar por conta própria é um grande desafio. Vocês poderão conferir nos depoimentos, que fazem parte da série sobre viver na Itália, a experiência de 3 brasileiros que se lançaram  nessa aventura cheios de otimismo e  coragem e contam como é empreender na Itália:

 

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Andreia Cruz em seu atelier de Firenze

Andreia

A gaúcha Andreia Cruz vive em Firenze há 13 anos. Desde o primeiro curso que fez de Modelagem que fez logo quando chegou até os dias de hoje, sua vida profissional mudou completamente. Atualmente ela administra o seu próprio negócio, onde cria vestidos de noivas e festa sob medida que saem do ateliê com seu nome estampado na etiqueta.  “Acho que o brasileiro tem uma marcha a mais por natureza, o fato de ter morado em outros países como no meu caso, me permite de colecionar habilidades, experiências e ter um olhar diferente em relação aos meus prováveis concorrentes”.

1) Qual a sua formação e desde quando vive na Itália?

Estudei Fashion Design no Brasil, na UCS (Universidade de Caxias do Sul), e estou na Itália desde 2004. Aqui cursei modelagem na Polimoda, Master in Pattern Techniques na Tr Cutting School, e especialização em bordados para alta moda.

 

2) Quais os trabalhos que desenvolveu aqui na Itália? Sempre atuou na sua área?

Sempre trabalhei na área de moda. Ainda no Brasil trabalhei por 4 anos em um atelier de alta costura, aqui na Itália, após terminar os estudos na Polimoda, trabalhei como modelista paras as marcas Gucci, Alexander Mcqueen e Saint Laurent. Minha última experiência na indústria foi para Vivienne Westwood onde passei uns dois anos como responsável da modelagem da primeira linha, a Gold Label.

3)  Como foi a ideia de abrir o seu próprio atelier? Quando você entendeu que era o seu momento?

Na verdade esse sempre foi meu sonho, sempre gostei muito de trabalhar diretamente com a cliente, oferecer o que ela não encontra nas lojas, peças exclusivas e sob medida, com estilo e modelagem personalizada. Ao deixar meu trabalho na Vivienne, passei um ano  só lecionando modelagem na Polimoda. Sempre tinha um vestido de alguém pra fazer. No início era  na minha casa, até que em 2015 resolvi mudar e abrir o atelier onde é hoje

4) Você está  satisfeita com a sua decisão?

Sim

5) Quais as maiores dificuldades que um empreendedor (empresa de pequeno porte) precisa enfrentar aqui na Itália?

Toda a burocracia e as altas taxas.

6) Qual o valor com o investimento?  E com o aluguel e  contas?

Como investimento inicial, se calcular reforma do local, mobília, decoração, maquinário e matéria-prima, em torno a € 20 mil

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Criação assinada pela estilista Andreia (Fotos Sam Sacramento)

 

 

Cristina

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Cristina e sua doce e inseparável companheira, a cadelinha Terry

Habilidosa e criativa,  a goiana Cristina Borges já foi fabricante de velas artesanais e de produtos pet. Apaixonada por design, há 10 anos ela administra junto ao marido Francesco o charmoso B&B  Podere Gattabigia onde a gente nota a forma especial e carinhosa com que se dedica às minuciodades, percebidos em cada cantinho do agroturismo, que fica a poucos quilômetros de Firenze.

1) Qual a sua formação e desde quando vive na Itàlia?
Sou interior designer e vivo aqui há 16 anos.  Na verdade vim morar em Firenze por acaso, porque meu curso de italiano era na Linguadue em Milão com duração de 1 ano, mas não me adaptei na cidade por causa do clima e pedi a transferência do curso para Firenze, mesmo porque o curso sucessivo de restauro seria aqui.

2) Quais os trabalhos que desenvolveu aqui? Sempre atuou na sua área?
Trabalhei para a Poltrona Frau e Roche Bobois por vários anos atuando na minha area e há 10 anos me dedico somente a projetos de clientes privados e ao nosso b&b .
3) Você está satisfeita com a sua decisão?  De quem foi a ideia de abrir o agroturismo?
Completamente satisfeita. A ideia foi minha e do meu marido
4) Já havia imaginado que um dia abriria o próprio negòcio? Como deu-se a concretização desse projeto?
Pensava em abrir um escritório de Design de interiores, mas nunca imaginei em abrir um b&b. Mas como Francesco já tinha a casa no campo (em ruínas), resolvemos entrar juntos nesse percurso.
5) Quais as maiores dificuldades que um empreendedor (empresa de pequeno porte) precisa enfrentar aqui na Itália?
Acho que como todos, as altas taxas impostas pelo governo.
6) Como é seu ritmo de trabalho?
Trabalho 16 horas por dia de março a outubro e nos outros meses me dedico aos meus clientes privados, preparo o b&b para a estação do ano seguinte e saio de férias obviamente.
7) É muito alto o investimento para esse tipo de atividade?
Acho que tem possiblidade para todo bolso.
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Aqui turistas de todo o o mundo se sentem em casa e são recebidos com o maior carinho e hospitalidade. O B&B fica em Lastra a Signa, a apenas 30 minutos de Firenze

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Fotos: Cadeira Amarela

 

 

Totô

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Com grande experiência no setor de restaurantes desde que chegou em Firenze,  Totô atualmente possui seu próprio estabelecimento

O gaúcho Jean Ribeiro, conhecido como Toto,  vive na Itália desde 1995. Veio sem muitas expectativas, gostou de viver aqui em Firenze e resolveu ficar.  Atualmente ele é sócio no restaurante  Baldovino,  nas proximidades da  praça Santa Croce ?.

 

1-  Quais os trabalhos que desenvolveu? Sempre atuou na sua área?

Sim, sempre atuei na área de restaurantes e enotecas, casas de vinhos

2 – Como foi e quando surgiu a ideia de abrir o seu próprio negócio?

Na verdade, em 1998 eu entrei como sócio na trattoria Baldovino, aqui na região de Santa Croce. E depois abrimos a então Enoteca Baldovino, onde realmente nasceu minha paixão por vinhos. Depois disso fiz experiências em outros locais e voltei há pouco tempo  pra cá, agora como Baldovino.

3- Você está satisfeito com a sua decisão? Quantas horas trabalha por semana, em média?
Sim, muito satisfeito com minha escolha, adoro socializar com clientes de toda parte do mundo, difícil dizer quantas horas trabalho por semana,  mas trabalho muito! Na verdade o cansaço é mais mental do que físico. Eu sempre adorei trabalhar com público,  me dá muita satisfação. A gente conhece pessoas de todo o mundo, isso é muito bacana e me dá energia.  O que não é simples é administrar o local. O restaurante é pequeno e não é tão simples coordenar os pedidos, horários,  problemas internos e a pressão, a corrida contra o tempo. Mas eu gosto muito, estou muito satisfeito!

4- Quais as maiores dificuldades que um empreendedor (empresa de pequeno porte) precisa enfrentar aqui na Itália?

O que mais pesa realmente são as taxas e mais taxas, impostos, aluguéis e funcionários, sempre menos competentes… mas vamos em frente!

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Outras entrevistas sobre viver na Itália:

Maternidade na Itália

Trabalhar na Itália

Namoro à distância

 

20 atrações grátis em Firenze

Dicas de Firenze

A Igreja de Santa Croce

Nonos da Itália 

 

Viajar de trem na Itália

 Viajar de trem na Itália é prático, econômico e seguro. Acredito que a maioria dos brasileiros que chega à Firenze acaba escolhendo o trem como meio de transporte  já que o aeroporto da cidade não é intercontinental. Neste post dou dicas de como se locomover e economizar

Quem vem do Brasil para a Itália geralmente desembarca em Roma ou Milão e depois começa a explorar o país de carro ou de trem, que é certamente o meio mais eficiente pra você se locomover entre as cidades.

Viajar de trem é simples, prático e econômico. Mas você tem medo só de pensar na possibilidade de enfrentar uma estação ferroviária e se confundir sem saber qual trem precisa pegar? Esta é preocupação de muitos brasileiros que enviam mensagens buscando informações sobre como viajar de trem na Itália. Preparei este post com algumas informações úteis e esclarecedoras para quem tem receio de pegar  trem. Preste atenção nessas dicas e tenho certeza que na próxima viagem de trem você vai conseguir tirar tudo de letra.

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A principal estação de trem de Firenze é a Santa Maria Novella, que fica no centro da cidade. Comparada com Roma e Milão, é uma estação pequena onde é mais fácil você conseguir se virar pois possui 19 plataformas. É a 4ª no país em fluxo de passageiros

As principais companhias ferroviárias italianas são a Trenitalia e a Italo:

 

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A Italo é uma companhia privada e opera apenas com trens de alta velocidade que viajam a uma velocidade de até 360 Km/h.  É fácil reconhecer um trem da Italo: seu  design é mais moderno e ousado, com a frente afunilada. Seu projeto é o resultado de uma eco-projetação com a finalidade de causar menos impacto ao ambiente.  A Italo cobre as seguintes cidades: Milão,  Nápoles, Salerno, Roma, Torino, Padova, Bolonha, Verona , Ferrara, Firenze, Brescia, Rimini, Veneza e Reggio Emilia. Se o seu interesse é explorar a Toscana será necessário adquirir o bilhete com a Trenitalia. A frota da Italo conta com  25 trens AGV  e desde o final do ano passado mais 12 trens chamados “Evo” Pendolino entraram em funcionamento. A Italo tem 4 ambientes em seus trens, que são: Smart,  Comfort, Prima e  Club Executuve. As classes superiores da Ítalo são super confortáveis.

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Trenitalia

 

A Trenitalia  opera em praticamente todas as cidades italianas. As categorias dos trens da  Trenitalia, que é a principal sociedade italiana de gestão do transporte ferroviário de passageiros, são  as seguintes:

  • Le Frecce – são os trens de alta velocidade, que fazem de 250 a 300 Km/h . Os trens Freccia são velozes e muito confortáveis. FrecciaRossa (viaja a 300 km/h), FrecciaArgento (viaja a ate 250 Km/h)e FrecciaBianca são os trens de alta velocidade (AV).   Assentos com lugar marcado.  Oferecem serviço de bordo e água e snacks são grátis. Esses trens costumam ser pontuais e mantidos em ótimo estado.
  • Intercity – eles foram substituidos pelos trens Le Frecce.  Alcança 200 Km/h e ligam mais de 200 cidades italianas.  Passou a ser menos procurado.
  • Regionale – circulam em determinada região e param em praticamente todas as estações. É comum que aconteçam atrasos de poucos minutos.
  • Regionale Veloce – é um trem parador que circula em determinada região e para em alguma estações menores.  São os trens que trazem os moradores dos arredores de Firenze,  que fazem a pendolare por exemplo.  são os trens utilizados para quem quer fazer um bate e volta.

 

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Trens regionais e regionais velozes

São os trens que circulam em uma determinada região, portanto é chamado de Regionale.  Importante lembrar que não vem especificado no bilhete o horário e nem o número do seu assento, pois não é possível comprar o bilhete com o assento marcado. Geralmente o valor da tarifa é a mesma para os trens  Regionale e Regionale Veloce.

Exemplos da duração da viagem em trens “regionali” / “regionali veloci”  saindo de Firenze e valor em euros:

Para Pisa: 49 minutos /  1:29 (€ 8,40)

Para Lucca: 1:19  (€ 7,50)/  1h45 ( €9,60)

Para Cortona Camucia:  1:20 / 1:48  (€10,70)

Para Arezzo: 45 minutos /  1h30 (€ 8,40)

Muitas cidades aqui da Toscana não são servidas por trens mais velozes e algumas não possuem nem mesmo estação ferroviária. Para quem explora a Toscana e opta pelo trem geralmente viaja no Regionale ou Regionale Veloce.  Na hora de adquirir o bilhete preste atenção na duração da viagem pois às vezes voce consegue comprar bilhete em trem mais rápido  pagando o mesmo valor.

 

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Qual companhia escolher? 

A escolha entre as companhias Trenitalia e a Italo vai depender da necessidade de cada viajante. Cada uma delas  classifica seus trens com nomenclaturas diferentes, assim como as classes de tarifa, que é o determina o valor do bilhete. Baseado na classe você terá, por exemplo, mais conforto em seu vagão e maior flexibilidade para alterar a data ou o horário de sua viagem. A diferença de preços entre a Trenitalia e a Italo pode ser enorme! Se quiser economizar,  compare os preços de ambas antes de adquirir os bilhetes e tente adquiri-lo algumas semanas antes da viagem.

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Adquirir o bilhete

Você pode comprar através da internet ou na estação de trem: nos guichês ou nas máquinas, ou seja, no caixa automático, que oferece a possibilidade inclusive em português. É super simples, prático e seguro. Existem máquinas que aceitam cartão e outras apenas dinheiro em espécie.

Para as compras online: Assim que entrar no site será preciso informar o percurso: dove vuoi andare? (a Italo vai te perguntar assim). Depois é preciso colocar as datas e marcar o percurso.  Depois prossiga informando se é apenas ida ou de ida e volta, isso é, andata e ritorno e indicando o número de passageiros. Se tiver bebê de colo (0 a 13 meses sem lugar marcado) marque Infant e para adquirir lugar para crianças, de 0 a 13 anos, selecione bambino.

Com a Trenitalia é tudo bem parecido, mas como a empresa há diversos tipos de trem, na dúvida, a melhor opção é marcar  “Tutti i treni”  antes de escolher o itinerário (englobam os trens Freccia,  Intercity e os regionais). Mas se quiser os trens mais rápidos,  que são os Frecce, marque apenas “solo frecce”. Esses trens mais rápidos não atendem estações menores, que são servidos de trens Intercity ou Regionali. Tenha certeza do nome da estaçao de partida (“da“) e chegada (“a“). Em Firenze tem a SMN e a Campo di Marte, de onde partem os trens para Verona, por exemplo. Depois de preencher o motor de busca clique em “cerca”. A partir do resultado você poderá escolher o trem.  As opções são apresentadas com os valores e as classes de reserva, que são a categoria do vagão e serviços oferecidos .

Para trens Italo e os Le Frecce da Trenitalia não precisa imprimir o bilhete, apenas ter o numero da reserva que é enviado através de torpedo ou email.

Cadastro – As companhias têm um cadastro para quem mora na Itália pois depois enviam para a sua residência o seu cartão fidelidade, para vantagens e acúmulo de pontos. Mas não é obrigatório o cadastro para efetuar a compra, dá pra fazer a compra sem se registrar, mas não deixe de informar seu email. Quando a compra é através da internet a confirmação da compra é através de torpedo e email com o código.

Preencher: na hora de preencher usando os dados dos viajantes, na companhia Trenitalia voce precisa informar o nome de apenas 1 dos viajantes.  Com a Italo é preciso colocar o nome de todos.

 

Com que antecedência é melhor adquirir o bilhete?

Bem, isso depende de alguns fatores, como por exemplo,  o período do ano e  o destino desejado. Geralmente 120 dias antes do embarque você já consegue visualizar no site e adquirir os bilhetes para os trens Le Frecce, Intercity , da Trenitalia, e Italo.  Eu gosto de comprar sempre com 1 mês de antecedência.

Abaixo uma simulação para uma viagem de Firenze a Verona para embarque dia 15 de junho:

 

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Viagem para Verona: atenção que a estação que a Trenitalia utiliza para saída de Firenze é Campo de Marte

Uma recente pesquisa da GoEuro mostrou que comprando com 1 mês de antecedência você pode economizar cerca de 50% (foram analisados 8 principais destinos da Trenitalia). Eu faço sempre pesquisa de preço e escolho a companhia baseado no valor e horários que me atendem.

Para os trens regionais da  Trenitalia você pode comprar no dia da viagem, pois não vem impresso no bilhete o horário e nem é possível adquirir com lugares marcados. Somente a data vem especificada no bilhete, que precisa ser utilizado naquele mesmo dia.

 

É preciso timbrar o bilhete na máquina?

Depende se os bilhetes foram adquiridos pela internet ou na estação (nos guichês ou nas máquinas).

Se viajar com os trens Intercity e Freccia da Trenitalia e da Italo não é necessário.  Tenha em mãos o numero do PNR (QR-code).  Há muito tempo nem imprimo mais, apenas mostro a confirmação que recebo via email ou celular (você pode apresentar também o código da reserva).

Os bilhetes dos trens regionais precisam ser validados. As máquinas ficam nas plataformas de embarque. Ao inserir o bilhete para validar, a máquina imprime a data e o horário. E caso tenho comprado o bilhete na máquina lembre-se que o bilhete vale apenas para aquele dia específico.

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Validar o bilhete antes de entrar no trem para quem compra na bilheteria ou para os viajantes de trens regionais. Se comprar os bilhetes na bilheteria ou nas máquinas, não esqueça de timbra-los na plataforma

 

Na estação ferroviaria – Identificar o número do trem para saber a plataforma de embarque

Como saber qual trem pegar?  Identifique no painel o número do seu trem e horário de saída. Ex: Vamos imaginar que saindo de Firenze o seu destino seja Bolonha, com trem Trenitalia  número 1876, saindo de Firenze às 18. Muitas vezes esse trem provém de Roma e vai até Milão (ele faz todo o percurso com este mesmo número). Como saber em qual plataforma pegar o trem? Existe um painel eletrônico escrito Partenze (que são os trens que partem dessa estação) com o número, horário e a plataforma. Preste muita atenção pois às vezes o painel mostra em evidência o último destino do trem (Milão) e isso pode te confundir. O importante é se orientar pelo número do trem e o horário de saída.

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Existem muitos painéis com as Partidas e Chegadas informando o número da plataforma dos trens

Do aeroporto de Roma para Firenze:

Existe trem direto do aeoporto de Fiumicino (Roma) até a estação  Firenze Santa Maria Novella. Para preencher os dados para pesquisa escreva “Fiumicino aeroporto”. Fiz esta simulaçao de viagem saindo de Roma, Fiumicino às 11:08. A  duração da viagem é de 2 h e 14 minutos e as tarifas custam a partir de 31,50 euros.

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Leonardo Express: 32 minutos do aeroporto de Fiumicino até o centro de Roma

 

Alterações

É possível alterar os bilhetes mas isso depende da regra da tarifa adquirida.  Caso tenha dificuldade em fazer por telefone vá até a estação ferroviária e converse pessoalmente para ver as opções e efetuar o pagamento caso haja diferença tarifaria e multa para alteração.

Termos que você precisa saber

trem- treno ; plataforma- binario;  vagão :- carrozza ; poltrona – posto; bilhete- biglietto ; partidas– partenze  ; chegadas – arrivi ; ida– andata; volta– ritorno; troca – cambio

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Importante: você só vai saber a plataforma de embarque minutos antes do trem partir. Não é possível sabermos com antecedência , muito menos quando adquirimos o bilhete de qual plataforma o trem parte. Existem os painéis  com a escrita  “partenze” que indica a cia, o número do trem, o horário e a plataforma de embarque

Vale a pena viajar de trem pela Toscana?

O trem é uma ótima  maneira de viajar pela Toscana, principalemnte entre cidades de porte médio e grande, que apresentam as estações geralmente no centro. É muito prático e fácil  viajar de trem pois você não vai ter preocupação de procurar estacionamento para o carro, tarefa complicada aqui na Itália.  Não deixe de considerar que  muitas lindas e graciosas cidades da Toscana não possuem estação ferroviária, pois encontram-se em colinas, como por exemplo Cortona e Volterra. Outro lugar onde o trem pode não ser a melhor opção é Siena, pois a estação fica fora do centro. E para San Gimignano e Monteriggioni é melhor ir de carro.  Cidades que possuem estação de trem no centro da cidade: Pisa, Lucca, Arezzo, Certaldo, Carrara e Viareggio.

 

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Estações ferroviárias de Firenze:

A estação Santa Maria Novella fica no centro da cidade e a de Campo di Marte fica a 15 minutos de centro histórico.

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A principal estação ferroviária de Firenze é a Santa Maria Novella