Arquivo da categoria: Firenze

Florença menos conhecida

A Florença que vemos sempre nos cartões-postais e rota obrigatória de turistas em visita à cidade,  já sabemos de cor e  salteado:  Catedral Santa Maria Del Fiore, Basílica Santa Maria Novella,  Basílica de Santa Croce, Museu Uffizi, Palazzo Vecchio, Piazzale Michelangelo, Palazzo e Pitti e Galleria dell’Accademia. Basicamente são essas as atrações que fazem parte da lista dos turistas que visitam Florença. Mas essa extraordinária cidade guarda verdadeiros tesouros não muito conhecidos,  geralmente visitados por quem já esteve na cidade. Aqui uma  relação com 10 atrações que selecionei pra vocês de uma Florença menos conhecida:

 

Florença menos conhecida: atrações lindas e interessantes que irão te surpreender!

 

1- Basílica de San Miniato al Monte – A igreja fica a poucos passos do Piazzale Michelangelo e é uma das obras-primas do estilo românico na cidade. Foi construída entre os séculos 11 e 13 .  Geralmente, para ter uma visão panorâmica da cidade os visitantes escolhem  o Piazzale Michelangelo, mas sugiro também visitar a basílica, que fica a 5 minutos a pé.  Entrada gratuita.

 

Igreja de San Miniato al Monte. Como o nome sugere, esta igreja é dedicada a San Miniato, o primeiro mártir da cidade de Florença

 

A vista das escadarias da igreja de San Miniato, que fica nos arredores do piazzale Michelangelo, em um dos pontos mais altos de Firenze e que nos proporciona um esplêndido panorama

 

2- Giardino delle Rose– Com cerca de 350 espécies de rosas, o  Giardino delle Rose é um dos jardins panorâmicos mais lindos de Firenze. Localizado sobre as colinas de San Miniato e pouco abaixo do Piazzale Michelangelo, foi realizado em 1865 pelo arquiteto Giuseppe Poggi.  O jardim fecha em alguns meses do ano,  sempre aberto na primavera e no verão. Entrada gratuita.

 

giardino-delle-rose

 

3- Cappella Brancacci–  Continuando com os locais de Florença menos conhecida, sugiro uma visita à Cappella  Brancacci,  fundada no século 14. A capela fica dentro da igreja de Santa Maria del Carmine e guarda preciosidades da pintura do Renascimento italiano. A pequena capela reúne obras de Filippino Lippi,  Masolino e  Masaccio, um dos primeiros artistas a utilizar a perspectiva em suas pinturas. A Cappella Brancaci fica na piazza Del Carmine, no Oltrarno.

Cappella-Brancacci

A carreira de Masaccio foi breve mas marcante. Ele pintou muitos dos afrescos da Capela Brancacci

 

4- Villa Bardini –  Conhecida também como Villa Manadora, a Villa Bardini é um importante espaço verde  na cidade dedicado a exposições temporárias, graças aos seus dois museus internos, o Museu Capucci e o Museu Annigoni.  A vista dos jardins da Villa é um espetáculo e o local  pode ser visitado com o mesmo ingresso que os Jardins de Boboli.

 

 

5- Palazzo Medici Riccardi -Riqueza do patrimônio arquitetônico, histórico e artístico de Firenze, o Palazzo Medici Riccardi foi a primeira residência da poderosa família Medici em Florença.  Concluído em 1460, é um dos mais notáveis modelos de arquitetura Renascentista em Firenze.  Foi projetado por Michelozzo em 1444, sob encomenda de Cosimo Il Vecchio. No ano de 1517  passou pelas primeiras alterações estruturais. Atualmente, além de ser sede da Città Metropolitana,  abriga exposições de arte temporárias e funciona como museu, que oferece aos visitantes a oportunidade de um retorno ao passado de ao menos quatro séculos. No complexo onde fica o prédio você também pode visitar o lindo jardim do palácio. Fica na via Cavour, 1.

medici-ricordi

A Cappella dei Magi fica no primeiro andar do palácio. Era a pequena capela particular da família.  A capela é o único ambiente realizado na época em  que os Médici habitavam no Palácio

 

6- Museu  Arqueológico de Firenze – O MAF briga verdadeiros tesouros únicos, pouco conhecido em comparação com outros museus do circuito da cidade, também inclui uma seção de bronzes da antiguidade e renascentistas e seção egípcia que é segunda mais importante da Itália, depois a de Turim. O museu abriga a importante obra Quimera de Arezzo, em bronze,  um dos maiores exemplares de arte etrusca antiga, provavelmente do do século IV A.C..  Foi encontrada em Arezzo em 1553.  Você vai poder ver múmias do período egípcio, sarcófagos etruscos e esculturas romanas em um dos museus mais antigos da Italia.   O museu fica na  Praça della Santissima Annunziata, 9,r

Arte etrusca. A obra em bronze, Quimera de Arezzo, que na mitologia grega representa um animal monstruoso com corpo de leão, cabeça de cabra e cauda de serpente

 

7- Museu Opera del Duomo– Aqui encontramos a maior concentração de esculturas monumentais florentinas do mundo: estátuas medievais e renascentistas e relevos em mármore, bronze e prata pelos maiores artistas da época. Obras-primas que, na maioria dos casos, foram feitas para o exterior e o interior das estruturas eclesiásticas que encontramos em frente ao museu: a Catedral de Santa Maria del Fiore, o Batistério de San Giovanni e o Campanário de Giotto.  O museu apresenta  obras feitas para esses edifícios, que juntos constituem o que hoje é chamado de “Museo Opera Del Duomo”.

 

 

 

8- Igreja de Santa Trinita  – A igreja de Santa Trinità fica na praça homônima, na elegante Via Tornabuoni. Foi fundada pelos monges  valombrosianos  no século 11. Obteve o título de abadia no século 14  e  passou por algumas reconstruções. Ao longo dos séculos, as capelas da igreja foram colocadas sob o patrocínio de ricas famílias florentinas.  As formas em estilo gótico  datam da segunda metade dos anos 1300 e foram atribuídas  ao artista Neri di Fioravante A igreja tem 20 capelas, sendo que uma das mas preciosas é a Cappella Sassetti, preciosa obra de Domenico Ghirlandaio, realizados entre 1482 e 1485.  Entrada gratuita

 

A igreja de Santa Trinita

 

Afrescos de Domenico Ghirlandaio no interior da igreja, entre as obras-primas do século XV , na Cappella Sassetti

 

9 -Le Rampe del Poggi  – As rampas do Poggi foram construídas pelo arquiteto Giuseppe  Poggi entre 1872 e 1876. Durante cerca de cem anos ficaram desligadas e desde 2019 voltaram a embelezar a região do Oltrarno, próximo à Torre de San Niccolò. A obra tem uma superfície de 6700 metros quadrados e apresenta um moderno sistema hídrico, composto por grutas, cascatas e planta e Liga o lungarno ao Piazzale Michelangelo.

 

As obras de restauro e valorização devolveram o esplendor original às fontes. A reinauguração foi em maior de 2019

 

 

10- Igreja de Ognissanti –  A igreja de Todos os Santo guarda preciosos tesouros artísticos em seu interior, que  é ricamente decorado, com obras de arte realizadas por  Giotto, Taddeo Gaddi, Botticelli e Ghirlandaio.  A igreja franciscana tem sua origem ligada à família do navegador Américo Vespúcio, que a patrocinou.  Em seu interior os túmulos de nomes prestigiosos como  Américo Vespúcio e Simonetta Vespúcio, a musa de Sandro Botticelli, que também foi enterrado no local.

 

A igreja franciscana, dificada em 1251 , fica na luminosa praça homônima

 

O que acharam das opções deste post Florença menos conhecida? Alguma outra atração que não faz parte das mais visitadas que gostaria de dividir com a gente? Em breve vou publicar mais 10 atrações “Florença menos conhecida”.

A Torre de Arnolfo

A Torre de Arnolfo, de 95 metros de altura, é um dos maiores símbolos de Firenze. É a segunda construção mais alta da cidade, perdendo apenas para a cúpula de Brunelleschi, e pode ser vista de diversos pontos da cidade.  Faz parte do  primeiro núcleo do Palazzo Vecchio, sede municipal da cidade de Florença, que foi construído em 1299, com  projeto de Arnolfo di Cambio.  A  torre, que  é aberta ao público para visitação,  foi realizada em  1310 e é um dos pontos panorâmicos mais bonitos de Firenze!

A curiosa assimetria em relação ao centro da fachada é que a torre foi erguida incorporando uma torre pré-existente que ficava naquela posição

As casas-torre eram demonstração de poder e prestígio das famílias que as construíam. Em Firenze  existiam inúmeras casas-torre e a torre de Arnolfo foi construída a partir de uma torre já existente,  a torre denominada “della Vacca”, que pertencia à família Foraboschi, e tornou-se a mais alta da cidade.

A Torre do Palazzo Vecchio é chamada de Torre Arnolfo em homenagem a Arnolfo di Cambio, o arquiteto do palácio, realizado no final do século 13

 

Na parte superior da torre ficam os 3 sinos campanários: um toca marcando as horas e os outros dois tocam em festividades cívicas. No alto da torre fica o catavento de bronze com uma esfera e  o Marzocco, o leão  símbolo  de Florença.

Os três sinos, a Martinella,  o sino do meio-dia e o sino dos sobrados,  ainda  estão em uso. E o leão Marzocco, símbolo de Florença

 

Com acesso pela parte interna do palácio, as escadarias com seus 223 degraus nos conduzem até o topo da torre.  No percurso, uma curiosidade: existe uma pequena cela, conhecida como Alberghetto, que já serviu de prisão para Cosimo Il Vecchio  e Savonarola.

Realmente fantástico o panorama de Firenze do alto! Temos a possibilidade de admirar a cidade pelos  quatro lados: dos monumentos, às colinas circundantes

Uma das principais curiosidades  relacionadas à torre é a pequena prisão, chamada Alberghetto,  situada praticamente na metade do caminho das escadarias que  conduzem até  o topo. É uma pequena  cela com uma janelinha que era usada, na maioria das vezes,  para deixar os cidadãos que aguardavam julgamento.  Duas personalidades  já estiveram presas no local: Cosimo Il Vecchio e Savonarola.  Cosimo de’ Medici  foi preso  em 1433 devido à suspeita, não muito infundada, de traição e de querer derrubar a República para obter a Senhoria de Florença. Ele foi condenado ao exílio e passou um período em Pádua e depois em Veneza e cerca de um ano mais tarde conseguiu retornar e estabeleceu de fato a Senhoria em Firenze.  Já  o frei dominicano Girolamo Savonarola, preso 65 anos depois, não teve a mesma sorte.  O líder religioso foi  condenado por heresia e queimado  na fogueira na  praça della Signoria,  em 23 de maio de 1498.
A prisão onde ja estiveram Cosimo I e Savonarola

A vista do alto da Torre de Arnolfo, que pode receber um número restrito de visitantes por vez

 

Torre de Arnolfo
Palazzo Vecchio -Firenze
Visitas: de segunda à domingo , das 9 às 21 horas (até 14h às quintas)
Valor: 10 euros (reduzido ) e 12,50 euros inteiro
Visite  o site da  Muse para mais informações
obs: Devido à pandemia é necessario se certificar dos horários de visitação , que  podem sofrer alterações 

Escola do Couro de Firenze

Firenze orgulha-se de suas tradições que é também mantida através do artesanato. E um endereços mais importantes  ligados à artesanalidade na cidade é   Escola do Couro de Firenze , que funciona no complexo da Basílica de Santa Croce, num antigo dormitório projetado por Michelozzo.  Firenze  carrega um considerável  legado na arte do couro graças também à   Scuola del Cuoio, com 70 anos de história dedicados à criação de artigos de couro. A escola foi fundada após a Segunda Guerra Mundial através dos esforços colaborativos dos frades franciscanos do Mosteiro da Santa Croce, que desejavam ensinar uma profissão aos órfão, e das famílias Gori e Casini, mestres artesãos de couro florentino desde os anos 1930.

 

Para quem está em busca de artigos de couro Made in Italy

 

Aqui  você pode encontrar o que busca sem se preocupar com  autenticidade do produto,  que é realizado por artesãos que também se formam no local

Marcello Gori deu vida à Escola do Couro, que abriu suas portas ao público na década de 1950 e ainda é administrada por suas filhas e seu sobrinho.  A escola surgiu numa posição estratégica, ao longo das margens do rio Arno nas proximidades de Santa Croce.  É que a água era essencial para o funcionamento das oficinas artesanais, por esse motivo  diversas empresas se estabeleciam  nas proximidades  de locais que concentravam grande quantidade  de água.

 

A qualidade de seus produtos e o compromisso com a tradição tornaram famosa a Escola de Couro

O acesso à escola dá-se pelo pátio que fica atrás da Catedral de Santa Croce

 

Desde 1950, a Escola do Couro produz peças artesanais de couro de alta qualidade, como bolsas, mochilas, carteiras, malas, cintos, pastas, álbuns e caixas. Cerca de 20 artesãos trabalham dentro da escola,  produzindo a artigos de diversos estilos, dos  clássico ao  contemporâneo. Além disso, a escola oferece a oportunidade de aprender técnicas e conceitos de trabalho em design, por meio de cursos de 3 ou 6 meses e de vários workshops.

 

São cerca de 20 artesãos que trabalham na escola. E  durante a visita à escola podemos assistir aos estudantes em ação

A escola tem como objetivo transmitir o valor da arte manufatureira florentina, ajudando a preservar  a tradição de produtos feitos sob medida com competência e criatividade, remando contra e resistindo à enorme globalização de produção da nossa era.

Dedicação, concentração e  tempo, fundamentais  para o processo criativo e produtivo do artesanato, pois aprimora os detalhes, confere personalidade, singularidade e exclusividade a um objeto precioso

 

Os estudantes da Escola de Couro vêm de todo o mundo.  Alguns decidem se estabelecer em Florença e outros retornam ao seu país de origem levando na bagagem uma grande riqueza: a habilidade  e o know-how da arte manufatureira florentina.

 

Cerca de 80% dos artigos produzidos são exportados

 

 

 

Scuola del Cuoio 

Via San Giuseppe, 5 r – Firenze

Santa Croce

Horário de funcionamento:

Outono / Inverno –  de segunda a sexta, das 10h (sábado das 10:30) às 18h
Primavera / Verão – diariamente das 10h às 18h

Os campos de lavanda da Toscana

Quem nunca sonhou em passear pelos campos de lavanda para apreciar de perto toda a beleza da natureza que se colore de lilás e poder sentir  o  suave  perfume das flores? A característica imagem que nos remete à Provença pode ser também apreciada em diversas localidades da Itália nos meses de verão. Recentemente eu pude matar a minha vontade de visitar um campo de lavandas nos arredores de Firenze.

Conhecida por seu perfume delicado, a lavanda é sinônimo de bem estar, saúde e beleza. É utilizada na indústria de perfumaria, alimentos e medicamentos

Estive junto com Laura Di Benedetto, autora do Life Blogger  visitando um campo de lavandas inserido num panorama lindíssimo a poucos minutos do centro de Firenze. Borghetto 39 é um charmoso B&B gerenciado por Carlotta e sua mãe Daniela Zavattoni, que nos ciceroneou numa tarde ensolarada de verão.  Daniela nos contou sobre a decisão de dedicar-se à terra e ao agroturismo. Na verdade foi uma escolha guiada pelas circunstâncias da vida.  Ano passado seu ex-marido, pai de Carlotta e proprietário da estrutura, sofreu um acidente com o trator e com sua morte a filha refletiu e aceitou os conselhos de mãe. Depois de 8 anos vivendo em Londres, Carlotta deixou a capital inglesa e voltou para Firenze, sua terra natal, para recomeçar essa nova atividade e dedicar-se ao setor agrícola.

 

Em visita aos campos de lavanda com Laura e Daniela

 

 

O Borghetto 39 conta com dois apartamentos independentes, com cozinha moderna e equipada, acolhedora e confortável sala de estar, com os quartos distribuídos no andar superior e enorme varanda, de onde  podemos apreciar a linda vista das colinas de Fiesole.  Daniela tem veia artística  – inclusive pintou algumas telas expostas no local – e foi ela mesma quem decorou todos os ambientes, com muito bom gosto e criatividade, utilizando alguns móveis restaurados e garimpados em mercadinhos.

 

A lavandula é um gênero de plantas pertencente à família Lamiaceae.  Compreende cerca de 40 espécies, entre elas a que chamamos de lavanda e cujo nome deriva do latim “lavare”, que significa lavar

 

A lavanda se adapta a vários tipos de solo, não precisa de muita  água, mas de luz solar.  Aqui na Itália podemos  admirar os campos floridos entre junho e agosto, que assim como os girassóis, florescerem no verão.

 

No agroturismo existem 3 campos de lavanda,  bem próximos um do outro, circundados por oliveiras. Daniela está desenvolvendo uma novidade que ainda não pode ser divulgada, mas que já experimentamos em primeira mão. Em breve espero poder contar pra vocês!

 

O óleo essencial de lavanda  é versátil e promove o equilíbrio do corpo e da mente. É ótimo para a saúde da pele e do cabelo.  Tem propriedades terapêuticas que ajudam a combater a insônia e a ansiedade

 

Benefícios da lavanda – A lavanda, originária da Europa Mediterrânea, Oriente Médio e África, tem propriedades antissépticas, cicatrizantes, antioxidantes, analgésicas, antidepressivas, adstringentes, relaxantes e desodorantes.  O óleo de  lavanda é um dos poucos óleos que podem ser aplicados diretamente na pele. Podem ser utilizados  como integradores, como ingredientes ativos, como cosméticos, em produtos de higiene pessoal,  para o ambiente e também para a preparação de doces e bebidas.

 

O Palazzo Pitti de Florença

O imponente Palazzo Pitti,  o maior palácio de Florença, é a antiga residência dos grão-duques da Toscana e atualmente  abriga um  importante complexo de museus, como a Galleria Palatina, os Apartamentos Reias, o Museu da Prata, Museu Del Tesoro dei Granduchi (ex-museu degli Argenti),  Museu do Traje, a Galeria de Arte Moderna e o magnífico Jardim de Boboli. É um palácio renascentista construído pela família Pitti em 1457 e adquirido em 1549 por Eleonora di Toledo,  esposa do grão-duque Cosimo I de’ Medici.

 

 

O Palazzo Pitti fica no Oltrarno. Originalmente era menor e passou por ampliações com a família Medici

O Palazzo Pitti foi originalmente construído em meados do século 15 para ser a residência do banqueiro Luca Pitti e passou a ser a maior residência privada de Firenze. Sobre o projeto, existem algumas dúvidas.  Muitos registros atribuem a obra ao arquiteto Luca Fancelli, colaborador de Filippo Brunelleschi. A família Pitti competia com os Medici e  queria um palácio maior que o da poderosa família, que habitava no Palazzo della Signoria, e que passa então a ser chamado de Palácio Vecchio. Em 1549, o palácio foi vendido aos Medici, tornando-se a residência da família grão-ducal. A corte se transfere ao palácio no governo de Ferdinando I,  filho de Cosimo e Eleonora di Toledo,  entre os anos de  1587 e 1609.

 

 

O Palazzo Pitti era o símbolo do poder consolidado dos Medici sobre a Toscana

Palazzo-Pitti

A fachada do prédio  é coberta por pedra forte,  típica da cidade. A construção original incluía apenas a parte central do edifício atual, com as 7 janelas centrais no primeiro andar.

 

O patio foi realizado por Bartolomeo Ammannati nos anos 60 dos anos 1500, com trabalho conhecido como “bugnato”, silhar em português, processo de alvenaria caracterizado por blocos de pedras

 

Com a ruína econômica da família Pitti, o palácio foi comprado por Eleonora de Toledo, esposa de Cosimo I de’ Medici em 1549.  Com saúde debilitada devido à tuberculose, Eleonora, que teve 11 filhos, considerou a área do palácio, aos pés de Boboli no Oltrarno, mais saudável tanto para ela quanto para os filhos, com a possibilidade de ter um grande espaço ao ar livre numa residência maior. O palácio passou por ampliações e modificações,  sendo que a mais importante foi realizada por Bartolomeo Ammannati no século 16, que construiu  o suntuoso pátio interno e  realizou também alterações no Giardino di Boboli. Com a extinção dos Medici, o ducado e o palácio passou para a dinastia dos Asburgo- Lorena, sucessores dos Medici a partir de 1737.

 

No pátio aconteceu o casamento de Ferdinando I e Cristina di Lorena  com um espetáculo grandioso de naumachia,  com  a encenação de uma batalha naval, com todo o pátio coberto de água

No pátio do palácio há uma linda gruta, é  a Grotta di Mosè.  Durante o Renascimento,  uma tendência era a construção de  grutas artificiais.

Gruta de Moisés

A Gruta  de Moisés é decorada com esculturas, fontes e afrescos.  Ao centro da caverna, na parede do fundo,  o grande Moisés, que dá nome ao lugar. Originalmente a gruta, ou caverna, era sóbria e não tinha decoração em seu interior, que foram encomendadas por  encomendadas por Cosimo II e Fernando II.

palazzo-pitti

O palácio passou por algumas ampliações com os sucessores da família  Medici, que foi extinta em 1737

 

pitti

Escadaria monumental neo-classica realizada pelo arquiteto Luigi del Moro, provavelmente com esculturas de Giovanni Duprè

 

sala-di-marte

No século 19 foi usado como base militar por Napoleão e  o palácio passou a ser residência de sua irmã Elisa.  Entre 1865 e 1871, época em que Firenze foi capital da Italia, o  palácio foi residência oficial dos reis. No início do século 20 foi doado ao povo italiano por Vittorio Emanuele III.

 

Os Museus 

O  Palácio Pitti, que é o maior de Firenze,  abriga 7 museus públicos com  importantes coleções de esculturas, pinturas, objetos de arte, figurinos e porcelanas, em um complexo monumental:

  • Galleria  Palatina: reúne  grande coleção de pinturas dos séculos 15 a0 17, que inclui a maior concentração de obras de Rafael no mundo, além de pinturas de Tiziano,  Pontormo, Filippo Lippi, Tintoretto, Caravaggio e Rubens.  As pinturas decoram as paredes com ambientes enriquecidos de esculturas, vasos e mesas de pedras semipreciosas, segundo o modelo típico das galerias do século 17.  Enriquecem o museu os belíssimos afrescos barrocos  e o mobiliário original;
  • Apartamentos Reais: eram os aposentados da família Savoia e os ambientes foram utilizados na época em que Florença foi a Capital da Italia, entre 1865 e 1871.
  • Museo del Tesoro dei Granducchi (Museo degli Argenti), funciona na ala do palácio que abrigava os quartos do apartamento de verão da família Medici. Objetos em prata, ouro, âmbar e marfim, vasos em pedras semipreciosas e cristais de rocha
  • Museo della Porcellana: grande coleção de porcelanas das familias Medici e Lorena
  • Giardino di Boboli: uma magnifica área verde em Florença com 45 mil m² de jardim alla italiana, com estátuas, fontes e  grutas
  • Museo della Moda: roupas e acessórios do século 18 a hoje.
  • Museo di Arte Moderna : pinturas e esculturas do século 18 até o inicio do século 20

 

Na Galeria Palatina, um dos primeiros ambientes é a Sala dell’Iliade e ao centro estátua realizada por Lorenzo Bartolini, que representa a caridade educadora

Nesta área do palácio, estão as salas dedicadas à 5 planetas onde os afrescocs se referem aos planetas.  Saturno, Giove,  Marte, Venere e Apolo.

Sala di Saturno.  Aqui encontramos  8 obras de Rafael Sanzio.  No teto, afrescos dedicados à Galileo Galilei

pitti

Sala di Giove

 

Sala di Marte, Deus da Guerra, com obras de  Tintoreto, Rubens

 

Sala di Venere, com a Vênus de Canova

 

 

 

palazzo-pitti

Decoração – os salões são repletos de quadros e afrescos da Galleria Palatina

 

Obra realizada por Rafael em 1518. Retrato de Leão X

No espaço que abriga os Apartamentos Reais estão os  móveis de época do século 19. São 14 salas usadas pelo segundo Rei da Itália Umberto I e sua esposa Margherita di Savoia, que residiram no palácio entre 1865 e 1871.

 

 

No térreo e no mezanino fica o Museo degli Argenti, que contém uma grande coleção de objetos preciosos que pertenciam à família Medici.

 

A Galleria de Arte Moderna, que fica no último andar,  expõe uma bela coleção de pinturas e esculturas do neoclassicismo até a  década de 30. Reúne os maiores intérpretes da arte italiana no suntuoso ambiente que ja foi residência da família Lorena.

galleria-palatina

Na Galleria d’Arte Moderna – Obras do Neoclassicismo e Romantismo

Sala Bianca –  O Salão dos Forestieri da época dos Médici foi transformado, por vontade do Grão-Duque Pietro Leopoldo, em um suntuoso salão de baile.   Este magnifico salão de Dança,  no período do pós-guerra, acabou se tornando um importante local para a moda internacional. Em 1951 aconteceu o primeiro desfile de moda italiano, organizado pelo marquês Giovanni Battista Giorgini na Villa Torrigiani, sua residência na época, com   importantes compradores norte-americanos. E sempre por iniciativa de Giorgini que em junho de 1952 os desfiles foram transferidos para a Sala Bianca do Palazzo Pitti, contribuindo para a internacionalidade da moda, divulgando o nome ‘Pitti’ em todo o mundo. Aliás, o maior evento de moda masculina do mundo acontece em Firenze, na Fortezza da Basso: Pitti Uomo.

 

A Sala Branca ou Salone dei Forestieri. Foi no elegante salão que aconteceu  um importante desfile de moda, organizado por Giovanni Battista Giorgini, no ano de 1952.

 

Todas as obras que podemos conferir no local é  graças ao legado de Ana Maria Luisa de Médici, a última herdeira da sua dinastia e que evitou que a coleção fosse saqueada, o que geralmente te acontecia às coleções privadas. O museu foi aberto ao público em 1833.

 

 

Num prédio separado, conhecido como Casino del Cavaliere, nos Jardins Boboli, fica o Museu da Porcelana, enquanto a Palazzina della Meridiana abriga o Museo della Moda e del Costume, fundado em 1983, que apresenta roupas, jóias e artefatos da moda contando a história do vestuário dos últimos 400 anos.

 

 

Este é o primeiro museu estadual da história da moda na Itália e um dos mais importantes do mundo, com  coleção que inclui mais de 6000 peças, e com modelos raros  do século 16  usados pelo Grão-Duque Cosimo I de ‘Medici e sua esposa Eleonora.

 

boboli

Lindo esse ângulo dos jardins onde vemos Firenze e a cúpula do Duomo

Jardins de Boboli – Atrás do Palazzo Pitti ficam os maravilhosos Jardins de Boboli.  Essa é a maior área verde monumental de Florença, abrangendo uma área  de mais de  45 mil m2.

 

Do Palazzo Pitti: vista para o anfiteatro e a Fontana del Carciofo

palazzo-pitti

 

Palazzo Pitti

Aberto de terça à domingo, 9:15 às 18:50

Valor do bilhete: 10 euros (Palazzo Pitti: Galleria Palatina, Galleria d’Arte Moderna, Tesoro dei Granduchi, Museo della Moda e del Costume, Appartamenti Imperiali e Reali)

Jardim de Boboli : aberto diariamente a partir das 8:15  com horário de fechamento que varia de acordo com a época do ano

  • Os horários sofreram alterações devido à emergência Coronavírus

Posts que podem interessar:

Pagar pra sentar

20 atrações grátis em Firenze

A arte dos vitrais italianos

Dicas de Firenze

A Igreja de Santa Croce

A Basílica de Santa Maria Novella

Passeio a bordo do 500

7 rooftops de Firenze

Festas medievais na Toscana 

Casamento na Itália

Enoturismo, para os apreciadores de vinho

10 burgos medievais da Toscana

A Síndrome de Stendhal

Portas italianas

7 rooftops de Firenze

Agroturismo, uma forma simples e autêntica de hospedagem

O Museu degli Innocenti de Florença

 

A Igreja de San Lorenzo

A  Igreja de San Lorenzo, uma das mais antigas de Florença  e a preferida da família Medici, foi por 300 anos a catedral da cidade. Difícil imaginar que encontramos numa igreja com a simples fachada em pedra um interior tão rico, bonito e simétrico: a Basílica de San Lorenzo abriga muitas obras-primas de grandes nomes da cena artística e arquitetônica de Firenze. Consagrada em 393 por Santo Ambrósio, foi por 3 séculos a igreja mais importante de Florença, até ser substituída pela Igreja de Santa Reparata, que mais tarde se tornou a Catedral de Santa Maria del Fiore, o Duomo da cidade.

 

A Basílica de San Lorenzo, uma das mais antigas igrejas de Firenze, foi consagrada em 393 d.C e reconstruída por Brunelleschi no século 15

A fachada da igreja é inacabada porque na época o encarregado era  Michelangelo, que não conseguiu  terminá-la porque mudou-se para Roma quando foi contratado para pintar o teto da Capela Sistina. Muitos fatores complexos envolvem a fachada: disputa e ciúmes entre artistas, custos altíssimos e até mortes.

 

A Igreja de San Lorenzo e a estátua de Giovanni dalle Bande Nere, pai do granduca Cosimo I de’ Medici

A Igreja de San Lorenzo fica ao lado do mercado de rua homônimo e bem próxima ao Palazzo Medici-Riccardi, a primeira residência da família Medici em Firenze.

A igreja é dividida em três naves com colunas coríntias e arcos arredondados

Em 1059, houve a primeira ampliação da igreja românica, sendo que em 1419, quando os Médici decidiram expandir a estrutura e tansformá-la na igreja da família. Os trabalhos foram atribuídos à Filippo Brunelleschi, arquiteto responsável pela construção da cúpula da igreja Santa Maria del Fiore.   Com isso temos a primeira igreja considerada uma obra-prima do Renascimento.

 

Perto do altar, sob os últimos arcos da nave central, estão os dois púlpitos de bronze realizados por Donatello, o da esquerda dedicado ao tema da Paixão de Cristo e o direito à ressurreição

 

O arquiteto Filippo Brunelleschi transformou a antiga igreja românica em basílica renascentista

 

 

 

Na parte esquerda fica a Capela Martelli, com um sarcófago da família Martelli, realizado por  Donatello ou  por sua oficina, e a obra Anunciação Martelli, de Filippo Lippi ( cerca 1440).

A obra Anunciação Martelli, de Filippo Lippi, datada de 1440

 

Sacristia Velha

Realizada entre 1421 e 1428, a  Sacristia Velha é uma das obras-primas do artista Filippo Brunelleschi e a única concluída. Era a capela fúnebre particular da família Medici construída por Brunelleschi e decorada por Donatello entre 1428 e 1429.   A decoração foi realizada por Donatello após término dos trabalhos de Brunelleschi e a Sacristia Velha, por  incompatibilidade, marca o fim da amizade e colaboração entre os dois gênios do início da Renascença.

O brasão dos Medici na Sacristia Velha

O túmulo de Giovanni Bicci, fundador do banco dei Medici e  morto em 1429, foi colocado sob a grande mesa de mármore na parte central da capela, a sacristia tornou-se o mausoléu dos Medici.

Ao centro da sacristia, os túmulos de Giovanni di Bicci e Piccarda Bueri

A Sacristia Velha de San Lorenzo recebeu esse nome para distingui-la da “nova”, que foi construída um século depois por Michelangelo, e que encontra-se nas Capelas dos Medici.

Donatello realizou as duas portas de bronze

 

Igreja de San Lorenzo

Piazza de San Lorenzo – Firenze

Horário: todos os dias da semana das 10h às 17h
Domingo: das 13h30 às 17h30

Os horários podem sofrer alterações dependendo da época do ano

Preço do bilhete: 4,50 €

Está buscando hotéis em Florença? Clique aqui  para pesquisar. 

A arte dos vitrais italianos

Dicas de Firenze

A Igreja de Santa Croce

A Basílica de Santa Maria Novella

Passeio a bordo do 500

7 rooftops de Firenze

Festas medievais na Toscana 

Casamento na Itália

Enoturismo, para os apreciadores de vinho

10 burgos medievais da Toscana

20 atrações grátis em Firenze

Parque de diversões que funciona sem energia elétrica

Existe um parque de diversões no Vêneto onde os brinquedos funcionam sem eletricidade e grande parte dos materiais utilizados são reciclados.  A ideia do parque surgiu a partir da inauguração da Osteria dei Pioppi,  fundada pelo senhor Bruno Ferrin há cerca de 50 anos: a Osteria e Parque ai Pioppi  é um parque construído a mão, onde tudo funciona sem energia elétrica e o ingresso é gratuito.

Eu e minha família estivemos no parque com a minha amiga Helen, conterrânea de Linhares, que mora pertinho de Treviso

O senhor Bruno Ferrin, que nasceu em 1937,  trabalhava numa padaria e tinha as tardes livres. Daí resolveu arriscar numa nova atividade. Em  15 junho de 1969 inaugurou junto à esposa Marisa Zaghis a Osteria dei Poppi, em meio a um bosque. Pensando nas famílias com crianças, teve ideia de montar um balanço.  Foi num ferro velho pedir ajuda para soldar os ganchos de ferro. O dono do local, vendo que o trabalho não valeria a pena disse que não havia tempo e sugeriu que Bruno tentasse fazer sozinho. Ele voltou pra casa determinado e se empenhou para soldar e montar sozinho o  balanço. “De repente aquela faísca se acende e você descobre uma paixão”, relata o senhor Bruno, que desde então,  nunca mais parou de construir brinquedos para o parque.

 

Todos as atrações são sem motor

Há alguns anos o senhor Bruno ganhou ajuda na realização do trabalho:  o neto Francesco, futuro herdeiro do parque.  Eles projetam, constroem e cuidam da manutenção, que é realizada toda segunda-feira, em todas as atrações.

Numa área de 300 mil metros quadrados no bosque de Montello, na província de Treviso,  freqüentado por  40 mil pessoas por ano , em cerca de 40 atrações. E para muitos brinquedos a regra é simples:  quanto maior  o esforço que você faz, maior a adrenalina!

Empurrando o carrinho da montanha-russa: quem quer se divertir precisa se esforçar

São mais de 40 atrações, como escorregadores, tobogãs,  montanha-russa, carrinhos e balanços.  CriançAs a partir dos 3 anos podem se divertir  nas gangorras , balanços e camas-elásticas.  Todas as atrações são divididas por faixas etárias, que são identificadas por cores diferentes.

Em cerca de 50 anos Bruno e a esposa Marisa transformaram  o local num espetacular parque de diversões onde não é necessária energia elétrica

 

O giro da morte, onde quanto mais voce pedala, mais a roda gira . Se tiver força suficiente para conseguir fazer a roda girar, você fica de cabeça pra baixo e roda dentro da gaiola.

Não existe ingresso a pagar mas é proibido fazer piquenique no local. As refeições são em companhia do senhor Bruno e família, que servem pratos tradicionais da cozinha vêneta na osteria,  um local simples  onde compartilhamos grandes meses com outros clientes da casa. Tudo a um precinho mais do que justo.

 

Osteria ai Pioppi

Via VIII Armata, 76

Nervesa della Battaglia, Treviso

 

 

Posts que podem interessar:

Os gondoleiros de Veneza

7  maravilhas da Toscana que são Patrimonio Unesco

Refeições ao ar livre em Firenze

Mercado Central de Firenze

Turistas pagam mais caro para consumir

20 atrações grátis em Firenze

Igreja de Santa Croce

Pratos típicos da Toscana

O conceito do slow travel

Agroturismo, uma forma simples e autêntica de hospedagem 

Um passeio por Veneza

Arte em casa durante a quarentena

Em tempos de lockdown devido ao coronavírus, encontrar alguma atividade inusitada e estimulante para fazer em casa nem sempre é fácil. Alguns museus criaram uma iniciativa divertida: recriar obras de arte utilizando os objetos que temos à disposição em casa. E resolvi propor através do meu perfil Instagram @grazieateblog e muita gente aderiu à brincadeira.  Solicitei que recriassem, preferencialmente, alguma obra que podemos encontrar em Firenze, seja nos museus, nas praças ou igrejas.  Uma forma divertida e instrutiva de se distrair. E aqui está o resultado, com muitas fotos criativas que contou também com a participação de diversas famílias:

 

Por Benedetta Mazzocchi. Benedetta e o filho Adriano e o coelho Nevi

 

Dany Barcellos

 

Lorenzo Pieri,  em cena da obra Primavera de Botticelli

 

Bruno Pieri,  Giovane con Pomo, de Rafael Sanzio, na Galleria degli Uffizi

 

Obra de Rita, autora do blog O Porto Encanta. Participação da tartaruga Nikita

 

Giuditta Tani

 

Olivia Tani

 

Barbara Mingazzini

 

Francesca Azzini

Marco com os sobrinhos Ruggero e Emma. Fotos de Silvia Saluttari

 

Giovanna e a filha Stephanie Greer, interpretando o Duca e a Duquesa de Urbino, obra de Piero della Francesca

 

Cristina Rosa do blog Sol de Barcelona

 

Cristina e a filha Martina

 

Carina Costa

 

Zilda Pandolfi reproduziu numa pintura Flora, da obra Primavera, de Botticelli

 

A família Melani: Eleonora e Alessio com os filhos Jacopo e Alice

 

Gaia Bardelli em foto da mãe Francesca

 

Cosimo Bianchi faz o “Putto che suona”, de Rosso Fiorentino, no museu Uffizi de Firenze

 

Lapo Bianchi, Ragazzo morso da un ramarro, Caravaggio

 

Tina Wells, com o gato Mulder

 

Izabel Silvestre em Dama com Arminho

 

Sofia Silvestre

 

Izabel Silvestre e Fabio Oliveira, Duca e Duquesa de Urbino. O quadro pode ser visto na Galleria degli Uffizi

 

Rosa Esposito e a filha Lisa

 

Emma Russo

 

Sophie Visciano em  Moça com o Brinco de Pérola, de Vermeer

 

Palova Valenti

 

Duccio Gori interpreta Raffaello. Esse auto-retrato está exposto no Museu degli Uffizi de Florença

E o meu muito obrigada a todos que aceitaram participar dessa brincadeira!  Não deixem de conferir o excelente feed do Tussen Kunsten apenas com fotos feitas durante a quarentena, aqui vai o perfil Instagram: @tussenkunstenquarantaine.

 

Receita da panzanella toscana

A panzanella é um prato  simples da “cozinha pobre toscana” que surgiu a partir do  reaproveitamento do pão dormido. Sua preparação é rapida e  não requer cozimento. Os principais ingredientes da panzanella, que pode ser considerada um prato único, são o pão velho (para permanecer fiel à receita original, seria melhor usar o pão toscano), tomate, pepino, cebola roxa, manjericão, sal, pimenta, vinagre e óleo. No Brasil é possível substituir o pão toscano pela pagnota.

A panzanella é um prato fresco, muito comum no verão, porque ingredientes como manjericão e pepino são mais comuns de serem encontrados da estação do calor

pao-toscano

O principal ingrediente da panzanella é o pão toscano, que é  sem sal, com a crosta crocante e o interno macio

A panzanella é um dos pratos típicos da Toscana  e pode ser servida como uma salada, como entrada ou prato principal, dependendo da variação. Algumas pessoas acrescentam croutons, atum, alcaparras, alcachofras ou azeitona preta.
panzanella

A panzanella é um dos meus pratos preferidos no verão! Rápido e fácil de preparar

A panzanella é um prato rústico principalmente da estação de verão aqui na Itália e que pode ser consumido durante todo o ano no Brasil pela facilidade de encontrar os ingredientes.   Existem versões bem diferentes para a preparação e essa é a receita tradicional toscana, que é super simples, fácil de preparar e deliciosa!

Ingredientes
300 g de pão dormido (cerca de 3 dias)
1 pepino
2 ou 3 tomates maduros ou 20 tomatinhos cereja
manjericão fresco
1 cebola roxa pequena (se preferir, use apenas 1/2)
Sal
pimenta-do-reino
Azeite extra-virgem de oliva
Moda de preparo:
1- corte o pão em rodelas grandes ou em pedaços. Encha uma tigela com água filtrada e deixe amolecer por cerca de 20 minutos.  Depois esprema bem com as mãos para tirar toda água e coloque os pedaços (ou “farelos”) em uma saladeira
2- descasque a cebola e corte-a em rodelas bem finas. Se preferir, coloque numa tigela com água fria por alguns minutos para tirar o ardido da cebola crua
3- Corte os tomates em cubos e descarte as sementes
4 – Corte o pepino em rodelas bem fininhas ou em cubinhos
5- Acrescente os tomates, o pepino, a cebola e as folhas de manjericão no pão e misture
6- Regue com bastante azeite e tempere com sal e pimenta a gosto
7- Se preferir, deixe alguns minutos na geladeira antes de servi-la
Siga o blog no Facebook e no Instagram @grazieateblog com postagens diárias

Por que o Ano Novo florentino é comemorado dia 25 de março?

Em Florença, o Capodanno, isso é, o Ano Novo,  é também comemorado no dia 25 de março, data da  Anunciação da Virgem Maria. Essa é uma  tradição secular que surpreende a todos com desfile do cortejo histórico pelas ruas do centro para celebrar a data, que vigorou na cidade até 1750.

Ano Novo florentino: até 1750, a data de 25 de março era considerada como o início do calendário civil e é celebrada até os dias de hoje. Essa tradição antiga existe há mais de 250 anos

 

Para os florentinos, a Anunciação era um feriado civil, religioso e primaveril, tanto que um velho provérbio   diz: “Para a Anunciação, a andorinha chegou; e se não  chegou, ela está  pelas ruas ou está doente”.

Anunciação de Cestello, de Botticelli, obra em exposição na Galleria degli Uffizi

Em outras cidades italianas e européias, desde 1582, no entanto, o calendário gregoriano já havia sido adotado, estabelecendo o início do ano em 1º de janeiro.  Mas Florença, fortemente ligada à doutrina mariana, decidiu não abandonar o hábito de celebrar o primeiro de ano em 25 de março. Foi apenas através de um decreto emitido pelo Grão-Duque Francesco III  no ano de 1749,  que definiu para 1º  de janeiro o início do ano civil também para  Florença.

 

A piazza della Santissima Annunziata que a abriga a homônima igreja

 

Basílica della Santissima Annunziata

Para as celebrações do ano novo os florentinos costumavam ir até a Basílica della Santissima Annunziata, onde existe um afresco muito venerado que segundo a tradição foi terminado por um anjo. Segundo a lenda, o pintor Fra Bartolomeo, que estava trabalhando na obra, não conseguia realizar o rosto da Virgem e pela exaustão, acabou adormecendo. Ao acordar, descobriu que a mão de um anjo havia finalizado a pintura e por esse motivo passaram a chamar a obra “Anunciação Milagrosa”, considerada até por Michelangelo como uma obra de arte “divina”.

Firenze ainda celebra a data de 25 de março com um cortejo histórico que vai até a igreja della Santissima Annunziata, o principal santuário mariano de Florença , centro das celebrações, onde está o afresco com a imagem milagrosa  da Virgem da Anunciação .

 

 

 

Procissão – a procissão do cortejo histórico começa no Palagio di Parte Guelfa e segue até a Basílica de SS. Annunziata, seguindo uma tradição antiga camponeses peregrinavam para homenagear Maria. A procissão leva um bouquet de lírios brancos à capela da Santíssima Annunziata. A celebração entrou para o calendário oficial de festividades da cidade desde o ano 2000.