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1 dia em Orvieto

A  Úmbria, conhecida como o coração verde da Itália, é uma região repleta de maravilhosos burgos medievais. Dentre os mais visitados está Orvieto, onde é possível passar 1 dia de  visita e conhecer suas principais atrações, que ficam próximas uma das outras e o percurso pela cidade é quase intuitivo. Com cerca de 20 mil habitantes, Orvieto tem atrativos turísticos, naturais e culturais, sendo que os mais importantes são o  espetacular  Duomo com sua fachada em estilo gótico e o famoso poço de San Patrizio.  Além dos museus e monumentos de Orvieto, também existem áreas verdes e parques para os amantes da natureza e passeios ao ar livre.

Orvieto está localizada na província de Terni, mas fica a cerca de 80 quilômetros desta cidade

Orvieto é uma cidade “museu” que viveu diferentes épocas históricas,  como etrusca e medieval, representando um centro de grande importância histórica e cultural em toda a Itália. Nós estávamos viajando de carro pela região e buscamos  estacionamento , que  é a pagamento, perto da linha da funicular e dali atingimos o centro histórico, que fica na parte alta.

 

Orvieto é chamada de “Alta e estranha” e não é difícil entender por quê. Situada numa bonita falésia de tufo, Orvieto domina todo o panorama!

Assim que chegamos pela funicular  seguimos pela via Cavour, que praticamente divide a cidade em duas partes. É  uma área pedonal com lojinhas, bares e ateliês, com produtos realizados a mão pelos artesãos locais. Mostro aqui as principais atrações de Orvieto:

Orvieto é um charmoso burgo na Úmbria com cerca de 20 mil habitantes

Jardim Albatroz – A Fortaleza Rocca ou Albornoz é acessível a partir da Piazza Cahen e hoje abriga os principais jardins públicos da cidade. A fortificação original  remonta a 1364,  com fosso e pontes levadiças, mas hoje apenas uma parte permanece com a bela torre, ainda em perfeito estado.

 

Duomo de Orvieto – A catedral de Santa Maria Assunta de Orvieto é uma das maiores obras arquitetônicas do final da Idade Média. A pedra fundamental foi lançada em 13 de novembro de 1290 pelo papa Nicolau IV. Na bela fachada em estilo gótico, podemos admirar as decorações arquitetônicas que vão do século 14 ao 20, como mosaicos dourados e três majestosas portas de bronze.  O interior é decorado com duas capelas com afrescos de grandes pintores italianos,  sendo que merece destaque o famoso Julgamento Universal de Luca Signorelli.

A fachada da igreja é decorada com grandes e baixos relevos e estátuas com os símbolos dos evangelistas, provavelmente projetados por Arnolfo di Cambio e seguido por Lorenzo Maitani na  primeira metade do século 14. Os trabalhos prosseguiram por mais 3 séculos

O plano da catedral de Orvieto é uma cruz latina com três naves

Capela della Madonna di San Brizio – Famosa por seus maravilhosos afrescos, a capela foi adicionada à catedral no século XIV. Na realização dos afrescos atuaram inicialmente Beato Angélico e Benozzo Gozzoli, substituídos por Luca Signorelli quando transferiram-se à Roma. As paredes e as abóbadas  foram afrescadas por Luca Signorelli, que começou os trabalhos em 1499.  Rica em expressividade e drama, é  uma verdadeira  obra-prima do pintor originário de Cortona que representa o tema do Juízo Final.  E uma curiosidade: o tema e as representações criadas por Signorelli serviram de inspiração para Michelangelo na realização dos afrescos da famosa Capela Sistina.

Torre del Moro – Inicialmente foi chamada Torre del Papa, depois foi renomeada Torre del Moro. A  torre fica no coração da cidade, localizada no cruzamento dos bairros e das ruas mais importantes e centrais: Corso Cavour, Via della Costituente e Via del Duomo. A torre é visitável diariamente e metade do percurso  pode ser feita de elevador . O ingresso custa 2, 80 euros e é gratuito para crianças de até 10 anos (os horários variam de acordo com a época do ano).

 

Igreja de Sant’Andrea – Localizada ao lado do Palazzo Comunale e na bela Piazza della Repubblica, a igreja de Sant’Andrea e Bartolomeo sofreu alterações arquitetônicas significativas ao longo do tempo.  Curiosidade: evidências dos períodos etrusco e romano foram encontrados no “porão da igreja”.

A possui uma bela fachada e é ladeada por uma torre dodecagonal

Poço de San Patrizio  – O poço de Sao Patrício é uma obra-prima da engenharia renascentista. Foi construído  no século 16 à mando de Clemente VII, que se refugiou em Orvieto durante o Sacco di Roma em 1527.  A obra,  realizada  por Antonio da Sangallo ,  foi concluída em 1537. O poço foi construído para garantir abastecimento de água à cidade, mesmo em caso de cerco e calamidade. A construção impressiona tanto pelas 72 grandes janelas simetricamente colocadas dentro de toda a cavidade, como pela estrutura em dupla escada espiral, que permitia  descida fácil  também para animais de carga.  O poço, construído em forma cilíndrica,  tem  54 metros de profundidade.

O Pozzo di San Patrizio, construído em forma cilíndrica,  tem  54 metros de profundidade

Como devem ter percebido através das fotos e do texto, Orvieto é um verdadeiro museu a céu aberto,  que mescla arte,  história e belezas naturais.  E como a cidade é pequena, recomendo andar sem destino para descobrir os encantos desse pequeno burgo medieval.

As agradáveis surpresas quando passeamos por suas ruelas laterais e mais tranquilas

Orvieto fica a apenas 23 Km de outro lindo burgo medieval , Civita di Bagnoregio, conhecida como “a cidade que morre”.

 

6 de janeiro, Dia de Reis, Epifania e Festa da Befana

Dia 6 de janeiro é feriado nacional na Itália, Dia da Epifania, e dos Reis Magos, e também da Befana, que presenteia as crianças que se comportam bem com balas e doces.  Pode-se dizer que a data praticamente marca o início do ano aqui, pois só depois deste feriado é que as crianças voltam à escola, depois de um curto período das férias invernais.

Para festejar a data, acontece anualmente em Firenze a Cavalcata dei Magi, organizada pelo Museu dell’Opera del Duomo, um cortejo histórico que remonta ao século XV  com  figurantes que desfilam em lindos trajes de época.

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Os trajes usados foram inspirados no ciclo de afrescos realizado por Benozzo Gozzoli,  na Cappella dei Magi, no Palazzo Medici Riccardi, a primeira residência da família Medici em Firenze

O percurso começa no Palazzo Pitti e conta com os 3 reis magos  que levam os presentes ao Menino Jesus,  ouro, incenso e mirra, até a Piazza do Duomo, onde termina o cortejo.

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Na religião cristã, o dia 6 de janeiro, a Epifania é celebrado  no 12º dia após o Natal,  com a Adoração dos Magos confirmando e testemunhando Jesus Cristo como  a encarnação do filho de Deus

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O cortejo histórico conta com cerca de 700 figurantes que desfilam em lindos trajes  renascentistas  e conta com a participação dos lançadores de bandeiras. A indumentária foi inspirada no ciclo de afrescos realizado por Benozzo Gozzoli,  na Cappella dei Magi, no Palazzo Medici Riccardi, a primeira residência da família Medici em Firenze.

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A celebração nos leva de volta ao tempo, mais precisamente ao ano de 1417, quando o desfile  se repetia a cada 3 ou 5 anos.  O desfile contava também com a participação de alguns membros masculinos da família Medici.  Provavelmente por este motivo a celebração foi suspensa em 1494, quando os Medici foram expulsos da cidade de Florença. Em 1997, durante as comemorações do sétimo centenário da catedral, a Opera Santa Maria Del Fiore resolveu retomar esta tradição, organizando anualmente uma solene procissão que representa os Reis Magos, em vestimenta de seda, que atravessam o centro de Firenze.

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O percurso – Palazzo Pitti até a Piazza Duomo

O inicio do percurso é da Piazza Pitti.  A  procissão passa pelas ruas do centro da cidade (via Guicciardini, Ponte Vecchio, Via Por Santa Maria, Via Lambertesca,  Piazza della Signoria, Via Calzaiuoli), até chegar na Piazza Duomo.

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Após a chegada da procissão na Piazza Duomo, acontece a oferta dos presentes dos Magos ao Menino Jesus. No final da cerimônia, como de costume, a liberação de muitos balões coloridos no céu, que representam nossos pensamentos,  orações e esperanças.

Epifania

A Epifania é uma celebração cristã que acontece em quase todo o mundo (calendário gregoriano) 12 dias depois do Natal e marca o encerramento das férias de inverno. Na tradição cristã a Epifania é a festa da revelação de Jesus como Deus. O termo  Epifania deriva do grego antigo que  significa “manifestação”, “aparição divina” e refere-se à apresentação do Menino Jesus à humanidade, representada pela visita do 3 Reis Magos. 

Festa da Befana

Como em outras situações, como Halloween, a fusão entre festividades cristãs e tradições de origens antigas, a Befana,  representada por uma velha voando na vassoura, é uma figura  popular típica da Itália e não muito conhecida no resto do mundo, que tem origem antiga  associada  a ritos pagãos que se fundem com  elementos folclóricos e cristãos. A  Befana traz presentes em memória daqueles oferecidos ao Menino Jesus pelos Reis Magos.

A Befana é representada, no imaginário coletivo, por uma velha de nariz comprido e queixo pontudo, que viajando  com uma vassoura leva doces e presentes para  as crianças.  Ela usa saia larga, um avental com bolsos, um xale, um lenço ou um chapéu na cabeça

Não se sabe quando nasceu a tradição folclórica da Befana. Há muitos séculos a festa entrou permanentemente nos ritos  pagãos. Durante as doze noites que seguiam ao solstício de inverno, período dedicado às celebrações do renascimento da natureza, os romanos acreditavam que figuras femininas guiadas pela deusa Diana  voavam sobre os campos recém-semeados garantindo dessa forma boa colheita.  Dessa forma surgiu o mito da “mulher voadora”.

No dia Da Befana acontecem manifestações em diversas cidades italianas. Aqui na loja La Rinascente de Florença

Existe uma lenda que relaciona a figura da Befana aos Reis Magos: quando os 3 Reis Magos estavam viajando para Belém encontraram uma senhora e a convidaram para que ela fosse junto com eles, mas ela se recusou.  Arrependida por ter negado de acompanhar os reis, ela  decidiu sair  à procura dos Reis Magos. Na noite do dia 5 para o dia 6 de janeiro, a velhinha pegou a sua vassoura e saiu voando, levando consigo um cesto com doces para presentear o menino Jesus. Como ela não sabia quem era, decidiu presentear as crianças que encontrava pelo caminho. Desde então, a velhinha foi destinada a girar o mundo presenteando crianças com doces para que ela fosse perdoada.

 

As meias temáticas vendidas nessa época do ano na Itália. Essa é uma tradição que  as crianças pendure em casa  uma meia para esperar a visita da  Befana, que deposita balas, doces, chocolates e às vezes  brinquedos. As crianças que se comportaram bem durante o ano recebem  doces e chocolates e as que não foram obedientes, recebem carvão, que na verdade é uma bala ou um doce preto

 

A Befana visita as casas do dia 5 para o dia 6 de janeiro. A data marca também o momento de desmontar a árvore e guardar os enfeites de Natal. L’Epifania tutte le feste porta via!

 

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Dimora Palanca e o restaurante Mimesi, em Florença

Florença acaba de ganhar um novo endereço de hospedagem de luxo, o Dimora Palanca, inaugurado em meados de agosto, que abriga também o Mimesi,  um excelente restaurante gourmet.  Com um novo conceito de confort, o boutique art hotel ocupa um elegante casarão da segunda metade do século 19, próximos às muralhas medievais da cidade e que faz parte da história da capital toscana.  O local é um clássico da arquitetura fiorentina, com espaços funcionais e requintados, com móveis de design ultramodernos em ambientes elegantes e refinados.  A estrutura dispõe de 18 quartos,  que conjugam o luxo florentino ao design contemporâneo. Vivenciei recentemente uma maravilhosa experiência no local, onde me hospedei por uma noite e também pude conhecer o restaurante Mimesi, capitaneado pelo chef Giovanni Cerroni. A atmosfera no Dimora Palanca é de uma elegância atemporal de um hotel cinco estrelas propondo uma nova forma de hospitalidade, onde charme,  luxo e sofisticação encontram  com facilidade uma dimensão de vivência extremamente pessoal,  onde é muito fácil nos sentirmos em casa!

O Dimora Palanca ocupa uma linda villa em estilo Liberty, a poucos minutos da estação ferroviária de Santa Maria Novella

 

Luxo fiorentino e design contemporâneo . Baseada em uma paleta de cores neutras que valoriza os objetos de decoração , a repaginação do espaço ficou por conta do arquiteto e designer Stefano Viviani, que optou em não mexer nos elementos arquitetônicos originais

História
Construída em Via della Scala no século 19, a villa era de propriedade da família Palanca e por isso mantem o mesmo nome.  A villa ficou abandonada por cerca de 30 anos e sua reestruturação é um projeto que leva a assinatura do arquiteto Stefano Viviani, responsável por uma repaginação contemporânea e elegante, dando  nova interpretação aos ambientes, com destaque para a nova  iluminação de afrescos, estuques, colunas, mármore e ferro forjado, sem descaracterizar  os traços que dão identidade ao local. A intenção é trazer de volta a mesma atmosfera de quando a estrutura era um ponto de encontro de viajantes cosmopolitas e amantes da arte que visitavam Florença.
O Hotel 
Chegando ao hotel temos a impressão de entrar numa grande mansão,  bastante  iluminada,  elegante e acolhedora,  mas nada ali conota  ostentação e nem intimida.  O hotel dispõe de 18 quartos, divididos em dois edifícios.  Todas as acomodações são arejadas e bem iluminadas, com tetos altos e pisos de madeira natural, cada um lindamente mobiliado e decorado no mais alto nível com peças únicas de design, sendo que alguns quartos  oferecem vista para as torres e cúpulas de Florença. Alguns dos espaços comuns são a Sala da Arte e da Música, Sala de Relax, para leitura, filme e TV.

Recepção do Dimora Palanca,  um clássico da arquitetura fiorentina do século 19, com ambientes funcionais e requintados,  com peças arrojadas de arte moderna e  móveis de design

 

Elegância atemporal . Essa é a Sala de Relax e Leitura

O Dimora Palanca  tem uma decoração tradicional, moderna e luxuosa. Além da recepção,  no piso térreo funcionam também um bar, a sala de café da manhã com acesso ao jardim com mesinhas, cadeiras e confortáveis  chaises distribuídas por todo o espaço.  Quando o tempo permite,  é possível  tomar o café da manha na área externa.  No prédio anexo à estrutura principal fica a antiga serra,  uma área do hotel com 4 quartos, ideal para hospedar pessoas da mesma família ou grupo de amigos.

Todas as comodidades dos quartos da estrutura contam com Wifi, café da manha a la carte, presente de boas-vindas, frigobar com drinks e refrigerantes , roupões e chinelos, secador de cabelo, ar condicionado,   amenities  Lorenzo Villoresi e em algumas categorias,  os plaids são em cashemire, um luxo!!!

Drinque e bilhete de boas-vindas, com chocolates artesanais e muito carinho

Esse foi o quarto onde me hospedei, com banheira hidromassagem no quarto

Fiz uma site inspection para conhecer outras categorias de hospedagem

Alguns apartamentos apresentam tetos com  afrescos

Bar do hotel e o  restaurante Mimesi
O hotel conta com um sofisticado bar e dois restaurantes.  No subsolo fica o restaurante Mimesi, originalmente a cozinha da antiga villa, com pratos sofisticados.   Como toda a estrutura, o ambiente do restaurante também é muito elegante e acolhedor, com  apenas 20 lugares,  onde o chef propõe  suas criações inspiradas em suas viagens e experiências de trabalho, tendo  já passado pela Espanha, China e Japão.

O bar é outro ambiente requintado do hotel, com mesas e bancada de mármore e maravilhoso ciclo de afrescos. O bar e o restaurante são abertos ao público , não apenas aos hóspedes

 

O café da manhã do Dimora Palanca é praticamente uma experiência gastronômica! Fiquei admirada com a quantidade de opções, entre doces e salgados, de tortas, bolos, pães, geleias, omeletes, sucos frescos e detox e uma grande variedade de chás e cafés, com notável atenção a uma variedade de propostas saudáveis e deliciosas!

Na sequência abaixo mostro um pouco da minha experiência de jantar no restaurante Mimesi, que é aberto ao público, cujo menu sugere a quintessência de sabores mediterrâneos, com pratos realizados com  ingredientes locais e sazonais sabiamente combinados com sabores e técnicas desenvolvidas pelo chef.

A abordagem pessoal do chef Giovanni Cerroni redefine uma viagem à cozinha contemporânea

 

Jantar harmonizado onde é possível optar pelo menu degustação de 5, 7 ou 9 courses

Festa de inauguração 
Participei também da  festa de inauguração  do Dimora Palanca que aconteceu no belíssimo jardim da hotel. Roaring Twenties, com buffet do restaurante Mimes. O evento contou com a presença da família Ugliano, proprietária do local, que recebeu os convidados ao lado da  gerente geral  Laura Stopani. Estiveram presentes mais de 150 convidados, dentre empresários, expoentes da indústria da moda, representantes de instituições  culturais, jornalistas e socialites.

Música ao vivo, atmosfera e sabores inspirados nas glórias dos anos 20. Foi uma festa divertida, com buffet do Mimesi, com drinks deliciosos, ostras e champanhe

“Esperamos esta data com muito entusiasmo e estamos muito felizes por iniciar oficialmente a nova vida de Dimora Palanca. Florença redescobriu um pedaço da sua história e a nossa vocação é fazer com que os hóspedes do nosso hotel tenham uma experiência capaz de os fazer respirar a essência de uma cidade única como Florença “, comentou Michele Ugliano

  • Grazie mille Dimora Palanca per l’invito e l’accoglienza impeccabile.

O Museu dos Medici de Florença

O Museo de’ Medici de Florença é o primeiro e único espaço expositivo inteiramente dedicado à história dessa poderosa família que por cerca de 3 séculos governou Florença e a Toscana.  Com  elementos reais e virtuais, o museu conta principalmente a  história da família  a partir dos anos 1500 e dos Grão-duques da dinastia por meio de salas temáticas, retratos, medalhas, documentos, manuscritos e exposições temporárias, de coleções particulares e portanto, inéditos. O museu , localizado no Palazzo Sforza Almeni, foi inaugurado em junho de 2019.

 

Esse é o primeiro museu dedicado exclusivamente à história da família Medici, onde podemos conferir  coleção de pinturas, manuscritos, objetos pessoais e raridades pertencentes a alguns dos mais  ilustres membros da família

Participei de uma visita guiada organizada pela Toscana è,  associação que ajuda a divulgar as belezas do território toscano. Nossa visita foi conduzida pela competente guia Elena Petrioli, autora do blog Guarda Firenze,  e contou com a participação do diretor do museu, Samuele Lastrucci.

Com a guia Elena, Mad e Sandra e os  membros da  Toscana è Leonardo, Gloria, Marco e Erika

Palazzo Sforza Almeni  – o antigo palácio fica a poucos passos da Catedral Santa Maria Del Fiore

O museu está localizado no Palazzo Sforza Almeni, antiga residência do cavaleiro Sforza Almeni,  que foi conselheiro de Cosimo I de ‘Medici. Sforza Almeni foi  secretário de Cosimo por mais de 20 anos, de quem obteve  privilégios e recebeu muitas honras, como o título de Cavaleiro de Santo Stefano e a posse do edifício, confiscado da família Taddei, que havia se oposto ao regime dos Medici.   Almeni convocou os melhores artistas da época  para reestruturar o palácio,  como Vasari e Ammannati. O papel de secretário confidencial do duque era também muito perigoso e arriscado e aproveito para contar pra vocês uma curiosidade envolvendo o Grão-Duque:  Sforza Almeni pagou com a própria vida a revelação à Francesco I, filho de Cosimo,  de sua relação  amorosa com a jovem Leonora degli Albizi. Cosimo I não gostou nada que seu secretário revelasse ao filho sobre sua vida amorosa  e o assassinou com suas próprias mãos.

Brasão original,  do século 16  das familias Medici e Toledo,  no hall de entrada. Na esquina do prédio fica uma cópia

Família Medici
Um breve resumo sobre a poderosa família Medici, que governou Florença por  cerca de 3 séculos e foi uma das mais importantes do Renascimento italiano. Muito provavelmente a família Medici é originária do Mugello, norte de Florença, mas não existem evidências que comprovem a sua origem.  Os Medici não eram nobres, mas comerciantes de tecidos e banqueiros.
A dinastia começou com Giovanni di Bicci que se tornou o financiador do Papa João XXIII, e a partir desse momento os Medici se tornaram a maior e mais eficiente organização econômica e financeira da época. O processo de construção do domínio dos Medici sobre a cidade de Florença, entretanto, começou com Cosimo de’ Medici, conhecido como Cosimo “O Velho”, em 1434. O esplendor florentino  chegou com Lorenzo de’ Medici, conhecido como “O  Magnífico”, em meados do século XV.
O museu conta principalmente a história da família a partir do século 16,  quando Cosimo I tornou-se o primeiro Grão-Duque da Toscana, título que manteve até sua morte.
Os Medici nunca ocuparam cargos públicos, mas exerciam o poder através da criptomonarquia (“cripto” está para oculto), isso é, eles comandavam colocando no poder personalidades manipuláveis e favoráreis às suas ideias e interesses.

O Museo de’ Medici e a Fondazione Anna Maria Luisa apresentam um espaço inteiramente dedicado à família mais importante de Florença

 

 

A “Sala do Tesouro”, com a reconstrução tridimensional fiel da coroa grão-ducal, que foi perdida

No início do percurso uma sala com uma coleção de retratos, começando pelo casal Cosimo I e Eleonora di Toledo

Salas – Nas salas do museu, grande parte da história da família é contada através da exposição de obras de arte originais, documentos e relíquias, testemunhas diretas do domínio secular dos Médici em Florença.

Três grandes salas do museu são divididas por períodos e retratam os séculos 16, 17, até a primeira metade do século 18, quando faleceu a última herdeira da família.
A primeira sala  é dedicada à genealogia, com diversos retratos expostos por casais, sendo o primeiro o de Cosimo I e Eleonora di Toledo, filha do vice-rei de Nápoles.  A seguir encontramos Francesco I e Giovanna da Áustria. E aqui aproveito para contar sobre uma história de amor que marcou a Senhoria Medici: Francesco era amante de Bianca Cappello, ambos casados na época. Depois que ambos ficaram viúvos, finalmente se casaram. Mas o casal de amantes morreu em circunstâncias misteriosas até hoje não esclarecidas, numa das  vilas da família, a Villa de Poggio a Caiano, arredores de Florença. Depois disso, seu irmão Ferdinando I, que era cardeal,  casou-se com Cristina de Lorena.
Os últimos retratos da sala são os de Anna Maria Luisa de’ Medici, filha de Cosimo III. Anna Luisa foi a última herdeira dos Medici e morreu em 1743.

Afrescos da escola de Giorgio Vasari na pequena capela do Palazzo Sforza Almeni

Na Sala del Cinquecento. No século 16, o poder absoluto passou a ser de Cosimo I de’ Medici, do ramo cadete da família, que assumiu quando tinha apenas 18 anos, após o assassinato do Duca Alessandro, em 1537

Cosimo I de ‘Medici, Grão-Duque da Toscana, em retrato realizado por Agnolo Bronzino (1545 aproximadamente)

 

O Diretor do Museu dos Medici, Samuele Lastrucci

 

Ao centro da Sala del Seicento , escultura do busto de Ferdinando II realizada por Giovanni Battista Foggini

 

Modelo de um galeão da frota dos Medici. Vocês sabiam que  Ferdinando I tentou fundar uma colônia do Grao-Ducado no Brasil? A expedição, liderada pelo inglês Robert Thornton, desembarcou na Guiana e posteriormente no Brasil e quando retornou para a Itália, em 1609, Ferdinando I havia falecido e seu filho não teve interesse em dar continuidade à ideia de seu pai

 

A Sala del Settecento com os retratos dos últimos membros da família

 

Algumas reproduções de cartas e documentos da família

Em outubro de 2023 o Museo de’ Medici passou a funcionar na Rotonda del Brunelleschi

 

Museo de’ Medici

Via dei Servi, 12 – Firenze

Horário :  das 10 às 18 horas, diariamente

Valores do bilhete: 9,00 euros com guia de rádio

5, 00 euros com guia habilitada

15, euros  em companhia do diretor do museu (requer agendamento)

Email: museodemedici@gmail.com

 

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Pennabilli, para apreciadores do slow travel

Conhecer a serena Pennabilli  foi uma grata surpresa! A cidade do alto Val Marecchia está localizada nas encostas ocidentais do Monte Carpegna e faz parte da província de Rimini e fica na divisa entre duas regiões. Atualmente pertence à Emília Romagna mas até o ano de 2009 fazia parte da região Le Marche. É um destino que encanta seus visitantes, principalmente os adeptos ao slow travel,  que consiste num estilo de viagem  mais tranquilo e consciente, que nos permite aproveitar cada faceta da viagem e mergulhar na realidade local. Pennabilli é a cidade de Tonino Guerra, conhecido escritor e poeta que  faleceu em 2012.

 

Pennabilli

Com suas esplêndidas paisagens naturais, singelas casinhas medievais e fortalezas históricas, Pennabili, no vale superior do rio Marecchia sem dúvidas surpreende seus visitantes

Pennabilli  foi edificada sobre as rochas de Rupe e Roccione. Seu aspecto urbano deve-se à união de dois antigos castelos, o de Penna sobre o Roccione e o de Billi, sobre a Rupe.

Pennabilli 1

Pennabilli está situada na Alta Valmarecchia , a 630 metros de altitude, e é de origem etrusco-romana

Imaginem que Pennabilli é um burgo com menos de 3 mil habitantes e que tem uma vida cultural de fazer inveja a muita cidade grande. Nos meses de maio e junho o evento Artisti in  Piazza reúne na pracinha da cidade os amantes do teatro, música performances circenses, leitura e dança.  E em julho acontece a Mostra Nacional de Antiguidades , uma das mais relevantes da Itália  e famosa para quem é do setor que existe há 45 anos. Dentre os museus da cidade estão o Museo Diocesano, Museo Diffuso i luoghi dell’anima, Museo Naturalistico, Mateureka, que conta a história do cálculo e da matemática através de objetos originais e Associazione Fondazione Tonino Guerra.

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A praça Vittorio Emanuelle concentra a sorveteria e alguns restaurantes. Olhem que fofas: as amigas se encontraram ali para tomarem um gelato juntos… O papo tava era bom…

Pennabilli

 

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Explorar suas pequenas vielas e se deixar levar pela tranquilidade do burgo é uma maneira muito agradável  de absorver um pouco da beleza e do ritmo do lugar

 

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O Duomo, edificado no século XVI, conhecido como Catedral de San Leone

 

Pennabilli

“E’ bello se puoi arrivare in un posto dove trovi te stesso”, Tonino Guerra

 

Pennabilli

Pennabilli é um desses lugares que te fazem refletir sobre o ritmo de vida que levamos hoje em dia…. A sensação que tive ao visitar o vilarejo é a de estar num bairro residencial de uma cidade do interior, onde todas as pessoas se conhecem.
Pennabilli

O lago Andreuccio é uma das atrações da cidade. A natureza local é outro ponte forte. São parques bem cuidados excelentes para uma caminhada ou piquenique

 

Pennabilli blog

O dia terminou com um lindo pôr do sol… Energias recarregadas e recordações inesquecíveis!

 

Como chegar

Para essas cidades menores sugiro fazer o passeio de carro. Infelizmente não existe estação ferroviária em Pennabilli. A mais próxima fica em Rimini. Dali, as linhas 160 e 161 da Tram Rimini, saindo da estação, fazem o percurso até Pennabilli. Os bilhetes são adquiridos nos bares e  nas “edicolas”. Para informações clique aqui.

Pennabilli fica na costa leste da Itália, a apenas 22 Km de San Leo, 33 Km de San Marino, 45 Km de Rimini e a  60 Km de Anghiari (Arezzo, Toscana).

E’ bello se puoi arrivare in un posto dove trovi te stesso. (Tonino Guerra)

“É lindo poder chegar a um lugar e encontrar com você mesmo.”  Esta frase é do poeta e artista Tonino Guerra (1920- 2012), um dos célebres cidadãos de Pennabilli.

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O Museu do Impossível em Bagni di Lucca

O que você imagina encontrar no Museo dell’Impossibile?Eu não tinha a menor ideia mas acatei a sugestão de uma amiga que me disse que seria interessante para as crianças. A sede do Museu do Impossível  é na Villa Webb, uma antiga residência na cidade de Bagni di Lucca, originalmente chamada de “Villa Buonvisi”,  família que encomendou sua  construção em 1570. Em 1812 a villa  foi vendida a John Webb e herdou o seu nome. O político e poeta Lord Byron e Mary Shelley,  autora de Frankenstein, figuram entre ilustres que já se hospedaram no local.

Villa Web,  onde a realidade se confunde com a fantasia.  cheio de misterio, raros e  bizarro, imaginaçao

Essa  típica villa renascentista já teve várias funções públicas ao longo do tempo e é um lugar que preserva achados verdadeiramente incríveis  e inimagináveis. No  andar térreo, logo quando adentramos o prédio, podemos admirar elementos decorativos típicos do Renascença, como arcabuzes, rifles, espadas e equipamento militar e bandeiras antigas.  Fiquei encantada com a reconstrução de uma cozinha do século 16, com antigos utensílios originais.

No andar térreo do Museu disciplinar encontramos o arsenal com balestras, arcabuzes, rifles, espadas e material militar, além das antigas bandeiras

 

Quem nos acompanhou por todos os ambientes da Villa Webb foi Virgilio Contrucci, transmitindo muita paixão e conhecimento, que tornaram nossa visita ainda mais especial

 

A cozinha do século 16 foi reconstruída com utensílios antigos

 

No primeiro andar encontra-se uma exposição mesas de jogos lembrando que foi nessa cidade que surgiu o primeiro cassino da Europa. No grande salão é  possível visualizar os jogos em uso desde o século 16  até aos dias de hoje e até jogar.

Entendemos o nome do museu só quando chegamos ao segundo andar, que é uma espécie Wunderkammer , isso é o Quarto das Maravilhas. O local abriga uma  grande coleção de objetos estranhos e bizarros, resultado de uma longa e meticulosa pesquisa do colecionador Christian Alpini.  Os objetos da coleção são muito especiais, únicos, de origem e natureza diferentes: é uma coleção bastante peculiar, onde a realidade se confundem com  fantasia,   mistério, raridade e bizarrismo que envolvem desde lobisomens até bonecos possuídos, livros de bruxarias e lendas.

Doenças raras, que dão origens à lendas, lendas, fantasias e segredos para descobrir um lugar único e raro

O espaço Wunderkammer é um dos mais fascinantes e incríveis: bonecos possuídos e livros de bruxas, máscaras de canibal e também fotos de pessoas com doenças raras que suscitaram lendas. São mais de 2 mil peças, entre  artefatos mitológicos, objetos místicos e dotados de habilidades estranhas e descontroladas. Outros objetos são mumificados ou restos embalsamados de criaturas extintas há milhões de anos.  O espirito do museu é “não pergunte o que é real e o que não é, continue sonhando…”.

  
Villa Webb– Museu do Impossível
Piazza Webb, 5
Bagni di Lucca – Toscana
Tel: +39 338 2015232

A Igreja de Santa Trinita de Florença

Fundada pelos monges  valombrosianos  no século 11, a  Igreja de Santa Trinita, localizada na praça homônima, na elegante Via Tornabuoni, abriga obras preciosas como belíssimos ciclos de afrescos  de Ghirlandaio e de Lorenzo Monaco. Ao longo dos séculos, as capelas da igreja foram patrocinadas por ricas famílias florentinas.  A  igreja obteve o título de abadia no século 14  e  passou por algumas reconstruções.  As formas em estilo gótico  datam da segunda metade dos anos 1300 e foram atribuídas  ao artista Neri di Fioravante. A igreja tem 20 capelas, sendo que uma das mais famosas é a Cappella Sassetti, com um precioso ciclo de afrescos de Domenico Ghirlandaio.

 

Reconstruída em estilo gótico entre os séculos 13 e 14 sobre uma anterior igreja românica, a Igreja de Santa Trinita possui uma fachada de pedra construída por Bernardo Buontalenti de formas maneiristas no final do século 16

 

Capela Bartolini Salimbeni com afrescos de Lorenzo Monaco

A Capela Bartolini Salimbeni com os maravilhosos  afrescos de Lorenzo Monaco (1370-1425). Trata-se de um dos maiores exemplos que podemos testemunhar aqui na Itália  de afrescos em estilo gótico internacional.

Adoração dos Pastores   é  o ciclo de afrescos feito  por Domenico Ghirlandaio, mestre de Michelangelo

 

A esplêndida Capela Sassetti é uma verdadeira obra-prima do Renascimento. Ela contém um ciclo de afrescos de Ghirlandaio realizados na metade do século 15

A esplêndida Capela Sassetti, com afrescos de Domenico Ghirlandaio  realizados entre 1482 e 1485  contam  histórias da vida de São Francisco, em cujas cenas estão pintados vários retratos de personagens importantes daquele período histórico, incluindo Lorenzo, o Magnífico, e de integrantes da própria família que patrocinou os trabalhos.  Os túmulos dos  patrocinadores dos afresco, realizados por Luca Della Robbia,  também encontram-se na capela.

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Igreja de Santa Trinita

Praça Santa Trinita – Firenze

Entrada gratuita

A Praça da República de Florença

A Praça da República, a Piazza della Repubblica, é uma das principais praças do centro de Florença  desde a época romana. É um ponto de encontro animado, colorido e cheio de vida! A “Praça do carrossel” já abrigou o gueto hebraico  e o Mercado Velho, que funcionaram no local até o século 19. A praça, considerada o miolinho de Florença e circundada por elegantes cafeterias, foi construída sobre as ruínas do fórum romano.

O Arco do Triunfo desenhado pelo aquiteto  Vincenzo Micheli e realizado em 1895. O arco traz a seguinte frase: “L’antico centro della città da secolare squallore a vita nuova restituito”

 

A praça da República foi construída entre 1885 e 1895, após a demolição da antiga Piazza del Mercato Vecchio

 

Considerada o centro da cidade há séculos, a Praça da República passou a sediar o mercado na Idade Média.A praça desde aquela época era ponto de encontro e de comercio e seu aspecto era bem diferente do que vemos hoje, pois existiam as casas-torres, os arranha-céus medievais.  

Na praça existe uma maquete para deficientes visuais

 

Antigo gueto – Construído por vontade de Cosimo I de ‘Medici em 1571, o gueto hebraico passou a ocupar essa área central da cidade, englobando a Piazza della Repubblica , na época o Mercato Vecchio, via Roma, via del Campidoglio e via Brunelleschi.  Era uma espécie de cidade murada, acessível por duas portas, e que continha duas sinagogas. Os judeus permaneceram  no local até meados do século 18, época em que receberam autorização para se mudar para outras áreas da cidade. O gueto foi demolido entre 1885 e 1895.

A praça hoje é animada por artistas de rua e shows improvisados

O aspecto atual de formato retangular com grandes edifícios do século 19 é o resultado da modernização urbana e das intervenções realizadas quando Florença foi proclamada capital da Itália, em 1865.  E nessa mesma época as antigas muralhas  que cercavam a cidade foram  demolidas para dar lugar para as avenidas, pois a cidade devia ter uma aparência mais imponente e majestosa.  Foram demolidas as construções, as torres, igrejas e bodegas.

No século 19 quando Florença foi eleita a capital da Itália aconteceu uma importante reestruturação  na praça (Foto da internet, sem autoria)

A inauguração da praça contou com a presença de Vittorio Emanuele II, que deu então o nome à praça.   Ao centro da praça  havia estátua do rei a cavalo, que foi transferida em 1932 para a Piazza Vittorio Veneto,  onde se encontra.

Cafés – Cafés históricos circundam a praça. Aqui encontramos o  elegante  Paszkowski, inaugurado em 1846, que fica ao lado de outra refinada cafeteira, o  Caffe  Gilli , fundado em 1897.  Do lado oposto encontramos o   Giubbe Rosse, fundado em 1897, que no início do século 20 tornou-se um ponto de encontro de escritores e artistas italianos e estrangeiros.

 

Impossível não associar a praça ao carrossel  retrô, que  pertence à família Picci. Está  presente na praça desde o início do século 20. E não só as  crianças se divertem, os adultos também são admitidos

 

A Colonna della Dovizia ou dell’Abbondanza

A última intervenção da praça é a Coluna da Abundância representa de fato, o centro exato da cidade,  ponto onde se cruzavam  as duas estradas  das principais ruas da antiga cidade romana,  Cardo e  Decumanus. No século 15  havia uma estátua de Donatello representando a Dovizia,  mas a obra foi destruída no século 18. Para substituir a obra de Donatello,  foi colocada a obra de Giovan Battista Foggini em 1721, a Coluna da Abundância.  Antigamente haviam na coluna duas correntes de ferro presas, uma mais no alto com um sino, que tocava na abertura e no fechamento do mercado, e outra para maias baixa , para o pelourinho, onde eram expostos os comerciantes desonestos, golpistas e devedores.

 

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civita

O burgo de Civita di Bagnoregio

Tem algo de muito especial em Civita di Bagnoregio. Talvez o fascínio desse burgo, que parece suspenso no Vale do Calanchi,  é porque sabemos que ele pode desaparecer.  Conhecida como  “a cidade que morre”,  uma pequena fração do município de Bagnoregio, na província de Viterbo, é um dos destinos turísticos mais famosos de Tuscia, na Itália.

Civita

Posicionado numa falésia, o acesso à cidade é feito apenas através  de uma ponte de concreto armado de 300 metros de comprimento, que foi construída em 1965. Mas por que o lugar é conhecido  como “a cidade que morre”? Porque o vilarejo  perde cerca de 7 cm por ano devido à erosão.  A cidade,  fundada pelos etruscos há 2500 anos,  atualmente conta com apenas 11 habitantes.

 

Civita di Bagnoregio fica no maravilhoso Vale do Calanchi, a 443 metros de altitude. A cidade,   localizada  sobre uma colina, é um belo exemplo de vilarejo medieval, que surgiam no topo das montanhas por questões defensivas

 

Os gatinhos são famosos aqui no burgo. Vocês vão encontrar centenas deles!!!!

O encantador vilarejo fica ao norte da região do Lazio, província de  Viterbo, quase fronteira com a Úmbria, entre Roma e Firenze. Civita di Bagnoregio é considerado um dos mais belos burgos da Itália e todos os anos é visitada por centenas de milhares de pessoas de todo o mundo para admirar sua aparência atemporal e vivenciar sua atmosfera mágica!   E uma curiosidade para os brasileiros, em Civita foram  gravadas cenas da novela global Esperança, com Reynaldo Gianecchini e Priscila Fantin, além de o filme Pinocchio, dirigido por Alberto Sironi em 2009.

 

Civita di Bagnoregio é ameaçada por deslizamentos de terra e erosão do solo. Esta é a  ponte que nos conduz até a entrada do burgo tem 300 metros de comprimento

 

Porta Santa Maria é hoje o único acesso à vila. Depois da travessia da ponte, é por ali que passamos para começarmos a explorar o burgo. E  para acessar o centro de Civita, os visitantes devem pagar uma pequena taxa de entrada (5 euros), que permite à administração municipal realizar obras de restauração e estabilização e manter a vila aberta aos visitantes.

 

A Porta Santa Maria

 

Você pode perceber a atmosfera de outros tempos caminhando por  seus becos estreitos e admirando a arquiteta  medieval

 

A vila remonta ao final da Idade Média e, desde então, permaneceu quase intacta, dando a este lugar a aura fascinante de um lugar onde o tempo parou

 

Civita di Bagnoregio tem apenas 11 habitantes por causa da precária condição estrutural que acabou esvaziando a cidade. Nos últimos anos várias casas foram reformadas e, na temporada de verão costuma  abrigar artistas e turistas estrangeiros.  Civita está passando por uma nova fase de desenvolvimento, graças ao turismo ,  mas ao mesmo tempo tornou-se necessário controlar o acesso de pessoas para não danificar o equilíbrio frágil das estruturas antigas.

 

A Piazza di San Pietro. Este é o local que nos recebe assim que adentramos o pequeno burgo

 

O coração do burgo  e local mais movimentado do vilarejo é a praça  San Donato que abriga a igreja de San Donato e o Palazzo Alemanni, sede do Museo Geologico  e delle Frane. Interessante é que a praça não é  pavimentada, mas  há uma espécie de terra bem dura no chão, o que nos dá a sensação de uma volta ao passado de uns 300 ou 400 anos.

 

A igreja de San Donato. Segundo a tradição a igreja é do século  V e é de origem romana

 

Entre as atrações principais, podemos citar a Grotta di San Bonaventura que certamente é um símbolo da cidade de Civita di Bagnoregio e o lugar onde, segundo uma história mítica, a cura milagrosa de uma criança – o pequeno São Boaventura – aconteceu pela mão de Sao Francisco, que ficou nesta caverna por alguns dias enquanto ajudava a criança. Segundo a antiga lenda, após a cura, São Francisco dirigiu-se à criança dizendo “Bona Ventura” e, uma vez que a criança chegou à idade adulta, entrou na ordem dos Franciscanos com o nome de Boaventura.  A caverna, na verdade uma antiga tumba etrusca, está aberta aos turistas para uma visita.

 

Antica Civitas  é um pequeno museu em uma caverna etrusca no centro de Civita di Bagnoregio. No interior, estão expostas as ferramentas clássicas da vida camponesa, como as prensas para preparar azeite e vinho, potes antigos,  pás e outras ferramentas antigas de trabalho.  O ingresso custa 1 euro para adultos (grátis para crianças). 

Grutas subterrâneas. Escavações e vestígios que datam de época  etrusca e romana

Nós ficamos hospedados no vilarejo vizinho de Bagnoregio, que é  pequeno e muito gracioso. Fizemos todos os passeios à pé.  Fizemos o percurso da casa onde ficamos hospedados até a entrada do vilarejo de Civita di Bagnoregio numa caminhada de 20 minutos.

A Porta Albana em Bagnoregio

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As Rampas do Poggi de Florença

As Rampas do Poggi de Florença,  Le Rampe Del Poggi,   foram reinauguradas na primavera de 2019  após  quase um século desativadas. Graças a um novo sistema hídrico, as cascatas voltaram a embelezar  o   Oltrarno.

As Rampas do Poggi em todo  o esplendor original com suas fontes e cascatas. A obra tem uma superfície de 6700 metros quadrados,  distribuídos em 3 níveis

 

O sistema das rampas  é parte integrante do complexo arquitetônico-paisagístico do Viale dei Colli, projetado e construído pelo arquiteto Giuseppe Poggi

As Rampas do Poggi,  nas proximidades da Torre de San Niccolò, ligam o lungarno ao Piazzale Michelangelo.  A obra foi realizada entre 1872 e 1876 pelo arquiteto Giuseppe Poggi, encarregado do novo projeto de revitalização urbana. Ele foi o responsável pelo novo plano urbanístico quando Firenze tornou-se a capital do Reino da Itália, em 1865. O plano previa importantes transformações urbanas graças às quais, pela primeira vez,  criou-se um sistema verde urbano de dimensão europeia, com  jardins públicos destinado e dedicado não apenas às classes privilegiadas mas para toda a comunidade. O arquiteto Poggi projetou os viales, as grandes avenidas de Firenze e é dele também o projeto do Piazzale Michelangelo.

A Torre de San Niccolò, que é aberta à visitação entre os meses de junho e setembro. Proprorciona uma vista linda não apenas de Florença, mas também das Rampas

As grutas e piscinas foram limpas e toda a superfície decorada foi recuperada após a restauração

 

As Rampas ficaram desativadas por quase um século e  voltaram à vida graças à uma grande obra de restauração financiada pela Fundação CR Firenze (Art Bonus), onde foram gastos 2,5 milhões de euros. A arquitetura original foi restaurada e o jogo mágico de fontes e cachoeiras foi reativado.

 

As Rampas do Poggi apresentam um verdadeiro espetáculo de água com cascatas, fontes e plantas

 

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