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A elegante via Tornabuoni de Florença

A Via Tornabuoni, que vai da Ponte Santa Trinità até a Piazza Antinori, é uma das ruas mais luxuosas do centro de Florença.   É uma rua muito elegante desde o período do Renascimento, quando passou por um processo de profunda transformação com a construção de inúmeros palácios nobres, que levam o nome das  famílias abastadas que eram suas proprietárias. A rua abriga lojas de grifes renomadas e luxuosas.

A Via Tornabuoni, referência de rua elegante desde o Renascimento

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Aqui começa a via Tornabuoni, nas proximidades da Ponte Santa Trinita, no Lungarno Corsini. As boutiques Ferragamo, no Palazzo Spini Ferroni,  à esquerda e a loja Ermenegildo Zegna à direita, com localização privilegiada.

O   imponente Palazzo Spini Ferroni, sede da Salvatore Ferragamo e sede do Museu Ferragamo

 

Praça de Santa Trinita –  Um dos pontos mais charmosos da rua é a  Piazza Santa Trinita,  dominada pela igreja homônima. Ao centro da praça  há um obelisco de mármore proveniente das Termas de Caracalla de Roma,  doado em 1560 pelo papa Pio IV à Cosimo I, que o ergueu para lembrar a vitória de Montemurlo (em 1537), que marcou o início de seu longo governo.

 

Ao centro da praça a Coluna da Justiça, uma imponente coluna em granito, doada pelo Papa Pio IV  em 1560 para Cosimo I, o primeiro grão-duque de Firenze

Em 1555 Cosimo I conseguiu conquistar a cidade de Siena e tornou-se, em 1569, com a nomeação do papa Pio V, grão-duque da Toscana.  Por esse motivo foi escritoa na coluna ainda hoje visível: “COSMUS MED MAGN DUX ETRURIAE”.  Em 1581, a estátua foi  adicionada  ao topo do obelisco,  obra de Tadda, representando a Justiça. A partir  desse momento, o monumento foi renomeado de Coluna da Justiça.

A Coluna da Justiça , obelisco de mármore no centro da praça

 

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Até 1911 a praça recebia a referência de Via Tornabuoni e foi graças ao pedido do Marquês Filippo Corsini que a praça recebeu seu nome atual

 

Igreja de Santa Trinita– A Igreja de Santa Trinità  , com fachada em estilo barroco  do final do século 16,  conserva um verdadeiro tesouro artístico em uma de suas capelas : “Adoração dos Pastores”, na Capella Sassetti, realizado por  Domenico Ghirlandaio.

 

A fachada da igreja de Santa Trinita. A igreja é de 1200, enquanto a fachada é barroca e foi construída por Bernardo Buontalenti no final dos anos 1500

 

Obra de Domenico Ghirlandaio.  Afrescos da Cappella Sassetti, realizados entre 1482 e 1485, no interior da igreja Santa Trinità

 

Antica Torre Tornabuoni, uma residência de época que faz parte da Associação Italiana de Casas Históricas.  Atualmente no local  funciona um hotel e alguns escritórios.  A torre, edificada em 1260,  possui  dois terraços que nos  proporcionam uma vista  deslumbrante!  Do Duomo Terrace localizado a 25 metros de altura,  avistamos  a Catedral, o campanario de Giotto, o Palazzo Strozzi e a igreja de Santa Maria Novella, enquanto do Arno Terrace localizado a 30 metros de altura,  temos uma vista  linda do Oltrarno.

 

Palazzo Bartolini Salimbeni – “Criticar é mais fácil do que imitar”.  Essa frase (Carpere promptius quam imitari) está escrita no palácio realizado pelo arquiteto Baccio d’Agnolo entre 1517 e 1520.  Ele foi muito criticado por ter construído o edifício “alla romana”, um estilo bem diferente do que até então podia ser visto na arquitetura residencial florentina.  Mais tarde, o palácio foi copiado, marcando uma verdadeira reviravolta na edificação maneirista. Atualmente o palácio abriga da coleção particular de Roberto Casamonti dedicada aos grandes mestres que revolucionaram a arte de 1900 e do nosso século. 

 

O palácio Bartolini Salimbeni, que era uma das mais ricas famílias de Florença. O arquiteto do prédio foi criticado na época da construção, mas depois foi copiado

 

Na Via Tornabuoni encontramos grifes como Prada, Ferragamo, Zegna, Dior, Fendi, Gucci, Céline, Loro Piana, Montblanc, Saint Laurent , Tods e Hermès

O Palazzo Strozzi, um dos mais imponentes da rua, fica na esquina entre as ruas Tornabuoni, Strozzi e praça Strozzi, um santinho descolado e  agradável onde estão a loja Louis Vuitton, o bar Colle Bereto e o Odeon Bistro. O acesso ao pátio, que é aberto ao público, dá-se por 3 divinos portões  e os outros andares são visitados quando acontecem mostras temporárias. É uma das mais significativas construções renascentistas da cidade.

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O Palazzo Dudley,  cuja denominação oficial é Palazzo del duca di Nortumbria.  Foi construído em 1613.  O andar térreo foi durante muitos anos sede da marca Gianfranco Ferrè e atualmente  abriga uma loja da  Cos.

O Palazzo Dudley

 

O prédio foi construido por Robert Dudley, conde de Warwick e amigo de Ferdinando I de’ Medici

 

A Via Tornabuoni ganha linda decoração durante as festividades de final de ano

No século passado a via Tornabuoni tornou-se uma verdadeira sala de estar da Europa com seus prédios históricos e lindas lojas mobiliadas com móveis de época,  por onde circulavam pessoas de classe e elegância. Esta era uma área da cidade  frequentada por personalidades da arte, política e da  aristocracia  florentina.

 

E para um pitstop, alguns dos locais para comer ou beber alguma coisa na Via Tornabuoni são o Procacci, com o panino trufado, o bistrô Obicà e a Cantinetta Antinori, um restaurante da família do conhecido vinho

 

Entre o Palazzo Strozzi e a igreja dos Santos Michele e Gaetano encontramos esta linda  loggia do Palazzo Corsi-Tornabuoni

 

Chiesa dei Santi Michele e Gaetano – A igreja de Santi Michele e Gaetano é uma das surpresas que Florença reserva para quem, ao se aventurar pelo centro histórico em busca de vestígios renascentistas, também se dispõe a olhar para as outras almas da cidade negligenciada pelo turismo de massa. Na Piazza Antinori, na entrada da via Tornabuoni, destaca-se a fachada barroca em pedraforte, com estátuas em mármore branco e escadaria, em estilo romano. A primeira pedra foi lançada em 1604. Matteo Nigetti acompanhou os anos os trabalhos  e foi sucedido em 1633 pelo arquiteto da corte Gherardo Silvani, auxiliado por seu filho Pierfrancesco. A igreja fica na praça Antinori.

 

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A Igreja dei Santi Michele e Gaetano, com fachada barroca em pedraforte florentina, projetada por Gherardo Silvani. Um dos maiores exemplos do barroco em Florença

 

A Igreja dei Santi Michele e Gaetano fica na Piazza Antinori. Interior em cruz latina com  nave única

 

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Florença menos conhecida

A Florença que vemos sempre nos cartões-postais e rota obrigatória de turistas em visita à cidade,  já sabemos de cor e  salteado:  Catedral Santa Maria Del Fiore, Basílica Santa Maria Novella,  Basílica de Santa Croce, Museu Uffizi, Palazzo Vecchio, Piazzale Michelangelo, Palazzo e Pitti e Galleria dell’Accademia. Basicamente são essas as atrações que fazem parte da lista dos turistas que visitam Florença. Mas essa extraordinária cidade guarda verdadeiros tesouros não muito conhecidos,  geralmente visitados por quem já esteve na cidade. Aqui uma  relação com 10 atrações que selecionei pra vocês de uma Florença menos conhecida:

 

Florença menos conhecida: atrações lindas e interessantes que irão te surpreender!

 

1- Basílica de San Miniato al Monte – A igreja fica a poucos passos do Piazzale Michelangelo e é uma das obras-primas do estilo românico na cidade. Foi construída entre os séculos 11 e 13 .  Geralmente, para ter uma visão panorâmica da cidade os visitantes escolhem  o Piazzale Michelangelo, mas sugiro também visitar a basílica, que fica a 5 minutos a pé.  Entrada gratuita.

 

Igreja de San Miniato al Monte. Como o nome sugere, esta igreja é dedicada a San Miniato, o primeiro mártir da cidade de Florença

 

A vista das escadarias da igreja de San Miniato, que fica nos arredores do piazzale Michelangelo, em um dos pontos mais altos de Firenze e que nos proporciona um esplêndido panorama

 

2- Giardino delle Rose– Com cerca de 350 espécies de rosas, o  Giardino delle Rose é um dos jardins panorâmicos mais lindos de Firenze. Localizado sobre as colinas de San Miniato e pouco abaixo do Piazzale Michelangelo, foi realizado em 1865 pelo arquiteto Giuseppe Poggi.  O jardim fecha em alguns meses do ano,  sempre aberto na primavera e no verão. Entrada gratuita.

 

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3- Cappella Brancacci–  Continuando com os locais de Florença menos conhecida, sugiro uma visita à Cappella  Brancacci,  fundada no século 14. A capela fica dentro da igreja de Santa Maria del Carmine e guarda preciosidades da pintura do Renascimento italiano. A pequena capela reúne obras de Filippino Lippi,  Masolino e  Masaccio, um dos primeiros artistas a utilizar a perspectiva em suas pinturas. A Cappella Brancaci fica na piazza Del Carmine, no Oltrarno.

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A carreira de Masaccio foi breve mas marcante. Ele pintou muitos dos afrescos da Capela Brancacci

 

4- Villa Bardini –  Conhecida também como Villa Manadora, a Villa Bardini é um importante espaço verde  na cidade dedicado a exposições temporárias, graças aos seus dois museus internos, o Museu Capucci e o Museu Annigoni.  A vista dos jardins da Villa é um espetáculo e o local  pode ser visitado com o mesmo ingresso que os Jardins de Boboli.

 

 

5- Palazzo Medici Riccardi -Riqueza do patrimônio arquitetônico, histórico e artístico de Firenze, o Palazzo Medici Riccardi foi a primeira residência da poderosa família Medici em Florença.  Concluído em 1460, é um dos mais notáveis modelos de arquitetura Renascentista em Firenze.  Foi projetado por Michelozzo em 1444, sob encomenda de Cosimo Il Vecchio. No ano de 1517  passou pelas primeiras alterações estruturais. Atualmente, além de ser sede da Città Metropolitana,  abriga exposições de arte temporárias e funciona como museu, que oferece aos visitantes a oportunidade de um retorno ao passado de ao menos quatro séculos. No complexo onde fica o prédio você também pode visitar o lindo jardim do palácio. Fica na via Cavour, 1.

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A Cappella dei Magi fica no primeiro andar do palácio. Era a pequena capela particular da família.  A capela é o único ambiente realizado na época em  que os Médici habitavam no Palácio

 

6- Museu  Arqueológico de Firenze – O MAF briga verdadeiros tesouros únicos, pouco conhecido em comparação com outros museus do circuito da cidade, também inclui uma seção de bronzes da antiguidade e renascentistas e seção egípcia que é segunda mais importante da Itália, depois a de Turim. O museu abriga a importante obra Quimera de Arezzo, em bronze,  um dos maiores exemplares de arte etrusca antiga, provavelmente do do século IV A.C..  Foi encontrada em Arezzo em 1553.  Você vai poder ver múmias do período egípcio, sarcófagos etruscos e esculturas romanas em um dos museus mais antigos da Italia.   O museu fica na  Praça della Santissima Annunziata, 9,r

Arte etrusca. A obra em bronze, Quimera de Arezzo, que na mitologia grega representa um animal monstruoso com corpo de leão, cabeça de cabra e cauda de serpente

 

7- Museu Opera del Duomo– Aqui encontramos a maior concentração de esculturas monumentais florentinas do mundo: estátuas medievais e renascentistas e relevos em mármore, bronze e prata pelos maiores artistas da época. Obras-primas que, na maioria dos casos, foram feitas para o exterior e o interior das estruturas eclesiásticas que encontramos em frente ao museu: a Catedral de Santa Maria del Fiore, o Batistério de San Giovanni e o Campanário de Giotto.  O museu apresenta  obras feitas para esses edifícios, que juntos constituem o que hoje é chamado de “Museo Opera Del Duomo”.

 

 

 

8- Igreja de Santa Trinita  – A igreja de Santa Trinità fica na praça homônima, na elegante Via Tornabuoni. Foi fundada pelos monges  valombrosianos  no século 11. Obteve o título de abadia no século 14  e  passou por algumas reconstruções. Ao longo dos séculos, as capelas da igreja foram colocadas sob o patrocínio de ricas famílias florentinas.  As formas em estilo gótico  datam da segunda metade dos anos 1300 e foram atribuídas  ao artista Neri di Fioravante A igreja tem 20 capelas, sendo que uma das mas preciosas é a Cappella Sassetti, preciosa obra de Domenico Ghirlandaio, realizados entre 1482 e 1485.  Entrada gratuita

 

A igreja de Santa Trinita

 

Afrescos de Domenico Ghirlandaio no interior da igreja, entre as obras-primas do século XV , na Cappella Sassetti

 

9 -Le Rampe del Poggi  – As rampas do Poggi foram construídas pelo arquiteto Giuseppe  Poggi entre 1872 e 1876. Durante cerca de cem anos ficaram desligadas e desde 2019 voltaram a embelezar a região do Oltrarno, próximo à Torre de San Niccolò. A obra tem uma superfície de 6700 metros quadrados e apresenta um moderno sistema hídrico, composto por grutas, cascatas e planta e Liga o lungarno ao Piazzale Michelangelo.

 

As obras de restauro e valorização devolveram o esplendor original às fontes. A reinauguração foi em maior de 2019

 

 

10- Igreja de Ognissanti –  A igreja de Todos os Santo guarda preciosos tesouros artísticos em seu interior, que  é ricamente decorado, com obras de arte realizadas por  Giotto, Taddeo Gaddi, Botticelli e Ghirlandaio.  A igreja franciscana tem sua origem ligada à família do navegador Américo Vespúcio, que a patrocinou.  Em seu interior os túmulos de nomes prestigiosos como  Américo Vespúcio e Simonetta Vespúcio, a musa de Sandro Botticelli, que também foi enterrado no local.

 

A igreja franciscana, dificada em 1251 , fica na luminosa praça homônima

 

O que acharam das opções deste post Florença menos conhecida? Alguma outra atração que não faz parte das mais visitadas que gostaria de dividir com a gente? Em breve vou publicar mais 10 atrações “Florença menos conhecida”.

A ilha de Giudecca, em Veneza

A Giudecca é a maior ilha de Veneza cidade e estava em duvida se gastaria as minhas ultimas horas na cidade em um passeio nessa parte mais tranquila da cidade ou se iria à um museu.  Era verão, a cidade estava super lotada e pra ser muito sincera, precisava de um pouco de tranquilidade.  Então, resolvi desfrutar de uma atmosfera mais simples e silenciosa, além do canal, que contrasta com essa Veneza que conhecemos. A Giudecca  era  anteriormente chamado Spinalonga, devido à sua forma alongada que lembra uma espinha de peixe.  É maior ilha e ao mesmo tempo a mais próxima de Veneza, separada do amplo e profundo Canal Giudecca, anteriormente chamado de Canale Vigano. No entanto, não há pontes que  conectem a Giudecca até  o centro histórico,  é preciso tomar um vaporetto.

Giudecca é uma das ilhas da lagoa onde o turismo de massa não existe. Dá pra apreciar a vista da lagoa em paz.

 

Durante séculos, a Giudecca era a ilha onde os ricos e burgueses possuíam vilas, hortas e jardins para períodos de férias e descanso, na época de verão e outono

Sobre a origem do nome Giudecca, alguns sustentam  que é devido à presença antiga de uma comunidade judaica, evidenciada pela existência de duas sinagogas, que foram  destruídas, e pela descoberta , na área próxima ao Zitelle, de uma pedra com inscrições em hebraico. Segundo outros, no entanto, o nome deriva do termo “zudegà”, julgado, que se refere a uma sentença proferida no século 9 com a qual terras foram concedidas a algumas famílias banidas de Veneza e depois retiradas do exílio.

 

Um dos edifícios mais bonitos da ilha de Giudecca é a Igreja do Redentor, construída no século 16 em um projeto de Palladio: um monumento religioso criado como agradecimento pelo fim da terrível praga que devastou Veneza em 1576, causando a morte de um terço da população.

A Igreja do Redendor, construída no século 16  para comemorar a libertação da cidade por ter vencido a peste.  Em seu interior, obras de Jacopo Tintoretto, Vivarini e Paolo Veronese

 

 

A Igreja de  Santa Maria Maria della Presentazione ” Le Zitelle” e  a Casa dei Tre Oci (dos 3 Olhos), em estilo neo-gotico, é um espaço expositvo

 

Outros pontos de interesse são a Igreja e Convento delle Zitelle (Solteironas), projetada por Andrea Palladio e fundada em meados dos anos 1500. O nome curioso  é que o local abrigava meninas carentes que moravam e trabalhavam ali.  Elas eram jovens pobres, mas muito bonitas, e para evitar que entrassem no mundo da perdição e início da prostituição, elas ficavam hospedadas no convento e eram educadas até atingir a idade de casar.

 

Depois de atravessar a ponte San Cosmo, chega-se à prisão feminina.  O complexo penal consistia na igreja e no convento de Santa Maria Maddalena. Os prédios são famosos porque receberam prostitutas que queriam deixar essa vida e se “livrar” dos pecados. Por isso que o convento é mais conhecido como das “Convertidas”.

 

Na ilha de Giudecca, há também o Molino Stucky , projetado por  um arquiteto alemão. É uma construção em estilo neogótico no qual, em 1884, o industrial Giovanni Stucky transferiu a sede de sua fábrica, que funcionou  até 1954. Atualmente abriga um luxuoso hotel , com terraço bar.

 

A ilha da Giudecca está localizada em frente ao sestiere de Dorsoduro

 

Programas ao ar livre durante a pandemia

Sempre gostei da forma italiana de curtir a “bella stagione” (seria  a bonita estação) ao ar livre!  E  a pandemia fez com que muitos locais se reinventassem para propor um novo estilo de programas. Para explorar os lindos espaços ao aberto, villas, restaurantes de fazenda e vinícolas,  que costumavam trabalhar principalmente com casamentos e  grandes eventos,  decidiram inovar com propostas como piqueniques, aperitivos e jantares ao ar livre, en  petit comité, sempre tomando precauções, evitando aglomerações e respeitando as normas de distanciamento.  Essas novas propostas desfrutam de locais ao aberto para reunir amigos e socializar. Aqui na Toscana muitos eventos interessantes movimentaram o verão. Neste post mostro alguns deles pra vocês:

 

Programas “outdoor” para curtir momentos em companhia em meio à natureza

 

Jantar nas vinhas no Chianti

Pela segunda vez participo de um evento realmente mágico: jantar sob as estrelas em meio aos vinhedos do Chianti, na vinícola Querceto di Castellina.   A despedida do verão não poderia ter sido melhor: aperitivo na varanda com vista para os vinhedos, com participação de Betty Soldi, que presenteou os participantes com seus desenhos. O delicioso menu foi assinado pelo  Restaurante Albergaccio e a designer de flores Alexandra Winston enfeitou a longa mesa com lindos arranjos florais coloridos e cachos de uva. Capricho e elegância em todos os detalhes! Mary e Jacopo, proprietários do local que me convidaram para o evento, foram primorosos e organizaram um evento maravilhoso, num cenário encantador!

 

Mary verificando os últimos detalhes da arrumação da longa mesa

 

Querceto di Castellina – Aperitivo na varanda , num panorama de sonhos  constituído por fileiras de plantações de uva, seguido por um  jantar  em meio às vinhas do Chianti

 

A área da piscina da Querceto di Castellina

Piquenique na  Villa  Castelletti

A Villa Castelletti , localizada em Signa, a poucos minutos de Firenze, é uma location maravilhosa que aluga seu espaço para festas de casamento.  Este ano inaugurou um novo format após o lockdown, o piquenique gourmet com menu assinado pela jovem  chef Elisa Masoni.  Programa ideal também para familias, inclusive muitas crianças tiveram a possibilidade de pescar. O menu era constituído de focaccia al alecrim, massa fria al pesto, flan com verduras, panino  com presunto e molho verde e para sobremesa  torta de banana com  chocolate. Depois do piquenique participamos de uma visita guiada pela villa em companhia de Federci Allegri, atual proprietário. O  evento foi orgnizado por Marco Gemelli , a quem agradeço o convite.

A Villa Castelletti abriu ao público pela primeira vez logo depois do lockdown para piquenique gourmet nos finais de semana

 

Lindissima essa  location! A área tem 12 hectares, com espetacular villa,  lago e um maravilhoso jardim em estilo inglês,  um dos maiores da província de Firenze

 

Aperitivo e jantar na Fattoria Santo Stefano

Como vocês já devem saber, setembro na Itália é tempo de colheita de uvas e qual melhor maneira de celebrar este momento mágico da cultura toscana senão degustando um excelente vinho, acompanhado por pratos tradicionais, diretamente nas vinhas? Participei de um evento na Fattoria Santo Stefano que reúne arte, música e enogastronomia: happy-hour nas vinhas com o pintor fiorentino Marco Burchi realizando obras ao vivo, concerto de música clássica e jantar no jardim, com especialidades toscanas. Foi uma noite agradável, circundados de toda a beleza que encontramos nessa magnífica região, onde a simplicidade se faz valer e sempre impressiona! A Fattoria Santo Stefano é um pequeno burgo medieval em Greve in Chianti, uma das regiões vinícolas mais famosas do mundo.

 

Degustação nas vinhas, concerto de música classica na beira da piscina e jantar nos jardins

 

Na Fattoria Santo Stefano degustação de vinhos especiais da vinícola combinados com os sabores autênticos da região do Chianti!

A Fattoria Santo Stefano, administrada pela família Bendinelli desde o inicio dos anos 60, é um pequeno burgo localizado no coração do Chianti, que além de empresa agrícola produtora de vinhos e azeite extra virgem funciona também como agroturismo. Participei do evento à convite de Milko Chilleri e da Fattoria Santo Stefano.

Toda a propriedade, incluindo apartamentos e vilas, tem capacidade para acomodar  até 30 pessoas, em suas 8 casas, todas reformadas preservando o espírito autêntico do passado, com móveis simples e elegantes

 

Degustação de vinhos e piquenique

Adoro explorar e conhecer vinícolas familiares que se dedicam à produção de vinhos com paixão e respeito ao território. Participei de um excelente programa na Fattoria Betti, em Quarrata, que recebeu um seleto grupo de bloggers e jornalistas para uma fusion experience, com menu inspirado na Ásia, harmonizado com as novas safras dos vinhos da vinícola, que é gerenciada pelos irmãos Guido e Gherardo. Todos os detalhes, no post sobre  a Fattoria Betti,

 

Entre Azzurra Mantellassi e Michela Ricciarelli

 

Happy-hour e cinema – A maravilhosa Villa Medicea di Lilliano promoveu vários eventos neste verão, como o Cinema sob  as estrelas, com degustação de vinhos da vinícola durante o happy-hour antes  da sessão de cinema ao ar livre.  A villa fica  nas colinas do Chianti, a poucos minutos de Firenze. Infelizmente não pude atender ao convite da villa para uma das sessões de cinema.

Cinema sotto le stelle – primeiro uma boa taça de vinho no terraço e depois um bom filme, no lindo jardim da villa (foto Villa Medicea di Lilliano)

 

  • Todos os programas foram realizados respeitando as normas de segurança e seguindo os protocolos de distanciamento exigido, sem obrigatoriedade de máscaras ao ar livre. Vale ressaltar que as regras vigentes podem variar de acordo com a cidade e com o horário.

 

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Saludecio, o burgo dos murales

Há um pequeno vilarejo no Valle del Conca, na província de Rimini, inserido numa paisagem verde, onde as paredes vão ganhando, a cada ano, novos murales, contribuindo assim para transformar o pequeno burgo num encantador museu a céu aberto! É Saludecio, onde caminhar é uma prazerosa descoberta! Imagine que esse gracioso burgo é todo colorido por murales que  retratam principalmente invenções do século 19.

 

Saludecio tem cerca de 3 mil habitantes e era um vilarejo fortificado que pertencia à Senhoria Malatesta

 

São suaves subidas e descidas e ruas de paralelepípedos, por onde passeamos e paramos para admirar os  40 murales  pintados por diferentes artistas que tornam este lugar  ainda mais mágico

 

Arte urbana enfeitando o pacato burgo de Saludecio. O interessante é cada obra traz a explicação da obra com ricas informações. Educativo também para as crianças

 

Saludecio é um minúsculo e charmoso  burgo medieval  na Emília Romanha, onde cerca de 40 murales colorem os muros de suas vielas e pracinhas retratando principalmente invenções do século 19. Realizado pela ARPERC  -Arte per Comunicare di Castellabate (SA) – desde o início dos anos 90, o projeto “800 Festival” acontece anualmente no verão, onde artistas realizam suas obras que vão se juntando às preexistentes.

 

Com seus 40 murales, o  projeto 800 Festival  permitiu que a cidade passasse a fazer parte da Associação Italiana de Países Pintados

 

Meucci e Garibaldi sobre a fábrica de velas, em meados no século 19

 

Sobre a invenção do tutu. Que beleza poder admirar arte nos muros de um pacato burgo medieval! E o mais interessante é que as pinturas trazem informações sobre o que é retratado.

 

A Porta Marina, a principal porta de acesso à cidade. Todo o vilarejo é fortificado por muros que “protegem” o centro histórico

 

Portão de Marina do século 14 é a principal  a porta de entrada principal da cidade.  É uma  estrutura da época de Sigismondo Pandolfo Malatesta , quando  o burgo era todo fortificado.   Localizada numa  colina, a cidade apresentava  uma posição ideal para a construção de castelos  com fins defensivos. Saludecio, de 1500 até 1800, se tornou o povoado mais importante desta parte do Valconca.

 

Igreja – A Igreja de San Biagio fica próxima à porta principal e  guarda um considerável patrimônio de obras de arte e também os restos mortais do venerável Beato Amato Ronconi.  Bem próxima à igreja fica a Torre Cívica,  do século 14.

 

Interior da igreja de San Biagio

 

Este é o muro da escola do burgo

 

Para quem estiver passeando pela Emília Romanha e quiser explorar as cidades próximas à Saludecio, deixo aqui algumas indicações  de alguns lugares que  já visitei.

 

Distâncias:

Bolonha – 130 Km

Rimini – 20 Km

Montefiore Conca – 5 Km

San Marino – 33 Km

Santarcangelo di Romagna – 45 Km

Urbino – 24 Km

Verucchio –  47 Km

San Leo –  46 Km

Verucchio –  48 Km

 

Lazise, no Lago de Garda

Lazise é uma das metas mais procuradas do Lago de Garda.  Visitei a cidade neste verão pela primeira vez e  pude comprovar toda a fama do lugar!  A bela Lazise, localizada na margem sudeste do Lago, é um dos centros turísticos mais importantes da região e dentre os fatores que ajudam a  manter elevada essa posição na preferência dos visitantes estão   elementos históricos de valor arquitetônico representados por muralhas, torres, portões e pelo castelo, além , é claro,  de sua  excelente estrutura turística e a grande quantidade de restaurantes, lojas e atividades esportivas, principalmente aquáticas.

Na Idade Média, Lazise foi o primeiro município livre de Garda e no século 10 foi um dos centros comerciais mais ricos de toda a região

Vale lembrar  que o clima ameno do lago de Garda favorece o cultivo de dois produtos importantes: azeitonas e uvas! Inclusive nos arredores da cidade a gente pode admirar as plantações dessas 2 culturas. Portanto, você pode imaginar que estamos falando de um local do Vêneto onde come-se e bebe-se muito bem!

 

O nome Lazise deriva do latim “lacus” , que significa vilarejo lacustre

 

Porta San Zeno, uma das portas que dão acesso ao vilarejo

 

O centro histórico  é cercado pelas muralhas do castelo que remontam ao século 9, quando os habitantes da vila ergueram as primeiras defesas para se proteger das invasões. O imponente castelo, com seis torres e passarelas cercadas por ameias, foi restaurado no século 13 pela Senhoria Scaligera. Os muros defensivos com suas 3 portas  estão intactos: Porta del Lion, Porta San Zeno e a Porta Cívica ou Porta Cansignorio.

 

Nos séculos 13 e 14 Lazise foi a terra dos Scaligeri de Verona que a cercaram com muralhas com torres e construíram a fortaleza e o cais

A fortaleza Scaligera, com suas defesas com ameias, atualmente é de propriedade da família  Bernini.  O castelo está cercado por um lindo parque e o que resta do antigo castelo Scaligero está incluído no recinto da Villa Buri,  mas que não é possível visitá-lo porque ainda é habitado.

Construções seculares como portas e torres  ajudam a manter intacto o charme da cidade portuária do passado. Esta é Porta del Lion

Lazise, fundada pelos antigos romanos, é considerada o município mais antigo da Itália.  Embora eu  tenha passado apenas um dia no local, consegui absorver e aproveitar toda a deliciosa atmosfera que  impera no lugar.  Lazise é muito aconchegante e  de longe seus prédios coloridos lembram  um vilarejo de pescadores, mas basta caminhar pela cidade para perceber a elegância que impera nesse charmoso  vilarejo, com  construções medievais, barzinhos e bistrôs graciosos, com mesinhas dispostas ao ar livre, por onde circulam sem pressa locais e turistas.

 

O  charmoso centro histórico  é composto por ruas estreitas, vielas e praças que levam ao passeio à beira do lago e à praia onde os barcos ficam  ancorados.

Atrás do portão da cidade fica a Piazza Vittorio Emanuele II, pavimentada com mármore e repleto de lojas e restaurantes

Edificada provavelmente no século 12, a igreja dei Santi Zenone e Martino foi consagrada em 1888

 

A igreja de San Nicolò, uma pequena jóia do século 12 fica bem próxima ao porto e foi dedicada a San Nicolò, protetor de navegadores

 

O Lago de Garda é o maior e mais famoso lago da Itália

 

Lazise está localizada a apenas 24 km da cidade de Verona e a poucos minutos de outra joia de cidade: Sirmione. Perto de Lazise existem outras localidades onde você pode passear, como  Bardolino, Punta San Vigilio e Peschiera del Garda, ou então optar por um passeio de barco até Riva del Garda  em Trentino.

 

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Agroturismo, uma forma simples e autêntica de hospedagem 

 

 

Capanna Montalcino, vinho e relax no Val d’Orcia

Qual a Toscana dos teus sonhos? Sem dúvida é aquela de estradinhas de ciprestes, colinas suaves, vilarejos medievais, campos arados, vinhedos e oliveiras a perder de vista.  Isso é, o maravilhoso  Val d’Orcia! Eu já estava com saudade desse cenário de sonhos  e voltei há poucos dias à convite da  Capanna Montalcino, da família Cencioni, para um blog tour.  E vocês já podem imaginar pelo nome da empresa e pela região citada que a empresa é  produtora do famoso vinho Brunello, um dos mais famosos do mundo. E a novidade é que a família inaugurou ano passado um agroturismo boutique super charmoso onde ficamos hospedados.

 

Montalcino, cenário de sonhos!

A empresa agrícola familiar  Capanna Montalcino está localizada na área de Montosoli, ao norte de Montalcino, na  lindíssima região do Val d’Orcia, entre as províncias de Siena e Grosseto, e constitui um dos  mais bonitos panoramas do mundo.  Esse é um cantinho da Toscana onde natureza, arte e história dão vida a uma paisagem única, declarada Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 2004.

 

Vinhedos da uva Sangiovese, chamada na região  de Brunello.  Esta casta é destinada  a vinhos especiais, que são controlados por leis italianas em relação ao processo de produção, engarrafamento e envelhecimento

 

Nosso  pequeno grupo de participantes era formado por 10 pessoas, provenientes de diversas cidades.  Com transfer   organizado pelo evento, eu e mais 3 colegas saímos de Firenze pela manhã da cidade  e fomos direto para a Capanna Montalcino, uma das mais antigas  empresas agrícolas da região,  que produz vinhos desde 1957.  Ao chegar fomos recebidos por Amedeo Cencioni, que atua como enólogo e agrônomo, que  nos levou para uma visita à cantina. Amedeo é filho do senhor Patrizio, que trabalha desde criança com o avô, que era meeiro.  Em 1957 o avô adquiriu uma fazenda abandonada após uma geada no ano anterior, onde havia apenas uma cabana de lenhadores. Por esse motivo  mantiveram o nome capanna (em português, cabana).

Capanna Montalcino e Amedeo Cencioni, , da 4ª geração  da família produtora de vinho

A  Capanna Montalcino produz todas as denominações de origem no território: Brunello di Montalcino DOCG,  também Reserva das melhores safras –  Rosso di Montalcino DOC, Moscadello di Montalcino DOC – também  Vendemmia Tardiva- Sant’Antimo DOC ( tinto e branco). Produzem  também dois vinhos com a indicação Toscana IGT (Rosso del Cerro e SanGioBì), além de azeite extra virgem, grappas de Brunello e de Moscadello.

A empresa foi fundada por Giuseppe Cencioni, um dos 25 fundadores do Consórcio Brunello di Montalcino. É uma das vinícolas pioneiras a engarrafar seus próprios vinhos, após o reconhecimento do Brunello de Montalcino DOC em 1966

 

A paixão pela produção do Brunello se reflete na alta qualidades  dos vinhos. A area de engarrafamento,  etiquetagem, embalagem e armazenamento, apresentam temperatura e umidade ótimas e constantes, garantindo a perfeita conservação do produto

 

A cantina onde acontece o envelhecimento dos vinhos Capanna Montalcino, em barris eslavos. Essa área da cantina era o antigo estábulo dos cavalos

Antes de prosseguir a visita,  aproveito para esclarecer um pouco sobre o prestigioso vinho Brunello, que é um vinho tinto classificado com o  status DOCG Denominação de Origem Controlada e Garantida, produzido na região de Montalcino e obtido com uvas cultivadas exclusivamente da variedade Sangiovese. Não pode ser colocado para consumo antes de 1º de janeiro do ano sucessivo ao término de cinco anos após a colheita.   Durante  esse longo período o vinho deve passar pelo menos dois anos em barris de carvalho  e pelo menos 4 meses de envelhecimento em garrafa.  Clique para saber mais detalhes sobre o vinho e o vilarejo de  Montalcino.

 

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Capanna Suites 

Inaugurado em 2019, o Capanna Suites é um exclusivo  agroturismo boutique  que conjuga com muita harmonia arquitetura toscana e modernidade,  com grande atenção à estetica e aos detalhes.  A partir dos antigos casarios de fazenda  11  apartamentos foram realizados, todos diferentes entre si e muito bem equipados. O Capanna Suites oferece um luxo discreto, sem ostentação, deixando os hóspedes  à vontade, com simpatia, profissionalismo e ótimo atendimento.

Aqui você se sente em casa! O apartamento onde me hospedei, com jardim e varanda. Experiência de luxo sem frescuras em meio à beleza da natureza que impera na região

 

As acomodações seguem o estilo das tradições do território, de genuína beleza  rural com um toque todo especial de elegância e sofisticação, com utilização de tecidos de qualidade, madeira, pedras, metais trabalhados, materiais naturais e design moderno, onde percebemos toda a atenção e carinho em cada detalhe.  O destino é sem duvida uma ótima pedida para os amantes do slow travel, para absorver com calma a beleza do local  e desfrutar de um passeio num ritmo mais tranquilo.

 

Acomodações –  autenticidade da arquitetura rústica da Toscana combinada com prazer para conforto moderno e materiais refinados. Todos os quartos com adega climatizada

 

Romantismo e aconchego no Capanna Suites

 

A divina paisagem do Val d’Arbia

 

A área do jardim e da piscina é um dos ambientes mais espetaculares da estrututa, de onde podemos admirar um esplêndido panorama!

 

A piscina de borda infinita: paisagem de sonhos de onde podemos admirar o pôr do sol e perceber, à medida que o tempo passa,  a mudança de cores desse cenário encantador!

A estrutura oferece também Spa com  sauna e banho turco, piscina hidromassagem e área relax

 

Il Passaggio
O Capanna Suites abriga o restaurante  Il Passaggio, que funciona como bistrot no almoço e  restaurante gourmet à noite, inclusive aberto para quem não está hospedado no agroturismo. O restaurante é capitaneado pelo chef Jacopo Monni,  que propõe um menu  com revisitação de pratos típicos e novos pratos, obviamente harmonizados com vinhos  Capanna.

O restaurante panorâmico Il Passaggio.  Tantos fatores que fazem do local um endereço perfeito para quem busca excelência: a vista, o ambiente, o atendimento, os vinhos e claro, os pratos servidos

O menu é sazonal e  preparado com produtos do território e ingredientes  frescos, a Km 0.  Estivemos visitando a horta que abastece o restaurante, com flores comestíveis, tomates, abobrinha,  verduras e  ervas. Enfim, tudo  plantado ali pertinho do restaurante.

Enzo é o responsável pela horta do Capanna

Fazer as refeições no Il Passaggio é vivenciar uma verdadeira experiência multisensorial.  É uma  vivência  que aguça nossos sentidos, a começar pela  belíssima apresentação, com alguns pratos que  são finalizados à mesa e ganham cor e forma bem diante de nossos olhos.

O prato Rana pescatrice nel blu. O blu dressing  vai sendo derramado delicadamente sobre o prato perfeitamente decorado.  Um autêntico espetáculo!

Pratos para quem aprecia a alta e refinada culinária,  com  sabores habilmente combinados com os  vinhos Capanna.  O azeite extra-virgem de oliva também é de produção local.

Sobremesa : zuccotto alla fiorentina com o vinho  Moscadello di Montalcino DOC 2018

 

 

Participei da viagem à convite da Capanna Montalcino, Capanna Suites e restaurante Il Passaggio, em blog tour organizado  pela Perle & Perlage, de Claudia Bondi. Grazie tante per l’invito, è stata una esperienza indimenticabile!!!

 

O santuário de Montesenario, na Toscana

Situado no topo de uma montanha, o santuário de Montesenario está entre os mais importantes da Toscana. É um dos nossos refúgios principalmente no verão, quando os termômetros acusam temperaturas elevadíssimas em Firenze, que nos refugimos nesse cantinho verde nas colinas do Mugello, a 817 m de altitude, com bosque cobertos de pinheiros.  No local também fica um igreja e um convento. O monumental complexo arquitetônico de Montesenario, em Vaglia, a apenas 18 Km de Firenze, domina todo o vale de Mugello.  Segundo a tradição, o santuário foi fundado em meados do século 13 por  sete frades florentinos que deixaram suas vidas confortáveis para se tornarem eremitas, instituindo assim a Ordem dos Servos de Maria, ou Servitas.  Frequento Montesenario desde que cheguei na Itália pois meu marido é muito aficionado ao local, pois quando criança ia com os avós assistir as missas aos domingos de manhã.  Em uma de nossas idas ao local conhecemos o frei Bruno Wilson, brasileiro de Rio Branco, Acre, que vive no convento  desde 2005.  Ele foi meu guia recentemente em visita ao convento e à igreja.

 

A Virgem Maria era a grande inspiradora do novo grupo religioso que nascia. Por isso, assumiram o nome de “Servos de Santa Maria” ou Servitas

 

Montesenario é meta para peregrinos, motociclistas, ciclistas e famílias que buscam um local mais fresco quando as temperaturas estão altas em Firenze. Muitos sobem para fazer meditação ou simplesmente  apreciar a beleza do local. O convento organiza reuniões, retiros, exposições de arte e também um curso de iconografia que acontece duas vezes por ano.

Entre os santuários da Toscana, Montesenario é um dos mais célebres por sua posição privilegiada. Dista apenas 18 Km de Firenze e está 817 m acima do nível do mar

Em meados do século 13, sete nobres florentinos se retiraram para este lugar para a vida eremita, dedicando-se à penitência e à oração: eles rezavam,   ajudavam os pobres,  doentes e carcerários, ou seja, os mais necessitados.

Nos bosques de Vaglia, perto de Bivigliano

 

Frei Bruno atua principalmente no restaurante do complexo

Há 120 anos, os frades produzem licores seguindo as receitas da antiga farmácia do convento de Montesenario e aqui você pode comprá-los no local. A energia elétrica foi implantada no local  em 1919.

Licores à venda no bar do convento. Dentres os mais famosos, o  Gemmo d’Abeto, exclusivo e excelente produto

 

História

Os sete primeiros padres que iniciaram o convento de Montesenario por volta de 1245 são os mesmos que nos séculos foram chamados de os “Sete Santos Fundadores” da Ordem dos Servos de Maria: Bonfiglio dei Monaldi, Buonagiunta Manetti, Manetto dell’Antella, Amideo degli Amadei, Uguccio degli Uguccioni, Sostegno dei Sostegni e Alessio dei Falconieri.

Os 7 homens abdicaram da riqueza com a intenção de dedicar a vida a Deus e de viver como irmãos depois de terem recebido um chamado em  dia 15 de agosto do ano 1233, quando estavam reunidos em oração. Depois desse encontro com Maria,  os jovens decidiram abandonar tudo o que tinham, bem como suas famílias,  para se dedicarem  à vida de oração e à caridade para com os pobres.  Deixaram a cidade para se estabelecer fora dos muros de Firenze, inicialmente em Cafaggio, onde há o Santuario della Santissma Annunziata.

Subiram até o Montesenario,  local que era de propriedade da cúria florentina e do  bispo Ardingo , que  havia dado autorização para a estadia no local.  Ali  construíram, com o material que encontram , como pedras e madeira, um oratório e uma pequena casa para levar uma vida simples e contemplativa.  A partir de  1247 começaram a permitir que outras pessoas se integrassem ao grupo. Dessa forma surgiu a Ordem dos Servos de Maria.

A Ordem dos Servitas cresceu e se espalhou por vários países chegando à França, Alemanha e Polônia, e muitos séculos mais tarde,  também  no Brasil, onde eles fundaram casas em São Paulo, Santa Catarina e Acre, onde ainda existe uma missão servita em Rio Branco.

 

 

O Convento de Montesenario

O convento de Montesenario não  é apenas um local de arte e história, mas  uma espécie de torre panorâmica sobre todo o vale verdejante. Vivem no local 9 freis e constantemente hospedam também religiosos de outras cidades. Visitei o local em companhia do frei Bruno. Iniciamos nossa visita no refeitório. Frei Bruno explicou que diariamente uma senhora vem pela manhã preparar o almoço e que à noite os freis esquentam para jantar.

 

No refeitório afresco A Ultima Ceia, realizado por Matteo Rosselli  no ano de 1634

 

O complexo de Montesenario foi ampliado e enriquecido pela família Medici em meados do século 16, quando   ganhou um terraço panorâmico.

Vista do terraço realizado pela familia Medici

 

Uma das mais importantes capelas do convento é a  Capela da Aparição, provavelmente realizada pelos 7 Santos  a partir de 1241 . O altar è revestido de mármore  (obra de Ubaldo Farsetti), servo de Maria.

A Capela da Aparição, provavelmente realizada pelos 7 Santos após 1241 . O altar è revestido de marmore e obra Ubaldo Farsetti, servo de Maria.

No vão do altar, a bela Pietà em terracota, obra de Lottini, de 1629

No primeiro andar ficam as acomodações, escritórios e ateliês dos freis e a biblioteca.

O corredor do dormitório

 

No ateliê de frei Bruno. Todas as obras feitas com folhas de ouro, gema de ovo e vinho branco

 

O frei Bruno durante curso de iconografia (foto divulgação)

 

 

A Igreja 

A Igreja de Montesenario passou por várias reestruturações. Em 1621 foi inteiramente reconstruída e dedicada à Virgem Assunta.  Em abril de 1717, após outra alteração,  foi consagrada por Monsenhor Francesco Poggi.

No altar o crucifixo de Fernando Tacca (1619-1686)

 

Afresco na parte central da igreja realizado por Antonio Domenico Gabbiani, no século 18

 

Após a morte do último santo, os corpos dos sete fundadores foram colocados num mesmo túmulo e venerados em conjunto pelo povo. Os sete fundadores da Ordem dos Servitas foram canonizados pelo Papa Leão XIII em 1888. A Capela dos Sete Santos foi construída em 1933.

A Capela dos Sete Santos, que abriga os restos mortais dos sete Fundadores

 

A capela e o cemitério dos frades no bosque

 

Monte Senario no inverno, coberto de neve

 

O convento pode ser visitado uma vez por mês, apenas com agendamento.

Convento e Igreja de Montesenario

Via Montesenario, 3474/ A

Vaglia (Firenze)

Telefono: 055-40.64.41 / 055-40.64.42

Horários:

Missa :  às 7 h e 17h30 (durante o verão) e aos domingos e feriados 8, 10, 11h30 e 17h30
Monastério: 07.30 – 19.30

Bar: 9:00 – 12:00 / 15:00 – 18:30 (domingos e feriados não fecha após o almoço)
(fechado às sextas)

  • por gentileza contatar o local para se certificar dos horários de funcionamento

Como será o turismo após a pandemia?

Ainda é uma grande incógnita de como será o turismo após a pandemia, impossível fazer previsões no momento com tantos países ainda com fronteiras fechadas. O setor do turismo de todo o mundo está in ginocchio, isso é, de joelhos. E a Itália é um dos países europeus mais afetados com essa crise.  O turismo representa 13% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional e emprega  cerca de 4 milhões de pessoas, portanto, é fácil compreender quanto a crise no setor turístico atinge também o setor social.  No ano passado a Itália registrou 430 milhões de visitantes (presenças totais) e foi o 4º país mais visitado do mundo.

 

A Piazza San Marco de Veneza antes da pandemia

 

Mudanças de planos devido à pandemia  – É difícil mensurar o real impacto da pandemia no sistema econômico.  Ainda não há como saber suas reais consequências. Devido à pandemia muita gente precisou adiar ou cancelar viagens já programadas. E em relação aos brasileiros que haviam planos de passear na Itália neste verão  ainda existem muitas dúvidas sobre a possibilidade de realizar a viagem. E dada a crescente gravidade do que vem acontecendo, parece razoável para quem tem viagens até o final de julho, tentar remarcar.  As companhias estão se comportando de maneira diferente em relação às remarcações,  reembolsos e multas, portanto, é preciso refletir sobre novas datas levando também em conta as perdas que o viajante pode ter na hora de decidir o que fazer. E para quando remarcar? Bem,  se eu tivesse viagem  com embarque para até inicio de agosto ia preferir remarcar para o próximo ano.  Mas repito: é preciso analisar as condições da companhia aérea, da atual situação da pandemia no Brasil e evidente, do seu  país de destino. Se a viagem é para depois de agosto, em minha opinião, melhor aguardar algumas semanas antes de tomar alguma decisão.

 

A Piazza della Signoria de Florença após a pandemia. Distanciamento interpessoal e máscara quando não é possível manter distância de ao menos 1 metro

 

Como será a nova forma de viajar? essa é a pergunta que ainda estamos tentado responder.   Não é apenas o para onde , mas também de que forma. O fator  segurança sanitária  é importantíssimo e determinante para quem está escolhendo o destino para essas férias de verão aqui na Europa, que já restabeleceu a liberdade de circulação de muitos países. Talvez a única certeza é que, ao menos por algum tempo, o turismo de massa  vai dar lugar ao turismo mais slow e sustentável,  feito de forma mais sensível e responsável.  Será uma temporada de terminologias como  sustentabilidade, segurança, undertourism (destinos alternativos fora dos destinos mais procurados), lentidão,  individualidade , conscientização e experiência e respeito. Que a escolha seja as praias, burgos ou cidades de arte, muito provavelmente o turista dará lugar ao viajante responsável e consciente.

 

 

Pienza, na região da Val d’Orcia, na Toscana

A nova forma de viajar será diferente e cada país, e até mesmo de acordo com cada região, vai adotar suas próprias regras. Aqui na Europa as fronteiras entre alguns países foram reabertas há menos de uma semana mas alguns países ainda proíbem a entrada de italianos. As fronteiras externas para países que  não fazem da  União Europeia e do Acordo Schengen estão fechadas até primeiro de julho.  Podem viajar apenas casos específicos, como residentes que precisam retornar. Nos aeroportos, procedimentos  como a medição da temperatura e solicitação de distanciamento nas filas estão sendo adotados. Os cruzeiros ainda não divulgaram datas de retorno dos itinerários. Hotéis e apartamentos para temporada precisam seguir protocolos de limpeza das acomodações. Infelizmente temos visto alguns hotéis e restaurantes encerraram definitivamente as atividades.

Litoral da Emília Romanha

Bônus de 500 euros para os italianos –  as férias de verão dos italianos serão muito provavelmente em território nacional. Não que isso possa significar um problema, afinal a Itália tem  mar, montanha, campo e esplêndidas cidades de arte.  O governo prevê  uma contribuição de até 500 euros para as famílias que fazem reservas em estruturas italianas. O incentivo será modulado com base nos membros da família: 500 euros para famílias de 3 ou mais pessoas, 300 para famílias de dois e 150 para 1 pessoa. A  proposta surge para  apoiar o setor de turismo, atingido pela crise da saúde e o futuro ainda incerto. O bônus poderá  ser utilizado entre 1 de julho a 31 de dezembro de 2020. Para aproveitar o bônus, no entanto, existe um requisito específico, como limite de renda anual (renda Isee até 40 mil euros).

 

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Visitas aos museus – turismo após a pandemia: ter atenção e manter o distanciamento  interpessoal. O número de visitantes nas atrações turísticas em locais fechados foi reduzido para evitar  aglomerações

O centro histórico  Firenze devagar começa a receber turistas,  nesse momento, italianos de outras regiões. As regras  que vigoram aqui:  uso de máscaras é obrigatório em locais fechados e em proximidade de outras pessoas (mínimo 1 metro),  evitar aglomerações e manter o distanciamento  interpessoal  em transportes públicos, igrejas, lojas museus e  restaurantes.  As mesinhas ao ar livre nos bares e restaurantes  são as mais requisitadas.

Na Piazza Duomo de Firenze: movimento tranquilo, pessoas que endossam máscaras e um cantor na esquina animando a noite no primeiro final de semana da fase 3

 

Entrada na Catedral Santa Maria Novella com reserva online. Antes de entrar é preciso medir a temperatura corporal, que deve ser abaixo de 37,5ºC

 

 

Retorno do Brasil para residentes –  Brasileiros com residência na Europa podem retornar pra casa mas precisam fazer quarentena.  E  o que me deixou perplexa foi que uns amigos que residem aqui na Itália retornaram  há pouco do Brasil, via Amsterdam, num voo l-o-t-a-d-o.  Apenas de Amsterdam para a Itália o voo estava mais vazio, com uma poltrona vazia entre os passageiros.  De acordo com o que me relataram, precisaram informar o motivo da viagem e ao chegar na Itália preencheram um formulário informando  o local para onde estavam indo e o endereço de onde iam  fazer a quarentena, que é um procedimento obrigatório.  Os aeroportos europeus estão medindo a temperatura de todos os passageiros antes do embarque e no desembarque.

A Comissão Européia propõe a abertura parcial das fronteiras externas da UE a partir de primeiro de julho, mas não será aplicada a todos os países. Será uma reabertura gradual e parcial,  mas ainda não há previsão de abertura para países em fase crítica da pandemia, como o Brasil.  E  a pergunta que muitos têm feito: quando a Itália abrirá as fronteiras aos turistas brasileiros? Não sabemos ainda.

 

A estação ferroviária de Milão

 

Recomeçar  unindo forças – Devagar estamos retornando à rotina mas precisamos nos adequar ao novo estilo de vida, pelo menos nesse momento, como distanciamento interpessoal, uso de máscaras em locais fechados e evitar aglomerações. Desde o  último dia 3 de junho podemos circular livremente entre todas as regiões da Itália e  as fronteiras com quase todos os países da União Europeia e do Acordo Shengen foram reabertas. Mesmo com essa possibilidade de deslocamento, acredita-se que as próximas férias de verão dos italianos serão mais curtas e dentro do próprio território. Para promover a economia circular nesse momento de percalços para o turismo, a blogueira Valentina Carbone lançou Un blogger per l’Italia, projeto  que pretende sensibilizar todos que atuam no setor de turismo e hotelaria na recuperação do turismo italiano envolvendo criadores de conteúdo.

 

A blogueira de viagens Valentina Carbone,  idealizadora da projeto Un Blogger per l’Italia: blogueiros de viagens e operadores do setor de turismo atuando juntos (foto: arquivo de Valentina)

 

A proposta de Valentina Carbone, que trabalha no setor de comunicação digital criando  estratégias de comunicação para empresas e profissionais liberais,  visa unir estruturas receptivas e blogueiros, com a intenção de divulgar o grande potencial das estruturas através do  compartilhamento  nas redes sociais,  ferramentas indispensáveis para ajudar a obter uma recuperação turística e comercial mais rápida.   Valentina conta com a colaboração de Giuseppe e Nicola. O projeto “Um Blogger para a Itália” pretende sensibilizar todos os que trabalham para o setor de turismo e hotelaria na recuperação concreta do turismo italiano, colocando o papel de criador de conteúdo em sua missão de turismo. Confiram a entrevista de Valentina para o Grazie a te:

 

1 – Com’è nato il Progetto Un blogger per l’Italia

Il Progetto “Un Blogger per l’Italia” è nato per mettere in comunicazione chi fa il Turismo e chi lo comunica tramite il web. Enti, Operatori turistici e Travel Blogger, infatti, sono chiamati a lavorare gli uni per gli altri per far rinascere il Turismo italiano dopo l’emergenza sanitaria.

1 – Come surgiu o projeto “Un Blogger per l’Italia”?

O Projeto “Um blogueiro para a Itália” nasceu para colocar em contato quem faz turismo e quem o comunica via web. Agências, operadores turísticos e blogueiros de viagens são chamados a trabalhar um para o outro para fazer renascer  o turismo italiano após a emergência de saúde.

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A estação ferroviária Santa Maria Novella, em Firenze

2- In cosa consiste il progetto e  quale sono le tue aspettative?

È nato con l’idea di creare un aggregatore di professionisti e strutture ricettive ma, in poco meno di un mese, si è trasformato in un’iniziativa apprezzata da Istituzioni italiane e da professionisti del settore. L’aspettativa più grande è che diventi un Portale di riferimento per tutti coloro che vogliono fare delle campagna di Destination Marketing grazie alle quali le Destinazioni possono essere raccontate, in maniera professionale, dai Travel Blogger.

2- Em que consiste o projeto e quais são as suas expectativas?

Nasceu com a idéia agregador profissionais e estruturas receptivas, mas, em pouco menos de um mês, tornou-se uma iniciativa apreciada por instituições e profissionais italianos do setor. A maior expectativa é que ele se torne um portal de referência para todos aqueles que desejam fazer campanhas de marketing de viagem, graças às quais os destinos podem ser contados, de maneira profissional, pelos blogueiros de viagem.

 

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A Praia de Cala Mariolu, na Sardenha

 

3- Come crede che sarà il turismo in Italia e nel mondo nei prossimi anni dopo la pandemia?

Credo che il turista italiano, affinché riprenda a viaggiare con serenità, abbia bisogno di fiducia e noi Travel Blogger possiamo dare un grandissimo supporto al Territorio italiano. Non sarà semplice ripartire ma dovremo fare di tutto affinché questo avvenga perché l’Italia – come tutto il resto del Mondo – è stata messa a dura prova e abbiamo bisogno di rifiorire e condividere la nostra rinascita.

3- Como você acha que será o turismo na Itália e no mundo nos próximos anos?

Acredito que o turista italiano, para começar a viajar novamente com serenidade, precisa de confiança e nós, bloqueios de viagens, podemos dar um grande apoio ao território italiano. Não será fácil começar de novo, mas teremos que fazer todo o possível para que isso aconteça, porque a Itália – como o resto do mundo – foi posta à prova e precisamos florescer novamente  e compartilhar o nosso renascimento.

 

O Palazzo Pitti de Florença

O imponente Palazzo Pitti,  o maior palácio de Florença, é a antiga residência dos grão-duques da Toscana e atualmente  abriga um  importante complexo de museus, como a Galleria Palatina, os Apartamentos Reias, o Museu da Prata, Museu Del Tesoro dei Granduchi (ex-museu degli Argenti),  Museu do Traje, a Galeria de Arte Moderna e o magnífico Jardim de Boboli. É um palácio renascentista construído pela família Pitti em 1457 e adquirido em 1549 por Eleonora di Toledo,  esposa do grão-duque Cosimo I de’ Medici.

 

 

O Palazzo Pitti fica no Oltrarno. Originalmente era menor e passou por ampliações com a família Medici

O Palazzo Pitti foi originalmente construído em meados do século 15 para ser a residência do banqueiro Luca Pitti e passou a ser a maior residência privada de Firenze. Sobre o projeto, existem algumas dúvidas.  Muitos registros atribuem a obra ao arquiteto Luca Fancelli, colaborador de Filippo Brunelleschi. A família Pitti competia com os Medici e  queria um palácio maior que o da poderosa família, que habitava no Palazzo della Signoria, e que passa então a ser chamado de Palácio Vecchio. Em 1549, o palácio foi vendido aos Medici, tornando-se a residência da família grão-ducal. A corte se transfere ao palácio no governo de Ferdinando I,  filho de Cosimo e Eleonora di Toledo,  entre os anos de  1587 e 1609.

 

 

O Palazzo Pitti era o símbolo do poder consolidado dos Medici sobre a Toscana

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A fachada do prédio  é coberta por pedra forte,  típica da cidade. A construção original incluía apenas a parte central do edifício atual, com as 7 janelas centrais no primeiro andar.

 

O patio foi realizado por Bartolomeo Ammannati nos anos 60 dos anos 1500, com trabalho conhecido como “bugnato”, silhar em português, processo de alvenaria caracterizado por blocos de pedras

 

Com a ruína econômica da família Pitti, o palácio foi comprado por Eleonora de Toledo, esposa de Cosimo I de’ Medici em 1549.  Com saúde debilitada devido à tuberculose, Eleonora, que teve 11 filhos, considerou a área do palácio, aos pés de Boboli no Oltrarno, mais saudável tanto para ela quanto para os filhos, com a possibilidade de ter um grande espaço ao ar livre numa residência maior. O palácio passou por ampliações e modificações,  sendo que a mais importante foi realizada por Bartolomeo Ammannati no século 16, que construiu  o suntuoso pátio interno e  realizou também alterações no Giardino di Boboli. Com a extinção dos Medici, o ducado e o palácio passou para a dinastia dos Asburgo- Lorena, sucessores dos Medici a partir de 1737.

 

No pátio aconteceu o casamento de Ferdinando I e Cristina di Lorena  com um espetáculo grandioso de naumachia,  com  a encenação de uma batalha naval, com todo o pátio coberto de água

No pátio do palácio há uma linda gruta, é  a Grotta di Mosè.  Durante o Renascimento,  uma tendência era a construção de  grutas artificiais.

Gruta de Moisés

A Gruta  de Moisés é decorada com esculturas, fontes e afrescos.  Ao centro da caverna, na parede do fundo,  o grande Moisés, que dá nome ao lugar. Originalmente a gruta, ou caverna, era sóbria e não tinha decoração em seu interior, que foram encomendadas por  encomendadas por Cosimo II e Fernando II.

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O palácio passou por algumas ampliações com os sucessores da família  Medici, que foi extinta em 1737

 

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Escadaria monumental neo-classica realizada pelo arquiteto Luigi del Moro, provavelmente com esculturas de Giovanni Duprè

 

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No século 19 foi usado como base militar por Napoleão e  o palácio passou a ser residência de sua irmã Elisa.  Entre 1865 e 1871, época em que Firenze foi capital da Italia, o  palácio foi residência oficial dos reis. No início do século 20 foi doado ao povo italiano por Vittorio Emanuele III.

 

Os Museus 

O  Palácio Pitti, que é o maior de Firenze,  abriga 7 museus públicos com  importantes coleções de esculturas, pinturas, objetos de arte, figurinos e porcelanas, em um complexo monumental:

  • Galleria  Palatina: reúne  grande coleção de pinturas dos séculos 15 a0 17, que inclui a maior concentração de obras de Rafael no mundo, além de pinturas de Tiziano,  Pontormo, Filippo Lippi, Tintoretto, Caravaggio e Rubens.  As pinturas decoram as paredes com ambientes enriquecidos de esculturas, vasos e mesas de pedras semipreciosas, segundo o modelo típico das galerias do século 17.  Enriquecem o museu os belíssimos afrescos barrocos  e o mobiliário original;
  • Apartamentos Reais: eram os aposentados da família Savoia e os ambientes foram utilizados na época em que Florença foi a Capital da Italia, entre 1865 e 1871.
  • Museo del Tesoro dei Granducchi (Museo degli Argenti), funciona na ala do palácio que abrigava os quartos do apartamento de verão da família Medici. Objetos em prata, ouro, âmbar e marfim, vasos em pedras semipreciosas e cristais de rocha
  • Museo della Porcellana: grande coleção de porcelanas das familias Medici e Lorena
  • Giardino di Boboli: uma magnifica área verde em Florença com 45 mil m² de jardim alla italiana, com estátuas, fontes e  grutas
  • Museo della Moda: roupas e acessórios do século 18 a hoje.
  • Museo di Arte Moderna : pinturas e esculturas do século 18 até o inicio do século 20

 

Na Galeria Palatina, um dos primeiros ambientes é a Sala dell’Iliade e ao centro estátua realizada por Lorenzo Bartolini, que representa a caridade educadora

Nesta área do palácio, estão as salas dedicadas à 5 planetas onde os afrescocs se referem aos planetas.  Saturno, Giove,  Marte, Venere e Apolo.

Sala di Saturno.  Aqui encontramos  8 obras de Rafael Sanzio.  No teto, afrescos dedicados à Galileo Galilei

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Sala di Giove

 

Sala di Marte, Deus da Guerra, com obras de  Tintoreto, Rubens

 

Sala di Venere, com a Vênus de Canova

 

 

 

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Decoração – os salões são repletos de quadros e afrescos da Galleria Palatina

 

Obra realizada por Rafael em 1518. Retrato de Leão X

No espaço que abriga os Apartamentos Reais estão os  móveis de época do século 19. São 14 salas usadas pelo segundo Rei da Itália Umberto I e sua esposa Margherita di Savoia, que residiram no palácio entre 1865 e 1871.

 

 

No térreo e no mezanino fica o Museo degli Argenti, que contém uma grande coleção de objetos preciosos que pertenciam à família Medici.

 

A Galleria de Arte Moderna, que fica no último andar,  expõe uma bela coleção de pinturas e esculturas do neoclassicismo até a  década de 30. Reúne os maiores intérpretes da arte italiana no suntuoso ambiente que ja foi residência da família Lorena.

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Na Galleria d’Arte Moderna – Obras do Neoclassicismo e Romantismo

Sala Bianca –  O Salão dos Forestieri da época dos Médici foi transformado, por vontade do Grão-Duque Pietro Leopoldo, em um suntuoso salão de baile.   Este magnifico salão de Dança,  no período do pós-guerra, acabou se tornando um importante local para a moda internacional. Em 1951 aconteceu o primeiro desfile de moda italiano, organizado pelo marquês Giovanni Battista Giorgini na Villa Torrigiani, sua residência na época, com   importantes compradores norte-americanos. E sempre por iniciativa de Giorgini que em junho de 1952 os desfiles foram transferidos para a Sala Bianca do Palazzo Pitti, contribuindo para a internacionalidade da moda, divulgando o nome ‘Pitti’ em todo o mundo. Aliás, o maior evento de moda masculina do mundo acontece em Firenze, na Fortezza da Basso: Pitti Uomo.

 

A Sala Branca ou Salone dei Forestieri. Foi no elegante salão que aconteceu  um importante desfile de moda, organizado por Giovanni Battista Giorgini, no ano de 1952.

 

Todas as obras que podemos conferir no local é  graças ao legado de Ana Maria Luisa de Médici, a última herdeira da sua dinastia e que evitou que a coleção fosse saqueada, o que geralmente te acontecia às coleções privadas. O museu foi aberto ao público em 1833.

 

 

Num prédio separado, conhecido como Casino del Cavaliere, nos Jardins Boboli, fica o Museu da Porcelana, enquanto a Palazzina della Meridiana abriga o Museo della Moda e del Costume, fundado em 1983, que apresenta roupas, jóias e artefatos da moda contando a história do vestuário dos últimos 400 anos.

 

 

Este é o primeiro museu estadual da história da moda na Itália e um dos mais importantes do mundo, com  coleção que inclui mais de 6000 peças, e com modelos raros  do século 16  usados pelo Grão-Duque Cosimo I de ‘Medici e sua esposa Eleonora.

 

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Lindo esse ângulo dos jardins onde vemos Firenze e a cúpula do Duomo

Jardins de Boboli – Atrás do Palazzo Pitti ficam os maravilhosos Jardins de Boboli.  Essa é a maior área verde monumental de Florença, abrangendo uma área  de mais de  45 mil m2.

 

Do Palazzo Pitti: vista para o anfiteatro e a Fontana del Carciofo

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Palazzo Pitti

Aberto de terça à domingo, 9:15 às 18:50

Valor do bilhete: 10 euros (Palazzo Pitti: Galleria Palatina, Galleria d’Arte Moderna, Tesoro dei Granduchi, Museo della Moda e del Costume, Appartamenti Imperiali e Reali)

Jardim de Boboli : aberto diariamente a partir das 8:15  com horário de fechamento que varia de acordo com a época do ano

  • Os horários sofreram alterações devido à emergência Coronavírus

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