A experiência em um hotel 5 estrelas de Roma

Há algumas semanas estive em Roma para conhecer o Hotel de Russie, um requintado 5 estrelas localizado entre a Piazza del Popolo e a Piazza di Spagna. O hotel, inaugurado no ano 2000, faz parte da luxuosa rede Rocco Forte Hotels, dos irmãos Rocco Forte e Olga Polizzi.  Neste post vou contar como foi a minha experiência de hospedagem em um dos endereços mais tradicionais e exclusivos da capital italiana, excelente opção para quem viaja a lazer ou a trabalho.

 

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A rede foi fundada em 1996 pelos irmãos Rocco Forte e Olga Polizzi. A família está no segmento da hotelaria há 4 gerações

O serviço é impecável, com staff gentil, atencioso, simpático e discreto. Além de oferecer serviços como agendamento nos restaurantes indicados pelo concierge ou transfer privativo para o aeroporto, o hotel disponibiliza, por exemplo, experiências exclusivas para os clientes, como consultorias privadas nas áreas vips das mais renomadas lojas de grife, que ficam todas naquela região.

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A varanda do meu apartamento era de frente, com vista para a Piazza del Popolo

Poucos minutos após a minha chegada em meu apartamento, localizado no 4º andar, fui contemplada com uma bandeja de tira-gostos e um kit com a receita e os ingredientes para preparar o meu próprio drink de boas-vindas.  Segui as instruções e voilà, o meu Martini Cocktail estava pronto!

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O espaçoso quarto tem escrivaninha, sofá,  poltrona e objetos de design e livros sobre requintada mobília. As camas são bem grandes, confortáveis, decoradas com almofadas e travesseiros.

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Este foi o apartamento onde me hospedei. Quarto espaçoso, elegante e repleto de luz natural

 

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O banheiro de mármore com mosaicos greco-romanos nas paredes

 

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Um bilhete de boas-vindas escrito a mão e uma bandeja com os ingredientes e instruções para preparar um cocktail. Turn-down service que prepara o quarto à noite e pela manhã o seu jornal é deixado na porta do quarto

O turn-down, serviço oferecido pelo hotel que transforma o quarto num ambiente agradável  para dormir, inclui o fechamento das portas da varanda e cortinas, uma bandeja com água natural e com gás na cabeceira, camas prontas para dormir e chinelinhos colocados ao lado da cama e um bilhetinho com a previsão do tempo para o dia seguinte.  Como é bom sentir-se paparicada!

História do hotel

O Hotel de Russie abriu suas portas no final do século 19,  num edifício  construído em 1818 para a família Torlonia.  Funcionou até o ano de 1969 como hotel e por 40 anos foi a sede da rede italiana Rai.

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Uma grata surpresa! O jardim do hotel, um oásis verde inimaginável por quem observa a estrutura do lado de fora. O pátio do jardim tem área com cantinhos charmosos excelentes para leitura, relax ou bate-papo

O hotel foi projetado por Tommaso Ziffer e uma das áreas mais maravilhosas é o jardim no pátio interno, o Giardino Segreto, um oásis verde que encanta e surpreende os visitantes. O jardim foi reprojetado por Giuseppe Valadier, o mesmo arquiteto que desenhou a Piazza del Popolo e o atual design leva a assinatura da paisagista Antonella Daroda. Diariamente o jardim, que ganhou muitas espécies de rosas e laranjeiras, recebe cuidados e suas árvores centenárias estão protegidas. Conta também com uma horta,  com plantinhas de basílico, alecrim e outras ervas.

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O Giardino Segreto

 

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Com o doorman Christian, que desde a inauguração do hotel, no ano 2000, recebe os clientes com simpatia e profissionalismo e Chiara Di Fonzo, Communications & Marketing Executive

 

Instalações 

O hotel conta com 10 categorias de apartamentos. No total são 120, com tamanhos diferentes.  São 86 quarto e 34 suítes. Todas as unidades oferecem Wi-fi complementar, TV com entretenimento interativo, frigobar, cofre, roupão e chinelos.  Os banheiros, com banheira, são em mármore, com amenities de higiene e beleza assinados Forte Organics, produtos fabricados com ingredientes orgânicos na propriedade da família na Sicília.

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A Superior Deluxe Suite (foto divulgação site Hotel de Russie)

O hotel apresenta um mix do estilo clássico e contemporâneo, onde impera o verde, que caracteriza o Hotel de Russie.  Nas paredes, quadros com monumentos da cidade, objetos vintage,  almofadas coloridas em ricos tecidos.  A designer do hotel é a sócia Olga Polizzi.

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Uma das Executive Suites

Eu visitei o hotel em maio, mês de alta temporada e o hotel estava com ocupação quase total das categorias superiores.  Pude visitar algumas das Executive Suites, que foram recentemente renovadas. Elas apresentam uma vista deslumbrante para o esplêndido jardim.

 

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O maravilhoso terraço da Nijinsky Suite, a mais cara do hotel , com 172 m2 (foto divulgação)

 

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A Popolo Suite, com varanda e vista para a Piazza del Popolo (foto divulgação)

Restaurante, bar e spa

Na área do jardim fica o Restaurante Le Jardin de Russie, que traz o ilustre chef Fulvio Pierangelini (já tive o prazer de jantar no restaurante Irene de Firenze, do qual é supervisor criativo), e o requintado Bar Stravinskij.

O café-da-manhã é servido no salão do restaurnte e pode ser tomado nos jardins. O buffet com frutas frescas, yogurts e geleias homemade, bolos, tortas, queijos, presuntos.

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O salotto com o completo buffet. Começar o dia com um café-da-manhã caprichado no deslumbrante jardim do hotel é uma experiência única!

No andar térreo fica um equipado Spa,  com hidromassagem com água quente e salgada, salas para tratamentos, sauna finlandesa , banho turco, cabeleireiro e  até uma academia com instrutor.

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O bar Stravinskij é um endereço requisitado na capital italiana e costuma reunir vips e jetsetters. O cardápio com a relação de drinks é vastíssima!  O bar tem menu variado e caprichado para quem fazer refeições, desde antepastos, saladas, massas, sopas, carnes, peixes e diversas opções com caviar.

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O fascinante bar Stravinskij, onde você pode saborear drinks inovativos seja neste ambiente moderno e refinado que na área externa do jardim, em total relax!

O restaurante, o bar e o Spa são abertos mesmo para quem não está hospedado no hotel. No andar térreo ficam 4 salas de reuniões  para celebrações privadas e eventos corporativos.

 

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A entrada do Hotel de Russie, na via del Babuino (foto divulgação)

Localização –  O Hotel de Russie  fica na via del Babuino, a apenas 45 metros da Piazza del Popolo. A rua onde está localizado o hotel permite que você caminhe a pé para explorar diversos pontos interessantes da cidade. Imaginem que a apenas 5 minutos  você chega na Piazza di Spagna e dali pode circular por uma das áreas mais elegantes para compras da cidade, que é a região das luxuosas lojas de grife que estão na via dei Condotti e Borgognona.

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A praça e a entrada do maravilhoso parque da Villa Borghese, uma área verde de 2800 metros quadrados, que é praticante integrado ao jardins do hotel

 

A rede Rocco Forte conta com 10 hotéis e resorts:

Hotel de Russie, em Roma

Savoy, em Firenze,

Verdura Resort, na Sicilia,

The Balmoral, em Edinburgo, Browns’ Hotel , em Londres,

The Charles Hotel, em Munique,

Villa Kennedy, em Frankfurt,

Hotel de Rome,  em Berlin,

Hotel Amigo em Bruxelas

Astoria, em Sao Petersburgo.

 

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Via del Babuino, 9 – Roma

 

Fiquei hospedada no Hotel de Russie à convite da rede.  A gratuidade não condiciona o meu relato. As impressões  descritas no texto são pessoais e baseadas na minha experiência.

Compartilhei a minha experiência no Instagram @grazieateblog e se quiser conferir os vídeos que fiz, é só dar uma olhada nos destaques

 

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O pão toscano

Depois de um percurso de 15 anos, o pão toscano conquistou a Denominação De Origem Protegida e o Consorzio del Pane Toscano DOP apresentou recentemente toda a trajetória e as características do produto, de altíssima qualidade certificada. O pão caracteriza a história e a cultura da região desde a Antiguidade e é utilizado em muitas receitas aqui na Toscana. Alguns pratos  à base de pão toscano foram apresentados pelo chef Arturo Dori, na escola de cozinha Desinare, num evento que reuniu jornalistas e blogueiros.

 

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A maravilhosa cozinha da Desinare

 

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O pão toscano obteve a Denominação de Origem Protegida em 2016 e acaba de lançar nova logomarca e novo site com informações ricas e detalhadas a respeito do produto

 

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Roberto Pardini presidente do Consorzio del Pane Toscano DOP

O pão toscano de levitação natural é obtido com farinha de trigo mole do tipo “0”, fermento natural e água, sem aditivos ou outros coadjuvantes. O trigo é cultivado principalmente nas províncias de Livorno, Siena, Arezzo e Grosseto.  Uma vez obtida a farinha, são acrescentadas a massa ácida e a água.

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O chef Arturo Dori em ação

 

O pão toscano é  sem sal, com a crosta crocante e o interno macio. Pesa geralmente 500 g e pode ter a forma retangular, redonda ou oval. E outra importante  característica é em relação a sua conservação, que pode durar até 7 dias, graças à levitação com massa ácida.

 

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Como o pão é sem sal, é prefeito para várias combinações, seja com produtos salgados ou doce, como mel ou geleia. Cai perfeitamente bem com salames, presuntos e queijos típicos das tradições toscanas, pois resultam num excelente equilíbrio de sabores. O miolo do pão, que é macio mas consistente, permite combinações com diversos molhos e é o ingrediente principal para muitas receitas, como panzanella, pappa col pomodoro, ribollita e sopa toscana. A gastronomia toscana é baseada em ingredientes simples e genuínos, dando alusão à cozinha pobre, devido à sua origem camponesa e ao fato de que muitos pratos são preparados com reaproveitamento. Confira no blog os pratos típicos da Toscana.

 

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Crostini di fegatini. Pão com patê de fígado de frango

 

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A panzanella é um prato típico do verão, preparada com pão, tomate, pepino, manjericão e cebola

 

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Nhoque de pão by Arturo Dori

 

O pão toscano DOP  preserva e garante a originalidade da preparação e o controle da matéria-prima utilizada. E para reconhecê-lo é fácil, pois leva uma marca circular sobre o pão,  garantindo ao consumidor que o produto é certificado.

 

Antico Setificio Fiorentino

O Antico Setificio Fiorentino é uma das mais antigas e famosas tecelagens do mundo. Excelência do made in Florence, a empresa foi fundada em 1786 por nobres famílias florentinas e ainda funciona com teares originais do século 18.  A fábrica de seda produz estofados para cortinas, almofadas e toalhas usadas na decoração e  na restauração de luxo.

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Estive visitando a sede da empresa, que fica em San Frediano, no Oltrarno, região de grande tradição artesanal da cidade de Firenze.

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É uma verdadeira viagem ao passado presenciar as máquinas trabalhando sendo guiadas por artesãos no grande galpão da fábrica,  que possui teares manuais e semi-mecânicos em funcionamento.

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Os tecidos do Antico Setificio Fiorentino ornamentam prestigiosos museus e maisons não apenas na Itália mas como em diversos países do mundo. Galleria degli Uffizi, o Vaticano, o Palazzo Madama, indumentos do Palio de Siena, em Roma e o kremlin de Moscou. A fabrica de seda produziu tecido com desenhos exclusivos para papas, príncipes e princesas e famìlias nobres da Europa. E um fator interessante é que a tecelagem utiliza seda proveniente do Brasil, que tem a seda mais forte do mundo e apropriada ao teares artesanais.

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A empresa conta com 12 telaios em funcionamento, dos quais 6 são manuais do século 18 e 6 são mecânicos, do século 19

Relíquia de grande valor historico é o Orditoio de Leonado da Vinci, um tear  desenhado pelo mestre do Renascimento que ainda hoje é utilizado para a produção.

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A tecelagem pertenceu por muitos anos à família Pucci mas em 2010 foi adquirida pela maison fiorentina Stefano Ricci, de moda masculina. E quem quiser pode adquirir produtos para a casa como almofadas, cortinas, colchas e tecidos na loja da marca, ao final da visita à tecelagem.

Antico Setifico Fiorentino

Via Lorenzo Bartolini, 4

San Frediano

Visitas com hora marcada  – valor 100, euros

 

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Um dia em Pádua, a cidade de Santo Antônio

Pádua, a cidade do Santo, é charmosa,  dinâmica e um dos mais importantes destinos turísticos religiosos da Itália. Seu centro histórico apresenta construções em estilo medieval e renascentista que contrastam com alguns prédios de arquitetura mais moderna do século 20. É uma cidade rica histórica e culturalmente e apresenta um vibrante estilo de vida graças principalmente às suas universidades.

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Com 215 mil habitantes, a elegante Pádua é a cidade de Santo Antonio, padroeiro das crianças, protetor da família, dos casamentos,  e um dos santos mais conhecidos e venerados do mundo.

 

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Muitos brasileiros que visitam a cidade limitam-se à Basílica do Santo. Mas Pádua possui muitas outras incríveis atrações, principalmente no âmbito artístico. A cidade possui construções famosas e  praças imponentes, museus e  parques.   Até mesmo para quem quer fazer umas comprinhas poderá encontrar boas opções no comércio local, com  lojas de grife e ateliês com artesanato local. E muitos bares e restaurantes para um pitstop, onde turistas dividem as mesinhas com os locais, simpáticos, solícitos e hospitaleiros.

 

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Reserve um dia inteiro para explorar a cidade sem pressa. Pádua é elegante, graciosa e muito bonita. Tem 12 Km de pórticos (perde apenas para Bolonha e Torino). Eu havia visitado a cidade há muitos anos e resolvi voltar sozinha com mais calma para conhecer as atrações que ficaram falando.  Neste post apresento o que fazer em um dia na cidade.  Caso queiram seguir o meu roteiro, aqui listo 10 atrações pra fazer a pé na cidade. Fiz  um bate e volta saindo de Firenze.

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Corso del Popolo é a rua que precisamos pegar ao sairmos da estação para começar a explorar a cidade. Optei por fazer todo o passeio a pé

 

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 10 atrações de Pádua

1 – Basílica de Santo Antônio – Os padovanos chamam Santo Antônio de “Il Santo”. A Basílica del Santo é o principal monumento de Pádua e uma das maiores igrejas do mundo.  Independente de sua religião, uma visita ao local é obrigatória pois faz parte de  um verdadeiro circuito artístico. Construída em sua memória a partir de 1232 para guardar os restos do frade franciscano Antônio, que morreu em Pádua no dia 13 de junho de 1231, aos 36 anos.

 

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A igreja é um dos mais importantes santuários cristãos do mundo e recebe anualmente mais de 6,5 milhões de peregrinos

 

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A Basilica tem 155 metros de comprimento e 39 de altura

A construção apresenta uma fusão de estilos: românico na fachada,  gótico nos arcos e bizantino em suas capelas.  A igreja abriga muitas obras de artistas italianos.

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Caracterizado por diversas esculturas em bronze, o altar realizado por Donatello entre 1446 e 1453

Dentro da igreja está a  Capela do Tesouro, principal atração do local, que custodiam as relíquias do Santo. Na  Capela das Relíquias  estão a túnica do Santo, além de sua  língua e o queixo  do santo.

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O túmulo de Santo Antônio, na Capela da Arca

A igreja abriga a Capela da Virgem Maria, posteriormente anexada à basílica. Era uma pequena igreja chamado Santa Maria Mater Domni, onde estava o corpo do santo até 1262.

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O Chiostro della Magnolia, que faz parte do complexo da Basílica

O horário de abertura da Basílica  varia de acordo com o período do ano. Clique aqui para conferir.

2- Prato della Valle – a poucos minutos da Basílica está este enorme parque, uma  área verde com um canal circundado de estátuas. É a segunda maior praça da Europa e impressiona não apenas por sua imensidão mas também por sua beleza e imponência.  Antigamente hospedava um grande teatro romano e onde aconteciam corridas de cavalo. É um local lindo e agradável para passear, andar de bicicleta e  pegar sol.

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O praça é cercada por um canal com estátuas dos 2 lados. Ao fundo podemos observar a Igreja Santa Giustina

 

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Ao centro a Isola Memma

3- Duomo e Batistério –  O Duomo da cidade é dedicado à  Santa Maria Assunta. O  início da construção é do século IV e a construção atual é do século  16, em cujo projeto participou o mestre Michelângelo. Apesar dos trabalhos terem sido iniciados durante o Renascimento, em 1551, foi completada em 1754, e apresenta fachada inacabada.

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A Igreja de Santa Maria Assunta foi consagrada em 1754

4 -Piazza dell’Erbe della Frutta e dei Signori –  Neste local é onde acontece o mercado. É uma parte da cidade cheia de vida,  onde os cidadãos se encontram para  papear e escolher os produtos nas diversas bancas espalhadas por toda a praça.  Não deixem de visitar o andar de baixo que tem uma galeria com produtos gastronômicos.

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5- Palazzo della Ragione – Construído em 1218, sofreu ampliações em 1306. A construção, a mais imponente e símbolo da cidade,  tem 82 metros de comprimento por 27 de largura. Por séculos foi a sede do Tribunal. Conservava afrescos de Giotto que foram destruídos no incêndio de 1420. A “Grande Sala” do edifício é um espaço para exposições e encontros culturais. Visitável a pagamento.  O ingresso custa 6 euros ( o valor por varia em caso de exposições temporárias). Sobre os horários, detalhes aqui.

6- Cappella degli Scrovegni –  o prédio que abriga a capela é bem simples e uma pessoa que o observa de fora não pode imaginar o tesouro que guarda: o mais importante ciclo de pinturas do mundo!  A Capela foi construída na antiga Arena Romana no século 14 por uma rica família de banqueiros, os Scrovegni.  Encarregado por Enrico Scrovegni, em 1303 o artista toscano Giotto Di Bondone iniciou os trabalhos que duraram apenas 2 anos.   O ciclo pictórico ocupa  toda a superfície interna da capela e consiste em 39 episódios da vida da virgem e de Cristo, pintados em painéis ao longo dos corredores,  de um arco e  também a abóbada com o céu estrelado.  Essa é a maior obra-prima de afrescos do artista e testemunha a profunda revolução que o pintor iniciou na arte ocidental.

A visita à capela dura 30 minutos e começa com um vídeo na recepção que explica toda a sua história. É difícil conseguir entrar sem reserva pois é uma das mais disputadas atrações da cidade e as visitas são limitadas. Sugiro  reservar os bilhetes com antecedência, clicando aqui no site oficial você pode adquirir os ingressos. Eu comprei o bilhete por 13 euros que dá direito  a visitar também os Museus Cívicos .

 

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Giotto marcou época, pois começou a revolução da pintura moderna. A Capela Scrovegni, conhecida por todos pelo sobrenome da família de Enrico, que encomendou a obra, é dedicada a Santa Maria della Carità

Horário de visitação : diariamente, das 9 às 19 horas

7- Musei Civici – agrupam uma bela coleção de pintores, especialmente venetos, como Tiepolo, Tintoretto, Veronese. Os museus cávicos comprrendem o Museu Arqueológico e o Museu d’Arte Medievale e Moderna.

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8-  Universidade de Pádua – A universidade de Pádua é uma das mais antigas do mundo e a segunda mais antiga da Itália (depois de Bolonha) e  foi fundada no ano de 1222, mas já haviam as faculdades de Direito e Medicina. O Palazzo Bo tornou-se sede da universidade na metade do século 15.  Galileu Galilei lecionou Matemática e Física na universidade entre os anos de 1592 e 1610 e na Sala  dei Quaranta conserva a  mesa que era por ele utilizada. Outro local de interesse  é o Teatro Anatômico, o mais antigo do mundo. O Palazzo Bo  é visitável apenas com visitas guiadas. Para informações sobre horários e valores, aqui.

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O “Cortile Antico”, de meados dos anos 1500, por Andrea Moroni

9- Passear pela cidade –  recomendo um passeio a pé ou de bicicleta (é fácil alugar uma).  Reserve um tempinho para um passeio despretensioso pela cidade. Você vai se admirar com o capricho das lojas e bodegas.  Explore também as lojinhas de artesanato e delicatessens.

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10- Piazza dei  Signori  com a Torre do Relógio – é uma das praças mais sugestivas e vitais da cidade, um dos símbolos de Pádua.  A praça é assim chamada devido ao Palazzo della Signoria, da família Da Carrara, aristocratas que foram os Senhores de Pádua de 1318 a 1405.  Por muitos séculos era na praça que aconteciam celebrações cívicas e  torneios.  A praça abriga a Torre do Relógio, um edifício de origem medieval. Foi realizado em 1344 por Jacopo Dondi e instalado na torre  do Palazzo Capitano, que foi construído em 1428.

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A Torre do Relógio – o relógio não marca apenas as horas e os minutos, mas também o mês, o dia e as fases lunares

 

Sobre Santo Antonio

Nasceu em Lisboa em 1195. De sobrenome incerto, foi batizado como Fernando.  Foi ordenado sacerdote aos 25 anos e foi frade agostiniano em Lisboa. Em 1220 tornou-se franciscano e viajou bastante. Depois de Portugal, viveu na Itália e na França.

Em 1221 fez parte o Capítulo Geral da Ordem em Assis, onde encontrou-se com São Francisco e seus primeiros seguidores.

No ano de 1222 foi convidado para  a ordenação sacerdotal em Forli, quando fez um ermo revelando seu grande dom da oratória e grande conhecimento da Bíblia. Em 1224 transfere-se  para Bolonha onde leciona Teologia na Universidade.

Alguns anos depois, em  1230, com saúde debilitada, retira-se para uma localidade perto de Pádua, onde veio a falecer, no dia 13 de junho de 1231, aos 36 anos.

O santo, de acordo com seu testamento, foi enterrado na pequena igreja de Santa Maria Mater Domini (Santa Maria, Mãe do Senhor) perto do convento fundado por ele em 1229. Essa igreja foi incorporada à atual Basílica com o nome de Cappella della Madonna Mora.

Por milagres que lhes foram atribuídos, foi canonizado pelo papa Gregorio IX apenas um ano após a sua morte.  Sao muitos  os relatos de milagres, como a pregação aos peixes e graças alcançadas rogando seu nome.  Padroeiro das cidades de Pádua e de  Lisboa, Santo Antonio também é conhecido como padroeiro dos pobres e santo casamenteiro.  É festejado no dia 13 de junho.

Distâncias: 

Veneza – 43 Km

Treviso – 57 Km

Bolonha – 120 Km

Verona – 85 Km

Firenze – 220 Km

A Catedral Santa Maria del Fiore, o Duomo de Firenze

A Catedral Santa Maria del Fiore, o Duomo de Firenze, é um dos maiores símbolos da cidade. Como no centro histórico não existem prédios muito altos, sua cúpula pode ser avistada de diversos pontos da cidade. E a obra é tão impressionante que tem gente que até se emociona quando em passeio pelo centro se depara com essa majestosa igreja. É realmente uma obra arquitetônica magnífica! Foi erguida a partir de 1296 sobre a igreja de Santa Reparata,  a antiga catedral de Florença.

 

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É uma das obras-primas do gótico italiano e é a maior catedral de alvenaria já construída

O complexo da catedral inclui , alem da igreja, o Batistério de São João e  o Campanário de Giotto,  na Piazza San Giovanni, no centro histórico de Florença,  declarado  Património Mundial da Unesco em 1982.

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O Duomo tem capacidade para acomodar até 30 mil pessoas. É  uma das obras-primas da arquiteta gótica e uma das principais atrações de quem visita a Toscana

 

A partir de 1412 ganhou o nome de Santa Maria del Fiore (Flor)

A Basílica, uma das obras-primas do gótico italiano, é a 5ª maior igreja do mundo, depois de São Pedro em Roma, São Paulo de Londres, da Catedral de Sevilha e do Duomo de Milão.

 

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Em muitos séculos de construção até a sua conclusão, a igreja sofreu muitas intervenções seja na parte interna que externa. O projeto da igreja é de Arnolfo di Cambio, que trabalhou na construção da igreja até 1302, ano de sua morte.

 

História da construção 

No século 13, durante a República fiorentina,  Ser Mino de Cantoribus buscava substituir Santa Reparata por uma catedral mais imponente. O projeto foi confiado à  Arnolfo di Cambio no ano de 1294  e a pedra fundamental foi lançada 2 anos depois, em 9 de setembro de 1296, sobre as antigas fundações de Santa Reparata.  O antigo edificio foi construído no século V estava em ruínas e não era grande o suficiente para acolher a população que estava aumentando. Da antiga igreja, somente  pedras na pavimentação da praça San Giovanni e a cripta, que pode ser visitada com ingresso através da catedral, testemunham passado de Santa Reparata.

Após a morte de Arnolfo no ano de 1302,  a construção prossegue de forma mais lenta, até que em 1331 a Arte della Lana encarregou Giotto di Bondone de supervisionar a obra. A maior contribuição foi a realização do magnifico campanário,  projeto que iniciou em 1334. Mas Giotto veio a falecer em 1337 e seu sucessor foi Andrea Pisano, que administrou as obras  até 1348, quando explodiu a peste negra.  Devido à peste, que dizimou quase 2/3 da população da cidade, não foi  possível prosseguir com as obras, tendo sido retomadas por  Francesco Talenti em 1349. Ele  foi o responsável  pela conclusão da obra do campanário, em   1359. Giovanni di Lapo Ghini deu continuidade aos trabalhos na igreja.

 

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Santa Reparata é co-padroeira de Florença junto com San Giovanni Battista.

Santa Reparata – Santa Reparata era uma criança de família nobre nascida na Palestina. A história conta que, depois de ter sido torturada e condenada à morte devido à sua recusa em honrar deuses pagãos, sua alma voou para o céu em forma de uma pomba. Em outra versão, conta-se que o seu corpo teria sido colocado em um barco e, liderado por anjos, teria atingido as costas da Campânia ou da Provença. E de fato nesses locais o culto de Santa Reparata está muito presente. O vínculo com Florença  foi estabelecido em 8 de outubro de 406 aC. Segundo a  tradição, foi graças à sua intercessão milagrosa que e o exército dos florentinos conseguiu derrotar os ostrogodos, que haviam cercado a cidade nessa época. Por esse motivo, a principal basílica foi dedicada ao culto à santa e posteriormente transformada na Catedral de Santa Maria del Fiore.

 

A Catedral é a mais importante obra arquitetônica edificada na Europa da época Romana. A construção da igreja perdurou por seis séculos e passou por várias intervenções estruturais. Ao fim das obras da cúpula, em 1436, a catedral foi consagrada

O Campanário, que é a torre campanária da catedral, tem quase 85 metros e possui um conjunto de 7 sinos e foi construído entre 1334 e 1359.

Interior da igreja: A planta apresenta 3 naves divididas em grandes arcos que são suportados por colunas monumentais.  Tem 153 metros de comprimento por 38 de largura.  O ponto mais  alto é de quase  90 m de altura,  até o cume da cúpula. Muitos obras encontram-se expostas no Museu dell’Opera del Duomo.

 

O altar do Duomo com a cadeira do bispo ao centro

 

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O crucifixo é obra de Benedetto da Maiano e as portas da sacristão são de Luca della Robbia.

 

Na Catedral é possível admirar um relógio que possui particularidades que o tornam único e um dos mais interessantes do mundo. Seu mostrador foi pintado por um grande artista do Renascimento, Paolo Uccello. O método utilizado para marcar as horas é particular porque vai do pôr do sol ao pôr do sol, o que é chamado como  “hora italiana”,  com o giro do ponteiro em sentido anti-horário e o mostrador dividido em 24 horas em números romanos, com o rosto dos 4 evangelistas nas extremidades.

 

O relógio em sentido anti-horário realizado por Paolo Uccello

Um fato importante que aconteceu no interior da Catedral foi o assassinato de Giuliano de’Medici, que foi vitima da Conspiração dos Pazzi, em 1478. Seu irmão Lorenzo conseguiu se salvar pois se refugiou na sacristia.

A Sacrestia delle Messe, onde se escondeu Lorenzo O Magnífico

 

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Cripta: A cripta pode ser visitada e o acesso é por  dentro da Catedral. O visitante pode conhecer os restos arquitetônicos dos vários períodos, além das lápides e do  piso que preserva um mosaico feito com decorações geométricas.  Nos subterrâneos da igreja fica  o túmulo do arquiteto Filippo Brunelleschi, o criador da cúpula do Duomo.

 

Fachada : A fachada original foi desehada por Arnolfo di Cambio e começou a ser realizada em meados do século 15, com a colaboração de vários artistas.  Permaneceu por muitos séculos sem revestimento. Em 1864 o arquiteto Emilio de Fabris venceu um concurso e apresentou um projeto em estilo neo-gótico para a fachada com mosaicos coloridos. A fachada ficou pronta em 1887 e foi dedicada à Virgem Maria. As portas de bronze foram terminadas em 1903.

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Os revestimentos em mármore foram feitos entre 1414 e 1421

 

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Ao lado da igreja o Campanário de Giotto, considerado o mais bonito da Itália! Ele tem quase 85 metros de altura e 15 de largura

 

Detalhes da porta do Duomo

 

Porta della Mandorla –  Mandorla em italiano é amêndoa, e representa um dos símbolos da virgindade de  Maria. A Porta della Mandorla fica na parte lateral esquerda da catedral. Foi construída de 1391 a 1423, e as esculturas da porta têm um grande valor histórico  porque foram realizadas num período de transição entre as últimas fases do gótico e início do Renascimento, e contou com participação de vários escultores, incluindo Donatello e Nanni di Banco. Seu nome deriva da bela decoração esculpida na parte alta da porta realizada por Nanni, artista florentino que viveu no início do século 15 , que inseriu a figura de Nossa Senhora em uma espécie de grande auréola , na verdade em forma de amêndoa, cercado por anjos e San  Tomaso curvando-se para receber sua estola.

 

 

A cúpula: A cúpula é uma das mais lindas obras de Filippo Brunelleschi.  A cúpula começou a ser construída em 7 de agosto de 1420 e os trabalhos foram concluídos em 1436. Foi a primeira cúpula de grandes dimensões erguida no país desde a Antiguidade sobre uma enorme base octogonal. Se tiver fôlego para subir os 463 degraus, você poderá visitar a cúpula e apreciar a cidade do alto. A altura da cúpula é de 116 metros,  uma estrutura imensa, provavelmente composta por mais de 4 milhões de tijolos.

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A maior e mais bela igreja jamais construída. Era o desafio de Arnolfo di Cambio, arquiteto da Catedral

 

Afrescos e vitrais  – no interior da cúpula a obra o Juízo Final, pintado por Giorgio Vasari e Federico Zuccari, entre os anos de 1572 e 1579.

 

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O afresco da cúpula do Duomo é composto por mais de 700 figuras desenhadas

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O tambor da cúpula possui 43 metros. Os vitrais são os maiores em seu gênero na Itália entre os séculos 14 e 15 e trazem imagens de santos do Velho e do Novo Testamento.

 

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A entrada à igreja é gratis e geralmente forma-se uma grande fila na lateral, principalmente entre os meses de abril e outubro. Mas não desanime e tenha paciência pois a espera não é muito longa

Curiosidades  ligadas ao Duomo

Existem algumas curiosidades ligadas ao Duomo que talvez muitos desconhecem e que vou relatar pra vocês. :

Existe a escultura de uma cabeça touro na fachada,  perto da Porta della Mandorla.  Foi uma homenagem aos animais que colaboraram para a construção da cúpula. Existe, no entanto, outra versão mais curiosa: a vingança de um marido traído. Fala-se que a mulher de um alfaiate (alguns dizem padeiro) da via Ricasoli tinha uma relação com um mestre de obras  que trabalhava na igreja. Descoberto o adultério, o homem traído denunciou a esposa e o  amante ao Tribunal Eclesiástico. Diz a lenda que foi o mestre de obras que colocou a cabeça de touro para lembrar o marido traído  de sua condição.

Parece que no passado havia o costume de dedicar esculturas aos animais para reconhecer seu sacrifício durante a construção de obras de arte, de modo que, entre as decorações de mármore da catedral florentina, encontramos outras gárgulas antropomórficas ou selvagens. Segundo a tradição, a estátua poderia estar entre as homenagens dos construtores aos vários animais de reboque usados para transportar os materiais necessários para a construção da catedral. Existe, no entanto, outra versão mais curiosa e goliárdica: a lenda de uma traição e a vingança original do amante.

Existe uma cabeça de touro na fachada, na direção da via Ricasoli, perto da Porta della Mandorla. Parece que no passado havia o costume de dedicar esculturas aos animais para reconhecer seu sacrifício durante a construção de obras de arte

Outra curiosidade é que o Davi, feito por Michelangelo, foi realizado para ser posicionado no contraforte da catedral.  Devido à perfeição da obra, resolveram colocá-lo em um local mais visível e não tão alto, com mais visibilidade. O posicionamento final foi escolhido por uma comissão que escolheu leva-lo à Piazza della Signoria, em frente ao Palazzo della Signoria, hoje em dia Palazzo Vecchio . Foi só no ano de 1873 que a estátua foi transferida para a Galleria dell’Academia.

Posição original do David de Michelangelo

 

Gaiola de grilos – Em 1506, o arquiteto Baccio d’Agnolo começou a trabalhar para criar uma passarela de mármore ao longo do tambor da cúpula de Santa Maria del Fiore. Depois de construída uma das oito vertentes, a obra não pareceu encontrar um grande consenso. Diz-se que Michelangelo, vendo a intervenção de Baccio d’Agnolo comentou que parecia uma gaiola de grilos. Desanimado com as críticas, Baccio d’Agnolo decidiu abandonar o projeto

 

O lanternim do Duomo e a “Gaiola de Grilos”.  Na foto inferior a marca branca no chão marca o ponto onde a esfera dourada realizada por Verrocchio caiu

Em 1600 houve uma  tempestade forte e um raio atingiu a esfera dourada realizada por Andrea del Verrocchio, mestre de Leonardo da Vinci, que muito provavelmente também ajudou na realização da esfera. No chão, perto do Museu dell’Opera, encontramos o local exato onde a esfera caiu.

 

Outra curiosidade é que provavelmente a cúpula foi realizada com aplicações de medidas matemáticas conhecidas como razão áurea, seguindo a sequência de Fibonacci,  uma sucessão em que cada número é a soma dos dois anteriores. Os primeiros termos da sequência de Fibonacci são dispostos da seguinte forma: 1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34, 55. Portanto, vamos a alguns  números do Duomo:   o tambor octogonal de apoio da cúpula possui 13 metros, com a lanterna de 21 metros,  34 metros a altura média da cúpula e 55 metros de altura do solo.

 

O Campanário de Giotto, o Batistério de San Giovanni e cúpula do Duomo podem ser visitados no mesmo dia e são atrações a pagamento. A visita inclui também a cripta, que abriga restos arqueológicos das primeiras fundações.

 

Catedral Santa Maria del Fiore

Horários: 10  – 16:60/ 17 h (13:30 – 16:45 aos domingos)

  • podem sofrer alterações de acordo com os eventos

 

Para conferir os horários da missa clique aqui.

 

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Sidecar em Firenze

Existem muitas formas de explorar Firenze. E uma das mais originais e inusitadas é a bordo de um sidecar.  Participei dessa experiência num dia lindo do início da primavera. Passeamos pelo centro da cidade, paramos San Miniato para contemplar do alto a beleza de Firenze e de lá seguimos para visitar uma vinícola orgânica nas colinas de Fiesole.

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O nosso tour foi organizado para algumas bloggers que vivem na cidade e pela primeira vez o passeio foi feito com o sidecar e o tuk-tuk, aqui chamado de Ape. O tour operator que organiza os passeios é De Gustibus Tours. Participaram do passeio Coral  Sisk, do Curious Appetite e Georgette Jupe, do maravilhoso blog Girl in Florence, que levou sua amiga Julia que estava festejando sua despedida de solteira.

 

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A empresa oferece 3 tours diferentes: 2 passeios têm duração de 90 minutos, que trazem como tema o street-food, com paradas para experimentar as delícias  típicas da cidade, que pode ser o panino al lampredotto, um saboroso gelato ou um photo tour por locais sugeridos pelos organizadores. Nós fizemos o tour mais longo, que   tem duração de 5 horas e prevê  um giro pelas colinas do Chianti, finalizando na vinícola Poggio la Noce, em Fiesole, para degustação de vinhos e almoço.

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Os sócios Tommaso e Riccardo, que criaram o primeiro passeio turístico de sidecar da Itália. Este modelo de sidecar é dos anos 80

Nosso ponto de encontro foi a Piazza Ognissanti, de onde partimos numa manhã de sábado ensolarado de primavera. Dali passamos por Santo Spirito, no Oltrarno,  para um pitstop no charmoso Caffè Ditta Artigianale para a nossa colazione. Inclusive neste post os cafés de Firenze falo sobre o local, que figura entre os meus endereços prediletos na cidade.

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Café na Ditta Artigianale

É muito interessante e divertido fazer o passeio no siderar! Esse simpático meio de transporte atrai muito olhares, por todas as ruelas que passamos as pessoas se giravam pra olhar! No Oltrarno passamos perto da Ponte Vecchio, pegamos a direção do Piazzale Michelangelo e fomos até San Miniato, que é um dos pontos de parada para se contemplar a magnífica vista da cidade!

 

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Logo depois seguimos para a vinícola Poggio la Noce, em Fiesole, a poucos minutos de Firenze, onde fomos recebidos pelo casal de sócios-proprietários Enzo Schiano e Claire Beliard.

 

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O grupo que participou do passei com Claire, que nos mostrou a área onde são plantadas as uvas e as azeitonas, pois a empresa produz também azeite de oliva. Ela é neta de italianos que há muitos produziam vinho no Chianti Classico

 

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A cantina é integrada ao ambiente e quase imperceptível para quem a observa de longe. Aqui são realizadas as degustações e venda direta dos produtos

A Poggio la Noce é uma pequena vinícola localizada em Ontignano,  nas colinas de Fiesole, a 250 m de altitude, que produz vinhos de forma artesanal desde 2003. A propriedade compreende uma área de 16 hectares com  2,5 hectares reservados à  plantação de uvas,  onde são produzidos 90% Sangiovese e 10% de Colorino e Teroldego.

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Depois do nosso tour nas plantações, fomos conhecer a nova cantina, inaugurada em 2016 e que conta com espaço degustação e gourmet.  Enzo já nos esperava com um maravilhoso buffet com todos os preparados por ele. E cheirinho irresistível das delicias preparadas por Enzo. Tudo regado ao espetacular azeite de oliva que produzem no local, que conta com 1500 oliveiras. São 3 espécies de  azeitonas que cultivam: Frantoio, Leccino e Morailo, que são colhidas a mão.

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Enzo, chef auto-didata, preparou um delicioso almoço. Degustação de vinhos com direito a pratos inspiradas na cozinha campana

Adoro conhecer novas locations e principalmente ouvir as histórias  de quem escolhe a Toscana como moradia. Claire é francesa e conheceu o marido Enzo, que é napolitano, nos Estados Unidos, onde moravam.  Desde 2000 o casal resolveu deixar a vida americana para o sossego do lifestyle nas colinas da Toscana.

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O carro-chefe vinho Gigiò, primeiro vinho produzido blend Sangiovese e Colorino. A produção atual é de 8 mil garrafas, sendo a maior parte destinada ao mercado externo.

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O vinho rosé Pinko Palino, blend de uvas Sangiovese e Teroldego

 

A experiência foi tão incrível que resolvi repetir e levar meu filho mais velho para um tour pela cidade.  Crianças acima de 6 anos podem participar dos passeios com o sidecar e garanto que se divertem a valer!

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Este é um passeio interessante que agrada toda a família! A empresa disponibiliza no momento 2 sidecars. O passeio é feito com o condutor do siderar e pode levar 2 pessoas em cada veículo

 

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Com o condutor Riccardo. Na ida meu filho foi no sidecar e na voltar foi a minha vez!

 

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Com direito a foto diante deste maravilhoso cartão-postal de Firenze!

 

Batistério de São João em Firenze

O Batistério de San Giovanni Battista é um dos mais importantes monumentos de Firenze e faz parte do  Complexo do Duomo de Firenze, junto a obras como a Catedral Santa Maria del Fiore, a Cúpula de Brunelleschi, o Campanille de Giotto, as escavações de Santa Reparada e o Museu dell’Opera del Duomo. O Batistério de São João, onde se fundem fé,  história e arte,  fica na praça San Giovanni, em frente à igreja  e é dedicado ao padroeiro de Firenze, São João Batista.  Dante Alighieri e muitos membros da família Medici foram batizados no local, que apresenta em seu interior um excepcional teto todo feito em mosaicos. A origem do monumento é incerta e tema de muitas discussões.

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O Batistério de San Giovanni é uma das mais antigas igrejas de Florença, localizada em frente à Catedral Santa Maria Del Fiore, o Duomo da cidade

Acredita-se o Batistério tenha sido construído sobre as ruínas de um antigo templo romano dedicado ao Deus Marte, nos séculos 4 e 5. As primeiras citações referentes ao batistério são do ano de 897.   Foi consagrado em 1059 pelo Papa Niccolo II e passou por várias reestruturações.
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O Batistério é em mármore de duas cores, branco de Carrara e verde de Prato

O Batistério tem 8 lados e 3 portas de bronze, de imenso valor histórico: a Porta Sul, feita por Andrea Pisano, é a mais antiga (realizada entre 1330 e 1336) e é constituída por 28 painéis. A Porta Norte, de Lorenzo Ghiberti (1401), descreve a vida e a paixão de Cristo através de 20 painéis, e com outros 8, os 4 evangelistas e os 4 “pais da igreja” e a Porta Leste, também de Lorenzo Ghiberti , localizada em frente ao Duomo, também chamada Porta do Paraíso , consiste em 10 painéis dourados representando algumas cenas do Antigo Testamento. Ghiberti ganhou o concurso para realizar a porta, vencendo o artista Brunelleschi na competição.
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Em 1128 tornou-se oficialmente o batistério da cidade e nos anos sucessivos foram realizadas diversas mudanças, como revestimentos de mármore na área externa, (com  mármore branco de Carrara e verde de Prato), no pavimento e na cúpula, que foi concluída na metade do século 13. Sucessivamente foram realizados mosaicos que contaram com a colaboração de Coppo di Marcovaldo e Cimabue.

 

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Realizado em estilo românico fiorentino, o batistério apresenta  forma octogonal e é coberto por um cúpula com 8 circulas concêntricos.  Representa o 8º dia, o tempo da Ascensão de Cristo, é quando os cristãos renascem. Simboliza a vida eterna através do batismo.

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Altar neo-românico

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A pia batismal Dante Alighieri

Mosaicos do teto 

A parte interna tem inspiração nos templos romanos. Adentrar o batistério é se surpreender com tanta beleza, principalmente quando olhamos pra cima e nos deparamos com o magnífico trabalho de mosaicos na cor dourada realizado na cúpula, uma das maiores do mundo decorada com essa técnica.

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O interior do Batisterio é dourado e o teto é todo feito em mosaicos. A enorme figura de Cristo domina os mosaicos, que trazem  cenas do julgamento e ocupam três dos oito segmentos da cúpula

 

Os mosaicos mais antigos são da abside, realizados a partir de 1225, pelo irmão Jacopo, também chamado de “della Scarsella”, o primeiro artista da recém-nascida ordem Franciscana, que havia sido convocado no Batistério pela corporação da Arte de Calimala.  Apresentam imagens de Cristo, da Virgem Maria , dos Profetas, Apóstolos e  Anjos.  com imagens da natureza representada por folhas e plantas. O espetacular trabalho de mosaicos da cúpula  representam o  Julgamento Fina e foram realizados a  partir de 1266-70.

 

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Seu interior é de uma beleza única! Adornada pel rico trabalho Arte di Calimala

 

As portas do Bastitério de São João

O Batistério apresenta 3 grandes portas de bronze decoradas. A mais antiga é a Porta Sud, que fica na direção da via Calzaiuoli. Foi realizada por Andrea Pisano entre 1330 e 1336 . Ela apresenta 28 episódios que narram a vida de São João Batista, nos 20 primeiros painéis, e as virtudes cristianas, n0s últimos 8.

 

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Detalhes da porta Sud, que foi feita por Andrea Pisano

A Porta Nord foi a segunda a ser realizada, entre 1403 e 1424,  e seu autor é Lorenzo Ghiberti. A porta  representa cenas do Novo Testamento e dos Evangelistas. Havia sido inicialmente colocada na parte oriental, e posteriormente alterada para o lado norte.

 

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O concurso para a realização da Porta Nord, em 1401 , marca o início do Renascimento

 

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A Porta Nord é chamada também de Porta alla Croce

A terceira porta, que fica  em frente ao Duomo, a Porta Leste  é a famosa  Porta do Paraíso e representa cenas do Antigo Testamento. Realizada em bronze e revestida em ouro, foi realizada por Lorenzo Ghiberti,  entre 1425 e 1452,  e contou com a participação de seu filho Vitto e ajudantes como Luca della Robbia.  Dividida em 10 quadros retangulares, ela representa a sua obra de arte e um dos trabalhos mais famosos do Renascimento fiorentino.  A porta foi danificada durante a enchente de 1966 de Firenze e depois de ter sido restaurada está conservada no Museu dell’Opera del Duomo.

 

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Detalhes da Porta do Paraíso.  Devido à beleza da obra, a porta foi colocada em  lugar de honra, no lado leste, com vista para a catedral, daí o nome da porta. Segundo Vasari, foi Michelangelo quem deu esse nome quando: “são tão bonitas que ficam bem nos portões do paraíso”.

 

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Ao longo dos 27 anos, Ghiberti teve numerosos colaboradores do calibre de Donatello, Michelozzo, Luca della Robbia e Benozzo Gozzoli. Esta obra-prima do início da Renascença foi realizada em bronze e ouro

 

Horário:

8:15-10:15  / 11:15 – 19:30  (depende do dia da semana)

* os horários sofrem variações. Favor conferir as datas e horários aqui.
* Fechado sempre na primeira terça-feira do mes

 

Roteiro de 3 dias em Firenze

Os turistas que visitam Firenze passam geralmente 2 ou 3 dias na cidade. Claro que em tão pouco tempo não dá pra visitar as inúmeras excelentes atrações que a cidade oferece, como museus, praças e igrejas. Mas para quem não tem como prolongar a estadia, aqui deixo um itinerário para quem tem 3 dias para explorar a cidade:

 

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Dia 1

Duomo –  Que tal começar a explorar a cidade por aqui? A Catedral  de Santa Maria del Fiore é  um dos símbolos da cidade e é o resultado de um trabalho que durou 6 séculos. O complexo do Duomo inclui, além da igreja (entrada grátis), o Museu Ópera do Duomo, o Campanário de Giotto, a cripta e a Cúpula de Brunelleschi. Existe um ingresso único para as atrações que são a pagamento. Detalhes aqui.

 

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O Complexo do Duomo de Florença

 

Accademia – É no museu Accademia que está a obra original de Michelângelo, o David , concebida em 1504.  Em Firenze existem 2 cópias da estátua: uma fica na Piazza della Signora e a outra no Piazzale Michelangelo.

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Piazza della Repubblica – uma das mais lindas praças da cidade com os históricos e elegantes cafés. A tentação é grande para se sentar nas convidativas cadeiras dos locais ao redor da praça, mas saiba que a consumação é bem salgada. Não deixe de conferir o post pagar para sentar para ficar por dentro.

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Piazza della Signoria e Palazzo Vecchio – esse é o coração pulsante da cidade. Aqui o conceito “museu a céu aberto” se faz valer. Veja mais detalhes sobre a praça e o  Palazzo Vecchio, sede da prefeitura da cidade,  neste post.

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O Palazzo Vecchio e a Loggia dei Lanzi e suas diversas estátuas que adornam a praça

 

Piazzale Michelangelo –  Fica na parte alta da cidade.  Essa  praça nos presenteia com uma vista incrível da cidade. Admirar Firenze do alto é um programa que recomendo.  Escolha o final do dia para poder vivenciar o por do sol. Leve seu lanchinho, algo para beliscar ou bebericar e passe um tempo ali, vendo a cidade se transformar quando o sol se despede.

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Dia 2

Mercado de San Lorenzo–  Voce pode começar seu dia aqui Acho imperdível um passeio pelo Mercado central San Lorenzo. No térreo funciona o mercado propriamente dito, com bancas de frutas, verdura, alimentos, laticínios e produtos típicos. E no primeiro andar, com diversos quioesques,  existe uma grande praça de alimentação, onde é possível petiscar uma grande variedade de alimentos.

Piazza San Marco, Santa Annunziata e Piazza San Lorenzo –  Outros locais cheios de vida e lindas construções são as praças, que ficam próximas uma das outras: praça San Marco,  a Santissima Annunziata  e a Piazza San Lorenzo, onde fica Complexo da Basílica de San Lorenzo.

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No complexo da Basílica de San Lorenzo está a Capela dos Medici.

Igreja de São Lorenzo e Capela dos Medici– No complexo da Basílica de San Lorenzo estão a Igreja de San Lorenzo, que era a paróquia da família Medici, e a Capela dos Medici, mausoléu e local de sepultamento da prestigiosa família. Foi construída pelos Medici durante a Renascença.

A Capela dos Príncipes, que junto à Sacristia Nova constituem As Capelas dos Medici, grandiosa capela, com 59 metros de altura e ricamente decorada com mármore

 

Museu UffiziO museu reúne o maior acervo de obras góticas e renacentistas do país . É o mais importante museu de Firenze e guarda tesouros de artistas como Botticelli, Leonardo da Vinci, Tiziano, Rubens e Michelangelo.

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A Galleria degli Uffizi

 

Ponte Vecchio – Perto do Uffizi fica um dos mais famosas cartões-postais da Itália, a Ponte Vecchio. Essa ponte foi a única de Firenze poupada dos bombardeiros alemães durante a 2ª Guerra Mundial. É repleta de joalherias, entre aqui para saber tudo a respeito sobre a Ponte Vecchio.

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Palazzo Pitti e Giardini di Boboli –  O Palazzo Pitti é uma enorme construção renascentista de Firenze e fica no Oltrarno, bem perto da Ponte Vecchio, e abriga 8 museus. Foi residência dos rei da Itália entre 1865 e 1871 quando a cidade foi capital do país.  No Palazzo Pitti  residiram também as poderosas famílias Medici e Lorena.  Instalado atrás do palácio estão os Jardins de Boboli, a maior área verde da cidade. Distribuído em vários níveis, é um grande parque repleto de plantas, estátuas e fontes, um deslumbre!

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Santo SpiritoDepois do Palazzo Pitti,  reserve ao menos uma horinha para passear por essa charmosa região da cidade, mais boêmia e com uma variedade de bodegas, restaurantes transadinhos e lojinhas de artesanato. Confira neste post sobre arte no Oltrarno.

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A pracinha central do bairro abriga a Igreja de Santo Spirito. Inúmeros restaurantes e barzinhos circurdam a praça

 

Dia 3

Igreja Santa Croce – Comece o dia na pracinha de Santa Croce e não deixe de visitar a igreja homônima (a pagamento), onde estão enterrados grandes personalidades italianas, como Machiavel, Galileu e Michelangelo. No blog tem post sobre a igreja de Santa Croce. Foi nessa igreja que surgiu a Síndrome de Stendhal.  Aproveite pra dar uma esticada até a região de Sant’Ambrogio, que tem um típico mercado de frutas, verduras, vestuário e street-food com produtos locais.

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Projetada por Arnoldo Di Cambio, a igreja começou a ser construída em 1294 mas ficou pronta quase um século depois e contou com a ajuda das ricas famílias florentinas que contribuíram com doações em troca de sepulturas na igreja

 

Igreja Santa Maria Novella –  Perto da estação, a igreja Santa Maria Novella, localizada na praça homônima,  é a primeira  grande basílica da cidade e a principal Igreja Dominicana de Florença.  Seu interior é decorado por esplêndidos afrescos e esculturas.

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A igreja de Santa Maria Novella é uma das mais importantes obras do Renascimento fiorentino, mesmo tendo sido iniciada precedentemente

 

Passeio pelas ruelas da cidade –  Firenze é uma cidade cheia de vida, arte e beleza em cada cantinho. Permita-se um passeio sem destino por suas vielas para admirar sua arquitetura e absorver um pouco do seu ritmo, beleza e costumes.

 

firenze

 

Tour enogastronômico –  Uma forma muito gostosa de conhecer a cidade e suas tradições é através de um tour enogastronômico, onde você vai ter a oportunidade de vivenciar os costumes locais e experimentar produtos típicos. Quer passear comigo pelo centro?  Geralmente o passeio é realizado pela manhã. Veja detalhes aqui.

 

O blog Grazie a te pode  tem parcerias com muitos profissionais e pode te indicar guias que falam português para auxiliar e enriquecer a sua visita.  Escreva um email para grazieateblog@gmail.com.

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Páscoa em Firenze

Post atualizado em  20 de abril de 2025

Uma das mais antigas tradições populares da cidade de Firenze acontece no domingo de Páscoa e reúne na Piazza Duomo não apenas florentinos mas uma multidão de turistas: é o Scoppio del Carro.

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Essa celebração, que em português significa explosão do carro,  uma belíssima queima de fogos de artifício que acontece no domingo após a missa celebrada na Catedral Santa Maria del Fiore.  Acompanhada por percussionistas, jogadores de bandeiras e um cortejo histórico,  a procissão percorre as ruas do centro da cidade trazendo o carro repleto de explosivos,  puxado por  bois da raça Chianina, que se posiciona entre o Batistério e o Duomo.

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Uma multidão se reúne na piazza Duomo para o espetáculo do Domingo de Páscoa em Firenze

 

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Chamado de “brindellone”,  o carro foi utilizado pela primeira vez em 1622. É  uma espécie de torre pirotécnica montada sobre um carro de madeira, e é o protagonista do espetáculo. O carro, que sai da Porta al Prato, desfila por algumas ruas do centro da cidade até a Piazza Duomo, onde é aguardado por milhares de pessoas.

 

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Essa espécie de carruagem é puxada por 4 bois enfeitados por guirlandas que desfilam pelas ruas do centro histórico e se posiciona entre o Batistério e do Duomo (foto divulgação)

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Tradição histórica e religiosa

Essa tradição começou no século 11, na época da Primeira Cruzada. Em 1099 Pazzino de’ Pazzi, voltando de Jerusalém, trouxe 3 pedras provenientes do Santo Sepulcro que haviam sido doadas por Godofredo  de Bouillon como prêmio por ter sido o primeiro a subir  os Muros de Jerusalém. Essas pedras representam um tesouro religioso importante para a cidade e estão guardadas na igreja de Santissimi Apostoli.

 

A igreja de Santissimi Apostoli, na Piazza del Limbo, é uma das igrejas mais antigas de Firenze. Foi provavelmente fundada no ano 800, na época de Carlos Magno

 

Por centenas de anos elas acenderam o fogo do carro, com as faíscas geradas através do atrito dessas pedras e eram levadas em procissão até o Duomo. A partir dessa cerimônia  usavam distribuir o fogo Santo aos florentinos, que saíam com as tochas cantando com a chama purificadora pelas ruas da cidade. E por muitos séculos essa tradição foi seguida. Com o passar do tempo foi introduzida uma carroça de madeira para transportar o fogo.  Acredita-se que por volta dos anos 1300 começaram a usar fogos de artifício ao invés do Fogo Santo.

 

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O carro tem 11 metros de altura. Antes desse modelo eram usados outros menos resistentes e eram necessárias restaurações todos os anos após o seu uso

Por muitos anos as pedras, que eram guardadas na igreja Santíssimi Apostoli,  eram acesas no domingo de Páscoa e levadas em procissão até o duomo. Agora o acendimento das velas acontece no Sábado Santo à noite.

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O carro é acompanhado pelo cortejo histórico com os sbandieratori, que são os atiradores de bandeira,  percursionistas em trajes típicos de época.

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A queima de fogos no domingo de Páscoa em Firenze 

Atualmente o ritual acontece da seguinte forma:  o brindellone, carregado de fogos de artifício posiciona-se entre o Duomo e o Batistério. A cerimônia no Duomo começa às 10 da manhã e por volta das 11 horas, enquanto os fiéis cantam a Glória, do altar da Catedral o bispo acende com o fogo santo uma espécie de foguete em   forma de pomba (Colombina) que simboliza o Espírito Santo.  Do altar, a  pomba ligada a um fio percorre o cabo até  o carro, num percurso de 150 metros, , que fica estacionado na porta da igreja acendendo os fogos para dar início ao espetáculo.

Depois que a pomba encosta no carro para dar inicio aos fogos ela precisa voltar para a igreja. Se a pomba não retornar significa que o ano  não será de boa colheita e nem de boa sorte.

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A Colombina, um acionador com forma de pomba, é ligada a um fio e voa para fora da igreja, portando o fogo que atinge o carro dando início às explosões

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Nos últimos anos apenas uma vez não correu como se esperava e a colombina decepcionou. Foi no ano de 1966, quando Firenze foi assolada por uma terrível enchente. Saiba mais aqui.

 

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A explosão pirotécnica

 

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O espectáculo dura cerca de 20 minutos enquanto os sinos da catedral tocam. Essa é a distribuição simbólica do fogo benzido, envolvendo o carro numa grande cortina de fumaça

 

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A pomba branca que voa da catedral até o carro

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Os jogadores do Calcio Storico  Fiorentino também participam do cortejo. No domingo de Páscoa é feito o sorteio entre as 4 equipes que disputarão as partidas que acontecem em junho. A final é disputada no dia 24 de Junho, dia do padroeiro de Firenze, São João.

 

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O carro sai do depósito de Porta al Prato apenas uma vez por ano, sempre às 8 da manhã. Aqui o retorno do carro após a celebração

 

Tive a oportunidade de ver o carro dentro do depósito

 

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Durante todo o ano o brindellone fica guardado num enorme portão de madeira, no número 48 na via Il Prato. O único dia do ano em que vemos o portão aberto é no domingo de Páscoa

Scoppio del Carro

Local: Piazza del Duomo

Horário: Procissão às 10 e explosão do carro às 11 horas

Na segunda após a Páscoa é feriado de Pasquetta na Itália

 

E na Itália, a segunda-feira após a Páscoa é feriado de Pasquetta.  É a festa Lunedì dell’Angelo ou Segunda-feira do Anjo, em referência à aparição do anjo no Santo Sepulcro anunciando a ressurreição de Jesus.

 

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O Oltrarno é uma região de Firenze onde a arte se faz notar!  É o bairro da cidade que abriga  ateliês  onde a gente pode perceber a  excelência de objetos realizados de forma artesanal.  Vocês não podem imaginar  quanta coisa linda e exclusiva que a gente vê num passeio pelo bairro! Trago neste post  3 locais que ficam na charmosa via Santo Spirito, uma das principais do bairro: Marina Calamai, Castorina e Maurizio Salici:

Marina Calamai

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A artista toscana Marina Calamai, que frequentou escolas de arte e design em Paris e Nova York transferiu-se em 2001 para Firenze e iniciou a expor aqui suas obras

 

Conheci as peças da Marina num evento na via Santo Spirito. Achei o máximo aqueles anéis que imitavam cupcakes, com pedras coloridas e acabamento impecável!  À convite da artista visitei recentemente seu ateliê que fica no prédio da família, no terraço do  Palazzo Guicciardini, com uma vista espetacular de Firenze.  Pude conferir algumas instalações da artista distribuídas em algumas salas do prédio.  Marina busca despertar os 5 sentidos do espectador, suas obras emitem som e também odor… de doce!

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Depois de um diabete gestacional Marina viu-se obrigada a renunciar a tantas guloseimas. Daí surgiu a ideia de dedicar-se a criar peças como brincos e braceletes de cupcakes e doces.

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A linha de joias Back to Nature é a minha preferida

Marina começou sua trajetória como pintora e atualmente cria também jóias e objetos de homewear, utilizando materiais como bronze, resina, plexiglass e vidro, bolsas e foulards. Buscando inspiração sempre na natureza, utiliza patterns geométricas e uma serie de códigos sagrados numéricos seja para suas peças de ourivesaria que pintura.  Realiza também peças inspiradas aos princípios da Física Quântica.
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Vitamin Moods – Um de seus projetos mais significativos é Tables Tableaux, uma série de homewear com o tema natureza , com porta-copos e servidços americano com kiwis, laranja, maça, romã e melão em cores vibrantes

 

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Outro tema de suas criações é  o boêmio bairro de Santo Spirito, onde fica seu ateliê. Ela produz colores, brincos e pulseiras com o formato da Basílica de Santo Spirito.
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A maravilhosa vista do ateliê de Marina

Marina Calamai
Via Santo Spirito, 14

Castorina

A Castorina iniciou suas atividades em 1895, na Catania, Sicilia.  A marca realiza maravilhosos objetos em madeira feitos a mão:  objetos de decoração, molduras, acessórios e  móveis.

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A familia, que já está na  4ª geração, mudou-se para Firenze nos anos 40 e instalou sua oficina no Oltrarno, área da cidade que concentra antiquários e artesãos. A Castorina faz trabalhos de restauração mas também desenvolve móveis sob medida. Aparadores, criados-mudos,  mesinhas, caminhas para cachorro, espelhos e  muitos outros objetos para decoração.
Castorina

As molduras douradas em madeira

Castorina
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O atelier da Castorina, nos fundos da loja

Castorina

Via Santo Spirito, 15 r

 

Maurizio Salici

 

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Maurizio Salici – antiques e lifestyle

O outro local que quero apresentar é o antiquário do siciliano Maurizio Salici, que  tem uma coleção magnífica de peças de antiguidades que  ele seleciona a dedo para adornar a sua loja, que eu conheci muito por acaso há alguns anos em minhas andanças pelo bairro.  É realmente única a forma em que ele dispõe as suas obras,  em tons claros, que são de madeira, coral ou ferro.  Maurizio inaugurou sua primeira loja na cidade em 2013, quando mudou-se da Catânia. Ele conta com 3 lojas em Firenze, todas no Oltrarno, sendo 2 na via Santo Spirito e uma na via de’ Serragli.

 

A loja de Maurizio Salici com peças em estilo shabby

Auto-didata, Maurizio não é restaurador, ele adquire as peças e cria as instalações . “Eu não transformo e nem altero nada, eu lido com tudo aquilo que não precisa de restauração. O estilo das minhas peças é o  shabby, decadente. Eu crio instalações com obras existentes.  Em alguns casos não tiro nem o pó dos objetos.”

Maurizio Salici

Quanta harmonia nas composições realizadas por Maurizio Salici

Maurizio Salici, 32

Via Santo Spirito e Via dei Serragli

 

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