A Praça da República de Florença

A Praça da República, a Piazza della Repubblica, é uma das principais praças do centro de Florença  desde a época romana. É um ponto de encontro animado, colorido e cheio de vida! A “Praça do carrossel” já abrigou o gueto hebraico  e o Mercado Velho, que funcionaram no local até o século 19. A praça, considerada o miolinho de Florença e circundada por elegantes cafeterias, foi construída sobre as ruínas do fórum romano.

O Arco do Triunfo desenhado pelo aquiteto  Vincenzo Micheli e realizado em 1895. O arco traz a seguinte frase: “L’antico centro della città da secolare squallore a vita nuova restituito”

 

A praça da República foi construída entre 1885 e 1895, após a demolição da antiga Piazza del Mercato Vecchio

 

Considerada o centro da cidade há séculos, a Praça da República passou a sediar o mercado na Idade Média.A praça desde aquela época era ponto de encontro e de comercio e seu aspecto era bem diferente do que vemos hoje, pois existiam as casas-torres, os arranha-céus medievais.  

Na praça existe uma maquete para deficientes visuais

 

Antigo gueto – Construído por vontade de Cosimo I de ‘Medici em 1571, o gueto hebraico passou a ocupar essa área central da cidade, englobando a Piazza della Repubblica , na época o Mercato Vecchio, via Roma, via del Campidoglio e via Brunelleschi.  Era uma espécie de cidade murada, acessível por duas portas, e que continha duas sinagogas. Os judeus permaneceram  no local até meados do século 18, época em que receberam autorização para se mudar para outras áreas da cidade. O gueto foi demolido entre 1885 e 1895.

A praça hoje é animada por artistas de rua e shows improvisados

O aspecto atual de formato retangular com grandes edifícios do século 19 é o resultado da modernização urbana e das intervenções realizadas quando Florença foi proclamada capital da Itália, em 1865.  E nessa mesma época as antigas muralhas  que cercavam a cidade foram  demolidas para dar lugar para as avenidas, pois a cidade devia ter uma aparência mais imponente e majestosa.  Foram demolidas as construções, as torres, igrejas e bodegas.

No século 19 quando Florença foi eleita a capital da Itália aconteceu uma importante reestruturação  na praça (Foto da internet, sem autoria)

A inauguração da praça contou com a presença de Vittorio Emanuele II, que deu então o nome à praça.   Ao centro da praça  havia estátua do rei a cavalo, que foi transferida em 1932 para a Piazza Vittorio Veneto,  onde se encontra.

Cafés – Cafés históricos circundam a praça. Aqui encontramos o  elegante  Paszkowski, inaugurado em 1846, que fica ao lado de outra refinada cafeteira, o  Caffe  Gilli , fundado em 1897.  Do lado oposto encontramos o   Giubbe Rosse, fundado em 1897, que no início do século 20 tornou-se um ponto de encontro de escritores e artistas italianos e estrangeiros.

 

Impossível não associar a praça ao carrossel  retrô, que  pertence à família Picci. Está  presente na praça desde o início do século 20. E não só as  crianças se divertem, os adultos também são admitidos

 

A Colonna della Dovizia ou dell’Abbondanza

A última intervenção da praça é a Coluna da Abundância representa de fato, o centro exato da cidade,  ponto onde se cruzavam  as duas estradas  das principais ruas da antiga cidade romana,  Cardo e  Decumanus. No século 15  havia uma estátua de Donatello representando a Dovizia,  mas a obra foi destruída no século 18. Para substituir a obra de Donatello,  foi colocada a obra de Giovan Battista Foggini em 1721, a Coluna da Abundância.  Antigamente haviam na coluna duas correntes de ferro presas, uma mais no alto com um sino, que tocava na abertura e no fechamento do mercado, e outra para maias baixa , para o pelourinho, onde eram expostos os comerciantes desonestos, golpistas e devedores.

 

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civita

O burgo de Civita di Bagnoregio

Tem algo de muito especial em Civita di Bagnoregio. Talvez o fascínio desse burgo, que parece suspenso no Vale do Calanchi,  é porque sabemos que ele pode desaparecer.  Conhecida como  “a cidade que morre”,  uma pequena fração do município de Bagnoregio, na província de Viterbo, é um dos destinos turísticos mais famosos de Tuscia, na Itália.

Civita

Posicionado numa falésia, o acesso à cidade é feito apenas através  de uma ponte de concreto armado de 300 metros de comprimento, que foi construída em 1965. Mas por que o lugar é conhecido  como “a cidade que morre”? Porque o vilarejo  perde cerca de 7 cm por ano devido à erosão.  A cidade,  fundada pelos etruscos há 2500 anos,  atualmente conta com apenas 11 habitantes.

 

Civita di Bagnoregio fica no maravilhoso Vale do Calanchi, a 443 metros de altitude. A cidade,   localizada  sobre uma colina, é um belo exemplo de vilarejo medieval, que surgiam no topo das montanhas por questões defensivas

 

Os gatinhos são famosos aqui no burgo. Vocês vão encontrar centenas deles!!!!

O encantador vilarejo fica ao norte da região do Lazio, província de  Viterbo, quase fronteira com a Úmbria, entre Roma e Firenze. Civita di Bagnoregio é considerado um dos mais belos burgos da Itália e todos os anos é visitada por centenas de milhares de pessoas de todo o mundo para admirar sua aparência atemporal e vivenciar sua atmosfera mágica!   E uma curiosidade para os brasileiros, em Civita foram  gravadas cenas da novela global Esperança, com Reynaldo Gianecchini e Priscila Fantin, além de o filme Pinocchio, dirigido por Alberto Sironi em 2009.

 

Civita di Bagnoregio é ameaçada por deslizamentos de terra e erosão do solo. Esta é a  ponte que nos conduz até a entrada do burgo tem 300 metros de comprimento

 

Porta Santa Maria é hoje o único acesso à vila. Depois da travessia da ponte, é por ali que passamos para começarmos a explorar o burgo. E  para acessar o centro de Civita, os visitantes devem pagar uma pequena taxa de entrada (5 euros), que permite à administração municipal realizar obras de restauração e estabilização e manter a vila aberta aos visitantes.

 

A Porta Santa Maria

 

Você pode perceber a atmosfera de outros tempos caminhando por  seus becos estreitos e admirando a arquiteta  medieval

 

A vila remonta ao final da Idade Média e, desde então, permaneceu quase intacta, dando a este lugar a aura fascinante de um lugar onde o tempo parou

 

Civita di Bagnoregio tem apenas 11 habitantes por causa da precária condição estrutural que acabou esvaziando a cidade. Nos últimos anos várias casas foram reformadas e, na temporada de verão costuma  abrigar artistas e turistas estrangeiros.  Civita está passando por uma nova fase de desenvolvimento, graças ao turismo ,  mas ao mesmo tempo tornou-se necessário controlar o acesso de pessoas para não danificar o equilíbrio frágil das estruturas antigas.

 

A Piazza di San Pietro. Este é o local que nos recebe assim que adentramos o pequeno burgo

 

O coração do burgo  e local mais movimentado do vilarejo é a praça  San Donato que abriga a igreja de San Donato e o Palazzo Alemanni, sede do Museo Geologico  e delle Frane. Interessante é que a praça não é  pavimentada, mas  há uma espécie de terra bem dura no chão, o que nos dá a sensação de uma volta ao passado de uns 300 ou 400 anos.

 

A igreja de San Donato. Segundo a tradição a igreja é do século  V e é de origem romana

 

Entre as atrações principais, podemos citar a Grotta di San Bonaventura que certamente é um símbolo da cidade de Civita di Bagnoregio e o lugar onde, segundo uma história mítica, a cura milagrosa de uma criança – o pequeno São Boaventura – aconteceu pela mão de Sao Francisco, que ficou nesta caverna por alguns dias enquanto ajudava a criança. Segundo a antiga lenda, após a cura, São Francisco dirigiu-se à criança dizendo “Bona Ventura” e, uma vez que a criança chegou à idade adulta, entrou na ordem dos Franciscanos com o nome de Boaventura.  A caverna, na verdade uma antiga tumba etrusca, está aberta aos turistas para uma visita.

 

Antica Civitas  é um pequeno museu em uma caverna etrusca no centro de Civita di Bagnoregio. No interior, estão expostas as ferramentas clássicas da vida camponesa, como as prensas para preparar azeite e vinho, potes antigos,  pás e outras ferramentas antigas de trabalho.  O ingresso custa 1 euro para adultos (grátis para crianças). 

Grutas subterrâneas. Escavações e vestígios que datam de época  etrusca e romana

Nós ficamos hospedados no vilarejo vizinho de Bagnoregio, que é  pequeno e muito gracioso. Fizemos todos os passeios à pé.  Fizemos o percurso da casa onde ficamos hospedados até a entrada do vilarejo de Civita di Bagnoregio numa caminhada de 20 minutos.

A Porta Albana em Bagnoregio

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As Rampas do Poggi de Florença

As Rampas do Poggi de Florença,  Le Rampe Del Poggi,   foram reinauguradas na primavera de 2019  após  quase um século desativadas. Graças a um novo sistema hídrico, as cascatas voltaram a embelezar  o   Oltrarno.

As Rampas do Poggi em todo  o esplendor original com suas fontes e cascatas. A obra tem uma superfície de 6700 metros quadrados,  distribuídos em 3 níveis

 

O sistema das rampas  é parte integrante do complexo arquitetônico-paisagístico do Viale dei Colli, projetado e construído pelo arquiteto Giuseppe Poggi

As Rampas do Poggi,  nas proximidades da Torre de San Niccolò, ligam o lungarno ao Piazzale Michelangelo.  A obra foi realizada entre 1872 e 1876 pelo arquiteto Giuseppe Poggi, encarregado do novo projeto de revitalização urbana. Ele foi o responsável pelo novo plano urbanístico quando Firenze tornou-se a capital do Reino da Itália, em 1865. O plano previa importantes transformações urbanas graças às quais, pela primeira vez,  criou-se um sistema verde urbano de dimensão europeia, com  jardins públicos destinado e dedicado não apenas às classes privilegiadas mas para toda a comunidade. O arquiteto Poggi projetou os viales, as grandes avenidas de Firenze e é dele também o projeto do Piazzale Michelangelo.

A Torre de San Niccolò, que é aberta à visitação entre os meses de junho e setembro. Proprorciona uma vista linda não apenas de Florença, mas também das Rampas

As grutas e piscinas foram limpas e toda a superfície decorada foi recuperada após a restauração

 

As Rampas ficaram desativadas por quase um século e  voltaram à vida graças à uma grande obra de restauração financiada pela Fundação CR Firenze (Art Bonus), onde foram gastos 2,5 milhões de euros. A arquitetura original foi restaurada e o jogo mágico de fontes e cachoeiras foi reativado.

 

As Rampas do Poggi apresentam um verdadeiro espetáculo de água com cascatas, fontes e plantas

 

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A elegante via Tornabuoni de Florença

A Via Tornabuoni, que vai da Ponte Santa Trinità até a Piazza Antinori, é uma das ruas mais luxuosas do centro de Florença.   É uma rua muito elegante desde o período do Renascimento, quando passou por um processo de profunda transformação com a construção de inúmeros palácios nobres, que levam o nome das  famílias abastadas que eram suas proprietárias. A rua abriga lojas de grifes renomadas e luxuosas.

A Via Tornabuoni, referência de rua elegante desde o Renascimento

via-tornabuoni
Aqui começa a via Tornabuoni, nas proximidades da Ponte Santa Trinita, no Lungarno Corsini. As boutiques Ferragamo, no Palazzo Spini Ferroni,  à esquerda e a loja Ermenegildo Zegna à direita, com localização privilegiada.

O   imponente Palazzo Spini Ferroni, sede da Salvatore Ferragamo e sede do Museu Ferragamo

 

Praça de Santa Trinita –  Um dos pontos mais charmosos da rua é a  Piazza Santa Trinita,  dominada pela igreja homônima. Ao centro da praça  há um obelisco de mármore proveniente das Termas de Caracalla de Roma,  doado em 1560 pelo papa Pio IV à Cosimo I, que o ergueu para lembrar a vitória de Montemurlo (em 1537), que marcou o início de seu longo governo.

 

Ao centro da praça a Coluna da Justiça, uma imponente coluna em granito, doada pelo Papa Pio IV  em 1560 para Cosimo I, o primeiro grão-duque de Firenze

Em 1555 Cosimo I conseguiu conquistar a cidade de Siena e tornou-se, em 1569, com a nomeação do papa Pio V, grão-duque da Toscana.  Por esse motivo foi escritoa na coluna ainda hoje visível: “COSMUS MED MAGN DUX ETRURIAE”.  Em 1581, a estátua foi  adicionada  ao topo do obelisco,  obra de Tadda, representando a Justiça. A partir  desse momento, o monumento foi renomeado de Coluna da Justiça.

A Coluna da Justiça , obelisco de mármore no centro da praça

 

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Até 1911 a praça recebia a referência de Via Tornabuoni e foi graças ao pedido do Marquês Filippo Corsini que a praça recebeu seu nome atual

 

Igreja de Santa Trinita– A Igreja de Santa Trinità  , com fachada em estilo barroco  do final do século 16,  conserva um verdadeiro tesouro artístico em uma de suas capelas : “Adoração dos Pastores”, na Capella Sassetti, realizado por  Domenico Ghirlandaio.

 

A fachada da igreja de Santa Trinita. A igreja é de 1200, enquanto a fachada é barroca e foi construída por Bernardo Buontalenti no final dos anos 1500

 

Obra de Domenico Ghirlandaio.  Afrescos da Cappella Sassetti, realizados entre 1482 e 1485, no interior da igreja Santa Trinità

 

Antica Torre Tornabuoni, uma residência de época que faz parte da Associação Italiana de Casas Históricas.  Atualmente no local  funciona um hotel e alguns escritórios.  A torre, edificada em 1260,  possui  dois terraços que nos  proporcionam uma vista  deslumbrante!  Do Duomo Terrace localizado a 25 metros de altura,  avistamos  a Catedral, o campanario de Giotto, o Palazzo Strozzi e a igreja de Santa Maria Novella, enquanto do Arno Terrace localizado a 30 metros de altura,  temos uma vista  linda do Oltrarno.

 

Palazzo Bartolini Salimbeni – “Criticar é mais fácil do que imitar”.  Essa frase (Carpere promptius quam imitari) está escrita no palácio realizado pelo arquiteto Baccio d’Agnolo entre 1517 e 1520.  Ele foi muito criticado por ter construído o edifício “alla romana”, um estilo bem diferente do que até então podia ser visto na arquitetura residencial florentina.  Mais tarde, o palácio foi copiado, marcando uma verdadeira reviravolta na edificação maneirista. Atualmente o palácio abriga da coleção particular de Roberto Casamonti dedicada aos grandes mestres que revolucionaram a arte de 1900 e do nosso século. 

 

O palácio Bartolini Salimbeni, que era uma das mais ricas famílias de Florença. O arquiteto do prédio foi criticado na época da construção, mas depois foi copiado

 

Na Via Tornabuoni encontramos grifes como Prada, Ferragamo, Zegna, Dior, Fendi, Gucci, Céline, Loro Piana, Montblanc, Saint Laurent , Tods e Hermès

O Palazzo Strozzi, um dos mais imponentes da rua, fica na esquina entre as ruas Tornabuoni, Strozzi e praça Strozzi, um santinho descolado e  agradável onde estão a loja Louis Vuitton, o bar Colle Bereto e o Odeon Bistro. O acesso ao pátio, que é aberto ao público, dá-se por 3 divinos portões  e os outros andares são visitados quando acontecem mostras temporárias. É uma das mais significativas construções renascentistas da cidade.

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O Palazzo Dudley,  cuja denominação oficial é Palazzo del duca di Nortumbria.  Foi construído em 1613.  O andar térreo foi durante muitos anos sede da marca Gianfranco Ferrè e atualmente  abriga uma loja da  Cos.

O Palazzo Dudley

 

O prédio foi construido por Robert Dudley, conde de Warwick e amigo de Ferdinando I de’ Medici

 

A Via Tornabuoni ganha linda decoração durante as festividades de final de ano

No século passado a via Tornabuoni tornou-se uma verdadeira sala de estar da Europa com seus prédios históricos e lindas lojas mobiliadas com móveis de época,  por onde circulavam pessoas de classe e elegância. Esta era uma área da cidade  frequentada por personalidades da arte, política e da  aristocracia  florentina.

 

E para um pitstop, alguns dos locais para comer ou beber alguma coisa na Via Tornabuoni são o Procacci, com o panino trufado, o bistrô Obicà e a Cantinetta Antinori, um restaurante da família do conhecido vinho

 

Entre o Palazzo Strozzi e a igreja dos Santos Michele e Gaetano encontramos esta linda  loggia do Palazzo Corsi-Tornabuoni

 

Chiesa dei Santi Michele e Gaetano – A igreja de Santi Michele e Gaetano é uma das surpresas que Florença reserva para quem, ao se aventurar pelo centro histórico em busca de vestígios renascentistas, também se dispõe a olhar para as outras almas da cidade negligenciada pelo turismo de massa. Na Piazza Antinori, na entrada da via Tornabuoni, destaca-se a fachada barroca em pedraforte, com estátuas em mármore branco e escadaria, em estilo romano. A primeira pedra foi lançada em 1604. Matteo Nigetti acompanhou os anos os trabalhos  e foi sucedido em 1633 pelo arquiteto da corte Gherardo Silvani, auxiliado por seu filho Pierfrancesco. A igreja fica na praça Antinori.

 

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A Igreja dei Santi Michele e Gaetano, com fachada barroca em pedraforte florentina, projetada por Gherardo Silvani. Um dos maiores exemplos do barroco em Florença

 

A Igreja dei Santi Michele e Gaetano fica na Piazza Antinori. Interior em cruz latina com  nave única

 

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A Conspiração dos Pazzi

A família Medici enfrentou muita ira, inveja e revolta e foi alvo de algumas conspirações.  Dentre todas, a mais famosa é a Conspiração dos Pazzi,  que resultou na morte de Giuliano, irmão de Lorenzo “O Magnífico”, e aconteceu dentro da Catedral Santa Maria del Fiore no dia 26 de abril de 1478,  no Domingo de Páscoa.  Houveram anteriores tentativas falidas contra a família, como envenenamento,  plano que foi substituído pela Conspiração dos Pazzi,   trágico episódio que marcou a história de Florença e da Itália.

 

A Conspiração foi organizada pelos Pazzi e outras personalidades de destaque. Lorenzo milagrosamente conseguiu escapar da emboscada refugiando-se na Sacristia das Missas

 

Os conspiradores  tentaram eliminar os dois irmãos com espadas e punhais durante a missa pascal, no Duomo de Florença, no coração da cidade

Lorenzo havia 20 anos quando seu pai Piero Il Gotoso morreu, no ano de 1469. Ele passou a ser a figura mais importante nesse período, em pleno Renascimento, e apesar de não ocupar oficialmente nenhum cargo público,   passou a comandar a cidade. Lorenzo, apelidado de “O Magnífico”,  sempre foi precoce, culto e bem educado. Apesar da pouca idade,  demonstrava segurança e determinação.

Lorenzo, O Magnifico, por Giorgio Vasari (Galleria degli Uffizi), fonte internet

 

Interior da Catedral de Santa Maria del Fiore

 

Conspiração  dos Pazzi

No domingo de Páscoa do dia 26 de abril de 1478, os dois irmãos saíram da residência, o Palazzo atualmente conhecido como Palazzo Medici Riccardi e dirigiram-se à catedral. Durante a missa eles não se sentaram  lado a lado, mas a alguns bancos de distância. No momento da Eucaristia, quando os fiéis estavam ajoelhados,  um grupo de conspiradores atacou com  espadas e punhais os irmãos Lorenzo e Giuliano.  A intenção era matá-los contemporaneamente. Giuliano foi atingido  com golpes de espada  e morreu, tendo sido a única vítima do ataque. A  intenção dos conspiradores era que a história tivesse um desfecho muito diferente, mas Lorenzo conseguiu se salvar graças a Francesco Nori, que acabou morrendo para defender o amigo. Depois de ferido, ele se abrigou na sacristia da catedral.

Giuliano de’ Medici (1478 aproximadamente), realizado por Sandro Botticelli, Accademia Carrara de Bergamo. Morreu os 25 anos  (fonte: internet)

 

A conspiração não teve o êxito esperado porque Lorenzo sobreviveu. O encarregado de golpeá-lo era  Giovanni Battista  da Montesecco, porém, desistiu na última hora, pois era um homem ligado à igreja e não pretendia derramar sangue em lugar sagrado. Foram então contratados para a tarefa os padres Stefano Bagnone e Antonio Maffei  para tirar a vida de Lorenzo, mas não tinham maestria com espada.  Mesmo ferido,  Lorenzo saiu da sacristia e foi em direção ao Palazzo della Signoria, hoje Palazzo Vecchio,  com a população à seu lado. Em sinal de apoio à Lorenzo, os florentinos gritavam “Palle, Palle, Palle’” em referência ao brasão dos Medici com as esferas, desencadeando uma verdadeira perseguição aos autores e envolvidos. Após a conspiração, Lorenzo ganhou maior apoio da população e passou a  governar com mais poder e influência política, embora nunca ter ocupado cargos oficiais.

 

Obra de Stefano Ussi, La congiura dei Pazzi (século 19)

 

O final para os conspiradores foi trágico:  foram condenados à morte, alguns enforcados,  esquartejados vivos e queimados em praça pública. Alguns envolvidos foram torturados, enforcados e pendurados nas  janelas do Palazzo della Signoria.  Praticamente todos os membros da família Pazzi foram presos ou exilados,  tiveram seus bens confiscados e o nome proibido de figurar nos documentos oficiais e todos os brasões das famílias foram cancelados da cidade.

Giuliano foi assassinado por Francesco de’ Pazzi e Bernardo Bandini, que fugiu da cidade e conseguiu se refugiar em Constantinopla, mas acabou sendo encontrado.  Ele foi executado em 1479 em Florença e seu corpo pendurado na forca foi retratado por Leonardo da Vinci (fonte internet)

Quem eram os conspiradores?

Rivais políticos da Senhoria Medicea,  a família Pazzi tramou o  atentado  contra  os irmãos  a fim de acabar com a hegemonia da família Medici em Florença.  O ataque aos dois irmãos Medici  foi uma conspiração  internacional que contou inclusive com o apoio do Papa Francisco della Rovere, chamado de Sisto IV, e  de  seu sobrinho Girolamo Riario , Senhor de Ímola.  O Papa havia concordado de participar da conspiração mas  não era favorável ao assassinato. Foi seu próprio sobrinho que o desobedeceu.  Lorenzo e o Papa Sisto haviam tido alguns desentendimentos e o pontífice havia tirado dos Médici a administração de suas finanças, passando-a aos Pazzi. Participaram também da conspiração a família Salviati (Francesco Salviati era arcebispo de Pisa) e o rei de Nápoles Fernando de Aragão.  Recentes estudos comprovam também o envolvimento do duque de Urbino Federico da Montefeltro, que era gonfaloniere da Igreja. Todos os conspiradores nutriam forte ressentimento contra os Medici e além da inimizade, caso a conspiração tivesse bom êxito, eles poderiam obter vantagens políticas.

Sacristia delle Messe

No interior da catedral, perto do altar, fica a Sacristia das Missas, onde se refugiou Lorenzo o Magnifico.  É um ambiente ricamente decorado com obras realizadas por grandes artistas do Renascimento, como Giuliano da Maiano, Antonio del Pollaiolo e Alessio Baldovinetti. A Sacristia das Missas é geralmente fechada ao público mas mostro pra vocês fotos exclusivas que realizei.

Lorenzo se salvou graças à prontidão de seu amigo Agnolo Poliziano, que levou Lorenzo para a sacristia barricando a porta e resistindo com alguns amigos até que os conspiradores escapassem

Entre 1436 e 1468 o ambiente foi decorado e ganhou painéis de madeira com incrustações com figuras de santos e cenas do Evangelho,  realizados com novos princípios de perspectiva. 

Na sacristia estão os primeiros exemplos desta técnica na madeira na Itália

A pia de mármore, obra de Andrea Cavalcanti, conhecido como Buggiano

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Florença menos conhecida

A Florença que vemos sempre nos cartões-postais e rota obrigatória de turistas em visita à cidade,  já sabemos de cor e  salteado:  Catedral Santa Maria Del Fiore, Basílica Santa Maria Novella,  Basílica de Santa Croce, Museu Uffizi, Palazzo Vecchio, Piazzale Michelangelo, Palazzo e Pitti e Galleria dell’Accademia. Basicamente são essas as atrações que fazem parte da lista dos turistas que visitam Florença. Mas essa extraordinária cidade guarda verdadeiros tesouros não muito conhecidos,  geralmente visitados por quem já esteve na cidade. Aqui uma  relação com 10 atrações que selecionei pra vocês de uma Florença menos conhecida:

 

Florença menos conhecida: atrações lindas e interessantes que irão te surpreender!

 

1- Basílica de San Miniato al Monte – A igreja fica a poucos passos do Piazzale Michelangelo e é uma das obras-primas do estilo românico na cidade. Foi construída entre os séculos 11 e 13 .  Geralmente, para ter uma visão panorâmica da cidade os visitantes escolhem  o Piazzale Michelangelo, mas sugiro também visitar a basílica, que fica a 5 minutos a pé.  Entrada gratuita.

 

Igreja de San Miniato al Monte. Como o nome sugere, esta igreja é dedicada a San Miniato, o primeiro mártir da cidade de Florença

 

A vista das escadarias da igreja de San Miniato, que fica nos arredores do piazzale Michelangelo, em um dos pontos mais altos de Firenze e que nos proporciona um esplêndido panorama

 

2- Giardino delle Rose– Com cerca de 350 espécies de rosas, o  Giardino delle Rose é um dos jardins panorâmicos mais lindos de Firenze. Localizado sobre as colinas de San Miniato e pouco abaixo do Piazzale Michelangelo, foi realizado em 1865 pelo arquiteto Giuseppe Poggi.  O jardim fecha em alguns meses do ano,  sempre aberto na primavera e no verão. Entrada gratuita.

 

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3- Cappella Brancacci  Continuando com os locais de Florença menos conhecida, sugiro uma visita à Cappella  Brancacci,  fundada no século 14. A capela fica dentro da igreja de Santa Maria del Carmine e guarda preciosidades da pintura do Renascimento italiano. A pequena capela reúne obras de Filippino Lippi,  Masolino e  Masaccio, um dos primeiros artistas a utilizar a perspectiva em suas pinturas. A Cappella Brancaci fica na piazza Del Carmine, no Oltrarno.

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A carreira de Masaccio foi breve mas marcante. Ele pintou muitos dos afrescos da Capela Brancacci

 

4- Villa Bardini  Conhecida também como Villa Manadora, a Villa Bardini é um importante espaço verde  na cidade dedicado a exposições temporárias, graças aos seus dois museus internos, o Museu Capucci e o Museu Annigoni.  A vista dos jardins da Villa é um espetáculo e o local  pode ser visitado com o mesmo ingresso que os Jardins de Boboli.

 

 

5- Palazzo Medici Riccardi -Riqueza do patrimônio arquitetônico, histórico e artístico de Firenze, o Palazzo Medici Riccardi foi a primeira residência da poderosa família Medici em Florença.  Concluído em 1460, é um dos mais notáveis modelos de arquitetura Renascentista em Firenze.  Foi projetado por Michelozzo em 1444, sob encomenda de Cosimo Il Vecchio. No ano de 1517  passou pelas primeiras alterações estruturais. Atualmente, além de ser sede da Città Metropolitana,  abriga exposições de arte temporárias e funciona como museu, que oferece aos visitantes a oportunidade de um retorno ao passado de ao menos quatro séculos. No complexo onde fica o prédio você também pode visitar o lindo jardim do palácio. Fica na via Cavour, 1.

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A Cappella dei Magi fica no primeiro andar do palácio. Era a pequena capela particular da família.  A capela é o único ambiente realizado na época em  que os Médici habitavam no Palácio

 

6- Museu  Arqueológico de Firenze – O MAF briga verdadeiros tesouros únicos, pouco conhecido em comparação com outros museus do circuito da cidade, também inclui uma seção de bronzes da antiguidade e renascentistas e seção egípcia que é segunda mais importante da Itália, depois a de Turim. O museu abriga a importante obra Quimera de Arezzo, em bronze,  um dos maiores exemplares de arte etrusca antiga, provavelmente do do século IV A.C..  Foi encontrada em Arezzo em 1553.  Você vai poder ver múmias do período egípcio, sarcófagos etruscos e esculturas romanas em um dos museus mais antigos da Italia.   O museu fica na  Praça della Santissima Annunziata, 9,r

Arte etrusca. A obra em bronze, Quimera de Arezzo, que na mitologia grega representa um animal monstruoso com corpo de leão, cabeça de cabra e cauda de serpente

 

7- Museu Opera del Duomo– Aqui encontramos a maior concentração de esculturas monumentais florentinas do mundo: estátuas medievais e renascentistas e relevos em mármore, bronze e prata pelos maiores artistas da época. Obras-primas que, na maioria dos casos, foram feitas para o exterior e o interior das estruturas eclesiásticas que encontramos em frente ao museu: a Catedral de Santa Maria del Fiore, o Batistério de San Giovanni e o Campanário de Giotto.  O museu apresenta  obras feitas para esses edifícios, que juntos constituem o que hoje é chamado de “Museo Opera Del Duomo”.

 

 

 

8- Igreja de Santa Trinita  – A igreja de Santa Trinità fica na praça homônima, na elegante Via Tornabuoni. Foi fundada pelos monges  valombrosianos  no século 11. Obteve o título de abadia no século 14  e  passou por algumas reconstruções. Ao longo dos séculos, as capelas da igreja foram colocadas sob o patrocínio de ricas famílias florentinas.  As formas em estilo gótico  datam da segunda metade dos anos 1300 e foram atribuídas  ao artista Neri di Fioravante A igreja tem 20 capelas, sendo que uma das mas preciosas é a Cappella Sassetti, preciosa obra de Domenico Ghirlandaio, realizados entre 1482 e 1485.  Entrada gratuita

 

A igreja de Santa Trinita

 

Afrescos de Domenico Ghirlandaio no interior da igreja, entre as obras-primas do século XV , na Cappella Sassetti

 

9 -Le Rampe del Poggi  – As rampas do Poggi foram construídas pelo arquiteto Giuseppe  Poggi entre 1872 e 1876. Durante cerca de cem anos ficaram desligadas e desde 2019 voltaram a embelezar a região do Oltrarno, próximo à Torre de San Niccolò. A obra tem uma superfície de 6700 metros quadrados e apresenta um moderno sistema hídrico, composto por grutas, cascatas e planta e Liga o lungarno ao Piazzale Michelangelo.

 

As obras de restauro e valorização devolveram o esplendor original às fontes. A reinauguração foi em maior de 2019

 

 

10- Igreja de Ognissanti –  A igreja de Todos os Santo guarda preciosos tesouros artísticos em seu interior, que  é ricamente decorado, com obras de arte realizadas por  Giotto, Taddeo Gaddi, Botticelli e Ghirlandaio.  A igreja franciscana tem sua origem ligada à família do navegador Américo Vespúcio, que a patrocinou.  Em seu interior os túmulos de nomes prestigiosos como  Américo Vespúcio e Simonetta Vespúcio, a musa de Sandro Botticelli, que também foi enterrado no local.

 

A igreja franciscana, dificada em 1251 , fica na luminosa praça homônima

 

O que acharam das opções deste post Florença menos conhecida? Alguma outra atração que não faz parte das mais visitadas que gostaria de dividir com a gente? Em breve vou publicar mais 10 atrações “Florença menos conhecida”.

A ilha de Giudecca, em Veneza

Giudecca é a maior ilha de Veneza cidade e estava em duvida se gastaria as minhas ultimas horas na cidade em um passeio nessa parte mais tranquila da cidade ou se iria à um museu.  Era verão, a cidade estava super lotada e pra ser muito sincera, precisava de um pouco de tranquilidade.  Então, resolvi desfrutar de uma atmosfera mais simples e silenciosa, além do canal, que contrasta com essa Veneza que conhecemos. A Giudecca  era  anteriormente chamado Spinalonga, devido à sua forma alongada que lembra uma espinha de peixe.  É maior ilha e ao mesmo tempo a mais próxima de Veneza, separada do amplo e profundo Canal Giudecca, anteriormente chamado de Canale Vigano. No entanto, não há pontes que  conectem a Giudecca até  o centro histórico,  é preciso tomar um vaporetto.

Giudecca é uma das ilhas da lagoa onde o turismo de massa não existe. Dá pra apreciar a vista da lagoa em paz.

 

Durante séculos, a Giudecca era a ilha onde os ricos e burgueses possuíam vilas, hortas e jardins para períodos de férias e descanso, na época de verão e outono

Sobre a origem do nome Giudecca, alguns sustentam  que é devido à presença antiga de uma comunidade judaica, evidenciada pela existência de duas sinagogas, que foram  destruídas, e pela descoberta , na área próxima ao Zitelle, de uma pedra com inscrições em hebraico. Segundo outros, no entanto, o nome deriva do termo “zudegà”, julgado, que se refere a uma sentença proferida no século 9 com a qual terras foram concedidas a algumas famílias banidas de Veneza e depois retiradas do exílio.

 

Um dos edifícios mais bonitos da ilha de Giudecca é a Igreja do Redentor, construída no século 16 em um projeto de Palladio: um monumento religioso criado como agradecimento pelo fim da terrível praga que devastou Veneza em 1576, causando a morte de um terço da população.

A Igreja do Redendor, construída no século 16  para comemorar a libertação da cidade por ter vencido a peste.  Em seu interior, obras de Jacopo Tintoretto, Vivarini e Paolo Veronese

 

 

A Igreja de  Santa Maria Maria della Presentazione ” Le Zitelle” e  a Casa dei Tre Oci (dos 3 Olhos), em estilo neo-gotico, é um espaço expositvo

 

Outros pontos de interesse são a Igreja e Convento delle Zitelle (Solteironas), projetada por Andrea Palladio e fundada em meados dos anos 1500. O nome curioso  é que o local abrigava meninas carentes que moravam e trabalhavam ali.  Elas eram jovens pobres, mas muito bonitas, e para evitar que entrassem no mundo da perdição e início da prostituição, elas ficavam hospedadas no convento e eram educadas até atingir a idade de casar.

 

Depois de atravessar a ponte San Cosmo, chega-se à prisão feminina.  O complexo penal consistia na igreja e no convento de Santa Maria Maddalena. Os prédios são famosos porque receberam prostitutas que queriam deixar essa vida e se “livrar” dos pecados. Por isso que o convento é mais conhecido como das “Convertidas”.

 

Na ilha de Giudecca, há também o Molino Stucky , projetado por  um arquiteto alemão. É uma construção em estilo neogótico no qual, em 1884, o industrial Giovanni Stucky transferiu a sede de sua fábrica, que funcionou  até 1954. Atualmente abriga um luxuoso hotel , com terraço bar.

 

A ilha da Giudecca está localizada em frente ao sestiere de Dorsoduro

 

Programas ao ar livre durante a pandemia

Sempre gostei da forma italiana de curtir a “bella stagione” (seria  a bonita estação) ao ar livre!  E  a pandemia fez com que muitos locais se reinventassem para propor um novo estilo de programas. Para explorar os lindos espaços ao aberto, villas, restaurantes de fazenda e vinícolas,  que costumavam trabalhar principalmente com casamentos e  grandes eventos,  decidiram inovar com propostas como piqueniques, aperitivos e jantares ao ar livre, en  petit comité, sempre tomando precauções, evitando aglomerações e respeitando as normas de distanciamento.  Essas novas propostas desfrutam de locais ao aberto para reunir amigos e socializar. Aqui na Toscana muitos eventos interessantes movimentaram o verão. Neste post mostro alguns deles pra vocês:

 

Programas “outdoor” para curtir momentos em companhia em meio à natureza

 

Jantar nas vinhas no Chianti

Pela segunda vez participo de um evento realmente mágico: jantar sob as estrelas em meio aos vinhedos do Chianti, na vinícola Querceto di Castellina.   A despedida do verão não poderia ter sido melhor: aperitivo na varanda com vista para os vinhedos, com participação de Betty Soldi, que presenteou os participantes com seus desenhos. O delicioso menu foi assinado pelo  Restaurante Albergaccio e a designer de flores Alexandra Winston enfeitou a longa mesa com lindos arranjos florais coloridos e cachos de uva. Capricho e elegância em todos os detalhes! Mary e Jacopo, proprietários do local que me convidaram para o evento, foram primorosos e organizaram um evento maravilhoso, num cenário encantador!

 

Mary verificando os últimos detalhes da arrumação da longa mesa

 

Querceto di Castellina – Aperitivo na varanda , num panorama de sonhos  constituído por fileiras de plantações de uva, seguido por um  jantar  em meio às vinhas do Chianti

 

A área da piscina da Querceto di Castellina

Piquenique na  Villa  Castelletti

A Villa Castelletti , localizada em Signa, a poucos minutos de Firenze, é uma location maravilhosa que aluga seu espaço para festas de casamento.  Este ano inaugurou um novo format após o lockdown, o piquenique gourmet com menu assinado pela jovem  chef Elisa Masoni.  Programa ideal também para familias, inclusive muitas crianças tiveram a possibilidade de pescar. O menu era constituído de focaccia al alecrim, massa fria al pesto, flan com verduras, panino  com presunto e molho verde e para sobremesa  torta de banana com  chocolate. Depois do piquenique participamos de uma visita guiada pela villa em companhia de Federci Allegri, atual proprietário. O  evento foi orgnizado por Marco Gemelli , a quem agradeço o convite.

A Villa Castelletti abriu ao público pela primeira vez logo depois do lockdown para piquenique gourmet nos finais de semana

 

Lindissima essa  location! A área tem 12 hectares, com espetacular villa,  lago e um maravilhoso jardim em estilo inglês,  um dos maiores da província de Firenze

 

Aperitivo e jantar na Fattoria Santo Stefano

Como vocês já devem saber, setembro na Itália é tempo de colheita de uvas e qual melhor maneira de celebrar este momento mágico da cultura toscana senão degustando um excelente vinho, acompanhado por pratos tradicionais, diretamente nas vinhas? Participei de um evento na Fattoria Santo Stefano que reúne arte, música e enogastronomia: happy-hour nas vinhas com o pintor fiorentino Marco Burchi realizando obras ao vivo, concerto de música clássica e jantar no jardim, com especialidades toscanas. Foi uma noite agradável, circundados de toda a beleza que encontramos nessa magnífica região, onde a simplicidade se faz valer e sempre impressiona! A Fattoria Santo Stefano é um pequeno burgo medieval em Greve in Chianti, uma das regiões vinícolas mais famosas do mundo.

 

Degustação nas vinhas, concerto de música classica na beira da piscina e jantar nos jardins

 

Na Fattoria Santo Stefano degustação de vinhos especiais da vinícola combinados com os sabores autênticos da região do Chianti!

A Fattoria Santo Stefano, administrada pela família Bendinelli desde o inicio dos anos 60, é um pequeno burgo localizado no coração do Chianti, que além de empresa agrícola produtora de vinhos e azeite extra virgem funciona também como agroturismo. Participei do evento à convite de Milko Chilleri e da Fattoria Santo Stefano.

Toda a propriedade, incluindo apartamentos e vilas, tem capacidade para acomodar  até 30 pessoas, em suas 8 casas, todas reformadas preservando o espírito autêntico do passado, com móveis simples e elegantes

 

Degustação de vinhos e piquenique

Adoro explorar e conhecer vinícolas familiares que se dedicam à produção de vinhos com paixão e respeito ao território. Participei de um excelente programa na Fattoria Betti, em Quarrata, que recebeu um seleto grupo de bloggers e jornalistas para uma fusion experience, com menu inspirado na Ásia, harmonizado com as novas safras dos vinhos da vinícola, que é gerenciada pelos irmãos Guido e Gherardo. Todos os detalhes, no post sobre  a Fattoria Betti,

 

Entre Azzurra Mantellassi e Michela Ricciarelli

 

Happy-hour e cinema – A maravilhosa Villa Medicea di Lilliano promoveu vários eventos neste verão, como o Cinema sob  as estrelas, com degustação de vinhos da vinícola durante o happy-hour antes  da sessão de cinema ao ar livre.  A villa fica  nas colinas do Chianti, a poucos minutos de Firenze. Infelizmente não pude atender ao convite da villa para uma das sessões de cinema.

Cinema sotto le stelle – primeiro uma boa taça de vinho no terraço e depois um bom filme, no lindo jardim da villa (foto Villa Medicea di Lilliano)

 

  • Todos os programas foram realizados respeitando as normas de segurança e seguindo os protocolos de distanciamento exigido, sem obrigatoriedade de máscaras ao ar livre. Vale ressaltar que as regras vigentes podem variar de acordo com a cidade e com o horário.

 

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Saludecio, o burgo dos murales

Há um pequeno vilarejo no Valle del Conca, na província de Rimini, inserido numa paisagem verde, onde as paredes vão ganhando, a cada ano, novos murales, contribuindo assim para transformar o pequeno burgo num encantador museu a céu aberto! É Saludecio, onde caminhar é uma prazerosa descoberta! Imagine que esse gracioso burgo é todo colorido por murales que  retratam principalmente invenções do século 19.

 

Saludecio tem cerca de 3 mil habitantes e era um vilarejo fortificado que pertencia à Senhoria Malatesta

 

São suaves subidas e descidas e ruas de paralelepípedos, por onde passeamos e paramos para admirar os  40 murales  pintados por diferentes artistas que tornam este lugar  ainda mais mágico

 

Arte urbana enfeitando o pacato burgo de Saludecio. O interessante é cada obra traz a explicação da obra com ricas informações. Educativo também para as crianças

 

Saludecio é um minúsculo e charmoso  burgo medieval  na Emília Romanha, onde cerca de 40 murales colorem os muros de suas vielas e pracinhas retratando principalmente invenções do século 19. Realizado pela ARPERC  -Arte per Comunicare di Castellabate (SA) – desde o início dos anos 90, o projeto “800 Festival” acontece anualmente no verão, onde artistas realizam suas obras que vão se juntando às preexistentes.

 

Com seus 40 murales, o  projeto 800 Festival  permitiu que a cidade passasse a fazer parte da Associação Italiana de Países Pintados

 

Meucci e Garibaldi sobre a fábrica de velas, em meados no século 19

 

Sobre a invenção do tutu. Que beleza poder admirar arte nos muros de um pacato burgo medieval! E o mais interessante é que as pinturas trazem informações sobre o que é retratado.

 

A Porta Marina, a principal porta de acesso à cidade. Todo o vilarejo é fortificado por muros que “protegem” o centro histórico

 

Portão de Marina do século 14 é a principal  a porta de entrada principal da cidade.  É uma  estrutura da época de Sigismondo Pandolfo Malatesta , quando  o burgo era todo fortificado.   Localizada numa  colina, a cidade apresentava  uma posição ideal para a construção de castelos  com fins defensivos. Saludecio, de 1500 até 1800, se tornou o povoado mais importante desta parte do Valconca.

 

Igreja – A Igreja de San Biagio fica próxima à porta principal e  guarda um considerável patrimônio de obras de arte e também os restos mortais do venerável Beato Amato Ronconi.  Bem próxima à igreja fica a Torre Cívica,  do século 14.

 

Interior da igreja de San Biagio

 

Este é o muro da escola do burgo

 

Para quem estiver passeando pela Emília Romanha e quiser explorar as cidades próximas à Saludecio, deixo aqui algumas indicações  de alguns lugares que  já visitei.

 

Distâncias:

Bolonha – 130 Km

Rimini – 20 Km

Montefiore Conca – 5 Km

San Marino – 33 Km

Santarcangelo di Romagna – 45 Km

Urbino – 24 Km

Verucchio –  47 Km

San Leo –  46 Km

Verucchio –  48 Km

 

Fattoria Betti, em Pistoia, na Toscana

A Toscana é uma das mais famosas regiões produtoras de vinhos e o enoturismo é um mercado potencialmente muito forte e  não apenas pela qualidade dos vinhos mas também porque estamos num território de extrema beleza natural.  Pois é claro que, degustar vinhos com um belo panorama  faz – e como –  uma grande diferença!  A  região guarda preciosos segredos, como vinícolas de excelência em locais menos conhecidos, como a Fattoria Betti,  em Quarrata, província de Pistoia, norte da Toscana.

 

Produção de vinhos em Quarrata, Pistoia: clima, solo,  longa tradição vinícola e a beleza natural do território, que contribuem para transformar a experiência da degustação

 

O prédio é uma construção do ano 1903 e no passado foi o local onde os agricultores das redondezas traziam a  uva  para vinificação

 

Fattoria Betti 

A Fattoria Betti é uma empresa familiar, de propriedade dos irmãos Guido e Gherardo Betti, que  tem provavelmente a  única  cantina em estilo Liberty da Itália, construída no início dos anos 1900.

 

O edifício era o local onde os produtores da vizinhança traziam as uvas que depois seriam destinadas à vinificação

As fileiras de vinhas estão   localizadas  a  cerca de 200 metros acima do nível do mar e ali crescem as frutas da Fattoria Betti, em solo argiloso, o que confere à produção um carácter próprio.  Sangiovese, Cabernet, Trebbiano, Canaiolo nero e Merlot são algumas das uvas, que são colhidas à mão. A produção total é de  60 mil garrafas, mas a vinícola está se estruturando para proximamente dobrar  esse número.

Cheers! Um privilégio poder desfrutar de toda a beleza da natureza, degustar os produtos do território e conhecer sobre os processo de vinificação

“Os vinhos que produzimos nascem de uma profunda paixão que, aliada ao orgulho pelo território, nos leva a utilizar tecnologias inovadoras sem trair a milenar arte da vinificação e a utilizar a madeira de forma não invasiva”,  diz Gherardo, enólogo, que nos  explicou sobre os processos adotados na vinícola.

Na Fattoria Betti são utilizados barris de aço ,  de madeira e  cimento vitrificado (foto gentilmente cedida por Sandra Panerai)

 

Vindima

Setembro é mês de colheita de uvas, a vindima, e não podíamos ter visitado a vinícola em uma época melhor!  Tivemos a oportunidade de acompanhar algumas fases do processo, passear por entre as vinhas e experimentar a fruta docinha colhida diretamente das vinhas que ainda estão carregadas, visto que a colheita este ano deve  acontecer até o final do mês.

Para escolher o momento certo é fundamental verificar a maturação das uvas e verificar o teor de açúcares, e assim determinar o potencial teor alcoólico na fermentação

 

Momento que Gherardo chega na cantina com a máquina carregada de uva. É aqui que  começa, de fato, o beneficiamento da fruta. Esse processo é chamado de desengace, que é a separação das bagas, os grãos da uva, do engaço, que sustentam os cachos, que é precedido pelo esmagamento

 

#ungiornodabetti: um dia muito agradável, onde pudemos passear pelos vinhedos e conferir de perto e aprender sobre parte do processo de vinificação

 

Piquenique

Aproveitar a beleza da natureza em locais ao aberto para as refeições, principalmente num momento delicado como esse,  é a proposta certeira! Participei da visita à cantina, com degustação  de safras especiais e de um piquenique super especial nos jardins da empresa,  à convite da Fattoria Betti, em evento que levou a assinatura da expert Claudia Bondi, da Perle & Perlage, para um grupo de bloggers e jornalistas. “Un giorno a colazione nel Bund” foi o tema do evento, que contou com buffet com menu asiático.

 

Guido Betti, responsável comercial da empresa, acompanhou nosso grupo. Na foto, a organizadora do evento, Claudia Bondi, com Francesca Giagnorio, Alireza Mohtashami e Marco Bechi

Toalhas e cestinhas de piqueniques foram  colocados sob o gramado da vinícola. Participamos de uma degustação de vinhos harmonizados com pratos inspirados na China e suas tradições culinárias circundados por toda a beleza do território com seus vinhedos, ciprestes e oliveiras.

A blogger Azzurra, do La Cucina di Azzurra e a guia e blogger  Michela Ricciarelli, do Passion4Food4Fashion. Estava tudo muito gostoso, mas o ravioli com camarão acompanhado pelo Caprone Rosè, realmente excepcional!

Pistoia
Pistoia é uma pequena cidade da Toscana que fica entre Florença e Lucca. Foi proclamada Capital da Cultura Italiana em 2017 e é famosa pela cultivação de plantas ornamentais, tanto é que quando passamos pela estrada, os lindos viveiros de plantas chamam a atenção. Situada aos pés dos Apeninos, tem cerca de 90 mil habitantes. Para mais informações sobre  Pistoia e suas principais atrações, clique aqui.
* Grazie tante Fattoria Betti e Perle & Perlage per l’invito.