A Torre de Arnolfo

A Torre de Arnolfo, de 95 metros de altura, é um dos maiores símbolos de Firenze. É a segunda construção mais alta da cidade, perdendo apenas para a cúpula de Brunelleschi, e pode ser vista de diversos pontos da cidade.  Faz parte do  primeiro núcleo do Palazzo Vecchio, sede municipal da cidade de Florença, que foi construído em 1299, com  projeto de Arnolfo di Cambio.  A  torre, que  é aberta ao público para visitação,  foi realizada em  1310 e é um dos pontos panorâmicos mais bonitos de Firenze!

A curiosa assimetria em relação ao centro da fachada é que a torre foi erguida incorporando uma torre pré-existente que ficava naquela posição

As casas-torre eram demonstração de poder e prestígio das famílias que as construíam. Em Firenze  existiam inúmeras casas-torre e a torre de Arnolfo foi construída a partir de uma torre já existente,  a torre denominada “della Vacca”, que pertencia à família Foraboschi, e tornou-se a mais alta da cidade.

A Torre do Palazzo Vecchio é chamada de Torre Arnolfo em homenagem a Arnolfo di Cambio, o arquiteto do palácio, realizado no final do século 13

 

Na parte superior da torre ficam os 3 sinos campanários: um toca marcando as horas e os outros dois tocam em festividades cívicas. No alto da torre fica o catavento de bronze com uma esfera e  o Marzocco, o leão  símbolo  de Florença.

Os três sinos, a Martinella,  o sino do meio-dia e o sino dos sobrados,  ainda  estão em uso. E o leão Marzocco, símbolo de Florença

 

Com acesso pela parte interna do palácio, as escadarias com seus 223 degraus nos conduzem até o topo da torre.  No percurso, uma curiosidade: existe uma pequena cela, conhecida como Alberghetto, que já serviu de prisão para Cosimo Il Vecchio  e Savonarola.

Realmente fantástico o panorama de Firenze do alto! Temos a possibilidade de admirar a cidade pelos  quatro lados: dos monumentos, às colinas circundantes

Uma das principais curiosidades  relacionadas à torre é a pequena prisão, chamada Alberghetto,  situada praticamente na metade do caminho das escadarias que  conduzem até  o topo. É uma pequena  cela com uma janelinha que era usada, na maioria das vezes,  para deixar os cidadãos que aguardavam julgamento.  Duas personalidades  já estiveram presas no local: Cosimo Il Vecchio e Savonarola.  Cosimo de’ Medici  foi preso  em 1433 devido à suspeita, não muito infundada, de traição e de querer derrubar a República para obter a Senhoria de Florença. Ele foi condenado ao exílio e passou um período em Pádua e depois em Veneza e cerca de um ano mais tarde conseguiu retornar e estabeleceu de fato a Senhoria em Firenze.  Já  o frei dominicano Girolamo Savonarola, preso 65 anos depois, não teve a mesma sorte.  O líder religioso foi  condenado por heresia e queimado  na fogueira na  praça della Signoria,  em 23 de maio de 1498.
A prisão onde ja estiveram Cosimo I e Savonarola

A vista do alto da Torre de Arnolfo, que pode receber um número restrito de visitantes por vez

 

Torre de Arnolfo
Palazzo Vecchio -Firenze
Visitas: de segunda à domingo , das 9 às 21 horas (até 14h às quintas)
Valor: 10 euros (reduzido ) e 12,50 euros inteiro
Visite  o site da  Muse para mais informações
obs: Devido à pandemia é necessario se certificar dos horários de visitação , que  podem sofrer alterações 

Lazise, no Lago de Garda

Lazise é uma das metas mais procuradas do Lago de Garda.  Visitei a cidade neste verão pela primeira vez e  pude comprovar toda a fama do lugar!  A bela Lazise, localizada na margem sudeste do Lago, é um dos centros turísticos mais importantes da região e dentre os fatores que ajudam a  manter elevada essa posição na preferência dos visitantes estão   elementos históricos de valor arquitetônico representados por muralhas, torres, portões e pelo castelo, além , é claro,  de sua  excelente estrutura turística e a grande quantidade de restaurantes, lojas e atividades esportivas, principalmente aquáticas.

Na Idade Média, Lazise foi o primeiro município livre de Garda e no século 10 foi um dos centros comerciais mais ricos de toda a região

Vale lembrar  que o clima ameno do lago de Garda favorece o cultivo de dois produtos importantes: azeitonas e uvas! Inclusive nos arredores da cidade a gente pode admirar as plantações dessas 2 culturas. Portanto, você pode imaginar que estamos falando de um local do Vêneto onde come-se e bebe-se muito bem!

 

O nome Lazise deriva do latim “lacus” , que significa vilarejo lacustre

 

Porta San Zeno, uma das portas que dão acesso ao vilarejo

 

O centro histórico  é cercado pelas muralhas do castelo que remontam ao século 9, quando os habitantes da vila ergueram as primeiras defesas para se proteger das invasões. O imponente castelo, com seis torres e passarelas cercadas por ameias, foi restaurado no século 13 pela Senhoria Scaligera. Os muros defensivos com suas 3 portas  estão intactos: Porta del Lion, Porta San Zeno e a Porta Cívica ou Porta Cansignorio.

 

Nos séculos 13 e 14 Lazise foi a terra dos Scaligeri de Verona que a cercaram com muralhas com torres e construíram a fortaleza e o cais

A fortaleza Scaligera, com suas defesas com ameias, atualmente é de propriedade da família  Bernini.  O castelo está cercado por um lindo parque e o que resta do antigo castelo Scaligero está incluído no recinto da Villa Buri,  mas que não é possível visitá-lo porque ainda é habitado.

Construções seculares como portas e torres  ajudam a manter intacto o charme da cidade portuária do passado. Esta é Porta del Lion

Lazise, fundada pelos antigos romanos, é considerada o município mais antigo da Itália.  Embora eu  tenha passado apenas um dia no local, consegui absorver e aproveitar toda a deliciosa atmosfera que  impera no lugar.  Lazise é muito aconchegante e  de longe seus prédios coloridos lembram  um vilarejo de pescadores, mas basta caminhar pela cidade para perceber a elegância que impera nesse charmoso  vilarejo, com  construções medievais, barzinhos e bistrôs graciosos, com mesinhas dispostas ao ar livre, por onde circulam sem pressa locais e turistas.

 

O  charmoso centro histórico  é composto por ruas estreitas, vielas e praças que levam ao passeio à beira do lago e à praia onde os barcos ficam  ancorados.

Atrás do portão da cidade fica a Piazza Vittorio Emanuele II, pavimentada com mármore e repleto de lojas e restaurantes

Edificada provavelmente no século 12, a igreja dei Santi Zenone e Martino foi consagrada em 1888

 

A igreja de San Nicolò, uma pequena jóia do século 12 fica bem próxima ao porto e foi dedicada a San Nicolò, protetor de navegadores

 

O Lago de Garda é o maior e mais famoso lago da Itália

 

Lazise está localizada a apenas 24 km da cidade de Verona e a poucos minutos de outra joia de cidade: Sirmione. Perto de Lazise existem outras localidades onde você pode passear, como  Bardolino, Punta San Vigilio e Peschiera del Garda, ou então optar por um passeio de barco até Riva del Garda  em Trentino.

 

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Escola do Couro de Firenze

Firenze orgulha-se de suas tradições que é também mantida através do artesanato. E um endereços mais importantes  ligados à artesanalidade na cidade é   Escola do Couro de Firenze , que funciona no complexo da Basílica de Santa Croce, num antigo dormitório projetado por Michelozzo.  Firenze  carrega um considerável  legado na arte do couro graças também à   Scuola del Cuoio, com 70 anos de história dedicados à criação de artigos de couro. A escola foi fundada após a Segunda Guerra Mundial através dos esforços colaborativos dos frades franciscanos do Mosteiro da Santa Croce, que desejavam ensinar uma profissão aos órfão, e das famílias Gori e Casini, mestres artesãos de couro florentino desde os anos 1930.

 

Para quem está em busca de artigos de couro Made in Italy

 

Aqui  você pode encontrar o que busca sem se preocupar com  autenticidade do produto,  que é realizado por artesãos que também se formam no local

Marcello Gori deu vida à Escola do Couro, que abriu suas portas ao público na década de 1950 e ainda é administrada por suas filhas e seu sobrinho.  A escola surgiu numa posição estratégica, ao longo das margens do rio Arno nas proximidades de Santa Croce.  É que a água era essencial para o funcionamento das oficinas artesanais, por esse motivo  diversas empresas se estabeleciam  nas proximidades  de locais que concentravam grande quantidade  de água.

 

A qualidade de seus produtos e o compromisso com a tradição tornaram famosa a Escola de Couro

O acesso à escola dá-se pelo pátio que fica atrás da Catedral de Santa Croce

 

Desde 1950, a Escola do Couro produz peças artesanais de couro de alta qualidade, como bolsas, mochilas, carteiras, malas, cintos, pastas, álbuns e caixas. Cerca de 20 artesãos trabalham dentro da escola,  produzindo a artigos de diversos estilos, dos  clássico ao  contemporâneo. Além disso, a escola oferece a oportunidade de aprender técnicas e conceitos de trabalho em design, por meio de cursos de 3 ou 6 meses e de vários workshops.

 

São cerca de 20 artesãos que trabalham na escola. E  durante a visita à escola podemos assistir aos estudantes em ação

A escola tem como objetivo transmitir o valor da arte manufatureira florentina, ajudando a preservar  a tradição de produtos feitos sob medida com competência e criatividade, remando contra e resistindo à enorme globalização de produção da nossa era.

Dedicação, concentração e  tempo, fundamentais  para o processo criativo e produtivo do artesanato, pois aprimora os detalhes, confere personalidade, singularidade e exclusividade a um objeto precioso

 

Os estudantes da Escola de Couro vêm de todo o mundo.  Alguns decidem se estabelecer em Florença e outros retornam ao seu país de origem levando na bagagem uma grande riqueza: a habilidade  e o know-how da arte manufatureira florentina.

 

Cerca de 80% dos artigos produzidos são exportados

 

 

 

Scuola del Cuoio 

Via San Giuseppe, 5 r – Firenze

Santa Croce

Horário de funcionamento:

Outono / Inverno –  de segunda a sexta, das 10h (sábado das 10:30) às 18h
Primavera / Verão – diariamente das 10h às 18h

Os campos de lavanda da Toscana

Quem nunca sonhou em passear pelos campos de lavanda para apreciar de perto toda a beleza da natureza que se colore de lilás e poder sentir  o  suave  perfume das flores? A característica imagem que nos remete à Provença pode ser também apreciada em diversas localidades da Itália nos meses de verão. Recentemente eu pude matar a minha vontade de visitar um campo de lavandas nos arredores de Firenze.

Conhecida por seu perfume delicado, a lavanda é sinônimo de bem estar, saúde e beleza. É utilizada na indústria de perfumaria, alimentos e medicamentos

Estive junto com Laura Di Benedetto, autora do Life Blogger  visitando um campo de lavandas inserido num panorama lindíssimo a poucos minutos do centro de Firenze. Borghetto 39 é um charmoso B&B gerenciado por Carlotta e sua mãe Daniela Zavattoni, que nos ciceroneou numa tarde ensolarada de verão.  Daniela nos contou sobre a decisão de dedicar-se à terra e ao agroturismo. Na verdade foi uma escolha guiada pelas circunstâncias da vida.  Ano passado seu ex-marido, pai de Carlotta e proprietário da estrutura, sofreu um acidente com o trator e com sua morte a filha refletiu e aceitou os conselhos de mãe. Depois de 8 anos vivendo em Londres, Carlotta deixou a capital inglesa e voltou para Firenze, sua terra natal, para recomeçar essa nova atividade e dedicar-se ao setor agrícola.

 

Em visita aos campos de lavanda com Laura e Daniela

 

 

O Borghetto 39 conta com dois apartamentos independentes, com cozinha moderna e equipada, acolhedora e confortável sala de estar, com os quartos distribuídos no andar superior e enorme varanda, de onde  podemos apreciar a linda vista das colinas de Fiesole.  Daniela tem veia artística  – inclusive pintou algumas telas expostas no local – e foi ela mesma quem decorou todos os ambientes, com muito bom gosto e criatividade, utilizando alguns móveis restaurados e garimpados em mercadinhos.

 

A lavandula é um gênero de plantas pertencente à família Lamiaceae.  Compreende cerca de 40 espécies, entre elas a que chamamos de lavanda e cujo nome deriva do latim “lavare”, que significa lavar

 

A lavanda se adapta a vários tipos de solo, não precisa de muita  água, mas de luz solar.  Aqui na Itália podemos  admirar os campos floridos entre junho e agosto, que assim como os girassóis, florescerem no verão.

 

No agroturismo existem 3 campos de lavanda,  bem próximos um do outro, circundados por oliveiras. Daniela está desenvolvendo uma novidade que ainda não pode ser divulgada, mas que já experimentamos em primeira mão. Em breve espero poder contar pra vocês!

 

O óleo essencial de lavanda  é versátil e promove o equilíbrio do corpo e da mente. É ótimo para a saúde da pele e do cabelo.  Tem propriedades terapêuticas que ajudam a combater a insônia e a ansiedade

 

Benefícios da lavanda – A lavanda, originária da Europa Mediterrânea, Oriente Médio e África, tem propriedades antissépticas, cicatrizantes, antioxidantes, analgésicas, antidepressivas, adstringentes, relaxantes e desodorantes.  O óleo de  lavanda é um dos poucos óleos que podem ser aplicados diretamente na pele. Podem ser utilizados  como integradores, como ingredientes ativos, como cosméticos, em produtos de higiene pessoal,  para o ambiente e também para a preparação de doces e bebidas.

 

Capanna Montalcino, vinho e relax no Val d’Orcia

Qual a Toscana dos teus sonhos? Sem dúvida é aquela de estradinhas de ciprestes, colinas suaves, vilarejos medievais, campos arados, vinhedos e oliveiras a perder de vista.  Isso é, o maravilhoso  Val d’Orcia! Eu já estava com saudade desse cenário de sonhos  e voltei há poucos dias à convite da  Capanna Montalcino, da família Cencioni, para um blog tour.  E vocês já podem imaginar pelo nome da empresa e pela região citada que a empresa é  produtora do famoso vinho Brunello, um dos mais famosos do mundo. E a novidade é que a família inaugurou ano passado um agroturismo boutique super charmoso onde ficamos hospedados.

 

Montalcino, cenário de sonhos!

A empresa agrícola familiar  Capanna Montalcino está localizada na área de Montosoli, ao norte de Montalcino, na  lindíssima região do Val d’Orcia, entre as províncias de Siena e Grosseto, e constitui um dos  mais bonitos panoramas do mundo.  Esse é um cantinho da Toscana onde natureza, arte e história dão vida a uma paisagem única, declarada Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 2004.

 

Vinhedos da uva Sangiovese, chamada na região  de Brunello.  Esta casta é destinada  a vinhos especiais, que são controlados por leis italianas em relação ao processo de produção, engarrafamento e envelhecimento

 

Nosso  pequeno grupo de participantes era formado por 10 pessoas, provenientes de diversas cidades.  Com transfer   organizado pelo evento, eu e mais 3 colegas saímos de Firenze pela manhã da cidade  e fomos direto para a Capanna Montalcino, uma das mais antigas  empresas agrícolas da região,  que produz vinhos desde 1957.  Ao chegar fomos recebidos por Amedeo Cencioni, que atua como enólogo e agrônomo, que  nos levou para uma visita à cantina. Amedeo é filho do senhor Patrizio, que trabalha desde criança com o avô, que era meeiro.  Em 1957 o avô adquiriu uma fazenda abandonada após uma geada no ano anterior, onde havia apenas uma cabana de lenhadores. Por esse motivo  mantiveram o nome capanna (em português, cabana).

Capanna Montalcino e Amedeo Cencioni, , da 4ª geração  da família produtora de vinho

A  Capanna Montalcino produz todas as denominações de origem no território: Brunello di Montalcino DOCG,  também Reserva das melhores safras –  Rosso di Montalcino DOC, Moscadello di Montalcino DOC – também  Vendemmia Tardiva- Sant’Antimo DOC ( tinto e branco). Produzem  também dois vinhos com a indicação Toscana IGT (Rosso del Cerro e SanGioBì), além de azeite extra virgem, grappas de Brunello e de Moscadello.

A empresa foi fundada por Giuseppe Cencioni, um dos 25 fundadores do Consórcio Brunello di Montalcino. É uma das vinícolas pioneiras a engarrafar seus próprios vinhos, após o reconhecimento do Brunello de Montalcino DOC em 1966

 

A paixão pela produção do Brunello se reflete na alta qualidades  dos vinhos. A area de engarrafamento,  etiquetagem, embalagem e armazenamento, apresentam temperatura e umidade ótimas e constantes, garantindo a perfeita conservação do produto

 

A cantina onde acontece o envelhecimento dos vinhos Capanna Montalcino, em barris eslavos. Essa área da cantina era o antigo estábulo dos cavalos

Antes de prosseguir a visita,  aproveito para esclarecer um pouco sobre o prestigioso vinho Brunello, que é um vinho tinto classificado com o  status DOCG Denominação de Origem Controlada e Garantida, produzido na região de Montalcino e obtido com uvas cultivadas exclusivamente da variedade Sangiovese. Não pode ser colocado para consumo antes de 1º de janeiro do ano sucessivo ao término de cinco anos após a colheita.   Durante  esse longo período o vinho deve passar pelo menos dois anos em barris de carvalho  e pelo menos 4 meses de envelhecimento em garrafa.  Clique para saber mais detalhes sobre o vinho e o vilarejo de  Montalcino.

 

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Capanna Suites 

Inaugurado em 2019, o Capanna Suites é um exclusivo  agroturismo boutique  que conjuga com muita harmonia arquitetura toscana e modernidade,  com grande atenção à estetica e aos detalhes.  A partir dos antigos casarios de fazenda  11  apartamentos foram realizados, todos diferentes entre si e muito bem equipados. O Capanna Suites oferece um luxo discreto, sem ostentação, deixando os hóspedes  à vontade, com simpatia, profissionalismo e ótimo atendimento.

Aqui você se sente em casa! O apartamento onde me hospedei, com jardim e varanda. Experiência de luxo sem frescuras em meio à beleza da natureza que impera na região

 

As acomodações seguem o estilo das tradições do território, de genuína beleza  rural com um toque todo especial de elegância e sofisticação, com utilização de tecidos de qualidade, madeira, pedras, metais trabalhados, materiais naturais e design moderno, onde percebemos toda a atenção e carinho em cada detalhe.  O destino é sem duvida uma ótima pedida para os amantes do slow travel, para absorver com calma a beleza do local  e desfrutar de um passeio num ritmo mais tranquilo.

 

Acomodações –  autenticidade da arquitetura rústica da Toscana combinada com prazer para conforto moderno e materiais refinados. Todos os quartos com adega climatizada

 

Romantismo e aconchego no Capanna Suites

 

A divina paisagem do Val d’Arbia

 

A área do jardim e da piscina é um dos ambientes mais espetaculares da estrututa, de onde podemos admirar um esplêndido panorama!

 

A piscina de borda infinita: paisagem de sonhos de onde podemos admirar o pôr do sol e perceber, à medida que o tempo passa,  a mudança de cores desse cenário encantador!

A estrutura oferece também Spa com  sauna e banho turco, piscina hidromassagem e área relax

 

Il Passaggio
O Capanna Suites abriga o restaurante  Il Passaggio, que funciona como bistrot no almoço e  restaurante gourmet à noite, inclusive aberto para quem não está hospedado no agroturismo. O restaurante é capitaneado pelo chef Jacopo Monni,  que propõe um menu  com revisitação de pratos típicos e novos pratos, obviamente harmonizados com vinhos  Capanna.

O restaurante panorâmico Il Passaggio.  Tantos fatores que fazem do local um endereço perfeito para quem busca excelência: a vista, o ambiente, o atendimento, os vinhos e claro, os pratos servidos

O menu é sazonal e  preparado com produtos do território e ingredientes  frescos, a Km 0.  Estivemos visitando a horta que abastece o restaurante, com flores comestíveis, tomates, abobrinha,  verduras e  ervas. Enfim, tudo  plantado ali pertinho do restaurante.

Enzo é o responsável pela horta do Capanna

Fazer as refeições no Il Passaggio é vivenciar uma verdadeira experiência multisensorial.  É uma  vivência  que aguça nossos sentidos, a começar pela  belíssima apresentação, com alguns pratos que  são finalizados à mesa e ganham cor e forma bem diante de nossos olhos.

O prato Rana pescatrice nel blu. O blu dressing  vai sendo derramado delicadamente sobre o prato perfeitamente decorado.  Um autêntico espetáculo!

Pratos para quem aprecia a alta e refinada culinária,  com  sabores habilmente combinados com os  vinhos Capanna.  O azeite extra-virgem de oliva também é de produção local.

Sobremesa : zuccotto alla fiorentina com o vinho  Moscadello di Montalcino DOC 2018

 

 

Participei da viagem à convite da Capanna Montalcino, Capanna Suites e restaurante Il Passaggio, em blog tour organizado  pela Perle & Perlage, de Claudia Bondi. Grazie tante per l’invito, è stata una esperienza indimenticabile!!!

 

O santuário de Montesenario, na Toscana

Situado no topo de uma montanha, o santuário de Montesenario está entre os mais importantes da Toscana. É um dos nossos refúgios principalmente no verão, quando os termômetros acusam temperaturas elevadíssimas em Firenze, que nos refugimos nesse cantinho verde nas colinas do Mugello, a 817 m de altitude, com bosque cobertos de pinheiros.  No local também fica um igreja e um convento. O monumental complexo arquitetônico de Montesenario, em Vaglia, a apenas 18 Km de Firenze, domina todo o vale de Mugello.  Segundo a tradição, o santuário foi fundado em meados do século 13 por  sete frades florentinos que deixaram suas vidas confortáveis para se tornarem eremitas, instituindo assim a Ordem dos Servos de Maria, ou Servitas.  Frequento Montesenario desde que cheguei na Itália pois meu marido é muito aficionado ao local, pois quando criança ia com os avós assistir as missas aos domingos de manhã.  Em uma de nossas idas ao local conhecemos o frei Bruno Wilson, brasileiro de Rio Branco, Acre, que vive no convento  desde 2005.  Ele foi meu guia recentemente em visita ao convento e à igreja.

 

A Virgem Maria era a grande inspiradora do novo grupo religioso que nascia. Por isso, assumiram o nome de “Servos de Santa Maria” ou Servitas

 

Montesenario é meta para peregrinos, motociclistas, ciclistas e famílias que buscam um local mais fresco quando as temperaturas estão altas em Firenze. Muitos sobem para fazer meditação ou simplesmente  apreciar a beleza do local. O convento organiza reuniões, retiros, exposições de arte e também um curso de iconografia que acontece duas vezes por ano.

Entre os santuários da Toscana, Montesenario é um dos mais célebres por sua posição privilegiada. Dista apenas 18 Km de Firenze e está 817 m acima do nível do mar

Em meados do século 13, sete nobres florentinos se retiraram para este lugar para a vida eremita, dedicando-se à penitência e à oração: eles rezavam,   ajudavam os pobres,  doentes e carcerários, ou seja, os mais necessitados.

Nos bosques de Vaglia, perto de Bivigliano

 

Frei Bruno atua principalmente no restaurante do complexo

Há 120 anos, os frades produzem licores seguindo as receitas da antiga farmácia do convento de Montesenario e aqui você pode comprá-los no local. A energia elétrica foi implantada no local  em 1919.

Licores à venda no bar do convento. Dentres os mais famosos, o  Gemmo d’Abeto, exclusivo e excelente produto

 

História

Os sete primeiros padres que iniciaram o convento de Montesenario por volta de 1245 são os mesmos que nos séculos foram chamados de os “Sete Santos Fundadores” da Ordem dos Servos de Maria: Bonfiglio dei Monaldi, Buonagiunta Manetti, Manetto dell’Antella, Amideo degli Amadei, Uguccio degli Uguccioni, Sostegno dei Sostegni e Alessio dei Falconieri.

Os 7 homens abdicaram da riqueza com a intenção de dedicar a vida a Deus e de viver como irmãos depois de terem recebido um chamado em  dia 15 de agosto do ano 1233, quando estavam reunidos em oração. Depois desse encontro com Maria,  os jovens decidiram abandonar tudo o que tinham, bem como suas famílias,  para se dedicarem  à vida de oração e à caridade para com os pobres.  Deixaram a cidade para se estabelecer fora dos muros de Firenze, inicialmente em Cafaggio, onde há o Santuario della Santissma Annunziata.

Subiram até o Montesenario,  local que era de propriedade da cúria florentina e do  bispo Ardingo , que  havia dado autorização para a estadia no local.  Ali  construíram, com o material que encontram , como pedras e madeira, um oratório e uma pequena casa para levar uma vida simples e contemplativa.  A partir de  1247 começaram a permitir que outras pessoas se integrassem ao grupo. Dessa forma surgiu a Ordem dos Servos de Maria.

A Ordem dos Servitas cresceu e se espalhou por vários países chegando à França, Alemanha e Polônia, e muitos séculos mais tarde,  também  no Brasil, onde eles fundaram casas em São Paulo, Santa Catarina e Acre, onde ainda existe uma missão servita em Rio Branco.

 

 

O Convento de Montesenario

O convento de Montesenario não  é apenas um local de arte e história, mas  uma espécie de torre panorâmica sobre todo o vale verdejante. Vivem no local 9 freis e constantemente hospedam também religiosos de outras cidades. Visitei o local em companhia do frei Bruno. Iniciamos nossa visita no refeitório. Frei Bruno explicou que diariamente uma senhora vem pela manhã preparar o almoço e que à noite os freis esquentam para jantar.

 

No refeitório afresco A Ultima Ceia, realizado por Matteo Rosselli  no ano de 1634

 

O complexo de Montesenario foi ampliado e enriquecido pela família Medici em meados do século 16, quando   ganhou um terraço panorâmico.

Vista do terraço realizado pela familia Medici

 

Uma das mais importantes capelas do convento é a  Capela da Aparição, provavelmente realizada pelos 7 Santos  a partir de 1241 . O altar è revestido de mármore  (obra de Ubaldo Farsetti), servo de Maria.

A Capela da Aparição, provavelmente realizada pelos 7 Santos após 1241 . O altar è revestido de marmore e obra Ubaldo Farsetti, servo de Maria.

No vão do altar, a bela Pietà em terracota, obra de Lottini, de 1629

No primeiro andar ficam as acomodações, escritórios e ateliês dos freis e a biblioteca.

O corredor do dormitório

 

No ateliê de frei Bruno. Todas as obras feitas com folhas de ouro, gema de ovo e vinho branco

 

O frei Bruno durante curso de iconografia (foto divulgação)

 

 

A Igreja 

A Igreja de Montesenario passou por várias reestruturações. Em 1621 foi inteiramente reconstruída e dedicada à Virgem Assunta.  Em abril de 1717, após outra alteração,  foi consagrada por Monsenhor Francesco Poggi.

No altar o crucifixo de Fernando Tacca (1619-1686)

 

Afresco na parte central da igreja realizado por Antonio Domenico Gabbiani, no século 18

 

Após a morte do último santo, os corpos dos sete fundadores foram colocados num mesmo túmulo e venerados em conjunto pelo povo. Os sete fundadores da Ordem dos Servitas foram canonizados pelo Papa Leão XIII em 1888. A Capela dos Sete Santos foi construída em 1933.

A Capela dos Sete Santos, que abriga os restos mortais dos sete Fundadores

 

A capela e o cemitério dos frades no bosque

 

Monte Senario no inverno, coberto de neve

 

O convento pode ser visitado uma vez por mês, apenas com agendamento.

Convento e Igreja de Montesenario

Via Montesenario, 3474/ A

Vaglia (Firenze)

Telefono: 055-40.64.41 / 055-40.64.42

Horários:

Missa :  às 7 h e 17h30 (durante o verão) e aos domingos e feriados 8, 10, 11h30 e 17h30
Monastério: 07.30 – 19.30

Bar: 9:00 – 12:00 / 15:00 – 18:30 (domingos e feriados não fecha após o almoço)
(fechado às sextas)

  • por gentileza contatar o local para se certificar dos horários de funcionamento

Casamento surpresa na Itália

Era uma vez um namorado apaixonado que resolveu surpreender sua namorada organizando um casamento surpresa na  Itália!  Vocês já viram história  parecida?  Pois é, foi assim que aconteceu com o Charles  Giacomini e a Miriane Fonseca, que se casaram no final de fevereiro  na encantadora cidade de  Firenze e eu escolhi a data de hoje, 12 de junho, para dividir com vocês o “plano secreto” que foi muito bem sucedido! Aí vocês podem questionar  se por acaso ela não desconfiou de alguma coisa. Não gente, ela  não desconfiou de absolutamente nada!  Eu e o noivo temos um casal de amigos em comum que me contatou dizendo sobre essa proposta pra lá de inusitada e eu dei uma ajudinha contatando uma  amiga que é wedding planner e que eu tinha certeza que poderia assessorá-lo da melhor forma possível. Essa história de amor do Charles e da Miri, como é chamada por todos, é tão especial e única que decidi compartilhar  com vocês  detalhes de como ele conseguiu essa proeza.

 

Charles e Miri na festa de casamento, realizada em Firenze (fotos Alessandro Giannini)

Charles adora Firenze e ano passado participou de uma conferência jurídica na cidade e teve a ideia de realizar aqui o casamento, até porque é uma das cidades preferidas da Miri, onde eles estiveram em 2015. “Fizemos  uma viagem pela Europa e visitamos Londres, Paris entre outras cidades, mas fiamos simplesmente apaixonados por Firenze! Tivemos dias lindos e jurei que voltarei novamente. De fato voltei, de início para apresentar a cidade para a minha mãe e irmã e acabei me casando aqui”, descreve Miri. As primeiras pessoas que ficaram sabendo da intenção do Charles foram a mãe e a irmã dela. E ele só levou adiante essa ideia porque  pôde contar com elas inclusive para  uma das tarefas mais delicadas: realizar o vestido de noiva! A mãe da Miri, dona Maria de Lourdes, é costureira e foi ela mesma quem realizou o vestido para a filha. Miri já havia dado algumas pistas de como gostaria que fosse o seu vestido de noiva e a irmã e a mãe aproveitaram cada  indício que ela dava.

 

Miri, linda com o vestido que a própria mãe,  dona Maria de Loures,  confeccionou

 

Charles queria um casamento intimista, que era inclusive o que a Miri também imaginava, e estabeleceu um número de  50 convidados, incluindo a família. Mas como fazer para convidar os amigos sem que a noiva  desconfiasse?  Charles teve muita paciência e devagar, quando encontrava com os amigos nos  jantares,  eventos, reuniões e festas ia comunicando a cada um deles o seu plano. “Eu esperava a Miri se distrair, chamava o amigo num canto e explicava a minha ideia, consegui convidar cada um deles dessa forma”.

 

Os noivos com os familiares (foto Alessandro Giannini)

 

Anelisa e Alexandre Abreu, nossos amigos em comum, que também participaram da festa, realizada no maravilhoso Palazzo Borghese de Firenze

 

A data escolhida foi  22 de fevereiro, que tem um significado muito importante para o casal.  Charles já havia esta data em mente há 4 anos, que é o dia do aniversário do casal, que este ano comemorou 7 anos juntos e que  já morava junto desde outubro do ano passado.  A família da Miri agendou a viagem para esta data com a intenção de realizar o sonho da mãe dela, que era conhecer o Vaticano.

 

Celebrando o amor, Miri e Charles em um dos mais lindos cenários de Firenze (foto Alessandro Giannini)

 

As alianças foram escolhidas no dia da revelação. O ourives, que já havia sido avisado,  as confeccionou em  apenas 2 dias

O pedido de casamento foi outro momento marcante. Charles andou com o anel de noivado escondido por quase uma semana no bolso aguardando o momento justo. E ele pediu a mão da Miri em casamento 4 dias antes da festa! Depois da revelação, foram escolher  juntos as alianças do casamento. Eu perguntei pra ele se tinha alguma chance do plano não funcionar. “Não tinha como ela não aceitar, era o sonho dela. Sempre que ela falava em casamento eu desconversava”.  Depois do sim da Miri, ele disse que a festa iria acontecer dentro de 2 dias. Isso mesmo , ela ficou sabendo da própria festa de casamento apenas 2 dias antes!!!

O momento em que Charles revela sobre a festa (que aconteceu apenas 2 dias depois), seguido de outra linda surpresa:  o reencontro dos amigos que vieram do Brasil.   Miri ficou super feliz ao ver parte da família e dos amigos na Piazza Santissima Annunziata

 

Os amigos trouxeram as roupas de Charles, que ele havia comprado no Brasil.  Devido à sua profissão, Charles  precisa usar  terno no dia-a-dia e ele havia escolhido sozinho um terno e o experimentou em casa para ver a reação da Miri, que chegou a comentar “podia ser um terno para casamento!”. Bem,  terno do noivo aprovadíssimo! Mas e o vestido da noiva? Essa parte da história é também cheia de emoção e afeto, pois foi a mãe que confeccionou o vestido para Miri tendo como modelo a irmã.  “Eu fiquei tão aérea com  o pedido surpresa do casamento que me dei conta bem depois sobre a questão do vestido.  Quando elas me mostraram  eu  adorei o modelo, mas provei e tinha ficado grande. A wedding planner conseguiu um atelier que me atendeu e ajustou tudo pra mim em praticamente um dia. Peguei o vestido na véspera do casamento, mas deu tudo certo!”.

Aqui algumas fotos  enviadas pelos amigos que participaram desse momento tão especial e único:

 

O elegante salão onde foi realizada a cerimônia

 

Os noivos pelas ruas de Florença

 

Durante o almoço na festa de casamento. A  Miri adorou cada detalhe, disse que o Charles acertou em tudo! Para ela o momento mais emocionante foi quando um tenor adentrou o salão cantando “Con te partirò”, outra supresa preparada pelo Charles, que deixou todos os convidados  emocionados

 

Parece ou não uma história de conto de fadas? Comecei esse relato assim a pedido do noivo, que me contou  que o celebrante do casamento, que é amigo do casal, disse que toda vez que eles forem contar  a história deles,  o início  não pode ser  outro que  “era uma vez…”.

 

Encontrei com a Miri e o Charles alguns dias após o casamento e fico muito feliz de ter participado,, de alguma forma, para a concretização desse sonho. Desejo ao casal muitas felicidades!!!

Como será o turismo após a pandemia?

Ainda é uma grande incógnita de como será o turismo após a pandemia, impossível fazer previsões no momento com tantos países ainda com fronteiras fechadas. O setor do turismo de todo o mundo está in ginocchio, isso é, de joelhos. E a Itália é um dos países europeus mais afetados com essa crise.  O turismo representa 13% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional e emprega  cerca de 4 milhões de pessoas, portanto, é fácil compreender quanto a crise no setor turístico atinge também o setor social.  No ano passado a Itália registrou 430 milhões de visitantes (presenças totais) e foi o 4º país mais visitado do mundo.

 

A Piazza San Marco de Veneza antes da pandemia

 

Mudanças de planos devido à pandemia  – É difícil mensurar o real impacto da pandemia no sistema econômico.  Ainda não há como saber suas reais consequências. Devido à pandemia muita gente precisou adiar ou cancelar viagens já programadas. E em relação aos brasileiros que haviam planos de passear na Itália neste verão  ainda existem muitas dúvidas sobre a possibilidade de realizar a viagem. E dada a crescente gravidade do que vem acontecendo, parece razoável para quem tem viagens até o final de julho, tentar remarcar.  As companhias estão se comportando de maneira diferente em relação às remarcações,  reembolsos e multas, portanto, é preciso refletir sobre novas datas levando também em conta as perdas que o viajante pode ter na hora de decidir o que fazer. E para quando remarcar? Bem,  se eu tivesse viagem  com embarque para até inicio de agosto ia preferir remarcar para o próximo ano.  Mas repito: é preciso analisar as condições da companhia aérea, da atual situação da pandemia no Brasil e evidente, do seu  país de destino. Se a viagem é para depois de agosto, em minha opinião, melhor aguardar algumas semanas antes de tomar alguma decisão.

 

A Piazza della Signoria de Florença após a pandemia. Distanciamento interpessoal e máscara quando não é possível manter distância de ao menos 1 metro

 

Como será a nova forma de viajar? essa é a pergunta que ainda estamos tentado responder.   Não é apenas o para onde , mas também de que forma. O fator  segurança sanitária  é importantíssimo e determinante para quem está escolhendo o destino para essas férias de verão aqui na Europa, que já restabeleceu a liberdade de circulação de muitos países. Talvez a única certeza é que, ao menos por algum tempo, o turismo de massa  vai dar lugar ao turismo mais slow e sustentável,  feito de forma mais sensível e responsável.  Será uma temporada de terminologias como  sustentabilidade, segurança, undertourism (destinos alternativos fora dos destinos mais procurados), lentidão,  individualidade , conscientização e experiência e respeito. Que a escolha seja as praias, burgos ou cidades de arte, muito provavelmente o turista dará lugar ao viajante responsável e consciente.

 

 

Pienza, na região da Val d’Orcia, na Toscana

A nova forma de viajar será diferente e cada país, e até mesmo de acordo com cada região, vai adotar suas próprias regras. Aqui na Europa as fronteiras entre alguns países foram reabertas há menos de uma semana mas alguns países ainda proíbem a entrada de italianos. As fronteiras externas para países que  não fazem da  União Europeia e do Acordo Schengen estão fechadas até primeiro de julho.  Podem viajar apenas casos específicos, como residentes que precisam retornar. Nos aeroportos, procedimentos  como a medição da temperatura e solicitação de distanciamento nas filas estão sendo adotados. Os cruzeiros ainda não divulgaram datas de retorno dos itinerários. Hotéis e apartamentos para temporada precisam seguir protocolos de limpeza das acomodações. Infelizmente temos visto alguns hotéis e restaurantes encerraram definitivamente as atividades.

Litoral da Emília Romanha

Bônus de 500 euros para os italianos –  as férias de verão dos italianos serão muito provavelmente em território nacional. Não que isso possa significar um problema, afinal a Itália tem  mar, montanha, campo e esplêndidas cidades de arte.  O governo prevê  uma contribuição de até 500 euros para as famílias que fazem reservas em estruturas italianas. O incentivo será modulado com base nos membros da família: 500 euros para famílias de 3 ou mais pessoas, 300 para famílias de dois e 150 para 1 pessoa. A  proposta surge para  apoiar o setor de turismo, atingido pela crise da saúde e o futuro ainda incerto. O bônus poderá  ser utilizado entre 1 de julho a 31 de dezembro de 2020. Para aproveitar o bônus, no entanto, existe um requisito específico, como limite de renda anual (renda Isee até 40 mil euros).

 

museu-dell'opera

Visitas aos museus – turismo após a pandemia: ter atenção e manter o distanciamento  interpessoal. O número de visitantes nas atrações turísticas em locais fechados foi reduzido para evitar  aglomerações

O centro histórico  Firenze devagar começa a receber turistas,  nesse momento, italianos de outras regiões. As regras  que vigoram aqui:  uso de máscaras é obrigatório em locais fechados e em proximidade de outras pessoas (mínimo 1 metro),  evitar aglomerações e manter o distanciamento  interpessoal  em transportes públicos, igrejas, lojas museus e  restaurantes.  As mesinhas ao ar livre nos bares e restaurantes  são as mais requisitadas.

Na Piazza Duomo de Firenze: movimento tranquilo, pessoas que endossam máscaras e um cantor na esquina animando a noite no primeiro final de semana da fase 3

 

Entrada na Catedral Santa Maria Novella com reserva online. Antes de entrar é preciso medir a temperatura corporal, que deve ser abaixo de 37,5ºC

 

 

Retorno do Brasil para residentes –  Brasileiros com residência na Europa podem retornar pra casa mas precisam fazer quarentena.  E  o que me deixou perplexa foi que uns amigos que residem aqui na Itália retornaram  há pouco do Brasil, via Amsterdam, num voo l-o-t-a-d-o.  Apenas de Amsterdam para a Itália o voo estava mais vazio, com uma poltrona vazia entre os passageiros.  De acordo com o que me relataram, precisaram informar o motivo da viagem e ao chegar na Itália preencheram um formulário informando  o local para onde estavam indo e o endereço de onde iam  fazer a quarentena, que é um procedimento obrigatório.  Os aeroportos europeus estão medindo a temperatura de todos os passageiros antes do embarque e no desembarque.

A Comissão Européia propõe a abertura parcial das fronteiras externas da UE a partir de primeiro de julho, mas não será aplicada a todos os países. Será uma reabertura gradual e parcial,  mas ainda não há previsão de abertura para países em fase crítica da pandemia, como o Brasil.  E  a pergunta que muitos têm feito: quando a Itália abrirá as fronteiras aos turistas brasileiros? Não sabemos ainda.

 

A estação ferroviária de Milão

 

Recomeçar  unindo forças – Devagar estamos retornando à rotina mas precisamos nos adequar ao novo estilo de vida, pelo menos nesse momento, como distanciamento interpessoal, uso de máscaras em locais fechados e evitar aglomerações. Desde o  último dia 3 de junho podemos circular livremente entre todas as regiões da Itália e  as fronteiras com quase todos os países da União Europeia e do Acordo Shengen foram reabertas. Mesmo com essa possibilidade de deslocamento, acredita-se que as próximas férias de verão dos italianos serão mais curtas e dentro do próprio território. Para promover a economia circular nesse momento de percalços para o turismo, a blogueira Valentina Carbone lançou Un blogger per l’Italia, projeto  que pretende sensibilizar todos que atuam no setor de turismo e hotelaria na recuperação do turismo italiano envolvendo criadores de conteúdo.

 

A blogueira de viagens Valentina Carbone,  idealizadora da projeto Un Blogger per l’Italia: blogueiros de viagens e operadores do setor de turismo atuando juntos (foto: arquivo de Valentina)

 

A proposta de Valentina Carbone, que trabalha no setor de comunicação digital criando  estratégias de comunicação para empresas e profissionais liberais,  visa unir estruturas receptivas e blogueiros, com a intenção de divulgar o grande potencial das estruturas através do  compartilhamento  nas redes sociais,  ferramentas indispensáveis para ajudar a obter uma recuperação turística e comercial mais rápida.   Valentina conta com a colaboração de Giuseppe e Nicola. O projeto “Um Blogger para a Itália” pretende sensibilizar todos os que trabalham para o setor de turismo e hotelaria na recuperação concreta do turismo italiano, colocando o papel de criador de conteúdo em sua missão de turismo. Confiram a entrevista de Valentina para o Grazie a te:

 

1 – Com’è nato il Progetto Un blogger per l’Italia

Il Progetto “Un Blogger per l’Italia” è nato per mettere in comunicazione chi fa il Turismo e chi lo comunica tramite il web. Enti, Operatori turistici e Travel Blogger, infatti, sono chiamati a lavorare gli uni per gli altri per far rinascere il Turismo italiano dopo l’emergenza sanitaria.

1 – Come surgiu o projeto “Un Blogger per l’Italia”?

O Projeto “Um blogueiro para a Itália” nasceu para colocar em contato quem faz turismo e quem o comunica via web. Agências, operadores turísticos e blogueiros de viagens são chamados a trabalhar um para o outro para fazer renascer  o turismo italiano após a emergência de saúde.

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A estação ferroviária Santa Maria Novella, em Firenze

2- In cosa consiste il progetto e  quale sono le tue aspettative?

È nato con l’idea di creare un aggregatore di professionisti e strutture ricettive ma, in poco meno di un mese, si è trasformato in un’iniziativa apprezzata da Istituzioni italiane e da professionisti del settore. L’aspettativa più grande è che diventi un Portale di riferimento per tutti coloro che vogliono fare delle campagna di Destination Marketing grazie alle quali le Destinazioni possono essere raccontate, in maniera professionale, dai Travel Blogger.

2- Em que consiste o projeto e quais são as suas expectativas?

Nasceu com a idéia agregador profissionais e estruturas receptivas, mas, em pouco menos de um mês, tornou-se uma iniciativa apreciada por instituições e profissionais italianos do setor. A maior expectativa é que ele se torne um portal de referência para todos aqueles que desejam fazer campanhas de marketing de viagem, graças às quais os destinos podem ser contados, de maneira profissional, pelos blogueiros de viagem.

 

Sardegna

A Praia de Cala Mariolu, na Sardenha

 

3- Come crede che sarà il turismo in Italia e nel mondo nei prossimi anni dopo la pandemia?

Credo che il turista italiano, affinché riprenda a viaggiare con serenità, abbia bisogno di fiducia e noi Travel Blogger possiamo dare un grandissimo supporto al Territorio italiano. Non sarà semplice ripartire ma dovremo fare di tutto affinché questo avvenga perché l’Italia – come tutto il resto del Mondo – è stata messa a dura prova e abbiamo bisogno di rifiorire e condividere la nostra rinascita.

3- Como você acha que será o turismo na Itália e no mundo nos próximos anos?

Acredito que o turista italiano, para começar a viajar novamente com serenidade, precisa de confiança e nós, bloqueios de viagens, podemos dar um grande apoio ao território italiano. Não será fácil começar de novo, mas teremos que fazer todo o possível para que isso aconteça, porque a Itália – como o resto do mundo – foi posta à prova e precisamos florescer novamente  e compartilhar o nosso renascimento.

 

O Palazzo Pitti de Florença

O imponente Palazzo Pitti,  o maior palácio de Florença, é a antiga residência dos grão-duques da Toscana e atualmente  abriga um  importante complexo de museus, como a Galleria Palatina, os Apartamentos Reias, o Museu da Prata, Museu Del Tesoro dei Granduchi (ex-museu degli Argenti),  Museu do Traje, a Galeria de Arte Moderna e o magnífico Jardim de Boboli. É um palácio renascentista construído pela família Pitti em 1457 e adquirido em 1549 por Eleonora di Toledo,  esposa do grão-duque Cosimo I de’ Medici.

 

 

O Palazzo Pitti fica no Oltrarno. Originalmente era menor e passou por ampliações com a família Medici

O Palazzo Pitti foi originalmente construído em meados do século 15 para ser a residência do banqueiro Luca Pitti e passou a ser a maior residência privada de Firenze. Sobre o projeto, existem algumas dúvidas.  Muitos registros atribuem a obra ao arquiteto Luca Fancelli, colaborador de Filippo Brunelleschi. A família Pitti competia com os Medici e  queria um palácio maior que o da poderosa família, que habitava no Palazzo della Signoria, e que passa então a ser chamado de Palácio Vecchio. Em 1549, o palácio foi vendido aos Medici, tornando-se a residência da família grão-ducal. A corte se transfere ao palácio no governo de Ferdinando I,  filho de Cosimo e Eleonora di Toledo,  entre os anos de  1587 e 1609.

 

 

O Palazzo Pitti era o símbolo do poder consolidado dos Medici sobre a Toscana

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A fachada do prédio  é coberta por pedra forte,  típica da cidade. A construção original incluía apenas a parte central do edifício atual, com as 7 janelas centrais no primeiro andar.

 

O patio foi realizado por Bartolomeo Ammannati nos anos 60 dos anos 1500, com trabalho conhecido como “bugnato”, silhar em português, processo de alvenaria caracterizado por blocos de pedras

 

Com a ruína econômica da família Pitti, o palácio foi comprado por Eleonora de Toledo, esposa de Cosimo I de’ Medici em 1549.  Com saúde debilitada devido à tuberculose, Eleonora, que teve 11 filhos, considerou a área do palácio, aos pés de Boboli no Oltrarno, mais saudável tanto para ela quanto para os filhos, com a possibilidade de ter um grande espaço ao ar livre numa residência maior. O palácio passou por ampliações e modificações,  sendo que a mais importante foi realizada por Bartolomeo Ammannati no século 16, que construiu  o suntuoso pátio interno e  realizou também alterações no Giardino di Boboli. Com a extinção dos Medici, o ducado e o palácio passou para a dinastia dos Asburgo- Lorena, sucessores dos Medici a partir de 1737.

 

No pátio aconteceu o casamento de Ferdinando I e Cristina di Lorena  com um espetáculo grandioso de naumachia,  com  a encenação de uma batalha naval, com todo o pátio coberto de água

No pátio do palácio há uma linda gruta, é  a Grotta di Mosè.  Durante o Renascimento,  uma tendência era a construção de  grutas artificiais.

Gruta de Moisés

A Gruta  de Moisés é decorada com esculturas, fontes e afrescos.  Ao centro da caverna, na parede do fundo,  o grande Moisés, que dá nome ao lugar. Originalmente a gruta, ou caverna, era sóbria e não tinha decoração em seu interior, que foram encomendadas por  encomendadas por Cosimo II e Fernando II.

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O palácio passou por algumas ampliações com os sucessores da família  Medici, que foi extinta em 1737

 

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Escadaria monumental neo-classica realizada pelo arquiteto Luigi del Moro, provavelmente com esculturas de Giovanni Duprè

 

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No século 19 foi usado como base militar por Napoleão e  o palácio passou a ser residência de sua irmã Elisa.  Entre 1865 e 1871, época em que Firenze foi capital da Italia, o  palácio foi residência oficial dos reis. No início do século 20 foi doado ao povo italiano por Vittorio Emanuele III.

 

Os Museus 

O  Palácio Pitti, que é o maior de Firenze,  abriga 7 museus públicos com  importantes coleções de esculturas, pinturas, objetos de arte, figurinos e porcelanas, em um complexo monumental:

  • Galleria  Palatina: reúne  grande coleção de pinturas dos séculos 15 a0 17, que inclui a maior concentração de obras de Rafael no mundo, além de pinturas de Tiziano,  Pontormo, Filippo Lippi, Tintoretto, Caravaggio e Rubens.  As pinturas decoram as paredes com ambientes enriquecidos de esculturas, vasos e mesas de pedras semipreciosas, segundo o modelo típico das galerias do século 17.  Enriquecem o museu os belíssimos afrescos barrocos  e o mobiliário original;
  • Apartamentos Reais: eram os aposentados da família Savoia e os ambientes foram utilizados na época em que Florença foi a Capital da Italia, entre 1865 e 1871.
  • Museo del Tesoro dei Granducchi (Museo degli Argenti), funciona na ala do palácio que abrigava os quartos do apartamento de verão da família Medici. Objetos em prata, ouro, âmbar e marfim, vasos em pedras semipreciosas e cristais de rocha
  • Museo della Porcellana: grande coleção de porcelanas das familias Medici e Lorena
  • Giardino di Boboli: uma magnifica área verde em Florença com 45 mil m² de jardim alla italiana, com estátuas, fontes e  grutas
  • Museo della Moda: roupas e acessórios do século 18 a hoje.
  • Museo di Arte Moderna : pinturas e esculturas do século 18 até o inicio do século 20

 

Na Galeria Palatina, um dos primeiros ambientes é a Sala dell’Iliade e ao centro estátua realizada por Lorenzo Bartolini, que representa a caridade educadora

Nesta área do palácio, estão as salas dedicadas à 5 planetas onde os afrescocs se referem aos planetas.  Saturno, Giove,  Marte, Venere e Apolo.

Sala di Saturno.  Aqui encontramos  8 obras de Rafael Sanzio.  No teto, afrescos dedicados à Galileo Galilei

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Sala di Giove

 

Sala di Marte, Deus da Guerra, com obras de  Tintoreto, Rubens

 

Sala di Venere, com a Vênus de Canova

 

 

 

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Decoração – os salões são repletos de quadros e afrescos da Galleria Palatina

 

Obra realizada por Rafael em 1518. Retrato de Leão X

No espaço que abriga os Apartamentos Reais estão os  móveis de época do século 19. São 14 salas usadas pelo segundo Rei da Itália Umberto I e sua esposa Margherita di Savoia, que residiram no palácio entre 1865 e 1871.

 

 

No térreo e no mezanino fica o Museo degli Argenti, que contém uma grande coleção de objetos preciosos que pertenciam à família Medici.

 

A Galleria de Arte Moderna, que fica no último andar,  expõe uma bela coleção de pinturas e esculturas do neoclassicismo até a  década de 30. Reúne os maiores intérpretes da arte italiana no suntuoso ambiente que ja foi residência da família Lorena.

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Na Galleria d’Arte Moderna – Obras do Neoclassicismo e Romantismo

Sala Bianca –  O Salão dos Forestieri da época dos Médici foi transformado, por vontade do Grão-Duque Pietro Leopoldo, em um suntuoso salão de baile.   Este magnifico salão de Dança,  no período do pós-guerra, acabou se tornando um importante local para a moda internacional. Em 1951 aconteceu o primeiro desfile de moda italiano, organizado pelo marquês Giovanni Battista Giorgini na Villa Torrigiani, sua residência na época, com   importantes compradores norte-americanos. E sempre por iniciativa de Giorgini que em junho de 1952 os desfiles foram transferidos para a Sala Bianca do Palazzo Pitti, contribuindo para a internacionalidade da moda, divulgando o nome ‘Pitti’ em todo o mundo. Aliás, o maior evento de moda masculina do mundo acontece em Firenze, na Fortezza da Basso: Pitti Uomo.

 

A Sala Branca ou Salone dei Forestieri. Foi no elegante salão que aconteceu  um importante desfile de moda, organizado por Giovanni Battista Giorgini, no ano de 1952.

 

Todas as obras que podemos conferir no local é  graças ao legado de Ana Maria Luisa de Médici, a última herdeira da sua dinastia e que evitou que a coleção fosse saqueada, o que geralmente te acontecia às coleções privadas. O museu foi aberto ao público em 1833.

 

 

Num prédio separado, conhecido como Casino del Cavaliere, nos Jardins Boboli, fica o Museu da Porcelana, enquanto a Palazzina della Meridiana abriga o Museo della Moda e del Costume, fundado em 1983, que apresenta roupas, jóias e artefatos da moda contando a história do vestuário dos últimos 400 anos.

 

 

Este é o primeiro museu estadual da história da moda na Itália e um dos mais importantes do mundo, com  coleção que inclui mais de 6000 peças, e com modelos raros  do século 16  usados pelo Grão-Duque Cosimo I de ‘Medici e sua esposa Eleonora.

 

boboli

Lindo esse ângulo dos jardins onde vemos Firenze e a cúpula do Duomo

Jardins de Boboli – Atrás do Palazzo Pitti ficam os maravilhosos Jardins de Boboli.  Essa é a maior área verde monumental de Florença, abrangendo uma área  de mais de  45 mil m2.

 

Do Palazzo Pitti: vista para o anfiteatro e a Fontana del Carciofo

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Palazzo Pitti

Aberto de terça à domingo, 9:15 às 18:50

Valor do bilhete: 10 euros (Palazzo Pitti: Galleria Palatina, Galleria d’Arte Moderna, Tesoro dei Granduchi, Museo della Moda e del Costume, Appartamenti Imperiali e Reali)

Jardim de Boboli : aberto diariamente a partir das 8:15  com horário de fechamento que varia de acordo com a época do ano

  • Os horários sofreram alterações devido à emergência Coronavírus

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A Igreja de San Lorenzo

A  Igreja de San Lorenzo, uma das mais antigas de Florença  e a preferida da família Medici, foi por 300 anos a catedral da cidade. Difícil imaginar que encontramos numa igreja com a simples fachada em pedra um interior tão rico, bonito e simétrico: a Basílica de San Lorenzo abriga muitas obras-primas de grandes nomes da cena artística e arquitetônica de Firenze. Consagrada em 393 por Santo Ambrósio, foi por 3 séculos a igreja mais importante de Florença, até ser substituída pela Igreja de Santa Reparata, que mais tarde se tornou a Catedral de Santa Maria del Fiore, o Duomo da cidade.

 

A Basílica de San Lorenzo, uma das mais antigas igrejas de Firenze, foi consagrada em 393 d.C e reconstruída por Brunelleschi no século 15

A fachada da igreja é inacabada porque na época o encarregado era  Michelangelo, que não conseguiu  terminá-la porque mudou-se para Roma quando foi contratado para pintar o teto da Capela Sistina. Muitos fatores complexos envolvem a fachada: disputa e ciúmes entre artistas, custos altíssimos e até mortes.

 

A Igreja de San Lorenzo e a estátua de Giovanni dalle Bande Nere, pai do granduca Cosimo I de’ Medici

A Igreja de San Lorenzo fica ao lado do mercado de rua homônimo e bem próxima ao Palazzo Medici-Riccardi, a primeira residência da família Medici em Firenze.

A igreja é dividida em três naves com colunas coríntias e arcos arredondados

Em 1059, houve a primeira ampliação da igreja românica, sendo que em 1419, quando os Médici decidiram expandir a estrutura e tansformá-la na igreja da família. Os trabalhos foram atribuídos à Filippo Brunelleschi, arquiteto responsável pela construção da cúpula da igreja Santa Maria del Fiore.   Com isso temos a primeira igreja considerada uma obra-prima do Renascimento.

 

Perto do altar, sob os últimos arcos da nave central, estão os dois púlpitos de bronze realizados por Donatello, o da esquerda dedicado ao tema da Paixão de Cristo e o direito à ressurreição

 

O arquiteto Filippo Brunelleschi transformou a antiga igreja românica em basílica renascentista

 

 

 

Na parte esquerda fica a Capela Martelli, com um sarcófago da família Martelli, realizado por  Donatello ou  por sua oficina, e a obra Anunciação Martelli, de Filippo Lippi ( cerca 1440).

A obra Anunciação Martelli, de Filippo Lippi, datada de 1440

 

Sacristia Velha

Realizada entre 1421 e 1428, a  Sacristia Velha é uma das obras-primas do artista Filippo Brunelleschi e a única concluída. Era a capela fúnebre particular da família Medici construída por Brunelleschi e decorada por Donatello entre 1428 e 1429.   A decoração foi realizada por Donatello após término dos trabalhos de Brunelleschi e a Sacristia Velha, por  incompatibilidade, marca o fim da amizade e colaboração entre os dois gênios do início da Renascença.

O brasão dos Medici na Sacristia Velha

O túmulo de Giovanni Bicci, fundador do banco dei Medici e  morto em 1429, foi colocado sob a grande mesa de mármore na parte central da capela, a sacristia tornou-se o mausoléu dos Medici.

Ao centro da sacristia, os túmulos de Giovanni di Bicci e Piccarda Bueri

A Sacristia Velha de San Lorenzo recebeu esse nome para distingui-la da “nova”, que foi construída um século depois por Michelangelo, e que encontra-se nas Capelas dos Medici.

Donatello realizou as duas portas de bronze

 

Igreja de San Lorenzo

Piazza de San Lorenzo – Firenze

Horário: todos os dias da semana das 10h às 17h
Domingo: das 13h30 às 17h30

Os horários podem sofrer alterações dependendo da época do ano

Preço do bilhete: 4,50 €

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