O que visitar em Lucca

Lucca pode ser uma grata surpresa de viagem! Que a cidade é famosa por seus monumentos históricos, muros e arte, todo mundo sabe. Mas o que quase ninguém imagina é que você pode se apaixonar por essa gracinha de cidade e por sua agradável atmosfera!  Pra ser muito sincera, nunca dei muita atenção à Lucca até que resolvi passar um final de semana na cidade. Já tinha visitado a cidade apenas passando algumas horas e sem dedicar a merecida atenção.

 

Lucca é uma importante e renomeada cidade histórica da Toscana. Visitar a cidade significa fazer uma viagem de volta no tempo e voltar à Idade Média

Com cerca de 88 mil habitantes, Lucca é uma  graça de cidade medieval muito bem preservada e toda murada: são mais de 4 Km de muros de pedra que foram erguidos no século 16. Lucca é conhecida como a cidade das 100 igrejas e terra natal do compositor de óperas  Giacomo Puccini. Dentre as atrações da cidade estão a  Torre Guinigui e a Torre delle Ore, a Praça do Anfiteatro, a Catedral de São Martinho e a Igreja de São Miguel in Foro.

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No século 14 Lucca era uma das mais ricas e prósperas cidades da Idade Média italiana, graças principalmente  à produção de tecidos. A cidade desenvolveu-se também porque era rota de peregrinação, pois  a Via Francigena, que ia Europa Ocidental e conduzia até a Roma, passava por Lucca

Rodeada pelos Alpes Apuanos e Garfagnana, Lucca, que desenvolveu-se às margens do rio Serchio,  é  famosa pelo cinturão de muros renascentistas que circundam o centro histórico e guardam  maravilhas como igrejas, torres, claustros e edifícios de pedra que permaneceram praticamente inalterados ao longo dos séculos. As muralhas da cidade foram edificadas entre os séculos 16 e 17 .

 

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Lucca é um perfeito exemplo de cidade murada da época renascentista, que está praticamente intacta até os dias de hoje. A cidade  já chegou a ter 130 torres e atualmente existem 2

Principais atrações de Lucca

Lucca é uma excelente meta toscana, com deliciosa gastronomia e  mil belezas arquitetônicas para admirar. Enumerei aqui suas principais atrações:

Piazza dell’Anfiteatro – é o coração da cidade e um dos locais preferidos dos turistas.  Foi edificada sobre um antigo anfiteatro romano, no século 2. Conserva ainda sua forma  elíptica, O acesso à praça dá-se através de 4 portas mas apenas 1 delas está posicionada no local de uma original.

Lucca

A Piazza dell’Anfiteatro abriga restaurantes, bares e lojinhas

 

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A praça tinha capacidade  para 10 mil expectadores e por 400 anos  foram realizados no local combates com gladiadores. A estrutura atual da praça foi realizada pelo arquiteto Lorenzo Nottolini no ano de 1830, que alterou  algumas construções par recuperar a área que estava em degrado, respirando sua forma oval

Catedral de San Martino –  Fundada por San Frediano no século 6, a Catedral de San Martino é um lindo edifício religioso em estilo gótico-românico. É o  principal local de culto católico da cidade. A assimetria de sua fachada é que a igreja foi erguida ao lado da torre pré-existente.  O ingresso para acesso à igreja é de 3 euros.
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A catedral  foi consagrada no ano de 1070.

Igreja de San Michele in Foro – Nas ruínas de um antigo fórum romano, fica outra maravilhosa praça, a de San Michele, com importantes construções ao seu redor, como o Palazzo Gigli, o Palazzo Del Podestà ou Pretorio e a Igreja de San Michele in Foro. A igreja, com sua imponente e majestosa fachada, foi comissionada pelo Papa Alexandre II no início do século 11. As restruturações que começaram em 1070 terminaram apenas no século 14, por este motivo presenciamos os estilos românico e gótico.

O campanário, a torre do sino, remonta ao século 12

 

A igreja de San Michele in Foro

 

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A fachada da igreja tem 4 metros, com colunas diferentes umas das outras e ornadas com temas do zodíaco e com animais. Na parte central a grande estátua de São Miguel Arcanjo com duas estátuas de anjos

 

Via Fillungo – essa  é uma rua tipicamente medieval, conservada quase inalterada e que praticamente atravessa todo o centro histórico. É  constituída de bodegas, casas, restaurantes e lojas. Sem dúvidas você vai passar pelo local e vai poder admirar seus produtos típicos, cafés históricos e belas vitrines.

Lucca

A partir da Porta dei Borghi começamos nosso passeio pela rua Fillungo

 

Torre delle Ore – A Torre delle Ore é uma construção do século 13 e já pertenceu à diversas famílias nobres.  É a torre mais alta de Lucca, com 50 metros, e  207 degraus com escada de madeira original, ainda em excelentes condições.  A Torre delle Ore ganhou o primeiro relógio em 1390. O relógio atual foi fabricado em 1754, graças à colaboração dos relojoeiros de  Lucca, e seu mecanismo manual ainda é um dos exemplos de trabalho mais importantes do mundo.  A Torre delle Ore fica na movimentada via Fillungo e o bilhete para visitá-la custa 5 euros.
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Torre Guinigi –  Edificada na segunda metade do século 14, é a mais importante e uma das poucas que restaram na parte interna da cidade; a outra é a Torre delle Ore. Dentre as torres que pertenciam a famílias particulares em Lucca, a Torre Guinigi é a  única que não foi  destruída no século 16. A torre tem   45 metros de altura e um jardim arborizado no topo, uma característica peculiar que a caracteriza. Superados os 230 degraus, o visitante pode aproveitar da vista de toda a cidade e arredores. O  ingresso custa 4 euros. A torre fica nas esquinas das ruas Sant’Andrea e via delle Chiavi D’Oro.

A Torre Guinigi pertencia à familia Guinigi, ricos e influentes comerciantes e banqueiros

Casa Puccini – Lucca homenageia o seu ilustre cidadão, Giacomo Puccini, com um museu dedicado à essa grande personalidade da música classica italiana e mundial. Nascido numa família de músicos  no dia 22 de  dezembro  de 1858 ,  Giacomo começou a tocar órgão na igrejas da cidade como forma de contribuir com sua  família.  Estudou no Conservatório de Lucca  e  em 1880, depois de receber uma bolsa de estudos da rainha Margherita di Savoia,  transferiu-se  para Milão para estudar no Conservatório.  Em 1900 mudou-se para a Villa que construiu em Torre Del Lago, pertinho de Pisa.
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Muralhas –  A  atual cerca murada, de mais de 4 metros, é resultado da última reconstrução, entre 1504 e 1645. E um dos programas mais legais na cidade é justamente fazer uma caminhada  por seus muros antigos, seja a pé, de bicicleta ou de risciò, uma espécie de triciclo muito comum na cidade. Você consegue alugá-los em diversos pontos da cidade.

Curiosidade: as portas da cidade eram fechadas à noite e as chaves das 3 portas existentes na época ficavam em possesso do chefe do governo, o Golfaloniere

 

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As muralhas se estendem por quatro quilômetros e meio.O local não é apenas um destino fixo para turistas, mas também um dos lugares mais amados pelos cidadãos de Lucca.

Piazza Napoleone –  Essa grande praça com carrossel foi dedicada à Napoleão. Quando estivemos visitando Lucca estava acontecendo na praça um mercadinho e onde havia sido instalada uma pista de patinação.  A praça abriga  o Palazzo Ducale, sede do  poder da nobreza desde o século 14.   A praça e o palácio são resultado de intervenções por parte de Elisa Baciocchi,  irmã de Napoleão, que entre 1805 a 1815 liderou o Principado de Lucca.

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A Piazza Napoleone

 

Igreja de San Frediano – Em estilo românico, é um dos mais antigos locais de culto católico da cidade. Foi consagrada em 1147. San Frediano também é famosa pelo mosaico que representa a ascensão de Cristo ao céu e pela fonte batismal. Fica na piazza San Frediano.

Distâncias:

Firenze – 80 Km

Pisa – 18 Km

Pisa – 15 Km

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As tradicionais molduras de madeira de Firenze

Florença nos olhos e a arte nas mãos. Este é o slogan do nosso grupo de blogueiros Tuscany Bloggers,  com quem estive recentemente para mais uma visita à uma atividade histórica da cidade.  Dessa vez visitamos a Cornici Maselli, atividade histórica que realiza molduras em madeira desde os anos 50.

Tenho muita admiração pelos artesãos e adoro visitar as bodegas do centro de Florença, ricas de história, beleza, arte e tradição. Na Cornici Maselli verdadeiras esculturas artísticas realizadas em madeira

Essa é um antiga tradição florentina do artesanato artístico, com apreciadores do mundo inteiro, que se encantam com a habilidade dos escultores que trabalham a madeira, criando verdadeiras obras de arte.  O pequeno ateliê oferece serviços de qualidade impecável na realização de molduras feitas à mão, de todos os tipos e formatos, desde a produção de molduras artísticas personalizadas,  reproduções e restaurações. Na bodega é possível também encontrar molduras coloridas e modernas, sempre realizadas à mão, com design contemporâneo. Depois de pronta, a moldura pode ganhar o tom dourado. A técnica de douramento já era conhecida pelas civilizações antigas e a criada pelo Maselli é realizada  com os mesmos, ferramentas e  método do passado. As molduras dourada criadas na loja são inspiradas nos trabalhos  artísticos italianos e europeus desde o século 16.

Gabriele Maselli é o Presidente da Associação das Atividades de Firenze e filho do fundador Paolo Maselli, que inaugurou em 1955 sua loja de gravuras antigas e molduras artesanais

Gabriele Maselli, especializado em douramento e restauração de molduras, adquiriu do pai a paixão e iniciou nessa atividade em 1979. E essa tradição continua em família, pois Tommaso, filho de Gabriele, atua junto ao pai na bodega. Ele está estudando restauração e aprimorando a técnica.

 

Tommaso, 19 anos, nasceu nesse ambiente e desde criança  começou a criar  suas obras trabalhando a madeira. Lindo de ver a atividade de família que prossegue com a nova geração

 

O douramento ou douração é um processo de decoração de superfícies que utiliza uma camada bem fina de ouro, a “folha de ouro”, muito utilizado nas tradicionais molduras de madeira

 

E Firenze é uma cidade rica de lugares cheios de magia, que reune mestres com muita habilidade, realizando molduras feitas à mão de todos os tipos e formatos (foto Michela Ricciarelli)

 

Gabriele com suas criações. Os Pinoquios são realizados em cipreste

Gabriele cria Pinóquios de diversos tamanhos em madeira de cipreste. Ele quis homenagear o “pai” do simpático bonequinho, Carlo Coloddi, que nasceu  bem pertinho da bodega, na Via Taddea. A Bodega D’Arte Maselli participou da restauração de obras do Duomo de Firenze e no Museu Uffizi.

 

Por que tem tanta obra de arte em Firenze?

Florença é conhecida em todo o mundo como uma cidade de arte e cultura com um rico patrimônio histórico,  artístico e arquitetônico.  Berço do   Renascimento, a cidade revelou grandes gênios e artistas e recebe anualmente milhões de pessoas que podem admirar suas maravilhosas pinturas, esculturas, tapeçarias e porcelanas. E é graças à Anna Maria Luisa de’ Medici, a Elettrice Palatina, que encontramos todas essas obras e monumentos na cidade. Percebendo que o patrimônio da família poderia ser saqueado ou disperso, já que a questão da sucessão da Toscana não estava decidida, Anna Maria Luisa solicitou um inventário com uma relação de todas as obras da família e decretou que todo os bens da família fossem conservados em Firenze. E em 31 de outubro de 1737 ela elaborou um ato legal conhecido como Pacto Familiar. Explico tudo pra vocês neste post:
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Anna Luisa Maria de’ Medici estabeleceu o Pacto Familiar para tutelar as obras de arte: com o acordo, as obras deveriam permanecer em Firenze (pintura realizada por Antonio Franchi,  exposta no Palazzo Pitti)

 

O Pacto de Família, exposto no Museu dos Medicis de Florença

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Florença é a cidade onde o movimento artístico chamado Renascimento consolidou-se no  século 15.  Por esse motivo, a cidade é considerada o berço mundial da arte e da arquitetura

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O Pacto Familiar trazia uma relação de todos os bens da família, como pinturas, estátuas,  joias e livros que passaram a pertencer à cidade de Firenze

A árvore genealógica da família Medici

A família Medici – De forma resumida, vou falar um pouco sobre os Medici, célebre família que governou Firenze entre 1413 e 1743, com alguns momentos de interrupção do poder. A família Medici,  originária do Mugello (norte de Firenze), foi mecenas das artes não apenas em Firenze mas em toda a Toscana e conseguiu construir uma dinastia mesmo não havendo origens nobres. Entre os séculos 13 e 14, alguns membros da família começaram a prosperar com a  fabricação de lã. Os Medici começaram a se revelar  protagonistas ativos da vida pública e econômica florentina: no século 14 já tinham 2 gonfalonieres da Justiça, que era o mais alto cargo da Republica Fiorentina e participavam ativamente da oligarquia que dominava a cidade. A família conquistou cargos altos na sociedade, como políticos, papas e  rainhas.  O esplendor florentino deu-se com  Lorenzo  “O Magnífico”,  em  meados do século  15. Por volta do ano de 1700 a dinastia estava se extinguindo pois os últimos herdeiros eram Ferdinando e João Gastão (Gian Gastone), que foi o último grão-duque da dinastia dos Medici, e Anna Maria Luisa, que também não deixou herdeiros.

O legado da família, que fomentou e inspirou o Renascimento, começou nos anos 1400 e durou mais de 3 séculos. Os  Medici eram comerciantes de tecidos e  banqueiros que fizeram fortuna e expandiram seu poder e influência não apenas em Firenze mas também na Itália e em outros países da Europa.

 

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Se hoje Firenze é uma das maiores capitais da arte do mundo é graças à Anna Maria Luisa de’ Medici, que salvou o patrimônio artístico de Florença

 

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Arte em Firenze – Com o testamento, Anna Maria garantiu que todo o vasto patrimônio que pertencia à família fosse mantido e preservado na cidade

A vida de Anna Maria Luisa –   Filha de  Cosimo III, grão-duque da Toscana, e da francesa Margherite Louise d’Orleans, Anna  Maria Luisa de’ Medici nasceu em 11 de agosto de 1667,  em Firenze. O casamento dos pais foi um dos piores da história da dinastia, e a mãe acabou  retornando à França depois de obter a separação e depois de concordar em se aposentar no mosteiro de São Pedro em Montmatre.  Quando a mãe retornou para a França Anna Maria tinha apenas 9 anos e nunca mais a viu. Anna Maria era uma mulher culta e inteligente e passou a ser criada pela avó paterna Vittoria della Rovere.

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Anna Maria salvaguardou todo o patrimônio artístico após a morte de seu irmão,  ao estabelecer o Pacto da Família, em 31 de outubro de 1737, deixando ao Estado todos os tesouros culturais das coleções da família Medici

Depois de tratativas mal sucedidas de matrimônio (ela não foi aceita pelos reinos da França , Portugal, Savoia e Inglaterra), aos 23 anos Anna casou-se por procuração com o alemão Giovanni Carlo Guglielmo I, príncipe Elettore del Palatinato e obteve o título de Elettrice Palatina.  O casamento oficial aconteceu em Innsbruck. Eles moravam em Dusseldorf e tiveram um casamento feliz, que durou 25 anos, até a morte do marido, que em 1716, morreu de sífilis (e a tornou estéril). Anna Maria retornou para Firenze em 1717 e encontrou uma situação dramática na cidade. Ela viveu no Palazzo Pitti e posteriormente na Villa la Quiete.

Anna Maria chegou a engravidar provavelmente mais de uma vez, mas não conseguiu levar adiante a gravidez. Presume-se que o marido era estéril, pois ele já havia sido casado e não havia filhos

Anna Luisa teve outros  irmãos: Ferdinando, o mais velho, que morreu  aos 50 anos e  o caçula Giangastone, o último grão-duque  da dinastia Medici, que  sofria de depressão, era alcoólatra e homossexual. Em 1723 Giangastone assumiu o trono e ficou até 1737.  Sua morte despertou interesse por parte de potências estrangeiras em querer assumir o controle do território da Toscana.  Nessa época a família estava em declínio e seu pai, Cosimo III,  tentou em vão fazer com que os outros estados europeus reconhecessem  Anna Luisa como herdeira, o que não era possível por se tratar de uma mulher. Já que ela não podia assumir,  o governo  foi entregue à  família Asburgo-Lorena.

Florença possui uma herança artística surpreendente! Suas obras estão espalhadas pelos principais museus da cidade. Esse aqui é o Palazzo Pitti, onde Anna Maria viveu

Mas antes de entregar o poder Anna Luisa resolveu formular um documento, o chamado Patto di Famiglia, evitando que os quadros, esculturas, livros, móveis e jóias fossem saqueados, o que aconteceu em diversas cidades italianas. O pacto com os Lorena foi estabelecido em 1737 “para o ornamento do Estado, para o benefício do público e para atrair a curiosidade dos estrangeiros”.

 

Galleria Palatina, Palazzo Pitti

A arte florentina gera grande interesse por suas obras monumentais e espetaculares, não apenas nos museus, mas também nas ruas e praças da cidade

Anna Maria Luisa passou os últimos anos de sua vida envolvida com a finalização do mausoléu da família, as Capelas dos Medici, para manter viva a glória e a memória da família. Anna Maria morreu no dia 18 de fevereiro de 1743, data que os florentinos relembram com um cortejo histórico e com ingresso gratuito em alguns museus de Firenze.  Seu túmulo encontra-se nas Cappelle Medicee, no complexo da Basílica de San  Lorenzo.

 

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O espetáculo teatral  The Medici Dynasty é em língua inglesa e conta em 1 hora a vida dos últimos descentes da família Medici.

 

O brasão da família Medici, com 6 bolas, que decoram muitos palácios florentinos

Os museus cívicos de Firenze oferecem ingresso gratuito no dia 18 de fevereiro:

  • Palazzo Vecchio  9 – 19 (Torre di Arnolfo das 10 às  17h )
  • Museo Novecento  11-19
  • Santa Maria Novella  9-17.30
  • Cappella Brancacci  10-17.
  • Fondazione Salvatore Romano  10-17
  • Museo Stefano Bardini  11-17
  • Palazzo Medici Riccardi 9-19

Dia 18/2, No Palazzo Pitti,  na Sala del Fiorino, acontece um monólogo (Incontro com l’Elettrice Palatina) promovido pela Muse, às 15, 16 e 17  horas (o ingresso ao museu  não é gratuito) e no Palazzo Medici Riccardi, no dia 22 de fevereiro , às 10h30 e 11h30.

Anna Maria Luisa de’ Medici – promovido pela Muse, o encontro com o personagem é seguido de um debate com o público: oportunidade para entender melhor as características dessa grande personalidade e mergulhar no contexto da Florença do século 18

 

Cortejo histórico começa no Palagio di Parte Guelfa e passa pelas ruas do centro e praças de Florença

 

O cortejo histórico termina nas Capelas dos Medici, onde Anna Maria foi enterrada

E para comemorar o seu aniversário e homenagear Anna Maria Luisa,  no dia 31 de outubro a Galeria Uffizi, o Palazzo Pitti e o Jardim Boboli são abertos gratuitamente.

 

Passeios em Firenze e na Toscana

Quer vivenciar uma experiência em Firenze de uma maneira mais completa, diferente e autêntica? Desenvolvi alguns tours temáticos fora dos passeios mais tradicionais e das paradas obrigatórias para aqueles que buscam experiências mais exclusivas e uma perspectiva diferente, seja para quem já conhece e para quem visita pela primeira vez a cidade.

Os passeios temáticos foram elaborados com muito carinho para possibilitar ao visitante uma verdadeira imersão na cultura local, com respeito à tradição mas sempre em busca de atividades diferenciadas. Os passeios incluem lugares mais reservados e menos óbvios para você conhecer,  vivenciar e experimentar a cidade de forma  mais  específica, com temas como história, fotografia, gastronomia, moda, entretenimento e cultura. Alguns passeios podem ter duração de meio dia ou de dia inteiro e são realizados em número limitado, de 2 a 8 pessoas.  Apresento pra vocês os 4 tours temáticos para o ano de 2020, além de passeios e degustações na Toscana:

 

 

Durante os passeios passamos pelos pontos mais famosos e conhecidos da cidade

Artesanato

A relação de Florença com o artesanato é muito forte.  A Capital do Renascimento possui diversas pequenas bodegas seculares que conservam a tradição de produtos exclusivos feitos à mão e o artesanato é motivo de orgulho para os florentinos. Nosso passeio começa no Oltrarno,  meca de artesãos , onde passaremos por diversas  oficinas para vermos de perto como as peças são realizadas. Esse passeio é pelas ruelas de Florença, passando em seus ateliês secretos onde criatividade, habilidade e tradição se fundem. O tour inclui visitas às bodegas de bolsas,  sapatos, molduras, joias, bijuterias, roupas e acessórios.

A arte dos ourives em Firenze tem origem  no século 12.  Brunelleschi, Michelozzo, Cellini  e Donatello são apenas alguns dos artistas que treinaram como ourives em oficinas florentinas

 

A tradição florentina em trabalhar com o couro remete à tempos antigos. Firenze é um importante centro produtor de produtos em couro de alta qualidade

 

Boutique com possiblidade de presenciar produção das peças no ateliê das proprietárias

Itinerário:

San Frediano e Santo Spirito, Piazza Santo Spirito, Ponte Vecchio, San Niccolò e Santa Croce, com visita à Scuola del Cuoio.

Duração: 3 horas (início do tour às 10 horas)

  • Durante o tour  é oferecido um mini-shooting onde cada participante vai receber  10 fotos tratadas  (enviadas através de link on-line, prontas para serem impressas)

Fashion

Firenze tem uma relação estreita com a moda e é uma das mais importantes cidades italianas do setor, com grande tradição e referência no cenário internacional.  Diversas maisons mundialmente famosas como Gucci, Ermanno Scervino,  Enrico Coveri, Emilio Pucci, Roberto Cavalli e Patrizia Pepe escolheram Firenze para produzir suas peças.  O tour Fashion  começa na esplêndida Piazza della Signoria, com visita ao  Gucci Garden, no interior do histórico Palazzo della Mercanzia. Em meio às inúmeras obras de arte que encontramos   pelas ruas e praças da cidade,  faremos um passeio nos endereços de shopping mais elegantes de Florença. Coffee break no atelier de uma estilista brasileira radicada em Firenze. Para quem optar pelo tour de 6 horas, à tarde tem visita guiada ao Palazzo Pitti, o museu mais importante da Itália dedicado à História da Moda, com uma rica coleção de mais de 6000 peças com trajes antigos do século 17 até os dias de hoje.

brecho

Itinerário:

Piazza della Signoria, Palazzo della Mercanzia, Ponte Vecchio e Ponte Santa Trinità, Oltrarno, workshop num atelier de moda,  Palazzo Pitti com Museo del Costume com guia credenciada (para quem optar pelo tour de 6 horas).

Duração:  3 ou 6 horas (início do tour às 10 horas)

 

  • Durante o tour de 6 horas é oferecido um mini-shooting onde cada participante vai receber  10 fotos tratadas    (enviadas através de link on-line, prontas para serem impressas)
  •  Parada de 1 hora para almoço (despesas da refeição não incluídas no valor do tour)

 

Enogastronômico

Admirar monumentos, praças e construções da capital do Renascimento com paradas para degustar as delícias que você pode encontrar na cidade! Durante o percurso enogastronômico, vou te levar para saborear os  produtos típicos da região. Como a própria palavra diz, esse tour é um passeio pelo centro histórico, com foco na comida e no vinho. O tour de 7  horas inclui cooking show no Oltrarno

Duração: 3, 4 ou 7 horas (início do tour às 10 horas)

  • Durante o tour de 7 horas é oferecido um mini-shooting onde cada participante vai receber  10 fotos tratadas    (enviadas através de link on-line, prontas para serem impressas)

 

Fotográfico 

Florença é uma das cidades mais fotogênicas da Itália e tem um luz incrível!  Monumentos, paisagens, praças e ruelas inspiradoras são cenários.  Que tal registrar a sua passagem por aqui num tour fotográfico? Esse tour inclui um passeio a pé pelas principais atrações da cidade com shooting fotográfico.

Duração: 2 ou 3 horas

 

 

 

Passeios na Toscana

1 – Degustação de vinhos, piquenique e passeio em cidades da Toscana (a escolher)

Piquenique com degustaçao de vinhos e visita à San Gimignano , Siena ou cidades do Vale da Orcia, como Montalcino, Montepulciano e Pienza.

 

Um dos programas mais interessantes é o programa que inclui degustação de vinhos e visita a alguns burgos da Toscana

 

2- Visita à agriturismo na Toscana com almoço e visita à Vinci

Visita à um agriturismo com cooking show. Vamos cozinhar numa linda cozinha onde um italiano vai  prear

Tarde visita ao vilarejo de Vinci, com guia credenciado , para passeio na cidade do gênio Leonardo.

 

 

 

Escreva para grazieateblog@gmail.com para mais informações.

Vendas: Natur Viagens

 

Restaurantes internacionais em Florença

Moro em Florença desde 2005 e lembro que logo quando cheguei sugeri um restaurante japonês à uma colega italiana que ficou admirada com a minha proposta. É que a tradição culinária local era tão forte que as pessoas muitas vezes não queriam nem experimentar outro tipo de comida e nem a oferta era tão vasta quanto nos dias de hoje. Eu adoro provar   pratos de  culturas diferentes e mesmo com a excelente gastronomia italiana sinto vontade de comer e experimentar pratos com um tempero diferente. Fiz uma relação com restaurantes de cozinha internacional aqui na cidade:

 

Comida japonesa – Asian-fusion

Dentre os restaurantes internacionais em Florença, os de comida chinesa e japonesa são maioria

The Fusion – um ambiente refinado, que leva a assinatura da família Ferragamo, o Fusion oferece especialidades nikkei, com drinks excepcionais! Eu adoro o local, que fica nas proximidades da Ponte Vecchio, e voltei recentemente junto ao grupo Tuscany Bloggers para experimentar o novo menu elaborado pelo chef Andrea Magnelli. Uma perfeita fusão entre as cozinhas peruana e japonesa, com pratos delicados, realizados com ingredientes frescos e muita criatividade. Quanto aos coquetéis, algumas releituras e drinks autorais, para agradar os mais exigentes amantes da mixology.  Fica no Vicolo Dell’Oro, 3

Outros locais Asian-fusion:

  • Kome, Via dei Benci, 41
  • Hibiki-àn, Piazzale Donatello, 4 r
  • Kawaii e Momoyama, Borgo San  Frediano, 8 r
  • Koko, Piazza Ferrucci

Comida chinesa 

Fulin –  O restaurante Fulin é um restaurante oriental com proposta luxury, para quem busca uma verdadeira experiência gourmet chinesa. Idealizado por Stefano Dai e Franceso Han, em sociedade com o fotografo Gianni Ugolini, proprietário do edifício histórico que abriga o restaurante: uma elegante construção dos anos  1800 nas proximidades da piazza Ferrucci. Fui conhecer o local à convite da casa, com um grupo de foodbloggers e instagrammers e pela primeira vez experimentei a verdadeira cozinha chinesa, com seus sabores autênticos, com pratos realizados com produtos frescos, locais e de primeira qualidade.  Provamos praticamente tudo que tem no menu, com degustação que começou com o famoso ravioli: foram 6 tipos diferentes, de verdura, carne e peixe, com a massa preparada no local todos os dias. Depois, involtini primavera e caramelle, arroz negro,   spaghetti al sugo do Oriente,  peixe Branzino ao vapor, carneiro e pato ò Pequim, um dos carros chefe do Fulin.   Uma proposta interessante que a casa oferece é o menu degustação, com  3 formats, de 35, 45 e 55 euros. O Fulin, aberto diariamente para almoço e jantar, fica na via Giampaolo Orsini, 113 r

Fulin é um restaurante chinês de luxo, de 2 andares, com salas privês e uma varanda de onde podemos admirar as colinas de Firenze.O elegante restaurante Fulin oferece uma verdadeira experiência culinária gourmet chinesa

 

No Fulin, os pratos da tradicional cozinha chinesa milenar, são preparados com paixão e realizados com ingredientes frescos e de alta qualidade

 

Osir – Osir é um dos mais antigos restaurantes chineses de Firenze e o considero muito bom, com ambiente típico de locais chineses, com decoração nas cores preto e vermelha, com ambiente tranquilo e com atmosfera um pouco mais intimista do que a média que encontramos aqui na cidade. O menu é amplo e o serviço eficaz. Dentre os pedidos que faço sempre ali e que não decepcionam estão rolinho primavera, porco agridoce e frango com bambu. Media de custo para um jantar é de 23 euros. Fica no viale  Spartaco Lavagnini

Outros restaurantes chineses:

  • Ciblèo, via Andrea del Verrocchio, 2 r
  • Dim Sum, via dei Neri, 37 r

 

Comida persa

Tehran –  já estive algumas vezes e recomendo o Tehran, restaurante persa a poucos passos da piazza della Signoria. Com poucos lugares e um decorrer que nos trnasporte ao Oridente Medio, o Teheran oferece pratos típicos e refinados da tradição iraniana, que mistura ervas frescas e especiarias aromáticas seja nas carnes que no peixe e arroz.  Como entrada, tris di mazè: creme de berinjela, tomate e alho, azeitonas marinadas e o outro de yogurt, depois carne de cordeiro com arroz e açafrão.  Os pratos custam em média 10 euros. Tehran fica na via dei Cerchi, 25, r

Comida Armena

Ararat–  Um local alternativo para quem quiser experimentar outro tipo de cozinha que não seja italiana. É um restaurante que serve pratos da Armênia e da Georgia. Na cozinha e na sala, staff dos países de origem que auxiliam e ajudam a explicar sobre os pratos da casa e os vinhos, que também são  provenientes desses países. Experimentei Pkhali,  uma especie de almôndega servida com  molho, o Khinkali, ravioli com recheio de carne, e o Tolma, enroladinho de carne acompanhado de yogurt. A preparação dos pratos, como da tradição, são realizados com produtos frescos e naturais, mas geralmente são elaborados e precisam de cozinheiros muito pacientes. Segundo Amalia, a gerente da casa que nos recebeu, a cozinha desses países tem base pobre, portanto, precisa ser calórica.  Muitos pratos levam nozes, pão e batata. Ambiente moderno e requintado, de dois andares, o Ararat fica perto da Piazza Beccaria, na Borgo da Croce,  32, r

Ararat

Colorida e variada , a cozinha armena é perfumada de ervas aromáticas e temperos, mas nao particularmente picante. Uva e romã, símbolos de abundância, são presentes em muitos pratos

 

Ararat

Khachapuri agiaruli , pão-pizza georgiano. Este é o clássico, servido com ovos, mas pode ser com preparado com beringela, tomate, pimentão , funghi ou espinafre

Americano e mexicano

1950 American Diner – O 1950 American Diner é  para os amantes de um bom cheesburger! No menu, nachos,  burritos e burgers.  A nova area oferece também um espaço para crianças, com sala de jogos onde os pequenos podem se divertir a valer num ambiente temático que remonta os anos 50. Além de almoço e jantar, oferecem também  American breakfast e brunch. Fica na esquina entre as ruas Guelfa e Nazionale, a 5 minutos da estação ferroviária  SMN.

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1950 American Diner – o ambiente vintage remonta aos anos 50 e as garçonetes circulam de patins

Melaleuca – é um bistro com especialidades americanas e australianas. Com ambiente informal, iluminado e moderno, propõe também uma variedade de delicias da confeitaria.ingredientes toscanos de qualidade, da nossa cozinha ao Arno, assamos, engarrafamos e fabricamos cerveja em pequenos lotes, de bagels ao pão, à kombucha e à bebida gelada. , de 8 às 12 h servem café-da-manhã e depois até às 17 horas opções de almoço e lanche e nos finais de semana, brunch das 8 às 15 horas. no menu, toasts, ovos, pão com abacate, sanduíches de salmão,  saladas e petiscos. Mas Fica no Lungarno delle Grazie, 18

 

Outros locais americanos:

  • Old Wild West , Centro Comercial San Donato
  • The Diner,  via dell’Acqua, 2
  • Hard Rock Café, Piazza della Repubblica
  • Rooster – Via Porta Rossa, 63 r
  • Sugar & Spice – Borgo la Croce e via dei Servi
  • Mama’s Bakery – via della Chiesa, 34 r

Locais mexicanos:

  • El Chico, via dei Benci, 15 r
  • Eby’s Latin Bar , via dell’Oriuolo, 5
  • I 5  Tavoli, via del Sole, 26 r
  •  Tijuana , via Ghibellina e Porta al Prato

 

Comida indiana 

Haveli –  Esse restaurante, inaugurado em 2000, é um ponto de referência para a culinária indiana em Firenze. Já estive inclusive no local com toda a família ,  incluindo as crianças, que adoraram os pratos. Servem principalmente  receitas do Punjab, região dos proprietários, que oferecem receitas da tradição culinária milenar,  preparadas com modernas técnicas. Você pode saborear os pratos típicos da culinária indiana, como frango ao curry ou tandoori e tanta receitas, baseadas no uso harmonioso de vegetais. Fica no Viale Fratelli Rosselli, 31.

 

Haveli – Aromas e especiarias indianos num ambiente refinado.

Outros restaurantes:

  • Salaam Bombay, viale Fratelli Rosselli, 45r

Comida espanhola

La Cova –  Depois de Prato, o La Cova abriu as portas em Firenze no inverno de 2017  com as delícias do street food espanhol num cantinho muito sugestivo da cidade: uma ruela a 2 minutos do Palazzo Pitti. A proposta da casa é  celebrar a Andalusia em Firenze! Servem tapas, patatas bravas, tortilla, croquetas de bacalhau e claro,  presuntos espanhóis nobres envelhecidos  (Jamón Serrano Gran Reserva, Ibérico Cebo e Ibérico de Bellota). E claro que não podia faltar, a sangria! Atmosfera descontraída e acolhedora em 3 ambientes, o local é uma excelente opção para quem quer socializar. Aliás, a proposta é essa também:  compartilhar a mesa, fazer novas amizades e  bater papo com quem está nas mesinhas próximas enquanto se degusta vinhos e comida da qualidade. Os produtos são frescos e trazidos diretamente da Espanha. O restaurante fica no Sdrucciolo de’ Pitti, 19 r

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La Cova, local divertido onde se respira atmosfera espanhola

Italian Tapas   A dois passos da piazza Santo Spirito encontramos um local descontraído que funciona como bar, restaurante e cocktail bar, numa envolvente atmosfera espanhola, com petiscos e pratos preparados com produtos da estação. A especialidade são tapas,  pequenas porções de petiscos servidos com alguma bebida, que pode ser alcoólica ou não. Adorei os 2 tipos super inusitados que experimentei:  gnudi toscani com ricota, peixe e açafrão e o gnocconi com queijo pecorino com molho funghi!  No menu uma ampla e variada seleção,  propostos em 2 mini-porções, bom pra quem quiser experimentar vários dividindo com os amigos. Os coquetéis merecem atenção especial! A lista é grande e o barman prepara drinks deliciosos! Aliás,  o local é ótimo para quem busca apenas um drink num dos bairros mais badalados da cidade.  Via Sant’Agostino, 11/r.

  • o Italian Tapas fechou em 2020

 

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O agradável ambiente do Italian Tapas, que abriu as portas no verão de 2017

A Igreja de Ognissanti de Firenze

Uma das minhas igrejas prediletas de Firenze é a de San Salvatore in Ognissanti, localizada na praça homônima, no centro histórico da cidade e a poucos minutos da piazza de Santa Maria Novella. A Igreja de Ognissanti, isto é, de Todos os Santos, é pouco conhecida  mas reúne verdadeiros tesouros artísticos. Seu interior é ricamente decorado, com obras de  Giotto, Taddeo Gaddi, Botticelli e Ghirlandaio.  A igreja franciscana tem sua história ligada à família de Américo Vespucio, que a patrocinou.  Veio daí o nome de Baía de todos os Santos (Bahia), por onde Vespúcio passou em 1501.

A igreja franciscana foi edificada em 1251 e fazia parte do complexo do convento dos “Umiliati”. No ano de 1571 os Umiliati foram substituídos pelos franciscanos, que expandiram o complexo com dois claustros, novos altares e reconstruíram a fachada

 

Na fachada,  terracota vitrificada,  atribuída a Benedetto Buglioni

A igreja fazia parte do complexo do convento fundado em 1251 pelos Humilhados, ordem que se dedicava à pobreza e ao trabalho. Vindos da Lombardia, chegaram em Firenze no ano de 1239 e se estabeleceram  incialmente fora da cidade e depois estenderam as propriedades ao burgo, onde construíram a igreja e o convento. O complexo foi terminado em 1260.

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A igreja inicialmente fazia parte dos “Umiliati”, congregação religiosa que se dedicou ao trabalho com a lã, entre os séculos 13 e 15, que foi a principal atividade comercial de Firenze

 

O interior da igreja. A ordem dos Humilhados,  dedicava-se  não apenas à prática religiosa mas também ao comércio e negócios

A região era apropriada ao trabalho com a lã devido à proximidade do Rio Arno e  a formação do canal, que garantia energia hidráulica para os moinhos. Foram os freis que impulsionaram o setor com sua experiência no manuseio e tingimento da lã e contribuíram para o crescimento urbano na região, que começou a girar em torno das atividades da igreja, especialmente no que diz respeito aos artesãos. Devido ao prestígio que alcançaram , os Humilhados foram convidados para ocupar importantes cargos públicos. A igreja passou a receber obras importantes, graças sobretudo à contribuição das famílias de prestígio do bairro.

 

Logo depois da chegada à Firenze, os freis adquiriram um terreno próximo ao Rio Arno, favorável ao processo de fabricação. A igreja fica próxima ao Lungarno

Durante o século sucessivo os Humilhados  reduziram de número e começaram a perder prestígio, tanto que em 1571, por vontade de Cosimo I de’ Medici, cederam o mosteiro aos franciscanos. O complexo foi restaurado, foram construídos dois claustros e a igreja foi consagrada em 1582 recebendo o nome de San Salvatore ad Ognissanti . 

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A igreja é pequena e lindamente decorada, com obras de Giotto, Ghirlandaio, Taddeu Gaddi e Sandro Botticelli

 

San Girolamo, realizado por Domenico Ghirlandaio  provavelmente em 1480

 

Madonna della Misericordia (1474-1477), de Ghirlandaio

 

Botticelli

Obra de Sandro Botticelli, Sant’Agostino nello studio, realizada por volta de 1480

 

No século 15, Sandro Botticelli (que está enterrado na igreja) e Domenico Ghirlandaio, nomes de grande expressão do Renascimento italiano,  trabalharam em Ognissanti. Ghirlandaio havia sido contratado pela família Vespucci, que eram aliados dos Médici e da qual fazia parte o famoso Américo,  navegador que deu seu nome à América. Sob encomenda da família,  Ghirlandaio afrescou uma Pietà e uma Madonna della Misericordi, San Girolamo  e também a Última Ceia,  no refeitório do convento.

 

 

Na igreja está a capela da família Vespucci, localizada ao longo da parede direita da nave da igreja e que contém  afrescos realizados por Ghirlandaio  (1448-1494) por volta do ano 1470 e a obra  La Pietà e la Madonna della Misericordia,  que acolhe sob o seu manto os membros da família Vespucci, como Simonetta Vespucci, a musa de Sandro Botticelli (1445- 1510) e diva do Renascimento. Foi casada com o banqueiro Marco Vespucci, primo de Américo, cuja família era ligada aos Medici, poderosa família de mecenas.

 

Túmulo Simone Vespucci, filho de Piero, morto em 1400 e fundador do Hospital de Santa Maria da Humildade, chamado depois de San Giovanni di Dio (conhecido como Torregalli)

 

Capela do Santissimo Sacramento, com obras de artistas como Giuseppe Pinzani, Matteo Rosselli e Ranieri Del Pace

 

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Dessa porta à direita temos acesso ao claustro, com visitas apenas às segundas e sábados pela manhã

Uma das obras mais importantes da igreja é o Crucifixo realizado por Giotto di Bondone por volta de 1315. Até poucos anos atrás, o Crucifixo foi considerado um trabalho realizado por algum parente de Giotto. Depois de uma cuidadosa restauração foi possível atribuir ao artista a autoria do trabalho, colocado em destaque, do lado esquerdo do altar.

 

Perto do altar, o crucifixo de Giotto

O túmulo do artista florentino Sandro Botticelli (1445-1510) fica na capela di San Pietro de Alcantara, nas capelas posicionadas do lado direito do altar. Botticelli é autor das obras Primavera e O Nascimento de Venus, expostas no Museu Uffizi.

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Local onde fica o túmulo de Sandro Botticelli

 

Convento

A construção do convento, assim como da igreja, iniciaram em 1250 pelos Humilhados, que  obtiveram obras de altíssima qualidade. Do claustro do convento, repleto de  afrescos de Jacopo Ligozzi e outros pintores que contam a histórias da vida de São Francisco, é  possível ter acesso ao refeitório, que abriga a obra-prima o Cenacolo, realizado por  Ghirlandaio em 1480.  A obra  não é mais de propriedade dos freis e da igreja, mas sim do Ministério dos Bens Culturais.

A obra Madonna col Bambino, Nanni di Bartolo, realizada entre 1420 e 1423

 

A Última Ceia, obra de Ghirlandaio realizada em 1480, visitável apenas às segundas e sábados pela manhã.

O convento foi eliminado em 1866 e 2m 1923 passa a sediar o quartel  dos Carabinieri. Em 1885 os franciscanos retomaram parte da antiga sede.

É possível visitar o claustro e a obra de Ghirlandaio às segundas e aos sábados, das 9 às 13 horas.

 

Igreja de Ognissanti

Piazza Ognissanti, 42 – Firenze

Entrada gratuita

Horários

Manhã: 9:30 às 12:30 (fechada às quartas pela manhã)

Tarde: 16 às 19:30

 

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Museo do Bargello, em Firenze

O Museu do Bargello, localizado no antigo Palazzo del Podestà de Florença, abriga algumas das mais importantes obras da escultura do Renascimento italiano em seus majestosos salões, distribuídos em 3 andares. O museu foi construído em época medieval, no ano de 1255.  É um dos mais importantes museus de Florença, com obras de Cellini, Donatello, Luca della Robbia e Michelangelo. Suas coleções incluem esculturas, cerâmicas, medalhas, bronzes, tapeçarias, baixos-relevos medievais e mobiliário, que pertenceram à família Medici e a colecionadores. Dentre os doadores mais relevantes, o antiquário francês Louis Carrand, com sua coleção de mais de 3 mil obras, incluindo artes decorativas e pinturas. Com o decreto de 1865 tornou-se o primeiro museu nacional italiano dedicado às artes da Idade Média e do Renascimento.

 

O Museu do Bargello é o mais importante museu do mundo de escultura renascentista, com sede em um dos mais importantes palácios  medievais de Florença.

 

bargello

O  prédio que abriga o museu é um magnífico exemplo de arquitetura medieval.  A construção, que parece um castelo, é  um dos edifícios mais antigos de Firenze.  Já foi sede de algumas instituições importantes e palco de importantes acontecimentos históricos.

 

O museu é localizado no antigo Palazzo del Podestà, que serviu como prisão até 1857

O sino chamado de Montalina ou Montanina, toca em raríssimas ocasiões, como por exemplo, na virada do milênio, como ocorrido em 2000. A última vez que tocou foi em 22 de junho de 2015, para comemorar os 150 anos do Bargello, o primeiro Museu Nacional da Itália.  Outras ocasiões em que o sino tocou  foram em  1918 para anunciar o fim da Primeira Guerra, em 1921 para anunciar as celebrações de Dante, em 11 de agosto de 1944 para anunciar a liberação da cidade e em 1945 , ao final do último conflito mundial.

Bargello

O pátio do museu é repleto de lindíssimas obras. Joia da história e da arquitetura, o Museu de Bargello abriga 16 salas

História do museu

A história do museu começou com o nascimento da figura do Capitano Del Popolo, momento em que a classe média começou a emergir e sentir a necessidade de uma personalidade que a representasse. Portanto, a partir de 1255 inicia-se a construção do palácio para hospedar o capitano del popolo, que era também chamado de bargello.  O palácio foi a sede do Bargello por 3 séculos.  A torre Volognana do palácio, que tem quase 60 metros, por séculos abrigou uma prisão. E seu nome deriva de um dos primeiros prisioneiros da torre, Geri da Volognano.

Com o estabelecimento da hegemonia Medici na segunda metade do século 15, o palácio tornou-se a sede do Conselho de Justiça e dos Juízes de Ruota.  E, a partir de 1574, sob o duque Cosimo I de ‘Medici, sede do Bargello, ou o chefe das Guardas, que tinham autoridade para prender, julgar e cumprir sentenças de morte. Depois que a sede da prisão foi transferida para Le Murate as obras de restauração no palácio começaram.  Esta prisão possuía  equipamento sofisticado e eficaz para torturar os condenados. Do lado de fora do prédio, até o final do século  17, eram expostas as cabeças dos executados, a título de advertência pública. Em 30 de novembro de 1786, com decreto de Pietro Leopoldo di Lorena, Florença foi o primeiro estado do mundo a abolir a tortura e a pena de morte.

Bargello

Niccolò Machiavelli foi preso e torturado no Bargello em 1513 com a acusação de ter participado de uma conspiração anti-medicea

 

Bargello

O antigo cárcere da cidade e local onde as pessoas condenadas à morte aguardavam a execução. Com  Pietro Leopoldo, o Grão-ducado da Toscana foi o primeiro na Europa a abolir a pena de morte, em 30 de novembro de 1786

 

Quando Firenze foi eleita capital da Itália, em 1865, o palácio passou a abrigar o primeiro museu nacional após a unificação.

 

Térreo 

 

O poço octogonal ao centro do pátio do museu

Quando adentramos o museu chegamos ao belíssimo pátio com um poço ao centro e circundado de pórticos.  A estrutura medieval acolhe maravilhosas obras renascentistas que deixam os visitantes encantados. Dentre as obras, a esplêndida  Fontana di Sala Grande (1556- 1561), em mármore.  As estátuas  foram encomendadas em 1555 à Ammannati por Cosimo I de Medici para o Salão dos 500 do  Palazzo Vecchio mas nunca foram instaladas no local. Depois de pronta a obra esteve nos Jardins de Pratolini e Boboli.

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Niccolò Ammannati, Fontana del Granduca

O pátio do palácio traz os brasões  dos Podestá, da época em que o edifício tinha função administrativa.

Bargello

A obra Oceano, de Giambologna

No térreo temos acesso ao Salão de Michelangelo,  sem dúvidas o espaço mais disputado do museu. Ali encontramos  esculturas de Buonarroti, Giambologna e Ammannati.

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Bacco (o Deus romano do vinho), de 1497, esculpido por Michelangelo quando o artista havia apenas 22 anos

 

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Mercurio Volante, em bronze, a obra mais célebre de Giambologna, realizada provavelmente em 1580

museu-bargello

 

Primeiro andar

Quando subimos as escadas para começar a explorar o primeiro andar do prédio nos deparamos com uma magnífica loggia, repleta de estátuas. No primeiro andar fica a Sala de Donatello com as obras mais famosas do artista fiorentino, as esculturas de Luca Della Robbia, as coleções de arte islâmica, as doações de Louis Carrand e a Capela com a efígie mais antiga da  Dante Alighieri, a Sala degli Avori e a Sala del Trecento. Outras peças que merecem atenção são os paineis de portas realizados por Filippo Brunelleschi e Lorenzo Ghiberti, chamados de Sacrifício de Isaac, fundidos em bronze. Ambos foram realizados no ano de 1401, quando participaram  da competição  para a decoração das portas do Batistério de São João em Firenze.

Bargello

A Loggia que fica no primeiro andar do museu

 

sala-donatello

Esta é a espetacular Sala de Donatello e das escultura dos anos 1400

 

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A família Della Robbia foi uma das mais importantes no cenário fiorentino dos séculos 15 e 16, especializados na técnica da terracota vitrificada. Ao centro, algumas das obras Luca Della Robbia

 

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Lucca della Robbia, Madonna con Bambino, 1441 – 1445, em terracota vetrificada

 

Donato di Niccolò di Betto Bardi, Donatello, nasceu em Firenze em 1386, considerado um dos pais do Renascimento, bem como um dos escultores mais célebres de todos os tempos.

 

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Davi em mármore, realizada por Donatello entre 1408 e 1410

 

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O Davi de Donatello em mármore é a primeira obra do artista

 

O Davi em bronze do artista Donatello, realizado  entre 1440/44

 

san-Giorgio

Ao centro da sala a obra San Giorgio, a primeira obra-prima de Donatello, um maravilhoso exemplo de sua habilidade como escultor. A estátua havia sido colocada em um dos nichos da igreja de Orsanmichele, onde atualmente existe uma cópia

 

San Giorgio, de Donatello, considerada uma das obras-primas das esculturas do Renascimento dos anos 1400

Os outros espaços do primeiro andar são a Capella del Podestà, Sala degli Avori, Sala del Trecento e Sala delle Maioliche, Sala de Arte islâmica, com as doações de Louis Carrand,  um antiquário de Lyon, que em 1888 presenteou o Bargello com sua coleção de cerca 3 mil peças da Idade Média e do Renascimento, incluindo artes decorativas, joias, armas,  cerâmicas, tecidos e pinturas.

 

bargello- Capella-della-maddalena

Cappella del Podestà ou  Capela de Santa Maria Madalena,  com afrescos da oficina de Giotto, realizados provavelmente entre 1330 e 1337. A capela foi construída em 1280. Era local de oração para o  podestà (ou prefeito) e  posteriormente  a capela passou a ser usada como quarto onde os condenados à morte passaram sua última noite.

A Cappella del Podestà ou  Capela de Santa Maria Madalena. A  capela hospedava os condenados à morte que esperavam o suplício na época em que  o prédio transformou-se em prisão, em 1574.

Dante e Giotto  –  Na Capela do Podestà  está o mais antigo  retrato de Dante Alighieri, realizado por Giotto. Dentro do afresco do “Julgamento Final”,  o artista  e seus colaboradores realizaram os afrescos retratando  Dante Alighieri entre os abençoados.

 

Bargello

 

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Bargello

 

Segundo andar

No segundo andar estão as principais coleções de obras-primas de Andrea, Luca e Giovanni della Robbia, com a famosa majorai envidraçada, as Sala dei Bronzetti, Sala di Verrocchio,  com esculturas de Verrocchio, Mino da Fiesole, Rossellino, Da Maiano  e Sala das Armas com peças do arsenal bélico com armas de origem medieval.

 

Da bodega de Giovanni della Robbia, terracota vitrificada (1515-1520)

 

Sala de Andrea Della Robbia, com 4 vãos, é dedicada às peças de terracota verificada realizada por Andrea Della Robbia. A família Della Robbia é muito conhecida pela arte da terracota esmaltada

 

A Sala das Armas. Esta seção do museu possui cerca de 2 mil peças, em sua maioria proveniente de arsenais dos Grãos-Duques Médici

 

A Sala dos Bronzes

Museo del Bargello

Via del Proconsolo, 4. – Firenze

Horários:

Diariamente , das 8h15 às 14 h (aos sábados abertura prolongada com fechamento às 18 ou 20 horas, dependendo do mês)

Dias de fechamento:

2º e 4º domingo de cada mês e  1ª, 3ª e 5ª segunda-feria de cada mês

Valor do bilhete:

Inteiro: 8 euros

Reduzido: 4 euros para jovens entre 18 e 25 anos com cidadania de um país da União Européia

Gratuidade:  para menores de 18 e maiores de 65 anos que tiverem cidadania de um país da União Européia

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O que visitar em Montepulciano

Montepulciano, habitada desde época etrusca, é uma cidade medieval localizada sobre uma colina ao sul da Toscana, a uma altitude de 605 m acima do nível do mar.  Circundada de vinhedos e oliveiras,  é a terra que produz o famoso vinho Nobile. Seu centro histórico é acolhedor, com elegantes prédios  de arquitetura renascentista e conservsa ainda traços do passado medieval.

 

Montepulciano

Localizada ao sul de Siena, Montepulciano foi fundada como castelo no início do século VIII , sobre uma das mais altas colinas da Toscana

 

Rica em história, arte e cultura, Montepulciano é uma das mais fascinantes cidades da Toscana. Está localizada numa das mais altas montanhas da região

Montepulciano, província de Siena, possui cerca de 15 mil habitantes e está localizada em posição privilegiada na Toscana, pois é bem próxima da encantadora Pienza, da vila termal de Bagno Vignoni e da famosa Montalcino, terra do Brunello.  Na Idade Média, a cidade se enriqueceu  graças ao comércio e às atividades manufatureiras. Sempre foi alvo de disputa entre as cidades de Firenze e Siena, sendo que em 1404 os florentinos tomaram posse da cidade, que atingiu seu esplendor a partir desse período, principalmente no século 16, com a família Medici.   Por solicitação de Cosimo I, foi circundada por muralhas fortificadas, com projeto de Antonio da Sangallo il Vecchio.

 

Por sua posição estratégica, Montepulciano sempre foi motivo de guerra entre Siena e Firenze que queriam garantir o controle da Valdichiana e da Val D’orcia

 

Uma das portas de acesso à cidade

O que visitar em Montepulciano

Montepulciano é uma das cidades medievais mais bonitas da Toscana e você pode percorrer suas ruelas a pé.  Fazendo ziguezague pelas vielas do centro histórico, que sem dúvidas vão te conduzir à única estrada principal, que é a via del Corso, que começa na parte baixa da cidade e chega até à Piazza Grande.

São vários os acessos ao seu centro histórico, sempre através das portas seculares, que eram as entradas do burgo fortificado.  Existem estacionamentos próximos aos acessos ao vilarejo, que como fica na parte alta, exige um mínimo de resistência física do visitante para chegar até o miolinho do burgo, que é a Piazza Grande, onde estão o Palazzo Comunale, o Duomo, o Palazzo Contucci, o Palazzo Del Capitano del Popolo e o Palazzo Nobili-Tarugi.

 

A Piazza Grande, o ponto de encontro de turistas e locais, e sede das muitas iniciativas da cidade

 

Do Palazzo Comunale é possível aceder ao terraço da torre para observar a cidade do alto

O Palazzo Comunale, sede da prefeitura, é um edifício medieval que foi transformado no século 15 por Michelozzo, que século acrescentou a torre e a fachada ao complexo gótico original. A construção é muito parecida com o Palazzo Vecchio de Firenze.

A praça é o principal cenário de eventos na cidade, como mercadinhos e feiras e o campeonato de corrida de barris Bravio delle Botti, realizado em agosto, onde participam as 8 contratas (bairros) da cidade

 

A igreja medieval de Santa Maria Assunta, o Duomo da cidade

O Duomo da cidade é a Igreja de Santa Maria Assunta,  construída entre 1592 e 1680 por Ippolito Scalza e consagrada em 1712. Guarda obras de Andrea della Robbia, Benedetto di Maiano e Michelozzo di Bartolomeo.

A obra Altare dei Gigli, de Andrea della Robbia, realizada em torno ao ano de 1512

 

Dentre as principias atrações, estão Torre de Pulcinella, torre do relógio, na Piazza Michelozzo.

A Torre de Pulcinella

 

Outra igreja que merece uma visita é a Igreja de Santagostinho, na piazza Michelozzo, em frente à torre de Pulcinella. Fundada em 1285,  foi restaurada no século 15 por Michelozzo  di Bartolomeo, para realização da parte inferior da fachada. Em seu interior, “Ressurezione di Lazzaro” de Alessandro Allori,  “San Bernardino”, de Giovanni di Paolo, “Crocifisso”  de Antonio da Sangallo e “Crocifissione”, de Lorenzo di Credi.

A igreja de Santagostinho, na piazza Michelozzo

 

Interior da igreja di Sant’Agostino, construída por Michelozzo em 1427

Durante o passeio, entrei também na  Paróquia Santissimo  Nome di Gesù,  que fica no Vicolo Delle Scuole Pie. É uma igreja em estilo barroco, com início da construção em 1691 pelo arquiteto milanês Giovan Battista Origoni e  foi completada em 1712.

Nesta foto o interior da Paróquia Santissimo  Nome di Gesù, que foi consagrada em 1716

Montepulciano é um desses locais onde você vai sem muita programação sobre o que vai visitar. Permita-se passear a pé pela cidade sem pressa para admirar sua beleza e descobrir cantinhos sugestivos.

 

Entre subidas e descidas, bistrôs, lojinhas de artesanato local, enotecas e restaurante, afinal, estamos na terra do bom vinho e da boa mesa!

Vinícolas com entrada gratuita que oferecem degustações.

Natal em Montepulciano

O Evento Natale a Montepulciano, festa que costuma acontecer entre meados de novembro até a Epifania, deixa a cidade com uma atmosfera ainda mais envolvente com todas as suas luzes e decoração natalícia.  Portanto se você escolher o final do ano para visitar o vilarejo vai poder se encantar com a decoração natalina por suas ruelas e com o Villagio di Natale di Montepulciano. Por diversas praças e ruas da cidade acontece o característico mercadinho com 80 casinhas de madeira que oferecem produtos típicos e o ponto de encontro para os pequenos é no Castello de Papai Noel, que promove diversas atividades para as crianças.

Villaggio di Natale di Montepulciano. A mágica atmosfera natalícia torna Montepulciano  ainda mais charmosa e acolhedora

poço dei grifi e dei leoni

Montepulciano

piazza-grande

Na praça, cerca de 80 casinhas em madeira oferecem produtos típicos e artesanato

 

Montepulciano

O Castello  di Babbo Natale é a atração principal para os pequenos, que podem participar de diversas atividades dentro do castelo.  É  nessa fantástica casa, localizada dentro da imponente Fortaleza Medieval, que Papai Noel espera pelos pequenos visitantes.

O Castello di Babbo Natale

 

Castello di Babbo Natale – um castelo dos sonhos, luzes, decorações, surpresas, onde todas as crianças podem conhecer o verdadeiro protagonista do Natal, com jogos, músicas, atividades educacionais e de entretenimento, shows interativos e oficinas criativas

Natale em Montepulciano é uma festa que começa em meados de novembro e vai até a Epifania, dia 6 de janeiro.

Casa di Babbo Natale

Valores: crianças de 2 a 9 anos 8 euros e 10 euros para acima de 10 anos

Distâncias:

Pienza -13 Km

Siena – 67 Km

Bagno Vignoni – 27 Km

O Museu degli Innocenti de Florença

Bem perto da Catedral Santa Maria del Fiore de Firenze, na praça renascentista de Santissima Annunziata, está o Museo degli Innocenti, que surgiu em 1419  com a designação de hospital: Spedale degli Innocenti.  Foi o primeiro orfanato europeu e a primeira obra arquitetônica do Renascimento, realizada por Brunelleschi.

Eugenio Giani, Presidente do Conselho da Toscana e  Maria Grazia Giuffrida, Presidente da Instituição. A obra Madonna degli Innocenti, de Domenico di Michelino, metade do século 16

Visitei o local  junto à Eugenio Giani, Presidente do Conselho Regional da Toscana e  Maria Grazia Giuffrida, Presidente da instituição.

O Ospedale degli Innocenti foi construído por Brunelleschi no século XV e está localizado na Piazza della Santissima Annunziata com a Loggia del Brunelleschi (1419), repleta de pórticos, arcos e colunas. A construção é considerada a obra mais antiga da arquitetura renascentista

 

História do Ospedale degli Innocenti 

A criação do instituto deu-se graças à doação de 1000 fiorinos por parte de Francesco Datini,  um rico comerciante que havia ficado órfão quando criança que patrocinou a construção de um grande hospital para abrigar crianças órfãs e abandonadas. Uma das corporações mais potentes da época, a Arte da Seda, ajudou a concretizar e gerenciar a construção da instituição confiando o projeto a Filippo Brunelleschi, o melhor arquiteto da época, autor da cúpula da  Catedral Santa Maria del Fiore. O Hospital foi projetado e construído entre 1419 e 1444, permanecendo sob a direção de Brunelleschi até 1427.

 

O Museo degli Innocenti está localizado no complexo monumental que inclui o prédio projetado por Filippo Brunelleschi, o primeiro exemplo da arquitetura renascentista

Desde sua criação a instituição presta  assistência  à crianças  órfãs e filhos ilegítimos. Na época do Renascimento  muitos bebês foram abandonados e deixados no hospital.  Os registros da instituição guardam informações sobre a primeira criança acolhida: Agata Esmeralda,  a primeira criança “inocente”, que foi deixada no local, no dia 5 de fevereiro de 1445. Foi chamada assim porque dia 5 de fevereiro é dia de Santa Agata.

O instituto  surgiu há 6 séculos para acolher crianças abandonadas. Fica na piazza Santissima Annunziata, uma das primeiras praças renascentistas do mundo

Sob os pórticos da fachada da instituição havia um local por onde chegavam os alimentos e onde os bebês eram colocados. Era através dessa espécie de  “janela de ferro”, que as mães  apoiavam seus filhos antes de tocar a campainha para informar a chegada da criança. Em 1660 foi introduzida a  porta giratória.

Local onde os bebês eram  deixados

Ainda é possível ver o local onde ficava a  porta giratória, sob os pórticos do instituto. Ali a mãe colocava o bebê, que era recuperado na parte interna, sem que a mãe fosse identificada. Essa era considerada uma maneira eficaz de garantir o anonimato às mães que deixavam ali seus filhos.

As crianças abandonadas eram cuidadas por enfermeiras e depois confiadas às famílias do interior da Toscana que eram remuneradas para criá-las até a  idade de 5 ou 6 anos.  Depois elas voltavam ao  instituto para serem educadas e orientadas para uma profissão. Entre 1600 e 1700 foi dada a possibilidade de amamentar dentro do instituto.  Desde o início de sua criação o instituto não apenas cuidava e alimentar, mas também educava e preparava as crianças para integrá-las à sociedade. Passaram pela instituição cerca de 500 mil crianças. As últimas crianças que foram deixadas no instituto em 29 de junho de 1875, ano em que terminou o abandono anônimo.  As últimas crianças que chegaram receberam os nomes de Laudata Chiusuri e Ultimo Lasciati.

Essas esculturas representam Maria e José e falta o  Menino Jesus. Toda criança que chegava ao orfanato era colocada entre os dois. Era uma forma de representar que eram acolhidas e que dali em diante poderiam ter uma família

Muitas das crianças que chegavam  registradas como filhos ilegítimos possuíam uma família, mas foram confiadas à assistência pública devido às dificuldades econômicas.

As crianças eram abandonadas anonimamente e não era informado o sobrenome, eram identificadas apenas com o primeiro nome. Um fato curioso é que quando as crianças adquiriam a maioridade e deixavam o instituto recebiam os sobrenomes  Innocenti, degli Innocenti, Nocenti ou Nocentini. O sobrenome Innocenti é o segundo mais difuso na Toscana.

Desde que foi instituído, 500 mil crianças já passaram pelo local. Atualmente  abriga dois núcleos: 2 creches para crianças de 0 a 6 anos e outra ala, constituída de apartamentos que funcionam como casas familiares, que no momento acolhem  14 mães e filhos carentes em dificuldade, além de escritórios da Unicef para Estudos Internacionais relacionados à infância.

 

O pátio do complexo. Obra de Andrea della Robbia sobre a porta no pátio que conduz à igreja

Museu degli Innocenti 

É possível conhecer a história do local e das crianças que já passaram por aqui através do Museu degli Innocenti, um patrimônio artístico, monumental e histórico inaugurado em 2016.  O museu conta a história do hospital e das atividades assistenciais e médicas realizadas ao longo de 6 séculos, através da exibição de obras de arte, documentos fotográficos,  vídeos e objetos.

 

Seção histórica – Existem mais de 38 mil objetos como medalhas, colares e pedaços de tecido. Algumas pessoas deixavam uma sacolinha com sal, pois isso significava que a criança já havia sido batizada

Acredito que o momento mais emocionante do percurso é quando chegamos ao arquivo histórico. Existe uma sala que contém um móvel com 140 gavetas com objetos que eram deixados pelas mães das crianças que eram entregues ao instituto. Os visitantes podem abrir as gavetas, onde consta o nome da criança e a data de nascimento. Todos os objetos foram divididos, como moedas, medalhas, tecidos e cordões: uma parte ficava com a mãe e a outra metade era deixada junto com a criança, muito provavelmente na esperança de poder reencontrá-la.

Uma medalha incompleta. A parte qu falta ficava com a mãe da criança abandonada. Esses objetos eram o único meio de comunicação entre a família e a criança, que era  deixada de forma anônima

 

O museu  preserva milhares de pequenos objetos: medalhas, moedas, clipes de papel, cartões sagrados, botões, pedaços de pano, e alguns deles são exibidos na exposição com o nome do recém-nascido a quem eles pertenciam

No segundo andar fica a seção com obras valiosas do museu de autores como Sandro Botticelli, Domenico Ghirlandaio, Neri di Bicci e Andrea e Luca della Robbia.

Os querubins enfaixados de Andrea della Robbia  (1487), em terracota envidraçada

 

Este representa uma menina. Obra de Andrea della Robbia  (1487)

 

A obra Adoração dos  Magos, de Ghirlandaio

 

Obra de Botticelli, Madonna col bambino

Um dos lindos ambientes do museu é o  Cortile degli Uomini  (Pátio dos Homens), um pátio renascentista

 

Caffè del Verone 

Um espaço maravilhoso do complexo é o Caffè Verone, localizado numa grande varanda com vista para cidade e para as colinas que a circundam. A cafeteria  funciona onde, no século 15, era utilizado para secar as roupas. O  café proporciona aos visitantes uma vista exclusiva de Firenze, com a cúpula de Brunelleschi e a Sinagoga.

 

Grazie Sandra Panerai pela foto!

Grupo de Tuscany bloggers, Gloria, Sandra, Barbara, Erika, Gilli, Ksenia, Yulia, Leonardo e Raoul, com Eugenio Giani e Maria Grazia Giuffrida ( Foto Ksenia)

 

O Caffè Del Verone  é aberto diariamente (exceto às terças) das 10 às 20 horas. É também acessível para quem não possui ingresso para o museu.
Instituto degli Innocenti
Piazza della Santissima Annunziata – Firenze
Horários:
Diariamente (exceto às terças): das 10 às 19 horas – de 1º abril à 31 outubro
Diariamente (exceto às terças): das 11 às 18 horas – de 1º  novembro à 31 de março
Valores:
9 euros – adulto
10 euros- bilhete familia (para 2 adultos e 2 crianças de até 11 anos)

Restaurantes em Firenze, 11

Trago muitas dicas de lugares onde comer em Firenze e adoro dividir com vocês os locais que gosto e freqüento. A cidade tem uma quantidade impressionante de restaurantes e nem sempre é fácil acertar!   Trago aqui mais uma lista de locais onde estive e recomendo:

 

O restaurante Il Paiolo, que oferece pratos da tradicional cozinha toscana num ambiente acolhedor à luz de velas

Il Paiolo – em pleno centro de Firenze, numa atmosfera envolvente e aconchegante. Já  havia ouvido falar do local como um dos  restaurantes mais românticos da cidade e recentemente fui jantar com meu marido e posso dizer que a experiência foi surpreendente!  O Il Paiolo oferece pratos da tradição toscana, preparados com ingredientes refinados e de qualidade, e tem como especialidades a bistecca e as massas caseiras. Com dois ambientes, possuem a saleta intimista Santa Elisabetta, onde os pratos são degustados numa atmosfera romântica e elegante, à luz de velas. Começamos com uma degustação de queijos pecorinos, servidos com mel e geleia caseira. Depois enroladinho de bresaola e queijo,  muito delicado e saboroso! Como a carne é o carro-chefe, optamos pela bistecca alta fiorentina, que é um dos pratos mais tradicionais da cidade. A carne é macia e realmente deliciosa! Finalizamos nosso jantar com um divino tiramisù. O restaurante Il Paiolo possui uma ampla seleção de vinhos locais, nacionais e internacionais. Fica entre o Duomo e a Piazza della Signoria, na Via Del Corso, 42, r

O sofisticado ambiente do Il Paiolo

 

Osteria del Gatto e la Volpe –  para quem busca pratos típicos da cozinha toscana, esse é um endereço que vai agradar em cheio!  A  atmosfera informal sabe transmitir muito bem a “fiorentinidade” através do ambiente e do menu, com uma grande diversidade de pratos da culinária local.  Experimentei  os crostini como entrada, depois como massa optei pelo pappardelle al de cinghiale e como “secondo”  tagliata com rúculas. Tudo delicioso, sem contar com o saboroso tiramisù da casa! A osteria, aberta todos os dias, fica bem perto do Museu do Bargello, na via Ghibellina 151, r

Os deliciosos crostini di fegatini e bruschetta da Osteria del Gatto e la Volpe

Foody Farm–  Inaugurada em julho de 2019, Foody Farm é um restaurante que oferece desde o café-da-manhã até o jantar. “A comida certa vindo dos lugares certos”, esse é o slogan da casa, que oferece um menu específico que inclui uma grande variedade de carnes, legumes, massas caseiras e queijos. Baseado no conceito da simplicidade, sempre em busca de excelentes matérias-primas acessíveis a todos. O Foody Farm oferece as clientes um  verdadeiro passeio gastronômico pela Toscana, desenvolvendo pratos tradicionais de uma maneira inovadora.   O Foody Farm fica no Lungarno Corsini, 2a

Oliviero –  esse é um restaurante bastante conhecido, pois foi inaugurado em 1962 e sempre foi muito bem frequentado. Sob nova gestão, os sócios propõem um cardapio com massas frescas feitas  emacia , como raviolli, tagliolini, paccheri gnocchi, pici e risotto, na media de 14 euros. Como escondo, carnes grelhadas, bisteca , carneiro, com pratos na media de 23 euros.  Carta de vinhos com excelentes etiquetas.Dividido em algumas saletas, possui o bar próximo à entrada com um piano-forte à disposição dos clientes que quiserem se eventurar. Serviço cordial e atento. Fica na Via delle Terme, bem pertinho da Praça Santa Trinità

 

Grazie Assai –  Esse é o primeiro restaurante na cidade especializado na culinária da Calábria.  Inclusive os proprietários e os chefs são calabreses e primam pela fidelidade da gastronomia do sul da Itália e utilizam ingredientes típicos, que chegam regularmente para abastecer o restaurante. Aliás, dá inclusive pra levar pra casa os molhos prontos preparados com receitas originais, já que usam bastante  alimentos em conserva, como as anchovas salgadas e tomates secos. A ‘nduja , salsicha cremosa preparada com pimenta calabresa. No hall de entrada, onde fica o bar, há uma delicatessen com diversos produtos expostos. Mas vamos falar dos pratos que a casa propõe. Como sabem, a Calabria é conhecida por pratos preparados com pimenta e legumes, pcaciocavallo, lingüiça apimentada, pimentões, molhos saborosos, pizzas, vinhos e licores, num atmosfera descontraída e agradável de um restaurante alegre e sorridente.  Todos os calabreses: produtos, vinhos, bebidas, licores e receitas, todos estritamente calabreses. Fica próximo ao estádio Artemio Franchi.

 

É grande a lista de produtos típicos da Calábria é longa, como, salsichas, queijos, pães, vinhos como verduras e legumes, como a cebola vermelha de Tropea, berinjela,  pimenta,  batata e tomate, que servem de base para diversas receitas deliciosas com um sabor único!

 

Baldovino – A 2 minutos da Piazza Santa Croce, o restaurante Baldovino é um bistrô com pratos toscanos, aberto para almoço e jantar: é o local ideal para todos os momentos do dia: almoço com colegas, aperitivo com amigos e jantares românticos. apresenta 3 salas diferentes com acesso independente e a possibilidade de reservá-las para seus eventos privados. As tábuas de frios, com produtos de ótima qualidade, são caprichadas e bem apresntadas. Massas saborosas, sendo que o meu preferido foi  o risotto. Fica na via di San Giuseppe, 22

 

Trattoria Antico Fattore – esta é uma tradicional trattoria florentina, a 2 passos da Galleria degli Uffizi, numa ruazinha tranquila e charmosa.  Se escolher o restaurante para almoço, pode optar pelos pratos do dia aconselhados pelo chef: diariamente é exposto na area externa os pratos, como carpaccio de ganso, crostoni, presuntos, risottos e carnes. Como oferecem pratos sazonais, os acompanhamentos também são baseados nas ofertas da estação, como  alcachofras e funghi. Via Lambertesca, 1r

 

Na porta da trattoria, uma placa diz: desde 1865, a mais antiga trattoria de Firenze

Habitat –  Tá a fim de fazer um  pit stop no centro de Firenze para beber alguma coisa enquanto saboreia as propostas da casa, como os deliciosos “cicchetti”  e se distrair num ambiente moderno e aconchegante?  O Habitat é um local descolado, aberto  diariamente das 7 da manhã à 1 da madrugada, onde você pode escolher seja para o seu café-da-manhã, almoço, jantar ou apenas para um drink, pois possuem uma lista excepcional de coquetéis! A partir das 17 horas o local transforma-se em cocktail bar com drinks excepcionais e exclusivos, realizados com produtos toscanos. Fica perto das Capelas dos Medici, na via Del Giglio, 59

Habitat – Cicchetti, drinks e delícias num ambiente moderno e super aconchegante

 

*Post atualizado em abril de 2022.