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O que fazer e o que não fazer em Firenze?

À convite de Pierluigi, do curso Vou Aprender Italiano, dei algumas dicas para o canal do Youtube e gostaria de deixar aqui o link para quem quiser assistir.  Ele me perguntou sobre o que fazer e o que não fazer em Firenze.  Bem, as dicas sobre o que fazer são algumas sugestões que fogem um pouco às atrações mais óbvias e turísticas que encontramos em todos os guias da cidade. Espero que possa ser útil, para acessar, clique neste link.

As 7 dicas que passei aqui são dicas menos óbvias, fugindo um pouco dos principais conselhos que encontramos com frequência de quem fala de Firenze

 

O que fazer em Firenze:

1- Estudar sobre a cidade e se informar sobre as atrações e monumentos

2- Reservar um tempo para passear sem destino. Perder-se pelas ruelas para apreciar a cidade de forma mais tranquila

3-  Visitar a igreja de Ognissanti, onde está sepultado Botticelli

4- Visitar o museu do Bargello , repleto de esculturas de Donatello e obras de artistas  como Della Robbia, Verrocchio e Michelangelo

5- Curtir o pôr do sol num terraço da cidade e fazer um aperitivo

6-  Visitar San Mianito al Monte, perto do Piazzale Michelangelo

7- Alugar um apartamento em Firenze

 

O que não fazer em Firenze

1-  Evitar alugar carro na cidade porque é difícil conseguir estacionamento (além de ser muito caro). A dica é pegar o carro apenas nos dias em que for fazer passeios fora de Firenze. É importante prestar atenção nas ZTL (zonas de tráfego limitado) no centro histórico para não levar multa. Caso o seu hotel fique no centro histórico e disponibiliza estacionamento,  verifique e peça  orientação na recepção sobre como proceder, pois é necessário informar a placa do veículo para isenção de multas.

2-  Não deixar pra comer muito tarde. Muitos restaurantes fecham às 15 horas, portanto, tente se programar e se possível, reserve os restaurantes de sua preferência. Neste post dicas importantes para quem vem pra Firenze.

3-  Para não gastar tanto na hora de tomar um cafezinho, peça o café “al banco”, como a maioria dos italianos, pois caso você se sente, o mesmo café poderá custar até 3 vezes mais caro. Se tiver tempo, aí sim vale a pena escolher uma cafeteria numa praça bem bonita e apreciar o seu cafezinho com tranquilidade enquanto observa o ritmo da cidade. Mas ao menos você estará consciente do porque vai receber a conta tão salgada.

 

 

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O Palácio Davanzati de Florença

Tem um  museu em Florença onde é possível respirar a atmosfera medieval do século 14. É o Museo della Casa Medioevale Fiorentina, conhecido também como Palazzo Davanzati, que leva  o nome da família que adquiriu o elegante prédio em 1578. O museu é uma típica residência nobre florentina, preservada quase intacta.

O Palazzo Davanzati representa o momento de transição entre a casa-torre medieval e um prédio renascentista. O palácio foi construído em meados do século XIV

O Palazzo foi construído em meados do século 14  mas recebeu o nome da família que o adquiriu em 1578 e enriqueceu sua fachada com um grande brasão.

Conhecendo o cotidiano na Florença medieval:  esse antigo palácio florentino,  que com seus extraordinários cômodos ricamente decorados nos permitem descobrir  antigos costumes e tradições da cidade em época medieval

Originalmente o palácio pertencia à rica família de comerciantes da arte da lã e banqueiros Davizzi, que juntou as casas-torres de propriedade. O resultado é um palácio elegante de 4 andares, com imponente fachada, com  grande terraço aberto para o exterior e decorado com afrescos, rico em detalhes. No século 16, o palácio foi adquirido pela família Davanzati, que substituiu o último andar  por um grande terraço aberto.  Eles viveram no palácio até 1838, o ano da morte trágica do último herdeiro, Carlo.

No pátio está a árvore genealógica da família Davanzati

O palácio foi comprado no inicio do século 20 pelo antiquário Elia Volpi, que o inaugurou em 1910 como um Museu da Antiga Casa Florentina

O Palazzo Davanzati é um testemunho da passagem da casa da torre medieval para a residência renascentista

 

O hall  de entrada leva ao encantador pátio, que dá acesso aos andares superiores. O prédio atualmente dispõe de elevador

 

O palácio foi comprado em 1904 pelo antiquário Elia Volpi, que o inaugurou em 1910 o Museu da Antiga Casa Florentina, a “casa medieval florentina”, que apresentava aos visitantes o verdadeiro estilo de uma casa medieval florentina, que era muito admirado por italianos e estrangeiros.  Na primeira metade do século o palácio passou por  vendas, compras e falência, até a aquisição por parte do estado italiano no ano de 1951.

 

Na parte superior, obra de Della Robbia

Em 1956, o museu foi reaberto ao público, que podia contemplar em todos os seus ambientes, a verdadeira atmosfera de uma casa medieval, através de móveis e das várias coleções que encontramos no museu, como esculturas, pinturas, maiólicas, rendas e objetos do cotidiano.

 

Em cada andar, os quartos se seguem da mesma maneira: o salão principal, a sala diurna, o escritório e o quarto, com tetos de madeira decorados,  pinturas e tapeçarias. Os quartos do palácio são ricamente decorados com afrescos, tetos de madeira, pinturas, murais e tapeçarias e móveis antigos, que que datam do século 14 ao 19, em grande parte na fabricação florentina ou toscana. Os ambientes domésticos  testemunham o conforto das famílias nobres que viviam numa casa medieval em Florença. Os cômodos mais disputados são a Sala dei Pappagalli, o quarto da Castella di Vergi e a Sala dei Pavoni.

 

Sala dei Pappagalli

 

A sala dos papagaios, com seus afrescos do final do século 14, imitando cortinas e tapeçarias decoradas com papagaios, abriga uma coleção de maiólica  e uma grande mesa ao centro.   Era a sala de jantar e uma verdadeira joia do final da Idade Média e do início da Renascença, com afrescos, imitando tapeçarias e cortinas.

O armário com as maiólicas

O primeiro andar termina com uma visita à Sala dos Pavões,  que também leva esse nome devido aos afrescos nas paredes. No quarto, a cama genovesa e  o berço da Lombardia.

A Camera dei Pavoni

 

O quarto  Castellana de Vergy foi afrescado por volta de 1350 para celebrar o casamento de Paolo Davizzi com Lisa degli Alberti.

Esse é um exemplo de residência luxuosa, construída por uma família de comerciantes florentinos ricos,  com banheiros nos quartos, um poço que disponibilizava água potável para todos os andares e uma detalhada decoração que embelezava os cômodos

Os visitantes se divertem ao visitar o banheiro, mas era uma verdadeira raridade naquela época, o que demonstra como eram refinados e ricos os antigos proprietários. O palácio era moderno e funcional.  Existia na parte interna do prédio um poço  e os banheiros eram  conectados aos quartos

O quarto delle Impannate

A cozinha do Palazzo Davanzati, localizada no terceiro andar, que nos transporta para o coração das atividades diárias principalmente realizadas  pelas mulheres. Utensílios antigos e instrumentos de trabalho como  teares, ferro de passar roupa,  máquina para fiar, ferramentas utilizadas pelos empregados para assar,  preparar a farinha, manteiga, polenta  e pão  entre outros alimentos.

A grande lareira da cozinha

 

O orgulho do museu é também a extraordinária coleção, entre as mais importantes da Itália, de rendas, bordados e desenhos para tecidos , que conta com cerca de 2.000 peças,  provenientes de doações e compras do Estado que vão do século 17  ao século 20.

Preciosidades – Modelos antigos em exposição no Palazzo Davanzati

Visitar o Palazzo Davanzati significa experimentar uma verdadeira viagem no tempo, onde é possível compreender e testemunhar um pouco da cidade de Florença do século 14.  Uma visita ao Palazzo Davanzati fascina todas as idades e os pequenos ficam maravilhados com tudo o que veem.

O Palazzo Davanzati é um dos endereços que recomendo para quem viaja com crianças

 

 

Horários e valores: 

Palazzo Davanzati, Via Porta Rossa, 13 – Firenze

De segunda a sexta-feira: 08.15 – 14h
Sábado e domingo: 13h15 – 19h

Valor do bilhete: 6 euros

 

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A Porta de San Frediano de Florença

Como muitos sabem, na Idade Média, o centro histórico de Firenze era todo circundado por muralhas. Uma parte bem conservada dos antigos cercos murados da cidade  é a Porta de San Frediano, no Oltrarno, que foi reaberta à visitação durante o mês de outubro com visitas guiadas organizadas por Mus.e.

Com a visita guiada, é possível subir até o terraço da porta

O Oltrarno é o bairro que melhor testemunha o passado medieval, já que as antigas portas da parte norte do Arno foram abatidas para dar lugar  às avenidas,  deixando apenas as principais portas de acesso. A construção dos cercos murados na cidade  iniciaram em 1284, sob projeto do arquiteto Arnolfo di Cambio e completadas no ano de 1333.
A Porta de San Frediano foi construída por Andrea Pisano entre 1331 2 1334 e  era um ponto importante para Firenze, devido à sua localização que levava à Pisa, atualmente chamada de Via Pisana, que tem origem no portão. Originalmente a porta era muito mais alta,  mas para evitar ataques,  sofreu reduções no ano de 1529 durante o cerco de Florença por parte de das tropas de Carlos V.
A linda e imponente Porta de San Frediano dá as boas-vindas ao boêmio Oltrarno, o meu local  predileto da cidade. Inclusive Borgo San Frediano foi eleito pela Lonely Planet como o  bairro mais cool do mundo. Adoro passear por suas ruelas, visitar as bodegas dos artesãos em ação e experimentar as delicias dos restaurantes e barzinhos com atmosfera hypster.
Visitas
A abertura da Porta San Frediano para a parte da proposta do “Museu Difuso”,  um plano de valorização das torres,   portas e do antigo sistema defensivo da cidade.  A iniciativa surgiu em 2011 com a abertura da Torre de San Niccolo, também aberta ao publico durante um determinado período do ano.

Próximas visitas guiadas com Mus.e:
Datas: 19 e 26 de outubro
Horário:  das 9.30 às 12.30, com visitas a cada meia-hora
Valor: 6 euros
Reservas obrigatórias através dos telefones 055/2768224 – 055/2768558 ou e-mail info@muse.comune.fi.it

A Galleria dell’Accademia de Firenze

A Galleria dell’Accademia é um museu de Firenze que conserva a mais famosa escultura do mundo: o Davi. A Accademia é o segundo museu mais visitado da cidade e vale a pena inclui-lo em seu passeio não apenas porque abriga a escultura realizada pelo grande artista Michelangelo,  mas é importante destacar que a Accademia abriga diversas outras obras do ramo da pintura e  escultura de inestimável valor, como por exemplo, os Prisioneiros (ou Escravos), 4 figuras masculinas em mármore inacabadas.
Michelangelo
Foi fundado em 1784, quando o grão-Duque da Toscana Pietro Leopoldo di Lorena  decidiu que os quartos do hospital e do convento de São Nicolau se transformassem num espaço onde os estudantes da Academia de Belas Artes pudessem estudar. O museu também abriga instrumentos musicais e artefatos das coleções do Conservatório Luigi Cherubini. O museu é dividido em várias salas, que são caracterizadas por temas.
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A Galleria dell’Accademia é o segundo museu mais popular de Firenze

 

Sala del Colosso – esta é a primeira sala da Galleria dell’Accademia, que abriga no centro  o esboço original de gesso da escultura de Giambologna, o Rapto das Sabinas, que enfeita a Loggia dei Lanzi na Piazza della Signoria. Nas paredes, obras da pintura fiorentina dos séculos 15 e 16, de Paolo Uccello, Ghilandaio, Andrea del Sarto,  Perugino, Botticelli e Filippino Lippi, provenientes principalente de igrejas e conventos de Firenze.
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A Sala del Colosso e a principal obra ao centro da sala: o Rapto das Sabinas, de Giambolonha

Giambologna

Modelo original em gesso com 4,10 metros, de 1582

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A obra Annunciazione, de Maestro della Natività Johnson e Filippino Lippi . O trabalho é um dos primeiros atribuídos a Filippino, que em 1472, então com quinze anos, começou a trabalhar na oficina de Sandro Botticelli

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A Galleria dei Prigioni– Esta galeria recebe o nome de uma série de esculturas de Michelangelo: os prisioneiros.  É um corredor com  4 grandes esculturas conhecidas como “inacabadas” que retratam nus masculinos. Essas  obras são chamadas de “os prisioneiros” (I Prigioni o Schiavi), encomendadas pelo Papa Julio II para o seu monumento sepulcral. As obras são datadas entre 1519 e 1534.
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A Galleria dei Prigioni. É uma grande emoção admirar essas obras e observar do corredor a tão disputada obra do museu, o Davi

As quatro estátuas estão na galeria desde 1909. Antes, enfeitavam a Gruta de Buontalenti nos Jardins de Boboli. As esculturas dos prisioneiros são obras inacabadas.  Com essa forma de esculpir,  o artista mostrava a dificuldade em extrair a figura humana de um bloco de mármore, significando o esforço da humanidade em libertar o espírito da matéria.

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O Atlante. Cada uma dessas obras é um exemplo da prática de Michelangelo conhecida como “inacabada”

 

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“Lo Schiavo che si desta” obra em mármore, com 2,67 m

Pietà da Palestrina, a obra teve uma história crítica complexa e diferente  de todas as esculturas conservadas neste espaço. Foi colocada no corredor em 1939 proveniente da capaelade Santa Rosalia no Palazzo Barberini , em Palestrina.  Existem dúvidas sobre a autoria da obra, atribuída à Michelangelo.

 

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Pietà da Palestrina

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A Tribuna  de Davi–  O Davi,  estátua feita em mármore branco de Carrara,  foi executada por Michelangelo entre 1501 e 1504 e representa o herói bíblico Davi,  quando está prestes a enfrentar o gigante Golias. A obra é considerada a maior obra-prima da escultura mundial e foi realizada quando Michelangelo  havia apenas 26 anos. O Davi passou 9 anos numa caixa de madeira antes de ser exposta em 1873 na Tribuna onde encontra-se. É a mais requisitada obra-prima da Galleria dell’Accademia.

 

Davi

Criada para ficar na catedral Santa Maria del Firenze, o Duomo, a obra foi colocada na Piazza della Signora, em frente ao Palazzo Vecchio, onde permaneceu por mais de 350 anos

 

Davi foi encomendado para decorar uma das fachadas do Duomo. Outros dois artistas já haviam falhado antes dele, portanto, os florentinos estavam ansiosos aguardando o resultado do trabalho. A obra foi revelada ao público oficialmente em 8 de setembro de 1504,  surpreendendo a todos com tamanha beleza! Devido ao momento político, decidiram colocar a obra em frente ao Palazzo della Signoria,  sede do Governo de Florença.

 

Davi

A escultura do Davi tem 5,17 metros de altura e foi realizada a partir de um único bloco de mármore

 

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O dedo médio da mão do Davi foi perdido, não se sabe em qual ocasião, e foi restaurado em 1813

 

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Muitas obras enfeitam as alas direita e esquerda da Tribuna. À direita, obras de de Francesco Salviati. Salviati, aluno de Andrea del Sarto, desenvolveu uma longa e intensa carreira em Florença, Roma e França. E  à esquerda da Tribuna , pinturas dos anos 500 de autores como Santi di Tito, Bronzino e Alessandro Allori.

 

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Obra de Alessandro Allori, Annunciazione

 

O gótico fiorentino–   A última seção do andar térreo do museu é composta por 3 salas: uma dedicada às pinturas de têmpera e ouro sobre madeira,  outra aos seguidores de Giotto, ativos em Florença, em meados do século 14, e a última, aos irmãos Orcagna, que viveram em Firenze no século 14. É o núcleo das obras mais antigas do museu,  derivadas de igrejas e conventos florentinos e toscanos.

 

gotico

Obras do gótico fiorentino dos séculos 13 e 14, com artistas anteriores ou contemporâneos de Giotto

 

Gipsoteca Bartollini ou Salone dell’Ottocento
Na ala antiga do hospital, onde funcionava a enfermaria das mulheres, hoje é a Gipsoteca, dedicada aos modelos cridos pelo artigo de século 19 e professor  da Academia, Lorenzo Bartolini (1777- 1850), hábil retratista a quem muitas famílias nobres confiavam para a realização de retratos e medalhas.  O núcleo possui importantes obras em gesso, modelos e copias de suas obras em mármore.  A coleção conta também com obras do escultor Luigi Pampaloni (1791 – 1847).
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A obra Narciso, de Bartolini, 1817 – 1820 aproximadamente

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Subindo até o primeiro andar,  4 salas abrigam  pinturas da escola fiorentina dos anos 1370 – 1430.
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Lorenzo Monaco

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A Accademia abriga também um pequeno museu de instrumentos musicais, um espaço que encanta os amantes de ópera, teatro e música clássica.   Inaugurado em 2001, o Museu de Instrumentos Musicais exibe cerca de 50 instrumentos musicais das coleções particulares  das famílias Medici e dos seus sucessores, os Lorena.  Os instrumentos  foram coletados entre a segunda metade do século 17 e a primeira metade do século 19.  No museu encontramos também instrumentos realizados  por  Bartolomeo Cristofori (1655-1732) , inventor do piano,  que foi chamado à corte florentina pelo Príncipe Ferdinando.

Uma das pinturas expostas no museu (divulgação )

 

Galleria dell’Accademia
Via Ricasoli, 58/60
De 3ª a domingo, das 8:15 às 18:50
Fechamento às segundas, dia 1 de janeiro e 25 de dezembro
Ingresso:  12 euros
Entrada grátis no primeiro domingo do mês

Passeios, tours guiados e serviços em Florença e na Toscana

Denya Pandolfi (foto Georgette Jupe)

Quem sou eu?

Me chamo Denya, sou capixaba, formada em Comunicação Social e moro em Florença desde 2005.   Criei o blog Grazie a te em 2013, espaço onde compartilho tudo o que me encanta, agrada e que de alguma forma pode ser útil para a sua viagem.  Sou acompanhante turística habilitada e promovo passeios em Florença e nos arredores.

 

Guia brasileira em Florença

Está vindo para Florença e quer aproveitar o máximo as principais atrações turísticas com um guia de turismo brasileiro? Sua viagem será muito mais proveitosa com visitas aos diversos museus e igrejas em companhia de um guia turístico. O blog uniu-se a  parceiros competentes e experientes e juntos oferecemos passeios em Florença. As visitas podem ter duração de 4 ou 6 horas:

Artística (4 horas) – passeio pelas principais atrações da cidade e visita à Galleria dell’Accademia, para ver um dos ecoas da história da arte: o Davide de Michelangelo

Monumental (6 horas) – passeio pelas principais atrações da cidade, visita à Galleria dell’Accademia e o museu Uffizi, um dos mais importes do mundo, com obras dos mais populares gênios italianos, como Michelangelo, Leonardo, Raffaello e Botticelli.

 

Acompanhante turística habilitada

Programe-se para passear e descobrir a cidade num passeio a pé pelos mais famosos pontos da cidade. Uma caminhada  agradável com roteiro preparado com muito carinho, pra você admirar e passear pelas monumentais praças e construções da cidade em companhia de uma pessoa local, que vai ajudar a tornar a sua estadia na cidade muito mais proveitosa e  interessante.

Venha também passear comigo por aqui!

Tour enogastronômicos 

Um excelente forma de conhecer a cultura local é participar de uma experiência enogastronômica.  Passaremos pelos principais  pontos turísticos da cidade e locais frequentados pelos florentinos. Nesse passeio você vai ter possibilidade de aprender sobre a história, cultura e tradições, com visitas a locais nas áreas mais autênticas da cidade, com um acompanhante turístico habilitado.

Duração dos passeios: 3 ou 4 horas

Combinando cultura e beleza à excelente gastronomia da região Toscana

Passeios na Toscana

Visitas aos burgos e cidades da Toscana, com degustações e possibilidade de participação da colheita de uva e azeitona, dependendo da época do ano.

 

Fotografia em Florença e na Toscana – Shooting e produção 

Os cenários da Itália rendem fotos maravilhosas! Já pensou em registrar seus melhores momentos aqui com um shooting fotográfico? Você poderá ter uma linda recordação de sua viagem.

 

Pedido de casamento

Boas surpresas são sempre bem-vindas!  Caso precise de assessoria, entre em contato que te ajudo a organizar seu pedido de noivado, que pode ser realizado durante um romântico jantar numa torre medieval de Firenze ou durante um passeio pelo Rio Arno  passando sob a Ponte Vecchio.

Pedido inusitado e surpreendente! Executo todo o trabalho para a ocasião seja perfeita: bebidas, petiscos e shooting fotográfico durante passeio pelo Rio Arno

 

Organização de casamento e renovação de votos

Já imaginaram o gostinho especial que pode ter uma festa nos maravilhosos cenários dessa linda região? Desde cerimônias simbólica intimistas, elopement, até festas elegantes e badaladas. Realizamos celebração de casamentos e renovação de votos.  Caso queira ver mais detalhes, confira  Casamento na Itália.

casamento

 

Cidadania italiana 

Você tem interesse no reconhecimento da cidadania italiana e não sabe por onde começar?  O blog Grazie a te tem parceria com uma empresa séria e competente que poderá te ajudar na pesquisa e  busca de documentos para auxiliar o seu processo.

 

 

 

Parceria e vendas: Agência Natur – Linhares-ES

Informações:  grazieateblog@gmail.com

 

 

Leonardo Da Vinci e os estudos de botânica

Leonardo Da Vinci é muito conhecido em todo o mundo principalmente como pintor.  Mas foi um gênio visionário não apenas nas artes, mas em áreas como matemática, anatomia, mecânica, arquitetura, ciências e botânica. A exposição “La Botanica di Leonardo. Per una nuova scienza tra arte e natura“, ilustra e aprofunda as descobertas e intuições  botânicas de Leonardo com uma extraordinária sequência de desenhos, folhas originais, plantas e instalações interativas.  A exposição montada dentro dos espaços do complexo monumental de Santa Maria Novella foi inaugurada no dia 13 de setembro e vai até o dia 15 de dezembro. À convite de Mus.e, participei da apresentação do evento para a imprensa na véspera da abertura ao publico e pude fotografar alguns espaços da exposição vazios.

Os estudos de Leonardo da Vinci sobre as formas e estruturas do mundo das plantas são o tema da uma exposição no Complexo Santa Maria Novella, no coração de FlorençaMuitos estudiosos consideram que  a grande genialidade de Leonardo  tenha sido sobretudo a sua grande curiosidade infinita sobre o mundo. Leonardo era curioso e sempre quis entender a natureza da vida, observando seus processos de transformação e buscando compreender a força e os processos das plantas

No grande claustro 5 poliedros monumentais regulares, projetados por Leonardo, símbolos não apenas de harmonia e perfeição formal, mas também da complexidade e mistério do mundo

 

A Exposição

A exposição investiga as reflexões de Leonardo sobre as formas e estruturas do mundo das plantas, sublinhando sua síntese original entre arte e natureza e as características de seu pensamento científico, que podemos definir como “universal” no amplo e orgânico estudo dos diferentes campos do conhecimento.

Instalações interativas e plantas reais criam um emocionante percurso,  que combinam arte e ciência, onde tudo está conectado e em movimento

 

Leonardo admirava e estudava a natureza criar e transformar a matéria. A interconexão entre três dos mundos constituintes do universo – planta, animal e mineral – foi para Leonardo um mistério para desvendar, mas não para violar.

Os escritos e desenhos de Leonardo registram idéias importantes na história da botânica, apresentando uma visão dinâmica da ciência inclusive com referências também nos tempos contemporâneos

A exposição descreve os estudos de Leonardo sobre as formas e processos do mundo das plantas, através de seu olhar como um pensador “sistêmico”, destacando as conexões entre arte, ciência e natureza e as relações entre as diferentes áreas do conhecimento.

Fazem parte da exposição 3 documentos provenientes do Codice Atlantico conservados na Biblioteca Ambrosiana de Milão, que oferecem preciosas representações vegetais

 

A exposição proporciona aos visitantes a oportunidade de reflexão sobre evolução científica e sobre a sustentabilidade ambiental

Uma das invenções mais curiosas e também pouco conhecidas de Leonardo da Vinci é a garrafa florentina, com  desenho renascentista, feita para destilação. A serpentina esfria o vapor e dentro ficam só os óleos essenciais. Leonardo era tão genial que até hoje a invenção é usada.

A garrafa florentina

 

Com uma mente perspicaz , Leonardo observava  a natureza  buscando compreender os processos de crescimento e comportamento das formas vivas, para poder representá-las da forma mais verossímil em  suas pinturas

 

 

“La Botanica di Leonardo. Per una nuova scienza tra arte e natura” é uma exposição concebida e produzida pela Aboca, em colaboração com o Município de Florença, com organização de Muse. Os curadores da exposição são Stefano Mancuso, uma das principais autoridades mundiais no campo da neurobiologia vegetal, Fritjof Capra, físico e teórico de sistemas e estudioso de Leonardo e Valentino Mercati, fundador e presidente da Aboca. A coordenação científica é de Valentina Zucchi.

No final do percurso, a instalação “Árvore Vitruviana”, do seu famoso desenho, que nos faz refletir sobre o equilíbrio entre o homem e a natureza

A exposição, programada para até o dia 15 de dezembro, também oferece outras maneiras de conhecer Leonardo e envolve famílias e crianças: será possível participar de percursos em jardins nos arredores de Florença em companhia de botânicos da Aboca, em busca de plantas  “leonardianas”, além de oficinas educacionais para ajudar as crianças a descobrir sua alma como um grande experimentador. As observações e intuições de Leonardo o colocam muito acima dos naturalistas de sua época, a ponto de poder ser considerado o iniciador da biologia moderna.

 

Horários e valores:

13 de setembro a 15 de dezembro de 2019

Setembro

De segunda à quinta: 9 às 19 h

Sexta: 11 às 19h

Sabato:  9 às 17:30

Domingo: 13 às 17:30

De outubro à dezembro:

De segunda à quinta: 9 às 17:30

Sexta: 11 às 17:30h

Sabato:  9 às 17:30

Domingo: 13 às 17:30

 

Exposição Cumulativa + Complexo de Santa Maria Novella

Preço total 10,00 €

Reduzido 7,50 € (11-18 anos)
Gratuito para residentes no município de Florença (obrigados a apresentar carteira de identidade), e crianças até 11 anos.

Visitas guiadas disponíveis em italiano e inglês (necessário fazer  reserva):

Inteiro € 5,00
Reduzido € 2,50 (residentes da Cidade Metropolitana)

Entradas: Piazza della Stazione 4 / Piazza Santa Maria Novella (Basílica)

E para quem quiser sobre sua cidade natal na Toscana e sobre sua trajetória,  clique no post  Vinci, a cidade do gênio Leonardo.

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Passeios enogastronômicos em Firenze

Uma maneira genuína e deliciosa de conhecer e absorver a cultura local é participar de uma experiência enogastronômica.  Um passeio a pé, passando pelos locais frequentados pelos florentinos vai te proporcionar momentos inesquecíveis, com a possibilidade de aprender sobre a história, tradições e fatos curiosos sobre a culinária e vinho, com visitas à delicatessens e bistrôs nas áreas mais autênticas da cidade, com um acompanhante turístico habilitado.

Durante o percurso enogastronômico, vou te levar para saborear os  produtos típicos da região. Como a própria palavra diz, esse tour é um passeio pelo centro histórico, com foco na comida e no vinho

 

Tour enogastronômico em Firenze 

O tour consiste numa caminhada pelos  locais que gosto e frequento. Durante o percurso vamos conversar e vou te explicar sobre a culinária local e revelar algumas curiosidades, além de te aconselhar sobre o que fazer e onde ir. Os passeios são para duas pessoas ou pequenos grupos, de no máximo 6 pessoas, o que contribui para uma experiência proveitosa, amigável e tranquila.

 

 

Programas:

1 – Tour básico  – 3 horas

Degustação de salames e presuntos, verduras,  pães com molhos, vinhos, massas e sorvetes

Nosso passeio começa em um mercado tradicional da cidade, onde será possível vivenciar o verdadeiro ritmo de vida florentino e conhecer os produtos típicos locais.  Depois seguiremos a pé para o Oltrarno,  passando pelos principais monumentos e praças da cidade, em onde faremos nossa primeira degustação,  num local confortável, acolhedor e com staff simpático, onde será possível experimentar produtos de alta qualidade, cultivados localmente, como verduras, salames e presuntos, focaccia e molhos, acompanhados de vinho branco e tinto. Depois do antepasto, seguimos para um restaurante que oferece massa caseira fresca, para degustação de massa (são oferecidos 4 tipos), com vinho, água e café.  E para concluir, degustação de gelato! Você vai  poder experimentar até 4 diferentes sabores em uma das melhores sorveterias da cidade.

 

 

2 – Tour completo – 4 horas

Degustação de biscoitos, crostini, salames e presuntos, verduras,  pães com molhos, vinhos, massas e sorvetes

Nosso passeio começa em um mercado tradicional da cidade, onde será possível vivenciar o verdadeiro ritmo de vida florentino e conhecer os produtos típicos locais.  Após visita ao mercado,  seguiremos para nossa primeira degustação,  passando pelos principais monumentos e praças da cidade. Visita à filial de uma tradicional marca de biscoitos com degustação de biscoitinhos e café, depois seguiremos  para um local histórico localizado numa espécie de cantina no subsolo para degustação de crostini e vinho. Dali cruzamos o rio Arno e seguimos para o Oltrarno onde num local acolhedor e com staff simpático, será possível experimentar produtos de alta qualidade, como verduras, salames e presuntos, cultivados localmente, focaccia e molhos, acompanhados de vinho branco e tinto. Depois do antepasto, seguimos para um restaurante que oferece massa caseira fresca, para degustação de massa (são oferecidos 4 tipos),  com vinho, água e café.  E para concluir, degustação de gelato! Você vai  poder experimentar até 4 diferentes sabores em uma das melhores sorveterias da cidade.

 

Nosso tour enogastronômico te leva a experimentar locais com produtos típicos e de qualidade

 

 

Passeios privados na Toscana

Você pode optar por passeios de um dia e assistência em diversas cidades da Toscana para descobrir o território, a culinária e as excelências regionais de comida e vinho nos charmosos vilarejos da Toscana.

  • Degustações e passeios organizados
  • Colheita de uvas e  azeitona

 

vendemmia-toscana

A vindima acontece geralmente no mês de setembro e a colheita de azeitonas entre outubro e início de dezembro

 

Parceria: Agência Natur – Linhares-ES

Informações: grazieateblog@gmail.com.br

Onde comer bistecca em Florença

A bistecca é um dos pratos típicos da Toscana e Firenze é o destino ideal para os amantes da carne. O bife florentino pode ser encontrado em praticamente todas as trattorias da cidade mas não deixe de levar em conta que em alguns  locais a boa qualidade deixa a desejar. A bistecca alla fiorentina é um corte especial da carne, o característico T-bone, que contém o contra filé e o filé mignon bovino, geralmente de um animal da raça de gado Chianina, proveniente da região da Valdichiana, na Toscana.  A bistecca  é bem espessa e contém osso, é cozida na grelha e servida ao sangue, inclusive, não tente pedir carne bem passada, pois os restaurantes não vão acatar esse pedido, pois consideram uma verdadeira afronta alterar as características do prato, que combina muito bem com batata assada e um vinho tinto bem encorpado. E caso voce não coma carne, te convido a  dar uma olhada na relação que preparei de restaurantes vegetarianos e veganos em Firenze.

No açougue. A verdadeira bistecca alla fiorentina tem o osso no meio em forma de “T”

A história da bistecca está relacionada à seu nome. Dizem que surgiu por volta de 1500, nos tempos da família Medici.  Durante as festividades de  San Lorenzo, comemorado em 10 de agosto, cavaleiros ingleses que viram a carne grelhar pediam pelo “beaf-steak”, e daí esse tipo de carne passou a ser chamado de bistecca.  O  bife florentino tornou-se parte integrante da cidade, dos cidadãos e dos muitos turistas que fazem questão de degustar  esse prato típico.

bistecca

A carne da bistecca é bastante alta, com cerca de 5 a 6 cm de espessura e é exposta à brasa por cerca 5 minutos de cada lado, sem nenhum tempero. Depois de pronta, um fio de azeite extra-virgem de oliva e pimenta-do-reino

 

Regina Bistecca –  Para quem busca um local um pouco mais refinado, sugiro o Regina Bistecca, a poucos minutos do Duomo. No menu de carnes Marchigiana IGP, Scottish Angus,  Chianina IGP ou Regina Selection de 48 a 78 euros o quilo.  Seu ambiente mais refinado não significa preços nas alturas. Pra vocês terem uma ideia,  pratos que vão do filé com pimenta verde  ao  frango à milanesa ou almôndegas, custam entre 14 e 26 euros. Saladas e hambúrgueres também compõem o menu. Fica na via Ricasoli, 14r

regina

No Regina Bistecca, ambiente moderno e de muito bom gosto, decoração que leva assinatura de Betty Soldi.

Perseus –  O Perseus foi por muito tempo eleito como o melhor restaurante de bistecca de Firenze. Atualmente alguns torcem o nariz, mas fato é que  o  local, bastante rústico, continua figurando como os preferidos dos locais em busca de uma carne feita como se deve! Ah, e tem num cartaz que diz: “a carne aqui nao pode ser bem cozida”. Fica perto da piazza della Libertà – Viale don Minzoni,  10 r

Perseus

Osteria Caffè Italiano – eu adoro a atmosfera do Caffè Italiano, que fica perto da piazza Santa Croce. Além de servir uma pizza excelente, propõe carnes de qualidade elevada, que são expostas no frigorífero com o tempo de maturação e procedência.  Via Isola delle Stinche, 11r

 

Osteria dell’Enoteca–  Esta é uma super válida proposta para os amantes  da bistecca, num ambiente elegante, com paredes de tijolinho e mesas arrumadas com o maior capricho.  A equipe da Enoteca Pitti Gola agora pode extravazar em receitas toscanas com o novo espaço que acaba de ser inaugurado na via Romana, perto da entrada do Jardim de Boboli. Participei do almoço de lançametno da Osteria dell’Enoteca, que tem como sócios Edoardo Fioravanti, Manuele Giovanelli, Lorenzo Ricci e Zeno Fioravanti.  O chef Nicola Chiappi está à frente da cozinha e a protagonista da casa é a carne e oferecem uma divina bistecca, que pode ser a Chianina ou a dell’Osteria. Experimentei as duas e garanto que está entre as melhores que já provei na vida! E o tiramissu com cantuccini? Algo imperdível!  Fica na via Romana, 70/r

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Angiolino –  Atmosfera típica das antigas trattorias fiorentinas, com decoração simples mas bem bonitinha! O Angiolino oferece pratos tradicionais da culinária local e é um ótimo endereço para os que querem experimentar a suculenta bistecca alla fiorentina. Fica no Oltrarno, na Via Santo Spirito, 36 r

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Trattoria dall’Oste – existem varios restaurantes em diferentes pontos  centrais da cidade, como nas proximidades da estação ferroviária SMN ou  perto do Duomo e o Palazzo Vecchio.  Dentre as opções do menu, tagliata com batata e rucula por € 11,50, hamburguer a € 7,50, antipastos de € 5 a 7,50 e as massas saem por 5 euros. Oferecem também 4 tipo de pizza por 6 euros. Via dei Cerchi, 40 r

 

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A Trattoria dell’Oste é um verdadeiro templo da bistecca alla fiorentina, um dos pratos mais tradicionais da cozinha toscana. Servem 12 tipos diferentes de carne em vários cortes, todas certificadas. Toda a carne vem de animais criados com critérios naturais

 

Steak Home –  Perto da piazza Santa Croce, o Steak home,  inaugurado em julho de 2019, oferece carne maturata a seco, no processo conhecido como dry-aged, que consiste em deixar a carne “envelhecer” por um certo tempo em condições controladas de umidade, temperatura e ventilação, obtendo dessa forma carne mais macia e saborosa. No Stek Home, que apresenta ambiente moderno e descontraído,  podemos degustar carne com maturação de 2, 4 e 8. semana. E no final da refeição,  não deixe de pedir a sobremesa, que vem numa charmosa caixinha onde você mesmo compõe o seu doce. O Steak Home fica em Corso dei Tintori, 10 r.

I Latini – um símbolo de Firenze quando o assunto é bistecca, esse restaurante, com atmosfera dos anos 50,  é praticamente uma instituição na cidade. É um dos mais tradicionais locais para a bistecca em Firenze e é necessário reservar mesa, principalmente na hora do jantar, pois costuma receber grupos de turistas. Via dei Palchetti, 6

 

Outros locais famosos onde encontrar uma boa bistecca:

Buca Lapi –  via del Trebbio, 1

Marione – via della Spada, 27

Da Giovanni- via del Moro, 22  (ainda não experimentei)

Trattoria da Burde – via Pistoiese, 154  (ainda não experimentei)

I’Brindellone – Piazza Piattellina, 10

Trattoria da Sergio Gozzi – Piazza San Lorenzo, 8r  (ainda não experimentei)

Da Mario – via Rosina, 2r

Coco Lezzone  – Piazza Rucelai

Trattoria Sostanza – Via del Porcellana, 25 r

 

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Manifattura Tabacchi, renascimento urbano em Firenze

Renascimento urbano – Florença acaba de ganhar um novo pólo de atrações que mescla  arte contemporânea, moda, coworking, concertos, artesanato e gastronomia: a Manifattura Tabacchi, uma área industrial de 100  mil metros quadrados, onde funcionava uma fábrica de tabacos construída nos anos 30 pelo engenheiro Pier Luigi Nervi.  A área de 6 hectares, nas proximidades do Parque delle Cascine,  abriga 16 edifícios  num bairro estratégico que combina o valor do patrimônio com os melhores cenários contemporâneos.

O  local está sendo transformado em uma nova centralidade urbana, um  point de intercâmbio integrado com a cidade. Os espaços  vão acomodar uma proposta inusitada,   graças a uma nova visão de urbanismo que rompe fronteiras e interage com a arquitetura,   meio ambiente, arte e cultura.

 

Nos andares superiores dos prédios que dão na praça central serão escritórios e espaços de coworking

B9, concept space na Manifattura Tabacchi

Ao interno do complexo, o primeiro espaço recuperado foi o B9. Não é apenas um local de trabalho e criatividade.  Além de ser um novo destino de food de qualidade, no local podemos conferir talentosos makers criando suas obras. No concept space o bistrô B9  funciona diariamente das 9h à meia-noite,  com variada oferta gastronômica. À convite da Manifattura Tabacchi, experimentei todas as propostas enogastronômicas.

Um novo modelo de espaço surge do antigo complexo industrial de Manifattura Tabacchi, ativo por 70 anos e abandonado desde 2001

 

O Bulli & Ballene, que em Firenze surge na Piazza della Passera,  apresenta o bacaro veneziano com drinks, com deliciosos chicchetti gourmets e Spritz. Tortas do dia, tramezzini e pequenas porções de tira-gostos onde é possível montar o próprio prato, como saladas de quinoa, croquetes de peixe, ceviche,  tartare e crostoni.

 

O Soul Kitchen, que atende em Firenze em Santa Croce, propõe um menu com produtos artesanais do terriotiros com atenção à sustentabilizdade:  todos os pratinhos e talheres utilizados são com material reciclado. Propõem pizza a taglio  com 48 horas de levitação e  preparadas com ingredientes sazonais.  Vinhos e sucos bio, coquetéis e destilados artesanais e licores não industriais são as opções de bebidas, que são servidas até as 2 da madrugada, enquanto a pizzaria funciona até às 23 horas.

A cerveja artesanal é do Birrificio Valdarno Superiore, empresa que surgiu na província de Arezzo e que produz cervejas à alta fermentação, inspiradas no território, com matéria-prima de alta qualidade. Excelente para acompanhar as pizzas e cicchetti gourmet!

 

A charmosa varandinha do B9

No enorme espaço, ateliers de makers contemporâneos que expõem e comercializam suas criações. Portanto,  se você se apaixonar por alguma peça, pode levar pra casa mesinhas, cadeiras ou objetos pessoais ou de decoração.

A Manifattura Tabacchi é um pólo de artes  e criatividade para diálogo, colaboração e pesquisa de artistas que atuam com objetos de arte e design e  moda

 

Muitas instalações durante a programação anual. Um contraponto contemporâneo com atividades permanentes e temporárias

 

A Manifattura Tabacchi é um lugar repleto de atrações e agregação, uma área da cidade onde fervem ideias e propostas, num ambiente que ressurge mais moderno e criativo do que nunca!

As joias do artista Alessandro Dari

Florença é uma cidade efervescente e berço de artistas contemporâneos. No bairro de San Niccolò, no Oltrarno, fica o ateliê do artista  Alessandro Dari, ourives, escultor e músico.  Mas é de suas joias que vou falar aqui no post.  Impossível não se encantar ao adentrar em seu museu-bodega, um lugar mágico, num prédio histórico do século 15, onde estão expostas mais de 1200 criações, peças únicas, “resultado de estudos que fundem o mundo físico e o especial numa alquimia de formas e pensamentos, que ele vive constantemente e que o inspiram em seu trabalho”.

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Alessandro Dari é um mestre florentino em ourivesaria e escultor. Ele é o fundador do movimento artístico Dinamismo Perceptivo. Alessandro é um artista versátil: formado em Farmacia, é também guitarrista clássico

Alessandro Dari  realiza suas criações num  prédio histórico do bairro de San Niccolò, no Oltrarno, onde é também a sua residência. Documentos comprovam que desde o século XVII,  sua família, que é de origem fiorentina, era constituída de artistas habilidosos em pedra, bronze e joalheria.

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Sua técnica de realização refere-se ao estilo etrusco, gótico e renascentista. Arquitetura e anatomia são elementos sempre presentes em suas criações. Dari estudou química para se tornar farmacêutico.

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Suas joias escultóricas dão forma a arquiteturas em miniatura retratando castelos medievais, igrejas góticas, instrumentos astronômicos e figuras mitológicas

Toda a produção é realizada no ateliê de Alessandro Dari: fundição, esmaltado, cravação das pedras. E todas as fases tratadas com paixão e total dedicação.

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Alessandro Dari em sua bodega. Desde 2014 realiza cursos de ourivesaria escultural

 

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Suas peças refletem sua inspiração criativa através de igrejas, castelos e monumentos. Um dos temas de suas criações são igrejas e ele reproduziu diversas catedrais de Firenze

 

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Alessandro Dari

Via San Niccolò, 115 r

Firenze